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domingo, setembro 14, 2008

Bolívia

Não se pode desprezar o diabo e depois à noite deitar-se com ele. Não chegou a 3 meses da activação da IV Frota Naval dos Estados Unidos para zona Sul e já começam a "acontecer coisas" na América Latina; se não fosse trágico seria caso para sorrir, ainda estamos no ínicio mas já há uma piada capaz de marcar o século XXI: "Sabem porque é que nos Estados Unidos nunca houve um golpe de Estado? - porque nos EUA não há embaixada americana!" - Neste dia 11 de Setembro cumpriram-se 35 anos do sangrento Golpe de Estado no Chile. Golpe impulsionado pelos Estados Unidos e pelas multinacionais e Oligarquías locais; os Estados Unidos organizaram, impulsionaram, financiaram e tutelaram todas e cada uma das ditaduras que existiram na América Latina. Foram eles os autores morais intelectuais de todas as perseguições, sequestros, torturas e assasinatos que tiveram lugar no Chile, Paraguai, Uruguai, Brasil, Argentina, Bolivia, etc.
Estado de sítio e tréguas precárias. Evo Morales vai ter de puxar dos galões e dos conhecimentos adquiridos no seu tempo de serviço na policia militar.
Resumo da situação, via "Lo Último em Política" um blogue boliviano:

* Ao mesmo tempo que Evo Morales expulsava o embaixador dos EUA o Exército da Bolívia realiza manobras conjuntas com os Estados Unidos

*Hugo Chávez continua jogando forte: agora desmascara o general das Forças Armadas bolivianas Luis Trigo exigindo que desmantele as intromissões do governo dos EUA nos assuntos internos do seu país.

* James Petras: "Bush está fabricando um triunfo antes de se retirar"

* O ministro dos negócios estrangeiros da Venezuela ratifica as palavras do presidente Chávez: "Se houver golpe, a Venezuela intervirá militarmente na Bolívia ao abrigo do "direito à insurreição"

* a Bolívia vive uma trégua muito precária, com muitas exigências por parte dos golpistas de Santa Cruz, Beni, Pando e Chuquisaca. Evo Morales responde exigindo a continuação do processo de mudança consignado na Constituição e votado em referendo. Entretanto já há 30 mortos.

* O estado de sítio evitou um massacre genocida perpretado por forças paramilitares comandadas pelos caciques brancos pró independência. Cobija está militarizada. O governador de Pando diz que não aceitará ser detido, "porque isso seria um abuso".

* Philip Goldberg, o profissional do separatismo e da limpeza étnica dos indígenas, que exercia o cargo de "embaixador" dos EUA deixa a Bolívia lançando ameaças.

* as mães dos estudantes assassinados continuam a implorar ao governador de Cobija que lhes devolva os cadáveres dos filhos, mortos por sicários contratados no Brasil e no Perú na Escola do Municipio de Filadélfia.

* a posição oficial do Brasil: "Não toleraremos uma ruptura do ordenamento institucional boliviano"

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