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terça-feira, dezembro 30, 2008

é o regime, estúpido!










Cavaco Silva acusa “partidos de cederem a interesses de ocasião” – quando o que está em causa são os interesses de longo prazo:
a perpetuação do regime


Nós sabemos que eles sabiam que eles se tinham tornado todos iguais. Até as prostitutas mais profissionais do acanhado bordel escrevem hoje nos mexericos que o PS é igual ao PSD (quatro anos depois do mesmo se vir afirmando por aqui, que é o tempo de vida que este blogue leva). Apenas o desgraçado “S” surripiado ao respeito socialista do ZéVotas, lhes tinha legado o engano de aplicarem o programa neocon com a competência que a direita jamais conseguiria. A Múmia que depois elegeram em nome do retorno à estabilidade (“eu não me conformo”) voltou a enganá-los ao vir presidindo silenciosamente, como compete ao manequim designado por poderes obscuros, a intenções ocultas na penumbra das perguntas sem resposta.
Era preciso quebrar o doentio consenso que todos (os tão abjectamente badalados “portugueses” a propósito de tudo e de nada) já vinham topando. E assim, Sua Eminência Neoconservadora, sai a terreiro em duas ocasiões em que as pessoas no seio das suas famílias se encontram emocionalmente mais fragilizadas: no pino de Agosto quando brincávamos com as crianças na praia saiu a Esfinge do armário mariani a milhas para a pantalha televisiva (por alguma razão se bombardeiam as emissoras de TV); e voltou a repetir a dose mediática quando as mesas estavam postas para a festa de natal.

O pretexto é uma coisa de que ninguém percebe as alíneas juridico- constitucionais, que dá pelo nome de Estatuto dos Açores (por oposição ao bronco estatuto da Madeira), questões aliás susceptiveis de serem resolvidas em instâncias próprias. Assim se vem cozinhando em lume brando a invenção de uma “questão fracturante” que sirva de desculpa para voltar a arrumar a “colaboração institucional” como estava pré-programada no velho campeonato de antigamente: uns à esquerda, outros à direita.

Depois de Sócrates, é, mais uma vez, outra forma de engano (afinal a mesma) patrocinada pelo homem que nunca se enganava (slogan surripiado à Tatcher), que aliás, surdo e mudo, nunca se explicava – os tais “portugueses” na qualidade de consumidores gostariam de ouvir 1. porque pagam as empresas públicas mundos e fundos para Fundações estrangeiras em vez de dar a usufruir ao cidadão serviços prestados a preços mais justos? 2. porque se vale o PR de conselheiros de Estado seus corregelionários que mantêm negócios pouco ou nada claros com essas mesmas Fundações?, e 3. porque é o regime tutelado por eminências pardas que barram com deixas de compére a destempo o aprofundamento do paradigma constitucional da democracia participativa?
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David Axelrod quebrou o silêncio cúmplice de Obama com o massacre em Gaza, dizendo que "o presidente trabalhará em estreita colaboração com Israel"; claro, com as multinacionais da guerra que mais contribuiram para a sua eleição (ler)
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