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quarta-feira, outubro 31, 2012

Rejeitar este Orçamento de Estado para 2013

Cercar o Parlamento; Governo para a Rua!

Passos Coelho não tem legitimidade para ser a marioneta de serviço à governação. No aspecto mais formal, enganou Portugal, mentindo, fazendo a sua campanha eleitoral dizendo que se fosse eleito seria contra o prolongamento da austeridade. Coelho não governa, os governos neoliberais são completamente dependentes das Corporações que os indigitaram dentro dos seus partidos. Ao aceitar esse tipo de frete, os executivos deste politicas contra o povo convertem-se em psicopatas, mentindo, uma vez que remetem para uma economia irrealista baseada num endividamento que já não conseguem obter. Escondem que os únicos modos de acumulação capitalista que subsistem é o alimentar de guerras ilegais, destruir ecosistemas, envenenar a cadeia alimentar e a água, destruir a educação, manipular a comunicação social, penhorar habitações, suprimir as tecnologias de energia de baixo custo, acicatar as populações semi-analfabetas politicas para que possam ser reprimidas,aumentar a eficácia das forças de segurança e ampliar as prisões, em suma, declarar o estado geral de pobreza e fome, humilhar os cidadãos, matar o mundo...

E no entanto, muitos continuam silenciosos, seguindo ordeiramente a cultura patológica emanada do poder, pagando os seus impostos, votando, e confiando no governo. Em Portugal esse número é ainda de quase 20%. Mas 80% já não aceitam ter como seus "representantes" trafulhas que se escondem do povo para tomar decisões. Na AR o OE2013 já está votado e aprovado por maioria.Compete agora ao povo vetá-lo - o Artigo21º primeiro da Constituição é agora, mais do que um direito, um Dever.
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terça-feira, outubro 30, 2012

as aventuras do Tozé no Parlamento

Bruno Dias, deputado pelo PCP: "António José Seguro acaba de anunciar que o PS vai apresentar uma proposta no OE para acabar com a isenção de IMI para os fundos imobiliários. Não haverá uma alma caridosa que o informe que há quinze dias o PS se absteve sobre essa mesma proposta, apresentada pelo PCP na Comissão de Orçamento e Finanças?" (aqui)

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rejeitar o Oçamento para 2013

"No âmbito da petição pela rejeição da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2013, realiza-se hoje, 3ª feira, dia 30 de Outubro, um debate público sobre "Orçamento 2013: Rejeição e Alternativas".

O debate terá lugar no Hotel Mundial (metro: Martim Moniz), a partir das 21h00 e contará com intervenções iniciais de:

António Carlos Santos (Professor universitário e especialista em direito fiscal)
José Castro Caldas (Economista e investigador)
José Guilherme Gusmão (Economista e ex-deputado)
Pedro Delgado Alves (Jurista e deputado)
Ana Costa (Economista e investigadora) (moderação).

Aproveitamos para informar que, uma semana após o seu lançamento, a petição conta já com perto de 10 mil assinaturas (subscrição disponível
em
http://www.congressoalternativas.org/p/peticao-oe-2013.html

Relembramos ainda que a recolha de assinaturas decorrerá até ao final do mês de Novembro, pelo que se apela a todos os subscritores que participem na divulgação da petição juntos dos seus contactos"
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segunda-feira, outubro 29, 2012

o Novo Paradigma deste Governo

Quando o total dos teus rendimentos são gastos em comida e no abrigo, o teu Trabalho em nome da liberdade de sobrevivência chama-se Escravatura 

Os últimos números conhecidos sobre o endividamento crescente do Estado português com a Dívida Soberana mostram bem a quem interessa a continuação da “Crise” da Dívida Pública. Os enormes lucros da Banca, que aliás foi quem obrigou Sócrates a pedir o “resgate”, falam por si. Com a aprovação do Orçamento de Estado para 2013 a divida (completamente ilegítima) que foi contraída principalmente para salvar esses bancos na situação de falência, passa a ser institucionalmente “nacionalizada” para ser paga por todos os contribuintes. Dir-se-ia,,, se o Povo maioritariamente estivesse de acordo com tal vigarice…

Foi afirmado no sábado 27 por Passos Coelho nas autodenominadas Jornadas Parlamentares da coligação neoliberal no Poder que os “poderes públicos (isto é eles, PSD-CDS que obtiveram 28% dos votos nas últimas eleições) pretendem impôr um «novo paradigma de Estado social». Na novilingua do Coelho "uma "reforma profunda" do país troikado, quer dizer: refundar a Constituição sem mandato expresso do Povo. Cavaco Silva, lá ao longe onde está sentado na cadeira de trafulha-mor topa isto à légua.


Com o palavreado tipo “Refundação”, “Maratona”, “Dívida Pública”, “Memorando da Troika”, trata-se da colagem deste governo de trafulhas aos trafulhas "socialistas" com um objectivo bem concreto: a institucionalização da destruição do Estado Social – a abolição das tarefas sociais do Estado significa a entrega dessas tarefas ao sector privado; transformando todos os serviços de solidariedade social em fontes de lucro privado. Como os trabalhadores já contribuem com 75% da tributação colectada pelo Estado, que chega a sobra para pagar as despesas sociais, deixando o capital que permanece dentro das fronteiras praticamente ileso, isto significa saquear o bolso da esmagadora maioria da população através do mecanismo do endividamento público. Deste modo os trabalhadores passam a pagar de novo serviços para os quais já pagam

Na proposta neoliberal veiculada pelo governo, os serviços públicos passariam a ser todos eles um negócio privado garantido, sem riscos, como temos visto acontecer nas PPP, cujo exemplo mais flagrante é o grande aspirador financeiro chamado Lusoponte. Ao serem privatizados os Serviços Públicos e Sociais perdem qualidade (como nos Hospitais de Gestão Empresarial Privada) e sobem de custos (como aconteceu com a EDP passando a conta da electricidade a custar mais 80% do que quando a empresa era pública. O mesmo acontece com os combustíveis na Galp, etc.). As actividades sem fins lucrativos ligadas às tarefas sociais do Estado, nunca podem sair mais baratas quando ao seu custo de produção é acrescentada um rendimento ou lucro garantidos pelo Estado

relacionado:
"Cortem nos Juros da Dívida" diz ele, como se desconhecesse que essa é a alma do negócio da parasitária burguesia nacional: "Os sete mil milhões que se pagaram este ano só em juros da dívida dava para pagar o SNS
pois...

domingo, outubro 28, 2012

Israel-Estados Unidos: quem se senta na realidade na cadeira do Poder?

Nesta última quarta-feira o secretário de Estado do Tesouro dos EUA Timothy Geithner e Cohen Doron, o director-geral de Finanças de Israel, em representação do Grupo de Desenvolvimento Económico Conjunto EUA-Israel reunido em Washington, assinaram um acordo (1) que prolonga por mais quatro anos o programa de empréstimo a Israel com uma verba de mais 4 mil milhões de dólares (2)“destinados a aumentar a estabilidade económica de Israel” até 2016" (fonte)

Obviamente, a pouco mais de uma semana do acto eleitoral de onde sairá uma nova administração, tomar esta decisão neste momento é muito estranho. Porque não esperaram pelo presidente que vai sair da eleição para tomar este tipo de decisão? – só há uma explicação – as eleições são um proforma, os dois partidos únicos concorrentes estão ambos combinados e de acordo nas linhas de politica externa dominadas pelo lobie de Israel. Efectivamente, nesta campanha, (como em todas as outras com outros candidatos) Obama elogiou Israel como "um verdadeiro amigo e o nosso maior aliado na região" [Médio Oriente], acrescentando que irá sempre permanecer com Israel se o país for atacado”. Não esperando pela demora, Mitt Romney expressou sentimentos semelhantes no seu site, indo tão longe quanto chamar Israel de "um farol da democracia e da liberdade no Médio Oriente”


(1) Este número é uma mentira. Se o total da ajuda externa a outros países inscrito no Orçamento de Estado é de 4.725 mil milhões de dólares, onde irá a próxima Administração inscrever, por exemplo, os 2 mil milhões prometidos ao Egipto, acrescidos de mais outros 2 mil milhões na próxima primavera?
(2) Esta adenda faz parte de um programa iniciado em 2003 pela Administração Bush com um total previsto de 9 mil milhões. Esta garantia de empréstimo é independente dos 10 mil milhões de dólares de ajuda de assistência militar prestada anualmente a Israel, nomeadamente para o projecto de mísseis defensivos. Em 2007 o presidente dos EUA George W. Bush concordou com um pacote de ajuda militar por 10 anos que no final (se houver final) custará 30 mil milhões. As verbas recebidas como ajuda militar não são empréstimos, logo, não são reembolsáveis - saem definitivamente do bolso dos contribuintes de uma economia de desempregados. De acordo um relatório do Serviço de Análise do Congresso em Março de 2012, Israel é "o maior receptor de assistência externa acumulada dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial". O relatório alega que Israel já recebeu 115 biliões de dólares dos Estados Unidos até à data, a maior parte na forma de assistência militar
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sábado, outubro 27, 2012

Mao lendo Estaline

“A actual economia capitalista na China é uma economia capitalista que, na maior parte está sob o controle do Governo Popular e que está ligada com a economia estatal socialista de várias formas, sendo estas supervisionadas pelos trabalhadores. Não é uma economia comum, mas um tipo particular de economia capitalista, ou seja, uma economia capitalista de Estado de um novo tipo. Ela não existe principalmente para fazer lucros para os capitalistas, mas para satisfazer as necessidades do povo e do Estado. É verdade, uma parte dos lucros produzidos pelos trabalhadores vão para os capitalistas, mas isso é apenas uma pequena parte, cerca de uma quarta parte do total. Os restantes três quartos são produzidos para os trabalhadores (na forma do fundo de bem-estar), para o Estado (na forma de imposto de renda) e para expansão da capacidade produtiva (onde apenas uma pequena parte produz lucros para os capitalistas). Portanto, esta economia capitalista de Estado de um novo tipo assume um carácter socialista numa extensão muito grande, beneficiando os trabalhadores e o Estado” (Mao Tsé Tung, Julho de 1953)

Retirado do Guia de Estudo do Marxismo Leninismo:                "A Luta Ideológica contra o Revisionismo"

quinta-feira, outubro 25, 2012

falar verdade

“Não temos medo dos Mercados, eles que paguem a crise. Ninguém há-de morrer de fome num país com mais ovelhas que gente e mais canas de pesca que telemóveis” (Olafur Grim ssom, Presidente da Islândia)


"Eu mantenho a palavra que dei ao eleitorado. O caminho é reduzir a despesa e não ir por aumentos de impostos sucessivos, que penalizam a actividade da economia e dos mais fracos e deixam a economia num estado mais contraído e recessivo" (Paulo Portas, 13 de Maio de 2010)

"Se nós temos um orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções" (Pedro Passos Coelho, 6 de Novembro de 2010)
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Privatizar a puta que os pariu

"O génio da nossa classe dominante é que ela tem sabido manter sempre a maioria das pessoas questionando a desigualdade num sistema onde a maioria das pessoas se incorpora pagando pesados ​​impostos para que não recebam nada em troca" (Gore Vidal)

um Povo que elege corruptos não é Vítima, é Cúmplice!
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quarta-feira, outubro 24, 2012

a Merkel e a Criação de Dinheiro

no sistema capitalista o Dinheiro é criado como Dívida. Se porventura um dia todas as dívidas fossem pagas, não haveria dinheiro para pagar os Juros

De facto, o dinheiro de referência global do Império é criado (desde a crise petrolifera dos anos 70, da desanexação do valor do dólar em relação ao ouro e na forma de dívida “vendida” a juros como investimento externo) sem qualquer relação com a economia real, muito menos em relação aos depósitos bancários (que em boa verdade nunca foram referência para uma quantidade de dinheiro emitido senão para 10% do valor registado como depósitos nos livros dos bancos (1). A modernissima sobreprodução de dólares que exporta a crise de sobre-Consumo dos EUA para o resto do mundo é que é a primeira causa da "crise". Os meios de produção instalados em excesso não encontram clientes com capacidade para adquirir os bens produzidos, e assim, cria-se e empresta-se dinheiro (2), exportando-o para o 3º Mundo e para a Europa, para que o consumo possa ser estimulado (3). Obviamente, os maiores beneficiários das decisões que condicionam a economia são tomadas em nome das grandes corporações multinacionais norte-americanas (4) e suas filiais que vão buscar, facturando com lucro, os dólares emprestados de volta. Que entretanto serviram para afogar os paises (os que estão por estes ajustes) em dívidas. E tudo o que se disser a jusante disto sem fazer referência a este paradigma não passa de mero ruido.


(1) Não há nada de mais errado do que a ideia de que o dinheiro que os bancos emprestam é proveniente dos depósitos, embora isto seja repetido à saciedade pelo "establisment", incluindo por economistas aparentemente menos idiotas como Paul Krugman; Por exemplo, o BCE não empresta o dinheiro aos Estados que lá o puseram. Empresta-o aos Bancos Privados (com o aval dos Bancos Centrais, entidades semi-privadas dos Estados) a juros de 0.75% (à Alemanha a 0,1%) que depois os voltam a re-emprestar a juros 5 ou 6 vezes superiores

(2) Em boa verdade é o velho esquema da Pirâmide de Ponzi – quando cessam de chegar novos clientes o esquema rebenta. Eis a Crise.

(3) a Reserva Federal dos Estados Unidos e o Banco de Inglaterra podem emitir moeda livremente na quantidade que lhes pareça apropriada aos seus interesses. Porém o Banco Central Europeu não pode emitir dinheiro desta forma. Está condicionado pelos seus estatutos (que herdou do Bundesbank). Porquê? Porque quem gere o “euro” é a Alemanha, e esta é, desde a sua “reconstrução económica” depois da guerra, um mero entreposto dos interesses das corporações dos Estados Unidos na Europa.
(4) Os Estados Unidos carregaram todo o Ouro que puderam levar da Alemanha depois da guerra. A Alemanha quer, pelo menos, 150 toneladas de volta


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terça-feira, outubro 23, 2012

creio em Deus, todo maquilhado de amigo dos pobres e travestido de padre

"Hoje em dia já ninguém fica repetindo: "Creio no Sol, creio na Lua, creio na Chuva". A necessidade que as pessoas religiosas têm de proclamar a sua crença com tanta frequência e tão alto é em si mesmo um sinal de dúvida. Elas tentam sufocá-la através da repetição e dos decibéis" (C. W. Dalton)

Depois do fiasco das declarações "que as manifestações não resolvem a situação do país", o bispo volta a atacar. Se José Policarpo fosse um cidadão sem qualquer titulo podia valorizar o mesmo a que cada um no seu modo avulso lhe dá na real gana; porém, ao "propôr valorizar os afectos" o Cardeal-patriarca de Lisboa D. José Policarpo, sublinha a necessidade espertalhona de valorizar as Emoções que manipulam os Crentes, isto é, a única coisa que, tal como Deus é imaterial e invisivel, porque nas suas palavras, são “a última coisa que morre no coração”, como se sabe um orgão a atirar para o tramado. "Don" Policarpo podia ter-se lembrado de coisinhas bem mais materiais e visiveis, como por exemplo, pagar os impostos devidos pelo património, dos quais a sua organização, uma das maiores proprietárias no país, se encontra isenta de pagamento por um Estado que se diz estar em crise

a ler:
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segunda-feira, outubro 22, 2012

Passos, a Dívida, a Verdade e o Economista Chefe das Forças Armadas

Disse à dias Passos Coelho no Parlamento:

"O peso da dívida pública acumulada é hoje o principal problema orçamental. Se não tivesse havido durante tantos anos a irresponsabilidade de aumentar a dívida pública, hoje os portugueses não tinham de pagar tantos impostos”. Passos Coelho disse depois lá fora, num dos intervalos dos serventuários passeios que “esta é a altura para começar a falar verdade às pessoas”. Coelho pode começar a desmentir-se de imediato. A dívida pública não é, nem de perto nem de longe a maior parcela do endividamento nacional; a Dívida Pública representava há apenas um ano 110% do total do PIB, hoje com este governo a percentagem do total da Dívida representa 432,1%. Onde está a diferença? É da responsabilidade dos Bancos, e de Empresas Privadas. (2)

A "angústia" dos portugueses afogados em dívidas é falsa.

Não é verdade que o dinheiro dos contribuintes não chegue para pagar as despesas sociais do Estado, conforme fica demonstrado no recente estudo Quem paga o Estado Social?”. A maior parte do endividamento das familias corresponde ao pagamento de casa própria, que não é do próprio mas do Banco, e apenas 2% entraram em incumprimento (1957 milhões de euros em 2011). Quer isto dizer que 98% não deve nada, e o que devem estão a pagar. Por sua vez o crédito concedido ao consumo que se encontra em situação de malparado representa 7% dessa parcela da dívida. Nada que os bancos, com a margem de lucro que obtêm sobre os outros 93% dos créditos não possam dar conta. O problema é que o dinheiro que os bancos emprestam não é deles; Os bancos por sua vez foram pedi-lo a outros bancos estrangeiros (1) E os bancos, com a crise geral gerada a partir dos grandes centros financeiros que emitiam titulo falsos, deixaram de ter possibilidades de amortizar esses empréstimos. Faliram. E é a dívida dos Bancos que os portugueses estão a ser chamados a pagar
 
(1) Esta situação por sua vez é contudo ludibriada a todo o momento: Quem empresta aquilo que não tem...
(2) Sobre isto, diz o Ministro Negócios Estrangeiros da Islândia: "Não podemos forçar o Povo a ajudar os Banqueiros com dinheiro!" (fonte) 

o Tempo da Castanha

A rapaziada anarquista do Tugaleaks resolveu inventar uma manifestação contra a Violência policial, que vem sendo exercida, nomeadamente contra quem se manifestou no recente "Cerco a São Bento". Pese o direito de manifestação e a liberdade de expressão que ainda vigora na "pseudo-Constituição", tal atrevimento é considerado pelo Governo e os seus departamentos de repressão como sendo perigoso e oriundo de terroristas. Passe o clima de Medo e de simulacro de Perigo, contudo a eficácia destes eventos via Facebook é duvidosa; como de costume milhares dizem que vão, depois apareceram cerca de 50 manifestantes. Mas para os receber estavam no Saldanha 14 carrinhas da Policia de Intervenção repletas de agentes, um posto móvel, duas ambulâncias do INEM, várias viaturas da polícia descaracterizadas, e dezenas de policias infiltrados à civil. É sem dúvida um grande ajuntamento, mas a venda de castanhas foi fraca...


relacionado:
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domingo, outubro 21, 2012

é a Valsa da Social Democracia



Como estupefactos vamos vendo, o Nobel da Paz foi este ano atribuido à Violência que as medidas capitalistas da União Europeia provocam... prémio da Paz ou da Guerra?

Depois de facínoras como Henry Kissinger, Yitzak Rabin, Shimon Peres e Barack Obama será Durão Barroso a receber o prémio da decadente academia sueca. “A mensagem principal é que precisamos ter em mente o que conseguimos neste continente, e não deixar que ele se desintegre novamente" (1) disse Thorbjørn Jagland que lidera o comité do Nobel. Segundo ele, os países europeus conseguiram pacificar e reconstruir uma Europa destruída pela Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945) e colaborar na resolução do conflito nos Balcãs nos anos 1990” - Quer dizer, na primeira submeter-se incondicionalmente ao imperialismo norte-americano, na segunda trabalhar activamente no desmantelamento do Estado da Jugoslávia, que politicamente estava organizado segundo um modelo autogestinário de cariz socialista – logo, um empecilho à exploração pelo “Mercado” por interesses estrangeiros.

A estória que vem sendo contada à opinião pública na Europa foi porém outra; embora a intervenção na Jugoslávia tivesse inaugurado uma série de guerras posteriores com objectivos mais precisos: o neocon John Bolton já admite publicamente que agora as guerras são pelo petróleo. Mesmo assim, você não acredita que os governos criam deliberadamente fraudes para justificar guerras?, ou acredita? 
Também não acredita que interesses alheios manipulam a democracia fundada sobre a soberania do Voto; e que os Governos Ocidentais manipulam os seus povos; ou acredita? 
Assim como não acredita que os Nazis e os Fascistas que fundaram a União Europeia com a ideia pré-determinada de a converterem num Super-Estado ainda tenham alguma espécie de influência hoje; ou acredita?

37min;44seg.


Dir-se-á que são teorias de conspiração; Como assim, se está tudo oficialmente publicado?

Na viragem para o século XXI foi implementado na Alemanha o primeiro programa deliberadamente neoliberal na Europa – a Agenda 21. Este designio coincidiu com o golpe-de-estado neocon nos Estados Unidos no ano 2001 que levou Bush ao Poder, e com o lançamento da nova moeda, o Euro. Por essa altura, muitos analistas alertaram que esse programa de desregulemantação das leis laborais em favor do capital, com a batuta entregue aos neo-herdeiros do Reich alemão iria provocar a morte de milhões de pessoas (Millions to be KILLED under Agenda 21!)
Sem surpresa, verificamos que esta política é exactamente a mesma que tinha sido proposta pelo “Bureau of Human Heredity” em 1947, que visava trabalhar no sentido da diminuição drástica da população do planeta por forma a que o capitalismo pudesse ser gerido com sucesso. O magnata norte americano David Rockefeller, um dos activistas da causa, foi então acusado de promover publicamente assassínios em massa. Aliás, bem de acordo com a ideologia do conde Richard Nikolaus Coudenhove-Kalergi, que foi de facto o Nazi 1º teórico da União Europeia (2); um idealista da escola de Viena, de onde sairam igualmente os economistas que são tidos como os grandes teóricos da doutrina neoliberal


(1) Grandes crâneos da social democracia, como Helmut Khol e Mário Soares, lembraram recentemente que "as grandes guerras começaram com problemas menores do que os que temos hoje"
(2) Para que não subsistam dúvidas sobre a natureza da Alemanha de Angela Merkel, aqui está (foto e legenda acima) a chanceler a receber um prémio de reconhecimento das mãos do Presidente da "Sociedade Coudenhove-Kalergi Europa", e do príncipe Nikolaus von Liechtenstein em 24 de Junho de 2012, uma organização que se assume claramente como Nazi 
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sábado, outubro 20, 2012

Garcia Pereira sobre o Orçamento de Estado para 2013

Uma denúncia demolidora sobre a manobra mais grosseira da pseudo-progressividade do IRS (aumentos de mais de 80% para os rendimentos mais baixos e de cerca de 20% para o escalão mais elevado de rendimentos), no que consiste o autêntico genocídio fiscal contido no orçamento de Estado, Garcia Pereira defendeu que este governo deve ser corrido urgentemente para daqui a alguns meses não vir o rotweiler do governo anunciar novas medidas ainda mais terroristas

sexta-feira, outubro 19, 2012

Quem lucra com a Pirataria Fiscal exercida sobre o contribuinte?

Ferreira Leite diz que este OE é inexequivel. Toda a gente diz mal, portanto o PSD, um agrupamento de inqualificáveis sacanas que não querem ficar isolados na trapaça, têm também de se juntar ao coro dos protestos. Já quase ninguém se lembra que a ex-ministra das Finanças de Durão Barroso e Paulo Portas foi quem inaugurou em 2002 a demolição do Estado Social pelo desinvestimento decretado pelo centro neoliberal global (1)

Assim, deixando a vaca fria, segundo o próprio FMI por cada Euro de aumento de impostos haverá uma perda de 0,9 a 1,7 Euros no Produto Nacional. Com o aumento previsto a carga fiscal vai atingir em 2013 os 36,8% do PIB. O aumento de receita prevista significa mais 4,315 mil milhões de Euros. E também mais desemprego.

Pelas contas do FMI, na pior das hipóteses, (e em previsões sobre desastres anunciados funciona sempre a Lei de Murphy para correr ainda pior), a queda do PIB será de 7.335,50 mil milhões de euros. Por força das novas medidads fiscais, o jornal “Público” prevê que o PIB cairá 5,3% em 2013, destruindo irreversivelmente muitos mais milhares de postos de trabalho. Porém, um “técnico tão qualificado e conceituado” como o ministro Gaspar admite apenas como possivel o recuo de 1% no PIB.
Qual é então a visão extraordinária de um homem cuja formação, nas suas próprias palavras “custou muito dinheiro ao país”? (vemos agora que custa mesmo muito mais) – afinal é tão simples como um simples ovo podre nas fuças do gajo que detêm a pasta das Finanças: nos aumentos dos impostos a decretar os salários dos trabalhadores e as pensões dos reformados pagam 70% do valor total.

E isto é um feito extraordinário. Os economistas honestos nunca levariam em linha de conta o efeito pelintra conjugado com as aspirações de sobrevivência dos pés-descalços (o número de portugueses novos pobres aumentou para 3 milhões). Mas os investidores norte americanos de Wall Street estão estupefactos com a experiência. Tanto que eles aí vêm (2) servir-se da mão-de-obra nacional em grande escala pagando aos indigenas a tuta-e-meia que era habitual pagar-se aos moços de esquina, ganhões (3) e trabalhadores à jorna no século XIX. Vitor Gaspar espera bem que os portugueses lhes mostrem um sorriso agradecido. Afinal são os investidores norte-americanos que vão criar emprego (a partir do nada, tal e qual o fazem com a contrafacção dos dólares).


notas
(1) Decretar mais auteridade em beneficio dos novos ricos saídos do novo paradigma da globalização neocon é no mínimo escabroso. Alguns exemplos: o Presidente dos Estados Unidos recebe oficialmente por ano o equivalente a 291.290,417 Euros. O Presidente da TAP em 2009 recebeu 624.422,21 Euros, ou seja, o Presidente da TAP ganha por mês 55,7 anos de salário médio de cada português. A chanceler Ângela Merkel recebe cerca de 220.000,00 Euros por ano; O Presidente da Caixa Geral de Depósitos recebeu 560.012,80 Euros. O Presidente do Conselho de Administração da Parpública SGPS (que andou a “limpar” os activos tóxicos do BPN) recebe 249.896,78 Euros mensais; ou seja, ganha por mês 22,3 anos de salário médio de cada português... etc.

(2) Nunca em Wall-Street se notou um interesse tão grande por parte dos investidores norte-americanos relativamente a Portugal. (Diário Económico)

(3) Trabalhadores temporários que eram contratatados diariamente, agrupando-se todas as manhãs na praça, onde os feitores e capatazes do patronato os recrutam num verdadeiro “Mercado de Trabalho livre”

quinta-feira, outubro 18, 2012

a Politica da máquina governamental liderada por gangues

Temos vindo a assistir à selvageria e brutalidade da repressão policial contra os manifestantes em Espanha. O ministério tem inclusivamente dado ordens à Policia para impedir a televisão de transmitir protestos, invocando razões de segurança nacional. Este estado-de-sitio é o leit-motiv, em termos de controlo psicológico de massas, para um recado da Espanha para os Estados Unidos (video abaixo)

Organizem-se porra! Temos pela frente adversários poderosíssimos

Já vimos aqui quem é de facto o juiz Andrew Paolo Napolitano (ex-Presidente do Tribunal Constitucional da Flórida que levou Bush em 2001 à presidência por meio de fraude eleitoral e até recentemente comentador habitual do canal de televisão neofascista Fox News). Desta vez Napolitano volta à carga, emprestando a sua voz como narrador a uma magistral peça de manipulação e contra-informação destinada a amedrontar os cidadãos norte-americanos. Serve como mote à peça a violentissima repressão policial descarregada sobre as manifestações em Madrid nos dias 25 e 29 de Setembro últimos. Napolitano avisa solenemente os comedores de hamburgueres norte-americanos: “E se eles [lá na Europa] estiverem a remover as Liberdades fundamentais neste momento?” [Fica o subentendido: nós aqui nos Estados Unidos jamais nos atreveríamos a fazer tal coisa]. E no entanto eles têm Guantanamo e diversos outros campos de concentração, e sim, as suas organizações secretas em colaboração com governos e forças de segurança estrangeiras trabalham activamente para suprimir as liberdades fundamentais a nivel global.
57% dos norte-americanos concordam com a manutenção de Guantanamo. E Andrew Napolitano usa-os como carneiros já tosquiados para enviar estes sinistros recados aos restantes – nesta “mensagem da Espanha para os Estados Unidos da América”. Mais uma vez, o pulha, com a verdade tal e qual como é usada pelos contestatários ao sistema, nos mente com uma falta de escrúpulos que só pode ser assimilada por gente embrutecida pela ignorância. As frases-chave estão traduzidas em baixo



E se a máquina dos gangues instalados impedir o acesso ao trabalho a todos?
E se o Governo impedir que sejas julgado? Condenando-te de imediato?
E se o Governo te puder arrestar a tua propriedade sempre que queira?
E se declarar que tu és um terrorista doméstico?
E se o Governo puder torturar-te até que tu lhe digas o que eles querem ouvir?
Que espécie de pessoas apoiaram a institucionalização da tortura?
E se o Governo usar os teus filhos para chegar a ti?
Que espécie de advogados e juízes paga pelo Governo intimidam as testemunhas e os jurados para condenar inocentes?
Que se passa nas prisões dos Estados Unidos, uma das mais cruéis do mundo? Num país considerado livre?
E se uma pessoa deixar de ter direitos, excepto aqueles que o Governo decidir?
Que acontece quando os nossos funcionários eleitos vivem entre nós mas têm o coração nos centros do Poder?
E se o Governo poder destitui-lo de direitos por causa do lugar onde a sua mãe nasceu?
E se os impostos se tornam inconstitucionais?
Que acontece quando vemos que os nossos representantes não nos representam?
E perante todos os protestos não renunciam?
Que se passa quando o voto distribuído entre os dois partidos representam o mesmo?
E quando um “grande Governo” nada decide?
E se o Governo decidir que já não precisa mais de uma Constituição?
E se quiseres amar o teu país e o teu Governo não o consentir?
E se depois de tudo isto não o puderes demitir?
E se é perigoso ter razão quando o governo está errado?
Não é preferível lutar agora, que viver como um escravo?
A hora de lutar pela liberdade e agora!
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mais uma Golpada (II)

quarta-feira, outubro 17, 2012

Economia Paralela, um mecanismo de transferância da riqueza produzida para os bolsos de credores no estrangeiro

“o Governo está numa situação de ilegitimidade absoluta (...) todos os sinais são desastrosos” (Rui Vieira Nery). De igual forma, no governo anterior os sinais não eram diferentes. Só quem não quis ver, não viu...

[CM] “Economia paralela continua em crescimento. Mais 350 Milhões de Euros escaparam este ano ao Fisco. O peso da economia paralela em Portugal aumentou de 24,8 para 25,4 por cento do PIB entre 2010 e 2011, com 43,4 mil milhões de Euros a fugirem ao controlo do Fisco, segundo o mais recente estudo. De acordo com Carlos Pimenta, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), que realizou a análise, este valor representa um “monte” de notas de 100 Euros com 8,5 quilómetros de altura, equivalente ao monte Everest, que escapam aos cofres do Estado”.
Mas que ninguém se engane sobre os grandes beneficiários da fuga ao fisco - não são as merceeirias, as oficinas de automóveis ou os biscateiros que não passam facturas os principais fautores da fraude. São os “empresários de colarinho branco” que têm empresas com sede em off-shores quem comete o principal crime que lesa as contribuições para os bens públicos. E isso fica bem patente nesta noticia: “Mais de metade dos beneficios fiscais concedidos estão registados em apenas 3,6 quilómetros quadrados, na Zona Franca da Madeira (1). O Estado português concedeu 698 milhões de euros a 20 empresas ali sedeadas que, na sua maioria, não têm nem sede própria nem as suas operações a passar pela ilha – o equivalente a 56 por cento do total de 1,27 mil milhões de Euros atribuido às 14.180 empresas com séde fixa em Portugal

A economia paralela é um instrumento de transferência que está principalmente relacionado com a Dívida externa bruta, que é aquela que serve de desculpa aos dois trapaceiros politicos de faxina ao PSD/CDS e PS, para que “tudo o que devemos tenha de ser pago “aos nossos credores”: ou seja, a soma total de instrumentos de dívida de RESIDENTES face a não residentes (2). A dívida externa bruta de Portugal no final de 2010 era estimada pelo Banco de Portugal (BdP) em 396,5 mil milhões de euros, representando 229,6% do PIB. (fonte).

E quem é o advogado em causa própria? Citando o Banco de Portugal: “A posição da Dívida Externa Bruta é compilada de acordo com o Manual de Balança de Pagamentos do FMI e o Manual da Dívida Externa desenvolvido em conjunto por diversos organismos internacionais” (aqui)
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terça-feira, outubro 16, 2012

Sampaio & Companhia

A patética declaração do ex- presidente Jorge Sampaio de que “se fosse eu chamava os três partidos do arco do poder (uma vez que os outros dois estão fora disto (sic) e tentava estabelecer um acordo alargado, meus senhores e tal, vamos lá a ver (...) de forma a que o Governo não caísse”... – é uma peça de antologia na construção desta falsa democracia (1).

Aquilo que de facto Sampaio quer dizer é que, face à total descredibilização dos dois partidos do centrão neoliberal, estará de acordo (e quer que o povo também esteja) com a nomeação por Cavaco Silva de um tecnocrata para 1º ministro que presida a um governo supra-partidário de salvação da burguesia – com o aval do PS e PSD – para minimizar ou suster a revolta popular (2). Até que tudo volte a ser como era dantes. Ou não.

(1) Se o Governo não cair cai o Povo. O Governo pode cair, mas, sem um Referendo nacional sobre quem está de acordo em cumprir o programa da Troika, a solução a encontrar por ser ainda pior para o Povo. Sampaio, passe a aura de “bom rapaz” com que se saiu da presidência na transição pacifica para outra nova era Cavaco, é igual aos outros. Para não ir mais longe, basta ler a demolição que Vasco Pulido Valente faz de Jorge Sampaio e dos seus 30 Amigos a propósito da biografia de 1007 páginas e 1 kilo e 600 saida recentemente, da autoria de José Pedro Castanheira


(2) a ler: "Soares é dono do P"S" e quer governo autoritário de inciativa presidencial para fazer cumprir pirataria fiscal"
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segunda-feira, outubro 15, 2012

que diferença entre Investidores e Credores?

Pensam os ingénuos que na alta finança uma falência representa a perda total dos valores, apenas se salvando o esqueleto imobiliário e obras de arte das instituições insolventes, os quais são administrados como massa falida e distribuídos, prioritáriamente e por esta ordem, aos seus trabalhadores, ao Estado e só depois, o que sobra, aos credores. Isso era antigamente, quando ainda existiam vestígios de honestidade no capitalismo a armar ao social-democrata. Porém, a evolução de um tal sistema de fachada (ao remunerar o Capital sem limites, enquanto o Trabalho é menosprezado, conquanto seja o vector principal na criação de Valor), só poderia dar no que está a dar…

Obviamente, os nossos meios de comunicação dos interesses dos actores visíveis tratam o assunto com pinças abstractas: "Foi um erro colossal deixar falir o banco" (1), diz o advogado de defesa Harvey R. Miller da Lehman Brothers em Tribunal - “o arranque do processo foi a faísca que fez deflagrar a turbulência nos mercados e nas economias mundiais. A falência chocou os mercados e resultou numa forte redução do valor que, sem a intervenção do Tesouro norte-americano, poderia ter resultado numa depressão mais severa (2). Mesmo com a intervenção, os resultados foram os que estão à vista” (3). Mas a verdadeira noticia não vem aqui referida. Vem no Financial Times, cuja essência é a que se segue (4):

O banco norte-americano Lehman Brothers (fundado em 1850 por três imigrantes judeus (5) e gerido até 1969 pelos seus descendentes e família (6) – que apresentou a declaração de falência às duas da madrugada num dia de Outono de 2008 – chegou, agora, quatro anos depois, a acordo com a sua filial em Londres sobre 38 mil milhões de “créditos empacotados e expedidos para a Europa”, abrindo assim caminho para que esses “activos” possam vir a ser distribuídos pelos credores/clientes nos Estados Unidos.
Tony Lomas, administrador Lehman Brothers International para a Europa, confirmou que em principio concorda com as reivindicações apresentadas por James Giddens, administrador nos EUA da casa-mãe Lehman Brothers Holdings Inc. Segundo o Financial Times, o acordo precisa da aprovação dos Tribunais, tanto nos Estados Unidos como na Grâ-Bretanha, o que constituirá um marco importante para os clientes lesados pela falência do Banco nos Estados Unidos virem a receber 100% do dinheiro que tinham investido em acções especulativas do imobiliário cuja derrocada esteve na origem do escândalo e da crise provocada pelos títulos “suprime” (7)

Enquanto o Tribunal britânico, naturalmente, virá a autorizar este reembolso de 38 mil milhões, a Grâ-Bretanha prepara-se para cortar 10 mil milhões de libras em benefícios sociais.


notas
(1) "Foi um erro colossal deixar falir o Lehman Brothers" (DN, Dinheiro Vivo)
(2) Emissões de dinheiro a descoberto designadas por "Tarp-Money" por legislação promulgada por George W. Bush em Outubro de 2008
(3) "Lehman só existe para devolver dinheiro aos lesados" (DN, Dinheiro Vivo)
(4) Noticia original no Financial Times
(5) “Um dia foi suficiente para colocar um ponto final nos mais de 150 anos de vida de um império fundado por três imigrantes judeus - Henry, Emmanuel e Mayer Lehman 1850-1969. (DN, Dinheiro Vivo e Wikipedia)
(6) Lehman Brothers, Breve História, a Glória e o Colapso
(7) Noutras disputas entre outras partes europeias da Lehman, nomeadamente no caso da Suiça, existe acordo para que dos 6 mil milhões reclamados que constam dos livros de contabilidade, a empresa transfira apenas 55 milhões. Este tipo de procedimentos fraudulentos na origem da hiper-inflação financeira estão decertos relacionados com a presente constatação de que quatro dos maiores bancos mundiais estão em risco de falência, entre eles o suiço UBS 
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domingo, outubro 14, 2012

Ribeiro Santos, miitante por uma causa: o Marxismo-Leninismo

na romagem em honra de Ribeiro Santos pousaram este ano mensagens de anónimos, de gente abstracta que não se identifica consigo própria, que perdeu a sua própria identidade, que renega ser quem foi, que nem sequer se lembram porque embarcaram numa luta, da qual, quando se aperceberam que esta ia ser dura, longa e prolongada, à primeira oportunidade saltaram fora para se ir governar de vidinha para outras empresas. Obviamente, as criaturas que tentam apagar a filiação partidária de Ribeiro Santos, os supostos "homenageadores anónimos" de hoje, são os mesmos que ontem foram os cúmplices do seu assassinato



“Todo o homem tem de morrer um dia, mas nem todas as mortes têm o mesmo significado. Sema Tsien, um escritor da China antiga, dizia: “É verdade que os homens são mortais, mas a morte de uns tem mais peso que o monte Tai, enquanto que a morte de outros pesa menos do que uma pena; Morrer pelos interesses do povo tem mais peso que o monte Tai, mas esforçar-se ao serviço dos fascistas e morrer pelos exploradores e opressores do povo pesa menos que uma pena” (Mao Tse Tung)
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sábado, outubro 13, 2012

mais uma golpada

«o Governo decidiu extinguir a Fundação das Salinas do Samouco, instituição que o Estado se comprometeu a criar junto de Bruxelas como contrapartida do financiamento comunitário para a construção da Ponte Vasco da Gama. A fundação tinha por objectivo preservar as salinas que se encontram na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo. Entre as entidades presentes na génese da fundação, está a Lusoponte, presidida por Ferreira do Amaral, que, como concessionária da ponte, assumiu o compromisso de contribuir com 300 mil euros anuais, até 2030, para o funcionamento da fundação (o que corresponde à módica quantia de 5.400.000,00 Euros até 2030). Com a extinção decretada, o Estado liberta a Lusoponte de qualquer compromisso passando esta responsabilidade a ser suportada por nós, pagadores com os nossos impostos, através do Instituto Nacional de Conservação da Natureza.[CM].

Mais uma enorme poupança. Não para o Estado mas para a Lusoponte. Vivemos tempos loucos em que uma vezes por incompetência, noutras por desespero e noutras por compadrio este governo vai destruindo o país e quem nele vive. Esta noticia prova-o e mostra que temos de mudar e quanto mais depressa melhor. Tem de ser antes que destruam o pouco que ainda nos resta e já não é muito. (do Kaos)

sexta-feira, outubro 12, 2012

o Dia em que Assassinaram Ribeiro dos Santos

Aos 26 anos, José António Ribeiro dos Santos é já um veterano das lides associativas académicas. É eleito para a direcção da Associação Académica de Estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa (AAFDL) como membro da lista "Ousar Lutar, Ousar Vencer" da Federação de Estudantes Marxistas Leninistas (FEML), uma organização para a Juventude dirigida pelo MRPP. Passados 40 anos do assassinato às mãos dos esbirros da PIDE (chamados à Faculdade por membros de listas concorrentes ligadas ao Partido dito Comunista), é a própria AAFDL que agora promove "comemorações" à data, ao mesmo tempo que tenta branquear a filiação partidária de Ribeiro Santos, não fazendo qualquer referência à organização política onde militava, o MRPP - a História deve ser contada por inteiro e nunca apagada a sua memória! Para nós revolucionários não há mortos, só há vivos!". Por cada um de nós que cai, outros se levantam, pela mesma causa imortal de Ribeiro Santos!


Nota da Comissão de Imprensa do PCTP/MRPP:
"António Costa decidiu participar, na qualidade de Presidente da Câmara de Lisboa, numa cerimónia integrada numas pretensas comemorações do 40º aniversário do assassinato do nosso camarada Ribeiro Santos. Desta cerimónia e de outras iniciativas que estão a ser levadas a cabo por um grupo de indivíduos que têm a uni-los o seu ódio ao MRPP, foi deliberadamente excluído o PCTP/MRPP, facto que é do inteiro conhecimento de António Costa. O presidente da câmara de Lisboa também não pode ignorar que Ribeiro Santos não foi apenas um antifascista, mas acima de tudo e em primeiro lugar um marxista, militante da organização do MRPP para a juventude estudantil (a FEM-L). Como não desconhece que o partido de Ribeiro Santos – o MRPP – é hoje o 2º partido mais antigo do país. Ora, ao participar nesta iniciativa, enquanto presidente da câmara e nas condições em que ela ocorre, António Costa, para além de praticar uma intolerável ingerência na vida interna do PCTP, envolve a presidência da câmara numa clara atitude de hostilidade institucional para com um partido politico, no caso o MRPP. O PCTP/MRPP considera este comportamento de uma enorme gravidade, condenando-o firmemente, embora não nos espante, vindo da parte de alguém que tanto tem maltratado os lisboetas e a cidade de Lisboa"

Que todos os oportunistas desistam de falsificar a história ou apropriar-se de simbolos que não lhes pertencem: um dos camaradas intervenientes no episódio, conta como aconteceu:

quinta-feira, outubro 11, 2012

Revolução islandesa - como se sai da Crise

"A negativa do povo da Islândia em pagar a dívida que as elites abastadas tinham adquirido com a Grã Bretanha e a Holanda gerou muito medo no seio da União Europeia. Prova deste temor foi o absoluto silêncio nos Media sobre o que aconteceu. Nesta pequena nação de 320.000 habitantes a voz da classe política burguesa tem sido substituída pela do povo indignado perante tanto abuso de poder e roubo do dinheiro da classe trabalhadora. O mais admirável é que esta guinada na política sócio-económica islandesa parece ter acontecido de forma pacífica e irrevogável. Uma autêntica revolução contra o poder que conduziu tantos outros países maiores até à crise actual. Este processo de democratização da vida política que já dura dois anos é um claro exemplo de como é possível que o povo não pague a crise gerada pelos ricos" (texto que acompanha o video no you-tube)



O caso porém é mais complexo. Compreende-se a ansiedade de uma certa esquerda na construção de heroísmos. Mas só a verdade é revolucionária e é ela que, incondicionalmente, deve alicerçar todas as lutas dos povos pela libertação do jugo liberal e neoconservador. O caso islandês foi sem dúvida uma vitória do povo, embora parcial, ao não consentir na nacionalização da dívida dos bancos, porém isso não livrou os islandeses da intervenção do FMI. O facto é que a Islândia não se escapou da crise e de uma enorme carga de trabalhos, apenas para… salvar o capitalismo.

As causas da crise

Três semanas após a falência do Lehman Brothers, a 6 de Outubro de 2008, o então primeiro-ministro islandês, Geir Haarde, anunciou que os três maiores bancos do país, o Kaupthing, Landsbanki e Glitnir, eram incapazes de cumprir os seus compromissos. Estes bancos viriam a falir, causando uma onda de choque para o pequeno país de 320 mil habitantes, e uma das mais graves crises económicas da sua história. Esses bancos, através do banco-online Icesave tinham comprado títulos de alto risco relacionados com o “subprime” que lhes haviam sido propostos por bancos do Reino Unido e da Holanda. Obviamente, o valor desses “papéis” tinha-se evaporado, mas os credores exigiam (e continuam a exigir) o seu reembolso como dívida contraída. Perante o descalabro os 3 bancos foram nacionalizados, mas o povo, com uma longa tradição democrática, iniciou uma luta que, em referendo popular com maioria de 93%, obrigou o governo a renunciar pagar as dívidas resultantes de actividades especulativas dos bancos privados agora nacionalizados, nomeadamente aos investidores do Reino Unido e da Holanda.

a Islândia desafia a Europa

Seguindo uma politica oposta à que está empenhada a área do Euro, a primeira chave para o sucesso da Islândia foi que Reykjavik "nunca tentou salvar os seus bancos", como observou recentemente o ministro da Indústria, Steingrimur Sigfusson ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung. Os três gigantes bancários, cujos balanços chegaram a acumular 10 vezes o PIB do país, não foram recapitalizados... senão parcialmente. Os credores foram envolvidos desde o início nas negociações. Reykjavik também nunca tentou salvar a posição dos “investidores” estrangeiros que correram um risco, agora no caso os credores da Islândia. Assim, não houve, como em Portugal, na Grécia ou em Espanha, a transferência do risco desses créditos para as finanças públicas. Separou-se as águas, mas a Islândia, não recusou o pagamento integral da sua dívida externa. 

Para cumprir esta politica, a Islândia teve porém necessidade de recorrer a um empréstimo do FMI. Como contrapartida foram exigidas as habituais garantias de cortes na economia como avales para o reembolso. Segundo o memorando do FMI «as medidas incluiram os habituais congelamento dos salários nominais ou aumentos de benefícios sociais, uma redução de 5% no orçamento da Saúde, da Educação primária e secundária, cortes nos custos do serviço da polícia, 7,5% de redução nos custos do ensino superior, e uma redução de 9% em custos administrativos gerais (incluindo redução de horas extras , reorganizações e renegociações de contratos laborais»

Como conseguiu a Islândia em quatro anos o "milagre" da recuperação da sua economia?

O pais está praticamente recuperado. Quatro anos depois, a economia islandesa aparece novamente com uma saúde robusta. O PIB, que caiu 6,6% em 2009 e 4% em 2010, deverá crescer 2,1% este ano, bem acima do nível da maioria dos países europeus. O défice orçamental de 13,5% do PIB em 2008 deve voltar a estar equilibrado no próximo ano. O desemprego, que subiu para quase 8% da população activa em 2010 deverá diminuir em 2013 para perto dos 5%. Finalmente, o empréstimo de emergência do FMI no valor de 2.100.000.000 Euros foi pago antecipadamente.

A história da recuperação islandesa certamente não é um conto de fadas. A população ficou traumatizada com os níveis de pobreza e precariedade desconhecidos até então no país. Reykjavik aumentou muito os impostos, incluindo aos empresários, como nenhum outro país da Europa desde 2008. Além disso, o governo social-democrata capitalizou o descontentamento, desmascarando os conservadores em 2009 assacando-lhes a culpa da crise, e a sua credibilidade, a crer nas sondagens, é agora muita baixa. O país também está dividido sobre a questão da adesão à União Europeia e a adopção do Euro, pretendida recentemente pelo Banco Central. É verdade que essa perspectiva, que era muito atraente entre a população há quatro anos, o é muito menos hoje.

Principal factor do sucesso: a desvalorização da Moeda

Mas a verdadeira razão para o sucesso da Islândia, é a desvalorização da Coroa, que chegou a até 70%. Embora esse declínio de dinheiro numa economia tão dependente da inflação externa tivesse provocado quase 18% de aumento nos preços face ao período homólogo em 2009 (atingindo ainda hoje os 4,3%). O crescimento dos salários foi lento entre 2009 e 2010. Mas o declínio da moeda nacional criou as "proporções saudáveis" da economia nacional para beneficiar plenamente da recuperação da economia global. Estes factores são salutares, principalmente na pesca e no turismo (o número de turistas aumentou 16% ano a ano até 2012). São duas receitas que permitiram ao país beneficiar de um superávit em conta corrente forte e consistente. No final, o dinheiro reinvestido na economia está a criar uma espiral no aumento de investimentos.

Pode a Islândia ser considerada um modelo para os países europeus em crise? 

Dificilmente. O exíguo número da população permite um controlo de proximidade mais eficaz sobre o seu governo. A dimensão politica do território torna a repetição desta experiência difícil. Mas isso mostra que a forma europeia de se concentrar primeiro nos interesses dos Credores e Bancos privados não é uma alternativa. Também prova que não pode haver experiências de desvalorizações de sucesso ao mesmo tempo que se afirma que a saída do Euro poderia causar a ruína do país em causa.

Por um Governo Patriótico e de Independência Nacional.

O seguidismo em relação à agenda das cúpulas europeias é reprovável. A Europa que têm andado a construir é para implodir, não é para ser remendada. Cada povo deve ser autónomo, livre de directivas desenhadas a partir de cima para baixo. Portugal, ou qualquer outro país ou região, deve ter suficiente independência para decidir o que produz e como produz e em que moldes sócio-politicos-económicos. Portugal não deve, nem submeter-se aos ditames do capital financeiro vindos de Bruxelas e Frankfurt, nem aceitar nunca um papel subalterno na divisão internacional do trabalho que o coloque à margem da produção industrial.
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quarta-feira, outubro 10, 2012

Soares ou o espírito do sebastiânico badalo social-democratóide

Mário Soares e o seu Partido... (perdão, Associação de Interesses) ditos Socialistas quando se sentem escorraçados para fora da carroça (auguramo-lhes um destino de menos de 11% como o P"S" da Grécia) querem tudo o que a Esquerda quer. A demissão do clandestino ministro Portas já, um governo que não tenha medo do Povo, o fim da pouca vergonha que é ter um ministro das finanças da sua área politica a dizer por outros que os Impostos vão aumentar imenso. Soares é um pantomineiro. Depois do seu partido mais uma vez se abster de dar força à censura ao Governo no Parlamento, tenta fazer passar em branco o caso que foi o verdadeiro caso da semana: que tanto o PS como o PSD pretendem cortar no número de deputados.  Diminuição de Deputados para poupar dinheiro? isto, nada mais é que Batota eleitoral! PS e PSD querem é manipular a lei eleitoral, ficar sozinhos e calar as minorias

... "desengane-se quem pensa que a redução de deputados significará uma diminuição de despesa ou o fim de deputados-calões que pululam pelas filas de trás das bancadas do PS e PSD
(...) É bom não esquecer que o PCTP-MRPP, com 62.683 votos a nível nacional nas últimas eleições, não consegue eleger qualquer deputado e que ao PSD bastam 39.321 votos para eleger dois deputados em Bragança"
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finalmente, com este governo Portugal tem um rumo...

segundo Passos Coelho - "sabemos para onde vamos"...
(para uma versão pós-moderna de Fascismo) 



Ministério Público pede acordos por ter falta de provas contra manifestantes detidos no 5 de Outubro. Além da falta de provas, ontem no Campus de Justiça, em julgamentos sumários,  praticaram-se discriminações religiosas e políticas. Actos que, em 2012, fazem lembrar a PIDE de outros tempos 
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terça-feira, outubro 09, 2012

a Dívida, como produto da especulação

o Euro (criado na viragem do ano 2000) foi um veiculo de aplicações especulativas, que os capitalistas globais usaram como refúgio do seu dinheiro, em fuga antecipada da crise do dólar que precipitou o crash do Nasdaq (2001) e as decisões que determinaram o 11 de Setembro (1).

Desde então o Euro foi sendo sempre valorizado artificialmente, em prejuízo das populações europeias que, em breve viram duplicado o seu custo de vida. George Soros admite-o explicitamente neste seu último livro: “Desordem Financeira na Europa e nos Estados Unidos, Como se Explica e como Ultrapassá-la”. Actualmente esses especuladores, com o Euro a desvalorizar progressivamente, estão a recuperar de volta essas “aplicações financeiras”, depois de mais ou menos terem saneado, disseminando pelo mundo inteiro, os activos tóxicos que estouraram nos Estados Unidos a partir do Outono de 2007.

Escrito na sequência de livros anteriores de Georges Soros sobre a crise financeira: “The New Paradigm for Financial Markets” (2008) e “The Crash of 2008 and what it Means (2009) neste livro actualiza-se a história da super-bolha, que Soros defende teve inicio em 1980 – explicando na “Introdução: O Segundo Round da Crise Financeira: a Derrocada do Euro e as Raizes da sua Super-Bolha” o modo como as economias periféricas foram cercadas:

“Em 1980, quando Ronald Reagan foi eleito presidente dos Estados Unidos da América e Margareth Tatcher era primeira-ministra do Reino Unido, o fundamentalismo de mercado tornou-se o credo dominante a nível mundial. Os fundamentalistas de mercado acreditam que os meios financeiros asseguram, só por si, a alocação óptima de recursos desde que os governos não interfiram neles. Esses fundamentalistas baseiam esta crença na hipótese do mercado eficiente e na teoria das expectativas racionais. Estas doutrinas esotéricas baseiam-se em alguns pressupostos que têm pouca relevância no mundo real, apesar de se haverem tornado muitíssimo influentes. Elas dominaram os departamentos de Economia das principais universidades dos Estados Unidos da América e, a partir daí, a sua influência espalhou-se largamente por todo o mundo. Nos anos 80 do século XX estas teorias tornaram-se guias das politicas dos Estados Unidos e do Reino Unido. Estes países embarcaram na desregulação e na globalização dos mercados financeiros. Esta iniciativa alastrou como um vírus. Foi difícil aos países, individualmente, resistir a este movimento, porque a globalização permite ao capital financeiro escapar à regulação e à taxação fiscal, e os países não podem funcionar sem capital financeiro”

... e isto é tão verdade que o actual governador do Banco de Portugal Carlos Costa vai ter de passar pelo Tribunal para fazer o favor de explicar o crédito que concedeu a 17 Empresas com sede em paraísos fiscais entre Janeiro de 200 e Março de 2004 quando foi director da Direcção Internacional do Banco Comercial Português (BCP). Os prejuizos com estas operações de crédito às 17 empresas que no inicio já detinham um passivo de 493 milhões de euros mas foram usadas para melhorar artificialmente a liquidez do banco, continuam por aí... Quem será que os vai pagar?
clique no recorte para ampliar

(1) para ler, um excerto do livro de Dean Henderson, "The Texas Oil Mafia: Big Oil & Their Bankers", capitulo 9: "a Enron, os Talibans e a Familia Warburg - a história que não foi contada"
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