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segunda-feira, janeiro 15, 2007

"o século da China"

em reportagem com honras de capa na Time Magazine intitulada "China Takes on the World" Michael Elliott sugere que a China, que é já uma potência comercial, se posiciona para ser o próximo grande poder mundial. E pergunta: levará isso a uma confrontação com os Estados Unidos?

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De seguida vem o susto, para meter medo à população a nivel interno (afinal ainda há sitios piores para os pobres viverem, do que os Estados Unidos, topam?):

"If you ever feel mesmerized by the usual stuff you hear about China--20% of the world's population, gazillions of brainy engineers, serried ranks of soldiers, 10% economic growth from now until the crack of doom--remember this: China is still a poor country whose leaders face so many problems that it is reasonable to wonder how they ever sleep. The country's urban labor market recently exceeded by 20% the number of new jobs created. Its pension system is nonexistent. China is an environmental dystopia, its cities' air foul beyond imagination and its clean water scarce. Corruption is endemic and growing. Protests and riots by rural workers are measured in the tens of thousands each year. The most immediate priority for China's leadership is less how to project itself internationally than how to maintain stability in a society that is going through the sort of social and economic change that, in the past, has led to chaos and violence".
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Só depois vêm os gráficos, não disponiveis online, onde é fácil ver as diferenças, que são gritantes:
Na verdade o produto interno per capita chinês é de $1,700 dólares/ano, comparados com os $42,000 dólares dos Estados Unidos. (dados de 2005)
Diferença que só e possivel, por via do tipo de exploração imperialista exercido pelos EUA sobre o resto do mundo; por isso mesmo os 300 milhões de americanos consomem cerca de 30% da energia gasta em termos globais, e os restantes 6 mil milhões de habitantes do planeta consomem os outros 70%.
No petróleo, os 300 milhões de americanos com o seu estilo de vida queimam 30 milhões de barris de crude por dia, enquanto os 1,3 biliões de Chineses apenas gastam menos de metade. (mas que, a crescer, se irá tornar incomportável, em face das reservas disponiveis - é no controlo do petróleo que se jogam todos os trunfos possiveis)
Entretanto, uma vez que o sector estatal não detém mais de 11% do controlo sobre a produção, as exportações chinesas dependem na sua maior parte, das empresas ocidentais cujos meios de produção e investimentos (e não só) foram para aí deslocalizados, onde pagam a mão de obra a 55 cêntimos por hora, ainda para mais sem estar sujeita a grandes reinvidicações laborais - o que pressupõe a convicção que o tipo de exploração capitalista inaugurado pelo "Nixon in China" é para manter, em favor dos mesmos privilegiados de sempre, e em desfavor dos mesmos explorados de sempre: a classe operária - a luta de classes entre os que produzem barato com a esperança de se emanciparem, e a fé na subsistência dos parasitas gananciosos que pretendem vender caro - essa luta centra-se agora na China. O futuro do planeta depende do que se vier a passar na Ásia. Mas para já, para evitar que más novas que possam ser prejudiciais às bolsas circulem, o site de Hal Turner foi "hackeado": www.halturnershow.com/ChinaToDumpUSDollars.html

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