segundo Salmon Rushdie: «A religião foi o maior erro da raça humana» e de acordo com a Escola de Saúde Pública e do Departamento de Psicología da Universidade de Michigan: “ocultar a indignação pode provocar a morte prematura”. Então vamos a isto.
Rui Ramos reconhecido pela inteligentsia oficiosa como recolector de factos históricos, usa-os mesclados com acontecimentos contemporâneos como peças de puzzle montadas de forma aleatória. Disse: “os sábios de La Sapienza, guiados por um velho estalinista e apoiados pela polícia de choque da “antiglobalização” dissuadiram o Papa de visitar a universidade”. Ramos prossegue viajando por toda a mitologia (jihadistas do racismo pagão, marxistas-leninistas, fascistas) que alegadamente perseguem a santa ICAR; e continua: “muitos são hoje ateus pelas mesmas razões por que teriam sido beatos no século XVII. E se mandam calar BentoXVI é porque, há quatro séculos, teriam mandado calar Galileu”.
Rui Ramos está equivocado: o Papa é livre dentro do único Estado europeu que permanece uma ditadura; o Papa não foi a La Sapienza porque não quis ser humilhado. “Não foi a Universidade que retirou o convite, foi Ratzinger que recusou, se quisesse expressar as suas opiniões podia tê-lo feito” E Rui Ramos na única vez que cita Galileu no seu textozinho aldraba os incautos leitores por omissão – esconde que a Universidade La Sapienza foi aquela onde o Papa condenou à fogueira Galileu e a ideia que o Poder são os homens na Terra e não os adoradores de mitos à volta do deus Sol.
Assim sendo, uma vez que os spin doctors do sistema, de crucifixo em riste, pretendem enterrar-se na Inquisição e “as velhas casacas e chapéus de coco do anticlericalismo” aspiram ao Renascimento - a política e a religião do século XXI, o islão político, o anti-Imperialismo e o Marxismo nunca estiveram mais na moda.
Igualmente para validar a febril actividade do castor Rui Ramos na construção dos diques ideológicos da actualidade (toda a filosofia do século XIX é válida menos uma) nada virá mais a propósito que citar Marx na “Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”:
"Assim, a crítica dos Céus transforma-se na crítica da Terra, a crítica da Religião na crítica da Lei, e a crítica da Teologia na crítica da Política"
Rui Ramos reconhecido pela inteligentsia oficiosa como recolector de factos históricos, usa-os mesclados com acontecimentos contemporâneos como peças de puzzle montadas de forma aleatória. Disse: “os sábios de La Sapienza, guiados por um velho estalinista e apoiados pela polícia de choque da “antiglobalização” dissuadiram o Papa de visitar a universidade”. Ramos prossegue viajando por toda a mitologia (jihadistas do racismo pagão, marxistas-leninistas, fascistas) que alegadamente perseguem a santa ICAR; e continua: “muitos são hoje ateus pelas mesmas razões por que teriam sido beatos no século XVII. E se mandam calar BentoXVI é porque, há quatro séculos, teriam mandado calar Galileu”. Rui Ramos está equivocado: o Papa é livre dentro do único Estado europeu que permanece uma ditadura; o Papa não foi a La Sapienza porque não quis ser humilhado. “Não foi a Universidade que retirou o convite, foi Ratzinger que recusou, se quisesse expressar as suas opiniões podia tê-lo feito” E Rui Ramos na única vez que cita Galileu no seu textozinho aldraba os incautos leitores por omissão – esconde que a Universidade La Sapienza foi aquela onde o Papa condenou à fogueira Galileu e a ideia que o Poder são os homens na Terra e não os adoradores de mitos à volta do deus Sol.
Assim sendo, uma vez que os spin doctors do sistema, de crucifixo em riste, pretendem enterrar-se na Inquisição e “as velhas casacas e chapéus de coco do anticlericalismo” aspiram ao Renascimento - a política e a religião do século XXI, o islão político, o anti-Imperialismo e o Marxismo nunca estiveram mais na moda.Igualmente para validar a febril actividade do castor Rui Ramos na construção dos diques ideológicos da actualidade (toda a filosofia do século XIX é válida menos uma) nada virá mais a propósito que citar Marx na “Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel”:
"Assim, a crítica dos Céus transforma-se na crítica da Terra, a crítica da Religião na crítica da Lei, e a crítica da Teologia na crítica da Política"
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