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sábado, setembro 27, 2008

absorvidos pelo buraco negro

Os nossos Liberais fundamentalistas de Mercado lamuriavam-se compulsivamente da demasiada intervenção do Estado; era preciso acabar com ele para que as coisas funcionassem às mil maravilhas. Mas agora o Estado deixou de ser o problema para voltar a ser solução – assim eles não terão outro remédio senão concluír que, “o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição” diz Boaventura Sousa Santos.

a semana passada, o sistema financeiro dos Estados Unidos colapsou. É necessário dizer isto de forma clara, porque muitos esquerdistas, ao cabo de um prolongado período de domesticação politica, viam essa possibilidade, se é que existia, apenas num futuro distante. A prova deste colapso foi a intervenção excepcional da União de Estados norte americanos e a crise politica que provocou. As crises do capital não operam num vazio político, mas sim dentro do paradigma constituído pela forma “Estado” – os Estados entrelaçam-se com os movimentos da economia através das finanças públicas, as quais fazem parte da reprodução social do capital. Essas finanças públicas não têm uma existência exterior à economia capitalista: são o produto dela devido ao sistema de recolha de impostos, pelo concessão de crédito público e pela centralização do processo monetário” – no caso português, no que respeita ao valor da moeda em circulação, perdemos a independência, dependemos do BCE, que por sua vez depende da FED americana – é isto, falando no valor do dinheiro, a rede de suporte das oligarquias n“Ocidente”
(uma análise marxista, para ler aqui)

as redes funcionais do Capitalismo Financeiro:
como se chegou ao colapso

Ao contrário do que apregoam os analistas e as autoridades do sistema, o colapso económico- financeiro, originado nos Estados Unidos, e que já se projecta de forma bem visível nas economias centrais e periféricas à escala global, não se trata de “uma falha das normas de regulação e controlo financeiro” (que já existe através da FDIC desde 1933) e da “Securities and Exchange Commission” (órgão que regula o mercado de capitais), mas sim de uma re-estruturação económico- financeira global impulsionada pela dinâmica histórica de concentração de capital em poucas mãos. Este processo (onde se aproveitam tanto as “bolhas” como as “crises” para gerar rentabilidade capitalista) permite a consolidação de um punhado de conglomerados financeiros globais que saem “ganhadores” da Crise e absorvem instituições arruinadas mediante compras por valores irrisórios ou fusões forçadas”.
(um artigo de Manuel Freytas, para ler aqui)

Isto é tanto assim que as cinco maiores firmas de Wall Street pagaram antes da “crise” aos seus executivos de topo mais de 3 biliões de dólares nos últimos cinco anos.
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