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sábado, junho 13, 2009

o Ocidente pretende mudar a Constituição Islâmica do Irão

esta nova fase da empreitada começou em Abril com a expedição do enviado especial Dennis Ross (1) para avaliação do Irão nuclear. A técnica é a mesma das "revoluções coloridas" levadas a cabo na Ucrânia e na Geórgia: juntam-se umas centenas de manifestantes nas esquinas mais movimentadas e as paralizações de trânsito mais os basbaques do costume (no caso, totalizaram 3.000) fazem crer aos Media que se trata de um "amplo movimento de contestação". Qualquer regime legitimo toma medidas eficazes para proteger o senso comum da população das investidas contra a legitimidade constitucional, tanto mais quanto se trate dos interesses estrangeiros do costume. Imagine-se o tratamento que a policia de choque daria a qualquer movimento de extrema esquerda que convocasse uma manifestação ilegal em qualquer capital europeia. Vire-se o sinal ao contrário e veja-se a importância do assunto. Como começa o jornal Público (2) com fotografia alusiva a meia capa: "Dois terços dos quase 40 milhões de iranianos votaram na reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad" mas os 33 por cento de votos no candidato Hossein Mussavi (o que convinha ao Ocidente, cuja campanha eleitoral pagaram) pensam que têm legitimidade para contestar a vitória do que chamam "o lider ultraconservador" (em desespero de causa perdida, chovem os adjectivos, como radical, tresloucado, perigo para a humanidade, etc). Até os bloggers apoiantes da "mudança" têm nomes sintomáticos, tal como "Revolucionary Flowerpot Society", que ontem dava Moussavi como preso (o que é mentira) enquanto apelava a que os distúrbios se tornassem "pacíficos". Ao segundo 7 a personagem que aparece no centro da acção é Payman Jahanbin, um jornalista iraniano com residência em Salt Lake City



(1) Dennis Ross está envolvido a alto nivel da diplomacia norte americana desde os anos 80, e depois durante a presidência de Clinton. Na época o objectivo era assegurar a paz no Médio Oriente com os resultados conhecidos.

Na foto Ross está reunido com o 1º ministro de Israel Benjamin Netanyahu, do partido de extrema direita, com quem tinha reunido igualmente em 1997 (então também 1º ministro) em novas conversações, desta vez para travar a ameaça iraniana. A revista Time, num artigo intitulado "The Final Countdown" (15 de Junho) não se faz rogada em dar voz ao professor Gary Sick da Universidade de Colúmbia: "Ross favorece negociações pró-forma com o Irão, seguidas de sanções mais severas ou até acções militares"

(2) Na verdade votaram 85 por cento dos 46,2 milhões de eleitores recenseados. A percentagem dos votos em Ahmadinejad foi de 62,6 por cento, obtendo Moussavi 33,7 por cento. Os outros dois candidatos, o clérigo reformista Mehdi Karoubi e o radical Mohsen Rezai receberam pouco mais de 1 milhão de votos cada um. (fonte)
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