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domingo, junho 14, 2015

O FMI está sob suspeita de estar a dificultar o acordo com a Grécia. Cortes na Defesa (na NATO) para salvar pensões? “Nem pensar!”, teria sido o recado enviado pelo FMI.
A Comissão de Auditoria à Dívida em curso na Grécia divulgou agora que o FMI sabia antecipadamente que o Memorando da Troica ia aumentar a dívida. Segundo um documento do FMI, datado de março de 2010, onde se detalha a programação das medidas do Memorando. Esse documento nunca foi apresentado ao parlamento grego nem aos parlamentos dos 14 países europeus que emprestaram dinheiro à Grécia. Antes da meia hora que durou o encontro deste domingo, o governo grego já tinha feito saber que os pontos da discórdia no que toca as finanças públicas são o corte de 1800 milhões nas pensões e a subida de 1800 milhões com aumentos do IVA. Ou seja, 3.600 milhões de euros por ano. Mas um porta-voz da Comissão Europeia falou, manipulando os dados, numa diferença de 2 mil milhões anuais em cortes exigidos pelos credores, que não aceitam as alternativas propostas pela Grécia. Atenas repete que não assinará nenhum acordo que preveja mais cortes de salários e pensões ou do IVA da electricidade e produtos essenciais. “Não queremos mais medidas recessivas que comprometam o crescimento. Essa experiência já durou que chegue” (Infogrécia)

Obviamente, o FMI quer mais sacrifícios do povo para garantir juros usurários aos ricos. Em Portugal o FMI quer mais cortes na despesa pública, o que funciona como recado para a era pós eleições legislativas, tanto para o PSD/CDS como para o PS. Face a uma dívida impagável, em Portugal não existe negociação alguma sobre isto; na Grécia quem irá decidir o destino do Estado social na Europa é uma instituição que não representa nenhum país? - “Só faz sentido negociar se houver solução para a dívida (…) o apoio popular é a maior arma nas negociações” diz Alexis Tsipras.
E nós portugueses? Vamos continuar a eleger deputados de partidos vendidos ao FMI?

"Caiam na realidade", disse Tsipras para as instituições que defendem os credores (BBC) - o FMI e as outras Instituições que patrocinaram o saque na Grécia nestes últimos anos, não têm o direito de enterrar a Democracia europeia... e logo no sítio onde ela nasceu (Change4all) O que se segue para a Grécia? parte da alternativa poderá ser seguir este caminho: a Desdolarização é levada muito a sério pela Federação Russa (Rede Castor). Tsipras esta semana em Moscovo para firmar novos acordos na área da energia que abastece a Europa Central (RussiaToday). Grécia investirá 2 mil milhões de euros no novo oleaduto russo através da Turquia (RússiaToday)

"Wolfgand Münchau, editor do Financial Times, defende que a Grécia só tem em ganhar ao recusar um novo programa de austeridade proposto pelos credores. Se a Grécia entrar em default, Merkel e Hollande sózinhos podem perder cerca de 160 mil milhões de euros. Poderão vir a ser recordados como “os maiores perdedores financeiros da história”, avisa" (Esquerda.Net)

Linhas Vermelhas: Supremo Tribunal da Grécia declarou inconstitucionais cortes nas pensões desde 2012, valores que devem ser devolvidos (KeepTalkingGreece)

1 comentário:

Manuel Galvão disse...

FMI quer mais sacrifícios para garantir AOS RICOS juros usurários.