Como toda a gente viu, depois dos ataques supostamente "terroristas" ao almanaque satírico Charlie Hebdo, o que sobrou do corpo redatorial mudou-se de armas e bagagens para as instalações do jornal francês "Liberation", um jornal fundado por Jean-Paul Sartre e portanto conotado com a esquerda fóssil do Maio de 68. Nada mais erróneo, as participações accionistas do Liberation foram compradas a 100 por cento pela familia de banqueiros Rothschilds, a mesma que controla o sistema de Bancos Centrais em beneficio da globalização do Sionismo, politico e financeiro. (fonte)
É conhecida a técnica pela qual os meios judaicos criam falsos pretextos para atacar os Muçulmanos, para além da usurpação da Palestina, de um modo geral atacando toda uma comunidade de 1,3 mil milhões de pessoas a pretexto da famigerada doutrina do "choque de civilizações" inventada pelo judeu norte-americano Samuel Huntington em nome do expansionismo dos Estados Unidos, principal suporte do Estado de Israel, segundo vice-presidente Joe Biden, "o nosso historicamente mais antigo aliado" - veja-se só o estilo ignaro referente a um Estado inventado no ano de 1947.
Dentro desta linha politica, a revista económica holandesa "Quote", corroborada dias depois pelo jornal alemão Neopress, acaba de divulgar que os Rothschild tinham comprado em Dezembro passado a Charlie Hebdo, uma editora em ruínas, com prejuizos acumulados e à beira da insolvência. "A aquisição não foi pacífica; ocorreram desentendimentos dentro da família de banqueiros, conta o Barão Philippe de Rothschild na entrevista publicada pela "Quote". O tío Edouard não queria comprá-la porque isso lhes teria dado um poder político que não querem, diz o sobrinho à revista. “Não nos queremos misturar em política”, assegura Philippe, “ou pelo menos não de uma maneira tão aberta“.
Se isso estiver correto, como parece, a pergunta é inevitável: foi o atentado contra a revista outro negócio redondo por parte dos Rothschild? compraram-na a preço de saldo, porque antes de 7 de Janeiro a revista não gerava mais que prejuizos. Mas se só gerava perdas, que interesse tinham os banqueiros sionistas em comprar uma revista falida? É aqui que entra o aspecto político que o Barão Philippe quer manter em segundo plano: para continuar com as provocações da Charlie Hebdo contra os Muçulmanos, aliando o útil ao lucrativo, agora a revista passou de somente 60.000 leitores a ter uma audiência de sete milhões de leitores. Para além do dinheiro que lhes está a chover em cima, não só do Estado francês senão procedente dos investidores privados. Mas não se pense em termos conspiranóicos. Nada do que é agora exposto significa que os Rothschild organizaram os atentados, muito menos que mandaram matar pessoas pelo vil dinheiro. Nem pensar, isso é tarefa para outras gentes. Desde logo a grande união mediática angariada pelo "Je Suis Charlie" ocorrida a partir de París parece-se cada vez mais uma cópia quase exacta do 11 de Setembro em New York, onde se fizeram seguros multimilionários às Torres Gêmeas contra atentados terroristas precisamente dias antes de haver uma decisão para as derrubar. Num e noutro caso, puras coincidências".
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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segunda-feira, fevereiro 02, 2015
quarta-feira, junho 18, 2014
Sócrates, Seguro, Costa e Soares, todos por um na urgência de conservar a todo o custo o Socialismo dentro da gaveta
"O costume português é deixar-se tudo em palavras mas palavras que são bolas de sabão deitadas ao ar para distrair pequeninos de seis anos" (Florbela Espanca)
No passado dia 13 de Maio o canal de televisão holandês Netherland2 emitiu uma reportagem de 29 minutos intitulada «Dinheiro Secreto Americano para os Socialistas em Portugal» onde se revelam documentos inéditos sobre o financiamento ao PS para actividades contra-revolucionárias na contenção das lutas populares no pós-25 de Abril. Partido dito Socialista cuja natureza de subjugação ao imperialismo ficou aliás bem expressa ao ser fundado na Alemanha, sob protecção da Fundação Friedrich Ebert, uma instituição próxima dos EUA que perpetuou a gestão dos fundos financeiros do Plano Marshall para além do seu anunciado termo oficial. Como é sabido, na época que precedeu o 25 de Novembro o diálogo de Soares foi com o colaborador da CIA Frank Carlucci. São da CIA os documentos agora tornados públicos.
Mário Soares tem um mestrado irrevogável nessa arte. Na eleição que reinvestiu Cavaco em 2011 Soares apresentou-se do alto da sua provecta idade contra a outra metade do P"S" liderada por Manuel Alegre. E para que não houvesse dúvidas na designação de Cavaco para continuar a fazer o que anda a fazer, ainda arranjaram o "apolítico" Fernando Nobre para "partir" o que restasse da massa não votante em Cavaco, por forma a garantir que o programa neoliberal de dependência aos investidores financeiros estrangeiros é para cumprir. Cavaco foi reinvestido "à rasquinha" com 50,5% dos votos expressos. Curioso é Soares vir imediatamente a seguir para os jornais regozijar-se de quão bem lhe correu a operação...
Na actual peça de teatro em representação no "universo socialista", cujo guião é converter o P"S" numa mera componente do Bloco Central relativizando a ousadia de uma qualquer acção autónoma transviada de alguma facção que se revele, Mario Soares continua activo, tomando partido pela almejada liderança que já vem de longe pela qual os banqueiros há muito almejam: “O maior erro de Seguro foi não ouvir os socialistas que não o bajulassem". Como se na disputa Costa versus Seguro existisse alguma diferença de programas políticos entre os dois
"Nas últimas europeias o P"S" reduziu a sua base eleitoral obtendo apenas 1.033.000 votos dos 9.650.000 eleitores inscritos - ou seja 10,7% - como consequência das suas politicas anti-laborais e anti-sociais em governos anteriores, do seu posicionamento em relação ao "memorando" da Tróika imperialista que discutiu e assinou, o apoio dado ao primeiro programa do governo PS"D"/C"D"S e aos acordos estabelecidos em sede de "concertação social" por via da UGT e sua aprovação parlamentar, bem como ainda o seu compromisso com o famigerado Tratado Orçamental Europeu que obriga a reduzir o défice público para 0,5%, que a ser imposto como deseja a burguesia, implica mais austeridade, desemprego, pobreza e fome" (contas feitas in "A Chispa")
Ao que se faz constar, 60% de inquiridos não se sabe bem onde, preferem Costa na liderança (ou seja, o regresso de muito do que foi Sócrates). Mesmo que o método de escolha venha a ser à norte-americana - todos os simpatizantes, desde que assinem um compromisso de honra onde se declaram socialistas (lol), votam nas duas únicas opções disponíveis e não chateiam - o universo dos votantes seria na melhor das hipóteses de 60% de um milhão de almas. Nas hostes da tropa fandanga do PSD/CDS os índices de "participação" são ainda menores. Concluindo, considerando a habitual abstenção de malta que se está a marimbar para quem seja o líder do PS, contando as cabeças dos que comparecem embrutecidos 24 sobre 24 horas por propaganda alienante, apenas cerca de 300 mil pessoas (*) determinam "a opção de governo" para 10 milhões de pessoas. É esta "a democracia representativa" que nos impingem. Ou não tivesse Mário Soares afirmado em 2008 que "seria uma tragédia se Obama não ganhasse as eleições". Pois seria, não foi?
* errata:
o número previsível de votantes xuxas não deve ultrapassar os 100 mil
No passado dia 13 de Maio o canal de televisão holandês Netherland2 emitiu uma reportagem de 29 minutos intitulada «Dinheiro Secreto Americano para os Socialistas em Portugal» onde se revelam documentos inéditos sobre o financiamento ao PS para actividades contra-revolucionárias na contenção das lutas populares no pós-25 de Abril. Partido dito Socialista cuja natureza de subjugação ao imperialismo ficou aliás bem expressa ao ser fundado na Alemanha, sob protecção da Fundação Friedrich Ebert, uma instituição próxima dos EUA que perpetuou a gestão dos fundos financeiros do Plano Marshall para além do seu anunciado termo oficial. Como é sabido, na época que precedeu o 25 de Novembro o diálogo de Soares foi com o colaborador da CIA Frank Carlucci. São da CIA os documentos agora tornados públicos.
o socialismo anti-republicano speedy-Gonzalez
revela-se no longo prazo
Ao fim de todos estes anos de alternância governativa já não devia ser dificil compreender a Arte de fragmentar o eleitorado na democracia burguesa para obter resultados como pretexto para fins inconfessáveis. Se no universo da Direita (neo-conservadora) dos negócios liberais, a colaboração em esquemas antidemocráticos não será de estranhar, já para os adeptos da autodenominada Esquerda liberal dos negócios neoconservadores esse esquema não tem nada de estranho, estão habituados.Mário Soares tem um mestrado irrevogável nessa arte. Na eleição que reinvestiu Cavaco em 2011 Soares apresentou-se do alto da sua provecta idade contra a outra metade do P"S" liderada por Manuel Alegre. E para que não houvesse dúvidas na designação de Cavaco para continuar a fazer o que anda a fazer, ainda arranjaram o "apolítico" Fernando Nobre para "partir" o que restasse da massa não votante em Cavaco, por forma a garantir que o programa neoliberal de dependência aos investidores financeiros estrangeiros é para cumprir. Cavaco foi reinvestido "à rasquinha" com 50,5% dos votos expressos. Curioso é Soares vir imediatamente a seguir para os jornais regozijar-se de quão bem lhe correu a operação...
Na actual peça de teatro em representação no "universo socialista", cujo guião é converter o P"S" numa mera componente do Bloco Central relativizando a ousadia de uma qualquer acção autónoma transviada de alguma facção que se revele, Mario Soares continua activo, tomando partido pela almejada liderança que já vem de longe pela qual os banqueiros há muito almejam: “O maior erro de Seguro foi não ouvir os socialistas que não o bajulassem". Como se na disputa Costa versus Seguro existisse alguma diferença de programas políticos entre os dois
"Nas últimas europeias o P"S" reduziu a sua base eleitoral obtendo apenas 1.033.000 votos dos 9.650.000 eleitores inscritos - ou seja 10,7% - como consequência das suas politicas anti-laborais e anti-sociais em governos anteriores, do seu posicionamento em relação ao "memorando" da Tróika imperialista que discutiu e assinou, o apoio dado ao primeiro programa do governo PS"D"/C"D"S e aos acordos estabelecidos em sede de "concertação social" por via da UGT e sua aprovação parlamentar, bem como ainda o seu compromisso com o famigerado Tratado Orçamental Europeu que obriga a reduzir o défice público para 0,5%, que a ser imposto como deseja a burguesia, implica mais austeridade, desemprego, pobreza e fome" (contas feitas in "A Chispa")
Ao que se faz constar, 60% de inquiridos não se sabe bem onde, preferem Costa na liderança (ou seja, o regresso de muito do que foi Sócrates). Mesmo que o método de escolha venha a ser à norte-americana - todos os simpatizantes, desde que assinem um compromisso de honra onde se declaram socialistas (lol), votam nas duas únicas opções disponíveis e não chateiam - o universo dos votantes seria na melhor das hipóteses de 60% de um milhão de almas. Nas hostes da tropa fandanga do PSD/CDS os índices de "participação" são ainda menores. Concluindo, considerando a habitual abstenção de malta que se está a marimbar para quem seja o líder do PS, contando as cabeças dos que comparecem embrutecidos 24 sobre 24 horas por propaganda alienante, apenas cerca de 300 mil pessoas (*) determinam "a opção de governo" para 10 milhões de pessoas. É esta "a democracia representativa" que nos impingem. Ou não tivesse Mário Soares afirmado em 2008 que "seria uma tragédia se Obama não ganhasse as eleições". Pois seria, não foi?
* errata:
o número previsível de votantes xuxas não deve ultrapassar os 100 mil
domingo, junho 15, 2014
10 questões colocadas ao ex-agente da CIA Jack Devine
O ex-vice-diretor da CIA Jack Devine, em entrevista à TimeMagazine fala com a maior desfaçatez e cinismo da sua carreira de funcionário incumbido das maiores pulhices ao serviço da organização durante 32 anos. (10 Questions with Jack Devine)
01. Time - Você escreveu um livro, onde divulga boas caçadas. Não é suposto o trabalho de espiões ser secreto?
Devine - Quase todas as acções encobertas, acabam eventualmente por se tornar públicas. Muito pouco das acções em que eu estive envolvido são ainda classificadas. Contudo, acredito que as acções encobertas são um instrumento muito importante para a arte de governar. Para além disso, o meu livro foi supervisionado. [pela CIA]
02. Time – o seu principal trabalho em campo era o de recrutamento, que é uma boa maneira de dizer que você comprava pessoas para trair os seus países oferecendo-lhes dinheiro. Como é que você fazia isso?
Devine - Como é que você vende alguma coisa na sua vida? Você tem que oferecer um produto, tem que desenvolver um relacionamento, e nessa relação você tem que ser capaz de identificar os pontos fortes e fracos das pessoas potencialmente compradoras. Então temos de ser capazes de lhe colocar uma questão que as emocione decisivamente: “Vc está disposto a ajudar-me?” – há um sentido de oportunidade e timing nisto. Falando francamente, este método é uma forma de arte.
03. Time – Vc escreveu que na realidade o seu objectivo nos anos 80 era ajudar os mujahedin a expulsar os Russos do Afeganistão. Como essa acção levou à ascenção dos Talibans, pode considerar isso positivo?
Devine – É quase impossível, pelo menos pela minha experiência, 20 anos depois, abarcar por completo as consequências não previsíveis. Apoiei a ideia de tentar manter a nossa (dos Estados Unidos) presença no Afeganistão depois da saída dos Russos. Mas agora penso que se tivéssemos investido 100 milhões de dólares em infraestruturas, isso não teria sido determinante. Não se pode alimentar a democracia à força.
04. Time – Vc também ajudou a desestabilizar o regime de Allende no Chile através de financiamentos e propaganda. Sente-se culpado pelo que aconteceu depois?
Devine – Talvez isso pudesse dizer alguma coisa sobre mim, mas penso que não. A incumbência da CIA (nesse momento) era apoiar a oposição, não era fomentar um golpe. Allende foi derrubado em Setembro de 1973. Por volta de Junho desse ano, a posição da CIA era a de que os militares podiam apoiar o Governo. Quando o (general Augusto) Pinochet chegou ao poder, não fazíamos a menor ideia do que estava para acontecer.
05. Time – Que fez então quando começou a duvidar do objectivo do vosso trabalho?
Devine – O que poderia ter dito é: “olhe, vc sabe que eu gostaria de ter um emprego no Japão”. Mas isso nem sempre funciona. Então temos de estar preparados para dizer: “não fui eu quem fez isto, mas podem transferir-me ou demitir-me”. Eu penso que esta é a chave para a prestação de qualquer bom serviço público.
06. Time – Então, considerando em consciência o procedimento de Edward Snowden, vc pensa que ele deveria ser perdoado.
Devine – Nem pelos sonhos mais inimagináveis. Não intitulei o meu livro de “Boa Caçada” (Good Hunting) ingenuamente, por nada. No meu tempo ele estaria bem destacado na minha lista de potenciais desertores. Ele sabia o que era o sistema, portanto sabia que havia maneiras de trazer um problema ao de cima. Cada desertor tem a sua grande estória, mas no final, quase todas têm habitualmente muitas partes subterrâneas.
07. Time – Esta acção feriu os Estados Unidos de um modo que ainda não está completamente aparente?
Devine – De certeza. E espero que nunca venha a tornar-se aparente. Aquilo a que ele teve acesso não é só apenas aos papéis, mas ao mecanismo que os processa e armazena. Algumas dessas capacidades apareceram na imprensa, e essas devem ser encerradas.
08. Time – Qual é a idade perfeita para dizer a uma criança que alguém é um espião?
Devine – Eu tenho seis filhos. Então tive a chance de praticar. Aos jovens adolescentes de 13, 14 anos é quase perfeito. Nessa idade eles não olham para o mundo de maneira muito complicada. Mais velhos não. Contei à minha filha do meio aos 16 anos, e a sua reacção foi: “o meu pai é um assassino”.
09. Time – E é isso que vc sente que é?
Devine – Decididamente não.
10. Time – Qual é a coisa mais próximo que teve parecida com um sapato-telefone?
Devine – Lembro-me de um director (da CIA) que viu qualquer coisa dessas na série de tv “Get Smart”, virou-se para os pobres técnicos e perguntou-lhes: “porque é que nós não temos uma coisa dessas?”. Na minha primeira comissão no Chile, já livre da pressão dos treinos, deram-me para a mão um contrato a ser pago em dinheiro escrito com tinta invisível. Duas semanas depois o papel ficou branco. No essencial não adianta o uso dos meios de tecnologia sofisticada só por si. Tive de voltar a obter esse contrato escrito e assinado de novo. Os meios usados dão uma noção do porquê não somos uns párias. Temos que ser devidamente recompensados por aquilo que produzimos.
Para aprofundar o tema:
* Devine, fundador do Arkin Group, o organismo que coordena as intervenções dos Estados Unidos no exterior
http://thearkingroup.com/leadership/partners/jack-devine/
* Operações encobertas dos Estados Unidos no Chile: O plano para barrrar Allende começou logo em Setembro de 1970 (aqui)
* The CIA, Drugs, and the Media
* o Historial da CIA
http://www.namebase.org/campus.html
01. Time - Você escreveu um livro, onde divulga boas caçadas. Não é suposto o trabalho de espiões ser secreto?
Devine - Quase todas as acções encobertas, acabam eventualmente por se tornar públicas. Muito pouco das acções em que eu estive envolvido são ainda classificadas. Contudo, acredito que as acções encobertas são um instrumento muito importante para a arte de governar. Para além disso, o meu livro foi supervisionado. [pela CIA]
02. Time – o seu principal trabalho em campo era o de recrutamento, que é uma boa maneira de dizer que você comprava pessoas para trair os seus países oferecendo-lhes dinheiro. Como é que você fazia isso?
Devine - Como é que você vende alguma coisa na sua vida? Você tem que oferecer um produto, tem que desenvolver um relacionamento, e nessa relação você tem que ser capaz de identificar os pontos fortes e fracos das pessoas potencialmente compradoras. Então temos de ser capazes de lhe colocar uma questão que as emocione decisivamente: “Vc está disposto a ajudar-me?” – há um sentido de oportunidade e timing nisto. Falando francamente, este método é uma forma de arte.
03. Time – Vc escreveu que na realidade o seu objectivo nos anos 80 era ajudar os mujahedin a expulsar os Russos do Afeganistão. Como essa acção levou à ascenção dos Talibans, pode considerar isso positivo?
Devine – É quase impossível, pelo menos pela minha experiência, 20 anos depois, abarcar por completo as consequências não previsíveis. Apoiei a ideia de tentar manter a nossa (dos Estados Unidos) presença no Afeganistão depois da saída dos Russos. Mas agora penso que se tivéssemos investido 100 milhões de dólares em infraestruturas, isso não teria sido determinante. Não se pode alimentar a democracia à força.
04. Time – Vc também ajudou a desestabilizar o regime de Allende no Chile através de financiamentos e propaganda. Sente-se culpado pelo que aconteceu depois?
Devine – Talvez isso pudesse dizer alguma coisa sobre mim, mas penso que não. A incumbência da CIA (nesse momento) era apoiar a oposição, não era fomentar um golpe. Allende foi derrubado em Setembro de 1973. Por volta de Junho desse ano, a posição da CIA era a de que os militares podiam apoiar o Governo. Quando o (general Augusto) Pinochet chegou ao poder, não fazíamos a menor ideia do que estava para acontecer.
05. Time – Que fez então quando começou a duvidar do objectivo do vosso trabalho?
Devine – O que poderia ter dito é: “olhe, vc sabe que eu gostaria de ter um emprego no Japão”. Mas isso nem sempre funciona. Então temos de estar preparados para dizer: “não fui eu quem fez isto, mas podem transferir-me ou demitir-me”. Eu penso que esta é a chave para a prestação de qualquer bom serviço público.
06. Time – Então, considerando em consciência o procedimento de Edward Snowden, vc pensa que ele deveria ser perdoado.
Devine – Nem pelos sonhos mais inimagináveis. Não intitulei o meu livro de “Boa Caçada” (Good Hunting) ingenuamente, por nada. No meu tempo ele estaria bem destacado na minha lista de potenciais desertores. Ele sabia o que era o sistema, portanto sabia que havia maneiras de trazer um problema ao de cima. Cada desertor tem a sua grande estória, mas no final, quase todas têm habitualmente muitas partes subterrâneas.
07. Time – Esta acção feriu os Estados Unidos de um modo que ainda não está completamente aparente?
Devine – De certeza. E espero que nunca venha a tornar-se aparente. Aquilo a que ele teve acesso não é só apenas aos papéis, mas ao mecanismo que os processa e armazena. Algumas dessas capacidades apareceram na imprensa, e essas devem ser encerradas.
08. Time – Qual é a idade perfeita para dizer a uma criança que alguém é um espião?
Devine – Eu tenho seis filhos. Então tive a chance de praticar. Aos jovens adolescentes de 13, 14 anos é quase perfeito. Nessa idade eles não olham para o mundo de maneira muito complicada. Mais velhos não. Contei à minha filha do meio aos 16 anos, e a sua reacção foi: “o meu pai é um assassino”.
09. Time – E é isso que vc sente que é?
Devine – Decididamente não.
10. Time – Qual é a coisa mais próximo que teve parecida com um sapato-telefone?
Devine – Lembro-me de um director (da CIA) que viu qualquer coisa dessas na série de tv “Get Smart”, virou-se para os pobres técnicos e perguntou-lhes: “porque é que nós não temos uma coisa dessas?”. Na minha primeira comissão no Chile, já livre da pressão dos treinos, deram-me para a mão um contrato a ser pago em dinheiro escrito com tinta invisível. Duas semanas depois o papel ficou branco. No essencial não adianta o uso dos meios de tecnologia sofisticada só por si. Tive de voltar a obter esse contrato escrito e assinado de novo. Os meios usados dão uma noção do porquê não somos uns párias. Temos que ser devidamente recompensados por aquilo que produzimos.
Para aprofundar o tema:
* Devine, fundador do Arkin Group, o organismo que coordena as intervenções dos Estados Unidos no exterior
http://thearkingroup.com/leadership/partners/jack-devine/
* Operações encobertas dos Estados Unidos no Chile: O plano para barrrar Allende começou logo em Setembro de 1970 (aqui)
* The CIA, Drugs, and the Media
* o Historial da CIA
http://www.namebase.org/campus.html
segunda-feira, março 31, 2014
Onde poderia o avião da Malaysia Airlines ter ido parar? (II)
Diego Garcia é uma Base Militar localizada numa ilha coralifera a sul do equador no Oceano Índico. É território herdado do Império Britânico, mas actualmente está sob jurisdição dos Estados Unidos em regime de arrendamento. É uma das instalações militares estrategicamente mais importantes e secretas dos norte-americanos fora dos Estados Unidos. Acessível somente por transporte militar, a base era um interface pouco conhecido de lançamento de operações, até à chegada dos Esquadrões AeroTransportados que participam nas guerras contra o Iraque e Afeganistão e agora o Paquistão - e suspeita-se poder abrigar em regime ultra-secreto prisões da CIA, onde os suspeitos de terrorismo são interrogados e torturados. Será possível que o vôo MH 370 da Malaysia Airlines possa não ter sido detectado pelas tecnologias mais sofisticadas dos Estado Unidos quando se confirma que, depois do desvio da rota voou tão perto de Diego Garcia?
No dia 8 de Março, um carregamento "altamente suspeito" oriundo dos Estados Unidos terá sido transferido para o avião da Malaysia Airlines, onde embarcaram igualmente quatro sócios chineses duma empresa de semi-condutores, provavelmente relacionados com a referida carga. Uma hora depois de descolar o Ministério de Segurança Chinês teria sido informado da suspeita relativa à carga transportada pelo avião. O desaparecimento da aeronave converte o famoso multimilionário Jacob Rothschild no único proprietário dessa importante patente, a qual é registada a nível global quatro dias depois em New York.
Um novo relatório que circula pela internet supostamente divulgado pelo Departamento Central de Inteligência das Forças Armadas da Federação Russa (GRU) a 30 de Março não deixa dúvidas quanto às razões pelas quais o presidente Barack Obama alertou esta semana que o seu maior medo não era a Rússia, mas a explosão de uma bomba nuclear no coração de um qualquer alvo estratégico norte-americano, por exemplo, o Centro de Operações de Bombardeamento da USAF na base de Diego Garcia. O piloto Zaharie Ahamd Shah, teria sido o "elemento da CIA" na operação (cabendo-lhe desempenhar o mesmo papel de idiota útil de Lee Oswald no assassinato de Kennedy). O avião levaria a tal "bomba suja conhecida que jamais foi construída" nas palavras de Obama. O que inicialmente teria levantado as suspeitas do GRU foi a morte em circunstâncias igualmente suspeitas dos dois Navy Seals relacionados com a carga do avião, Mark Daniel Kennedy e Jeffrey Keith Reynolds, ambos contratados da empresa de segurança privada "Trident Group" com séde em Virginia Beach, no Estado da Virginia, o mesmo onde se situa o quartel de treino militar de operações especiais de combate naval e demolições (SEAL). O sistema de controlo remoto usado no desvio do avião, que ocorre no mesmo período em que as telecomunicações electrónicas das vizinhas ilhas Spratly operadas pela "China Mobile" são neutralizadas, é o mesmo sistema utilizado com o desvio dos aparelhos no 11 de Setembro de 2001 nos ataques false-flag em New York. É importante assinalar que o fabricante dos sistema FTS, o israelo-americano Dov Zakheim, pertenceu ao grupo neocon dos "falcões de guerra" de Bush, que muitos acreditam tenha sido um dos mentores dos ataques do 11 de Setembro, cumprindo um programa teórico-operacional intitulado "Reconstruindo as Defesas da América", que fazia notar a necessidade de um "Novo Pearl Harbor", para poderem avançar com os objectivos no terreno.
Seja qual for das duas a motivação para mais este misterioso episódio, 1. os chips do banqueiro Rothschild roubados à China, ou 2. a operação false-flag dos EUA, (a possibilidade de um ataque real a Diego Garcia é remota; quem teria meios logísticos para o levar a cabo?) o modus-operandi provavelmente terá sido este: o aparelho é interceptado quando navegava em piloto automático. Assumido o controlo remoto a partir de terra, este é levado a subir até uma altitude próxima da estratosfera. Passageiros e tripulação ficam inanimados, acabando por morrer por asfixia. O avião é levado a aterrar em Diego Garcia já sem sinais de vida a bordo. Depois da "carga suspeita" ser retirada e tratada, a aeronave é levada novamente a levantar vôo, sendo programada para se despenhar no oceano num local onde os destroços serão algum dia encontrados.
No dia 8 de Março, um carregamento "altamente suspeito" oriundo dos Estados Unidos terá sido transferido para o avião da Malaysia Airlines, onde embarcaram igualmente quatro sócios chineses duma empresa de semi-condutores, provavelmente relacionados com a referida carga. Uma hora depois de descolar o Ministério de Segurança Chinês teria sido informado da suspeita relativa à carga transportada pelo avião. O desaparecimento da aeronave converte o famoso multimilionário Jacob Rothschild no único proprietário dessa importante patente, a qual é registada a nível global quatro dias depois em New York.
Um novo relatório que circula pela internet supostamente divulgado pelo Departamento Central de Inteligência das Forças Armadas da Federação Russa (GRU) a 30 de Março não deixa dúvidas quanto às razões pelas quais o presidente Barack Obama alertou esta semana que o seu maior medo não era a Rússia, mas a explosão de uma bomba nuclear no coração de um qualquer alvo estratégico norte-americano, por exemplo, o Centro de Operações de Bombardeamento da USAF na base de Diego Garcia. O piloto Zaharie Ahamd Shah, teria sido o "elemento da CIA" na operação (cabendo-lhe desempenhar o mesmo papel de idiota útil de Lee Oswald no assassinato de Kennedy). O avião levaria a tal "bomba suja conhecida que jamais foi construída" nas palavras de Obama. O que inicialmente teria levantado as suspeitas do GRU foi a morte em circunstâncias igualmente suspeitas dos dois Navy Seals relacionados com a carga do avião, Mark Daniel Kennedy e Jeffrey Keith Reynolds, ambos contratados da empresa de segurança privada "Trident Group" com séde em Virginia Beach, no Estado da Virginia, o mesmo onde se situa o quartel de treino militar de operações especiais de combate naval e demolições (SEAL). O sistema de controlo remoto usado no desvio do avião, que ocorre no mesmo período em que as telecomunicações electrónicas das vizinhas ilhas Spratly operadas pela "China Mobile" são neutralizadas, é o mesmo sistema utilizado com o desvio dos aparelhos no 11 de Setembro de 2001 nos ataques false-flag em New York. É importante assinalar que o fabricante dos sistema FTS, o israelo-americano Dov Zakheim, pertenceu ao grupo neocon dos "falcões de guerra" de Bush, que muitos acreditam tenha sido um dos mentores dos ataques do 11 de Setembro, cumprindo um programa teórico-operacional intitulado "Reconstruindo as Defesas da América", que fazia notar a necessidade de um "Novo Pearl Harbor", para poderem avançar com os objectivos no terreno.
Seja qual for das duas a motivação para mais este misterioso episódio, 1. os chips do banqueiro Rothschild roubados à China, ou 2. a operação false-flag dos EUA, (a possibilidade de um ataque real a Diego Garcia é remota; quem teria meios logísticos para o levar a cabo?) o modus-operandi provavelmente terá sido este: o aparelho é interceptado quando navegava em piloto automático. Assumido o controlo remoto a partir de terra, este é levado a subir até uma altitude próxima da estratosfera. Passageiros e tripulação ficam inanimados, acabando por morrer por asfixia. O avião é levado a aterrar em Diego Garcia já sem sinais de vida a bordo. Depois da "carga suspeita" ser retirada e tratada, a aeronave é levada novamente a levantar vôo, sendo programada para se despenhar no oceano num local onde os destroços serão algum dia encontrados.
domingo, novembro 24, 2013
entre a conspiração que assassinou Kennedy e a ênfase numa espécie de imperialismo côr-de-rosa
os Media-tablóides que cobrem a vida dos famosos, como o Público, Correio da Manhã e afins, todos os anos adoptam o assassinato do presidente Kennedy para a ajudar a facturar mais uns parcos trocos. Mas cada vez escasseiam mais os compradores de mentiras. Desde novelas vendidas juntamente com os jornais, passando por séries intensivas de televisão, a aspiradores intelectuais do regime, é um fartar (do inglês "fart", peido) sem que, entre outros, o mal-cheiroso Vasco se enxergue, quando previamente concertado com a restante escroquerie manipuladora empesta o ambiente ao aliviar-se...
... com sentenças como a de que "Kennedy, para mal dele e do mundo, foi um presidente mediocre e pior ainda, liquidou o presidente do Vietname do Sul e inaugurou a presença militar (norte) americana numa região em que não havia nada a ganhar" (em 1963). Refere-se o opinador, evidentemente, à intervenção militar dos EUA nos assuntos internos dos paises no sueste asiático a fim de combater o comunismo, iniciada sim por Truman (1949) com a guerra da Coreia (1952) e à escalada militar iniciada por Lyndon B. Jonhson (em 1967 com meio milhão de soldados) que com a Doutrina Nixon (1969) alcançou 1 milhão de soldados no terreno. O próprio Nixon afirmou, avisando a população de que já havia 50.000 soldados americanos mortos, que essa guerra havia começado à 4 anos (the war had been going on for 4 years). Portanto em 1965, já Kennedy tinha sido assassinado havia dois anos, precisamente por ser um obstáculo às ambições do Complexo-Militar-Industrial de incentivar a guerra, ambição que Lyndon Jonhson satisfez, ou não fosse ele um dos mandantes do crime. Mas bastava ao "historiador" ter ido a uma matinée ver "The Ugly American", que entre nós estreou com o nome de "O Embaixador" (1963), baseado numa novela politica ficcionada sobre o envio de conselheiros ideológicos e militares para o Sueste asiático a coberto dos serviços diplomáticos, prática oculta que decorre, senão antes, desde 1958. Vasco Pulido Valente é um aldrabão, ponto final. Em assuntos sensiveis de "keynesianismo militar" decidem o Pentágono e a CIA, os Presidentes são um verbo de encher. E como para filho-da-puta, filho-da-puta-e-meio, Lyndon Jonhson para se limpar no término do seu mandato, haveria de acusar Nixon de traição "por ter sabotado as negociações de paz com os vietnamitas" para que a guerra continuasse.
"O maior inimigo da verdade não é tanto a mentira deliberada e desonesta, mas sim o mito persistente, persuasivo e irrealista" (JF.Kennedy)
"Existe uma conspiração neste país para escravizar todos os homens, mulheres e crianças. Antes de eu abandonar este nobre e elevado cargo, tenciono denunciar essa conspiração" (John Fitzgerald Kennedy, sete dias antes de ser assassinado).
Existem centenas de milhar, senão milhões, de páginas escritas e guiões de verborreia sobre as mais diversas teorias de conspiração sobre o assunto, incluindo as teses que defendem que não existiu conspiração no abate do 35º presidente dos Estados Unidos. Todas com interminável pormenorização e picuinhices sobre quem disparou o gatilho, nas oficiais com pouca ou nenhuma investigação sobre os objectivos do crime, a começar pela cortina de fumo lançada pela Comissão do juiz Earl Warren, nomeada e sabotada por Jonhson - que não descobriu ali um complot ao mais alto nivel do Estado e que os Media ainda hoje tentam encobrir. Factos apurados, na véspera do crime reuniram-se em Dallas: Howard Hunt, J.Edgar Hoover, Richard Nixon e Lyndon B. Johnson na mansão do magnata texano do petróleo Clint Murchison. Passando pela politica de negacionismo, são basicamente 3 as razões para o crime:
Kennedy tinha inscrito na sua agenda acabar com as sociedades secretas, em primeiro lugar o Conselho Sionista Americano registando o lobie dos judeus norte-americanos como "agentes estrangeiros"; na sequência da crise dos misseis, cuja retirada de Cuba teve como contrapartida da URSS a instalação de uma Base da Nato na Turquia, negando-se assim os EUA a fornecer armas nucleares a Israel; pela "Ordem Executiva 1110" Kennedy pretendeu substituir a emissão de crédito em notas bancárias pelo consórcio de Bancos Privados agrupados na Reserva Federal, passando a criação de dinheiro a ser monopólio do Estado ao serviço dos cidadãos e não do lucro de uma pequena minoria da elite dominante.
Desde 2006, o dólar dos EUA desvalorizou-se, conforme a perspectiva, entre um quarto a um terço em relação ao yuan chinês; e a China anuncia que vai pôr termo à poupança para investimento em dólares
... com sentenças como a de que "Kennedy, para mal dele e do mundo, foi um presidente mediocre e pior ainda, liquidou o presidente do Vietname do Sul e inaugurou a presença militar (norte) americana numa região em que não havia nada a ganhar" (em 1963). Refere-se o opinador, evidentemente, à intervenção militar dos EUA nos assuntos internos dos paises no sueste asiático a fim de combater o comunismo, iniciada sim por Truman (1949) com a guerra da Coreia (1952) e à escalada militar iniciada por Lyndon B. Jonhson (em 1967 com meio milhão de soldados) que com a Doutrina Nixon (1969) alcançou 1 milhão de soldados no terreno. O próprio Nixon afirmou, avisando a população de que já havia 50.000 soldados americanos mortos, que essa guerra havia começado à 4 anos (the war had been going on for 4 years). Portanto em 1965, já Kennedy tinha sido assassinado havia dois anos, precisamente por ser um obstáculo às ambições do Complexo-Militar-Industrial de incentivar a guerra, ambição que Lyndon Jonhson satisfez, ou não fosse ele um dos mandantes do crime. Mas bastava ao "historiador" ter ido a uma matinée ver "The Ugly American", que entre nós estreou com o nome de "O Embaixador" (1963), baseado numa novela politica ficcionada sobre o envio de conselheiros ideológicos e militares para o Sueste asiático a coberto dos serviços diplomáticos, prática oculta que decorre, senão antes, desde 1958. Vasco Pulido Valente é um aldrabão, ponto final. Em assuntos sensiveis de "keynesianismo militar" decidem o Pentágono e a CIA, os Presidentes são um verbo de encher. E como para filho-da-puta, filho-da-puta-e-meio, Lyndon Jonhson para se limpar no término do seu mandato, haveria de acusar Nixon de traição "por ter sabotado as negociações de paz com os vietnamitas" para que a guerra continuasse.
"O maior inimigo da verdade não é tanto a mentira deliberada e desonesta, mas sim o mito persistente, persuasivo e irrealista" (JF.Kennedy)
"Existe uma conspiração neste país para escravizar todos os homens, mulheres e crianças. Antes de eu abandonar este nobre e elevado cargo, tenciono denunciar essa conspiração" (John Fitzgerald Kennedy, sete dias antes de ser assassinado).
Existem centenas de milhar, senão milhões, de páginas escritas e guiões de verborreia sobre as mais diversas teorias de conspiração sobre o assunto, incluindo as teses que defendem que não existiu conspiração no abate do 35º presidente dos Estados Unidos. Todas com interminável pormenorização e picuinhices sobre quem disparou o gatilho, nas oficiais com pouca ou nenhuma investigação sobre os objectivos do crime, a começar pela cortina de fumo lançada pela Comissão do juiz Earl Warren, nomeada e sabotada por Jonhson - que não descobriu ali um complot ao mais alto nivel do Estado e que os Media ainda hoje tentam encobrir. Factos apurados, na véspera do crime reuniram-se em Dallas: Howard Hunt, J.Edgar Hoover, Richard Nixon e Lyndon B. Johnson na mansão do magnata texano do petróleo Clint Murchison. Passando pela politica de negacionismo, são basicamente 3 as razões para o crime:
Kennedy tinha inscrito na sua agenda acabar com as sociedades secretas, em primeiro lugar o Conselho Sionista Americano registando o lobie dos judeus norte-americanos como "agentes estrangeiros"; na sequência da crise dos misseis, cuja retirada de Cuba teve como contrapartida da URSS a instalação de uma Base da Nato na Turquia, negando-se assim os EUA a fornecer armas nucleares a Israel; pela "Ordem Executiva 1110" Kennedy pretendeu substituir a emissão de crédito em notas bancárias pelo consórcio de Bancos Privados agrupados na Reserva Federal, passando a criação de dinheiro a ser monopólio do Estado ao serviço dos cidadãos e não do lucro de uma pequena minoria da elite dominante.
Pressinta-se a diferença - as novas notas chegaram a ser impressas
e as notas falsas, porque a sua emissão radica em valores ficticios, floresceram, alastraram ao controlo sobre o mundo inteiro e são hoje, passados 50 anos, a base que sustenta a maior fraude que alguma vez a Humanidade enfrentouDesde 2006, o dólar dos EUA desvalorizou-se, conforme a perspectiva, entre um quarto a um terço em relação ao yuan chinês; e a China anuncia que vai pôr termo à poupança para investimento em dólares
quinta-feira, novembro 21, 2013
a jornalista Ana Leal e o caso da censura pela TVI da denúncia de corrupção no Processo Siresp
"Os capitalistas chamam liberdade de imprensa a compra dela pelos ricos,
servindo-se da riqueza para fabricar e falsificar a opinião pública" (Lenine)
Ana Leal, jornalista da TVI recebeu esta manhã uma nota de culpa no âmbito de um processo de inquérito e está impedida de entrar nas instalações da estação televisiva até conclusão do processo disciplinar (fonte)
Como sempre acontece a quem se nega a dobrar a cerviz aos poderes (mal) instituidos, o acusador virou acusado. Recorde-se que, no passado mês de Fevereiro, Ana Leal tinha apresentado uma queixa escrita ao Conselho de Redacção (CR) da estação de Queluz acusando a subdirectora de Informação, Judite Sousa, de ter censurado uma peça sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal, conhecido pela sigla SIRESP.
O escândalo do Siresp envolve o gang do Presidente, altas esferas do sistema de Segurança Interna, espionagem e escutas ilegais, tudo a funcionar em regime de Parceria Público-Privada sob o alto patrocinio de personalidades do "arco da governação" (corrupta). O sistema de informações e vigilância electrónica que interliga todas as polícias foi adjudicado pelo valor de 538,2 milhões de euros! num concurso em que o único concorrente foi a Sociedade Lusa de Negócios, a holding do BPN. O que diz muito sobre a "transparência da negociata". A denúncia do caso foi investigada pelo DCIAP, mas como é habitual não houve resultados e o processo foi arquivado em 2008.
A reportagem censurada sobre SIRESP feita por Ana Leal para ser transmitida em prime time na TVI-Marcelo acabou por ir para o ar à 1 da madrugada e apenas no canal do cabo - é pouco ou nada conhecido quais seriam os tópicos da reportagem mas, para além do escândalo de corrupção, o sistema permite às Policias rastrear a uma velocidade inédita todo o tipo de chamadas em tempo real, facultando acesso inclusivé a dados privados como a identidade dos intercomunicantes, o lugar de onde fazem a chamada, a operadora que utilizam e inclusivamente qual o tipo de contrato que possuem com a operadora. E estes dados, sabe-se agora, estão à disposição dos serviços de espionagem norte-americanos da NSA, isto é, a ingerência na vida privada das pessoas configura uma espécie de ditadura velada que impende sobre todos os cidadãos nacionais. Como se infere, censurar noticias sobre pontos sensiveis como este na TVI (e nos outros canais) vem sendo habitual. Embora para a plebe telespectadora afirmem que não existe censura.
Foi Você que pediu uma Nova Pide? PSD e CDS apresentam projectos de lei sobre regime do segredo de Estado que explicite as matérias abrangidas e agrava as penas para a sua violação
Ana Leal, jornalista da TVI recebeu esta manhã uma nota de culpa no âmbito de um processo de inquérito e está impedida de entrar nas instalações da estação televisiva até conclusão do processo disciplinar (fonte)
Como sempre acontece a quem se nega a dobrar a cerviz aos poderes (mal) instituidos, o acusador virou acusado. Recorde-se que, no passado mês de Fevereiro, Ana Leal tinha apresentado uma queixa escrita ao Conselho de Redacção (CR) da estação de Queluz acusando a subdirectora de Informação, Judite Sousa, de ter censurado uma peça sobre o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal, conhecido pela sigla SIRESP.
O escândalo do Siresp envolve o gang do Presidente, altas esferas do sistema de Segurança Interna, espionagem e escutas ilegais, tudo a funcionar em regime de Parceria Público-Privada sob o alto patrocinio de personalidades do "arco da governação" (corrupta). O sistema de informações e vigilância electrónica que interliga todas as polícias foi adjudicado pelo valor de 538,2 milhões de euros! num concurso em que o único concorrente foi a Sociedade Lusa de Negócios, a holding do BPN. O que diz muito sobre a "transparência da negociata". A denúncia do caso foi investigada pelo DCIAP, mas como é habitual não houve resultados e o processo foi arquivado em 2008.
A reportagem censurada sobre SIRESP feita por Ana Leal para ser transmitida em prime time na TVI-Marcelo acabou por ir para o ar à 1 da madrugada e apenas no canal do cabo - é pouco ou nada conhecido quais seriam os tópicos da reportagem mas, para além do escândalo de corrupção, o sistema permite às Policias rastrear a uma velocidade inédita todo o tipo de chamadas em tempo real, facultando acesso inclusivé a dados privados como a identidade dos intercomunicantes, o lugar de onde fazem a chamada, a operadora que utilizam e inclusivamente qual o tipo de contrato que possuem com a operadora. E estes dados, sabe-se agora, estão à disposição dos serviços de espionagem norte-americanos da NSA, isto é, a ingerência na vida privada das pessoas configura uma espécie de ditadura velada que impende sobre todos os cidadãos nacionais. Como se infere, censurar noticias sobre pontos sensiveis como este na TVI (e nos outros canais) vem sendo habitual. Embora para a plebe telespectadora afirmem que não existe censura.
Foi Você que pediu uma Nova Pide? PSD e CDS apresentam projectos de lei sobre regime do segredo de Estado que explicite as matérias abrangidas e agrava as penas para a sua violação
sexta-feira, novembro 23, 2012
49º aniversário do Assassinato de JFK - o FBI de Hoover, a Máfia, Lindon B. Jonhson e a "Conexão Texana"
22 de Novembro de 1963 – O presidente dos EUA, John F. Kennedy, 46 anos de idade e no 3º ano do seu primeiro mandato, foi assassinado durante um desfile em Dallas. Um único homem, Lee Harvey Oswald, foi acusado do assassinato de Kennedy, mas esta obscura personagem foi também assassinada por um homem de mão da Máfia antes que pudesse ir a julgamento. No dia seguinte o texano Lyndon B. Johnson (que ocupava o cargo de vice-presidente) foi empossado como o 36º Chefe-executivo da Nação.
Uma equipa de vários atiradores bem treinados e enquadrados (incluindo oficiais de polícia e do FBI) dispararam sobre Kennedy, não apenas um atirador psicopata isolado. Houve dezenas de testemunhas oculares do assassinato do Presidente (1). Mas todas foram obrigadas a manter a boca fechada sobre o que viram – e as mais reticentes foram avisadas, perseguidas e, quando o seu testemunho se tornou suficientemente perigoso para a versão oficial, foram desaparecendo ou sendo eliminadas fisicamente (2). Na época de inicio da globalização da CIA, (3) com outro texano como director, George Herbert Bush, era certo e sabido que esses sádicos e o Pentágono não pagariam a traidores. Ninguém mais foi preso. E no mesmo dia roubaram rapidamente e de forma ilegal o cadáver de JFK para fazer desaparecer as provas de que houve mais que um assassino (4). As provas foram destruídas; Quem puxou o gatilho não se sabia; e o porquê passou a ser uma questão secundária (5).
Johnson era conhecido por ser um notável suporte do Complexo-Industrial-Militar e, investido este na Presidência, (com George Herbert Bush na vice-presidência vindo directamente de director da CIA) rapidamente a guerra no Vietname sofreu uma enorme escalada. Imagine-se o prejuízo se a América não estivesse envolvida em nenhuma guerra (!?). Como primeiro motivo, JFK foi morto por trabalhar pela Paz no Vietname (6) Numa segunda componente bélica, dez dias antes de ser assassinado, John F. Kennedy exigiu o acesso aos arquivos secretos da CIA para conhecer os meandros da Guerra Fria (7). Em terceiro lugar, a tese considerada mais relevante, implica como razão para o crime a decisão de Kennedy (pela Ordem Executiva 11110 de 4 de Junho) de retirar à Reserva Federal o poder de emitir dinheiro e controlar a politica monetária dos Estados Unidos. Por fim, o famoso discurso sobre as Organizações Secretas (e do remédio santo contra o Marxismo) destinado a obter apoio mediático para todas estas medidas ajudou à fatalidade.
Os conspiradores reuniram-se em Dallas na noite anterior ao assassinato. Existem hoje provas que o próprio George Herbert Bush esteve presente. E uma semana depois organizaram uma festa enquanto as pessoas normais lamentavam a tragédia do seu jovem e promissor presidente. (8). Quem teria perpretado o crime de Dallas? Um comunista reciclado?, um mafioso?, um cubano? Hoje já não importa saber. O que importa saber é quem ordenou - e quem arranjou as coisas para: a) tornar possível e tiroteio; b) encobrir o que realmente aconteceu. A obsessão com a minúcia investigatória: quem fez isso? que arma usou? será que Jack Ruby conhecia Oswald?, etc. são clássicos de contra-informação e pistas falsas. Para entender quem matou Kennedy, temos que conhecer e entender as pessoas que sequestraram os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial - como fizeram ou fazem eles isto e aquilo tornou-se um charadismo conspiratório difícilímo de decifrar – mas há uma dica importante: Estas não são pessoas normais e sensatas, e são, portanto, difíceis de entender por pessoas normais e sensatas.
Na semana antes de Kennedy ser assassinado, os jornais, rádios e televisão, nacionais e locais, iniciaram um ritmado debate centrado em dois assuntos: a) Quantas pessoas odiavam os Kennedys e queriam fazer-lhes mal? b) quão "imprudente" Kennedy era ao ser popular e não seguir estritamente os protocolos de segurança (uma acusação semelhante foi feita sobre os poucos cuidados do seu filho John John com a segurança aeronáutica quando este morreu num acidente de avião muito misterioso, precisamente quando estava prestes a entrar na vida política). Poucas horas antes de Kennedy foi assassinado a sangue frio, esta bizarra argumentação foi ouvida nos altifalantes dois minutos e meio antes de Kennedy subir ao palco para uma palestra-almoço em Fort Worth. Basta pensar como uma coisa destas é estranha. Quem iria escrever um script como esse? Quem poderia pedir que isto fosse lido antes de uma aparição presidencial? Estava preparada a opinião pública. Apenas algumas horas após este noticiário ao vivo Kennedy foi assassinado por um "louco solitário" como seria descrito nas noticias dos tablóides do Texas (9)
a CIA fez o que a CIA sabe fazer tão bem. Descobriram elementos corruptos no país que tinham motivação para remover um inimigo; que a CIA queria igualmente ver eliminado e ajudaram-los fazer isso. Os atiradores foram contratados no mundo do crime organizado. Gente dessa capazes de dar tiros por dinheiro não são dificeis de encontrar. Altas patentes militares à volta de todo o mundo têm treinado milhares deles. As perguntas surgem encadeadas num rodopio de gato atrás da sua própria cauda: será que foi a Máfia? Foi Johnson o mandante? Foi o FBI de Edgar J. Hoover? (10). As suspeitas (mais tarde confirmadas) sobre o actor principal recaem sobre George Herbert Bush, envolvido na logística de apoio à operação de invasão de Cuba e que também esteve em Dallas nesse dia. Bush usou a sua plataforma petrolífera no mar das Caraibas, a Zapata Corporation (11), hoje reconhecida pelas então estreitas ligações à CIA, e dois navios-cargueiro (um sintomaticamente chamado “Bárbara”, o nome da sua mulher, o outro "Houston") como transporte de armas e viaturas destinados à falhada invasão da Baía dos Porcos. A coberto dos treinos para essa operação, em conjunto com esses mercenários, um pequeno grupo operacional estava destinado à operação de Dallas. Daí a ênfase posta na Conspiração Cubana. Toda essa gente estava envolvida e o registo histórico mostra que esses grupos, desde o FBI que perdia influência a braços com o combate à corrupção levado a cabo por Robert Kennedy, mas especialmente a CIA e a Máfia trabalhavam juntos frequentemente.
notas e fontes:
(1) Investigações não conseguiram obter testemunhas
(2) Havia dúzias de testemunhas. Eis um caso
(3) Contando com a vanguarda da CIA, mais tarde, com inicio da experiência do neoliberalismo no Chile, o paradigma alastraria ao resto do mundo
(4) o corpo de Kennedy foi imediatamente removido por avião para uma base militar em Washington, contrariando a lei que obrigava a que qualquer crime local tivesse de ser investigado pelas autoridades locais
(5) Porque colaborou a CIA no assassinato?
(6) http://www.brasschecktv.com/videos/assassination-studies-1/jfk-killed-for-pursuing-peace.html">Os esforços de Kennedy para obter um acordo de paz no Vietname
(7) O presidente exigiu o acesso a documentos da CIA, mas os adeptos das teorias da conspiração dizem que eram sobre Ovnis (possivelmente satélites soviéticos)
(8) Em casa do magnate do petróleo texano Clint Murchison nunca houve mistério. Ele afirma, peremptório, que na noite anterior ao crime estiveram reunidos J. Edgar Hoover, H.L. Hunt, Richard Nixon e Lyndon B. Johnson
(9) http://www.brasschecktv.com/videos/assassination-studies-1/preparing-the-public-mind.html">Preparando psicologicamente a opinião pública para noticias adversas
(10) Trabalho em conjunto entre Hoover, a Máfia e a Conexão Texana
(11) Zapata Corporation (wikipedia)
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Uma equipa de vários atiradores bem treinados e enquadrados (incluindo oficiais de polícia e do FBI) dispararam sobre Kennedy, não apenas um atirador psicopata isolado. Houve dezenas de testemunhas oculares do assassinato do Presidente (1). Mas todas foram obrigadas a manter a boca fechada sobre o que viram – e as mais reticentes foram avisadas, perseguidas e, quando o seu testemunho se tornou suficientemente perigoso para a versão oficial, foram desaparecendo ou sendo eliminadas fisicamente (2). Na época de inicio da globalização da CIA, (3) com outro texano como director, George Herbert Bush, era certo e sabido que esses sádicos e o Pentágono não pagariam a traidores. Ninguém mais foi preso. E no mesmo dia roubaram rapidamente e de forma ilegal o cadáver de JFK para fazer desaparecer as provas de que houve mais que um assassino (4). As provas foram destruídas; Quem puxou o gatilho não se sabia; e o porquê passou a ser uma questão secundária (5).
Johnson era conhecido por ser um notável suporte do Complexo-Industrial-Militar e, investido este na Presidência, (com George Herbert Bush na vice-presidência vindo directamente de director da CIA) rapidamente a guerra no Vietname sofreu uma enorme escalada. Imagine-se o prejuízo se a América não estivesse envolvida em nenhuma guerra (!?). Como primeiro motivo, JFK foi morto por trabalhar pela Paz no Vietname (6) Numa segunda componente bélica, dez dias antes de ser assassinado, John F. Kennedy exigiu o acesso aos arquivos secretos da CIA para conhecer os meandros da Guerra Fria (7). Em terceiro lugar, a tese considerada mais relevante, implica como razão para o crime a decisão de Kennedy (pela Ordem Executiva 11110 de 4 de Junho) de retirar à Reserva Federal o poder de emitir dinheiro e controlar a politica monetária dos Estados Unidos. Por fim, o famoso discurso sobre as Organizações Secretas (e do remédio santo contra o Marxismo) destinado a obter apoio mediático para todas estas medidas ajudou à fatalidade.
Os conspiradores reuniram-se em Dallas na noite anterior ao assassinato. Existem hoje provas que o próprio George Herbert Bush esteve presente. E uma semana depois organizaram uma festa enquanto as pessoas normais lamentavam a tragédia do seu jovem e promissor presidente. (8). Quem teria perpretado o crime de Dallas? Um comunista reciclado?, um mafioso?, um cubano? Hoje já não importa saber. O que importa saber é quem ordenou - e quem arranjou as coisas para: a) tornar possível e tiroteio; b) encobrir o que realmente aconteceu. A obsessão com a minúcia investigatória: quem fez isso? que arma usou? será que Jack Ruby conhecia Oswald?, etc. são clássicos de contra-informação e pistas falsas. Para entender quem matou Kennedy, temos que conhecer e entender as pessoas que sequestraram os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial - como fizeram ou fazem eles isto e aquilo tornou-se um charadismo conspiratório difícilímo de decifrar – mas há uma dica importante: Estas não são pessoas normais e sensatas, e são, portanto, difíceis de entender por pessoas normais e sensatas.
Na semana antes de Kennedy ser assassinado, os jornais, rádios e televisão, nacionais e locais, iniciaram um ritmado debate centrado em dois assuntos: a) Quantas pessoas odiavam os Kennedys e queriam fazer-lhes mal? b) quão "imprudente" Kennedy era ao ser popular e não seguir estritamente os protocolos de segurança (uma acusação semelhante foi feita sobre os poucos cuidados do seu filho John John com a segurança aeronáutica quando este morreu num acidente de avião muito misterioso, precisamente quando estava prestes a entrar na vida política). Poucas horas antes de Kennedy foi assassinado a sangue frio, esta bizarra argumentação foi ouvida nos altifalantes dois minutos e meio antes de Kennedy subir ao palco para uma palestra-almoço em Fort Worth. Basta pensar como uma coisa destas é estranha. Quem iria escrever um script como esse? Quem poderia pedir que isto fosse lido antes de uma aparição presidencial? Estava preparada a opinião pública. Apenas algumas horas após este noticiário ao vivo Kennedy foi assassinado por um "louco solitário" como seria descrito nas noticias dos tablóides do Texas (9)
a CIA fez o que a CIA sabe fazer tão bem. Descobriram elementos corruptos no país que tinham motivação para remover um inimigo; que a CIA queria igualmente ver eliminado e ajudaram-los fazer isso. Os atiradores foram contratados no mundo do crime organizado. Gente dessa capazes de dar tiros por dinheiro não são dificeis de encontrar. Altas patentes militares à volta de todo o mundo têm treinado milhares deles. As perguntas surgem encadeadas num rodopio de gato atrás da sua própria cauda: será que foi a Máfia? Foi Johnson o mandante? Foi o FBI de Edgar J. Hoover? (10). As suspeitas (mais tarde confirmadas) sobre o actor principal recaem sobre George Herbert Bush, envolvido na logística de apoio à operação de invasão de Cuba e que também esteve em Dallas nesse dia. Bush usou a sua plataforma petrolífera no mar das Caraibas, a Zapata Corporation (11), hoje reconhecida pelas então estreitas ligações à CIA, e dois navios-cargueiro (um sintomaticamente chamado “Bárbara”, o nome da sua mulher, o outro "Houston") como transporte de armas e viaturas destinados à falhada invasão da Baía dos Porcos. A coberto dos treinos para essa operação, em conjunto com esses mercenários, um pequeno grupo operacional estava destinado à operação de Dallas. Daí a ênfase posta na Conspiração Cubana. Toda essa gente estava envolvida e o registo histórico mostra que esses grupos, desde o FBI que perdia influência a braços com o combate à corrupção levado a cabo por Robert Kennedy, mas especialmente a CIA e a Máfia trabalhavam juntos frequentemente.
George Herbert Walker Bush viria a ser designado o 41º Presidente
notas e fontes:
(1) Investigações não conseguiram obter testemunhas
(2) Havia dúzias de testemunhas. Eis um caso
(3) Contando com a vanguarda da CIA, mais tarde, com inicio da experiência do neoliberalismo no Chile, o paradigma alastraria ao resto do mundo
(4) o corpo de Kennedy foi imediatamente removido por avião para uma base militar em Washington, contrariando a lei que obrigava a que qualquer crime local tivesse de ser investigado pelas autoridades locais
(5) Porque colaborou a CIA no assassinato?
(6) http://www.brasschecktv.com/videos/assassination-studies-1/jfk-killed-for-pursuing-peace.html">Os esforços de Kennedy para obter um acordo de paz no Vietname
(7) O presidente exigiu o acesso a documentos da CIA, mas os adeptos das teorias da conspiração dizem que eram sobre Ovnis (possivelmente satélites soviéticos)
(8) Em casa do magnate do petróleo texano Clint Murchison nunca houve mistério. Ele afirma, peremptório, que na noite anterior ao crime estiveram reunidos J. Edgar Hoover, H.L. Hunt, Richard Nixon e Lyndon B. Johnson
(9) http://www.brasschecktv.com/videos/assassination-studies-1/preparing-the-public-mind.html">Preparando psicologicamente a opinião pública para noticias adversas
(10) Trabalho em conjunto entre Hoover, a Máfia e a Conexão Texana
(11) Zapata Corporation (wikipedia)
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quarta-feira, setembro 21, 2011
O outro 11 de Setembro: a actuação da CIA na liquidação da democracia no Chile
Num texto reaccionário publicado pela Editora Nacional Gabriela Mistral (1) podia ler-se:
“em 1970 o Chile estava infiltrado pela estratégia dos Estado totalitários (…) A economia do país era, em grande percentagem, propriedade estatal e o resto estava sujeito a fortes controlos e ingerências do Estado, o que aplanava o caminho ao comunismo”
O uso da mentira como parte integrante da ideologia neoconservadora, desde fascistas a neoliberais “de esquerda”, é recorrente.
O jornalismo corporativo conta muito pouco desta história

O Governo de Unidade Popular que integrava três forças politicas (uma delas o da Democracia Cristã travestida de esquerda) todas elas reformistas, numa “união” presidido por Salvador Allende tomou posse no dia 4 de Setembro de 1970. Não era um governo revolucionário, nem o tecido económico com os mais importantes sectores das riqueza do país nas mãos de empresas estrangeiras tencionava expropriá-las a preços que “não fossem apropriados”. A indústria do Cobre representava 77% das receitas nacionais e estava, salvo pequenas franjas de pequenos accionistas, na posse de monopólios norte americanos (como a Anaconda ou a Kennecott). A dívida externa do Chile, somados os juros, atingia nesse ano de 1970 a astronómica quantia para a época de 4 mil milhões de dólares (2). O aparelho politico-Militar era hierarquizado por quadros superiores formado na tristemente famosa “Escuela para las Américas” de Fort Bragg. Neste contexto a defesa da Constituição liberal estava entregue às Forças Armadas, que “se abstinham” de intervir na politica, cumprindo a velada doutrina Schneider, que defendia os interesses privados dos investidores estrangeiros, isto é, a mesma política de Defesa dos interesses públicos do governo dos Estados Unidos.
A nacionalização da Grande Indústria Mineira do Cobre era uma reinvindicação histórica absoluta. Em Janeiro de 1971 o texto da Reforma Constitucional que previa a necessidade e urgência de uma completa nacionalização das companhias norte-americanas foi votado no Congresso da República do Chile e ratificada por unanimidade por todos os partidos chilenos, incluindo os de direita. Os montantes estabelecidos para as indemnizações foram calculados por forma a pagar-se preços muito superiores ao valor corrente dos activos aos grandes accionistas e aos bancos estrangeiros (e preços miseráveis aos pequenos accionistas locais). Ainda assim, quando a 21 de Dezembro o Governo pôs em cima da mesa a intenção de subtrair a esses valores os créditos obtidos e usados de forma fraudulenta por essas empresas, os Estados Unidos puseram em acção o arsenal legal do seu sistema jurídico interno para proteger os investimentos privados no estrangeiro e acusaram o Chile de pretender cometer “um acto ilícito”. Escaldados com o que se tinha passado em Cuba, tudo isto tinha sido previsto...
Se o presidente democraticamente eleito Salvador Allende tomou posse a 4 de Setembro de 1970, os documentos com as declarações do briefing de Henry Kissinger à Comissão do Senado em Chicago transmitindo ao embaixador em Santiago do Chile Edward Korry “luz verde para agir com medidas anti-governo socialista em nome do presidente Nixon” tem a data de semana e meia depois: 15 de Setembro de 1970. Os efeitos do boicote económico foram imediatos e brutais. Em Outubro houve ofertas de fundos financeiros de 10 milhões de dólares (3) às forças de extrema direita através do chamado “complot da ITT” (4), soma que atingiria no final do investimento para a desestabilização do Chile os 800 milhões. Começaram os actos terroristas; o general René Schneider foi assassinado para provocar a reacção dos partidos radicais de esquerda e servir de pretexto para uma futura intervenção militar. Os bancos norte-americanos reduziram o acesso do Chile ao crédito num total de 220 milhões em Novembro e mantiveram essa essa politica “de austeridade” até 1972. Em Julho de 1971 o Eximbank denunciou um contrato para o fornecimento de aviões, o BID e o Banco Mundial, sob proposta do Departamento de Estados EUA boicotaram todos os créditos às importações. O Broden Corp. em Janeiro de 1972 fez bloquear todas as principais agências chilenas relacionadas com a indústria do Cobre chileno no estrangeiro, congelando fundos em dinheiro nos Estados Unidos e em vários países europeus.
"Estamos no meio de um Vietname invisivel e silencioso" (Allende)
Em 1973, como resultado do programa de boicote económico, as reservas do Banco Central do Chile tinham baixado de 450 milhões para 3,5 milhões de dólares. O défice fiscal chegou aos 50% do PIB. A dívida externa começou a aumentar à razão de 1 milhão de dólares por dia. A inflação atingiu os 740%. Privada das exportações o total da economia do país decresceu 35%. Em visita ao Chile, no seu discurso de despedida Fidel Castro deixou uma advertência para a fraca mobilização popular para combater o plano de ingerência imperialista. Ainda assim, a 14 de Julho de 1973 o Comité Económico de Ministros do Chile informava terem sido nacionalizadas e ocupadas por organizações populares e de trabalhadores um total de 34.000 empresas e serviços. Enganados pelas promessas reformistas do governo "socialista" a batalha pela abstracta "emancipação dos trabalhadores" estava porém perdida. Porque aquilo que interessava de facto exclusivamente aos interesses imperialistas, coadjuvados pelos interesses da burguesia local era apenas destruir para preservar a exploração desenfreada das riquezas do Chile. Como se viu e continua a ver-se. E são este tipo de monstros que qualquer governo reformista será sempre incapaz de decapitar.
A 11 de Setembro de 1973 a Força Aérea bombardeou o palácio presidencial e as Forças Armadas colocaram o general Augusto Pinochet no poder onde permaneceu até 1990 fazendo da República do Chile cobaia para primeira experiência prática do Neoliberalismo da Escola Económica de Chicago. Estima-se que apenas na primeira semana do putsch militar foram assassinadas mais de mil pessoas; prosseguindo depois a purga que, quatro meses depois, já tinha levado a cabo cerca de 20.000 assassinatos entre civis e militares afectos à democracia (5)
“E foi assim que eles fecharam o país ao mundo por uma semana, enquanto os tanques rolavam, os soldados arrombavam portas, o som das execuções estrelejavam dos estádios e os corpos se empilhavam ao longo das ruas e flutuavam nos rios, os centros de tortura iniciaram as suas actividades, os livros considerados subversivos eram atirados a fogueiras, e os soldados rasgavam as calças das mulheres aos gritos de "no Chile as mulheres usam saias"…(6)
Em 1976 o secretário de Estado Henry Kissinger num discurso sobre direitos humanos na OEA fazia o elogio ao General Pinochet igualmente presente: “Vossa Excelência está a ser vítima de todos os grupos de esquerda do mundo e o seu maior pecado não foi outro senão derrubar um governo que se converteu ao comunismo”
(1) Resgatado no espólio pessoal dos donos da Livraria Barata com o sugestivo título "Técnica Soviética para a Conquista do Poder Total", Braga Editora, 1975
(2) Dívida contraída de forma odiosa de 2975 milhões a que se somavam os juros especulativos acumulados de 1.025 milhões de dólares
(3) Kissinger disse na reunião que "o Presidente Nixon decidiu que um regime Allende no Chile não é tolerável para os Estados Unidos. O Presidente pediu à agência [CIA] que previna a chegada de Allende ao poder ou o derrube. O Presidente autorizou dez milhões de dólares para essa finalidade, se necessário.(...) - ver fac-simile do documento
(4) ref. ao livro de Anthony Sampson “The Sovereign State of ITT”. Ver também "“Destabilizing Chile: The United States and the Overthrow of Allende” de Stephen M. Streeter e ainda “From CIA to University of Califórnia”
(5) As i nvestigações para apuramento das verdadeiras responsabilidades dos crimes prosseguem na actualidade (fonte)
(6) William Blum, "Killing Hope", p. 215
“Vayan a sus casas, besen a sus mujeres porque Chile sigue siendo una democracia" (Allende, em dircurso às massas que exigiam medidas radicais após o fracassado golpe militar de 29 de Junho)
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“em 1970 o Chile estava infiltrado pela estratégia dos Estado totalitários (…) A economia do país era, em grande percentagem, propriedade estatal e o resto estava sujeito a fortes controlos e ingerências do Estado, o que aplanava o caminho ao comunismo”O uso da mentira como parte integrante da ideologia neoconservadora, desde fascistas a neoliberais “de esquerda”, é recorrente.
O jornalismo corporativo conta muito pouco desta história

O Governo de Unidade Popular que integrava três forças politicas (uma delas o da Democracia Cristã travestida de esquerda) todas elas reformistas, numa “união” presidido por Salvador Allende tomou posse no dia 4 de Setembro de 1970. Não era um governo revolucionário, nem o tecido económico com os mais importantes sectores das riqueza do país nas mãos de empresas estrangeiras tencionava expropriá-las a preços que “não fossem apropriados”. A indústria do Cobre representava 77% das receitas nacionais e estava, salvo pequenas franjas de pequenos accionistas, na posse de monopólios norte americanos (como a Anaconda ou a Kennecott). A dívida externa do Chile, somados os juros, atingia nesse ano de 1970 a astronómica quantia para a época de 4 mil milhões de dólares (2). O aparelho politico-Militar era hierarquizado por quadros superiores formado na tristemente famosa “Escuela para las Américas” de Fort Bragg. Neste contexto a defesa da Constituição liberal estava entregue às Forças Armadas, que “se abstinham” de intervir na politica, cumprindo a velada doutrina Schneider, que defendia os interesses privados dos investidores estrangeiros, isto é, a mesma política de Defesa dos interesses públicos do governo dos Estados Unidos.
A nacionalização da Grande Indústria Mineira do Cobre era uma reinvindicação histórica absoluta. Em Janeiro de 1971 o texto da Reforma Constitucional que previa a necessidade e urgência de uma completa nacionalização das companhias norte-americanas foi votado no Congresso da República do Chile e ratificada por unanimidade por todos os partidos chilenos, incluindo os de direita. Os montantes estabelecidos para as indemnizações foram calculados por forma a pagar-se preços muito superiores ao valor corrente dos activos aos grandes accionistas e aos bancos estrangeiros (e preços miseráveis aos pequenos accionistas locais). Ainda assim, quando a 21 de Dezembro o Governo pôs em cima da mesa a intenção de subtrair a esses valores os créditos obtidos e usados de forma fraudulenta por essas empresas, os Estados Unidos puseram em acção o arsenal legal do seu sistema jurídico interno para proteger os investimentos privados no estrangeiro e acusaram o Chile de pretender cometer “um acto ilícito”. Escaldados com o que se tinha passado em Cuba, tudo isto tinha sido previsto...
Se o presidente democraticamente eleito Salvador Allende tomou posse a 4 de Setembro de 1970, os documentos com as declarações do briefing de Henry Kissinger à Comissão do Senado em Chicago transmitindo ao embaixador em Santiago do Chile Edward Korry “luz verde para agir com medidas anti-governo socialista em nome do presidente Nixon” tem a data de semana e meia depois: 15 de Setembro de 1970. Os efeitos do boicote económico foram imediatos e brutais. Em Outubro houve ofertas de fundos financeiros de 10 milhões de dólares (3) às forças de extrema direita através do chamado “complot da ITT” (4), soma que atingiria no final do investimento para a desestabilização do Chile os 800 milhões. Começaram os actos terroristas; o general René Schneider foi assassinado para provocar a reacção dos partidos radicais de esquerda e servir de pretexto para uma futura intervenção militar. Os bancos norte-americanos reduziram o acesso do Chile ao crédito num total de 220 milhões em Novembro e mantiveram essa essa politica “de austeridade” até 1972. Em Julho de 1971 o Eximbank denunciou um contrato para o fornecimento de aviões, o BID e o Banco Mundial, sob proposta do Departamento de Estados EUA boicotaram todos os créditos às importações. O Broden Corp. em Janeiro de 1972 fez bloquear todas as principais agências chilenas relacionadas com a indústria do Cobre chileno no estrangeiro, congelando fundos em dinheiro nos Estados Unidos e em vários países europeus."Estamos no meio de um Vietname invisivel e silencioso" (Allende)
Em 1973, como resultado do programa de boicote económico, as reservas do Banco Central do Chile tinham baixado de 450 milhões para 3,5 milhões de dólares. O défice fiscal chegou aos 50% do PIB. A dívida externa começou a aumentar à razão de 1 milhão de dólares por dia. A inflação atingiu os 740%. Privada das exportações o total da economia do país decresceu 35%. Em visita ao Chile, no seu discurso de despedida Fidel Castro deixou uma advertência para a fraca mobilização popular para combater o plano de ingerência imperialista. Ainda assim, a 14 de Julho de 1973 o Comité Económico de Ministros do Chile informava terem sido nacionalizadas e ocupadas por organizações populares e de trabalhadores um total de 34.000 empresas e serviços. Enganados pelas promessas reformistas do governo "socialista" a batalha pela abstracta "emancipação dos trabalhadores" estava porém perdida. Porque aquilo que interessava de facto exclusivamente aos interesses imperialistas, coadjuvados pelos interesses da burguesia local era apenas destruir para preservar a exploração desenfreada das riquezas do Chile. Como se viu e continua a ver-se. E são este tipo de monstros que qualquer governo reformista será sempre incapaz de decapitar.
A 11 de Setembro de 1973 a Força Aérea bombardeou o palácio presidencial e as Forças Armadas colocaram o general Augusto Pinochet no poder onde permaneceu até 1990 fazendo da República do Chile cobaia para primeira experiência prática do Neoliberalismo da Escola Económica de Chicago. Estima-se que apenas na primeira semana do putsch militar foram assassinadas mais de mil pessoas; prosseguindo depois a purga que, quatro meses depois, já tinha levado a cabo cerca de 20.000 assassinatos entre civis e militares afectos à democracia (5)“E foi assim que eles fecharam o país ao mundo por uma semana, enquanto os tanques rolavam, os soldados arrombavam portas, o som das execuções estrelejavam dos estádios e os corpos se empilhavam ao longo das ruas e flutuavam nos rios, os centros de tortura iniciaram as suas actividades, os livros considerados subversivos eram atirados a fogueiras, e os soldados rasgavam as calças das mulheres aos gritos de "no Chile as mulheres usam saias"…(6)
Em 1976 o secretário de Estado Henry Kissinger num discurso sobre direitos humanos na OEA fazia o elogio ao General Pinochet igualmente presente: “Vossa Excelência está a ser vítima de todos os grupos de esquerda do mundo e o seu maior pecado não foi outro senão derrubar um governo que se converteu ao comunismo”
(1) Resgatado no espólio pessoal dos donos da Livraria Barata com o sugestivo título "Técnica Soviética para a Conquista do Poder Total", Braga Editora, 1975(2) Dívida contraída de forma odiosa de 2975 milhões a que se somavam os juros especulativos acumulados de 1.025 milhões de dólares
(3) Kissinger disse na reunião que "o Presidente Nixon decidiu que um regime Allende no Chile não é tolerável para os Estados Unidos. O Presidente pediu à agência [CIA] que previna a chegada de Allende ao poder ou o derrube. O Presidente autorizou dez milhões de dólares para essa finalidade, se necessário.(...) - ver fac-simile do documento
(4) ref. ao livro de Anthony Sampson “The Sovereign State of ITT”. Ver também "“Destabilizing Chile: The United States and the Overthrow of Allende” de Stephen M. Streeter e ainda “From CIA to University of Califórnia”
(5) As i nvestigações para apuramento das verdadeiras responsabilidades dos crimes prosseguem na actualidade (fonte)
(6) William Blum, "Killing Hope", p. 215
“Vayan a sus casas, besen a sus mujeres porque Chile sigue siendo una democracia" (Allende, em dircurso às massas que exigiam medidas radicais após o fracassado golpe militar de 29 de Junho).
sábado, setembro 10, 2011
11 de Setembro: uma história de pessoas comuns que se convertem em testemunhas inconvenientes
Kurt, Paula e as filhas gêmeas:
no recomeço de vida em Buenos Aires, na Argentina
Kurt Sonnenfeld foi o único cineasta a obter um livre-trânsito para filmar as operações de resgate das vítimas do World Trade Center, em Setembro de 2001. Com livre acesso ao perímetro do desabamento das Torres Gêmeas, área conhecida como "Ground Zero", o norte-americano viu e registou cenas que, segundo diria depois, contradizem a versão oficial dos Estados Unidos sobre os atentados. 10 anos depois Kurt vive uma trama kafkiana engendrada especialmente para estes casos: acusado pelo assassinato da própria esposa, esteve 13 meses na prisão e refugiou-se na Argentina, a partir de onde o governo norte-americano, alegando que o documentarista é um fugitivo, continua a pressionar a sua extradição.
Nas semanas que precederam os ataques ao WTC, treinos incomuns de evacuação foram realizados nas torres e um dia antes da catástrofe, agentes do governo preparavam-se para uma simulação, prevista para o dia 12 de Setembro naquele mesmo local. Tal como acontecia com os controladores aéreos, naquele dia ninguém sabia ao certo o que eram exercicios de simulação e o que se passava na realidade: “Os oficiais da FEMA instalaram uma base de operações próxima das torres um dia antes do ataque”; Outro facto relevado por Kurt é sobre o edifício Sete do WTC, que sofreu poucos danos estruturais, mas que acabou por se desmoronar. “Tenho imagens de como o edifício ficou, após uma queda vertical perfeita, reduzido a uma pequena e organizada pilha de escombros”, conta ele, sugerindo uma implosão (1)
Posteriormente o governo norte-americano admitiu que este prédio abrigava a maior base clandestina da CIA fora de Washington. O edifício Seis, onde funcionava a Alfândega do país, possuía uma abóbada subterrânea onde agências governamentais armazenavam documentação classificada. O edifício ficou soterrado por toneladas de escombros, mas uma Força Especial de Resgate, acompanhada por Kurt, conseguiu chegar ao local secreto no subsolo. Equipado com lanternas, o grupo encontrou um depósito cheio de estantes vazias. “Naquele momento, não dei atenção, porque estávamos no meio do caos e corríamos perigo. Depois, a gravidade do que descobrimos começou a intrigar-me”, relata. “Quando tinha o subterrâneo sido evacuado? O local só pode ter sido esvaziado antes dos ataques”, conclui ele, explicando que a evacuação durou poucos minutos e que seria impossível esvaziar o local após o ataque do primeiro avião. (lido aqui)
(1) Recentemente o nosso bem conhecido Larry Silverstein foi apanhado a utilizar a expressão "pull it" para dizer que houve uma decisão "naquele dia" para fazer demolir o Edificio7 do WTC. Porém, tais trabalhos implicam semanas de actividade de técnicos qualificados para instalar as cargas explosivas para uma implosão, não podem ser feitos em escassas horas:
no recomeço de vida em Buenos Aires, na Argentina
Kurt Sonnenfeld foi o único cineasta a obter um livre-trânsito para filmar as operações de resgate das vítimas do World Trade Center, em Setembro de 2001. Com livre acesso ao perímetro do desabamento das Torres Gêmeas, área conhecida como "Ground Zero", o norte-americano viu e registou cenas que, segundo diria depois, contradizem a versão oficial dos Estados Unidos sobre os atentados. 10 anos depois Kurt vive uma trama kafkiana engendrada especialmente para estes casos: acusado pelo assassinato da própria esposa, esteve 13 meses na prisão e refugiou-se na Argentina, a partir de onde o governo norte-americano, alegando que o documentarista é um fugitivo, continua a pressionar a sua extradição.
Nas semanas que precederam os ataques ao WTC, treinos incomuns de evacuação foram realizados nas torres e um dia antes da catástrofe, agentes do governo preparavam-se para uma simulação, prevista para o dia 12 de Setembro naquele mesmo local. Tal como acontecia com os controladores aéreos, naquele dia ninguém sabia ao certo o que eram exercicios de simulação e o que se passava na realidade: “Os oficiais da FEMA instalaram uma base de operações próxima das torres um dia antes do ataque”; Outro facto relevado por Kurt é sobre o edifício Sete do WTC, que sofreu poucos danos estruturais, mas que acabou por se desmoronar. “Tenho imagens de como o edifício ficou, após uma queda vertical perfeita, reduzido a uma pequena e organizada pilha de escombros”, conta ele, sugerindo uma implosão (1)
Posteriormente o governo norte-americano admitiu que este prédio abrigava a maior base clandestina da CIA fora de Washington. O edifício Seis, onde funcionava a Alfândega do país, possuía uma abóbada subterrânea onde agências governamentais armazenavam documentação classificada. O edifício ficou soterrado por toneladas de escombros, mas uma Força Especial de Resgate, acompanhada por Kurt, conseguiu chegar ao local secreto no subsolo. Equipado com lanternas, o grupo encontrou um depósito cheio de estantes vazias. “Naquele momento, não dei atenção, porque estávamos no meio do caos e corríamos perigo. Depois, a gravidade do que descobrimos começou a intrigar-me”, relata. “Quando tinha o subterrâneo sido evacuado? O local só pode ter sido esvaziado antes dos ataques”, conclui ele, explicando que a evacuação durou poucos minutos e que seria impossível esvaziar o local após o ataque do primeiro avião. (lido aqui)(1) Recentemente o nosso bem conhecido Larry Silverstein foi apanhado a utilizar a expressão "pull it" para dizer que houve uma decisão "naquele dia" para fazer demolir o Edificio7 do WTC. Porém, tais trabalhos implicam semanas de actividade de técnicos qualificados para instalar as cargas explosivas para uma implosão, não podem ser feitos em escassas horas:
sábado, setembro 11, 2010
Factos pouco conhecidos acerca dos aviões do 11 de Setembro
Os aviões em questão foram alegadamente os seguintes: vôo 11 da American Airlines (com o número de matrícula N334AA) que embateu na Torre Norte; O vôo 175 da United Airlines (matricula N612UA que embateu na Torre Sul (1); o vôo 77 da American Airlines (N644AA) que embateu contra o Pentágono; e o vôo 93 (matricula N591UA) o qual supostamente se despenhou e se “pulverizou” próximo de Shanksville na Pennsylvania (sem deixar vestigios). Mas a verdade é que de facto poderiam ter sido diferentes aviões que chegaram aos locais de filmagem a partir de origens diferentes, porque os destroços (por exemplo, estes) recuperados desses quatro desastres nunca foram examinados em perícias forenses que os ligassem aos aviões que alegadamente foram tomados como sendo os que realmente descolaram do aeroporto Logan International em Boston; do Dulles International, Washington e Newark International em New Jersey, os quais foram, alegadamente, pirateados pouco depois. Nestas circunstâncias possivelmente não poderão ser ligados, sem dúvidas razoáveis, a graves quebras de segurança nesses aeroportos.Então, isso poderá ser uma ironia notável, e muito possivelmente uma circunstância única nos anais da jurisprudência dos Estados Unidos, se as “provas” assumidas para lançar ataques contra duas nações soberanas, bem assim como a mais generalizada “guerra ao terror” não tenham sido fundadas em evidências ou também em quaisquer processos criminais por danos civis (contra as entidades gestoras dos aeroportos referidos) em qualquer tribunal americano.
(1) Analisando ao pormenor os vídeos oficiais, existem objectos estranhos na fuselagem deste avião momentos antes do embate: “parece um qualquer tipo de tanque contendo matéria explosiva ou incendiária que poderia servir o objectivo de provocar a ignição de enormes quantidades de querosene” (quando o avião embate na Torre Sul) (ler mais)
Memórias do outro 11 de Setembro,
o da CIA no Chile de Allende e dos Hinos da Resistência
sexta-feira, julho 16, 2010
investigando as prisões secretas da CIA na Europa
a espalhafatosa violação norte- americana das leis internacionais mais básicas, territoriais, e legislações humanitárias apenas ajuda a revelar que os Estados Unidos são um Estado pária e terrorista
23min,27seg
23min,27seg
terça-feira, fevereiro 23, 2010
Underworld USA
"na época determinante das mortes de JFK, Bobby Kennedy e Luther King, Nixon é uma personagem secundária. Retratei-a como figura cómica..." (James Ellroy)
O lado pelo qual conhecemos Alexander Haig (que foi noticia por ter falecido no passado dia 20) é o de um General condecoradíssimo e ao mesmo tempo um habilidoso jogador em politicas palacianas. James Rosen descreve (no video em baixo) o seu encontro entrevista com Haig quando meteu mãos a escrever um livro sobre o “Watergate”.
Há aqui uns factos engraçados, e analogias giras, numa altura em que os nossos peticionários da liberdade de direita contra o “socialismo” socrático, se lembraram de recordar que “Nixon também não tinha sido preso”.
Do que estavam à espera, uns e outros, caros compinchas na obra neoconservativa mútua?
Os militares tinham espiões na Casa Branca durante a administração Nixon (actualmente o “consultor” de Obama é Colin Powell); o General Alexander Haig passou de facto a dirigir o país na parte prática, enquanto Nixon de afogava nas trafulhices pelas quais viria a ser obrigado a demitir-se. Outros pequenos factos se deduzem: Haig controlava o gabinete de Nixon seguro de que sendo detentor das fitas gravadas sobre o Watergate controlava os poderes, a usar ou não, para deitar abaixo o Presidente. Facto nº 2: Bob Woodward o jornalista do Washington Post que se tornou famoso por divulgar a história e quebrar “o segredo de justiça” sobre o escândalo Watergate era graduado por Yale, tinha sido Oficial da Marinha com formação especial em codificações secretas no NSA, e nessa qualidade tinha dado “briefings” ao general Alexander Haig. Como se diz lá na América: “it is a small world isn't it”?
"Podemos estrangular os clamores, mas como vingarmo-nos do silêncio?" (Alfred de Vigny*)
Aqueles que se interessam pelas tão denegridas (pudera!) “teorias da conspiração” para aprofundar este assunto devem ler e divulgar o livro “Golpe de Estado Silencioso – a Remoção de um Presidente” de Len Colodny e Robert Gettlin (construído sobre a investigação de fontes primárias feita por Gerald e Deborah Strober e publicada com o mesmo titulo no ano anterior. O qual deve ainda ser mais escabroso, porquanto desapareceu do extenso mapa das obras editadas disponiveis).
Previsivelmente, os Militares do Pentágono que trabalharam no golpe queriam livrar-se de Nixon, foram para frente e fizeram-no: ninguém poderá acreditar que a máquina guerreira do Pentágono tivesse desde então recolhido a quartéis – e que não sejam eles (em perfeita sintonia com o lobby financeiro) quem de facto continua a deter o poder de mandar em Washington, elegendo ou destronando presidentes.
adenda
o suplemento P2 do Público traz hoje dia 24 uma recensão sobre a vida do general Haig. Das generalidades destacam-se que e que foi "promovido a general já na Casa Branca" para onde foi levado por Henry Kissinger. "Três anos depois, sem ter exercido qualquer comando, é elevado por Nixon a general de quatro estrelas, passando por cima de 240 generais" e negoceia com o presidente seguinte (Gerald Ford) o perdão de Nixon. Ora aí estão as razões porque no epitáfio "Obama o considerou um excelente guerreiro-diplomata". (ler aqui)
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O lado pelo qual conhecemos Alexander Haig (que foi noticia por ter falecido no passado dia 20) é o de um General condecoradíssimo e ao mesmo tempo um habilidoso jogador em politicas palacianas. James Rosen descreve (no video em baixo) o seu encontro entrevista com Haig quando meteu mãos a escrever um livro sobre o “Watergate”.
Há aqui uns factos engraçados, e analogias giras, numa altura em que os nossos peticionários da liberdade de direita contra o “socialismo” socrático, se lembraram de recordar que “Nixon também não tinha sido preso”.Do que estavam à espera, uns e outros, caros compinchas na obra neoconservativa mútua?
Os militares tinham espiões na Casa Branca durante a administração Nixon (actualmente o “consultor” de Obama é Colin Powell); o General Alexander Haig passou de facto a dirigir o país na parte prática, enquanto Nixon de afogava nas trafulhices pelas quais viria a ser obrigado a demitir-se. Outros pequenos factos se deduzem: Haig controlava o gabinete de Nixon seguro de que sendo detentor das fitas gravadas sobre o Watergate controlava os poderes, a usar ou não, para deitar abaixo o Presidente. Facto nº 2: Bob Woodward o jornalista do Washington Post que se tornou famoso por divulgar a história e quebrar “o segredo de justiça” sobre o escândalo Watergate era graduado por Yale, tinha sido Oficial da Marinha com formação especial em codificações secretas no NSA, e nessa qualidade tinha dado “briefings” ao general Alexander Haig. Como se diz lá na América: “it is a small world isn't it”?"Podemos estrangular os clamores, mas como vingarmo-nos do silêncio?" (Alfred de Vigny*)
Aqueles que se interessam pelas tão denegridas (pudera!) “teorias da conspiração” para aprofundar este assunto devem ler e divulgar o livro “Golpe de Estado Silencioso – a Remoção de um Presidente” de Len Colodny e Robert Gettlin (construído sobre a investigação de fontes primárias feita por Gerald e Deborah Strober e publicada com o mesmo titulo no ano anterior. O qual deve ainda ser mais escabroso, porquanto desapareceu do extenso mapa das obras editadas disponiveis).Previsivelmente, os Militares do Pentágono que trabalharam no golpe queriam livrar-se de Nixon, foram para frente e fizeram-no: ninguém poderá acreditar que a máquina guerreira do Pentágono tivesse desde então recolhido a quartéis – e que não sejam eles (em perfeita sintonia com o lobby financeiro) quem de facto continua a deter o poder de mandar em Washington, elegendo ou destronando presidentes.
adenda
o suplemento P2 do Público traz hoje dia 24 uma recensão sobre a vida do general Haig. Das generalidades destacam-se que e que foi "promovido a general já na Casa Branca" para onde foi levado por Henry Kissinger. "Três anos depois, sem ter exercido qualquer comando, é elevado por Nixon a general de quatro estrelas, passando por cima de 240 generais" e negoceia com o presidente seguinte (Gerald Ford) o perdão de Nixon. Ora aí estão as razões porque no epitáfio "Obama o considerou um excelente guerreiro-diplomata". (ler aqui)
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segunda-feira, novembro 30, 2009
domingo, novembro 15, 2009
Segurança Interna, ou a alma das Escutas
Retrospectiva de um caso que não se esgota na corrupção
O Ministério e os antecedentes. O dr. Branquinho Lobo foi Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna no XI Governo Constitucional do dr. Mário Soares em 1987 seguido do dr. Manuel Dias Loureiro como ministro no MAI no XII e do dr. Armando António Martins Vara no XIII como secretário de Estado do mesmo MAI até 1997.
Na década seguinte, Branquinho Lobo reforma-se com a pensão por inteiro (5.320.000 euros a partir de 2002) alegando “doença do foro psiquiátrico”; Dias Loureiro funda um banco privado e ArmandoVara, juntando-se a outros notáveis, trespassa-se como alto funcionário para a coutada das empresas públicas. Armando Vara, junto com José Lamego aparece pouco depois envolvido no caso Eurominas e Dias Loureiro no escândalo do monopólio ilegal dos Canadair para combate aos incêndios. Em 2005 Dias Loureiro aparece de novo, desta vez ligado ao consórcio vencedor do SIRESP (o sistema de comunicações e escutas das Policias no valor de 538,2 milhões de euros!) , onde o único concorrente é a Sociedade Lusa de Negócios,
uma holding que detém a Pleiade, uma empresa administrada por Daniel Sanches, antigo quadro do BPN e director do DCIAP até integrar o XVI Governo Constitucional como ministro da Administração Interna em 2004/2005. Ele e o ex-titular da pasta das Finanças, Bagão Félix, adjudicaram o sistema SIRESP três dias após terem já perdido as legislativas”. Dias Loureiro era então administrador não executivo do grupo SLN presidido por Oliveira e Costa, por sua vez antigo secretário de Estado da Administração Fiscal.
Em 2004 o país entra em estado de choque com a nomeação de um 1º ministro impossível. A gíria popular cunha um novo termo adaptando a lingua às novas circunstâncias - as “santanices” não se fizeram esperar: por resolução proferida no dia 30 de Julho de 2004, o Conselho de Ministros do Governo no Dr. Pedro Santana Lopes na pessoa do ministro Morais Sarmento nomeou o reformado juiz Branquinho Lobo como Director Nacional da Policia de Segurança Pública; que de imediato fez a sua declaração de bens: “Eu até sou maluco por estar a trabalhar na PSP e ganhar um terço do vencimento (recebo o mínimo, 1.577 euros) quer dizer, com o esforço que faço deveria ganhar a totalidade". (o que acrescentado ao valor da reforma por inaptidão mental passou a somar 6.877.000 euros).
Estado de saque! António Mexia saiu da GALP e passou a ser Ministro das Obras Públicas e Transportes... o filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para a Refer com 28 anos a receber, desde logo, 6.600 euros mensais. Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP, custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado; Manuel Queiró, do CDS, era administrador da área de imobiliário (!) auferindo 8.000 euros mensais. Com a falência do governo em finais de 2005, a EDP passou a contar com um novo assessor jurídico. Foi nomeado pelo ex-ministro António Mexia (que passou a presidente executivo da EDP) e foi ganhar cerca de EUR 10.000 euros por mês. Quem era ele?: Pedro Santana Lopes.
Com o afastamento da visibilidade politica do primeiro convidado do grupo Bilderberg em 2004 entrou em cena o segundo convidado, José Sócrates, ex-parceiro de mediáticos e intermináveis debates-diversão televisivos durante mais de um ano. Em Junho de 2008 o novo Ministro da Administração Interna, António Costa afastou as suspeitas de tráfico de influências, o caso foi arquivado pelo Ministério Público e o sistema SIRESP, que permite as escutas fez o seu caminho até entrar em funcionamento. Entretanto, como manobra de divertimento público é o próprio ladrão que dá o alerta “agarra que é ladrão”. A partir de então o fado nacional passou a ser executado ao altifalante por José Sócrates.
O sistema de escutas tem sido igualmente aplicado por toda a Europa desde o golpe-de-estado neocon nos EUA no ano 2.000. O Sistema Integral de Intercepção de Comunicações Electrónicas (SITEL) elaborado pela multinacional Ericsson foi então também vendido ao Governo de José Maria Aznar em Espanha. É uma tecnologia que permite ligar, nada mais nada menos, que todos os telefones de um país a uma única central de escutas. O software é implantado nas companhias operadoras de telecomunicações e daí a informação é dirigida a centros de intercepção das comunicações dependentes do Ministério de Segurança Interna e aos agentes da Policia de Investigação, que por sua vez o fazem circular para outros destinatários sensíveis na rede SITEL (ou SIRESP, se se preferir a denominação nacional truncada). O programa permite às Policias rastrear a uma velocidade inédita todo o tipo de chamadas em tempo real, facultando acesso inclusivé a dados privados como a identidade dos intercomunicantes, o lugar de onde fazem a chamada, a operadora que utilizam e inclusivamente qual o tipo de contrato que possuem com a operadora. A ingerência na vida privada das pessoas configura uma espécie de ditadura velada que impende sobre todos os cidadãos nacionais. Não sabemos se as linhas de escutas acabam na nossa fronteira; não se trata de coisas tão comezinhas como de assuntos de alternância esquerda-direita; e parece ser por demais importante para terminar em políticos nacionais, funcionários certamente desprezíveis
O Ministério e os antecedentes. O dr. Branquinho Lobo foi Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Administração Interna no XI Governo Constitucional do dr. Mário Soares em 1987 seguido do dr. Manuel Dias Loureiro como ministro no MAI no XII e do dr. Armando António Martins Vara no XIII como secretário de Estado do mesmo MAI até 1997.
Na década seguinte, Branquinho Lobo reforma-se com a pensão por inteiro (5.320.000 euros a partir de 2002) alegando “doença do foro psiquiátrico”; Dias Loureiro funda um banco privado e ArmandoVara, juntando-se a outros notáveis, trespassa-se como alto funcionário para a coutada das empresas públicas. Armando Vara, junto com José Lamego aparece pouco depois envolvido no caso Eurominas e Dias Loureiro no escândalo do monopólio ilegal dos Canadair para combate aos incêndios. Em 2005 Dias Loureiro aparece de novo, desta vez ligado ao consórcio vencedor do SIRESP (o sistema de comunicações e escutas das Policias no valor de 538,2 milhões de euros!) , onde o único concorrente é a Sociedade Lusa de Negócios,
uma holding que detém a Pleiade, uma empresa administrada por Daniel Sanches, antigo quadro do BPN e director do DCIAP até integrar o XVI Governo Constitucional como ministro da Administração Interna em 2004/2005. Ele e o ex-titular da pasta das Finanças, Bagão Félix, adjudicaram o sistema SIRESP três dias após terem já perdido as legislativas”. Dias Loureiro era então administrador não executivo do grupo SLN presidido por Oliveira e Costa, por sua vez antigo secretário de Estado da Administração Fiscal.
Em 2004 o país entra em estado de choque com a nomeação de um 1º ministro impossível. A gíria popular cunha um novo termo adaptando a lingua às novas circunstâncias - as “santanices” não se fizeram esperar: por resolução proferida no dia 30 de Julho de 2004, o Conselho de Ministros do Governo no Dr. Pedro Santana Lopes na pessoa do ministro Morais Sarmento nomeou o reformado juiz Branquinho Lobo como Director Nacional da Policia de Segurança Pública; que de imediato fez a sua declaração de bens: “Eu até sou maluco por estar a trabalhar na PSP e ganhar um terço do vencimento (recebo o mínimo, 1.577 euros) quer dizer, com o esforço que faço deveria ganhar a totalidade". (o que acrescentado ao valor da reforma por inaptidão mental passou a somar 6.877.000 euros).
Estado de saque! António Mexia saiu da GALP e passou a ser Ministro das Obras Públicas e Transportes... o filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para a Refer com 28 anos a receber, desde logo, 6.600 euros mensais. Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP, custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado; Manuel Queiró, do CDS, era administrador da área de imobiliário (!) auferindo 8.000 euros mensais. Com a falência do governo em finais de 2005, a EDP passou a contar com um novo assessor jurídico. Foi nomeado pelo ex-ministro António Mexia (que passou a presidente executivo da EDP) e foi ganhar cerca de EUR 10.000 euros por mês. Quem era ele?: Pedro Santana Lopes.
Com o afastamento da visibilidade politica do primeiro convidado do grupo Bilderberg em 2004 entrou em cena o segundo convidado, José Sócrates, ex-parceiro de mediáticos e intermináveis debates-diversão televisivos durante mais de um ano. Em Junho de 2008 o novo Ministro da Administração Interna, António Costa afastou as suspeitas de tráfico de influências, o caso foi arquivado pelo Ministério Público e o sistema SIRESP, que permite as escutas fez o seu caminho até entrar em funcionamento. Entretanto, como manobra de divertimento público é o próprio ladrão que dá o alerta “agarra que é ladrão”. A partir de então o fado nacional passou a ser executado ao altifalante por José Sócrates.
O sistema de escutas tem sido igualmente aplicado por toda a Europa desde o golpe-de-estado neocon nos EUA no ano 2.000. O Sistema Integral de Intercepção de Comunicações Electrónicas (SITEL) elaborado pela multinacional Ericsson foi então também vendido ao Governo de José Maria Aznar em Espanha. É uma tecnologia que permite ligar, nada mais nada menos, que todos os telefones de um país a uma única central de escutas. O software é implantado nas companhias operadoras de telecomunicações e daí a informação é dirigida a centros de intercepção das comunicações dependentes do Ministério de Segurança Interna e aos agentes da Policia de Investigação, que por sua vez o fazem circular para outros destinatários sensíveis na rede SITEL (ou SIRESP, se se preferir a denominação nacional truncada). O programa permite às Policias rastrear a uma velocidade inédita todo o tipo de chamadas em tempo real, facultando acesso inclusivé a dados privados como a identidade dos intercomunicantes, o lugar de onde fazem a chamada, a operadora que utilizam e inclusivamente qual o tipo de contrato que possuem com a operadora. A ingerência na vida privada das pessoas configura uma espécie de ditadura velada que impende sobre todos os cidadãos nacionais. Não sabemos se as linhas de escutas acabam na nossa fronteira; não se trata de coisas tão comezinhas como de assuntos de alternância esquerda-direita; e parece ser por demais importante para terminar em políticos nacionais, funcionários certamente desprezíveis
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