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domingo, janeiro 11, 2015

Je suis Charlie Rico, Je suis Charlie Pobre

Terroristas armados pela França "atacaram" Paris. Numa resposta muito conveniente aos interesses de quem mandou perpretar o crime (1), reuniram-se na capital francesa cerca de 40 lideres políticos de governos neoliberais. Rigorosamente enquadrados por profissionais das televisões, pareceu que tiveram consigo um milhão de pessoas a apoiá-los. Na verdade a "escumalha" de elite, usando o termo utilizado por Sarkozy para nomear os franceses dos banlieus, viajou de todo o mundo "livre" (de políticos honestos) para em conjunto com mais 400 guarda-costas e protegidos numa "terra de ninguém" por milhares de policias percorrerem cerca de 200 metros a pé. Quantos assassinatos já valeram cada passo dado hoje por esta pléiade de facínoras?

Mas quando o Charlie Pobre é aliciado a ir ao circo participar em palhaçadas com entradas à borla, primeiro deve questionar-se da bondade da esmola da "liberdade de imprensa", para tudo, menos para prejudicar que a escumalha seja apeada do poder.

De modo livre de manipulações grosseiras, para se compreender a nossa época devemos ter em conta duas questões essenciais na sociedade actual: primeira, a crescente desigualdade entre os rendimentos do trabalho face aos rendimentos do capital acumulado; e segunda, o crescente agravamento da falta de convergência entre países e regiões pobres e países ricos. (2)
É sobre isto que versam as decisões a tomar na sequência do triste espectáculo parisiense de hoje: ao aumento das restrições à livre circulação de pessoas no espaço Shengen (a circulação de capital permanecerá livre de fronteiras) e ao supervisionamento das referências às "actividades terroristas" na internet (3). Como no tempo do Salazar, vão tentar obrigar-nos a deixar de dizer mal do governo.

(1) "Kidon", palavra israelita que significa "assassinos acima da lei", agentes especiais da Mossad com a missão de exterminar os inimigos de Israel
(2) gravura em baixo à direita: Jihadistas da al-Qaeda, armados pelos franceses e aliados, desfilam alegremente em Raqqa, Síria)
(3) Israel criminalizou 8 Palestinianos por publicarem posts no Facebook

11 de Setembro em França? o chefe da maior multinacional terrorista não compareceu em Paris. Onde está o Charlie?  Quem ordenou o ataque à Hebdo?

2 comentários:

Bate n-avó disse...

Fazia o obséquio de corrigir s.f.f.:
"do triste espectáculo parisiense de"; ..."(3) Israel criminalizou 8 Palestinianos por publicarem posts no Facebook" ...têm o mesmo link!?! (http://paginaglobal.blogspot.pt/2015/01/terroristas-de-estado-marcham-em-paris.html?spref=fb).

"missão de exterminar os inimigos de Israel..." ...NÃO funciona!!!

Agradecido.

O Puma disse...

Tantos sãos os terrorismos e seus aliados