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quinta-feira, outubro 19, 2006

Democracia-Business

Sobre o brutal aumento de electricidade para os consumidores domésticos, em declarações à TSF o porta-voz de quem manda - o secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação que ficou a ser popularmente conhecido como o «Génio da Lâmpada» produziu uma declaração extraordinária: «a culpa do aumento dos preços da energia eléctrica é dos consumidores, que durante anos não pagaram o que deviam»

A verdade sobre a mundialização neo-liberal, as privatizações, as fraudes e os delitos que estas novas politicas iniciam.

banqueiro típico em acção!
O site voltaire.net, recentemente hackeado ou censurado esperemos que temporariamente, começava recentemente um artigo sobre as privatizações dos serviços públicos, assim:
«Se você recebe regularmente facturas de electricidade, você descobrirá por si próprio que a privatização da Energia faz sistematicamente explodir os preços pagos pelos consumidores, da Grã-Bretanha à Argentina – sem falar dos 379% de aumento na Califórnia durante apenas um ano».
Neste último caso, como nos apagões verificados no Brasil, viu-se como os novos gestores, as Sociedades Privadas, sabotaram as suas próprias instalações e manobraram sobre isso para daí retirarem lucros fabulosos.
Seja no caso recente da «Électricité et Gaz de France», da «Swisscom» na Suiça, ou da «EDP» em Portugal, o processo de financiarização e privatização dos sectores primários que até aqui forneciam serviços públicos de bens essenciais é sempre similar e passa-se, é imposto, pelo mundo inteiro. Os governos ficam responsáveis pelos custos brutais de construção das infraestruturas, sem quaisquer beneficios em retorno, enquanto as empresas privatizadas realizam mais-valias que são investidas no estrangeiro nos novos mercados globalizados. Os consumidores nacionais pagam a exploração dos novos consumidores dos Estados periféricos, cujos governos, poucos e sob as condições impostas pelo Banco Mundial, conseguem aceder ao sistema global gerido pelas multinacionais em regime de monopólio ao abrigo da protecção facultada pela OMC. Quando quaisquer governos legitimamente constituidos como «amigos dos seus povos» rejeitam este esquema de dominação são perseguidos politicamente e automaticamente excomungados para o «eixo do mal» - na medida em que se constituem num obstáculo ao «desenvolvimento do mercado»
Marx previu isto quando notou que “as empresas capitalistas terão uma tendência de concentração cada vez mais crescente, de tal forma que numa ultima instância se vão fundir num único grupo”.
Na Ibéria, uma das pontas da teia tecida
por estas directivas pode ser puxada
através do guru judeu Mike Rosenberg
do IESE ligado entre outros ao MIT e
à obscura Universidade de Navarra
da Opus Dei, que "doutorou"
o general Eanes, fiel mandatário
do actual presidente da República

Na concentração capitalista em curso, além do mais, deve ter-se em conta que o Capital Financeiro como motor e patrão do “fenómeno da Globalização”, não assenta as suas raizes no desenvolvimento da produção, senão apenas de forma indirecta e fundamentalmente através do controlo da Propriedade dos Meios de Produção . Num cenário em que a montante estão instalados meios de produção excedentários e a jusante não existem clientes com poder de compra para adquirir os produtos, a pilhagem dos recursos (ou a sua destruição) obedece mais ao interesse do seu controlo per si do que a um “crescimento económico” sem objectivos definidos em concreto.

Assim, as empresas monopolistas, tradicionalmente controladas, em maior ou menor escala pelo Estado, abandonam a sua actividade principal para se dedicarem apenas à actividade de prestadoras de serviços financeiros e à especulação nos jogos bolsistas globais. Esta “táctica” é válida para todos os sectores fundamentais da economia neoliberal: a Energia e os Combustíveis (onde as empresas petroliferas, depois do Relatório Bruntland, já trataram de sequestrar o know-how para o desenvolvimento de energia solar), o fornecimento de Água, Telecomunicações com especial ênfase nas novas tecnologias multimedia, Transportes, Serviços postais, etc. Até a Guerra é privatizada e faz agora parte do negócio.

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