Procurador Jackson, no Tribunal dos vencedores de Nuremberga
Video Integral da Execução de Bagdad
com os votos de de Bom Ano Novo 2007 a todos os hipócritas que não condenarem mais este acto de barbárie, fria e cobardemente premeditado e levado a cabo pela calada da noite - e servido à mesa de natal pelas televisões, numa época que tradicionalmente apregoa a "paz entre os homens". Abjecto! (ler descrição da execução aqui)

Para uma classificação credivel de grau de genocidio, no caso de Saddam Hussein (um Sunita) é imprescindivel catalogar as acções decorridas à luz, primeiro da guerra contra os Xiitas do Irão da Revolução Islãmica em que Saddam foi apoiado pelos americanos que ajudaram à neutralização dos Curdos (cujo território tradicional abrange a Turquia), e em segundo lugar na situação actual, ao contrário, quando apoiam e dão vantagens e contrapartidas económicas aos Xiitas do Iraque virando-os contra os Xiitas do Irão. Como se vê, em vez de democracia, os EUA trazem à região o fomento do tribalismo.
Os governos dos EUA são cúmplices de Saddam nos crimes de guerra contra o Irão; a continudade do seu julgamento iria fatalmente levantar questões embaraçosas relativamente à enorme cumplicidade e encobrimento dos EUA, enquanto a sua apressada execução abre portas ao envio de mais soldados e à escalada da guerra:
"Conheci todos os lideres do Partido Baas e gostava deles [...] Com certeza, alguns populares foram presos e abatidos, mas esses eram quase todos comunistas, por isso não nos incomodou"
James Akins, ex-embaixador americano na Arábia Saudita.
Como não havia de gostar? Eles próprios o puseram lá e usaram-no durante 40 anos. William Blum, autor do livro "Killing Hope" chega a nomear, além de muitos outros nomes, o Capitão Abdel Maquid Farida como sendo o responsável pelos pagamentos da CIA a Saddam Hussein.
Genocidas executam Genocida
Quanto ao crime da liquidação do Presidente sunita em si:
[...] O tribunal, orquestado pelos Estados Unidos, que sentenciou o Presidente Saddam Hussein não tem fundamento legal. [...] O Presidente Saddam Hussein era um prisioneiro de guerra cuja situação está protegida por legislação internacional, além do mais sendo o Presidente legitimo da República do Iraque. A ocupação americana não pode ser executada legalmente segundo a Constituição do Iraque de 1990, que continua vigente apesar da imposição ilegal de uma constituição iraquiana permanente redigida pelos Estados Unidos. [...] Que os Estados Unidos tenham invadido ilegalmente o Iraque e estabelecido un processo político ilegal e um governo iraquiano colaboracionista só agrava a violação dos direitos pessoais e de soberanía do presidente Saddam Hussein sendo uma afronta ao conjunto do Iraque como Povo e Nação. [...] A invasão da República do Iraque, liderada pelos Estados Unidos, foi ilegal e não pode ser legalizada pela execução do legítimo presidente do Iraque. A ocupação é ilegal e não pode servir nem ser usada para que se cometam novas atrocidades.in: "Declaração do Tribunal Brussells" (ler mais)
Tal como em Nuremberga, também hoje, como sempre na história, as sentenças de morte por crimes de guerra não são ditadas pelo Direito, mas pelos vencedores, que normalmente perpretaram maiores crimes do que os vencidos. Efectivamente, se Saddam foi enforcado pela morte de 148 pessoas e, diz a propaganda que o mundo ficou melhor, que fazer àqueles que são responsáveis pela morte de mais de 600 mil iraquianos? - Na mesma lógica: Se Bush&Companhia vierem algum dia a malhar com os pescoços no patíbulo o mundo ficará pior? - Que se virá a passar com os outros culpados?
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