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sábado, janeiro 20, 2007

Um plano D europeu

Orlando César, num dos últimos numeros do Noticias da Amadora, antes do jornal fechar por falta de apoios financeiros:
"A Comissão europeia lançou uma iniciativa de longo prazo, que designou como Plano D (Democracia, Debate e Diálogo). O plano surgiu no rescaldo do Não francês e holandês no processo referendário à Constituição europeia. Emerge pois como uma ferramenta destinada a remendar o fracasso, mais do que um instrumento da cidadania na Europa.

"Em todo o caso, os três D da Comissão de Durão Barroso podem constituir um desafio e uma oportunidade neste processo que visa debater o futuro da Europa a nível local e regional. Para potenciar o seu plano, a Comissão envolveu o Comité das Regiões, órgão instalado em 1994 para aproximar a União Europeia da governação eleita mais próxima dos cidadãos. Embora não haja um balanço dos 12 anos de actividade do Comité das Regiões, tudo indica que os seus objectivos não foram atingidos satisfatoriamente. Terá assegurado a consulta dos representantes locais e regionais instalados no Comité quanto à produção legislativa comunitária, mas fracassou na tomada de decisão a um nível mais próximo do cidadão. Acabou por não assegurar os princípios que reputa como fundamentais: subsidiaridade, proximidade e parceria. Os cidadãos permanecem um mito do processo de construção europeia e não uma realidade com capacidade de se fazer ouvir. A não ser por via dos referendos, que abalaram a burocracia europeia".
(ler mais aqui)

Enquanto a Imprensa independente é destruida, a "informação" fica entregue aos bichos. Não é propriamente na cidadania dos Europeus que o lambe-botismo aos neo-fascistas de Washington estará a pensar. Isto foi esta semana:

Diz o porta voz de Bush (o que está de momento com a boca aberta): “A guerra contra o terrorismo durará, quem sabe, uma geração, mas retirarmo-nos agora sería uma catástrofe"
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entretanto, lá na outra banda, adivinhe-se quem disse isto:
"Não sou aquele tipo de gajo que se senta para aqui e diz, "Oh diabo, Estou preocupado com o legado que eu possa cá deixar" (entrevista ao programa 60 minutos)
enquanto que, na realidade ele anda a pensar é nisto:
"Reinicia-se a Corrida Nuclear"
Na verdade, ao reiniciar a corrida armamentista a Casa Branca deu ao Irão e à Coreia do Norte legitimidade para seguirem com os seus próprios programas nucleares.

Para debater o futuro da Europa? - a primeira prioridade é correr com estes facínoras dos governos europeus subservientes ao governo americano - que não hesitarão em lançar o mundo numa catástrofe sem precedentes, para defender os privilégios das suas élites. (estamos, como portugueses, incluidos no pacote, embora nem todos sejamos élite, claro. A propósito urge perguntar? - que é feito da intenção de realizar, entre nós, o referendo para legitimar a Constituição Europeia? - vão-se decidir mandar mais bombas onde calhar sem saberem a nossa opinião?)
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