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sábado, novembro 15, 2008

Sócrates e o G20 - (ver ligação)

o único acordo possivel, é que tem de haver uma base de acordo. Imposta.


Depois do rebentamento da bolha financeira especulativa associada ao imobiliário é, na óptica do capitalismo multinacional das corporações, a criação de novas bolhas alternativas onde os investimentos do grande capital (entretanto, depois da destruição dos excedentes, cada vez mais concentrado) que pode ser encontrada a rentabilidade para uma nova génese de acumulação de mais valias. Basicamente não haverá reformas nenhumas no paradigma financeiro neoliberal vigente; isto é o que eles pensam, se entretanto não houver uma movimentação radical de massas que os obriguem a "mudar de ideias" - da parte das populações onde geograficamente se instalam esses novos investimentos não haverá contestação: o "desenvolvimento" local definido por estrangeiros e a abertura de linhas de crédito para consumo são bem-vindas a quem não conhece mais que velhas carências seculares. O pior será, quando dentro de uma ou décadas concluirem que têm de pagar com lingua (e juros) de palmo aquilo que agora lhes parece ser um maná dos céus; enfim, mas como dizia Lord Keynes (referindo-se ao pleno emprego) e os investidores ouviram: "no longo prazo, quando isso acontecer já estaremos todos mortos" - os primeiros de luxúria, os destinatários da pseudo abastança que viram em filmes de hollywood, perecerão novamente de fome. E neste espectáculo económico as novas bolhas vão para:

obviamente o Governo português e o seu robot pré programado Sócrates nada têm a acrescentar ao assunto - como acaba de comunicar no sítio virtual onde vive, hellas a televisão: "os novos grandes investimentos em obras públicas são necessários para resolver a crise" - compreende-se! o novo aeroporto é uma placa giratória para agilizar as comunicações do Capital e dos empresários/ investidores/ accionistas com África; e o TGV uma ligação célere entre os dois maiores polos industriais do país. Ainda que não exista base ecológica para este frenesim, a ganância pelo lucro dos capitalistas não pode parar. Então e as pessoas? os assalariados? e os excluidos pelo sistema? a esses, a cada um Sócrates dará um "magalhães" a baixo custo (ou um Rendimento Minimo Garantido) e mesmo que não passem da mais pura ignorância em tudo excepto na sua especialização específica - a malta está apta a marchar, como mão de obra escrava, dentro do exército social de reserva dos capitalistas, para os sítios (por mais longinquos que sejam), onde existam novas batalhas
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