Em Portugal, não existe concorrência pois os preços praticados pelos diferentes vendedores são praticamente sempre iguais), mas será ainda mais surpreendente, e prova da conivência deste governo com os grandes grupos económicos petrolíferos.No debate na Assembleia da República realizado em 30/04/2008, Sócrates, após os preços terem aumentado 18 vezes só em 2008, e perante a pressão da opinião pública, como se tivesse sido surpreendido pela primeira vez por tal situação, afirmou que o governo mandara a Autoridade da Concorrência investigar a formação dos preços dos combustíveis. O ministro da Economia, que anda normalmente cego para situações desta natureza como se não tivesse nada a ver com o que se passa no sector de que é responsável há vários anos, também mandou investigar se eventualmente há factores que não decorrem do aumento dos custos de produção que possam estar na origem dessas subidas de preços" - Cavaco Silva ficou muito contente com a decisão de se mandar investigar.
Nós, o povo em geral, que há vários anos sabemos o que são “investigações” em Portugal podemos desde já afirmar de antemão - todos os três mentem com quantos dentes têm na boca! (e num caso particular, quem não o conhecer que o compre, com restos de bolo rei ainda encravados nas gengivas): na verdade existe um acordo encapotado concertado com os monopólios da Energia e da Finança globais para que sejam os consumidores a pagar os custos agravados pela guerra das novas condições de exploração capitalista, retirando os governos a sua parte de leão sobre a forma de impostos e revertendo os lucros exorbitantes dos monopólios das empresas petrolíferas para fundos de investimento para controlo das áreas ocupadas sob juridisção militar.
Levando em linha de conta o que se diz no post anterior e as condições extremas em que se desenrolam as operações, basta olhar para o mapa para entender o que se passa em termos de investimento naquelas que são comprovadamente as segundas maiores reservas de crude do planeta. Quanto a nós, meros consumidores espoliados da cidadania, há sempre uma crise oportuna criada artificialmente (como a de 1929 ou 1973) para nos condenarem a pagar a ultrapassagem das vicissitudes do sistema.
A economia sempre foi isto: a gestão de bens que são escassos.O dilema europeu é grave: ou se opta pela greve ao consumo prescindindo prioritariamente do automóvel (missão quase impossivel nas actuais condições civilizacionais) ou se opta pelo Socialismo e pela bicicleta, criando colectivamente alternativas - mas o mais lógico é que o dilema se converta num trilema, e que terceiros alheios aos tiques consumistas do Ocidente venham a resolver meter o bedelho na questão - e aí teremos o remédio do costume: a guerra generalizada, após a qual nada ficará na mesma. Nem as bicicletas
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