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quarta-feira, julho 23, 2008

Photoshop

A inesperada viçosidade da prisioneira mais famosa do planeta contrasta com o retrato debilitado com que a pintaram quando estava presa pelas FARC. “Muitas coisas que aconteceram na selva, têm de ficar na selva” disse Ingrid Bettancourt – por exemplo, que antes de ser presa como deputada e candidata à presidência tinha apenas 2 por cento das intenções de voto, ou que o ex-professor universitário Dominique Villepin, depois 1º ministro francês tinha tido um affaire com a ex-aluna franco-colombiana não se poupou em esforços para mediatizar românticamente a promoção politica de Ingrid.

Novelas áparte, há medida que o tempo passa começam a tornar-se mais visiveis os contornos da “heróica operação de libertação” – depois dos jornais terem reconhecido que Uribe usou o símbolo da Cruz Vermelha para enganar os guerrilheiros, de ter havido pagamentos milionários a pseudo desertores, agora aparece uma ONG espanhola, a Associação Global Humanitária com séde em Barcelona que actua na Colômbia desde 1998 auxiliando 15 mil pessoas, também a queixar-se de os seus dados terem sido utilizados para criar uma ONG fictícia, também usada na “Operação Jaque”

ficticia?
Resumindo a operação de contra-informação mediática e depois militar desenrolou-se dentro dos seguintes objectivos estratégicos:
1º - Liquidar a inconveniente actividade humanitária envolvida na busca de negociações de paz entre o governo Uribe e as FARC, encabeçada e desenvolvida pelo presidente Hugo Chávez
2º - Assegurar o “direito de intervenção militar” dos Estados Unidos na Venezuela, Equador e Bolívia
3º - Colocar em linha Hugo Chávez e Fidel Castro; e por extensão a Revolução cubana e o impulso Bolivariano na América Latina.

É como resposta, e à luz destes dados, que deve ser vista a "ameaça russa" veiculada hoje pela comunicação social

actualização (24 Julho):
"os Media inventam bases militares russas na Venezuela"
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