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Ken Loach, um cineasta Marxista, ganha o Festival de Cannes, com um filme, justamente sobre a história de ocupação militar da Irlanda.“The Wind that Shakes the Barley” é um olhar sobre a luta da Irlanda pela independência nos anos 20. Loach ajudou a transportar o conflito para os nossos dias, onde a denúncia das guerras de conquista do Imperialismo transforma o filme num meticuloso e abstracto exercício sobre a tragédia da política e da guerra,No inicio do festival, Ken Loach comparou a história à invasão norte-americana do Iraque e disse que, no que se refere ao argumento passado no Ulster, em ambos os casos, há um Império que impõe vontades a uma nação que as não deseja.
"Às guerras que temos visto, às ocupações que temos visto ao redor do mundo,,, as pessoas não podem mais voltar as costas a isso. O facto de que isso se está a reflectir no cinema é muito importante para a saúde do cinema. É muito emocionante poder lidar com isso em filmes, e não deixar que o Cinema se transforme somente num mero complemento para vender pipocas. Acho que a tendência actual é excitante. Coloca o cinema no centro das nossas vidas. Acho que isso é brilhante."O Guardian congratulou-se hoje com o prémio, que já não era recebido pela Grã-Bretanha há mais de uma década (Mike Leigh, Segredos e Mentiras). Em entrevista o realizador disse esperar “que o prémio leve os ingleses a interessar-se mais pelo filme” que tem estreia prevista para apenas 30 cinemas em Inglaterra. – “Na Grã-Bretanha, temos uma cultura cinematográfica muito rica, que raramente consegue chegar às salas. Estamos limitados por aquilo que os americanos querem que façamos”
Palmas secas em Cannes, segundo os jornais, portanto. Pudera!
Ken Loach é dos realizadores socialmente mais comprometidos da actualidade.
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