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quinta-feira, Julho 27, 2006

o que é o Sionismo?






"queremos dominar o mundo inteiro, e mais 5 por cento de juros à cabeça"
(provérbio judeu inventado)

os Judeus: ¿são um povo?, citando e adaptando um artigo do jornalista Jon Odriozola

“Num livro intitulado “O Problema Nacional Judaico”, José António Egido pergunta-se se os judeus são um povo, uma comunidade nacional ou uma religião. Aí se assinala que o “Sionismo” esclarece claramente a questão: todos os judeus do mundo, independentemente da sua nacionalidade, do país em que vivem e da sua relação com a religião, são um povo com direito a residir em Israel. Não é dito que se trata de uma “obrigação” porque então o poderoso lobie judeu americano teria de abandonar as suas piscinas nova-iorquinas e, claro está, isso está fora de questão.


Kaustsy – aponta o autor – nega a condição de povo aos judeus, e Marx escreveu na análise da “questão judaica", que esta adquire um aspecto diferente consoante o Estado em que o judeu, como individuo, se encontra”. Os judeus alemães, por exemplo, estavam muito assimilados até à chegada da barbárie nazi, que veio recordar-se-lhes algo que quase haviam esquecido: que eram judeus, um estigma social ancestral. Foi com a diáspora que o judeu perdeu a sua condição de povo. Também é facto assente que foi no exílio, na Babilónia (o Iraque de hoje) onde se construiu a religião judaica. Quando os judeus puderam exercer plenamente a sua condição de cidadãos iguais com o resto dos habitantes de um país, que foi o que se passou durante a Revolução Francesa, a sua tendência geral é assimilarem-se aos naturais para onde se transladaram. Antes de existir a noção de “cidadão” (citoyen) o judaísmo era uma religião e nada mais. Jamais foi considerada uma ideologia politica como quando chegou o Sionismo, que é o contrário da essência do judaísmo ortodoxo, isto é, “um messianismo” (similar às aparições da Irmã Lúcia que nos livrou dos malvados comunistas). O historiador judeu italiano Arnaldo Momigliano estudou a definição weberiana do judaísmo como religião pária. Para Max Weber, um “povo pária” significa que eram um “povo-hóspede” ritualmente segregado pelo ambiente social que os rodeava. A conclusão de Weber é que os judeus decidiram ser párias pela sua atitude religiosa. Não seria em vão que se auto-intitulam o povo eleito de Deus, o que os obriga a possuir a crença de serem superiores, a diferenciarem-se dos demais, a cerrarem-se. Toda a tradição religiosa hebraica pressupõe que os judeus estão obrigados a obedecer à lei divina consignada na “Tora” e têm direito a possuir um teritório concedido por Deus. Nenhum imprevisto histórico mudará isto. Simplesmente a “terra prometida” permanece atrelada à construção de uma era messiânica. Para Weber a falta de “territorialidade” seria a razão da condição pária dos judeus. Para George Steiner, na falta de território, a “Tora” reencarna-se em terra física e converte-se em “território nacional”: o Livro constitui a pátria dos judeus. Os sionistas, a maioria dos quais são ateus, longe de serem um movimento de libertação nacional, transmutaram-se num movimento de colonização para o qual têm de expulsar, e têm-no feito durante os últimos 50 anos, os legítimos proprietários de uma terra: a Palestina, único povo e nação subjugado”.

Portanto, aprenda sr. Eduardo Pitta (com dois tês) em vez de debitar pedantemente nas suas “War Notes” que a guerra é a guerra, enfim, algo que está no limbo como se fosse uma fatalidade a que todas as vítimas passadas e futuras do sionismo estão condenadas,,, concluindo, visivelmente agastado com os promotores de abaixo-assinados: - “Em Portugal, como provavelmente noutros sítios, o ódio a Israel tem muitas causas. O ódio ao povo perde-se na noite dos tempos. O ódio ao Estado começou há 60 anos. Há nisto muito de ignorância e futilidade. Mas nem toda a gente é ignorante ou anti-semita

Felizmente há gente de cultura judaica, judeus que não são bárbaros sionistas, os novos nazis ao serviço da barbárie cristianista encabeçada pelos Estados Unidos. Descartando a comodidade da ignorância, trazida à liça pelo sr. Pitta, podemos então prosseguir mais profundamente até às causas que determinam o porquê de uma tão “desproporcionada” influência do lobie judaico na alta roda que determina a macro-estrutura de dominação ao nível pós-moderno a que chamam de globalização, um aforismo para o “Imperialismo, estádio superior do capitalismo” citando Lenine, que foi o primeiro a dar-lhe forma teórica. Também foi Lenine, que numa outra tirada que ficou famosa, disse: "os factos são infalíveis", vejamos então,
¿ porquê Israel pode cometer impunemente tantos crimes, sem que haja condenação?

Os tempos que correm dispensam grandes teorizações para que se compreenda que sionismo e IV reich são uma e a mesma coisa. A poderosa associação americana sionista AIPAC (American Israeli Public Affairs Committee) determina em grande parte a politica externa dos Estados Unidos. É um facto, até pela composição das figuras de origem e ideologia judaica que compõem a administração Bush. Por acréscimo, é também um facto que as principais individualidades politicas norte-americanas são militantes pro-activos da causa sionista.






Rice discursa e faz-se aplaudir numa convenção da AIPAC

"Zionists in Israel and in the Bush administration are leading America into war with Iran, Syria, Hizbollah in Lebanon and Hamas in Palestine. The consequences for America, Israel and the Middle East will be disastrous, but as long as Washington is in thrall to Zionist paranoia, nothing can be done about it. Bush made this clear on July 14 when he rejected the plea from Lebanon’s prime minister to pressure Israel to stop its attack on Lebanon". (ler mais, aqui)
Nós por cá, por onde haveria de andar a esquerda, embora na prática nada possamos fazer, salvo expressar a nossa indignação, tomando partido - fazemos a distinção entre o judaismo como religião, e o sionismo como uma expressão politica de caracter racista e expansionista. É a segunda que denunciamos e condenamos.
Não estamos sós:
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sob o titulo "Guerra no Médio Oriente", quando de facto o que existe é uma agressão contra forças não convencionais, o “Publico de 26/7 dá à estampa uma carta do leitor Deodato Alves da Encarnação (de Oeiras), que transcrevo:
"“Não foi sem repulsa que assisti às imagens vindas do Médio Oriente relacionadas com a visita de Condooleza Rice ao Líbano. Digo com repulsa, pois é inaceitável que a representante de um país dito democrático se apresente perante as câmaras de televisão, no encontro que teve com os representantes do Líbano, sorrindo de orelha a orelha, perante o cenário de destruição e morte(...)" continue a ler mais, aqui

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