Segundo estatísticas da ONUSida em 2013 havia 9,7 milhões de pessoas a ser tratadas com medicamentos anti-retrovirais contra a epidemia da Sida. Espera-se aumentar esse número em 2015 para 15 milhões de pessoas abrangidas por esses tratamento especifico do total de 25,9 milhões de infectados conhecidos.
Neste momento existem 42,5 milhões de refugiados sem acesso a qualquer terapia, ou sequer cuidados de saúde em geral. Atingir 80 por cento de cobertura para os doentes infectados implicará um gasto adicional de 2,4 biliões de dólares. Actualmente o custo médio anual de tratamento do HIV é de 14.277 euros por paciente. Significa que para as empresas multinacionais fabricantes da indústria farmacêutica existe bastante margem para crescer, para criar procura, para vender e obter lucros fabulosos. Significa que o PIB potencial anual das farmacêuticas, só no que concerne aos medicamentos da Sida previsto será de cerca de 369,77 mil milhões de dólares/ano.
o PIB da Ucrânia antes da tomada de poder em Kiev pela extrema-direita era de 337,4 biliões de dólares. Entre 1991 e 1999, com a implosão da União Soviética, a Ucrânia tinha perdido 60 por cento do PIB. A recente perda da Crimeia representa menos 3,7 por cento. Com as duas regiões autónomas revoltosas no leste a Ucrânia perde mais 20 por cento do PIB. Endividada e em estado de degradação, (só à Russia deve 5,3 mil milhões do fornecimento de gaz) cujas consequências sobram para a União Europeia e aproveitam ao FMI, a região é um foco de instabilidade onde é fácil recrutar mercenários para trabalhos sujos. E se estes forem controlados pelo governo, tanto melhor!!
Existem provas que o voo da Malaysian Airlines MH17 abatido sobre a Ucrânia foi alvo de ataque por um avião da força aérea ucraniana em Julho de 2014. Levando em linha de conta que os separatistas não têm força aérea…
Coincidência extraordinária, a bordo desse avião com 298 passageiros a bordo seguiam 100 especialistas em HIV com destino a uma Conferência de Especialistas em Melbourne, entre eles o reputado Joep Lange. Sabendo-se da recente evolução em direcção à descoberta de uma vacina preventiva que ponha cobro à epidemia, a pergunta a fazer é: “E se a cura da Sida seguisse a bordo daquele avião?”, já viram o prejuízo?
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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segunda-feira, setembro 29, 2014
quinta-feira, setembro 18, 2014
Politica de Transcortes
A fúria privatizadora de tudo o que é bem público de uso social em Portugal decidida pelo Bloco Central de interesses nos últimos anos consiste na sub-orçamentação das empresas-alvo e tem como único objectivo furtar ao Estado e entregar ao Capital financeiro tudo o que é lucrativo.
As indemnizações compensatórias aprovadas pelo Governo, no segundo “orçamento rectificativo” no espaço de um ano (!), relativas aos serviços prestados por empresas públicas, privadas ou municipais correspondem a um montante global de 229 milhões de euros. Em comunicado o conselho de ministros refere que este valor “representa uma redução global de 95 milhões de euros comparativamente ao ano anterior” (portanto, de sub-orçamentação). Uma redução que é válida apenas para as empresas públicas e que eventualmente terá de ser compensada com novo aumento no preço dos transportes públicos em 2015. A CP foi contemplada com uma indemnização compensatória de 18.857 milhões, ou seja, menos 17.031 milhões de euros que em 2013. Por sua vez o Metropolitano de Lisboa vai receber directamente 29.627 milhões contra os 46.640 milhões de euros recebidos em 2013 (menos 17.031 milhões). O Metro do Porto fica com menos 8.520 milhões e o Metro Sul do Tejo com menos 3.384 milhões de euros.
À Carris o governo PSD/CDS atribuiu 5 milhões de euros; em 2013 havia atribuído 19,682 milhões A congénere do Porto, a STCP recebe igualmente 5 milhões, contra os 10,820 milhões recebidos o ano passado. Esta devrá ser a última vez que o Metro de Lisboa e o do Porto, Carris e STCP recebem indemnizações compensatórias do Orçamento do Estado, dado que o fim do pagamento de indemnizações compensatórias a essas empresas é uma das medidas que constam do caderno de encargos do processo com vista à sua privatização. Na Área Metropolitana de Lisboa as duas empresas de transporte fluvial de passageiros, Soflusa e Transtejo, não vêem os montantes das indemnizadas directas sofrer grande variação. Por sua vez, as empresas privadas do sector rodoviário de transportes vão receber no seu conjunto cerca de 18,4 milhões de euros de indemnizações compensatórias em 2014. Ou seja, um aumento de mais de 100% atendendo aos 9,175 milhões de euros recebidos em 2013.
Com menos financiamento directo do Estado e a braços com a perda acentuada de passageiros, empresas como a CP, Carris e Metro vão ter de rever os preços actualmente em vigor. Será o sexto aumento no espaço de quatro anos, período em que o custo das famílias com transportes públicos cresceu em média 25%. No inicio de 2014 o preço dos transportes subiu 1%, mas recuando um pouco, há que recordar que em 2011 (com o governo “socialista” de Sócrates) os preços foram aumentados em 4,5%. Já com o governo de vigaristas Passos/Portas agravaram-se em 5% (em Agosto de 2011), mais 5% em 2012 e 0,9% em 2013. Pelo meio desapareceram os descontos em passes sociais para estudantes e reformados, o que levou no casos dos primeiros a um aumento de 100% no passe social. A estes aumentos há que juntar a degradação dos serviços, com a redução de carreiras, do número de carruagens e com o aumento dos tempos de espera. (texto decalcado do jornal da Voz do Operário)
As indemnizações compensatórias aprovadas pelo Governo, no segundo “orçamento rectificativo” no espaço de um ano (!), relativas aos serviços prestados por empresas públicas, privadas ou municipais correspondem a um montante global de 229 milhões de euros. Em comunicado o conselho de ministros refere que este valor “representa uma redução global de 95 milhões de euros comparativamente ao ano anterior” (portanto, de sub-orçamentação). Uma redução que é válida apenas para as empresas públicas e que eventualmente terá de ser compensada com novo aumento no preço dos transportes públicos em 2015. A CP foi contemplada com uma indemnização compensatória de 18.857 milhões, ou seja, menos 17.031 milhões de euros que em 2013. Por sua vez o Metropolitano de Lisboa vai receber directamente 29.627 milhões contra os 46.640 milhões de euros recebidos em 2013 (menos 17.031 milhões). O Metro do Porto fica com menos 8.520 milhões e o Metro Sul do Tejo com menos 3.384 milhões de euros.
À Carris o governo PSD/CDS atribuiu 5 milhões de euros; em 2013 havia atribuído 19,682 milhões A congénere do Porto, a STCP recebe igualmente 5 milhões, contra os 10,820 milhões recebidos o ano passado. Esta devrá ser a última vez que o Metro de Lisboa e o do Porto, Carris e STCP recebem indemnizações compensatórias do Orçamento do Estado, dado que o fim do pagamento de indemnizações compensatórias a essas empresas é uma das medidas que constam do caderno de encargos do processo com vista à sua privatização. Na Área Metropolitana de Lisboa as duas empresas de transporte fluvial de passageiros, Soflusa e Transtejo, não vêem os montantes das indemnizadas directas sofrer grande variação. Por sua vez, as empresas privadas do sector rodoviário de transportes vão receber no seu conjunto cerca de 18,4 milhões de euros de indemnizações compensatórias em 2014. Ou seja, um aumento de mais de 100% atendendo aos 9,175 milhões de euros recebidos em 2013.
Com menos financiamento directo do Estado e a braços com a perda acentuada de passageiros, empresas como a CP, Carris e Metro vão ter de rever os preços actualmente em vigor. Será o sexto aumento no espaço de quatro anos, período em que o custo das famílias com transportes públicos cresceu em média 25%. No inicio de 2014 o preço dos transportes subiu 1%, mas recuando um pouco, há que recordar que em 2011 (com o governo “socialista” de Sócrates) os preços foram aumentados em 4,5%. Já com o governo de vigaristas Passos/Portas agravaram-se em 5% (em Agosto de 2011), mais 5% em 2012 e 0,9% em 2013. Pelo meio desapareceram os descontos em passes sociais para estudantes e reformados, o que levou no casos dos primeiros a um aumento de 100% no passe social. A estes aumentos há que juntar a degradação dos serviços, com a redução de carreiras, do número de carruagens e com o aumento dos tempos de espera. (texto decalcado do jornal da Voz do Operário)
domingo, dezembro 30, 2012
Bombas Festas, Santos Saldos
"O processo de destruição criativa é o factor essencial do capitalismo" (Joseph Schumpeter)
"Que podemos fazer? Vamos para as ruas, protestamos, fazemos greve, indignamo-nos, somos milhões, mas eles não se incomodam. Julgam que, pelo facto de terem ganho as eleições, o poder do voto permite tudo, mas não é verdade. O que é legal pode não legitimar. Legitimar a violência, o desdém pelos outros e pela sua opinião, exercer a prepotência são actos que têm de ser removidos. Não basta a desaprovação calma e serena, já vimos. Eles não ligam nenhuma a isso. Todos eles são coniventes com o crime de lesa-pátria. O crime de lesa-pátria não é só punido no tribunal da consciência colectiva. É castigado por lei. O crime de lesa-pátria é o que estes sujeitos estão a cometer. Olha bem para os retratos deles. Fixa-os e aos seus nomes. Não podemos deixar que o esquecimento os envolva e que as suas ignomínias escapem sem punição" (Baptista-Bastos, in "A Fala de Zacarias Guinote)
mas, obviamente, a maioria continuará a sua vidinha (que pensam ser normal, como sempre)
Concentração capitalista a favor das Multinacionais na área do Consumo: Comerciantes de Atenas em greve contra abertura de lojas aos domingos
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"Que podemos fazer? Vamos para as ruas, protestamos, fazemos greve, indignamo-nos, somos milhões, mas eles não se incomodam. Julgam que, pelo facto de terem ganho as eleições, o poder do voto permite tudo, mas não é verdade. O que é legal pode não legitimar. Legitimar a violência, o desdém pelos outros e pela sua opinião, exercer a prepotência são actos que têm de ser removidos. Não basta a desaprovação calma e serena, já vimos. Eles não ligam nenhuma a isso. Todos eles são coniventes com o crime de lesa-pátria. O crime de lesa-pátria não é só punido no tribunal da consciência colectiva. É castigado por lei. O crime de lesa-pátria é o que estes sujeitos estão a cometer. Olha bem para os retratos deles. Fixa-os e aos seus nomes. Não podemos deixar que o esquecimento os envolva e que as suas ignomínias escapem sem punição" (Baptista-Bastos, in "A Fala de Zacarias Guinote)
mas, obviamente, a maioria continuará a sua vidinha (que pensam ser normal, como sempre)
Concentração capitalista a favor das Multinacionais na área do Consumo: Comerciantes de Atenas em greve contra abertura de lojas aos domingos
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sábado, maio 05, 2012
30 mil euros de coima para a Acção Social Capitalista
a “inspecção” da ASAE é uma tanga para ajudar a esconder a infração à lei. O dumping não pode ser adstrito apenas a dois ou três produtos (como a ASAE perversamente entendeu), uma vez que não houve qualquer condicionalismo aos produtos de consumo postos à disposição da labregada consumidora. Houve dumping sobre o total do que foi vendido (90 milhões de euros, cujo valor pago aos fornecedores é inferior), ponto final! Num Estado de direito, com regras de regulamentação em defesa do consumidor, era razão para se encerrar as superficies comerciais infractoras, e não para as sancionar apenas com uma amostra de coima que fica incomensuravelmente mais em conta que qualquer campanha de publicidade que o merceeiro do Cavaco tivesse entendido promover.
"O Pingo Doce deve ter arrecadado à volta de 90 milhões de euros em poucas horas em capitalização de produtos armazenados. De onde saiu o dinheiro: algum do bolso, mas grande parte saiu das contas bancárias por intermédio de cartões. Logo, os bancos vão acusar a saída de tanto dinheiro em tão pouco espaço de tempo, no principio do mês, em que os bancos contam com esse dinheiro nas contas, para se organizarem com ele. Mas, ainda ganham algum porque alguns compraram a crédito. Ora, se o Pingo Doce pedisse esse dinheiro à Banca iria pagar, digamos a 5%, em 5 anos, 25% da quantia. Assim não paga nada. O povo deu-lhe boa parte do seu ordenado a troco de géneros. Alguns vão ver-se à rasca porque com arroz não se paga a electricidade (ler o resto)
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"O Pingo Doce deve ter arrecadado à volta de 90 milhões de euros em poucas horas em capitalização de produtos armazenados. De onde saiu o dinheiro: algum do bolso, mas grande parte saiu das contas bancárias por intermédio de cartões. Logo, os bancos vão acusar a saída de tanto dinheiro em tão pouco espaço de tempo, no principio do mês, em que os bancos contam com esse dinheiro nas contas, para se organizarem com ele. Mas, ainda ganham algum porque alguns compraram a crédito. Ora, se o Pingo Doce pedisse esse dinheiro à Banca iria pagar, digamos a 5%, em 5 anos, 25% da quantia. Assim não paga nada. O povo deu-lhe boa parte do seu ordenado a troco de géneros. Alguns vão ver-se à rasca porque com arroz não se paga a electricidade (ler o resto)
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quarta-feira, maio 02, 2012
Vender abaixo do preço de custo é uma prática ilegal
o CESP responsabiliza o Pingo Doce, o promotor desta iniciativa e da abertura no 1º de Maio, vendendo produtos abaixo do preço de custo, bem como, o Governo que a autorizou permitindo a abertura das lojas no 1º de Maio e a ASAE que a não combateu como devia. A prática de "dumping" é ilegal. Poderia dar azo a uma queixa crime?
entretanto, regista-se o degradante espectáculo da carneirada consumidora obliterada pela miséria Inacreditável
ps: Uma opinião de Sandra Vinagre que subcrevo na totalidade:
"Para além do que já foi dito acerca da posição e claros objectivos do Pingo Doce, um povo que se vende, um Povo que não mantém os seus princípios e valores nas horas de dificuldade, um Povo que se deixa manipular desta maneira, merece ser criticado! O seu comentário, Pedro, mostra não só falta de conhecimentos da História como falta de respeito por aqueles que morreram por direitos que hoje vendemos. E se o que está em questão é a fome de muitos, vão-me desculpar, mas quem está a passar fome não tem possibilidades de gastar 100€ em compras. Se lá foram pessoas que concordam com as medidas do Governo, não tenho nada a dizer! Foram coerentes! Agora, criticar o Governo, criticar as medidas de austeridade, ir às manifestações e depois fazer isto... é a prova de que temos nesta sociedade um grande número de pessoas para quem as palavras princípios e valores são muito bonitas desde que não nos afectem directamente. Não é a noção que tenho de valores! Nem sequer é essa a definição de princípios!"
(no facebook in "No Dia 1º de maio eu Não Fui ao Pingo Doce")
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sábado, abril 28, 2012
mais impostos sobre os alimentos e a educação
Continua a saga governativa de distribuir impostos para cobrar à população as ajudas que estão a ser entregues aos bancos para os salvar da falência. Todos os dias jorram mais uns quantos:
estudantes que porventura não tenham integralmente pago as propinas à escola ou ao banco ficam sem o canudo da licenciatura; jovens licenciados com bolsas de estudo passam a pagar IRS sobre as miseráveis quantias que auferem. Superficies comerciais com mais de 2000 m2 passam a pagar 8 euros por cada m2 por ano de taxa alimentar. "Taxa" diz a ministra, quando de facto é um novo imposto, cujas consequências irão recair integralmente sobre os produtos à venda nesses espaços.
Para quem ainda não reparou, em Portugal existe uma bolha imobiliária assente sobre centros comerciais e grandes superficies de supermercados. Esta construção exagerada erigida sobre um poder de consumo inexistente será a próxima a desmoronar-se. Olhando com atenção para a alta de preços que se tem vindo a registar, actualmente ninguém está já a compreender muito bem como é que tantas delas ainda subsistem entregues como estão às moscas - 1 quilo de cenouras no Pingo Doce custava ontem 49 cêntimos, nas mercearias Chinesas ou de Indianos que abrem de minuto a minuto por tudo o que é canto nos nossos bairros igual quantidade do mesmo produto custa 24 cêntimos. Menos de metade.
Uma cenoura é uma cenoura. As diferenças de preços nos restantes produtos são equivalentes. Torna-se portanto óbvia qual será a escolha entre os "consumidores" e os "fregueses". E assim paulatinamente Lisboa vai adquirindo um ar de 3º Mundo que até lhe fica giro. Desde que sirva para destruir e levar à falência os belmiros azevedos e soares dos santos que têm patrocinado (pago favores a) politicos da laia dos que temos tido nos governos
estudantes que porventura não tenham integralmente pago as propinas à escola ou ao banco ficam sem o canudo da licenciatura; jovens licenciados com bolsas de estudo passam a pagar IRS sobre as miseráveis quantias que auferem. Superficies comerciais com mais de 2000 m2 passam a pagar 8 euros por cada m2 por ano de taxa alimentar. "Taxa" diz a ministra, quando de facto é um novo imposto, cujas consequências irão recair integralmente sobre os produtos à venda nesses espaços.
Para quem ainda não reparou, em Portugal existe uma bolha imobiliária assente sobre centros comerciais e grandes superficies de supermercados. Esta construção exagerada erigida sobre um poder de consumo inexistente será a próxima a desmoronar-se. Olhando com atenção para a alta de preços que se tem vindo a registar, actualmente ninguém está já a compreender muito bem como é que tantas delas ainda subsistem entregues como estão às moscas - 1 quilo de cenouras no Pingo Doce custava ontem 49 cêntimos, nas mercearias Chinesas ou de Indianos que abrem de minuto a minuto por tudo o que é canto nos nossos bairros igual quantidade do mesmo produto custa 24 cêntimos. Menos de metade.
Uma cenoura é uma cenoura. As diferenças de preços nos restantes produtos são equivalentes. Torna-se portanto óbvia qual será a escolha entre os "consumidores" e os "fregueses". E assim paulatinamente Lisboa vai adquirindo um ar de 3º Mundo que até lhe fica giro. Desde que sirva para destruir e levar à falência os belmiros azevedos e soares dos santos que têm patrocinado (pago favores a) politicos da laia dos que temos tido nos governos
sexta-feira, abril 20, 2012
vamos lá brincar à caridadezinha
“A caridade é amor”/Proclama Dona Abastança,/Esposa de um comendador,/Senhor da alta finança" (Zeca Afonso)
O senhor presidente da república vem patrocinar uma campanha contra o desperdicio alimentar e, num acto de misericórdia para com os pobres que crescem a cada dia que passa, vem aconselhar que supermercados e restaurantes ofereçam os restos de comida não consumida a quem tem fome. Enfim, uma coisa "muito digna" vinda da parte do mais alto representante dos filhos da puta que puseram o país no estado em que está, ao qual um amontoado de artistas da nossa praça tidos como gente de esquerda veio de imediato dar o seu apoio. De facto uma campanha de publicidade desenvolvida pela JWT
.
Isabel Jonet, do Banco Alimentar contra a Fome, veio de imediato dizer que era contra porque esta proposta é inviável: o catering de assistência aos pobres com restos de comida de restaurantes não é exequivel, pelas condições e custos de transportes e serviços na hora, que teria ademais de cumprir com um enorme investimento em viaturas próprias e cumprir todas as regras e leis vigentes sobre higiene de transporte de produtos alimentares. Finalmente, o misericordioso e neo-feudal programa de Cavaco Silva tenderá a degenerar numa substituição de alimentos fisicos por incentivos ao negócio de restauração, transformando esses restos em tickets a ser gastos nos estabelecimentos. O programa Zero Desperdicio é uma vergonha e um disparate. Tudo nasceu dos excedentes não vendidos das grandes superficies, as quais, para angariar boa imagem de marketing, querem fazer esquecer que Belmiro de Azevedo (Sonae-Continente) e Alexandre Soares dos Santos (Pingo Doce), são de facto os dois principais apoiantes dos partidos no Poder (um de José Sócrates, outro de Cavaco Silva). Esta campanha é mais uma fraude bem ao estilo das caras desavergonhadas que nos desgovernam - estes dois responsáveis pela delapidação da cadeia de produção nacional na qualidade dos dois maiores importadores de bens alimentares do estrangeiro, já têm campanhas de distribuição de alimentos prestes a atingir o limite de validade e frescos enxovalhados pelo menos desde 2010. Desde então que o Pingo Doce faz doacção desses alimentos a 350 Instituições e o Continente a 496 outras entidades activistas da caridade. (jornal Público, Novembro de 2010)
Como é que um país com fama de europeu chegou a este estado de descivilização? a desculpa é que Portugal contraiu uma dívida que é obrigado a pagar, "por uma questão de honra". Entretanto e com esse pretexto, para cúmulo da hipocrisia, a campanha de desonra e lançamento da classe média na pobreza não conhece tréguas. Acabam-se com as indemnizações por despedimento e, zás!, passamos a "país desenvolvido" Paralelamente, a mina de ouro dos altos funcionários europeus continua funcionar em pleno. Usufruem de reformas de 9000 euros aos 50 anos, apenas com 15 anos de poleiro, ainda que nunca tenham feito qualquer desconto (LePoint). Ao mesmo tempo que se pensa dispensar milhares de trabalhadores de empresas como a CP, Carris, REFER, Metro ou EMEF sem reformas antecipadas e se gastam 8 milhões de euros para a Guimarães Capital europeia da Cultura com o chorudo "salário" de Jorge Sampaio à cabeça
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O senhor presidente da república vem patrocinar uma campanha contra o desperdicio alimentar e, num acto de misericórdia para com os pobres que crescem a cada dia que passa, vem aconselhar que supermercados e restaurantes ofereçam os restos de comida não consumida a quem tem fome. Enfim, uma coisa "muito digna" vinda da parte do mais alto representante dos filhos da puta que puseram o país no estado em que está, ao qual um amontoado de artistas da nossa praça tidos como gente de esquerda veio de imediato dar o seu apoio. De facto uma campanha de publicidade desenvolvida pela JWT
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Isabel Jonet, do Banco Alimentar contra a Fome, veio de imediato dizer que era contra porque esta proposta é inviável: o catering de assistência aos pobres com restos de comida de restaurantes não é exequivel, pelas condições e custos de transportes e serviços na hora, que teria ademais de cumprir com um enorme investimento em viaturas próprias e cumprir todas as regras e leis vigentes sobre higiene de transporte de produtos alimentares. Finalmente, o misericordioso e neo-feudal programa de Cavaco Silva tenderá a degenerar numa substituição de alimentos fisicos por incentivos ao negócio de restauração, transformando esses restos em tickets a ser gastos nos estabelecimentos. O programa Zero Desperdicio é uma vergonha e um disparate. Tudo nasceu dos excedentes não vendidos das grandes superficies, as quais, para angariar boa imagem de marketing, querem fazer esquecer que Belmiro de Azevedo (Sonae-Continente) e Alexandre Soares dos Santos (Pingo Doce), são de facto os dois principais apoiantes dos partidos no Poder (um de José Sócrates, outro de Cavaco Silva). Esta campanha é mais uma fraude bem ao estilo das caras desavergonhadas que nos desgovernam - estes dois responsáveis pela delapidação da cadeia de produção nacional na qualidade dos dois maiores importadores de bens alimentares do estrangeiro, já têm campanhas de distribuição de alimentos prestes a atingir o limite de validade e frescos enxovalhados pelo menos desde 2010. Desde então que o Pingo Doce faz doacção desses alimentos a 350 Instituições e o Continente a 496 outras entidades activistas da caridade. (jornal Público, Novembro de 2010)
Como é que um país com fama de europeu chegou a este estado de descivilização? a desculpa é que Portugal contraiu uma dívida que é obrigado a pagar, "por uma questão de honra". Entretanto e com esse pretexto, para cúmulo da hipocrisia, a campanha de desonra e lançamento da classe média na pobreza não conhece tréguas. Acabam-se com as indemnizações por despedimento e, zás!, passamos a "país desenvolvido" Paralelamente, a mina de ouro dos altos funcionários europeus continua funcionar em pleno. Usufruem de reformas de 9000 euros aos 50 anos, apenas com 15 anos de poleiro, ainda que nunca tenham feito qualquer desconto (LePoint). Ao mesmo tempo que se pensa dispensar milhares de trabalhadores de empresas como a CP, Carris, REFER, Metro ou EMEF sem reformas antecipadas e se gastam 8 milhões de euros para a Guimarães Capital europeia da Cultura com o chorudo "salário" de Jorge Sampaio à cabeça
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quinta-feira, março 29, 2012
hoje somos todos todos ibéricos...
... por uma saída operária para a crise
informação sobre a Greve Geral em Espanha, momento a momento, aqui
Num tempo de proximidade, (40 anos), que é aquele que mais nos afecta e coincide com a eclosão do Neoliberalismo, um acontecimento chave é fulcral: em 1971 os Estados Unidos, a potência hegemónica que gere a moeda de referência fiduciária global, declarou unilateralmente o fim da convertibilidade do Dólar em Ouro.
Quer isto dizer que as famosas reservas de ouro guardadas em Fort Knox já não existiam em quantidade suficiente que pudessem garantir aos fornecedores estrangeiros a troca de promissórias de pagamento por metal precioso. Quer isto dizer que os Estados Unidos passaram literalmente a pagar a sua dívida externa com a emissão de papel verde impresso à medida do necessário, quanto baste. Quem não gostaria de ter uma máquina destas? Assim, para além do papel e tinta, o valor fiduciário do Dólar assenta no factor “Confiança”, que permite a compra de títulos do Tesouro por investidores estrangeiros que, deste modo, financiam a dívida dos Estados Unidos. Esta dívida, em finais de 2011 ultrapassava a astronómica quantia de 15 triliões de dólares. E a “Confiança” assenta numa rede de mais de 1000 Bases Militares espalhadas pelo mundo inteiro. De que meios operacionais dispõem os Povos para tomar o poder em Washington e destruir este paradigma?
Os meios de manifestação usados, tanto pelos sindicatos como pelos movimentos sociais, continuam a ser os mesmos – protestos que ocupam fugazmente o espaço público e greves reivindincando melhores salários sobre uma ilusão de “crescimento”. Mas o paradigma neoliberal assenta já sobre uma sustentação social mínima extraída sobre o valor dos impostos, que incidem principalmente sobre o consumo… O sector produtivo no Ocidente tornou-se irrisório. Pelo acordo do Instituto Smithsonian decidido e imposto pela administração Nixon em finais de 1971, que destronou o paradigma anterior obtido em Bretton Woods, alterou-se irreversivelmente o modelo de acumulação que tinha funcionado assente no Sector Empresarial do Estado, como motor do desenvolvimento (capitalista).
Reivindicar sobre a Produção e não reivindicar sobre o Consumo?
A decisão unilateral dos Estados Unidos de poderem livremente emitir dinheiro sem qualquer relação com os valores atendíveis na produção de economia real - sendo evidente que essas emissões de dólares são investidas em projectos que lhes trazem vantagens no domínio estratégico dos mercados globais – significou que os EUA passaram a investir na criação de bolhas ao Consumo em beneficio das suas próprias corporações multinacionais. Em vez de investir no sector produtivo, a braços com uma crise de sobreprodução instalada, hoje em dia só uma única produção é rentável: a de material de guerra. Como pensou Saramago inquirir no livro que não chegou a acabar: “porque é que nunca houve uma Greve numa fábrica de armamento?”
Assim, as reivindicações operárias apenas sobre a produção tornaram-se só por si rituais ineficazes. É necessário igualmente a Greve Geral ao Consumo criado artificialmente (com dinheiro fictício). É preciso boicotar as grandes superfícies comerciais, principais responsáveis pela sangria de capitais exportados para pagar negócios em beneficio de estrangeiros, em detrimento dos produtores locais
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sexta-feira, janeiro 06, 2012
Tome nota, não se esqueça de tramar o Pingo Amargo
produtos representados por esta cadeia de supermercados:
de cada vez que se chupa um Olá paga-se 23%, na Holanda o IVA sobre produtos alimentares é de 6%. Pingo Doce, leva-me contigo! Vamos todos transferirmo-nos: o ordenado minimo na Holanda é de 1249,00 Euros! investirmo-nos em Portugal é hoje um risco; enquanto os capitais usufruem de plena liberdade, não têm nacionalidade nem precisam de zona de conforto. Enquanto o último a sair não apaga a luz (cujo interruptor já é chinês) ou enquanto não invertemos a mensagem hipócrita do Presidente de uns quantos portugueses, à qual respondemos "Vá-se embora você, que se faz tarde!"... vamos fazendo qualquer coisa de jeito, é preciso agir, colaborando activamente noterça-feira, janeiro 03, 2012
eles pregam a moral da salvação do país, mas na prática nada mais anseiam que transferir lucros para fora do país
Alexandre Soares dos Santos, um dos principais mecenas para a campanha de Cavaco Silva, e o segundo homem mais rico do país, acaba de transferir a sede da holding que gere a cadeia de supermercados Pingo Doce para um paraiso fiscal onde se pagam menos impostos, enquanto os da sua área política pedem cada vez mais sacrificios, e roubam salários e direitos à generalidade dos portugueses. Obviamente, escrita no léxico economês os Media corporativos disfarçam a noticia
Imprima, cole na parede à porta das lojas, distribua a ideia aos clientes. Vamos obrigar estas aves de rapina a levar em conta a responsabilidade social das empresas
é preciso falar verdade aos portugueses dizia ele no tempo em que andou a fazer campanha contra o Sócrates. Na foto, à direita do buraco "portugal" a eminência parda do P"S" António Barreto administrador do banco de dados Pordata outra obra do mecenas Soares dos Santos
Filosofia neoliberal da globalização: os da cadeia Jerónimo Martins chamam "investimento directo" à fuga aos impostos em Portugal
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Imprima, cole na parede à porta das lojas, distribua a ideia aos clientes. Vamos obrigar estas aves de rapina a levar em conta a responsabilidade social das empresas
é preciso falar verdade aos portugueses dizia ele no tempo em que andou a fazer campanha contra o Sócrates. Na foto, à direita do buraco "portugal" a eminência parda do P"S" António Barreto administrador do banco de dados Pordata outra obra do mecenas Soares dos SantosFilosofia neoliberal da globalização: os da cadeia Jerónimo Martins chamam "investimento directo" à fuga aos impostos em Portugal
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sexta-feira, dezembro 23, 2011
o melhor (e já agora também o pior) do ano
a opus magnum de Vincent van Gogh dita o "Céu Cintilante de Estrelas" (Sterrennacht boven de Rhône, 1888, apenas um "Céu estrelado à beira do Ródano" ) foi a obra mais reproduzida e vendida neste ano da graça de 2011; aqui, uma reprodução entre outras, na versão tapete de Arraiolos:
Esta retrospectiva da obra do pintor holandês foi filmada para servir como educação terapêutica num hospício de doentes mentais nos Estados Unidos:
1 em cada 5 norte-americanos necessita de cuidados psiquiátricos para distúrbios graves, a taxa mais alta do mundo, (onde existem estatísticas)
Extravagâncias e distúrbios psico-politicos afectam o Congresso. Durante o debate de ontem o senador do Wisconsin referiu-se a Michelle Obam nestes termos: "Ela dá-nos palestras sobre alimentação saudável, mas tem um traseiro bem gordo" (para ler aqui)
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Esta retrospectiva da obra do pintor holandês foi filmada para servir como educação terapêutica num hospício de doentes mentais nos Estados Unidos:1 em cada 5 norte-americanos necessita de cuidados psiquiátricos para distúrbios graves, a taxa mais alta do mundo, (onde existem estatísticas)
Extravagâncias e distúrbios psico-politicos afectam o Congresso. Durante o debate de ontem o senador do Wisconsin referiu-se a Michelle Obam nestes termos: "Ela dá-nos palestras sobre alimentação saudável, mas tem um traseiro bem gordo" (para ler aqui)
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quinta-feira, dezembro 08, 2011
espirito natalício na Europa...
... Made in China
... ao serviço da oligarquia financeira dos Estados Unidosa quem Cavaco Silva foi prestar vassalagem e aproveitou para dar uma não explicação no maior orgão sionista de desinformação global: "se a China tem um produto interno bruto per capita que é menos de metade do da Grécia... e se recusam a investir em títulos da divida europeia (...) e se os europeus se recusam também a contribuir para o Fundo de Estabilidade Financeira da Europa... a chave está no Banco Central Europeu injectar euros no Fundo Monetário Internacional" (1) - partindo do principio que o BCE é na verdade um lobbie dos grandes grupos financeiros, adivinhe-se a quem presta vassalagem (2) e quem ganha com o negócio... (3)
clique para ampliar
(1) O esquema que está montado do qual Cavaco Silva é fiel serventuário:"a Reserva Federal está na origem da emissão de mais dinheiro virtual (papel e bytes em computador) para ajudar o FMI a ajudar os paises apanhados na crise da Dívida Soberana"
(2) Os donos das agências de rating são os fundos de investimento, que enriquecem com as suas valorizações (5Dias.com)
(3) Considerando a célebre declaração do secretário de Estado Zbigniew Brzezinski na década de 70: "os povos, as economias e os governos de todas as nações devem estar ao serviço das necessidades dos bancos e corporações multinacionais"... e que esta declaração politica pressupunha uma espécie de governo sombra mundial... foi fundada na mesma altura a Comissão Trilateral (acoplando o grupo Bilderberg (1954) na organização norte americana fundada em 1973 por David Rockefeller do Chase Manhattan Bank e pelo mesmo Brzezinski conselheiro do governo de Jimmy Carter). Nos 30 "gloriosos anos" seguintes do capitalismo sob as administrações Reagan/Clinton 80% da economia mundial passou a ser controlada pelos três polos financeiros saídos da 2ª Grande Guerra: o vencedor Estados Unidos, a Europa liderada pela potência derrotada (a Alemanha) e o igualmente derrotado e colonizado Japão.
(4) História das 8 Familias que controlam o monopólio financeiro da Reserva Federal norte-americana
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terça-feira, dezembro 06, 2011
encontro de contas: sai mais uma bica e menos uma contrapartida
Sector da restauração prevê o despedimento de 47.000 empregados e uma drástica redução da facturação por falta de clientes. Dos actuais 80.000 estabelecimento do ramo existentes em Portugal talvez possam subsistir menos de 60.000. Com esta quebra a colecta de IVA pelo Fisco deverá situar-se perto dos 200 milhões de euros.
Paulo Portas, que como ministro da Defesa tinha encomendado as novas viaturas de combate urbano Pandur para as Forças Armadas, agora como Ministro dos Negócios estrangeiros acaba de perdoar 190 milhões de euros do incumprimento no contrato das contrapartidas devidas ao Estado.
Paulo Portas, se não tivesse usado a costela corrupta que traz às costas e não tivesse perdoado uma dívida na qual ele próprio esteve envolvido como parte em representação do Estado, teria sugerido que não se mexesse no IVA dos restaurantes porque as contas com mais 190 milhões de euros estariam assim praticamente equilibradas. Mas o pensamento do ministro tem decerto um maior alcance: como o fabrico das Pandur está entretanto suspenso, espera que aos novos desempregados de um sector terciário de baixa qualificação que tem uma dimensão excessiva em Portugal... adquiram formação por milagre, lhes dê uma súbita vontade de trabalhar e vão todos direitinhos ajudar a montar blindados. Por linhas tortas, Cur Zeus Homo
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Paulo Portas, que como ministro da Defesa tinha encomendado as novas viaturas de combate urbano Pandur para as Forças Armadas, agora como Ministro dos Negócios estrangeiros acaba de perdoar 190 milhões de euros do incumprimento no contrato das contrapartidas devidas ao Estado.
Paulo Portas, se não tivesse usado a costela corrupta que traz às costas e não tivesse perdoado uma dívida na qual ele próprio esteve envolvido como parte em representação do Estado, teria sugerido que não se mexesse no IVA dos restaurantes porque as contas com mais 190 milhões de euros estariam assim praticamente equilibradas. Mas o pensamento do ministro tem decerto um maior alcance: como o fabrico das Pandur está entretanto suspenso, espera que aos novos desempregados de um sector terciário de baixa qualificação que tem uma dimensão excessiva em Portugal... adquiram formação por milagre, lhes dê uma súbita vontade de trabalhar e vão todos direitinhos ajudar a montar blindados. Por linhas tortas, Cur Zeus Homo.
segunda-feira, julho 04, 2011
da actividade dos Lobies no sector da Saúde Pública
o governo PSD-CDS herda factura de 1625 milhões de euros de dívidas dos hospitais, aos quais se juntam mais de 1100 milhões das Administrações Regionais de Saúde. Nas unidades hospitalares foi o negócio da venda de medicamentos que mais contribuiu para estes valores. A primeira "tranche" enviada pela "troika" para Portugal não chegaria para pagar o "buraco" consentido pelos anteriores governos.
"Está a dizer que os grupos económicos da saúde não têm ética?"
António Arnaut: "Não podem ter, porque querem lucro. O lucro perturba as pessoas"
Entrevista ao DN publicada no dia 1 de Julho no âmbito do debate "O Estado da Saúde em Portugal" a decorrer hoje segunda-feira dia 4, entre as 18.00 e as 19.30, no auditório do jornal na Avenida da Liberdade (Lisboa)
O "pai" do Serviço Nacional de Saúde defende que o sistema é sustentável, recorda as peripécias da criação do sistema, alerta para o perigo dos grupos económicos e deixa um aviso ao Governo: "Se tentarem destruir o SNS, vai haver um levantamento popular". Não é desta forma que as coisas se vão passar. Com o "novo" Governo e o seu plano de privatizações o utente médio não irá notar uma mudança brusca; os investimentos serão paulatinamente desviados para as alternativas privadas até que o SNS ficará praticamente inoperante, útil apenas como último recurso para as classes socialmente mais baixas.
Visto de outro ângulo: Cada português já paga, através dos actuais impostos, 917 euros por ano para o SNS. As Parcerias Público-Privadas na Saúde vão custar 3,3 mil milhões de euros nos próximos 30 anos; Quer dizer, cada português vai financiar as PPP com mais 300 euros anuais durante mais 30 anos. Além disso, é chamado a pagar mais taxas moderadoras cada vez que recorrer aos serviços médicos. E depois disto... que fazer do juramento de Cavaco Silva sobre a Constituição que reza que o SNS, como direito humano, deve ser tendencialmente gratuito?
Uma politica de traidores vendidos aos interesses das multinacionais estrangeiras
"Na privatização, a sociedade é privada de um determinado bem ou serviço público no qual um investidor está interessado por razões de lucro"
(John Perkins, ex-assassino económico). Onde se ouve "petróleo" entenda-se qualquer outro recurso exposto à avidez das empresas multinacionais: "hospitais", "transportes" "energia", "monopólios de distribuição", etc
Em 2010 o Estado fez ajustes directos às Farmacêuticas no valor de 250 milhões de euros. Em cerca de uma centena desses contratos sem concurso público 45 foram feitos às empresas constantes no gráfico acima, todos eles por valores superiores a um milhão de euros. A maior empresa portuguesa no sector, a BIAL, o maior contrato que conseguiu foi no valor de 12.740 euros
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"Está a dizer que os grupos económicos da saúde não têm ética?"António Arnaut: "Não podem ter, porque querem lucro. O lucro perturba as pessoas"
Entrevista ao DN publicada no dia 1 de Julho no âmbito do debate "O Estado da Saúde em Portugal" a decorrer hoje segunda-feira dia 4, entre as 18.00 e as 19.30, no auditório do jornal na Avenida da Liberdade (Lisboa)
O "pai" do Serviço Nacional de Saúde defende que o sistema é sustentável, recorda as peripécias da criação do sistema, alerta para o perigo dos grupos económicos e deixa um aviso ao Governo: "Se tentarem destruir o SNS, vai haver um levantamento popular". Não é desta forma que as coisas se vão passar. Com o "novo" Governo e o seu plano de privatizações o utente médio não irá notar uma mudança brusca; os investimentos serão paulatinamente desviados para as alternativas privadas até que o SNS ficará praticamente inoperante, útil apenas como último recurso para as classes socialmente mais baixas.
Visto de outro ângulo: Cada português já paga, através dos actuais impostos, 917 euros por ano para o SNS. As Parcerias Público-Privadas na Saúde vão custar 3,3 mil milhões de euros nos próximos 30 anos; Quer dizer, cada português vai financiar as PPP com mais 300 euros anuais durante mais 30 anos. Além disso, é chamado a pagar mais taxas moderadoras cada vez que recorrer aos serviços médicos. E depois disto... que fazer do juramento de Cavaco Silva sobre a Constituição que reza que o SNS, como direito humano, deve ser tendencialmente gratuito?Uma politica de traidores vendidos aos interesses das multinacionais estrangeiras
"Na privatização, a sociedade é privada de um determinado bem ou serviço público no qual um investidor está interessado por razões de lucro"
(John Perkins, ex-assassino económico). Onde se ouve "petróleo" entenda-se qualquer outro recurso exposto à avidez das empresas multinacionais: "hospitais", "transportes" "energia", "monopólios de distribuição", etc
Em 2010 o Estado fez ajustes directos às Farmacêuticas no valor de 250 milhões de euros. Em cerca de uma centena desses contratos sem concurso público 45 foram feitos às empresas constantes no gráfico acima, todos eles por valores superiores a um milhão de euros. A maior empresa portuguesa no sector, a BIAL, o maior contrato que conseguiu foi no valor de 12.740 euros
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sábado, maio 07, 2011
Capitalismo democrático?
Que podem as manifestações ordeiras e bem comportadinhas de uma esquerda reformista de convívio com o neoliberalismo e zeladora da Ordem como acção para modificar o mundo em que vivemos? Muito pouco!, A revolução é um desfile?
Onde e enquanto vigorar o Capitalismo o conceito original de Democracia estará sempre subvertido. Diz Marx no primeiro capítulo de “O Capital”: “a riqueza das sociedades onde impera o regime capitalista de produção surge-nos como um imenso arsenal de mercadorias”. Hoje em dia é dos Mercados para essas mercadorias e da liberdade de acesso a esses mercados que trata o sistema politico a que chamam de “democracia” – como se a liberdade na diversidade dos milhões e milhões de pequenos produtores não estivesse cerceada e pudesse competir com a hegemonia dos grandes monopólios que concentram o consumo nas grandes superfícies comerciais em investimentos de milhares de milhões para os quais a Banca sempre encontra crédito [Como se sabe, os homens mais ricos nos países capitalistas são normalmente os donos das mega-cadeias de distribuição]. Pouco importa aos decisores do poder se esse “Mercado” (dito “livre”) tenha perdido os seus valores iniciais e fosse adquirindo o carácter selvático que hoje o caracteriza (1). A existência ou não dessa liberdade na esfera da produção não conta para nada. Para quê a preocupação com a lei do Valor de Marx se hoje a “liberdade” é medida, na óptica dos gestores capitalistas (2), não pelo valor das mercadorias e serviços mas pela quantidade de papel-moeda impresso?
Mais eficaz que qualquer desfile ou manifestação cívica respeitadora e ordeira tendo em vista "transformar o mundo e não apenas em filosofar sobre ele", seria uma greve ao consumo nas grandes superficies comerciais - que são a base de sustentação dos grandes monopólios multinacionais (3). Comprar apenas local aos produtores locais no comércio tradicional e, já que estamos condenados a fazer sacrificios, comprar apenas produtos portugueses. Uma surpresa para a qual "a nossa Europa" dos patrões não estaria decerto à espera.
Josephine Meckseper fez esta fotografia na década de 70
colocando em contraponto um grupo de manifestantes e
um caixote extravasado do lixo que o evento produziu.
Na prática os manifestantes estão a ajudar o
paradigma de consumo capitalista que pensam criticar
Onde e enquanto vigorar o Capitalismo o conceito original de Democracia estará sempre subvertido. Diz Marx no primeiro capítulo de “O Capital”: “a riqueza das sociedades onde impera o regime capitalista de produção surge-nos como um imenso arsenal de mercadorias”. Hoje em dia é dos Mercados para essas mercadorias e da liberdade de acesso a esses mercados que trata o sistema politico a que chamam de “democracia” – como se a liberdade na diversidade dos milhões e milhões de pequenos produtores não estivesse cerceada e pudesse competir com a hegemonia dos grandes monopólios que concentram o consumo nas grandes superfícies comerciais em investimentos de milhares de milhões para os quais a Banca sempre encontra crédito [Como se sabe, os homens mais ricos nos países capitalistas são normalmente os donos das mega-cadeias de distribuição]. Pouco importa aos decisores do poder se esse “Mercado” (dito “livre”) tenha perdido os seus valores iniciais e fosse adquirindo o carácter selvático que hoje o caracteriza (1). A existência ou não dessa liberdade na esfera da produção não conta para nada. Para quê a preocupação com a lei do Valor de Marx se hoje a “liberdade” é medida, na óptica dos gestores capitalistas (2), não pelo valor das mercadorias e serviços mas pela quantidade de papel-moeda impresso?Mais eficaz que qualquer desfile ou manifestação cívica respeitadora e ordeira tendo em vista "transformar o mundo e não apenas em filosofar sobre ele", seria uma greve ao consumo nas grandes superficies comerciais - que são a base de sustentação dos grandes monopólios multinacionais (3). Comprar apenas local aos produtores locais no comércio tradicional e, já que estamos condenados a fazer sacrificios, comprar apenas produtos portugueses. Uma surpresa para a qual "a nossa Europa" dos patrões não estaria decerto à espera.
Josephine Meckseper fez esta fotografia na década de 70colocando em contraponto um grupo de manifestantes e
um caixote extravasado do lixo que o evento produziu.
Na prática os manifestantes estão a ajudar o
paradigma de consumo capitalista que pensam criticar
notas
(1) “Tempos de Barbárie”, António Doctor, in “Politica Operária”
(2) Na economia neoliberal por cada dez dólares impressos, 9 são destinados a cobrir a especulação e apenas 1 dólar é indexado ao pagamento de mercadorias e serviços.
(3) "Um dos mitos propagandeado pelos diáconos do capitalismo e apropriado acriticamente por muitas ONGs é o do consumo responsável. Este mito diz-nos que podemos mudar o mundo pelo consumo, usando o nosso dinheiro para “votar” em produtos ecológicos. Assim se transfere a responsabilidade pela crise ecológica dos produtores para os consumidores e se cria a ilusão de que vivemos numa “democracia de mercado”. Obviamente, a realidade é muito diferente. No mercado, quem deveria determinar o que é produzido e o modo de produção é o produtor, não o consumidor. Ninguém nos perguntou se queríamos que as empresas destinassem o dinheiro que lhes damos à invenção de novos produtos electrónicos, como I-phones ou televisores plasma, ou ao desenvolvimento de produtos electrónicos mais eficientes no uso de energia. Ninguém nos perguntou se queríamos viver numa sociedade dominada pelo automóvel, se queríamos que a electricidade que entra em nossa casa fosse gerada maioritariamente por combustíveis fósseis ou se queríamos passar os fins-de-semana enfiados em grandes superfícies comerciais". (Ricardo Coelho, Informação Alternativa, Agosto de 2010)
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sábado, fevereiro 19, 2011
o bitáite do merceeiro
"Há mais conhecimento, sofisticação, capacidade estratégica e visão de longo prazo no conselho de administração da Jerónimo Martins do que no conselho de ministros"(lido no blogue Blasfémias)
A mundivisão desta associação de palermas blogosféricos deu-lhes para isto - para admitir que a opinião de uma cadeia multinacional de merceeiros, com acesso a ampla divulgação nos Media, tenha legitimidade para se pronunciar politicamente sobre a organização social de um país. Por via da justiça equitativa da análise, pena é que o salário e as condições de flexibilidade no trabalho do João Miranda não sejam equiparáveis ao salário de um caixa de supermercado
onde estão os produtos nacionais?
sábado, fevereiro 12, 2011
qual “democracia” qual carapuça...
quando os agentes da alta burgesia transnacional falam em “democracia” falam da conjugação de mercado livre com representação parlamentar; nada mais que isso – desfeito o equivoco, sabe a verdadeira razão porque o povo esteve nas ruas no Egipto?
A corrupção não é coisa que seja nova no Egipto (ou já agora, em Portugal, ou nos Estados Unidos). O que é um elemento novo é a raiva que se espalha naquele país e noutros através do Médio Oriente e norte de África. E isso deve-se principalmente ao facto que o preço dos alimentos, uma boa parte dos nossos orçamentos familiares, estão a disparar para níveis insuportáveis. Porquê? Graças à concentração dos especuladores em torno da banca. Os governos estão a ajudá-los a eles e fazem orelhas moucas às dificuldades que a inflação provoca nos povos e, como se não bastasse, ajudando a afogá-los ainda mais com impostos. Todo o cêntimo conta para repor o dinheiro que os banqueiros fizeram evaporar na crise.
Especulação com os bens essenciais, mais uma cortesia monetária de Wall Street. (Commodity speculation = revolta) Fazendo jogos financeiros com a fome dos povos
Não é toda a gente que se pode gabar de obter biliões de dólares da Reserva Federal norte americana, que os envia a juro baixo para os Bancos Centrais de todo o mundo.
A maioria das pessoas trabalha para obter o dinheiro que consegue levar para casa. Isto cria um problema real para as pessoas cujos rendimentos estagnaram ou até declinaram… enquanto os Governos fazem chover triliões sobre os bancos para lhes cobrir as perdas nos jogos especulativos de que só lhes sobrou papel tóxico – o que é que esses bancos (de acumulação capitalista cada vez mais concentracionária) estão a fazer livremente no mercado com esse dinheiro?
Eles continuam a jogar com ele, “aquecendo” os preços, dos cereais, do crude, do gáz, arroz, borracha, cobre, etc. Não existe razão nenhuma na oferta&procura para os preços das matérias primas terem subido para os valores onde estão agora. Trata-se de especulação pura assente nas ajudas em dinheiro fabricado que têm sido entregues aos bancos. Provavelmente, face à revolta dos povos, os preços virão a cair – mas entretanto dezenas de milhões de pessoas são lançadas na miséria, na fome, ou no mínimo verão o seu modelo tradicional de vida decair de forma vertiginosa
A corrupção não é coisa que seja nova no Egipto (ou já agora, em Portugal, ou nos Estados Unidos). O que é um elemento novo é a raiva que se espalha naquele país e noutros através do Médio Oriente e norte de África. E isso deve-se principalmente ao facto que o preço dos alimentos, uma boa parte dos nossos orçamentos familiares, estão a disparar para níveis insuportáveis. Porquê? Graças à concentração dos especuladores em torno da banca. Os governos estão a ajudá-los a eles e fazem orelhas moucas às dificuldades que a inflação provoca nos povos e, como se não bastasse, ajudando a afogá-los ainda mais com impostos. Todo o cêntimo conta para repor o dinheiro que os banqueiros fizeram evaporar na crise.Especulação com os bens essenciais, mais uma cortesia monetária de Wall Street. (Commodity speculation = revolta) Fazendo jogos financeiros com a fome dos povos
Não é toda a gente que se pode gabar de obter biliões de dólares da Reserva Federal norte americana, que os envia a juro baixo para os Bancos Centrais de todo o mundo.A maioria das pessoas trabalha para obter o dinheiro que consegue levar para casa. Isto cria um problema real para as pessoas cujos rendimentos estagnaram ou até declinaram… enquanto os Governos fazem chover triliões sobre os bancos para lhes cobrir as perdas nos jogos especulativos de que só lhes sobrou papel tóxico – o que é que esses bancos (de acumulação capitalista cada vez mais concentracionária) estão a fazer livremente no mercado com esse dinheiro?
Eles continuam a jogar com ele, “aquecendo” os preços, dos cereais, do crude, do gáz, arroz, borracha, cobre, etc. Não existe razão nenhuma na oferta&procura para os preços das matérias primas terem subido para os valores onde estão agora. Trata-se de especulação pura assente nas ajudas em dinheiro fabricado que têm sido entregues aos bancos. Provavelmente, face à revolta dos povos, os preços virão a cair – mas entretanto dezenas de milhões de pessoas são lançadas na miséria, na fome, ou no mínimo verão o seu modelo tradicional de vida decair de forma vertiginosa
segunda-feira, dezembro 20, 2010
mais consumir que produzir
Onde e quando é que já ouvimos isto e quem ainda se lembra do modelo "endividamento para se poder ter acesso à compra de tralha supérflua"?Aproveitando uma visita de Estado tendo em vista melhorar a cooperação (?) bilateral entre Cuba e os EUA, a cubana Yoani Sánchez (uma bloguista subsidiada pelo grupo espanhol Prisa) pediu à subsecretaria de Estado adjunta dos Estados Unidos, Bisa Williams, para levantar a restrição que a impede de fazer compras pela Internet (wikileaks)
* Natal, uma quadra de boa vontade nos EUA?:
25 embaixadores pediram vistos para as esposas dos 5 prisioneiros cubanos presos injustamente nos EUA desde 1998
* 16 por cento dos norte americanos já acreditam que os seres humanos evoluiram por milhões de anos sem a ajuda de um qualquer deus. Com a crise bushista, desde 2001 a percentagem aumentou 7 por cento. Antes eram apenas 9 por cento os que acreditavam na obra científica de Darwin
Os grandes meios de comunicação, que geralmente não se ocupam a difundir literatura, têm promovido abundantemente a inexistência de obra de Yoani Sánchez e até lhe têm dado prémios.
segunda-feira, junho 14, 2010
crença na Bola
a seguir à Igreja do Maradona, a Hyundai também aproveita a maré para difundir publicidade blasfema - uma côroa de espinhos sobre a bola e a ladainha «agnus Dei, qui tollis pecata mundi, ora pro nobis» escandalizam as "autoridades eclesiásticas" por via da concorrência no controlo das mentes. Um carro porreiro prá campanha do Bagão Féliz
fonte: "Hyundai emite un anuncio blasfemo en el que se burla de la liturgia católica con motivo del Mundial de fútbol".
Mas foram rápidos a retirar o video do you-tube
* relacionado com o PEC:
Portugal é a 2a nação que mais gasta em alojamento no mundial
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fonte: "Hyundai emite un anuncio blasfemo en el que se burla de la liturgia católica con motivo del Mundial de fútbol".
Mas foram rápidos a retirar o video do you-tube
* relacionado com o PEC:
Portugal é a 2a nação que mais gasta em alojamento no mundial
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quarta-feira, junho 02, 2010
adivinha
* "a AIPAC comprou as eleições nos Estados Unidos. Não há nada a fazer que possa modificar a nossa posição sobre Israel". Paul Craig Roberts.
* "Uma praga no mundo. Os Estados Unidos são apenas mais um caso de outro "Estado Falhado"
* 2003 - Concentração dos Media. Faz hoje sete anos que a "Federal Communications Commission" votou por 3 contra 2 votos a eliminação da lei que barrava a possibilidade de uma empresa de informação ser proprietária de um canal de televisão e um jornal ao mesmo tempo no mesmo mercado
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