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sábado, junho 30, 2007

CIA - estas coisas não são meras notícias de jornal, influem nas condições de vida das pessoas. E não se passaram "a long time ago". Os processos hoje continuam a ser exactamente os mesmos,,, apenas talvez um pouco mais sofisticados.

Dezembro 2001. Recordo-me perfeitamente. Vinhamos de França e parámos num daqueles pequenos hotéis familiares da baía de San Sebastian. A mulher de meia idade que preenchia a ficha, emocionada, de olhos lacrimejantes, não tirava os olhos da televisão: “pobrezitos, daquela gente, falam a nossa língua, de um momento para o ano não têm nada, os bancos faliram, as parcas economias ficaram retidas, as empresas encerraram, a maioria está no desemprego, as pessoas não têm o mínimo para pensar sequer em pôr a mesa". Em directo decorriam cenas lancinantes do chamado “cacerollazo” na Argentina. Ficámos apreensivos. Em Portugal entrava-se na era Barroso/Santana.

Conhecemos o cineasta argentino Fernando “Pino” Solanas alguns anos depois de 1968, de ouvir falar na “Hora de los Hornos”, uma das primeiras grandes denúncias das criminosas actividades da CIA no exterior; (ver entrevista e introdução à película aqui - 38:16 min):



Desde os começos da ditadura militar, faz agora vinte e cinco anos, a Argentina e o seu povo, tiveram de fazer frente a uma das piores crises económicas e sociais jamais vividas por um país em tempos de paz. A Argentina, um país que outrora fora próspero, teve de se enfrentar de forma periódica com todos e cada um dos traumas estigmatizados pelas militâncias anticapitalistas: exorbitantes dívidas nacionais (o défice), o desumanizado ultra-liberalismo, a corrupção política e financeira desenfreada, enfim, o espólio regular dos bens e serviços públicos. Tudo isto, com a ajuda das companhias multinacionais cidentais e a cumplicidade dos organismos internacionais. A política de terra queimada, representada por tipos como Carlos Menem (grande amigalhaço de Mário Soares) conduziu o país a um incrível cataclismo de fome, doença e sacrifício de vidas humanas: um genocídio social.
"Memoria del saqueo" trata de esclarecer que mecanismos provocaram esta catástrofe. A película de Solana é dedicada a todos aqueles que continuam a resistir, com coragem e dignidade. Talvez seja também dedicada a nós, portugueses. É inaceitável deixar que todo um povo se vá afundando pouco a pouco na pobreza. Porém é ainda mais inaceitável permitir que a pobreza se estabeleça, quando esse processo já tinha sido atempadamente vaticinado. Pior ainda, permitir que a pobreza se instale numa terra rica de recursos como é a Argentina. Em Portugal a nossa maior riqueza serão decerto os nossos “recursos humanos”: Pessoas comuns, sem perspectivas de vida na terra onde nasceram, que não cessam de emigrar para enriquecer com trabalho, as mais das vezes desqualificado, as terras dos outros. O maior crime da corja pseudo-democrática que tomou o Portugal de Abril de assalto, foi condenar o país à falta de Educação.

Memorias del Saqueo

Parte 1 - 60:36 min.



parte 2 - 53,34 min.


sexta-feira, junho 29, 2007

de Escravo da produção a Cidadão, de cidadão a Contribuinte, de contribuinte a escravo do Consumo









Quando o 14º Rei Luis de França se decidiu por construir a megalómana Versalhes, destinada a alojar centenas de Nobres na Côrte a expensas do Reino, e os emplumou glamourosamente para lhes dar um ar de importância – e nessa imagem de mise-en-scene visual (e no investimento tecnológico na Guarda Real, claro) se esgotava então a imagem do Poder – tinha em mente um propósito que determinou a viragem política do século: retirar a Nobreza dos Feudos onde a opressão económica dos impostos dos Fidalgos sobre os súbditos impedia o livre desenvolvimento das forças produtivas.
Livres, quando finalmente chegou o tempo das cerejas, e se cortou a cabeça ao nóvel processo de esbulho de impostos sem contrapartidas – foram todos por igual declarados Cidadãos de livre direito perante o novo tipo de organização política: o Estado.
Mais ou menos com 300 anos de atraso, Helena Matos (sem olharmos ao conteúdo do escrito), por uma vez acertou num título:







"Os consumidores enquanto tais são, geralmente falando, inconscientes e inorganizados, como o poderiam ser também os operários do início do séc. XIX. É por isso que em toda a parte se exaltam e adulam, sendo cantados pelos bons apóstolos como a "opinião Pública", realidade mística, providencial e "soberana".
Jean Baudrillard

Da mesma maneira que o Povo é exaltado pela Democracia, contando que fique por aí (ou seja, que não intervenha na cena política e social), assim se reconhece aos consumidores a soberania ("Powerful consumer" - segundo George Katona), com a condição de não tentarem influenciar a cena social; o Povo são os trabalhadores, desde que estejam desorganizados. O Público, a Opinião Pública são os consumidores, contando que se contentem apenas com consumir."

"Hoje em dia existem tantas coisas para nos poupar trabalho que uma pessoa tem de trabalhar uma vida inteira para adquiri-las" (Paul Valéri). Este facto, quando se verifica estarem instalados meios de produção globais suficientes para suprir as necessidades vitais de toda a população mundial, está, ao invés, a induzir ao consumo supérfluo em favor da capitalização de lucros por uma ínfima minoria de privilegiados. O Estado como organização da classe dominante, como gestor deste processo de consumo desordenado e imoral, é o policia que impede actualmente o livre desenvolvimento das forças produtivas em prol da vida sustentável no planeta. Como tal, está condenado a desaparecer.

«Et sans doute notre temps préfère l'image à la chose, la copie à l'original, la représentation à la réalité, l'apparence à l'être.»
Guy Debord, "La Société du Spectacle".




Este consumo que nos consome

(uma visão actualizada sobre a sociedade de consumo, Beja Santos, Campo das Letras:

"Os consumidores já não são o que eram e o consumo mudou de look e natureza. Os consumidores reconhecem a importância do imaterial do consumo, mas tornaram-se igualmente calculistas, subordinando a cadeia da produção e da distribuição a uma nova lógica de necessidades e expectativas que reflectem o novo quadro do trabalho, da estrutura familiar e do espírito associativo. O consumo é mais versátil; a hiper-escolha predomina, e os valores da ética, da transparência e da responsabilidade social pairam na atmosfera dos negócios. O consumo mudou com a Internet, com a globalização, com os confrontos entre liberais e intervencionistas a propósito dos serviços públicos, do bem comum, da segurança e das escolhas ambiental e socialmente responsáveis. "Este Consumo que Nos Consome" é uma viagem sobre os valores do consumo no nosso tempo, as novas preocupações dos consumidores, a gradual convergência entre as escolhas do consumo e a sustentabilidade, a não aceitação de uma globalização económica-financeira qualquer, a problemática do individualismo contemporâneo em choque com as manifestações de solidariedade na esfera do consumo e da cidadania. Consumidores e consumo estão implicados numa nova dinâmica que em nada acolhe os valores típicos da triunfante sociedade de consumo da segunda metade do século XX. São esses olhares sobre a sociedade de consumo actual que constituem o propósito dominante deste ensaio".

quinta-feira, junho 28, 2007

Bailarina com Castanholas” Autor Desconhecido do 1º quartel do século XIX, dinastia Qajar, Pérsia

Fosses tu imagem pré-gitana semita dos tablaos de Sevilha parida por algum famoso Ocidental e estarias exposta com honras de vedeta perante os canibais fotografadores nipónicos, ombreando com o urinol de Deschamps, o pirilau de David na Piazza della Signoria, ou as representações das gajas segmentadas em fragmentos quânticos que o Picasso andou a papar


Henrique Raposo discorre sobre a “morte do eurocentrismo” papagueando um falso multiculturalismo, vagabundeando por frases feitas extraidas do livro “After Tamerlane – A História Global do Império” de John Darwin.
Que, e passa-se a citar, quase “ninguém (excepto o próprio e respectivo clã) percebe a actual globalização marcada pelo sucesso das nações asiáticas, que a história global dos últimos séculos não pode ser centrada apenas nos europeus ocidentais, que o imperialismo não foi o pecado original da Europa, que os povos não-ocidentais, como os otomanos, persas, chineses ou japoneses também construiram os seus impérios, que a visão partilhada entre liberais e marxistas (os dois no mesmo saco) de que o Ocidente foi e é o único motor da história está errada, que a China e a Índia eram antes das caravelas as maiores economias do mundo e por consequência os asiáticos estão agora a recuperar o lugar que lhes pertence”. Calinada!
Ao fazer tábua rasa da Revolução Industrial, a viragem decisiva na moderna história da humanidade, e não mencionando sequer a pequena minudência que foi o Colonialismo o Raposo será um espécime perfeito daquilo a que Francis Wheen apelidou de “Mercador da Demolição da Realidade” no ensaio essencial “How Mumbo-Jumbo conquered the World – Uma Curta História das Modernas Desilusões
Confesso uma certa curiosidade mórbida em conhecer quem serão os bestuntos leitores do Raposo: uns assépticos pós modernos que engolem informação hidrófila e não (re)conhecem factos como

80%das trocas comercais, se centrarem hoje nos três polos principais saidos do Sistema imperialista dominado pelos Estados Unidos no pós guerra e pelos dois vencidos obrigados a assumir as condições politico-económicas da derrota: a Alemanha (hoje a “Europa” do BCE de Frankfurt) e o Japão (a sub-potência colonizada da Ásia, cuja “constituição” foi redigida sob a jurisdisção do general yankee MacArthur)
ou, sendo o valor das mercadorias em circulação hoje em dia inferior a 10% relativamente ao valor dos capitais que se movimentam globalmente - na hegemonia financeira do Ocidente, expressa na especulação bolsista neste mapa onde a dimensão das esferas é proporcional ao montante das transacções:

Onde estão "os outros Impérios" que Henrique Raposo diz que está a ver?; a dimensão do Produto Nacional Bruto é distribuída do modo mencionado na anamorfose seguinte dando uma ideia da dimensão dos rendimentos comparados a nível mundial, fruto da supremacia imperialista na globalização neoliberal:

ou ainda, para aqueles que como Sir Callum McCarthy (membro do "Board of Deputies of British Jews", presidente da poderosa "Financial Services Authority" (FSA) no Financial Times induzem a pensar (mal) que:






serão eles capazes de explicar o que fazem ainda 70 mil militares yankees na Alemanha 60 anos depois do fim da guerra? Ou os 50 mil na península da Coreia, uma reminiscência da Guerra da Coreia? Ou qual é a finalidade das mais de 500 bases militares norte-americanas espalhadas pelo mundo? ou ainda, quais são os propósitos das novas bases construídas no Iraque? Serão um monumento à democracia ou mais um megalito imperialista comemorando o controlo das fontes energéticas no Médio Oriente?
Nada disso, dirá o Raposo (o imperialismo Ocidental não existe), tudo isto é construído em prol do renascimento dos velhos-novos “impérios asiáticos”

uma mítica visão anti-raposeira

a politica oficial bushista prometeu uma saída rápida, mal os iraquianos estivessem a mamar suculentamente nas tetas da democracia. Será verdade?, ou a estória é outra?
AlternateFocus - BlipTV: : Iraque, "The Bases Are Loaded"
clique para ver o video















* créditos: Os gráficos deste post, que podem ser ampliados para ser lidos clicando nas imagens, são retirados do indispensável "Atlas da Globalização" publicado pelo "Le Monde Diplomatique", edição de 2003 que pode ser comprada aqui

quarta-feira, junho 27, 2007

afinal num país de "democracia avançada" da Europa
existem centenas de presos politicos em condições degradantes,
sem que se façam ouvir grandes contestações ao facto,

Numa altura em que ocorre uma escalada na imprensa elevando a sigla ETA à potência "n" vezes "terrorista" - deve-se esclarecer que ETA: Euskadi Ta Askatasuna significa, traduzido à letra: "Pátria Basca e Liberdade" ou seja, o nome traduz as aspirações de um povo secular na procura de autonomia em relação aos interesses capitalistas sub-imperialistas do Estado Espanhol - que recorde-se procurou ilegalizar a todo o transe qualquer movimento ou partido que inscrevesse no seu nome a palavra "Batasuna", palavra que traduzida à letra significa "Unidade" - concluindo, o Estado Espanhol é o principal fautor de violência contra qualquer comunidade que se manifeste unida na defesa dos seus interesses: a unidade é um preceito contrário à existência da hierarquia que se funda na exploração capitalista imperialista. Por contraste com a politica de Espanha contra o País Basco, onde a maioria da população se manifesta a favor de um referendo sobre a sempre recusada autonomia/independência, posição diametralmente oposta é manifestada pela Europa/Usa/Nato sobre a questão do Kosovo.
Postas estas breves considerações, há ainda outra regra de ouro a cumprir quando se pretende informar ou debater qualquer questão: dar a palavra ao opositor, para que se possa explicar e, tendo nós razão, ganharmos o debate - ao invés de se pretender, por todos os meios ao alcance dos legisladores estabelecidos sobre manipulações, silenciá-los e denegri-los sem os ouvir:

"Se desaparecerem os ataques, estamos dispostos a assumir compromissos firmes com um cenário sem violência" - para ler no Gara uma entrevista a responsáveis da ETA
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terça-feira, junho 26, 2007

o Ouro Negro

Nos mapas geoestratégicos costuma dividir-se o mundo em dois blocos, ou sim ou sopas, os que são livres e os que não são – mas “Livres” de quê?


Na recente “Conferência sobre o Poder e o Endividamento” afirmou-se, fundamentadamente, preto no branco, que os paises mais pobres do mundo pagam todos os dias para cima de 100 milhões de dólares em verbas transferidas para os paises ricos do primeiro mundo. Quem conhece as informações básicas sobre como estes mecanismos funcionam, sabe também que esta situação é insustentável, e sabe sobretudo porque é que ela tem de parar!

Fora das grandes equações financeiras que se adivinham por detrás do sistema secular de trocas desiguais, dito de outro modo, e trazendo um exemplo corriqueiro para o nosso quotidiano: por cada cafézinho que você bebe paga 55 cêntimos – mas desse preço o agricultor na origem recebe apenas 3 míseros cêntimos – esta é a melhor representação do sistema responsável pelas desigualdades que afligem o mundo.

Enquanto bebemos a bica, (ou o cimbalino no delicioso dialecto portuense) as empresas Multinacionais do Café fazem as regras do consumo nos nossos centros comerciais e supermercados – dominando a indústria global que vale 80 biliões de dólares anuais – fazendo do café a mercadoria mais valiosa do comércio global, logo depois do petróleo.

e para fechar:
o maior paradoxo: no berço onde nasceu a cultura do café, na Etiópia, existem actualmente 74.000 agricultores que definham à mingua, à beira da bancarrota; a Oxfam move-se para tentar ajudar na crise humanitaria,,, vai um cafézinho? ou engasgou-se?
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segunda-feira, junho 25, 2007

sexo, mentiras e subornos (II)

a verdadeira razão da queda de Wolfowitz: o Banco Mundial e o Big Oil**

Wolfowitz tinha montado um escritório permanente do Banco Mundial em Bagdade. Conforme dizia o Bank Information Center, uma organização não governamental liberal que supervisiona as políticas da banca: "A instituição está a aconselhar o Fundo Monetário Internacional (FMI) no desenvolvimento da estratégia do sector petrolífero. Mais concretamente, o Banco está a aconselhar o Iraque a atrair investimento directo estrangeiro através [da aprovação] rápida de leis amistosas para com o investidor e também “a aconselhar” a reforma [privatização] de empresas de propriedade estatal. Além disso, o Banco está a participar em reuniões com o FMI, o ministro das Finanças do Iraque, e o International Tax and Investment Center (ITIC) acerca do sector petrolífero iraquiano. O ITIC é um grupo de lobby que é integrado pela BP; Chevron, ENI, ExxonMobil, Shell e Total".
Wolfowitz, como representante velado do ITIC, trabalhou activamente no grupo que pensou e coordenou a invasão do Iraque. Depois acompanhou no terreno o desenvolvimento das acções de ocupação, nomeadamente supervisionando as directivas emitidas para controlar os ressentimentos e os cárceres da repressão, como a tristemente famosa prisão de Abu Ghraib (na foto, surge acompanhado pela directora, a general brigadeiro de origem judia- polaca Jaecé Karpinski):

Nomeado provocadoramente por Bush em 2005 para o Banco Mundial, à revelia da maioria dos paises e governos que se opuseram à invasão do Iraque, deixa-o agora com o pretexto do escândalo que envolveu a namorada e a Administração americana que, através do Departamento de Estado chefiado por Lynne Cheney (a filha do vice-presidente) ordenou que a árabe pró-Sionista Shaha Ali Riza auferisse um salário anual de 200 mil dólares. Wolfwitz deixa o Banco Mundial e leva para casa uma indemnização de 375 mil dólares;

mas, afinal qual é a verdadeira razão porque "foi corrido?" Nenhuma em especial.

A indecência do judeu sionista Wolfowitz caminha lado a lado com a sua ideología fascista e com a pressão do lobie judaico sobre Bush para que esta espécie de marioneta, para além do seu papel burlesco no entrenimento de massas, tenha sempre presente quem efectivamente decide.
O Banco Mundial filia 184 países membros, mas apenas um, os Estados Unidos, designa o presidente da Instituição – com as consequências que são conhecidas para todos os paises subdesenvolvidos do mundo. A fundação New Economics Foundation (NEF), com séde em Londres, fala do “efeito de aspirador” da economía mundial que em grande medida se consegue através da estructura financeira internacional que está desenhada para beneficiar os ricos
A actual construção do sistema financeiro internacional orientada pelo dólar significa que os paises pobres e os ricos estão de igual forma obrigados a continuar a financiar o défice dos Estados Unidos através da compra de Letras do Tesouro. Na falta de um padrão de moeda mundial, as “letras do tesouro” dos EUA cumprem agora a função que antigamente era desempenhada pelo ouro. Este sistema provoca uma crescente transferência de recursos dos paises pobres concentrando a riqueza nos paises ricos.

Anualmente – continua o estudo da NEF - há uma saida bruta de 48 milhões de dólares anuais dos mais pobres para os mais ricos, verba que supera largamente a concessão de “ajudas”, que apenas atingem 32 milhões. A fuga de capitais, ou as saídas por via do conceito de IDE (Investimentos Directos Estrangeiros) na ordem dos 97.800 milhões de dólares anuais, implica uma corrente de dinheiro dos paises pobres, que impõe que sejam mantidos depósitos nos bancos Suiços, Reino Unido e principalmente nos EUA. Os ganhos em juros obtidos pelas filiais das multinacionais instaladas nesses paises, que são enviados para as sédes centrais radicadas nos paises ricos, atingiram em 2002 saídas de mais de 58 milhões de dólares.

** "Empire Of Oil": a História Escondida do 11 de Setembro
33,50 min

domingo, junho 24, 2007

Palestina: vermelha de sangue, negra de fome

"Deixem-nos apodrecer no seu próprio molho"
Moshe Dayan, politico sionista (1915-1981)
referindo-se à questão da Palestina

parece bem, mas,
não há pior cego do que aquele que não quer ver:

Para quando o mesmo critério para os mesmos crimes cometidos por Israel na Palestina?





O fracasso do exército israelita – o braço armado dos EUA para impôr a ordem imperial na rectaguarda de um conflito que ameaçava ruína – motivou em 2006 a intervenção precipitada da Nato, que se mascarou com a cobertura politica da Onu, cujos uniformes vestiu a toda a pressa. Os espanhóis (e os portugueses) sempre subservientes e servis aos interesses imbecis da camarilha neocon sonista norte-americana apressaram-se a desvalorizar a 1ª frente no Iraque, pensando que sob a capa humanitária, tão falsa como frágil, podiam participar no “esforço bélico do Ocidente” entrando na 3ª frente pela porta das traseiras. A guerra dos EUA-Israel pelo controlo do Médio Oriente tem vários cenários e os primeiros resultados dos ventos semeados na "Grande Guerra Mundial Antiterrorista" de Bush na nova frente do Líbano foram hoje colhidos. Mais tempestades virão.

Fim à Ocupação!

Reconstrução de cada uma das

sábado, junho 23, 2007

Our Man in Hollywood, perdão, Georgetown, digo Smithsonian Avenue

Cavaco discursou em Washington, mas "Bush não teve agenda para o receber, não que por lá vigore a hierarquia das potências", mas,

, apenas para disfarçar. Quando menos esperarem, está no rancho do Texas, na casa de famiglia do velho amigo. Great minds think alike. Tea for Two.



Por-tu-gal: 3 sílabas, “de plástico que era mais barato” (O`Neill)

Este é um post fantástico sobre os novos Descobrimentos: ou sobre a busca dos seres quiméricos e produtos tecno- maravilhosos que nos hão-de finalmente trazer prosperidade ou, dito de outro modo, trazer mais dinheiro e chorudos proventos sem que seja preciso trabalhar – ou seja, estas são as expectativas para as élites portuguesas na nóvel empresa do alinhamento acéfalo com os ultra-imperialistas de Washington (na aliança guerreira Eua- Grã-Bretanha- Israel) – uma opção económica fundada sobre as expedições militares portuguesas integradas nas forças armadas da Nato – uma decisão tomada à revelia de todos os mecanismos democráticos de consulta ao povo que sobra e que continua a ocupar caninamente o rectângulo (que praga!) – estabelecendo um enorme cepticismo da intelligentsia encartada: ¿se já houve 5 milhões que deram à sola a fazer pela vidinha por esse mundo afora, porque não vão mais? Assim como assim, isto aqui é tão pequenininho e eles são tantos,,,

É fado nosso/ É nacional/ não há portugueses/ há Portugal
Almada Negreiros

Constant Troyon – “a Partida para o Mercado”,
Museu Hermitage, São Peterburgo

* os cidadãos contribuintes pagam as guerras (mesmo que não sejam deles) com os impostos, (et pour cause, descomunalmente aumentados) mas, “Quem beneficia do petróleo do Iraque”?

* Que fazer com os quadros militares que deveriam ser excedentários nos Estados Vassalos ditos “neutrais”? - o exemplo da Suiça - a ler na “Horizons et Debats
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controvérsia? que controvérsia?

Desde Fahrenheit 9/11, em que Michael Moore acusava Bush de tirar partido dos atentados de 11 de Setembro (mas não acusando o clã neocon directamente da sua autoria) que conviver com as bestialidades perpretadas pela administração ultra conservadora americana passou a ser visto como uma certa normalidade . O documentário gerou 222 milhões de dólares de receitas e só em França foi visto por 2,3 milhões de espectadores (certamente mais do que nos EUA onde a coisa foi emoldurada para ser vista como anti-patriótica).

Assim como num tabuleiro de xadrez as pedras pretas precisam das brancas para que possa haver jogo, divertirmo-nos com as diatribes de Moore acaba por reforçar as jogadas do serial-killer Bush que apesar da grande boutade da Palma de Ouro em Cannes em 2004, semanas depois repetiu a proeza de programar novamente a seu favor as máquinas eleitorais “Diebold” sem grandes convulsões nas opiniões públicas. Como no clássico de Graham Greene, um idiota chapado é apanhado nos meandros das altas espionagens assentes sobre tenebrosas maquinações que de todo em todo se lhe escapam - não obstando o facto porém a que venha a ser designado pelos gestores políticos do satus quo como “o Nosso Agente em Havana”. A cena mais célebre da adaptação cinematográfica da obra é aquela em que Alec Guiness joga uma espécie de xadrez em que as peças são mini garrafinhas de rum; À medida em que se dá mais chances de deixar comer pedras ao adversário, pior para ele, pois quem perde peças do jogo, as tais garrafinhas, obriga o parceiro a ingerir-lhes o liquido, acabando o vencedor por apanhar uma bruta bebedeira.

Se então os dois jogadores se empielavam mutuamente para gáudio dos espectadores, nos dias que correm os intérpretes destroutros thrillers mais sofisticados combinam-se involuntariamente para em conjunto empielarem os espectadores. “Sicko”, o último documentário de Michael Moore, que estreia nos Estados Unidos no próximo dia 29, foi pirateado e colocado integralmente no You-Tube sendo depois retirado compulsivamente por ordem de um tribunal. O Google censurou igualmente os sites que disponibilizaram o vídeo. Moore acusa as companhias distribuidoras e as multinacionais farmacêuticas visadas de praticar um “inside job” ao disponibilizar o documentário na Internet com o próposito evidente de lhe sabotar as receitas, embora vá dizendo (mas não praticando) que informação, arte e ideias são para ser compartilhadas. Pelo meio da trapalhada – ninguém acaba por ligar pêva ao assunto principal do filme: que compara o sistema de saúde dos Estados Unidos (37º lugar no ranking mundial) de que são vítimas 45 milhões de americanos sem seguro de saúde (e outros 150 milhões que o têm sem que contudo consigam pagá-lo) com os cuidados sanitários propiciados aos cidadãos de Cuba, um país pobre com um rendimento per capita 27 vezes menor. Antes já Moore tinha sido alvo de investigação por ter infringido a lei que rege o bloqueio económico a Cuba. Faz parte do espectáculo. Ou do jogo, se quisermos,

quinta-feira, junho 21, 2007

o controlo dos Media mundiais pelo Sionismo

Nas recentes peixeiradas contestatárias levadas a cabo na Venezuela pelos meninos estudantes ricos, que as televisões se desunharam a transmitir, graças ao imprevisto percalço da perda de um papelito caído de um bolso, ficou a saber-se que o "libreto" declamado nos shows foi minuciosamente estudado e implementado por uma poderosa multinacional de marketing: a ARS D’Arcy DM Band B Publicidad C.A.













"Indústria Trágica" (poster de Ben Heine)

O poder dos judeus nos Meios de Comunicação criando a "realidade". Simplesmente demolidor. Dados dos chefes das corporações e nomes (ou melhor, apelidos,,,)



“Cada vez que nós fazemos qualquer coisa, vocês dizem-me que a América fará isto ou aquilo… Deixem-me dizer-vos isto e que fique bem claro: Não se preocupem com as pressões da América sobre Israel. Nós, o povo judeu, controlamos a América e os americanos sabem-no”
Ariel Sharon, 1º ministro israelita, 3 de Outubro de 2001
(fonte: Media Monitors Network)
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quarta-feira, junho 20, 2007

"Deite abaixo este muro, Sr Presidente", dizia Reagan a Gorbatchev quando em 12 de Junho de 1987 discursava em Berlim; Pelas suas palavras depreendia-se que quem tinha mandado dar o recado a Reagan (e ao vice presidente ex-director da CIA George Herbert Bush) já não precisava mais do falso antagonismo da guerra fria: uma disputa ardilosamente ficticia entre os dois modelos de capitalismo (que alimentou o complexo industrial militar durante décadas)










Em “Memórias da Revolução” Nicolas Sukhanov descreveu assim, na época, a chegada de Lenine (um eminente maçónico?) a Petrogrado a 3 de Abril de 1917, num comboio especial vindo de Zurique, que, misteriosamente, passou incólume pela Alemanha, país com quem a Rússia estava em guerra:

“Lenine chegou, acompanhado de dirigentes bolcheviques que o haviam ido acolher a Bellostrov e informar pormenorizadamente sobre a situação. Canções, aclamações, troca de cumprimentos diante da carruagem do comboio, procissão triunfante sob as arcadas, ovações dos soldados e dos operários (...). O cortejo aproximava-se. Tchkheidze levantou-se, melancólico, e colocámo-lo no meio da sala, prontos para o reencontro.
Chliapnikov apareceu, qual solene mestre de cerimónias, gritando, atarefado: “Com licença camaradas, com licença! Deixem passar!”
Atrás dele, à cabeça de um pequeno grupo de pessoas, Lenine, o rosto gelado, um chapéu redondo na cabeça e um magnífico ramo de flores na mão, precipitou-se para o meio da sala. Parou diante de Tchkheidze como se tivesse embatido num obstáculo inesperado. Então, Tchkheidze, sem abandonar a expressão melancólica, pronunciou o discurso de “boas vindas”, discurso didáctico, tanto pelo espírito e pela forma, como pelo tom utilizado: “Camarada Lenine, em nome do soviete de Petrogrado, dos deputados, dos operários e dos soldados, e em nome de toda a revolução, desejamos-lhe as boas-vindas à Rússia (...). Mas consideramos que a tarefa principal da democracia revolucionária consiste, no actual momento, na defesa da nossa revolução contra qualquer tentativa inimiga, vinda tanto do interior como do exterior. Consideramos que é preciso não dividir, mas sim cerrar as fileiras das forças democráticas. Esperamos que seja este o objectivo que vai prosseguir connosco...” Tchkheidze calou-se. Fiquei surpreendido. Que pensar desta deliciosa “saudação de boas-vindas”? Lenine parecia saber muito bem o que pensar dela. Durante o discurso, havia-se mantido como se tudo o que se estava a passar não lhe dissesse respeito. Olhava à volta, observando atentamente os rostos que o rodeavam, brincando com o ramo de flores. Depois voltando as costas à delegação do comité executivo do soviete, respondeu deste modo:

“Caros camaradas, soldados, marinheiros e operários! Estou feliz por saudar em voz a revolução russa vitoriosa, de vos saudar enquanto destacamento da vanguarda do exército proletário mundial (...). A guerra de rapina imperialista é o começo da guerra civil em toda a Europa (...). Não está longe a hora em que, ao apelo do nosso camarada Karl Liebknecht*, os povos voltarão as armas contra os seus exploradores capitalistas. A alvorada da revolução socialista mundial está a surgir (...). Na Alemanha, está tudo em ebulição. Podemos esperar pelo desmoronamento de todo o imperialismo europeu de um momento para o outro, a cada dia que passa. A revolução russa que haveis realizado marcou o seu início e colocou as fundações de uma nova época. Viva a revolução socialista mundial!
Não só não era uma resposta à saudação de Tchkheidze, como também não era uma resposta ao “contexto” da revolução russa, tal como admitido por todos os participantes e testemunhas. O acolhimento oficial estava terminado. Na praça, a multidão, ameaçando deitar as portas abaixo, exigia a presença do líder. Uma vez mais Chliapnikov abriu-lhe o caminho. Ao som da Marselhesa, sob os gritos de milhares de homens, entre as bandeiras vermelhas e douradas iluminadas pelo projector, Lenine saíu para se instalar num carro coberto que o esperava. Mas a multidão também exigia um discurso, e Lenine teve de subir para o tejadilho do carro a fim de tomar a apalavra.
“Participação na vergonhosa guerra imperialista... através das mentiras e da trapaça... os ávidos capitalistas...” são os únicos fragmentos do discurso que consegui ouvir enquanto, imobilizado no vão de uma porta, tentava, infrutiferamente, chegar à praça, a fim de escutar o primeiro “discurso ao povo” pronunciado pela mais brilhante estrela surgida no céu revolucionário. Em seguida, precedido pelo projector, acompanhado pela orquestra, pelas bandeiras, pelos destacamentos de operários, pelas unidades militares e por uma enorme multidão de particulares, dirigiu-se para o quartel general bolchevique: o palácio da bailarina Kchesinskaia!... do alto do seu carro blindado, teve de falar quase em cada cruzamento, diante de multidões sempre renovadas. O cortejo avançava muito lentamente. A apoteose era brilhante e muito simbólica!

Teria gostado muito de conhecer a opinião dos soldados do desfile. Eram demasiado numerosos para serem todos bolcheviques ou simpati- zantes. Tinham vindo com a missão de acolher um homem que não tinha ainda qualquer responsabilidade oficial e que chegara à Rússia graças à amabilidade que o inimigo tivera para consigo; um homem que pronunciava palavras inéditas, surpreendentes. Foi diante do quartel general dos bolcheviques que ouvi o primeiro som discordante: enquanto Lenine, na varanda, retomava os temas já expressos, um soldado gritou:
Ora bem, com o que ele diz, o que era preciso era matar à baioneta um tipo assim! Estão a ouvir? É um boche!

Lenine vinha mandatado com uma missão. Pôr cobro ao descalabro social a que a Rússia tinha chegado e evitar o desmoronamento eminente do Estado, estruturas sem as quais a Alemanha se veria na contingência de não ter ninguém como interlocutor com quem negociar a “paz” – condição absolutamente imprescindível para que se pudesse estabilizar a situação interna prestes a soçobrar sob a ameaça dos socialistas do Spartakus e dos anarquistas: Berlim estava também ingovernável. As palavras de Lenine correspondiam, ponto por ponto, à realidade.

Após semanas de negociações infrutíferas, Trotsky (um judeu que aderiu tardiamente à revolução) proporá uma retirada unilateral da guerra por parte da Rússia. Posição que os negociadores alemães considerarão “inaudita”. Ela conduzirá a um retomar das hostilidades a 18 de Fevereiro de 1918. Depois de cinco dias de combates, os Alemães terão avançado várias centenas de quilómetros. Com o exército russo completamente depauperado e destroçado, os bolcheviques serão então obrigados a submeter-se às imposições alemãs. Pelo Tratado de Brest-Litovsk, firmado a 3 de Março de 1918, a Rússia perderá 800.000 km2, 26 por cento da população do ex-Império russo e 75 por cento dos seus recursos de aço e carvão.

A História seguiu o seu caminho; a AEG (Allgemeine- Elektrizitäts- Gesellschaft) uma empresa fundada em Berlim pelo judeu Emil Rathenau com uma posição fulcral na economia alemã ( o filho de Rathenau haveria de ser 1ºministro) ; a AEG que tinha ficado com a patente de Edison para a Europa, acabaria por lhe ver adjudicados os trabalhos ciclópicos da electrificação da Rússia, condição fundamental para a recuperação da economia; à imagem capitalista, como se poderia discorrer da célebre frase de Lenine: “O Socialismo hoje é a Electrificação”.

Depois da morte de Lenine quem lhe sucede é um judeu da Geórgia: Joseph David Djugashvili, (nome de militante: Estaline), com os desenvolvimentos que a História também conhece. Ficou conhecido como o "pai dos povos", ou seja fortaleceu a centralização do Estado capitalista. A questão fulcral da ressaca da 1ª Grande Guerra é esta: os grandes empreendedores Industriais e Banqueiros Judeus jogaram em dois tabuleiros, aparentemente antagónicos, mas que se completaram, até a nova conflagração – ou seja, até nova disputa pela hegemonia dos mercados pelas potências ocidentais.

No final da 2ª Grande Guerra, em Julho de 1945, as fábricas da AEG estavam completa- mente destruidas, mas

os grandes empresários industriais e banqueiros judeus alemães já tinham posto os seus investimentos a salvo em bom porto - no outro lado do Atlântico,,, onde vamos encontrar a velhinha "Allgemeine- Elektrizitäts- Gesellschaft" com a modernaça sigla GE, que de industrial já guarda muito pouco, antes sendo hoje uma empresa essencialmente Financeira. Quem comandou este processo? as decisões Politicas ou as decisões Económicas sob a batuta de impérios como a AEG?

Posta esta breve incursão de uma multinacional, (uma entre milhares) pelos terrenos pantanosos da história, das revoluções e da politica, vejamos se nos conseguimos entender com a mensagem que este video pretende transmitir: o papel dos judeus-Sionistas (banqueiros, políticos e filósofos) na revolução bolchevique dita (depois) comunista. Sabemos que muitos não apreciam, digamos assim, esta verdade incómoda, mas o que se lhes há-de fazer. Os dados e os nomes próprios provêm da "Enciclopédia Judaica" e dos serviços secretos americanos e ingleses, pelo que fica dificil rebatê-los,

"Jewish Revolution in Russia"

segunda-feira, junho 11, 2007

a Rússia

«It's a great huge game of chess that's being played - all over the world - if this is the world at all, you know...»
(Alice em “Alice do Outro Lado do Espelho”)

Na véspera da derrocada da União Soviética, em 1991, o secretário de Estado americano James Baker, e o chefe da CIA (hoje secretário de Estado) Robert Gates, imaginaram um novo plano Marshall e uma comunidade euro-atlântica de São Francisco a Vladivostok, que corresponderia à barragem da ascenção da Ásia no mundo pós-guerra fria,
mas a partir de 1995 Clinton, sempre apoiando Ieltsin, adopta as teses de Zbigniew Brzezinski, sistematizadas em 1997 em “The Grand Chessboard” – a Nato deveria expandir-se para leste e a UE integrar os antigos paises satélites soviéticos , os EUA deveriam tomar posição no Cáucaso e procurar atrair a Ucrânia e a Geórgia. Assim aconteceu com as “revoluções coloridas”.

O último acto é a extensão do sistema antimissil americano à Polónia e República Checasó falta “europeizar” de novo a Rússia mas, com a “guerra contra o terrorismo” e o “espantalho Bin Laden” comple- tamente gastos e desacreditados como factores de justificação para as cada vez mais intensas actividades militaristas, existem muitos motivos para suspeitar que se pretende (re)construir um agravamento que ressuscite de novo a “guerra fria”- é um facto, a Russia cerra a guarda perante o perigoso amigo Bush.
Putin, il gondolieri do Báltico

Na passada “Cimeira dos Paises da Ásia Pacífico”, em Hanói no Vietname, o presidente Bush assinou os documentos que avalizam a adesão de Moscovo à OMC (Organização Mundial de Comércio), mas,
até hoje, o Congresso dos Estados Unidos, agora controlado pelos democratas, não autorgou à Rússia quaiquer facilidades nesse sentido, continuando em vigor a emenda Jackson-Vanik, que não reconhece Moscovo como “Economia de Mercado” e proibe relações comerciais normais de carácter permanente.Os Congressistas, encabeçados pela ultra- conservadora Ileana Ross Lethinen avançam com um projecto de lei extraterritorial que autorizará aplicar sanções à Rússia e a outros paises exportadores de gaz e petróleo se eventualmente se agruparem num novo cartel tipo OPEP

Putin pretende fazer ressuscitar, mais uma vez, a cidade que costumava ter por epipeto “a czarina do Báltico”***, aproximando-a da Europa e fazendo ali de novo, dentro em breve, a capital da Federação,,,
Para que lado cairá a União Europeia e que novos confrontos a esperam?
a guerra é o mais belo presente dado à Revolução
Lenine, 1917



Tendo a guerra como objectivo prioritário da comunidade internacional – os gastos militares mundiais alcançam novo recorde
Os gastos militares mundiais alcançaram o recorde de Mil 204 biliões de dólares, revelou hoje, 11 de Junho, o Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (SIPRI). Segundo o relatório divulgado pelo SIPRI, os Estados Unidos lideram a relação dos países que mais investem em armamentos com um desembolso de 528 mil e 700 milhões de dólares, 46 por cento do total do mundo, seguido da sua aliada Grã Bretanha, França, China e Japão. 63% do comércio de armas corresponde aos EUA e 29% à Europa.

(ver mais pormenores, aqui)







Os que tornam a revolução pacífica impossivel tornarão a revolução violenta inevitável
John F. Kennedy (1917-1963)

domingo, junho 10, 2007

Dia de Portugal PSI 20

Multinacionais, paraMilitarismo e Estado


Tanta coisa com que ele não se resigna
nas conversinhas prá família
dos “portugueses”, saudosos do Botas
Se soubesses a nossa lista
de incorformismos
nem todo o vernáculo do Bocage
te abençoava
a ti, que não és meu presidente
és o comandante chefe das forças armadas
que não são negócio nosso
e fazes gala de o representar logo manhã cedo
neste admirável mundo novo
feito em cera de santa comba dão
por operários em desconstrução
com os tijolos da especulação
Bastaria olharmo-nos fixamente nos olhos
Para nos darmos conta
que a nossa pequena grande diferença
entre tu e Eu
Foi sempre só uma…
Tu tinhas o teu símbolo nos Olho$
enquanto eu tenho neles,
Um coração

sábado, junho 09, 2007

“Etna no Vendaval da Perestroika”

é um livro de Miguel Urbano Rodrigues (autor que dispensa apresentações) escrito em parceria com Ana Catarina Almeida, uma antiga estudante da última geração de portugueses que estudou na Rússia durante o sismo politico e social provocado por Gorbatchev que destruiu a União Soviética.
A obra, editada pela “Campo das Letras” é lançada hoje no Auditório da Feira do Livro de Lisboa às 19,00 horas

visto daqui: “Os acontecimentos são vistos de fora por esses jovens, em quase justaposição com uma realidade inelutável que os transcende e surge iluminada primeiro na apologia da perestroika por Gorbatchev e, depois, na revelação assustadora, mas então desconhecida do mundo, de que o Politburo tinha consciência de que o Partido e o Estado Soviético estavam a ser destruídos no dia-a-dia pelo projecto que implantou o caos no país e desembocou na restauração ali do capitalismo. Nesses anos, a personagem principal, Etna, estudante de História, passa do entusiasmo pela anunciada reestruturação da sociedade e da vida, à repulsa por uma prática que nega o sonho do regresso aos ideais da Revolução de 1917”.

Embora não mencionado na recensão oficial do livro, é curioso notar que a personagem central, a jovem Etna, seja nitidamente inspirada na obra do pintor russo Karl Pavlovich Bryullov (1799-1852) um dos muitos românticos da cultura europeia que no primeiro quartel do século XVIII rumaram a Pompeia. As ruínas italianas tinham sido descobertas em 1748 mas só nessa época as escavações suscitaram o interesse dos estudiosos – à partida da autêntica descoberta da quinta essência da Civilização no seu ponto de Destruição: Pompeia tinha sido obliterada por uma catástrofe natural, acto sugestivamente tido como uma retribuição Divina para os pecados dos homens na construção de civilizações descomunais, e por isso, desumanas. A obra de Bryullov, hoje estrela principal no Palácio Mikhaylovskiy (o Museu Russo em São Petersburgo), “Os Últimos Dias de Pompeia” foi concluida em 1833, um ano antes de Lord Lytton ter publicado a sua famosa novela com o mesmo nome – mais tarde adaptada ao cinema, num filme protagonizado pela inefável figura do actor wrestler italo-americano Steve Reevesfrancamente!, não há volta que se dê à cultura ocidental, que não se reviravolte e acabe por descambar nas talk-novelas “peido na cueca” americanas

"Os Últimos Dias de Pompeia", Karl Bryullov