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segunda-feira, julho 27, 2009

Vai ser época de gripe, outra vez,,,

Do filme “O Fiel Jardineiro” (2006), feito a partir do conto ficcionado de John Le Carré, cujo argumento se passa em torno das multinacionais farmacêuticas que corrompem governos e tiram partido das miseráveis condições de vida das populações em África para levarem a cabo experiências de teste com fármacos e finalmente não hesitam em recorrer a assassinatos para encobrir o negócio ilícito, lembramo-nos de 3 principios que quaisquer propósitos mais ou menos secretos devem perseguir para obter os resultados de marketing esperados:
1) criar o problema, 2) espalhar o pânico 3) oferecer a solução – é este o modus operandi, que no caso da presente pandemia já está actualmente na fase 3.

Há uns meses atrás já os Media “panicavam” com as previsões de 100 mil casos por dia na aldeia global durante o mês de Agosto e com a notícia que a CIA em conjunto com as autoridades civis tinham encomendado uma quantidade anormal de caixões de plástico para sepultar milhões de vítimas da pandemia entre doentes infectados internados e isolados compulsivamente em campos de concentração (ver FEMA REX84). Mais ou menos completada a fase 2 rapidamente apareceu a “oferta de solução”, isto é, a fase 3.
Para voltar à origem do problema basta seguir a pista do dinheiro: quem paga e quem obterá lucros fabulosos com as vítimas da pandemia em todo o mundo? - A administração Obama destinou de imediato 5,1 milhões de dólares para contratar um programa de vacinas com a AVI BioPharma, apenas um entre muitos outros contratos que atingem biliões, com companhias como a Baxter (que quando foi da pandemia da gripe das aves produziu logo vacinas infectadas com o vírus, para adiantar serviço); ou de como com estes programas um dos gestores do ramo enriqueceu com 29 milhões de comissões pela venda de quotas de mercado para esses futuros remédios a patentear. A comissária europeia Androulla Vassiliou esteve o mês passado em Lisboa para anunciar que os ministros da Saúde se reuniriam em Portugal no próximo mês de Outubro para tratar do programa de vacinação que incidirá prioritariamente nos grupos de risco (que só na Europa, entre grávidas, obesos, doentes pulmonares e diabéticos, representam 60 milhões de pessoas). No dia a seguir à visita o Governo português anunciou uma verba de 45 milhões de euros para aquisição de vacinas para prevenir a gripe H1N1 que vai chegar com o Inverno.
A mesa está posta e o negócio dos laboratórios está servido: milhões de vacinas estão prontas para ser consumidas na União Europeia e nos EUA (onde existe maior poder de compra), enquanto a directora-geral da OMS foi apelidada de fascista quando alvitrou para responsáveis da América Latina que a oferta destes medicamentos está condicionada pelas forças de mercado.

Jacinto Rego de Almeida, (no JL 17Junho, pag. 42) no artigo “Omissão e Cinismo” explica exemplarmente como “a divulgação da gripe mexicana (depois dita A) tem sido levada à opinião pública mundial no quadro de uma lógica determinada pelo capitalismo contemporâneo e da falência da crítica da sociedade ligada aos grandes negócios internacionais”. E assaca responsabilidades às explorações industriais de suinicultura geridas pela Smithfields Foods nas Granjas Caroll em LaGloria, o local onde a pandemia teria tido inicio em Abril. “Relato exemplar”, mas que continua omisso, e a omissão faz escola. Adrian Gibbs, um cientista australiano que se está a tornar famoso pela entrada no negócio da descoberta de vacinas explica que “o virus nasceu num laboratório e saltou para os porcos, em resultado de qualquer erro, ao qual nem se pôs a hipótese de ser investigado” – seria melhor que investigassem, principiando pela notícia do Washington Post que dava conta que um mês antes da aparição do 1º caso que converteu em herói mediático o pequeno mexicano Edgar Hernandez em LaGloria, foi detectado um caso no sul da Califórnia, a que as autoridades sanitárias não souberam dar resposta, mas cujo paciente foi enviado para o Centro de Investigações de Saúde da Armada em San Diego, que “por coincidência” trabalhava nessa altura num programa de ensaios clínicos sobre virus em testes de 30 minutos de recolha de amostras em pessoas. O virus que no mês seguinte mataria pelo menos 12 pessoas no México tinha a mesma estrutura genética do caso descoberto na Califórnia. Sabendo-se das tradições de guerra bacteriológica com origem militar em Fort Detrick (Maryland) e Fort Dix (New Jersey), coloca-se uma pergunta desnecessária: será a gripe A-H1N1 ¿made in USA?
(continua amanhã)
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