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domingo, julho 31, 2011

a Economia não poderá recuperar antes que os grandes bancos entrem em falência

“A minha opinião sobre os Cristãos Sionistas? São escumalha, mas não lhes digam isto. De momento precisamos de todos os idiotas úteis que pudermos angariar” (Bibi Netanyahu)

Devido à acuidade do momento, de colapso eminente de pagamentos nos EUA, (haja ou não "acordo" que só remete para futuro próximo o agravamento do endividamento) republica-se a lista de bancos privados que gerem a “crise” das dívidas soberanas dos Estados; a sua natureza privada é a principal razão porque muitos sectores reclamam o fim da Reserva Federal norte americana

o “Banco Central” norte-americano que dá pelo nome de Reserva Federal (dividida em 12 sucursais centralizadas em Washington) é de facto (ou era recentemente, porque se trata de um corpo sempre em evolução e metamorfose), um consórcio de 9 Bancos de propriedade privada de banqueiros judeus e bancos associados tendo à cabeça a familia dos Rothschilds, a saber:

1. Rothschild Banks of London and Berlin
2. Lazard Brothers Banks de Paris
3. Israel Moses Seif Banks de Italy
4. Warburg Bank of Hamburg and Amsterdam
5. Lehman Brothers of New York
6. Kuhn, Loeb Bank of NY (agora Shearson American Express)
7. Goldman, Sachs of New York
8. National Bank of Commerce NY/Morgan Guaranty Trust (J. P. Morgan Bank - Equitable Life - Levi P. Morton são os principais accionistas)
9. Hanover Trust of New York (William e David Rockefeller e o Chase National Bank NY são os principais accionistas)

A falência da Lehman Brothers (2008), desenhada para salvar a restante estrutura do incumprimento, obrigou a uma reconversão e concentração destes bancos que está a projectar o pagamento dos prejuizos da especulação imobiliária nos EUA pela generalidade dos bancos centrais estrangeiros subservientes, um pouco por todo o mundo. Bancos Centrais que de seguida obrigam cada Estado-vassalo a cobrar o quinhão dos prejuizos um a um a cada cidadão, na forma de juros, impostos e aumento do custo de vida – ou seja, trata-se de um autêntico Sistema Global de Impostos para financiar uma nova ordem mundial.

Novos documentos revelados nomeiam as instituições bancárias (uma vez que são instituições empresariais, porque não se designam apenas por Empresas como todas as outras?) que receberam ajudas e quanto do TARP Money idealizado pelos conselheiros económicos de Bush foi “emprestado” a cada uma delas. Os nomes incluem o Goldman Sachs, o Citigroup, JPMorgan Chase, Bank of America Corp. Barclays Bank, Royal Bank of Scotland, o Deutsche Bank e outros menores. Cada um deles “pediu emprestado” centenas de biliões de dólares norte americanos, num total de 9 triliões (fonte)

Deus não existe, e se existisse ele provavelmente não seria um deus cristão, porque a sua criação se baseou em ideias primitivas como a de Vishnu, Wotan, Buda, Zeus ou Hórus. A ciência explica tudo, a religião apenas explica o porquê de haver tanta gente retardada. Os Bancos Centrais e o Comércio como forma de Pecado – onde teria começado e onde irá acabar tudo isto?

sábado, julho 30, 2011

no Privatizar é que está o ganho

o aumento da necessidade de liberalizar o "Ensino" estendo-a cada vez mais a um número alargado de pessoas, está directamente relacionado com a necessidade e angariar mais clientes a quem vender cursos por entidades privadas

sexta-feira, julho 29, 2011

Finalmente... a Reserva Federal admite que os seus 12 Bancos são Privados, não são entidades Governamentais

Muitas das dezenas de triliões em dinheiro fácil de ajudas aos bancos (bailouts) foram destinadas aos bancos centrais estrangeiros (ver aqui, aqui e aqui). Na verdade o senador Ron Paul confirmou recentemente que uma terça parte dessas “ajudas” que hipotecam essas entidades – e essencialmente os 100 por cento da Reserva Federal de New York – foram para o estrangeiro. A FED nova-iorquina é a mais importante das Reservas Federais. Como a Bloomberg assinalou em 2009 a NewYorkFED monitorizou a entrega de capitais, actualmente no valor de 1,9 triliões de dólares, ao abrigo dos programas de empréstimo, recebendo em troca notas de crédito hipotecário desses bancos destinatários.

Apesar destas decisões eminentemente politicas, essas poderosas agências – as Reservas Federais – têm actualmente tanto de Federais como tinha o Federal Poney Express operado por aventureiros que transportavam valores nos tempos da cowboyada andar aos tiros na corrida ao ouro do Oeste. A própria FED admite (via Bloomberg): “enquanto o painel de governadores sediado em Washington (Board of Governors) constituem uma Agência submetida à Lei de Liberdade de Informação (Freedom of Information Act) e outras regras governamentais, a Reserva Federal de New York e outras de âmbito regional mantêm que são instituições separadas, detidas pelos seus bancos privados membros, que não estão sujeitos às restrições consignadas na legislação federal. Por essa razão, por ser uma instituição privada, a NY-FED tem negado todos os pedidos de informação sobre esses movimentos de capitais, ao contrário do Board of Governors de Washington que está obrigado a prestá-la, mas que não movimenta directamente capital nenhum. Conforme se conclui neste outro relatório da Bloomberg: enquanto os Estados Unidos não têm sequer dinheiro para eles enfrentando uma ameaça de incumprimento (se acreditarmos no que dizem para os jornais), “a Federal Reserve Bank of New York movimenta a maior parte dos programas de empréstimo para o estrangeiro”, exportando o seu défice – o que nunca passa para os jornais, porque o Board of Governors tem 231 páginas de documentos com acesso negado ao abrigo do segredo comercial.

Como disse noutros tempos então ainda não muito sofisticados o director Charles McFadden do House Banking and Currency Committee em 10 de Junho de 1932: “algumas pessoas pensam que os Bancos das Reservas Federais são Instituições do Governo dos Estados Unidos, mas de facto são monopólios privados...

Similarmente o “Banco para os "Colonatos" Internacionais(BIS) muitas vezes chamado “o banco central dos bancos centrais” (Bank for International Settlements), na medida em que coordena as transações entre os bancos centrais e determina o nivel de reservas em dinheiro que os bancos são obrigados a manter em todo o mundo, é ele próprio detido pelos bancos centrais dos diversos paises. Conforme o Der Spiegel relatou em 2009: “o BIS é uma rede fechada organizada por 55 bancos centrais. Os directores deste bancos centrais viajam uma vez em cada dois meses para o quartel-general situado em Basileia e uma vez por ano os corpos administrativos reunem-se numa conferência anual” – por outras palavras, os bancos centrais são donos das Reservas Federais (e de outros bancos centrais) e estas instituições por sua vez possuem o BIS, o banco que faz a regulamentação de todo o sistema global. É muito interessante que a Spiegel não indique que o BIS, como entidade privada, é largamente imune à regulamentação, supervisão e pagamento de impostos: Formalmente registado como uma empresa de investimento, reconhecido como organização internacional, não está de facto submetido a quaisquer outras legislações que não sejam as “leis internacionais” (que ou não existem, ou se existem não são cumpridas). Como off-shore não precisa de pagar impostos e os seus membros e quadros superiores disfrutam de enormes imunidades. Nenhuma outra instituição supervisiona o BIS, apesar do facto da instituição movimentar 304 triliões de reservas monetárias medidas em dólares pelo mundo inteiro bem assim como 120 toneladas de reservas em ouro...

Os bancos centrais não são entidades eleitas pelos povos mas ditam regras que têm de ser cumpridas pelos governos que lhes estão submetidos (por exemplo, os executivos dos quatro maiores bancos portugueses obrigaram José Sócrates a pedir “ajuda externa”). Efectivamente esses banqueiros têm um poder que excede em muito os poderes de muitos lideres politicos. As suas decisões afectam economias inteiras... e uma simples palavra saída dos seus lábios move os mercados financeiros. Eles determinam as taxas de juros a pagar, assim como e a quem concedem empréstimos e a velocidade em frente ou de marcha atrás a que se devem mover cada uma das regiões integradas no sistema financeiro global. O mal de uns que estão à rasca é o bem dos outros que sacam fortunas
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quinta-feira, julho 28, 2011

"American Default"

No principio da crise de recessão em curso (2008) a rede bancária dos Estados Unidos tinha concedido créditos num valor total que ultrapassava os 12,5 triliões de dólares. Desse valor a componente maior, 8,5 triliões, dizia respeito aos créditos para aquisição de bens imobiliários (mortgages) cujas práticas fraudulentas e criminosas estiveram na origem do rebentamento da bolha do subprime. A segunda componente era, a muito longa distância, os financiamentos ao consumo através de pagamentos por cartões de crédito, que representavam “apenas” 730 biliões de dólares... e a menor componente os empréstimos a estudantes para pagarem propinas no ensino privado no valor total nada desprezivel de 530 biliões.











Desde a pretensa “viragem” iniciada pela messiânica Administração Obama (2009) os chamados cortes na despesa (menos Estado), medidas de austeridade (mais impostos) e nos insuficientes financiamentos da banca em estado de falência (menos actividade produtiva, uma vez que se trata de uma crise de sobreprodução) pareciam ter invertido a tendência de endividamento (ver gráfico). Mas não é verdade. De facto a diminuição de 1,1 triliões fica a dever-se à devolução de habitações aos bancos por incapacidade de pagamento dos proprietários e à respectiva desvalorização desses bens imobiliários que os bancos não conseguem colocar de novo no mercado pelos valores iniciais, aceitando sucessivamente baixar o preço dessas habitações para revenda. A este colapso vieram juntar-se os planos de ajuda aos bancos de Bush e o plano de ajuda à economia de Obama que, afinal, consistem sempre no mesmo: imprimir e pôr a circular mais papel-moeda distribuindo-o pelos Estados-vassalos a caminho de uma situação de hiperinflação global.

Em 2011, com a crise nos 3 anos e ainda a gatinhar, o endividamento dos norte americanos continua a situar-se num astronómico e insustentável total de 11,4 triliões de dólares. Obviamente, salvo pequenas nuances na desigualdade distributiva de rendimentos, o esquema de aliciamento bancário para aquisição de dívidas a juros baixos para serem cobradas a juros altos, que é válido para um universo de 300 milhões de pessoas nos Estados Unidos é igualmente válido para os 10 milhões de endividados em Portugal. Actualmente os pacotes de acções tóxicas constituem o maior “bem” de exportação dos Estados Unidos, tendo como principais “compradores” os Bancos Centrais dos paises aliados nomeadamente os da União Europeia que obrigam os governos a converter essa merda em divida pública soberana pagável pelos contribuintes colocados debaixo do fogo dos planos de austeridade.

É sobre este pano de fundo que decorre o actual braço de ferro nos Estados Unidos, com os dois partidos únicos a fingir que se desentendem sobre o aumento do tecto de endividamento que evite a bancarrota. Mas democratas e republicanos estão mais que entendidos: desvalorizando o dólar em oitenta por cento (como fizeram no pós guerra quando fundaram Bretton Woods) põem praticamente o défice a zero, e quem detêm os titulos de dívida ou notas de dólar fica com pouco mais que papel para embrulho a 20 cêntimos por peça. Desde que Obama perdeu as eleições intercalares e a maioria no Congresso, as negociações preparatórias para o regresso dos bushistas ao poder decorreram com o senador decano do lobie judeu a apertar com o presidente. A tal ponto que Obama numa dessas reuniões abandonou abruptamente a sala visivelmente irritado[“nunca pensei que um presidente pudesse ter tão pouco préstimo”]. Seguidamente foi o “speaker” John Boehner que negou qualquer acordo: “A Casa Branca quer um cheque em branco para nos pôr todos a pagar mais” e por fim Donald Trump o palerma que se anuncia como candidato às presidenciais de 2012, que concluiu: “os republicanos não devem aceitar nenhum acordo, quanto mais não seja para lixar Obama”
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quarta-feira, julho 27, 2011

“Dinheiro da Caixa Geral dos Depósitos no BPN afecta liquidez da Caixa” (Faria de Oliveira, em entrevista à TVI).

e por causa disto a instituição foi classificada como lixo...

“Banco Português de Negócios (BPN). Não fosse estarmos perante um claro caso de polícia e dir-se-ia que todo este processo se assemelha a uma palhaçada sem nível. Nada nem ninguém sabia o que se passava. O Banco de Portugal (BdP) afirmava ter dificuldades em conhecer quem eram os accionistas do BPN e/ou da Sociedade Lusa de Negócios (SLN). Os orgãos sociais do BPN e da SLN, sublinhe-se, saíram durante anos a fio do bloco central do poder, com predominância para o PSD. Administradores executivos e não executivos, membros dos orgãos sociais, que nada viam, nada ouviam, nada liam, logo nada sabiam. O governo do PS nacionaliza o banco, mas não os bens do grupo SLN. Ou seja, nacionalizou os prejuizos e aumentou a dívida pública. O Presidente da República bateu todos os recordes, promulgando a legislação em apenas quatro (!!!) dias. Foram injectados até hoje, recorde-se, 4,8 mil milhões de euros. Fala-se da necessidade de mais 2,9 mil milhões, atingindo-se assim a astronómica soma de 7,7mil milhões de euros. Ou quase 5% do PIB de Portugal! Tudo isto num banco que, segundo se noticía, tem depósitos no valor de três mil milhões de euros. E se pretende privatizar por um estranho valor mínimo de 180 milhões! E não há responsáveis? Não há culpados? Não vai ninguém preso? Na Islândia foram...” (António Vilarigues, no Público)

Enquanto a factura dos prejuizos está para pagar pelos impostos dos contribuintes através das medidas de austeridade, soube-se agora que mais um barão do PSD se está a governar à grande com uma vultosa soma em crédito concedido pelo BPN sobre fundos que o banco não possuia nem sonhou possuir. Duarte Lima tem uma dívida ao BPN no valor de 5,8 milhões de euros. Quando o banco faliu a dívida era de 6,6 milhões. Uma soma considerável, se se tiver em conta que em 2009 o ex-deputado do PSD entregou uma declaração anual de rendimentos ao Fisco no valor de 232.761 euros, escondendo património que não foi tributado (CM)
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terça-feira, julho 26, 2011

cristãos, loucos e psicopatas com visões sobrenaturais para a "Europa"

Loucos controlados pelas empresas financeiras que detêm os Media são o Sousa Tavares o Rogeiro e tutti quanti nos jornais mainstream debitam toneladas de banalidades sobre o conceito abstracto "terrorismo". Porém, (como antigamente), consegue-se ir lendo alguma coisa nas entrelinhas...
(clique no recorte para ampliar)

Neste caso concreto de uma acção de um terrorista com uma visão para a Europa, se atentarmos bem, há enormes pontos de concordância entre o extremista Cristão Anders Breivik e as posições ideológicas dos fundamentalistas da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR)... e há ainda, porque não há ponto sem nó, um máximo denominador comum que faz a fusão entre os dois movimentos: o Sionismo Cristão que está em plena ascendência na América do Norte:

"Christian Zionism is a belief among some Christians that the return of the Jews to the Holy Land, and the establishment of the State of Israel in 1948, is in accordance with Biblical prophecy" http://christianactionforisrael.org/czionism.html

O terrorista encarregue de despoletar a false flag contra a Noruega mostra claramente esta afinidade quando a certo ponto emprega a sigla PCCTS referindo-se ao facto de ser um dos Cavaleiros Templários (Knights Templars) emblema que aliás encabeça o Manifesto e cujo lema é "Pauperes commilitones Christi Templique Solomonici", traduzindo "pobres companheiros soldados de Cristo e do templo de Salomão"
Há muita gente por aí que parece normal, alguns colocados em altos cargos da coisa pública, mas precisa de fazer uma cura por internamento compulsivo para tratamento num hospício para doenças mentais - gente que tem ideias fixas sobre irracionalidades... (como por exemplo o outro, que agora é ministro e mandou rezar uma missa pela sucesso das boas cobranças do Fisco)

(salvo a caricatura do terrorista cristão norueguês, as fotografias são oriundas do site da Presidência da República Portuguesa)
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segunda-feira, julho 25, 2011

"mente, mente, que alguma coisa fica"

À primeira pergunta “quem praticou e como aconteceram os atentados?” (BBC) responderam os "especialistas em terrorismo" de todos os quadrantes ajudando a demonizar o Islamismo: o New York Times e todos os jornais de Murdoch foram os primeiros a culpar a Ansar al-Jihad al-Alami, como uma reacção aos países que consentiram em publicar as caricaturas de Maomé, vindo depois à baila Al Zawahiri, a Al Qaeda, a guerra do Afeganistão, retaliação por Gaza, o Hamas – a imprensa neocon e de pasquim (como o nosso Correio da Manhã) embalou o papão do terrorismo da Al-Qaeda. Só faltou mesmo o Bin-Laden porque já não está disponível. Falta porém um cromo na colecção do terrorismo: Israel

Na última quinta feira o ministro norueguês dos negócios estrangeiros Jonas Gahr Store tinha pedido a demolição do Muro de separação israelita e a imediata desocupação da Palestina por Israel, durante o acampamento de Verão dos jovens sociais-democratas da “Labour Youth League” (entre nós conhecidos por “Jotinhas”) na ilhota de Utøya (Reuters)
Para se compreender a importância dos Jotinhas no futuro da contrafacção política, basta assinalar o facto de, por exemplo, em Portugal termos dois deles colocados às ordens dos poderes ocultos que realmente decidem o destino dos povos, P.Passos Coelho no governo A.J.Seguro na “oposição” como alternativa de governo. E acabou.

Se levarmos em conta a afirmação do jornal norueguês Verdan Gang que o “Manifesto” do autor dos atentados de Oslo “2083, Uma Declaração Europeia de Independência” (1) é um plágio do “Manifesto do Unabomber” de 1995 deve ter-se em atenção que este último é uma crítica feroz onde se sublinha com frequência o tema da perda de poder dos indivíduos nas sociedades tecnológicas ocidentais: “Com efeito, verifica-se nos Estados Unidos um fosso cada vez maior entre, por um lado, a incitação constante à responsabilidade e aos dinamismo da produtividade, para dar provas de liberdade e iniciativa privada (duas das palavras-chave da ideologia do Capital) e, por outro lado, a realidade de facto vivida pela maioria das pessoas, que têm consciência de se ver totalmente dominadas pelas administrações (públicas e privadas) e não dispõem de nenhum poder efectivo” (2). É necessário também notar que o professor de inspiração neo-ludita Ted Kaczynski um “terroristaformado em Harvard, usou a palavra "esquerda" há 16 anos atrás no “Manifesto do Unabomber” referindo-se apenas á esquerda norte-americana, o que como se sabe é coisa que ali não existe; e na Europa pós-operação Gládio degenerou no finado “eurocomunismo” e nas caricaturas dos “partidos socialistas” que conhecemos. Segundo o Verdan Gang esse termo “esquerda” teria sido agora substituído nos diversos parágrafos do manifesto do norueguês Anders Behring Breivik por "Multiculturalismo" e "Marxismo cultural". Efectivamente Breivik vê-se a si próprio como um Cruzado em guerra contra os traidores da "Aliança Marxista-Islamista". Infere-se daqui o que disse Nuno Rogeiro depois de ler as 1500 páginas do livro de autoria do terrorista norueguês: que o homem “não era parvo nenhum” – tinha uma ideologia Individualista muito próxima da sua e dos comentadores mainstream e até citava John Stuart Mills: “Uma pessoa com uma convicção é igual à força de cem mil que têm apenas interesses”. No seu tempo assim seria, mas hoje em dia, olhe que já não...

Passado a primeira impressão de fazer pressupor ás opiniões públicas mais um dos ataques no contexto do “choque de civilizações” (daí o titulo deste post "mente, mente, que da mentira alguma coisa fica", uma citação da frase famosa de Joseph Goebbels) os factos não confirmaram aquilo que muitos pensaram e a estória teve de ser revista. De facto tinha sido um dia trágico para a Noruega e mais um dia vergonhoso para o jornalismo empresarial

“uma vez que decidas atacar, é melhor matar logo muitos em vez de apenas um número que não seja suficiente, ou arriscas-te a reduzir o impacto ideológico do ataque” (Anders Breivik)

Finalmente o suspeito pelo massacre na Noruega foi classificado como Ultradireitista e Islamofóbico pela polícia, um Cruzado Cristão que teve simpatias por organizações Neonazis e pertenceu a uma loja Maçónica, tal como George W. Bush, Tony Blair e Barack Obama, todos indivíduos que actuam por directivas ocultas na boa tradição expansionista de Napoleão. A partir do manifesto datado Londres 2011 a polícia investiga ligações de Breivik a militantes de extrema direita da “Defence League” na Grã-Bretanha, país multicultural onde 13% dos jovens muçulmanos ocidentalizados simpatizam e estariam dispostos a dar apoio à ideologia da Al-Qaeda. Que se poderá engendrar com esta massa que é uma percentagem algo superior à do partido de Paulo Portas que tem a importância de um ministro dependente da NATO?

E aqui radica a segunda linha de mentiras e reacções estranhas aos atentados: "foi atacada uma nação pacífica" disse em primeira mão o jornal New York Times. Pacífica? a Noruega como membro da NATO despejou recentemente 370 bombas sobre a Líbia - "Foram acções atrozes, mas necessárias", diz o autor do massacre norueguês Anders Breivik, o mesmo que a NATO (3) poderá dizer do terrorismo que praticam sobre a Líbia na mira de rapinar as matérias primas que asseguram a sustentabilidade da hiper-civilização tecnológica pós-industrial (4)

Porque razão individuos tresloucados são tantas vezes atiradores especiais com sucesso logo na primeira tentativa sem qualquer treino efectivo? (Guardian) A polícia norueguesa recusou-se a comentar a forma fácil (e assumidamente legal) como o viking Breivik obteve as armas e munições para cometer assassínios em massa, ou a facilidade que teve em adquirir, armadilhar com artefactos reservados e transportar uma carga de 600 quilos (5) com que rebentou com o edifício de um Ministério. Bom, ¿como vamos a pedir ao governo e à policía para investigar a extrema-direita se são eles mesmo?
Noutra parte do mundo ocorrem coisas estranhas que têm a ver com estas: o governo norte-americano está a conceder mísseis, granadas e outro armamento exclusivo de uso militar a determinados cartéis de droga do México" - organizações que têm espalhado o terror e cometido massacres idênticos ou ainda piores, só que faseados… e mais estranho ainda: os EUA têm financiado os grupos dissidentes Talibans contra os quais promovem a guerra
Em excertos do livro do autor dos atentados de Oslo mostra-se igualmente a intenção de apoiar os mais fortes com ligações mais seguras aos governos, “os militantes do partido trabalhista” são traidores, como os Nazis afirmando ter esperança em influenciar milhares de pessoas com este ataque” (6).

É um convite velado à ilegalização dos extremistas de todos os quadrantes”, corroborado por José Manuel Anes quando afirma, sobre as ameaças á antiga “Junta de Energia Nuclear” administrada na sua fundação pelo ultra-fascista Kaulza de Arriaga, que “todos os totalitarismos devem ser contidos” (menos a sua própria Causa). Com a esquerda destruída os cães de guarda ao capitalismo já afiam as dentuças para morder os militantes de tendências a quem eles mentirosamente chamam de (“extrema”) Esquerda

notas
(1) A obra teórica do assassino: "2083 – A European Declaration of Independence"
(2) "Manifesto do Unabomber, O Futuro da Sociedade Industrial”, edições Fenda, 1996, página 38
(3) Os ataques terroristas na Noruega foram uma operação de false-flag: "terão sido uma vingança da NATO pela recusa da Noruega em continuar os bombardeamentos na Líbia?"
(4) Introdução ao Manifesto do Unabomber: “As consequências da revolução industrial foram desastrosas para a raça humana. Aumentaram bastante a esperança de vida dos habitantes dos países “avançados”, mas desestibilizaram a sociedade, tornaram a vida insignificante, submeteram os seres humanos a vexames, levaram ao sofrimento psicológico generalizado (e no Terceiro Mundo também ao sofrimento físico), infligindo igualmente danos irreparáveis à própria natureza. O constante desenvolvimento da tecnologia irá piorar a situação. Submeterá os seres humanos a maiores ultrajes e infligirá danos ainda maiores à natureza; irá provavelmente acarretar uma maior instabilidade social e miséria psíquica, podendo até levar a maiores sofrimentos físicos nos países “avançados” - ibidem, obra citada, 1996
(5) a segunda tragédia são as mentiras: "os carros bomba usam explosivos militares, não usam fertilizantes"
(6) Uma influente analista norte americana diz que “iremos ver mais um bom número de actos de terrorismo islâmico e de extrema-direita (…) devido à a mudança porque passa a Europa com um decréscimo nos standards dos níveis de vida e confusão na segurança de emprego nas classes médias, apesar do relativo influxo de imigrantes…” (fonte)
(7) Gravura: Nevoeiro Urbano na Sociedade Industrial, século XIX
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domingo, julho 24, 2011

Escudo Protector (anti-missil) instalado na Europa por decisão de George W. Bush...

... contra ameaças reais? ou para controlo dos dissidentes políticos na Europa? (o "escudo" controla também todas as comunicações por banda larga de internet...)
Eva Golinger:

sábado, julho 23, 2011

Legatum Prosperity Index


"O dinheiro sempre há-de correr atrás das oportunidades, e há muita abundância de ambas as coisas na América. Os nossos melhores dias serão os que vão estar à nossa frente" (Warren Buffett, comentando os seus planos de investimento nos Estados Unidos).
Tudo depende de meia dúzia de decisores multimilionários. O mundo consome 83 milhões de barris de petróleo por dia, mais de 25% dos quais são queimados nos Estados Unidos para se continuar a tentar sustentar um modo de vida insustentável. O défice norte-americano ultrapassa actualmente os 14 triliões de dólares. Mas o império financeiro tem actualmente a circular por todo o mundo 114.5 triliões de notas sem qualquer cobertura de valor. Ainda assim, a estabilidade do dólar está assegurada mesmo que declarem incumprimento de pagamentos. Assim continuará, pelo menos enquanto o sistema estiver garantido por um bando armado de mafiosos que operam mais de 1000 bases militares por todo o mundo
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sexta-feira, julho 22, 2011

desmantelando o império de Murdoch?

Em Setembro de 2009 em entrevista o magnata dos media globais Rupert Murdoch dava uma entrevista sobre o declinio dos meios de imprensa escrita, afirmando que via o futuro com optimismo - a emergência dos novos meios de comunicação e difusão electrónica seriam um progresso para os negócios das actividades mediáticas: "Não teremos papel, nem tipografias nem sindicatos. Vai ser uma coisa em grande"

Queria Murdoch dizer na dele que, com os registos electrónicos em bytes deixaria de haver provas em papel facilmente caídas nas mãos de um qualquer voluntarioso activista da plebe, nem greves que não sejam virtuais, nem controlo real dos trabalhadores sobre as condições de produção de informação. Para o magnata, o futuro seria risonho, uma vez que o nóvel precariato que trabalha em computadores em ficções já é farinha de um outro saco, que não do antigo, que vem descaradamente ligar o caso das escutas a Bernardo Bairrão como oriundo do mesmo sistema de matriz global (1) que envolve o escândalo do News of the World em Inglaterra

Escutas… espionagem…ligação politica com pasquins popularuchos… policia… manipulação… tudo é tratado apenas como sendo "casos abusivos de invasão de privacidade" - no entanto, todos metidos ao barulho, o escabroso caso do "News of the World" envolve um sistema oficial de manipulação coordenado entre polícias, gabinetes de governos, administrações de órgãos ditos de informação, jornalistas, polícia e os serviços secretos que disponibilizam os meios tecnológicos de escuta… e já agora mete também a morte do jornalista que meteu a boca no trombone... transformada muito aceleradamente em “suicídio” e muito convenientemente, em poucos horas, a notícia do seu óbito foi despachada pela dita comunicação social para meras notas de rodapé. Obviamente, não haverá investigação nem culpados no crime que encerra por agora a face visivel do escândalo



Há muito que a mecânica da propaganda, cuja matriz global é a News Corporation de Murdoch, detentora da Fox News nos EUA, vem sendo desmascarada. Em excertos do documentário "Outfoxed, a Guerra de Rupert Murdoch ao Jornalismo" (2004), há ex-funcionários da Fox News e alguns analistas que falam por experiência própria sobre o que foi trabalhar por dentro desse sistema empresarial mediático de propaganda - para ver neste video
Mais uma entre tantas outras nefastas heranças "da revolução liberal", foi Ronald Reagan quem produziu o império de Rupert Murdoch através do desmantelamento da legislação que regulava a indústria das "notícias" nos Estados Unidos. Leis essas que tinham sido redigidas depois da 2ª Grande Guerra quando o Congresso estava horrorizado com o poder que os Nazis tinham atingido perlo uso dos meios de informação corrompidos pela propaganda.

Bota abaixo em qualquer discussão racional

Uma, entre muitas outras, das acusações contra Murdoch&Companhia é a de que teriam pago a uma empresa de dectetives privados para interceptar por voice mail os membros das familias das vítimas do atentado de 11 de Setembro, a fim de obter o acesso às suas comunicações privadas logo no próprio dia (o que pressupõe uma preparação prévia) e nos dias seguintes. Adivinha-se que o eficientíssimo sistema de entregas de dinheiro (i.e. corrupção por suborno) está já a trabalhar em pleno nas audições do Congresso dos EUA - e pode estar a ser muito bem sucedido. Um exemplo é Bill O`Relly, pivot da Fox (aqui a tentar minimizar o actual escândalo) e uma das mais famosas criações de Murdoch, a atacar impunemente e sem escrúpulos o filho de uma das vítimas do 11 de Setembro, levando-o a colaborar na manipulação emocional dos espectadores sobre generalidades que nada têm a ver em concreto com o que se passou naquele dia



Quem ainda se lembra da bolha no Imobiliário?

Lembra-se também de como o preço das habitações era suposto subir acima dos 10 por cento para toda a eternidade, ou no mínimo para sempre. Um dos primeiros aliciadores para essa fraude foi a Fox News de Rupert Murdoch. Hoje em dia continuamos globalmente a ver quão grave ela foi. Livre concorrência e bom senso para a Fox significa ceder tempos de antena seja a quem quer que seja, desde que traga lucros-legais-ou-ilegais em mão e seja oriundo do mundo financeiro, por mais ignorante, tresloucado ou desonesto que seja. No video abaixo estão dois desses palhaços-que-fingem-de-intelectuais aconselhando a compra de lixo imobiliário que subiria a 10 por cento ao ano. Note-se como no debate eles se permitem botar abaixo a única pessoa que falou sobre o assunto com conhecimento, sensatez e seriedade.



(1) Espionagem institucionalizada: "o Governo pediu informações ao SIS sobre Bernardo Bairrão e as suas actividades".
Garcia Pereira:
"Se eles fazem isto aos amigos, o que não farão aos inimigos"
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quinta-feira, julho 21, 2011

dá-lhes agora que eles estão de férias

"Ministro da Economia vai aumentar os transportes públicos em 15 por cento"

Comentário economês de José Manuel Fernandes, eminência mediática parda do grupo Sonae: "Com as empresas de transportes falidas, escandaloso seria não aumentar substancialmente o preço dos bilhetes"
O que nunca passaria pela cabeça destas duas luminárias, governo e respectivo serventuário na comunicação social, seria fazer uma gestão honesta, sem salários e mordomias exorbitantes nas administrações, investimentos extra-empresariais e gastos supérfluos, tendo como objectivo prioritário a função social das empresas
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quarta-feira, julho 20, 2011

quem é Christine Lagarde?

Ainda há poucos anos Christine Lagarde era uma desconhecida para os franceses até ser nomeada Ministra do Comércio Externo no governo de Dominique de Villepin e mais tarde Ministra da Economia. Agora, e depois de Dominique Strauss Kahn ter sido "eliminado" por não apoiar devidamente os interesses dos grandes grupos financeiros, Lagarde, pertencendo ao restrito Clube de Bilderberg, foi nomeada para a direcção do FMI. Como vamos ver, compreende-se porquê...

Christine Lagarde é uma advogada de sucesso, especializada em direito social, em 1981 ingressa no prestigiado gabinete Baker & McKenzie em Chicago. Progride rapidamente na carreira até se tornar membro do comité executivo desse gabinete com 4400 colaboradores em 35 países do mundo. Em 2004 torna-se presidente do seu comité estratégico e no ano seguinte membro do conselho de vigilância de um dos maiores grupos financeiros mundiais, a holandesa ING Groep. Chistine Lagarde, torna-se assim uma mulher muito influente: está na 5ª posição na classificação das mulheres de negócios europeias, segundo o Wall Street Journal e na 76ª posição nas mulheres mais poderosas do mundo, segundo a revista Forbes.

Nos bastidores dos negócios

Uma das facetas menos conhecida do grande público é o facto de Lagarde pertencer ao Center for Strategic & International Studies (CSIS) americano.
Este é um "think tank" sobre a influência e estratégia americana no mundo do ponto de vista político, económico, tecnológico e em matéria de segurança. Nele encontramos no conselho administrativo, Henry Kissinger, mas também Zbigniew Brzezinski com o qual Lagarde partilhava a Comissão de Acção USA/EU/Polónia, mais precisamente o grupo de trabalho das indústrias de defesa USA-Polónia. Foi durante as comissões presididas por Christine Lagarde que Bruce Jackson conseguiu o contrato do século para a americana Lockheed com a venda de 48 caças F-16 à Polónia no valor de 3,5 mil milhões de dólares. Esta encomenda foi paga pelo governo polaco com os fundos da União Europeia destinados à preservação do sistema agrícola da Polónia.


Uma americana em Paris

Em 2007 o jornal satírico francês "Le Canard Enchaîné" revela para grande espanto de todos que o ministro da economia Christine Lagarde escreve e obriga os seus colaboradores a escrever em língua inglesa. No dia 16 de outubro de 2010, o deputado Brard faz uma pergunta a Lagarde, na Assembleia Nacional, em inglês! O presidente da Assembleia Nacional Francesa atrapalhado decidiu que essa intervenção deveria ser retirada do relatório da sessão por a única língua oficial da república ser o francês. Estes episódios caricatos revelam que a ex- ministra francesa da economia e agora responsável do FMI trabalha (e faz trabalhar os seus colaboradores próximos) em língua inglesa, para facilitar as suas relações políticas e económicas com o seu grande aliado, os Estados Unidos. Os americanos não poderiam sonhar ter um melhor defensor dos seus interesses no FMI. Dos grandes amigos de Christine Lagarde constam: Zigbnew Brzezinski, fundador da Comissão Trilateral em 1973 juntamente com David Rockfeller , e Dick Cheney que dispensa qualquer apresentação: ele é o Vice-presidente que desencadeia guerras para entregar depois a reconstrução dos países bombardeados à sua empresa, a famosa Halliburton...

relacionado:
Joseph Stiglitz "Os problemas na Eurozona são de origem politica, não de origem económica"
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terça-feira, julho 19, 2011

É a Constituição estúpido!

"A curiosidade leva por um lado a escutar às portas e por outro a descobrir a América" (Eça de Queiroz)

Segundo esclareceu o próprio Durão Barroso a União Europeia é o maior exportador de bens mundial (à frente em quantidade dos produtos de tecnologia de ponta dos EUA e muito à frente da quinquilharia de consumo exportada pela China). Bens é uma coisa, dinheiro que não mede exclusivamente esses bens convertido em material de hegemonia financeira é outra coisa muito diferente. “Haja ou não deuses, deles somos servos” observou Pessoa. Não fosse o espartilho financeiro global (1) que está a ser tentado impôr por uma minúscula elite a partir do centro capitalista ¿ porque deixaria de repente o modelo social europeu de ser viável? Se o nivel de vida decresce para que seria preciso sobrecarregar os trabalhadores com mais impostos? (2)

No dia seguinte ao discurso do nosso ministro das Finanças esclarecer (com palavras, enquanto as acções decorrem na penumbra: não há ajustamentos nem redução de despesas significativas, apenas, mais uma vez, aumentos de impostos) o editorial do Público (Sexta dia 15) esclarece melhor:

“Na visão de Vitor Gaspar, o ajustamento não visa apenas uma economia sã, mas uma profunda mudança social” (num sentido claro de ainda mais liberalização ao capital externo privado e ao esvaziamento da protecção social do Estado). O governo é mais troikista que a Troika e ainda antes de tomar posse já se conhecia a sua natureza de classe. Mais além, estuda a desconstrução do modelo de Estado regulador e providencial que demorou meio século a erigir (sempre com o receio de ser ultrapassado pelo modelo socialista da URSS (3). Preto no branco, nada destas intenções foram expostas pelo chefe do governo antes das “eleições”, mas, “com esta declaração categórica do ministro, Portugal vai descolar do modelo social europeu para aterrar no liberalismo da América”, conclui o editorial. Bonito serviço. Agora que o modelo norte-americano está falido (4) chegamos nós. E a Constituição pá? Para se seguir no sentido de fazer de todos os serviços públicos um negócio para privados (o “voltar a crescer” na óptica capitalista) a Constituição precisa de ser alterada por uma maioria qualificada no Parlamento que inclua também o PS. Sócrates também contratou esta minudência com a Troika? Ou é coisa para ser cagativamente contornável pelo modelo enfiado no mesmo fato de marca Francisco-Seguro-José-Assis?

notas
(1) Hegemonia Americana e Nova Ordem Mundial - Como muito bem disse Francisco Louçã: “a NATO tem sido um exército cuja divisa é o dólar, o braço armado do capitalismo ocidental, a defesa da propriedade das companhias e activos financeiros que hegemonizam os mercados”, ou seja “fazendo coincidir a defesa desses factores” com os interesses do complexo industrial militar dos EUA criado pelo keynesianismo para intervir no cenário da 2ª Grande Guerra.
(2) “Smart Power: o Tratado de Lisboa pavimentou a estrada para o dominio dos Senhores da Guerra da NATO se constituirem num poder independente sobre a Europa" (ler aqui)
(3) Os Estados Unidos e a Inglaterra disseram não ao acordado entre as potências em Yalta no final da 2ª Grande Guerra, recusando-se a desmantelar o dispositivo militar instalado na Alemanha, visando transformar este país numa sucursal para o liberalismo económico que permitisse o dominio imperialista sobre a Europa . Como reacção a URSS patrocinou a criação do Pacto de Varsóvia a que aderiram 7 paises que tinham inscrito o Socialismo nas suas Constituições
(4) É incrivel o que tem sido cortado nos serviços de administração pública nos Estados Unidos - veja aqui alguns exemplos
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segunda-feira, julho 18, 2011

a "sucessão"

É a partir da circularidade do Anel que surge o jogo de espelhos do mundo, a manifestação apenas por si
(Martin Heidegger)

A manifestação do Nada que é tudo. E sempre o mesmo acerca do mesmo – a Partidocracia neoliberal vista por um desencantado:
“Tiques, linguagem, o modus operandi de Seguro é exactamente o mesmo que se vê por todo o lado no PSD (…) a Coisa está a esboroar-se (…) o próprio facto de nenhum dos dois (Seguro ou Assis) ser capaz de fazer qualquer reflexão crítica sobre os anos de Sócrates (como aliás Marques Mendes não fez de Santana Lopes e nunca se fez no PSD de Cavaco) mostra que nenhum debate é possível dentro dos partidos sem ser visto como acrimónia pessoal ou quase uma traição à camisola” (José Pacheco Pereira, Público 16 Julho)
Ou, voltando a Heidegger ("quem pensa em grande estilo tem de se equivocar em grande estilo") na interpretação comum dos brasileiros: Deus é um ser esférico: a "eleição" do "novo" lider será levada a cabo com o voto secreto de menos de 30 mil pessoas que oportunamente se inscreveram no partido dito "socialista" por vontade do deus financeiro que rege os destinos do mundo
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domingo, julho 17, 2011

The Jew (O Judeu) pela parceria Dood Pard-Mundo Perfeito, peça de teatro integrada no Festival de Almada

Numa ilha de quinquilharia construida pelos actores em palco o judeu Barrabás afadiga-se em organizar, instrumentalizar e gerir o negócio de extorsão de lucro sobre o trabalho de toda a gente.

A maior parte da tralha é francamente supérflua, e toda a gente, “progressivamente” tropeça e se afoga nela, mas é oportunisticamente necessária como pretexto para o enriquecimento da personagem.

A simplificação do titulo da peça para apenas “O Judeu” de certo modo apaga a conotação contemporânea do usurário, tradicionalmente capaz de todas as imoralidades e golpes baixos para dominar as economias, primeiro de grupos restritos, depois dos povos em geral. Usurários toda a gente os conhece, porém poucos sabem reconhecer que a metodologia usada na exploração do mal dos outros (o bem de uns poucos) se funda no sofisticado e secular esquema judaico de cobrar juros à cabeça sobre dinheiro emprestado.

"Quando a música parar, em termos de liquidez, as coisas vão ficar complicadas. Mas enquanto houver música, temos de continuar a dançar. Nós continuamos a dançar (...) Controversa e divertida, esta obra foi escolhida pelos criadores como o texto certo para uma reflexão sobre o poder e o dinheiro que quase sempre estão nos bastidores dos “confrontos de civilizações”, sobre a violência” (do programa)

O título, simplificado, refere-se à peça “O Judeu de Malta(The Jew of Malta) escrita por volta de 1590 por Christopher Marlowe (1564-1593). A versão original relata a história de um conflito religioso, de intriga, ganância, traição, crueldade e vingança que se desenrola tendo como pano de fundo a luta pela supremacia entre a Espanha e o Império Otomano no Mediterrâneo e a acção tem lugar na ilha de Malta, lugar de cruzamento de culturas e religiões, onde o dinheiro acaba por imperar como língua franca. (A riquíssima “Ordem de Malta”, com um estatuto contemporâneo similar ao do Vaticano, não nasceu de nenhuma abstração, mas da acumulação e herança de bens materiais em concreto)
Clássico da dramaturgia universal “O Judeu de Malta” de Marlowe (1) é considerada como a grande influência para a escrita de “O Mercador de Veneza” de William Shakespeare, a história do judeu Shylock historicamente mais facilmente entendível pelas elites elizabethianas de que já se falou aqui no intróito a uma Breve História da Banca Ocidental. A personagem Barrabás é uma alegoria, um fantasma de Séneca baseado na obra de Nicolau Maquiavel, que expressa a cínica visão do poder imoral quando diz: “entendo a religião como uma brincadeira para crianças, e tirar partido dela não é pecado, mas o simples uso da ignorância”.

Aqui o mercador judeu Barrabás é apresentado como um homem que tem mais poder que o resto de Malta inteira; porém quando os navios turcos chegam e exigem o pagamento de um tributo, Barrabás (o ladrão que simbolicamente trocou o lugar pelo Cristo na cruz) é espoliado e fica na miséria. Imediatamente ele inicia uma campanha engendrando a queda do governador espanhol de Malta que o roubou com impostos para pagar aos Turcos. Após várias peripécias Barrabás é condenado mas escapa à execução fingindo-se morto, colaborando então com uma facção da guarda avançada turca com a ajuda dos Cavaleiros de Malta no saque à ilha , acabando ele próprio por ser eleito pelo invasor governador de Malta. Contudo recusa o lugar, inútil para o fim de enriquecimento em vista.

(1) A peça agora “branqueada” simplesmente como “The Jew”, antes “O Judeu de Malta” foi intitulada originalmente por Marlowe como “A Famosa Tragédia do Judeu Rico de Malta" (“The Famous Tragedy of The Rich Jew of Malta”). Foi estreada muito depois da morte do autor, em 1633 na presença do rei e da rainha no Teatro de White-Hall em Londres.
(Para aprofundar o conhecimento sobre o tema está disponível uma resenha sobre a dramaturgia da peça e as personagens aqui, em inglês)
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sábado, julho 16, 2011

o calcanhar do povo

as circunstâncias sociais e económicas afectam o que as pessoas pensam sobre elas próprias, as suas vidas, o mundo à sua volta, e assim a sua acção é feita em circunstâncias alheias às suas próprias escolhas: os homens constroem a sua própria história, mas não a fazem como lhes agrada; não a fazem em circunstâncias escolhidas por eles, mas em circunstâncias directamente enfrentadas, cedidas e transmitidas do passado” (Karl Marx)

“Vulcano Forja o Escudo de Aquiles”, Frans Floris, 1560

Dmitri Shostakovich – Sinfonia nº 5, New York Philharmonic, Leonard Bernstein, 1979

sexta-feira, julho 15, 2011

Alemanha afirma que "Crise grega põe em causa futuro do Euro"

O que pode parar a Austeridade? a Resistência!

Os trabalhadores gregos têm resistido. Enfrentam actualmente uma segunda ronda de severas medidas de austeridade que pretendem cortar mais 9 mil milhões de euros nos serviços públicos, acrescentando desemprego massivo e mais pobreza à sociedade.

Os meios mediáticos dos grandes negócios têm retratado falsamente essa luta, dizendo que se chegou à presente situação por culpa dos trabalhadores que “vivem acima das suas possibilidades”. Esta cruel distorção é produzida para justificar a pobreza resultante a que o povo grego será condenado, em vez de lhe dar voz para poder justificar o roubo pelos Bancos, pelo FMI e suas agências com o aval dos corruptos decisores da União Europeia.
Em 15 de Junho centenas de milhar de trabalhadores gregos, sob convocação da Frente Sindical de Todos os Trabalhadores (PAME) liderou uma greve geral, centenas de activistas do povo anónimo cercaram a praça do Parlamento e milhares de trabalhadores manifestaram-se por todas as cidades da Grécia. Entre eles, os jovens desempregados como sector mais aguerrido lideraram a linha da frente do combate, apesar dos distúrbios causados pela polícia que disparou bombas de gás lacrimogénio sobre a multidão. Apesar disto o Parlamento grego aprovou medidas previstas para satisfazer a Troika, para que os Bancos e os Ricos pudessem receber mais uma volumosa soma de dinheiro de “ajuda” a partir de 2 de Julho. Em resposta o PAME decretou nova greve geral de dois dias. Novas e tremendas acções de protesto são esperadas. Olhando para o futuro, desencadear-se-á um importante capítulo na história da luta dos trabalhadores na Grécia. E dela se retirarão tremendas lições para os trabalhadores no interior dos Estados Unidos. O sucesso da luta global está na sua revolta. Em 30 de Junho na Grã-Bretanha 750.000 professores, alunos e empregados escolares fizeram greve em defesa da devolução dos valores que se anunciam sere cortados nos seus fundos de reforma. Eles empunharam cartazes com palavras de ordem da luta na Grécia, nomeadamente o famoso banner exposto na Acrópole “Povos da Europa Levantai-vos!” A solidariedade internacionalista exige que esta bandeira seja também levantada nos Estados Unidos. As cadeias imperialistas serão quebradas, a vontade dos povos prevalecerá.

Na BBC um médico que participou nos protestos ao lado dos trabalhadores e estudantes na praça Syntagma declarava: “O povo definhará e morrerá devido a estas medidas. Muitos de nós não mais terá recursos para obter cuidados médicos”. Aleka Papariga, do Partido Comunista da Grécia (KKE) e também deputada no Parlamento grego, colocou as medidas de austeridade na mesma perspectiva quando disse: “O povo deverá lutar por uma solução com as suas próprias mãos e reaver aquilo que lhe é usurpado e lhe pertence””. [Os capitalistas] vivem bem, à custa do povo, porque as mais valias que eles roubam são desviadas em seu proveito durante o processo de produção”. (http://inter.kke.gr/). O KKE passou à ofensiva, declarando que a classe trabalhadora deverá ser severa com a União Europeia, o FMI e os Bancos, e deve lutar pelo poder. Três entidades juntas como inimigo, a mesma luta contra as 3 instituições.

A questão do Poder e de onde é proveniente a crise é uma importante questão para os trabalhadores do mundo inteiro, particularmente para os dos Estados Unidos. Quer seja um trabalhador no Wisconsin, em New York ou em Atenas na Grécia, nenhum deles tem nada em comum com os Banqueiros e Bilionários seja em que parte eles residam. Se os presentes governos, com as respectivas nuances conforme o tipo ou o lugar, não podem proteger e defender os seus povos, então o “dossier trabalhadores” e o poder do povo deve ser firmemente colocado na ordem do dia.
O défice é uma fraude. O dossier escondido é o de como a criação de valor que é gerado pelas classes trabalhadoras é distribuido e a contradição inerente de como a produção é organizada sob o capitalismo, criando uma crise de sobreprodução que resulta numa situação estrutural de desemprego permanente. Na realidade, os povos da Grécia, de Portugal, da Europa e dos Estados Unidos, quando se levantam, estão a combater o mesmo inimigo:o sistema capitalista globalizado. No dia 18 de Junho um artigo intitulado “As Ondas de Ricochete do Euro Atravessam os Estados Unidos” foi publicado no Wall Street Journal, mostrando como a economia capitalista está interconectada, com pequenas localidades e cidades mais importantes nos EUA a sentir aquilo que se passa na Grécia, na forma de subidas de juros sobre os titulos de dívida em bolsa emitidos pelos municipios (especialmente os patrocinados pela privada Dexia Company) factor que resulta em paragem de serviços e cortes orçamentais nos investimentos públicos – “Estamos longe de Wall Street e da Grécia, mas o impacto está a ser absorvido no coração das pequenas cidades da América” diz Kate Reardon, a porta-voz de Everett Wash, uma cidade de 104.000 habitantes, onde os custos dos empréstimos encerraram o ringue de patinagem e o pavilhão de eventos. Em Perris na Califórnia, onde se fazem acordos com os trabalhadores para irem para casa, os custos das dívidas assumidas aumentaram 30.000 dólares por mês, o equivalente ao que um professor universitário ganha num ano.

Conclamando o manifesto dos sindicatos gregos: “Apelamos a todos os trabalhadores, aos jovens, aos desempregados e às mulheres para incitarem e trazerem todos à revolta nas ruas. A nossa luta é a mesma de todos os povos do mundo inteiro, contra a barbárie capitalista
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quinta-feira, julho 14, 2011

troika escondida com o rabo dentro dos offshores

... "é indefensável que os políticos comecem a negociar as parcerias público-privadas como governo e as acabem como representantes dos privados (...) E o que está para além do crime? O problema assenta em quatro fenómenos muito particulares: o sector privado, a questão do urbanismo, a do desporto e depois a análise da corrupção nas parcerias público-privadas" no lançamento do livro "O Espectro da Corrupção"

A corrupção não se funda na pequena trapaça do comerciante mija-na-escada que não passa facturas de tuta-e-meia, nem mesmo nas transações médias de um traficante de batatas polacas a granel como a Jerónimo Martins e similares – a Corrupção assenta na fusão fraudulenta dos grandes negócios entre governantes, altos funcionários, dirigentes partidários e a gestão económica que passa por off-shores (mais de 25% do PIB) do que haveriam de ser os bens da comunidade.

A corrupção transnacional é uma situação que tem a sua causa profunda no sistema capitalista globalizado. É uma situação importada do nosso principal tutor (do qual se diz ser “aliado” (da burguesia nacional). A fatalidade da escolha, a “civilização ocidental e outras lérias, não é má? O que dizia um alto responsável do estado da superpotência cerca de 2007, nos bastidores da conferência de Annapolis:

Paul Craig Roberts foi secretário assistente do Tesouro para a Politica Económica durante a Administração Reagan. Normalmente é-lhe atribuido o remédio para a cura liberal da estagnaflação que eliminou a “curva de phillips” na relação entre o emprego e a inflação, um dado aquirido que, segundo ele, estará agora em vias de se perder no pior descalabro económico da história dos Estados Unidos, agora que, depois da inundação de dinheiro ficticio que começou na Era Nixon-Reagan, a economia real tem o tamanho duma ervilha dentro de um mega-balão que não pára de se expandir. Citando Paul Craig: “o superpoder americano” é uma nave de loucos que navega sem destino. Enquanto os Off-Shores matam todos os projectos económicos americanos, os “economistas do mercado livre” entoam as suas orações".

Enquanto as guerras de Bush impuseram custos enormes que colocam o país (e os seus aliados) na bancarrota, os neoconservadores clamam por novas guerras – e nisso, republicanos e democratas concordam na apropriação de fundos que só podem ser obtidos por novos empréstimos e endividamento. Focando a guerra americana no Médio Oriente, o seu propósito é garantir a expansão territorial de Israel recolhendo proveitos executivos e legislativos na região, ao mesmo tempo que controlam as opiniões públicas através dos media (pondo-os a arengar sobre uma paz ilusória). “Entretanto esta é a última oportunidade de se conseguir pôr a nossa casa financeira em ordem. Chegámos ao ponto em que podemos dizer que agora nada mais pode ser feito. A menos que o resto do mundo decida empreender uma operação de salvação económica, os valores continuarão a degradar-se e a descer até ao fundo do abismo”

Moodys ameaça baixar rating dos Estados Unidos