Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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quinta-feira, dezembro 03, 2015
oh, meu caro! Vc parece desapontado por pertencer à Maçonaria...
afinal quem apoiamos? o papagaio da tv, a que fica bem no correio da manhã, ou o outro que parece que está a falar a sério? não se enerve, seja paciente, nós apoiamos os três...
bom, ouça, se tiver coragem para sobreviver durante um pouco mais entre os mediocres...
sábado, agosto 15, 2015
intermezzo
Pergunta-se se dentro de poucos séculos a nossa sociedade será considerada como uma sociedade injusta e totalitária e a nossa era uma época das mais terriveis e negras das história, algo como uma segunda Idade Média pintada com outras cores.
Talvez um dia nos livros de história se escreva assim: "Depois da Segunda Guerra Mundial, o mundo foi unificado sob uma religião: a economia dos Estados Unidos e sua abordagem comercial como medida para todas as coisas, cabeça a cabeça. Qualquer transação entre humanos era baseada no dinheiro, assim como qualquer projecto de vida, fosse individual ou colectiva, obedecia a uma finalidade económica. Tudo tinha um potencial económico, e não havia limites morais sobre a quantidade de benefícios de que cada um podia dispôr.
Por um lado, clérigos e estudiosos dessa religião (os banqueiros e peritos) tinham o conhecimento para compreender e manipular a questão-chave: o dinheiro, e portanto, a dívida. Esses “especialistas” podiam criar dinheiro a partir do nada, podiam comprar e vender as dívidas dos outros, podiam especular e prever o futuro da economia, sempre com base em números abstratos e cálculos complexos. Os números eram as Escrituras, e só eles poderiam reflectir a verdade; embora muitas vezes não se baseassem em nada de substancial, mas em meras especulações.
Muito poucos foram capazes de compreender esta intrincada teia de números e figuras. Para as pessoas comuns (verdadeiros crentes nesta religião) era impossível de entender. Assim, as massas confinados à sua ignorância, não tinham escolha a não ser aceitar o que ditavam aqueles que sabiam demais: "estamos mergulhados numa crise económica (…) estamos recuperar da crise" ... As declarações dos Clérigos eram comunicadas às pessoas por profissionais da politica e pelos meios de comunicação de massas, enquanto os magnatas estavam sentados nos seus bancos ou gritando nos Templos (mercados) de valores mobiliários. Ambos os grupos (media e os políticos) eram firmes aliados da elite financeira global. A liberdade do povo, o seu mais nobre atributo, era vista aos olhos do sistema como a liberdade outorgada pelo consumismo. O grau de devoção era definido pelo consumo, cujo nivel definia o status social do indivíduo. Este consumo baseava-se a maior parte das vezes nos empréstimo com juros; e as dívidas continuavam a crescer, e a dívida fazia com que todo o sistema continuasse em movimento. Indivíduos, grupos sociais e nações inteiras foram-se tornando cada vez mais e mais escravos das dívida aos bancos. Ai de quem ousasse enfrentar a nova Inquisição, o sistema Fiscal Global
Deste modo, os banqueiros tomaram o controlo das vidas das pessoas, das decisões politicas e do futuro de sociedades inteiras. De qualquer forma, a grande maioria da população permanecia sem perceber a sua própria situação, a sua subjugação ao sistema bancário. As massas tinham uma imagem da realidade criada e manipulada pelos meios de comunicação e propaganda. Os media e os políticos detinham o poder de manipular a verdade e esconder os factos inadequados, usando uma retórica enganosa, linguagem ambígua e grande overdose de eufemismos. As pessoas viviam na obscurantista prisão da ignorância; visionários como Miguel Torga haviam avisado: "tenho a impressão de que certas pessoas, se soubessem exactamente o que são e o que valem na verdade, endoideciam. De que, se no intervalo da embófia e da importância pudessem descer ao fundo do poço e ver a pobreza franciscana que lá vai, pediam a Deus que as metesse pela terra dentro"
Um novo amanhecer parecia ser sua única salvação .... até ao dia da assumpção de pânico geral, quando perceberam que no dia seguinte todos já estariam a viver acima das capacidades do planeta Terra…
Talvez um dia nos livros de história se escreva assim: "Depois da Segunda Guerra Mundial, o mundo foi unificado sob uma religião: a economia dos Estados Unidos e sua abordagem comercial como medida para todas as coisas, cabeça a cabeça. Qualquer transação entre humanos era baseada no dinheiro, assim como qualquer projecto de vida, fosse individual ou colectiva, obedecia a uma finalidade económica. Tudo tinha um potencial económico, e não havia limites morais sobre a quantidade de benefícios de que cada um podia dispôr.
Por um lado, clérigos e estudiosos dessa religião (os banqueiros e peritos) tinham o conhecimento para compreender e manipular a questão-chave: o dinheiro, e portanto, a dívida. Esses “especialistas” podiam criar dinheiro a partir do nada, podiam comprar e vender as dívidas dos outros, podiam especular e prever o futuro da economia, sempre com base em números abstratos e cálculos complexos. Os números eram as Escrituras, e só eles poderiam reflectir a verdade; embora muitas vezes não se baseassem em nada de substancial, mas em meras especulações.
Muito poucos foram capazes de compreender esta intrincada teia de números e figuras. Para as pessoas comuns (verdadeiros crentes nesta religião) era impossível de entender. Assim, as massas confinados à sua ignorância, não tinham escolha a não ser aceitar o que ditavam aqueles que sabiam demais: "estamos mergulhados numa crise económica (…) estamos recuperar da crise" ... As declarações dos Clérigos eram comunicadas às pessoas por profissionais da politica e pelos meios de comunicação de massas, enquanto os magnatas estavam sentados nos seus bancos ou gritando nos Templos (mercados) de valores mobiliários. Ambos os grupos (media e os políticos) eram firmes aliados da elite financeira global. A liberdade do povo, o seu mais nobre atributo, era vista aos olhos do sistema como a liberdade outorgada pelo consumismo. O grau de devoção era definido pelo consumo, cujo nivel definia o status social do indivíduo. Este consumo baseava-se a maior parte das vezes nos empréstimo com juros; e as dívidas continuavam a crescer, e a dívida fazia com que todo o sistema continuasse em movimento. Indivíduos, grupos sociais e nações inteiras foram-se tornando cada vez mais e mais escravos das dívida aos bancos. Ai de quem ousasse enfrentar a nova Inquisição, o sistema Fiscal Global
Deste modo, os banqueiros tomaram o controlo das vidas das pessoas, das decisões politicas e do futuro de sociedades inteiras. De qualquer forma, a grande maioria da população permanecia sem perceber a sua própria situação, a sua subjugação ao sistema bancário. As massas tinham uma imagem da realidade criada e manipulada pelos meios de comunicação e propaganda. Os media e os políticos detinham o poder de manipular a verdade e esconder os factos inadequados, usando uma retórica enganosa, linguagem ambígua e grande overdose de eufemismos. As pessoas viviam na obscurantista prisão da ignorância; visionários como Miguel Torga haviam avisado: "tenho a impressão de que certas pessoas, se soubessem exactamente o que são e o que valem na verdade, endoideciam. De que, se no intervalo da embófia e da importância pudessem descer ao fundo do poço e ver a pobreza franciscana que lá vai, pediam a Deus que as metesse pela terra dentro"
Um novo amanhecer parecia ser sua única salvação .... até ao dia da assumpção de pânico geral, quando perceberam que no dia seguinte todos já estariam a viver acima das capacidades do planeta Terra…
quinta-feira, maio 21, 2015
The Great Turan
Para, partindo dos pressupostos dos tribalismos e nacionalismos árabes, compreender o plano da CIA que explora a ideia do pan-Turanismo que tem vindo a ser congeminado para substituir a URSS/Rússia (1) como inimigo e principal competidor na Nova Ordem da Rota da Seda. O pan-turanismo assenta na ancestral origem comum dos povos da Ásia Central. É um termo originário da Pérsia (Irão) que remete para a ideia de uma grande confederação de Estados Islâmicos na Eurosásia, uma utopia politica que historicamente de facto nunca existiu, mas serve para, a partir do exxterior, dividir e prostar esses povos às mão dos invasores.
1300 anos da História Islâmica em 3 minutos
(1) Não por acaso, Zbigniew Brzezinski, um judeu da Grande Polónia originário do Cáucaso, ex-secretário de Estado e actual conselheiro de Barack Obama, autor ao anterior plano "The Grand Chessboard" que visou a implosão da URSS, vem agora afirmar que "a hegemonía mundial dos Estados Unidos tem os días contados", isto é, devido às novas capacidades, o plano anterior precisa ser substituido por outro que correspondda à actual correlação de forças (RussiaToday)
domingo, maio 17, 2015
Spal, colónia Fenicia
Nas águas ao largo sudeste da Espanha, o resgate de um barco escavado recentemente rendeu presas de elefantes africanos inscritos com os nomes dos deuses fenícios. Estas presas, a juntar ao tesouro de 1958, provavelmente são provenientes duma colónia fenícia perto de Sevilha ou Cádiz, a cerca de 4.000 quilómetros do coração do território dos fenícios, no extremo leste do Mediterrâneo. E a esses mesmos comerciantes marítimos se podem também agradecer a própria existência da Ilíada de Homero e a Odisseia, que foram escritas a partir da sua tradição oral entre o oitavo e sexto séculos a.e.c, depois que os gregos adoptaram igualmente a ideia inteligente de escrever usando um alfabeto similar ao inventado pelos Fenicios.
Foi no início da Idade do Ferro, na primeira metade do primeiro milénio a.e.c, ainda não havia a "globalização" e a internet que vieram definir a nossa própria era de hiperconectados, existindo já as rotas de comércio tecidas entre o Próximo Oriente, Norte de África e Mediterrâneo, numa teia altamente complexa, numa profunda simbiose de culturas. Na época de Homero, por volta do início do milénio, havia um comércio intercontinental florescente de requintados artefactos em ouro, jóias e marfim, objectos de culto exóticos, mobiliário primorosamente trabalhado e malgas de prata polida magistralmente gravadas com elaboradas cenas de caça e heróicas batalhas, bem como os muitos comuns biscoitos.
Cerca de 700 a.e.c, o assentamento fenício de Spal, um predecessor de Sevilha, Espanha, já era suficientemente grande e estabelecido para que os seus sacerdotes usassem este sumptuoso, intrincado e pesado colar de ouro para os rituais. A peça faz parte do comjunto conhecido por Tesouro de Carambolo (exposto esporadicamente no Museu Arqueológico de Sevilha, mas guardado num cofre-forte de uma entidade bancária), uma mostra da grande arte que os Fenicios espalharam por todo o Mediterrâneo, desde a Assiria até à Ibéria. (Saudi Aramco World)
quarta-feira, maio 06, 2015
71º Aniversário da conquista de Sevastopol
Realizou-se no passado domingo uma cerimónia comemorativa e uma reconstituição da batalha que teve lugar nos arredores de Sevastopol a 3 de Maio de 1944. O evento marca o 71 º aniversário da libertação da cidade pelo Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial, até essse dia uma base impenetrável para as forças de ocupação nazi. Os moradores locais participaram na reencenação da ofensiva que o Exército Vermelho que expulsou os alemães dessa posição estratégica do Monte Sapun a partir da qual se reconquistou Sevastopol (na novamente reconquistada Crimeia aos nazis que ocupam de novo a Ucrânia desde 2014). Soldados das Forças Navais do Mar Negro ostentaram as bandeiras nos navios de guerra e unidades de infantaria que lutaram na batalha, e depositando coroas de flores no monumento da Chama Eterna que arde no topo do Monte Sapun para homenagear aqueles que morreram para libertar a cidade.
......
Cartazes do tempo da guerra. Legendas, da esquerda para a direita: Soldados do Exército Vermelho, Salvem-nos!; Defenderemos Moscovo até à morte!; as Mulheres soviéticas tudo farão pela vitória, apoiando as nossas tropas na frente!; Agitemos a nossa bandeira sobre Berlim; o meu Pai é um Herói, o teu tambèm?; a Europa será Libertada!
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Cartazes do tempo da guerra. Legendas, da esquerda para a direita: Soldados do Exército Vermelho, Salvem-nos!; Defenderemos Moscovo até à morte!; as Mulheres soviéticas tudo farão pela vitória, apoiando as nossas tropas na frente!; Agitemos a nossa bandeira sobre Berlim; o meu Pai é um Herói, o teu tambèm?; a Europa será Libertada!
segunda-feira, maio 04, 2015
Faz 70 anos o povo alemão foi forçado a deixar de seguir o seu lider
Até aí indiferentes à conquista de espaço vital pela Alemanha, (porque contra os comunistas da URSS) tecendo-se rasgados elogios ao milagre económico alemão do governo de Hitler, após o fiasco da social-democracia da república de Weimar.
A guerra a sério começaria quando Wiston Churchill tomou posse a 10 de Maio de 1940, face à intenção de Hitler invadir a Inglaterra. Havia o problema da dívida alemã a pagar à banca internacional na forma de indemnizações de guerra, herdadas da derrota de 1918, divida que a Rússia, governada pelos Bolcheviques, se tinha recusado a pagar, mas as negociações entre o ministro das finanças alemão e Wall Street duraram até às vésperas do inicio da guerra. Tudo se resolveria – em 1939 é convicção generalizada a Ocidente que a superioridade ideológica da Alemanha nazi irá destruir rapidamente o comunismo na União Soviética. Mas nas previsões não se inclui que se trata de um conflito alargado entre potências capitalistas que concorrem entre si pela hegemonia imperialista. E que a Alemanha iria também querer destronar a já mais avançada e industrializada Inglaterra, o maior império colonial à época. Em Junho de 1941 a Alemanha ataca a URSS sem qualquer declaração prévia de guerra.
“Sois soldados de uma república de operários e camponeses. Ao entrar num país estrangeiro (no caso a Polónia) a vossa atitude não é a de agressores, lembrem-se que entram como libertadores”. Este velho principio formulado por Lenine manteve-se como código de honra na 2ª Grande Guerra Patriótica de Libertação dos Povos Russos
No primeiro semestre de 1944 na URSS fabricaram-se 16.000 aviões, 14.000 tanques, 26.000 canhões, 90 milhões de bombas, granadas e minas. Foi com o esforço heróico dos trabalhadores nas fábricas soviéticas que se começou a desenhar a vitória. Perante a hecatombe que se adivinhava as classes governantes da Alemanha, desejosas de conservar o domínio do capital monopolista, decidiram desembaraçar-se de Hitler antes da entrada do Exército Vermelho em solo alemão. O atentado contra Hitler foi perpretado a 20 de Julho de no quartel-general de Rastenburg, mas falhou. O que obrigou as SS a desviar esforços, em detrimento da frente de combate, para reprimir o seu próprio povo com ferozes represálias.
A grande reviravolta da guerra aconteceu entre entre Novembro de 1942 com o golpe assestado no 6º Exército do general Paulus em Estalinegrado, e atingiu o auge com a vitória na batalha de Kursk em Dezembro de 1943. A partir daí o comando nazi remeteu-se em definitivo à defensiva. Na frente Leste da Europa ficou aberto o caminho vitorioso até Berlim. Isto apesar de nessa altura não haver nenhuma frente de combate aos nazis a Ocidente. Nesse período de cerca de um ano as tropas soviéticas avançaram em combate 500 quilómetros na frente do Báltico e da Polónia e 1300 quilómetros na frente sul da Ucrânia. Nesses últimos dois anos (de Dezembro de 1941 a Dezembro de 1943) foram reconquistados 53 por cento do território perdido durante a invasão nazi de 1941 e 1942. Nesse período, só na frente germano-soviética, o Exército Vermelho derrotou 218 divisões nazis, 56 das quais foram aprisionadas e dissolvidas, 162 foram dizimadas, e os sobreviventes foram enviados para a rectaguarda para serem reagrupados, já em território alemão. No 1942 foram lançadas 30.000 toneladas de bombas sobre cidades e eixos industriais e de transportes alemães. A razia passou para 120.000 toneladas em 1943.
Enquanto isso, a Inglaterra continuava aberta a aceitar uma paz separada com a Alemanha. Intenção bem clara na Conferência de Casablanca realizada em Janeiro apenas entre Roosevelt, (em pleno empreendimento de keynesianismo militar), Churchill e DeGaule. Dali saiu a decisão de desembarcar tropas americanas no sul de Itália, o que viria a acontecer em Julho de 1943 na Sicilia com a colaboração dos laços familiares da Máfia nova-iorquina com raízes sicilianas. Mas o fracasso do regime nazi ao não conseguir aniquilar o regime comunista na URSS frustou-lhes os planos. Apesar das grandes perdas, privações e sofrimento, isso não provocou um divórcio claro entre a comunidade do povo alemão e Hitler. Preferiam um suicídio colectivo à sobrevivência às mãos do inimigo – e isso acontecia pelo terror incutido contra o bolchevismo. O conflito entre Leste e o Ocidente não surgiu só com o final da guerra em 1945. Ele teve a sua origem na Revolução Russa e 1917, a qual não foi reconhecida pelos Estados burgueses capitalistas. Nesse contexto, o Nazismo foi a melhor resposta encontrada.
Os Estados Unidos, sempre atentos às melhores oportunidades de negócio na exportação de capitais, só viria a intervir na frente Ocidental, quintiplicando o volume de bombas lançadas pela aviação aliada para 650.000 toneladas e intervindo no terreno em Junho de 1944, seis meses após a primeira fase da epopeia da URSS na guerra, com o desembarque na Normandia concertado de acordo com as novas alianças estratégicas, incluindo já os soviéticos visando a partilha da Alemanha após a derrota, decidida na Conferência de Teerão entre Churchill, Roosevelt e Estaline. Em Outubro os americanos chegam a Aachen. Em Dezembro está no auge a ofensiva aliada nas Ardenas. Em Janeiro de 1945 começou a grande ofensiva soviética na frente Leste alemã, originando a fuga em massa de alemães para ocidente. Em Fevereiro apuram-se pormenores na Conferência de Yalta na zona libertada da Crimeia.

A 26 de Abril de 1945 soldados soviéticos e americanos encontram-se em Torgau, perto do rio Elba na Saxónia. A 28 de Abril é libertado Dachau, o mais antigo campo de concentração do Reich, entre duas dezenas de outros. Até finais de 1944 tinham sido enviadas 7,5 milhões de pessoas para campos de trabalho no âmbito do enorme esforço de guerra cuja mobilização decorreu de ordens de Albert Speer, o único responsável nazi que viria a ser indultado pelo Tribunal especial montado em Nuremberga. a 29 de Abril de 1945 o Exército Vermelho combatia já casa a casa dentro de Berlim chegando ao final da tarde a 1 quilómetro e meio do Quartel General de Hitler. Em Itália, a 30 de Abril, Mussolini morre às mãos dos partiggiani e o seu cadáver é pendurado de cabeça para baixo na praça pública.
Nesse mesmo dia Adolf Hitler com a mulher Eva Braun, Josef Goebbels e alguns poucos fiéis fogem para o Führerbunker. Horas depois o silêncio é quebrado por um estampido. Os cadáveres são recolhidos pelo major Heinz Linge das SS, que, com a ajuda de Martin Bormann, os leva para o jardim da Chancelaria. Erich Kempka, o motorista do líder, empurra-os para uma cratera aberta pelas bombas soviéticas embebidos em petróleo, e queima-os. A 400 m do local o simbólico Reichstag estava também em chamas, alvo dos morteiros do Exército Vermelho. No dia 2 de Maio o general Weidling, comandante das forças de defesa de Berlim, informou o comando Soviético estar disposto a aceitar a rendição. Contudo, seriam ainda precisos mais alguns milhares de vítimas até se conseguir a rendição incondicional da Alemanha.
De nada valeu ao regime nazi a nomeação de um sucessor - o almirante Karl Dönitz. A capitulação da Alemanha na frente oeste deu-se a 7 de Maio em Reims e dois dias depois em Berlim, a 9 de Maio, pondo fim ao Império da Grande Germânia prometido para durar mil anos. Entre a ascenção de Hitler ao poder em 1933 e 1945 o sonho durara apenas 12 anos. Quando chegou a Berlim a 17 de Julho para a Conferência de Potsdam, o marechal José Estaline afirmou que Hitler tinha conseguido fugir. O mito do suicidio foi incutido depois, em paralelo com a diabolização da URSS que deu inicio à Guerra Fria. Perante a partilha da nação pelos aliados, a Oeste o fim da guerra foi vivido pelos alemães não como uma libertação mas como uma catástrofe. No dia 1 de Julho chegaram a Berlim as tropas americanas, britânicas e francesas para ocupar o sector ocidental da cidade. Em Setembro, na zona alemã de Ocupação Soviética iniciou-se a reforma agrária. Em 1947 tinha inicio a Guerra Fria, reavivando o espírito anti-comunista ocidental contra os regimes para lá da “cortina de ferro”, uma expressão cunhada por Churchill. Passados 70 anos, os líderes do Ocidente que integram o IV Reich põem Comunismo e Nazismo ao mesmo nível.
A guerra a sério começaria quando Wiston Churchill tomou posse a 10 de Maio de 1940, face à intenção de Hitler invadir a Inglaterra. Havia o problema da dívida alemã a pagar à banca internacional na forma de indemnizações de guerra, herdadas da derrota de 1918, divida que a Rússia, governada pelos Bolcheviques, se tinha recusado a pagar, mas as negociações entre o ministro das finanças alemão e Wall Street duraram até às vésperas do inicio da guerra. Tudo se resolveria – em 1939 é convicção generalizada a Ocidente que a superioridade ideológica da Alemanha nazi irá destruir rapidamente o comunismo na União Soviética. Mas nas previsões não se inclui que se trata de um conflito alargado entre potências capitalistas que concorrem entre si pela hegemonia imperialista. E que a Alemanha iria também querer destronar a já mais avançada e industrializada Inglaterra, o maior império colonial à época. Em Junho de 1941 a Alemanha ataca a URSS sem qualquer declaração prévia de guerra.
“Sois soldados de uma república de operários e camponeses. Ao entrar num país estrangeiro (no caso a Polónia) a vossa atitude não é a de agressores, lembrem-se que entram como libertadores”. Este velho principio formulado por Lenine manteve-se como código de honra na 2ª Grande Guerra Patriótica de Libertação dos Povos Russos No primeiro semestre de 1944 na URSS fabricaram-se 16.000 aviões, 14.000 tanques, 26.000 canhões, 90 milhões de bombas, granadas e minas. Foi com o esforço heróico dos trabalhadores nas fábricas soviéticas que se começou a desenhar a vitória. Perante a hecatombe que se adivinhava as classes governantes da Alemanha, desejosas de conservar o domínio do capital monopolista, decidiram desembaraçar-se de Hitler antes da entrada do Exército Vermelho em solo alemão. O atentado contra Hitler foi perpretado a 20 de Julho de no quartel-general de Rastenburg, mas falhou. O que obrigou as SS a desviar esforços, em detrimento da frente de combate, para reprimir o seu próprio povo com ferozes represálias.
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| Estalinegrado, fotos de Giorgi Zelma |
Enquanto isso, a Inglaterra continuava aberta a aceitar uma paz separada com a Alemanha. Intenção bem clara na Conferência de Casablanca realizada em Janeiro apenas entre Roosevelt, (em pleno empreendimento de keynesianismo militar), Churchill e DeGaule. Dali saiu a decisão de desembarcar tropas americanas no sul de Itália, o que viria a acontecer em Julho de 1943 na Sicilia com a colaboração dos laços familiares da Máfia nova-iorquina com raízes sicilianas. Mas o fracasso do regime nazi ao não conseguir aniquilar o regime comunista na URSS frustou-lhes os planos. Apesar das grandes perdas, privações e sofrimento, isso não provocou um divórcio claro entre a comunidade do povo alemão e Hitler. Preferiam um suicídio colectivo à sobrevivência às mãos do inimigo – e isso acontecia pelo terror incutido contra o bolchevismo. O conflito entre Leste e o Ocidente não surgiu só com o final da guerra em 1945. Ele teve a sua origem na Revolução Russa e 1917, a qual não foi reconhecida pelos Estados burgueses capitalistas. Nesse contexto, o Nazismo foi a melhor resposta encontrada.
Os Estados Unidos, sempre atentos às melhores oportunidades de negócio na exportação de capitais, só viria a intervir na frente Ocidental, quintiplicando o volume de bombas lançadas pela aviação aliada para 650.000 toneladas e intervindo no terreno em Junho de 1944, seis meses após a primeira fase da epopeia da URSS na guerra, com o desembarque na Normandia concertado de acordo com as novas alianças estratégicas, incluindo já os soviéticos visando a partilha da Alemanha após a derrota, decidida na Conferência de Teerão entre Churchill, Roosevelt e Estaline. Em Outubro os americanos chegam a Aachen. Em Dezembro está no auge a ofensiva aliada nas Ardenas. Em Janeiro de 1945 começou a grande ofensiva soviética na frente Leste alemã, originando a fuga em massa de alemães para ocidente. Em Fevereiro apuram-se pormenores na Conferência de Yalta na zona libertada da Crimeia.

A 26 de Abril de 1945 soldados soviéticos e americanos encontram-se em Torgau, perto do rio Elba na Saxónia. A 28 de Abril é libertado Dachau, o mais antigo campo de concentração do Reich, entre duas dezenas de outros. Até finais de 1944 tinham sido enviadas 7,5 milhões de pessoas para campos de trabalho no âmbito do enorme esforço de guerra cuja mobilização decorreu de ordens de Albert Speer, o único responsável nazi que viria a ser indultado pelo Tribunal especial montado em Nuremberga. a 29 de Abril de 1945 o Exército Vermelho combatia já casa a casa dentro de Berlim chegando ao final da tarde a 1 quilómetro e meio do Quartel General de Hitler. Em Itália, a 30 de Abril, Mussolini morre às mãos dos partiggiani e o seu cadáver é pendurado de cabeça para baixo na praça pública.
Nesse mesmo dia Adolf Hitler com a mulher Eva Braun, Josef Goebbels e alguns poucos fiéis fogem para o Führerbunker. Horas depois o silêncio é quebrado por um estampido. Os cadáveres são recolhidos pelo major Heinz Linge das SS, que, com a ajuda de Martin Bormann, os leva para o jardim da Chancelaria. Erich Kempka, o motorista do líder, empurra-os para uma cratera aberta pelas bombas soviéticas embebidos em petróleo, e queima-os. A 400 m do local o simbólico Reichstag estava também em chamas, alvo dos morteiros do Exército Vermelho. No dia 2 de Maio o general Weidling, comandante das forças de defesa de Berlim, informou o comando Soviético estar disposto a aceitar a rendição. Contudo, seriam ainda precisos mais alguns milhares de vítimas até se conseguir a rendição incondicional da Alemanha.
De nada valeu ao regime nazi a nomeação de um sucessor - o almirante Karl Dönitz. A capitulação da Alemanha na frente oeste deu-se a 7 de Maio em Reims e dois dias depois em Berlim, a 9 de Maio, pondo fim ao Império da Grande Germânia prometido para durar mil anos. Entre a ascenção de Hitler ao poder em 1933 e 1945 o sonho durara apenas 12 anos. Quando chegou a Berlim a 17 de Julho para a Conferência de Potsdam, o marechal José Estaline afirmou que Hitler tinha conseguido fugir. O mito do suicidio foi incutido depois, em paralelo com a diabolização da URSS que deu inicio à Guerra Fria. Perante a partilha da nação pelos aliados, a Oeste o fim da guerra foi vivido pelos alemães não como uma libertação mas como uma catástrofe. No dia 1 de Julho chegaram a Berlim as tropas americanas, britânicas e francesas para ocupar o sector ocidental da cidade. Em Setembro, na zona alemã de Ocupação Soviética iniciou-se a reforma agrária. Em 1947 tinha inicio a Guerra Fria, reavivando o espírito anti-comunista ocidental contra os regimes para lá da “cortina de ferro”, uma expressão cunhada por Churchill. Passados 70 anos, os líderes do Ocidente que integram o IV Reich põem Comunismo e Nazismo ao mesmo nível.
sexta-feira, abril 24, 2015
Fascismo e Comunismo? era preciso sermos vigilantes
"Estalinismo" é um conceito politico-económico datado de uma determinada época, não é uma prática escolhida e importada avulso para a nossa época (em que as relações de produção económico-sociais são diferentes) por individuos a titulo pessoal consoante os seus estados de alma. "Estalinismo" não é uma definição apicável em modo contemporâneo, a menos que se seja seguidor ideológico de mentirosos ultra-reaccionários. (a ler: Os arquivos mostram as mentiras da propaganda sobre a história da União Soviética. De Hitler e Hearst a Conquest e Solzjenitsyn)
Vladimir Putin designa o regime de Estaline como uma coisa feia. Mas ressalva que o regime de Estaline não pode ser comparado com o regime de Hitler. Porém, o povo da Rússia discorda do primeiro pressuposto de Putin. Os russos recordam o regime de Estaline como o regime que salvou a civilização humana da catástrofe Nazi e trabalhou na construção de uma nova sociedade mais justa. Ao inquérito feito sobre esta questão os russos responderam assim: 1. Concordam com Putin: 5,6% - 2. o regime de Estaline salvou a civilização humana e ajudou a construir uma nova sociedade mais justa: 93,5% e 3. não sabe/não responde: 0,9%. Aconselha-se portanto Putin a parar de mentir baseado nos contos infantis do Soljenitsine que leu na adolescência.
"Temos de pôr fim à complacência oportunista que surge a partir da suposição equivocada de que à medida que crescem as nossas forças, os nossos inimigos se tornam cada vez mais dóceis e inofensivos. Tal suposição é fundamentalmente errada. É um eco de um desvio de direita, que garante a toda a gente que os inimigos aceitam calmamente a influência do socialismo, que por fim se tornariam socialistas reais. Os bolcheviques não devem descansar sobre os louros e ficar de cabeça vazia. Não precisamos de complacência, mas de vigilância, o verdadeiro bolchevique tem uma vigilância revolucionária.
Devemos lembrar-nos que quanto mais desesperada a posição dos inimigos se torna, mais facilmente eles vão agarrar-se a medidas extremas, as últimas medidas do condenado na sua luta contra o poder soviético. É preciso lembrar isso e ser vigilante".
JV Estaline "Os defeitos no trabalho do partido e medidas para liquidar os trotskistas e outros concessionários da nossa casa: Relatório ao Plenário do Comité Central do RKP, Março de 1937"
"O fascismo - é uma ditadura terrorista aberta dos elementos mais mais reacionários, mais chauvinistas e imperialistas do capital financeiro. Fascismo -. é o poder do capital financeiro, é a organização de represálias terroristas contra a classe trabalhadora, da parte revolucionária do. campesinato e da intelectualidade. O fascismo na política externa -. é o chauvinismo na sua forma mais crua, cultiva o ódio xenófobo contra outras nações ".
Georgi Dimitrov - líder búlgaro do movimento Internacional Comunista.
o pavilhão da União Soviética na Expo Mundial de 1937 realizada em New York (EUA)
contava com duas estátuas gigantescas esculpidas em granito, o material de que é feita
a herança socialista dos dois grandes lideres Lenine e Estaline
Vladimir Putin designa o regime de Estaline como uma coisa feia. Mas ressalva que o regime de Estaline não pode ser comparado com o regime de Hitler. Porém, o povo da Rússia discorda do primeiro pressuposto de Putin. Os russos recordam o regime de Estaline como o regime que salvou a civilização humana da catástrofe Nazi e trabalhou na construção de uma nova sociedade mais justa. Ao inquérito feito sobre esta questão os russos responderam assim: 1. Concordam com Putin: 5,6% - 2. o regime de Estaline salvou a civilização humana e ajudou a construir uma nova sociedade mais justa: 93,5% e 3. não sabe/não responde: 0,9%. Aconselha-se portanto Putin a parar de mentir baseado nos contos infantis do Soljenitsine que leu na adolescência.
O espirito do Tempo
JV. Estaline: "Sou apenas um discipulo de Lenine
e o meu objectivo é ser bem sucedido como seu discipulo"
Devemos lembrar-nos que quanto mais desesperada a posição dos inimigos se torna, mais facilmente eles vão agarrar-se a medidas extremas, as últimas medidas do condenado na sua luta contra o poder soviético. É preciso lembrar isso e ser vigilante".
JV Estaline "Os defeitos no trabalho do partido e medidas para liquidar os trotskistas e outros concessionários da nossa casa: Relatório ao Plenário do Comité Central do RKP, Março de 1937"
"O fascismo - é uma ditadura terrorista aberta dos elementos mais mais reacionários, mais chauvinistas e imperialistas do capital financeiro. Fascismo -. é o poder do capital financeiro, é a organização de represálias terroristas contra a classe trabalhadora, da parte revolucionária do. campesinato e da intelectualidade. O fascismo na política externa -. é o chauvinismo na sua forma mais crua, cultiva o ódio xenófobo contra outras nações ".
Georgi Dimitrov - líder búlgaro do movimento Internacional Comunista.
domingo, abril 05, 2015
Ascenção e Queda dos Impérios Globais (1400-2000)
A morte de Tamerlão em 1405 assinala um ponto de viragem na história mundial. Tamerlão foi o último de uma série de “conquistadores do mundo” na tradição de Átila e Gengis Khan que tentou colocar toda a Eurásia – a “ilha mundial” – sob o domínio de um único e vasto império (1) Cincoenta anos depois da morte de Tamerlão, os Estados marítimos do Extremo Ocidente euroasiático, com Portugal à cabeça, estavam a explorar as rotas marítimas que se tornariam os nervos e artérias de grandes impérios marítimos. Esta á a história do que aconteceu a seguir. Parece uma história conhecida, até a analisarmos melhor. A ascenção do Ocidente à primazia mundial através da via do Império e do predomínio económico é uma das pedras basilares do nosso conhecimento histórico. Ajuda-nos a ordenar a nossa visão do passado. Em muitas narrativas convencionais, parece quase inevitável. Foi a via principal da história: todas as alternativas eram caminhos secundários ou becos sem saída. Quando os impérios da Europa se dissolveram, foram substituídos por novos Estados pós coloniais, assim como a própria Europa se tornou parte do “Ocidente” – a coligação mundial sob liderança norte-americana. (2) (Edições 70)
(1) A invasão dos Mongóis e a destruição de Bagdade provocou entre 200 mil e 1 milhão de pessoas assassinadas a golpes de espada. Numa época em que em todo o mundo existiam apenas pouco mais de 800 milhões de pessoas (ler mais)
(2) A famigerada guerra anti-terrorista (war on terror) desencadeada por Bush já ceifou 2 milhões de vidas em apenas 3 países. Ainda a procissão vai no adro; o mundo tem actualmente 7,3 mil milhões de pessoas expostas a sofisticadas tecnologias de destruição em massa. (world-metters)
(1) A invasão dos Mongóis e a destruição de Bagdade provocou entre 200 mil e 1 milhão de pessoas assassinadas a golpes de espada. Numa época em que em todo o mundo existiam apenas pouco mais de 800 milhões de pessoas (ler mais)
(2) A famigerada guerra anti-terrorista (war on terror) desencadeada por Bush já ceifou 2 milhões de vidas em apenas 3 países. Ainda a procissão vai no adro; o mundo tem actualmente 7,3 mil milhões de pessoas expostas a sofisticadas tecnologias de destruição em massa. (world-metters)
quarta-feira, abril 01, 2015
Portugal e o Descobrimento Europeu da América
O cartógrafo veneziano Zuane Pizzigano produziu em Veneza uma carta náutica (datada de 22 de agosto de 1424) escrita em veneziano e português onde se encontram indicadas as costas da Europa Ocidental, do noroeste da África, as ilhas do arquipélago de Açores, Madeira, Canárias, e mais quatro ilhas, duas desenhadas em azul e duas em vermelho. Estas ilhas suplementares têm os nomes, escritos em poruguês, de Satanazes, Antilia, Saya e Ymana, ou seja, no continente americano. Em 1484, o genovês Christophorus Columbus (literalmente "o Pombo mensageiro de Cristo") tinha proposto a João II de Portugal atingir o Oriente por via maritima. Face à recusa daquele monarca, o navegador apresentou a mesma proposta aos Reis Católicos, que a aceitaram. Assim ao serviço da Espanha, o genovês partiu de Palos de La Frontera em Agosto de 1492 atingindo em Outubro desse ano as Antilhas, na América Central, . Na viagem de regresso passou por Itália notificando o monarca que havia chegado à ilha de Cipango nas Índias.
"Será que em termos líquidos o Império português foi benéfico para o crescimento económico nacional? Lúcio de Azevedo, escrevendo em 1928, argumentou que o Império foi um sorvedouro de recursos e mão de obra, já que apenas em raros momentos os lucros gerados foram suficientes para cobrir as enormes despesas. Consequentemente, concluiu que, o Império foi uma das causas do atraso do desenvolvimento português (...) Algumas conclusões revisionistas (Público, 30/Março) respigadas do estudo de 3 historiadores portugueses contemporâneos:
O povo criou riqueza, Portugal cresceu, mas a parasitária classe dominante, amante do luxo e dependente de know-how e financiamento estrangeiro, comeu tudo: "No começo do século XVI, estima-se que a diferença, para mais, entre o rendimento per capita da metrópole e o que ele teria sido, hipoteticamente, caso não houvesse colónias era de cerca de 1%. Cem anos mais tarde era de 4% e, à volta de 1700, de 7%. No final de setecentos, o ganho líquido auferido desta forma atingia pelo menos os 20%.
– Isto não impediu, que a economia portuguesa tivesse experimentado um declínio sustentado, em termos reais e per capita, relativamente às economias líderes da Época Moderna. Portugal, já desde o século XVI, começava a afastar-se claramente dos Países Baixos e da Inglaterra e iniciava-se o seu atraso económico no muito longo prazo ..." (The great escape? The contribution of the empire to Portugal's economic growth, 1500–1800) - (Publico)
"Será que em termos líquidos o Império português foi benéfico para o crescimento económico nacional? Lúcio de Azevedo, escrevendo em 1928, argumentou que o Império foi um sorvedouro de recursos e mão de obra, já que apenas em raros momentos os lucros gerados foram suficientes para cobrir as enormes despesas. Consequentemente, concluiu que, o Império foi uma das causas do atraso do desenvolvimento português (...) Algumas conclusões revisionistas (Público, 30/Março) respigadas do estudo de 3 historiadores portugueses contemporâneos:
O povo criou riqueza, Portugal cresceu, mas a parasitária classe dominante, amante do luxo e dependente de know-how e financiamento estrangeiro, comeu tudo: "No começo do século XVI, estima-se que a diferença, para mais, entre o rendimento per capita da metrópole e o que ele teria sido, hipoteticamente, caso não houvesse colónias era de cerca de 1%. Cem anos mais tarde era de 4% e, à volta de 1700, de 7%. No final de setecentos, o ganho líquido auferido desta forma atingia pelo menos os 20%.
– Isto não impediu, que a economia portuguesa tivesse experimentado um declínio sustentado, em termos reais e per capita, relativamente às economias líderes da Época Moderna. Portugal, já desde o século XVI, começava a afastar-se claramente dos Países Baixos e da Inglaterra e iniciava-se o seu atraso económico no muito longo prazo ..." (The great escape? The contribution of the empire to Portugal's economic growth, 1500–1800) - (Publico)
sábado, março 07, 2015
de como o Grande Senhor faz cunhar moedas
Em directo da rota da seda para Veneza, do “Livro de Marco Polo”, ditado pelo próprio nos calabouços de Génova ao escritor de novelas Rustichello da Pisa em 1298 - ou um recado actual à Reserva Federal dos Estados Unidos: aquilo que vocês descobriram agora já eles sabíam há séculos:
(…) existe em Cambaluc (1) a zeca do Grande Senhor. Ali faz o Gran-Khan cunhar moedas da seguinte forma: pegam na casca das árvores, geralmente das amoreiras, dessas de que o bicho-da-seda devora as folhas e, com a pele que há entre a casca e o tronco fazem uma pasta, como a do papiro, de cor muito escura, quase preta. Estes papéis ou tiras são cortados de diversos tamanhos, quase sempre compridos e estreitos; aos mais pequenos dá-se o valor de metade de um soldo; outros, maiores, valem um soldo, outros meio-ducado de Veneza e outros dois ducados, cinco ou dez, outros valem um bizâncio e assim até dez bizâncios. Todos estes papéis e cartões têm o selo do Gran-Khan. Manda fabricar tantos, que pode comprar facilmente todos os tesouros da terra. Reparte-os por todas as províncias e reinos, e paga com eles as suas contas. Ninguém pode rejeitar esta moeda, sob pena de ser condenado à morte. E todos os mercadores aceitam estes papéis como paga das suas mercadorias, e com eles se pagam também as pérolas, o ouro e a prata. O papel que vale dez bizâncios não pesa nem um.
Várias vezes durante o ano chegam mercadores com pérolas, pedras finas, ouro e prata; então, o Grande Senhor chama doze sábios escolhidos para estas coisas e muito entendidos no assunto, e diz-lhes que examinem os objectos trazidos pelos mercadores e que os apreciam, pagando-os por aquilo que valem; e estes doze barões pagam tudo com essa moeda de papel. Os comerciantes aceitam-na, com grande prazer, pois poderão por sua vez comprar aquilo que muito bem quiserem. O Gran-Khan paga com esse papel mercadorias que valem uns 400.000 bizâncios. E, uma vez por ano, publica-se um aviso dizendo que todos os quue possuam ouro, pedras finas e prata os levem à Zeca (2), onde serão trocados por esse papel moeda. Desta forma o Grande Senhor acumula enor mês tesouros em prata, ouro e pedras finas.
Quando estes papéis se rompem ou sujam ou ficam deteriorados levam-se à Zeca onde são trocados por outros, com uma pequena diminuição. E quando um homem que adquirir um cinto de ouro, uma vasilha de prata ou jóias, vai à Zeca e dá os papéis em paga do ouro e da prata que compra ao barão que dirige a Zeca. Por aqui vedes como o Grand-Khan (3) pode ter, e tem, os maiores tesouros do mundo (…)
1) Cambaluc ou Khanbaliq (que significa “a residência do Grande Senhor), é o antigo nome da cidade de Pequim, hoje capital da República Popular da China (wikipedia)
2) Zeca, a Casa da Moeda
3) Os Mongóis na História da China
(…) existe em Cambaluc (1) a zeca do Grande Senhor. Ali faz o Gran-Khan cunhar moedas da seguinte forma: pegam na casca das árvores, geralmente das amoreiras, dessas de que o bicho-da-seda devora as folhas e, com a pele que há entre a casca e o tronco fazem uma pasta, como a do papiro, de cor muito escura, quase preta. Estes papéis ou tiras são cortados de diversos tamanhos, quase sempre compridos e estreitos; aos mais pequenos dá-se o valor de metade de um soldo; outros, maiores, valem um soldo, outros meio-ducado de Veneza e outros dois ducados, cinco ou dez, outros valem um bizâncio e assim até dez bizâncios. Todos estes papéis e cartões têm o selo do Gran-Khan. Manda fabricar tantos, que pode comprar facilmente todos os tesouros da terra. Reparte-os por todas as províncias e reinos, e paga com eles as suas contas. Ninguém pode rejeitar esta moeda, sob pena de ser condenado à morte. E todos os mercadores aceitam estes papéis como paga das suas mercadorias, e com eles se pagam também as pérolas, o ouro e a prata. O papel que vale dez bizâncios não pesa nem um.
Várias vezes durante o ano chegam mercadores com pérolas, pedras finas, ouro e prata; então, o Grande Senhor chama doze sábios escolhidos para estas coisas e muito entendidos no assunto, e diz-lhes que examinem os objectos trazidos pelos mercadores e que os apreciam, pagando-os por aquilo que valem; e estes doze barões pagam tudo com essa moeda de papel. Os comerciantes aceitam-na, com grande prazer, pois poderão por sua vez comprar aquilo que muito bem quiserem. O Gran-Khan paga com esse papel mercadorias que valem uns 400.000 bizâncios. E, uma vez por ano, publica-se um aviso dizendo que todos os quue possuam ouro, pedras finas e prata os levem à Zeca (2), onde serão trocados por esse papel moeda. Desta forma o Grande Senhor acumula enor mês tesouros em prata, ouro e pedras finas.
Quando estes papéis se rompem ou sujam ou ficam deteriorados levam-se à Zeca onde são trocados por outros, com uma pequena diminuição. E quando um homem que adquirir um cinto de ouro, uma vasilha de prata ou jóias, vai à Zeca e dá os papéis em paga do ouro e da prata que compra ao barão que dirige a Zeca. Por aqui vedes como o Grand-Khan (3) pode ter, e tem, os maiores tesouros do mundo (…)
1) Cambaluc ou Khanbaliq (que significa “a residência do Grande Senhor), é o antigo nome da cidade de Pequim, hoje capital da República Popular da China (wikipedia)
2) Zeca, a Casa da Moeda
3) Os Mongóis na História da China
domingo, fevereiro 01, 2015
Cultura Pessoana
Subproduto da sua época (início do século XX) é a opinião do grandessimo poeta da lingua portuguesa sobre os trabalhadores, quando diz que a sociedade deve ser dominada por uma elite de "super-homens", enquanto os operários devem ser "reduzidos a uma condição de escravatura ainda mais intensa e rígida do que aquilo a que chamamos a escravatura capitalista".Pior – e mais decepcionante – é ler a opinião de Pessoa sobre a "raça". Já tinha 28 anos, não era um adolescente imaturo, quando escreveu: "a escravatura é lógica e legítima; um zulu (negro da África do Sul, que falava a língua banto) ou um landim (indígena de Moçambique, que falava português) não representa coisa alguma de útil neste mundo.
Civilizá-lo, quer religiosamente, quer de outra forma qualquer, é querer-lhe dar aquilo que ele não pode ter. O legítimo é obrigá-lo, visto que não é gente, a servir aos fins da civilização. Escravizá-lo é que é lógico. O degenerado conceito igualitário, com que o cristianismo envenenou os nossos conceitos sociais, prejudicou, porém, esta lógica atitude”. Pessoa continua, em texto de 1917: “a escravidão é lei da vida, e não há outra lei, porque esta tem que cumprir-se, sem revolta possível. Uns nascem escravos, e a outros a escravidão é dada. O amor covarde que todos temos à liberdade é o verdadeiro sinal do peso de nossa escravidão”. Quase dez anos depois, Pessoa mantinha-se firme nessas convicções racistas: “Ninguém ainda provou que a abolição da escravatura fosse um bem social”. E ainda: “Quem nos diz que a escravatura não seja uma lei natural da vida das sociedades sãs”? (Biografia Escrita por José Paulo Cavalcanti Filho, 2012)
Pessoa escrevia estas barbaridades menos de trinta anos após a abolição da escravatura no Brasil e mostra-se um sucessor legítimo de longa tradição portuguesa no apoio à servitude de povos que a elite lusitana considerava inferiores, dos negros africanos aos índios brasileiros. Como escreveu o historiador brasileiro Jorge Caldeira: "Desde a chegada dos primeiros colonos (portugueses), o Brasil foi uma sociedade escravista. Só havia uma maneira de os europeus sobreviverem nas novas terras: possuir um escravo que, caçando e pescando, lhes garantisse o sustento. Quando o foco da atividade econômica passou da extração para o cultivo, ampliou-se ainda mais a necessidade de escravos". As primeiras vítimas foram os índios, então chamados de "negros da terra". Mem de Sá, terceiro govenador-geral do Brasil, determinou em 1562, "que fossem escravizados todos, sem excepção". E assim se fez com 75 mil caetés e, depois, os tupiniquins. Quando o número de indígenas se mostrou insuficiente, os portugueses começaram a importar escravos da África.
De África vieram mais de três milhões de escravos para o Brasil, e a resistência a acabar com a escravatura fez com que ela durasse oficialmente até 1888. Continuou a existir, porém, no plano informal, pois como explica Bueno: "Os libertos foram jogados na miséria, sem terras para cultivar, escolas, hospitais. Alguns ficaram nas fazendas, com salários baixíssimos. Milhares foram para as grandes cidades, em busca de algo melhor; daí a origem das favelas". A lei proibiu a escravidão ao final do século XIX, mas não conseguiu (nem pretendia) suprimir o preconceito, que existe até hoje na sociedade brasileira. Menos em relação aos índios, porque estão longe da vista, não interferem no dia a dia e não ameaçam o conforto das elites, a não ser quando exigem direitos sobre suas terras. Já os negros, de presença ostensiva nas cidades, mesmo que confinados a favelas, geram um racismo que não se expressa mais com a clareza abominável de Fernando Pessoa, no texto citado acima. São tratados como cidadãos inferiores, sob justificativas nunca explicitadas como preconceito racial – o que de facto é – e sim como suposto resultado de pobreza e baixo nível educacional dos negros, mulatos, pardos ou seja lá qual eufemismo escolhido para definir não-brancos. Pelo menos Fernando Pessoa, no seu tempo, evitou esta máscara de hipocrisia. (Texto original)
Civilizá-lo, quer religiosamente, quer de outra forma qualquer, é querer-lhe dar aquilo que ele não pode ter. O legítimo é obrigá-lo, visto que não é gente, a servir aos fins da civilização. Escravizá-lo é que é lógico. O degenerado conceito igualitário, com que o cristianismo envenenou os nossos conceitos sociais, prejudicou, porém, esta lógica atitude”. Pessoa continua, em texto de 1917: “a escravidão é lei da vida, e não há outra lei, porque esta tem que cumprir-se, sem revolta possível. Uns nascem escravos, e a outros a escravidão é dada. O amor covarde que todos temos à liberdade é o verdadeiro sinal do peso de nossa escravidão”. Quase dez anos depois, Pessoa mantinha-se firme nessas convicções racistas: “Ninguém ainda provou que a abolição da escravatura fosse um bem social”. E ainda: “Quem nos diz que a escravatura não seja uma lei natural da vida das sociedades sãs”? (Biografia Escrita por José Paulo Cavalcanti Filho, 2012)
Pessoa escrevia estas barbaridades menos de trinta anos após a abolição da escravatura no Brasil e mostra-se um sucessor legítimo de longa tradição portuguesa no apoio à servitude de povos que a elite lusitana considerava inferiores, dos negros africanos aos índios brasileiros. Como escreveu o historiador brasileiro Jorge Caldeira: "Desde a chegada dos primeiros colonos (portugueses), o Brasil foi uma sociedade escravista. Só havia uma maneira de os europeus sobreviverem nas novas terras: possuir um escravo que, caçando e pescando, lhes garantisse o sustento. Quando o foco da atividade econômica passou da extração para o cultivo, ampliou-se ainda mais a necessidade de escravos". As primeiras vítimas foram os índios, então chamados de "negros da terra". Mem de Sá, terceiro govenador-geral do Brasil, determinou em 1562, "que fossem escravizados todos, sem excepção". E assim se fez com 75 mil caetés e, depois, os tupiniquins. Quando o número de indígenas se mostrou insuficiente, os portugueses começaram a importar escravos da África.
De África vieram mais de três milhões de escravos para o Brasil, e a resistência a acabar com a escravatura fez com que ela durasse oficialmente até 1888. Continuou a existir, porém, no plano informal, pois como explica Bueno: "Os libertos foram jogados na miséria, sem terras para cultivar, escolas, hospitais. Alguns ficaram nas fazendas, com salários baixíssimos. Milhares foram para as grandes cidades, em busca de algo melhor; daí a origem das favelas". A lei proibiu a escravidão ao final do século XIX, mas não conseguiu (nem pretendia) suprimir o preconceito, que existe até hoje na sociedade brasileira. Menos em relação aos índios, porque estão longe da vista, não interferem no dia a dia e não ameaçam o conforto das elites, a não ser quando exigem direitos sobre suas terras. Já os negros, de presença ostensiva nas cidades, mesmo que confinados a favelas, geram um racismo que não se expressa mais com a clareza abominável de Fernando Pessoa, no texto citado acima. São tratados como cidadãos inferiores, sob justificativas nunca explicitadas como preconceito racial – o que de facto é – e sim como suposto resultado de pobreza e baixo nível educacional dos negros, mulatos, pardos ou seja lá qual eufemismo escolhido para definir não-brancos. Pelo menos Fernando Pessoa, no seu tempo, evitou esta máscara de hipocrisia. (Texto original)
sábado, janeiro 17, 2015
Óstia, o porto de Roma
Para satisfazer as necessidades de comércio ultramarino da Roma Imperial o imperador Cláudio mandou construir um porto na foz do rio Tibre. A construção ficou completa no ano 64 n.e. durante o reinado de Nero. Um grande farol muito semelhante em aparência ao de Paros orientava os marinheiros na entrada. Embora este mapa mostre apenas um pequeno número de barcos protegidos dentro do quebra-mar o porto possuia capacidade suficiente para albergar 200 navios na sua bacia. (in "De Constantino a Carlos Magno, a arqueologia em Itália", Neil Christie)
terça-feira, dezembro 23, 2014
A evolução das fronteiras no Médio Oriente desde 1900
A guerra na Europa eclodiu no Verão de 1914. Um complexo sistema de alianças, a tutela militarista sobre os governos, a corrida armamentista, ambições coloniais, e má gestão geral nos níveis mais altos do governo levaram a esta guerra devastadora que tirou a vida de 12 milhões de pessoas entre 1914 e 1918. Pelo lado dos "Aliados", com ambições imperialistas, estavam os capitalistas da Grã-Bretanha, França e Rússia. Os poderes "centrais" a abater eram a Alemanha e o Império Áustro-Húngaro. A maioria das fronteiras saídas do conflito foram traçadas pelos imperialistas europeus de modo a criar identidades nacionais falsas e fazer implodir por meio de conflitos étnicos a outrora grande comunidade de nações Árabes. De certo modo, essas antigas fronteiras ainda existem hoje em dia nas mentalidades de todos os árabes. O que se passa hoje é o redesenhar de novas fronteiras no Médio Oriente em beneficio do "Estado" de Israel, cujos mentores controlam através dos Estados Unidos - FED e Pentágono - (quase) a totalidade do sistema financeiro mundial. É esse "quase" - a Rússia, China, Irão, Síria, Cuba, Venezuela, Coreia do Norte e Hungria que poderá estar na génese de um novo conflito em grande escala. Começou pela Síria... e como é Natal, a Igreja Católica cá estará para mais um novo ano a benzer as novas ambições imperialistas de todos, Jesus In Nomine Dei - boas festas
cartoon de 1912, uma sátira aos banqueiros de Wall Street, um ano antes da concessão da capacidade de emitir moeda em nome dos cidadãos dos Estados Unidos (1913) ainda sem consciência da catástrofe que a exportação de quantidades maciças de dinheiro provocaria na Europa
cartoon de 1912, uma sátira aos banqueiros de Wall Street, um ano antes da concessão da capacidade de emitir moeda em nome dos cidadãos dos Estados Unidos (1913) ainda sem consciência da catástrofe que a exportação de quantidades maciças de dinheiro provocaria na Europa
sexta-feira, dezembro 12, 2014
Pearl Harbor, business as usual
11 de Dezembro de 1941. Após diversas tentativas de entabular negociações sobre o ultimato dos EUA, sempre negadas por Roosevelt, o principe Fumimaro Konoye representando o Conselho Imperial do Japão decide dar a palavra aos militares, caso se não chegasse a um compromisso aceitável até 30 de Novembro. Nessa data os Estados Unidos suspendem unilateralmente as negociações. Quatro dias depois dos acontecimentos em Pearl Harbor o presidente Roosevelt suspende o estatuto de neutralidade dos EUA em relação ao conflito na Europa e declara guerra à Alemanha e Itália.
"Ontem, 7 de Dezembro de 1941 - uma data que recordará para sempre a infâmia - os Estados Unidos da América foram de repente e deliberadamente atacados por forças navais e aéreas do Império do Japão". Foi com estas palavras, solenemente pronunciadas há 73 anos, que Franklin Roosevelt comunicou aos norte-americanos que o ataque à base militar de Pearl Harbor no Pacifico obrigava os Estados Unidos a entrar na 2ª Grande Guerra Mundial.
Em 1954 o Contra-Almirante Robert A. Theobald, que tinha estado nos centros de decisão dos acontecimentos, resolveu ganhar uns dinheiritos e publicou o livro “The Final Secret of Pearl Harbor” onde acusou o Presidente Franklin D. Roosevelt de ter “convidado” os Japoneses a atacar Pearl Harbor. A partir daí a controvérsia no debate sobre o crime de traição de Roosevelt centra-se no estudo de documentos relacionados com o ataque de “surpresa”; muito deles nunca tornados públicos. Alguns podem já não existir, muitos foram destruídos durante a guerra devido a rumores de uma iminente invasão japonesa do Hawaí. Outros ainda estão parcialmente mutilados. A transcrição de uma suposta conversa entre Roosevelt e Churchill no final de Novembro 1941 foi analisada verificando-se ser um documento falso. Do que foi dado a conhecer dessas conversas, grande parte das transcrições são baseadas em documentos fictícios, frequentemente citadas pela referência "Roll T-175" no Arquivo Nacional. Porém a instituição nunca usou essa terminologia.
Robert Stinnett no livro “O Dia da Vergonha: a Verdade Sobre FDR e Pearl Harbor” alegou ter encontrado informações demonstrando que a frota japonesa em manobras foi detectada através de intercepções de rádio dos serviços de espionagem, mas que a informação foi deliberadamente sonegada ao Almirante Kimmel, o comandante da base naval de Pearl Harbor, que deste modo viu destruída toda a esquadrilha de avião no solo sem qualquer hipótese de responder ao ataque. A conclusão é a mesma: a administração Roosevelt provocou e permitiu deliberadamente o ataque japonês a Pearl Harbor, usando-o como pretexto para fazer entrar os Estados Unidos na guerra. (é curioso como a referência a este livro na wikipedia não exista em mais nenhuma lingua senão o inglês)
Nove meses antes de Pearl Harbor, realizou-se em Washington em Março de 1941 uma conferência secreta , onde participam altas patentes militares dos Estados Unidos, Grâ-Bretanha e Canadá, sendo decidido e aprovado o planeamento básico para a entrada dos EUA na guerra, sem que houvesse até esse momento qualquer acto hostil contra os EUA.
Ainda anterior a essa data, o “Lend Lease Act” tinha sido proposto ao Congresso por Roosevelt no Outono de 1940, sendo aprovado em Março de 1941. Teve como motivo próximo a desastrosa fuga e evacuação dos ingleses em Dunquerque. Por pressão de Churchill, a lei autoriza a venda de material militar “a todas as nações cuja defesa seja considerada vital para os interesses dos Estados Unidos”. A produção prioritária de material aeronáutico, que em 1936 era de 80 milhões de dólares passou rapidamente para 3.200 milhões de dólares em 1940 (ampliar quadro em cima ao centro). Na mesma proporção, com as vendas concedeu-se ao mesmo tempo créditos a pagar pelos beligerantes, de tal modo que no final da guerra todos eles tinham quantias astronómicas a pagar.
Este é o esquema fundacional que colocou os europeus a pagar milhões em juros sobre o endividamento de Estados “soberanos”. E enquanto não se fizer implodir o sistema de emissão de moeda falsa montado pelo complot de bancos privados que constituem a Reserva Federal norte americana supervisionada pelo BIS (Bank for International Settlements), os povos europeus em processo de escravização pelo corrupto directório da União Europeia, jamais poderão ser livres
"Ontem, 7 de Dezembro de 1941 - uma data que recordará para sempre a infâmia - os Estados Unidos da América foram de repente e deliberadamente atacados por forças navais e aéreas do Império do Japão". Foi com estas palavras, solenemente pronunciadas há 73 anos, que Franklin Roosevelt comunicou aos norte-americanos que o ataque à base militar de Pearl Harbor no Pacifico obrigava os Estados Unidos a entrar na 2ª Grande Guerra Mundial.
Em 1954 o Contra-Almirante Robert A. Theobald, que tinha estado nos centros de decisão dos acontecimentos, resolveu ganhar uns dinheiritos e publicou o livro “The Final Secret of Pearl Harbor” onde acusou o Presidente Franklin D. Roosevelt de ter “convidado” os Japoneses a atacar Pearl Harbor. A partir daí a controvérsia no debate sobre o crime de traição de Roosevelt centra-se no estudo de documentos relacionados com o ataque de “surpresa”; muito deles nunca tornados públicos. Alguns podem já não existir, muitos foram destruídos durante a guerra devido a rumores de uma iminente invasão japonesa do Hawaí. Outros ainda estão parcialmente mutilados. A transcrição de uma suposta conversa entre Roosevelt e Churchill no final de Novembro 1941 foi analisada verificando-se ser um documento falso. Do que foi dado a conhecer dessas conversas, grande parte das transcrições são baseadas em documentos fictícios, frequentemente citadas pela referência "Roll T-175" no Arquivo Nacional. Porém a instituição nunca usou essa terminologia.
Robert Stinnett no livro “O Dia da Vergonha: a Verdade Sobre FDR e Pearl Harbor” alegou ter encontrado informações demonstrando que a frota japonesa em manobras foi detectada através de intercepções de rádio dos serviços de espionagem, mas que a informação foi deliberadamente sonegada ao Almirante Kimmel, o comandante da base naval de Pearl Harbor, que deste modo viu destruída toda a esquadrilha de avião no solo sem qualquer hipótese de responder ao ataque. A conclusão é a mesma: a administração Roosevelt provocou e permitiu deliberadamente o ataque japonês a Pearl Harbor, usando-o como pretexto para fazer entrar os Estados Unidos na guerra. (é curioso como a referência a este livro na wikipedia não exista em mais nenhuma lingua senão o inglês)
Nove meses antes de Pearl Harbor, realizou-se em Washington em Março de 1941 uma conferência secreta , onde participam altas patentes militares dos Estados Unidos, Grâ-Bretanha e Canadá, sendo decidido e aprovado o planeamento básico para a entrada dos EUA na guerra, sem que houvesse até esse momento qualquer acto hostil contra os EUA.
Ainda anterior a essa data, o “Lend Lease Act” tinha sido proposto ao Congresso por Roosevelt no Outono de 1940, sendo aprovado em Março de 1941. Teve como motivo próximo a desastrosa fuga e evacuação dos ingleses em Dunquerque. Por pressão de Churchill, a lei autoriza a venda de material militar “a todas as nações cuja defesa seja considerada vital para os interesses dos Estados Unidos”. A produção prioritária de material aeronáutico, que em 1936 era de 80 milhões de dólares passou rapidamente para 3.200 milhões de dólares em 1940 (ampliar quadro em cima ao centro). Na mesma proporção, com as vendas concedeu-se ao mesmo tempo créditos a pagar pelos beligerantes, de tal modo que no final da guerra todos eles tinham quantias astronómicas a pagar.
Este é o esquema fundacional que colocou os europeus a pagar milhões em juros sobre o endividamento de Estados “soberanos”. E enquanto não se fizer implodir o sistema de emissão de moeda falsa montado pelo complot de bancos privados que constituem a Reserva Federal norte americana supervisionada pelo BIS (Bank for International Settlements), os povos europeus em processo de escravização pelo corrupto directório da União Europeia, jamais poderão ser livres
terça-feira, dezembro 02, 2014
a NATO testou a sua Força de Reacção Rápida desafiando Vladimir Putin um ano antes da crise na Ucrania que está levar à diabolização da Rússia
a 3 Novembro de 2013, cerca de um mês antes do inicio da revolta na Ucrânia, o jornal francês L`Express noticiava através da Reuters que a NATO tinha lançado a sua maior manobra estratégica dos últimos 10 anos em zonas de fronteira com a Rússia.
Entre 2 a 7 de Novembro de 2013 a operação "Jazz Steadfast" no Mar Báltico mobilizou cerca de 7.000 homens, incluindo 1.200 soldados franceses, tanques, aviões e uma frota naval – tratava-se do ensaio da recentemente criada Força de Reacção Rápida do Tratado do Atlântico Norte projectada para funcionar em todos os teatros de operação - "há cinco anos que a Rússia se mostra cada vez mais segura de si mesma no Báltico", disse então o ministro da Defesa da Letónia Artis Pabriks: “a operação Jazz Steadfast é importante para nós porque são os primeiros exercícios que nos permitem treinar para defender o nosso território". Tal ameaça seria um cenário improvável, que nunca se verificou nem durante os anos em que os países bálticos se tornaram independentes da União Soviética.
Três semanas depois, a 21 de Novembro de 2013, tiveram inicio os protestos na capital da Ucrânia, uma onda de manifestações cujo objectivo imediato foi mudar o nome da Praça da Independência (Maidan Nezalezhnosti) para “Euromaidan”, de acordo com o desígnio da extrema-direita ucraniana uma vez caçado o poder aderir à União Europeia. O regime democrático eleito caiu em Fevereiro de 2014 e no dia 7 de Março um avião sem identificação levou todo o ouro existente no Banco Central da Ucrânia para os Estados Unidos, provavelmente como garantia de colocar os 44 milhões de ucranianos na esfera da Dívida aos bancos privados ocidentais.
Voltando à operação no Báltico, o General norte-americano Philip Breedlove, Comandante Supremo dos Aliados afirmou então que a experiência de contra-guerrilha liderada pela NATO no Afeganistão não é suficiente, precisando a Aliança de se preparar para as operações militares mais sofisticadas dos exércitos tradicionais. Embora a Rússia não tenha ensaiado qualquer movimento, a NATO convidou observadores russos a participar no exercício "Jazz Steadfast" na clara intenção de provocar tensão nas relações entre o Ocidente e da Rússia de Vladimir Putin, que há muito reclama o direito de defesa de proximidade especialmente no mar Báltico e no Cáucaso, cuja influência tem vindo a ser corroída pelo Ocidente desde o fim do regime soviético.
os novos ares de guerra fria
Desde então, Vladimir Putin tem continuado a modernização do exército russo como prioridade nacional: "infelizmente, o mundo de hoje está longe de ser pacífico e seguro. (...) a instabilidade é crescente em grandes partes do mundo", disse Putin. No ano passado, Moscovo anunciou um aumento de 25% no seu orçamento de defesa, o que já ultrapassa o da França (62,2 milhões de habitantes) ou o Reino Unido (63,7 milhões). A Rússia (142,5 milhões de habitantes) vai gastar o equivalente de 515 biliões de euros até 2020, definindo uma meta para fornecer equipamentos modernos e pelo menos mais um milhão aos 700.000 activos no serviço militar. Irão ser construídos dois mil e trezentos carros de combate, 1.200 helicópteros, 15 navios de superfície e 28 submarinos. Em operações que lembram a Guerra Fria, bombardeiros russos aproximam-se agora periodicamente do espaço aéreo da NATO. Como contra-informação, é agora informado que os caças britânicos descolaram 29 vezes entre 2010 e 2012. A Letónia comunicaram que aviões russos sobrevoaram o seu território “quase 37 vezes”, só em 2013, enquanto tais incidentes ocorriam, uma ou duas vezes por ano, nos últimos cinco anos. A actividade naval também teria recrudescido - "Estamos a fazer o nosso melhor para reforçar a cooperação (...), temos de continuar a demonstrar a nossa intenção e capacidade de defender os nossos interesses", disse o general Charles H Jacoby, chefe do Comando Norte (NORTHCOM) das Forças Armadas dos Estados Unidos. As manobras terrestres da Rússia estariam também a preocupar os países vizinhos, particularmente como a designada "Zapad-103", realizada na Bielorrússia em Setembro´de 2013 descrita pelo Kremlin como exercícios de treino antiterroristas.
"A postura muito agressiva do Zapad causou muita preocupação entre os países bálticos, que têm prevista no artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte a intervenção dos Aliados para ajudar um país-membro caso seja atacado” disse uma alta autoridade ocidental, "no entanto, é geralmente aceite que o governo russo não representa uma ameaça". Oficialmente, o foco permanece sobre a cooperação com a Rússia. Aviões da NATO têm participado com os russos em exercícios de defesa contra-terrorismo, enquanto esquadras navais da Aliança estavam fundeadas nos portos da Federação Russa. "Muitos de nós nos perguntamos: por quê?", inquiriu um diplomata ocidental, observando que a NATO expressou claramente a sua intenção de não provocar o Oriente asiático - "para se armar na perspectiva de um conflito com quem? Não é um enorme desperdício de recursos?"
Entre 2 a 7 de Novembro de 2013 a operação "Jazz Steadfast" no Mar Báltico mobilizou cerca de 7.000 homens, incluindo 1.200 soldados franceses, tanques, aviões e uma frota naval – tratava-se do ensaio da recentemente criada Força de Reacção Rápida do Tratado do Atlântico Norte projectada para funcionar em todos os teatros de operação - "há cinco anos que a Rússia se mostra cada vez mais segura de si mesma no Báltico", disse então o ministro da Defesa da Letónia Artis Pabriks: “a operação Jazz Steadfast é importante para nós porque são os primeiros exercícios que nos permitem treinar para defender o nosso território". Tal ameaça seria um cenário improvável, que nunca se verificou nem durante os anos em que os países bálticos se tornaram independentes da União Soviética.
Três semanas depois, a 21 de Novembro de 2013, tiveram inicio os protestos na capital da Ucrânia, uma onda de manifestações cujo objectivo imediato foi mudar o nome da Praça da Independência (Maidan Nezalezhnosti) para “Euromaidan”, de acordo com o desígnio da extrema-direita ucraniana uma vez caçado o poder aderir à União Europeia. O regime democrático eleito caiu em Fevereiro de 2014 e no dia 7 de Março um avião sem identificação levou todo o ouro existente no Banco Central da Ucrânia para os Estados Unidos, provavelmente como garantia de colocar os 44 milhões de ucranianos na esfera da Dívida aos bancos privados ocidentais.
Voltando à operação no Báltico, o General norte-americano Philip Breedlove, Comandante Supremo dos Aliados afirmou então que a experiência de contra-guerrilha liderada pela NATO no Afeganistão não é suficiente, precisando a Aliança de se preparar para as operações militares mais sofisticadas dos exércitos tradicionais. Embora a Rússia não tenha ensaiado qualquer movimento, a NATO convidou observadores russos a participar no exercício "Jazz Steadfast" na clara intenção de provocar tensão nas relações entre o Ocidente e da Rússia de Vladimir Putin, que há muito reclama o direito de defesa de proximidade especialmente no mar Báltico e no Cáucaso, cuja influência tem vindo a ser corroída pelo Ocidente desde o fim do regime soviético.
os novos ares de guerra fria
Desde então, Vladimir Putin tem continuado a modernização do exército russo como prioridade nacional: "infelizmente, o mundo de hoje está longe de ser pacífico e seguro. (...) a instabilidade é crescente em grandes partes do mundo", disse Putin. No ano passado, Moscovo anunciou um aumento de 25% no seu orçamento de defesa, o que já ultrapassa o da França (62,2 milhões de habitantes) ou o Reino Unido (63,7 milhões). A Rússia (142,5 milhões de habitantes) vai gastar o equivalente de 515 biliões de euros até 2020, definindo uma meta para fornecer equipamentos modernos e pelo menos mais um milhão aos 700.000 activos no serviço militar. Irão ser construídos dois mil e trezentos carros de combate, 1.200 helicópteros, 15 navios de superfície e 28 submarinos. Em operações que lembram a Guerra Fria, bombardeiros russos aproximam-se agora periodicamente do espaço aéreo da NATO. Como contra-informação, é agora informado que os caças britânicos descolaram 29 vezes entre 2010 e 2012. A Letónia comunicaram que aviões russos sobrevoaram o seu território “quase 37 vezes”, só em 2013, enquanto tais incidentes ocorriam, uma ou duas vezes por ano, nos últimos cinco anos. A actividade naval também teria recrudescido - "Estamos a fazer o nosso melhor para reforçar a cooperação (...), temos de continuar a demonstrar a nossa intenção e capacidade de defender os nossos interesses", disse o general Charles H Jacoby, chefe do Comando Norte (NORTHCOM) das Forças Armadas dos Estados Unidos. As manobras terrestres da Rússia estariam também a preocupar os países vizinhos, particularmente como a designada "Zapad-103", realizada na Bielorrússia em Setembro´de 2013 descrita pelo Kremlin como exercícios de treino antiterroristas.
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quarta-feira, outubro 22, 2014
Itálica
O primeiro povoado romano no sul da Hispânia foi Itálica, fundada no ano 206 antes da nossa era, no final da 2ª Guerra Púnica contra Cartago, por iniciativa de Publio Cornelio Cipião, cognominado “o Africano”, com a finalidade de servir de assentamento aos feridos da batalha de Ilica e de colonos veteranos de guerra. Com a vitória sobre os cartagineses Roma assumiu a posse da exploração das imensas riquezas minerais, cobre, prata e ouro, de todo o sudoeste da peninsula ibérica.
Depois do imperador Augusto, a partir do século I, Itálica converteu-se em município (Colónia Élia Augusta Itálica) sendo-lhe conferida a prerrogativa de cunhar moeda. Na prestigiada Itálica nasceram os imperadores Trajano e Adriano usufruindo então a cidade de tempos economicamente esplendorosos que a fizeram desenvolver-se arquitectonicamente, erigindo-se novos edificios públicos como o Anfiteatro com capacidade para 25.000 espectadores, o Templo de Trajano, mansões como a Casa de las Hilas, a Casa de Neptuno, a Casa de Exedra e em geral um luxuoso conjunto residencial decorado com mosaicos nos pavimentos, ornamentos em mármore, estatuária importada da Grécia e da Mauritânia e ruas amplas ligando entre si os diversos bairros. O primeiro núcleo mais antigo fundado pelo general Cipião encontra-se actualmente debaixo dos caboucos da cidade contemporânea de Santiponce (9km a norte de Sevilla pela E803). A zona da cidade nova erigida pelo general Adriano é a parte do conjunto arqueológico preservado que se pode visitar, incluindo as muralhas, o teatro, o templo de Trajano, o anfiteatro e as termas. Presume-se que Itálica tenha sido aabandonada no século XII. As escavações arqueológicas iniciaram-se entre 1751 e 1755, dirigidas por Francisco de Bruna. Desde então, até aos nossos dias, os trabalhos arqueológicos nunca foram interrompidos. As suas ruinas foram declaradas Conjunto Arqueológico de Interesse Cultural por Decreto da Junta da Andalucía en 1989.
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| terra de coelhos, dela diziam os romanos |
domingo, outubro 19, 2014
Gelem, gelem...
"Caminhei, caminhei", foi declarado internacionalmente como hino internacional do povo cigano durante o Primeiro Congresso Mundial Romani, celebrado em Londres em 1971, quando se pensou ser necessário unificar as diversas comunidades ciganas dispersas por todo o mundo. A melodia faz referencia à condição nómada do povo romani. Também menciona a "Legião Negra" (Kali Lègia), em alusão à cor dos uniformes das SS alemãs que participaram no genocidio do povo cigano durante a Segunda Grande Guerra Mundial, o que se entende de modo simbólico como uma memória da secular perseguição (dir-se-ia holocausto) do povo cigano, um povo não eleito, sem direito fisico a uma nação, à semelhança da que o banqueiro Rothschild inventou
As imagens utilizadas neste clip pertencem ao filme soviético "os Ciganos vão para o Céu" (Tabor uhodit v nebo) de Emil Lotyanu, 1976, inspirado no conto "Makar Tschudra", a primeira obra de Maximo Gorki escrita em 1892. O filme foi visto em cinema na URSS no ano da estreia por 64,9 milhões de espectadores. (na wikipedia) Tal êxito procede da tradição cigana russo-eslava-germânica, cuja obra mais popular será talvez "o Barão Cigano" de Johann Strauss
As imagens utilizadas neste clip pertencem ao filme soviético "os Ciganos vão para o Céu" (Tabor uhodit v nebo) de Emil Lotyanu, 1976, inspirado no conto "Makar Tschudra", a primeira obra de Maximo Gorki escrita em 1892. O filme foi visto em cinema na URSS no ano da estreia por 64,9 milhões de espectadores. (na wikipedia) Tal êxito procede da tradição cigana russo-eslava-germânica, cuja obra mais popular será talvez "o Barão Cigano" de Johann Strauss
sexta-feira, outubro 17, 2014
DocLisboa 2014
Com o filme escolhido para a inauguração do evento, “a Praça”, voltamos aos tempos em que as boas-almas funcionárias da censura prévia engendravam títulos completamente idiotas para que não fosse desviada, muito menos corrompida, a boa moral do simplório espectador. O filme chama-se “Maidan” e o tema é a revolta de grupos organizados, pagos pelo Ocidente, actuando na praça da Independência na capital da Ucrânia tendo como objectivo derrubar um presidente eleito democraticamente pelo voto de 44 milhões de ucranianos.
Mas não é isto que a “Praça” mostra. De velha prática comum, a passagem do titulo real do acontecimento ao estado gasoso apela sem um pingo de vergonha na cara à ignorância do espectador. Em nome da “democracia europeia e norte americana” manifestantes “We Love UÉ” e “We Love US” de coraçãozinho a dar-a-dar agitam estandartes e fazem uma barulheira do catano com som off sobreposto à gravação. É uma encomenda. E são duas exaustivas horas bem medidas disto, monocórdicas, trauliteiros que vagueiam entre o arrancar de pedras do chão e o enfrentamento das forças de segurança cuja atitude é completamente passiva, para que a integridade do cidadão não seja molestada.
Há um super-palco à maneira dos concertos rock para massas pagantes, que aqui não pagam, painéis audiovisuais gigantes, coloridos raios laser, apelos disléxicos à pátria contra os bandidos que governam, aparelhagens acústicas sofisticadas, cantatas que usam o “Bella-Ciao” adulterado com letras foleiras contra o usurpador russo. Um terço dos ucranianos fala russo e a memória dos reaccionários cossacos está bem viva. De quando em vez sobe ao palco um gang de padres trajando a rigor de negro, cruz de ouro ao peito, que recitam mega-missas apelando à paz. Filhos da Puta. Aparecem armas e balas mas o filme não as mostra. Policias são atingidos, há feridos e mortos. Fosse no Ocidente e onde é que os “revoltosos” já estariam, ou com um governo a sério que zelasse pela ordem. Nem por uma vez o bem remunerado realizador mostra uma única opinião do contraditório. O outro não existe. Pronto, missão cumprida, temos um governo de energúmenos nazi-fascistas pró-Ocidental instalado na Ucrânia.
Os infelizes programadores doDocLisboa (deste e dos outros anteriores) bem que avisaram logo na panegírica homilia de apresentação da coisa: neste momento há activistas presos na usurpada Crimeia por andarem a dar milho aos pombos, desafiando o jugo da tenebrosa Rússia. Crimeia “ocupada” por vontade do voto democrático da maioria que não aceita ser governada por nazi-fascistas. Por Vladimir Putin, cujo governo merece a aprovação de 80% dos 142 milhões de russos. Lido nas entrelinhas porque os sacanas não o disseram deste jeito. Confortavelmente instalados na alcatifa vermelha do mecenato da Caixa Geral de Depósitos (uma instituição pública) da Câmara Municipal de Lisboa (outra que tal), da EDP, e as mais que pinguem, os tipos do DocLisboa suam as estopinhas, mesmo com o pestilento ar condicionado, para irradicar da face da terra as suas ferozes ditaduras de estimação. Coitados dos tenrinhos tugas que esgotaram a sala, foram avisados de cima do palco: têm pela frente a épica tarefa de exportar, contornando a sanção aplicada à pêra-rocha, em vez dela a nossa democracia, não só para a Rússia, mas para os habitués povos oprimidos da República Popular da China, para as dissidentes repúblicas populares de Donetz e Lugansk, enfim, derrubar os ferozes islamistas do Irão. Sic. Foi mesmo isto que ali se disse. Peanuts ou pipocas como mastigam evadidos no éter os obamaníacos cá do sitio, afinal são apenas 1,64 milhões de criaturas. Força almas jovens portuguesas em idade escolar (sem escola). Vão na conversa destes esquizofrénicos alarves e não tardará muito que, em defesa do sub-Imperialismo da Alemanha, estejam envolvidos num conflito mundial em grande escala. Afinal é o que dá lucro aos que mandam, né?
Mas não é isto que a “Praça” mostra. De velha prática comum, a passagem do titulo real do acontecimento ao estado gasoso apela sem um pingo de vergonha na cara à ignorância do espectador. Em nome da “democracia europeia e norte americana” manifestantes “We Love UÉ” e “We Love US” de coraçãozinho a dar-a-dar agitam estandartes e fazem uma barulheira do catano com som off sobreposto à gravação. É uma encomenda. E são duas exaustivas horas bem medidas disto, monocórdicas, trauliteiros que vagueiam entre o arrancar de pedras do chão e o enfrentamento das forças de segurança cuja atitude é completamente passiva, para que a integridade do cidadão não seja molestada.
Há um super-palco à maneira dos concertos rock para massas pagantes, que aqui não pagam, painéis audiovisuais gigantes, coloridos raios laser, apelos disléxicos à pátria contra os bandidos que governam, aparelhagens acústicas sofisticadas, cantatas que usam o “Bella-Ciao” adulterado com letras foleiras contra o usurpador russo. Um terço dos ucranianos fala russo e a memória dos reaccionários cossacos está bem viva. De quando em vez sobe ao palco um gang de padres trajando a rigor de negro, cruz de ouro ao peito, que recitam mega-missas apelando à paz. Filhos da Puta. Aparecem armas e balas mas o filme não as mostra. Policias são atingidos, há feridos e mortos. Fosse no Ocidente e onde é que os “revoltosos” já estariam, ou com um governo a sério que zelasse pela ordem. Nem por uma vez o bem remunerado realizador mostra uma única opinião do contraditório. O outro não existe. Pronto, missão cumprida, temos um governo de energúmenos nazi-fascistas pró-Ocidental instalado na Ucrânia.
Os infelizes programadores doDocLisboa (deste e dos outros anteriores) bem que avisaram logo na panegírica homilia de apresentação da coisa: neste momento há activistas presos na usurpada Crimeia por andarem a dar milho aos pombos, desafiando o jugo da tenebrosa Rússia. Crimeia “ocupada” por vontade do voto democrático da maioria que não aceita ser governada por nazi-fascistas. Por Vladimir Putin, cujo governo merece a aprovação de 80% dos 142 milhões de russos. Lido nas entrelinhas porque os sacanas não o disseram deste jeito. Confortavelmente instalados na alcatifa vermelha do mecenato da Caixa Geral de Depósitos (uma instituição pública) da Câmara Municipal de Lisboa (outra que tal), da EDP, e as mais que pinguem, os tipos do DocLisboa suam as estopinhas, mesmo com o pestilento ar condicionado, para irradicar da face da terra as suas ferozes ditaduras de estimação. Coitados dos tenrinhos tugas que esgotaram a sala, foram avisados de cima do palco: têm pela frente a épica tarefa de exportar, contornando a sanção aplicada à pêra-rocha, em vez dela a nossa democracia, não só para a Rússia, mas para os habitués povos oprimidos da República Popular da China, para as dissidentes repúblicas populares de Donetz e Lugansk, enfim, derrubar os ferozes islamistas do Irão. Sic. Foi mesmo isto que ali se disse. Peanuts ou pipocas como mastigam evadidos no éter os obamaníacos cá do sitio, afinal são apenas 1,64 milhões de criaturas. Força almas jovens portuguesas em idade escolar (sem escola). Vão na conversa destes esquizofrénicos alarves e não tardará muito que, em defesa do sub-Imperialismo da Alemanha, estejam envolvidos num conflito mundial em grande escala. Afinal é o que dá lucro aos que mandam, né?
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