Logo após o início da crise bélica na Georgia, que foi fabricada para coincidir com a abertura dos Jogos Olímpicos, o RussiaToday.Com publicou a cronologia dos acontecimentos:- às 4,13 TMG tropas Georgianas atacam Tskhinvali num acto de agressão. O controlo da situação é incerto e há combates continuados, por vezes com grande ferocidade.
- às 5,01 a Região Autónoma da Ossétia do Sul, com uma maioria de população russófona que ronda os 90 por cento, pede protecção à Rússia e ajuda para parar a agressão e invasão do território.
- às 6,51 o Conselho de Segurança da ONU recusa aprovar uma chamada para o cessar fogo patrocinada pela Rússia. Os bombardeamentos e os combates intensificam-se.
- às 8,18 os tiroteios alastram para as ruas de Tskhinvali.
- às 9,36 o Parlamento Russo cita a agressão da Geórgia como uma séria razão para que a comunidade internacional reconheça a independência da Ossétia do Sul. (o seja, que se usem os mesmos critérios que o Ocidente usou no Kosovo face à Sérvia e ex-Jugoslávia).
- às 10,33 a Geórgia anuncia um período de três horas de tréguas para que os civis evacuem a zona de conflito.
- às 11,25 repórteres locais afirmam que Tskhinvali está completamente destruída.
- às 12,04 o ministro da Defesa russo declara o envio de tropas de manutenção de paz para a Ossétia reforçando o contingente aí existente.
- às 12,55 Lavrov o ministro dos Negócios Estrangeiros russo acusa a Geórgia de “limpeza étnica” nas populações nas povoações da Ossétia.
- às 13,16 Mikhail Saakashvili acusa a Rússia de ter provocado a guerra e pede o apoio dos Estados Unidos.
- às 13,25 o ministro da Defesa russo acusa as tropas da Geórgia de dispararem sobre forças de manutenção de paz e de negar ajuda médica a civis.
- às 14,23 repórteres de Tskhinvali noticiam fogo macisso sobre a cidade.
- às 16,14 a Força Aérea Russa nega ter bombardeado uma base militar da Geórgia.
- às 16,46 milhares de sul-ossetianos ocorrem à frente de combate.
- às 17,20 Registando a existência de 1400 mortos como resultado dos ataques Kokoity o lider da Ossétia do Sul apela à comunidade internacional para parar o genocídio perpretado pela Geórgia, reconhecendo de facto a independência do território.
- às 17,35 o presidente georgiano Saakashvili afirma que a Geórgia controla Tskhinvali e a maior parte das povoações na região.
- às 18,56 o governo da Ossétia do Sul afirma controlar Tskhinvali mas que os combates nos arredores continuam.
- às 19,08 o presidente russo Dimitry Medvedev afirma que “a Rússia está a tomar as adequadas acções militares e politicas para pôr fim à violência”.
- às 20,25 a Geórgia pede aos Estados Unidos para pressionar a Rússia para “parar a (sua) agressão armada”.
- às 20,36 o Conselho de Segurança da ONU começa uma reunião de emergência à porta fechada sobre o conflito, o segundo em 24 horas a pedido da Geórgia.
- às 21,22 a Ossétia do Sul reclama o controlo da capital Tskhinvali, mas a Geórgia ameaça retomar a cidade.
- às 21,25 a Geórgia anuncia o seu plano para retirar tropas do Iraque, (onde é a 3ª força militar internacional na coligação de Bush) para reforçar a frente do conflito.
- às 21,27 a cadeia de televisão russa Vesti reporta que a Ossétia do Sul abateu um avião de ataque georgiano.
- às 22,00 a agência TASS noticía tiroteios intensivos de tropas da Geórgia em áreas residenciais da capital.
- às 22,50 TMG, as autoridades da capital da Região Autónoma da Ossétia do Sul, Tskhinvali, reportaram estar debaixo de bombardeamento por forças do governo pró-ocidental da Geórgia.
O que se passou até aqui resume-se no seginte: numa primeira fase dúzias de Ossétios foram mortos que no fim ultrapassaram os 2 milhares. Um cidadão americano da Flórida, Joe Mestas, ocasionalmente de visita a familiares, relata o que aconteceu durante o ataque das tropas da Geórgia: ele descreve as operações da aviação atacando alvos civis e soldados atirando granadas contra civis escondidos em caves.
Apesar dos factos os media norte americanos e a imprensa internacional têm andado a pintar a Rússia como a potência agressora e a Geórgia como a vítima que precisa de ajuda humanitária – o jornal "Público", porta voz nacional do regime Bush titulou na terça-feira 12: “Russos entram na Geórgia e abrem nova frente de batalha no Cáucaso. George W. Bush acusa Moscovo de acto inaceitável no século XXI”
Depois de dias de combates a destruição é total. Tskhinvali está em ruínas e 30 mil refugiados procuraram abrigo fora da cidade. Impossivel que é obter uma vitória militar contra uma potência tão poderosa como a Rússia contabilizando as atrocidades da Geórgia, de acordo com o professor Michel Chossudovsky tudo isto faz parte de um planeado “desastre humanitário” (contra alvos civis) visando a destruição da população pró-russa da provincia da Ossétia, guardiã a norte do eixo fulcral de abastecimento de petróleo através do pipeline Baku que passa através da Geórgia a caminho de Ceyhan na Turquia – eixo cuja posse para negócio exclusivo é suposto ser conquistado pelas forças militares dos EUA-NATO-ISRAEL.
Quer dizer, a Georgia está a ser usada como instrumento para atingir a Rússia, uma potência renascida pela perversão inflaccionária sobre os preços do petróleo de e do gaz, técnica económica usada pelo Ocidente para pagar as anteriores guerras no Iraque e no Afeganistão. Reportando ao antigo grande jogo (“The Grand Chessboard” de Zbigniew Brzezinski, 1997) sejam benvindos a um novo período de nova Guerra Fria. Brzezinski é o Conselheiro para os Assuntos Militares de Barack Obama e a nova adminstração que tomará posse no próximo ano será confrontada com os dados concretos no terreno, não interessando qual das duas partes controle o Congresso, ou tampouco quem dos dois partidos venha a ser eleito.(continua: "A Grande Empresa do Big Oil Sionista")
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