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domingo, fevereiro 03, 2008

quem é quem - Mister Figure-head

O Parlamento francês, onde a UMP de Sarkozy dispõe de maioria, fugiu de Paris e reúne-se a meio da ponte do Carnaval, segunda feira dia 4, no Salão Nobre dos Espelhos em Versalhes com a intenção de ratificar (à porta fechada) o Tratado de Lisboa; mas,,, ¿não falta aqui ninguém na fotografia?

Apelidado de “hiperpresidente” pelos media, Sarkozy pretende lançar um vasto número de reformas, muitas das quais tidas anteriormente como “suicídio politico”. Os objectivos são os mesmos, consignados neste e no anterior projecto de Constituição: a aplicação na prática das regras neoliberais para a economia, que abarcam áreas como o Ensino superior, o sistema Judicial, o Fiscal (a descida da carga tributária para os mais ricos), a politica externa, a imigração (a criação do Ministério da Identidade Nacional) e a adaptação da economia ao capitalismo ambiental liderado pelas multinacionais.

O slogan “Trabalhar mais para Ganhar mais” conquistou apoios em todas as frentes e Sarkozy viveu disso durante estes 8 meses – mas agora tudo irá depender das estratégias de reforma do “mercado laboral”, cuja maior pecha segundo o patronato é a rigidez, tida como a principal causa do fraco desempenho económico da França e da elevada taxa de desemprego que, nos últimos 25 anos, nunca desceu abaixo dos 8 por cento. Em Portugal a situação é similar, com o desemprego, as deslocalizações e a precaridade a atingirem os mais elevados valores de sempre. Sobre esta momentosa problemática, em face da crise financeira e no âmbito do Forum de Davos a Time Magazine entrevistou esta semana Durão Barroso:

the flying portuguese man

Nós aqui não falamos de recessão como os nossos amigos americanos fazem. (!) Nós estamos confiantes, mas também vigilantes. A economia europeia continua a ter um desempenho forte, particularmente na criação de emprego. Claro que existem riscos provenientes da “crise dos subprimes” mas o Euro providenciou-nos uma almofada contra os elevados preços da energia, o custo das commoditys e a instabilidade das instituições financeiras”
Pergunta: Fazer parte da União Europeia é uma coisa boa?
“Os lideres da Europa concordam com uma Europa de resultados, onde os povos podem ver o que a UE lhes trouxe – desde o modo de encarar os dossiers do aquecimento global até ao corte das taxas de roaming nos telemóveis”
! o roaming dos telemóveis mister Barroso?

Quando Barroso foi escolhido para a Comissão, dada a sua irrelevância, (desta vez esqueceram-se de o convidar para a reunião dos 4 grandes da UE) depressa passou a ser conhecido pela alcunha de “figure-head” - visto no dicionário: “a carranca da proa dos navios, testa de ferro, chefe nominal” mas, passados estes 4 anos mais se parece com uma “Figur-of- fun”: pessoa grotesca. Quer dizer, com um bocado de sorte este figurão com abertura fácil de usar será reeleito como presidente da Comissão Europeia e os portugueses folgam a sua ausência durante mais uns anitos.
entretanto, se gostar desta conversa, coma à vontade! não contém aditivos democráticos! não diga bom Apetite, diga boa Apatia!

o video “Comam a Papa Toda
é uma metáfora provocatória e descritiva dos trabalhos forçados dos governos para obrigarem os cidadãos europeus a aceitar as regras comerciais impostas para salvar Washington da bancarrota. Stephen Roach, chaiman da Morgan Stanley para a Ásia disse em Davos que (sic) “se os EUA retirassem apenas 5 por cento que fosse aos gastos no Consumo, isso seria de imediato a mãe de todas as recessões globais”. (os EUA, 4% da população mundial consome mais de 25% da energia global produzida; e a queda das bolsas já destruiu capitais de valor muito superior a 5%). A condescendência das élites europeias neste processo é de dificil avaliação pela maior parte dos divididos cidadãos europeus. Que, com as novas chefias politicas europeias perfeitamente alinhadas com os neocons vão sendo ultrapassados por um processo referendário feito nas costas dos povos - em bom proveito dos beneficiários do costume

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