Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
a Turquia abriu hoje fogo de morteiro contra o Exército da Síria. Nem os EUA nem a Turquia podem agora sobrevoar o espaço aéreo sirio devido à instalação do sistema de defesa antiaérea russo S-400e outras. Os Estados Unidos pressionam a Turquia para encerrar imediatamente a fronteira. Será um pretexto para invadir a zona norte da Síria em defesa dos terroristas do ISIS que aí se estabeleceram como "o céu na terra"? pode ser, mas já lá está de armas e bagagens uma força de paz multinacional liderada pela Rússia colocada ao longo da região fronteiriça de 100 km enfrentando eventualmente as tropas da NATO que possam vir da Turquia. Esta força pode não só colocar um ponto final no conflito/agressão à Siria, mas também assumir o controlo sobre o auto-proclamado papel do Ocidente como árbitro internacional sobre todos os assuntos do mundo. aka, a Nova Ordem Mundial Neoliberal. Aqueles que se juntarem a essa força de paz podem formar o novo rosto de uma ordem mundial multipolar definida para deslocar o poder do banditismo-financeiro de Wall Street e Londres. (LandDestroyerReport)
em actualização
Segundo a revista alemã Bild, "a Turquia transformou-se num grande consumidor de petróleo do grupo extremista "Estado Islâmico". Os empresários turcos têm acordos de compra de petróleo com jihadistas que lhes permite obter uma receita de 10 milhões de dólares por semana. Quando a aviação russa começou a realizar mais ataques contra as infraestruturas ISIS, isso não poderia ser ignorado por Ancara, causando a natural insatisfação da Turquia"(Bild/SputnikNews)
O artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte afirma que um "ataque armado" contra um país-membro da NATO "será considerado um ataque contra todos os paises da Aliança Atlântica" e que todas as partes no tratado devem unir-se para "restaurar e manter a segurança da área do Atlântico Norte". Pergunta fundamental: a Turquia é um país do Atântico? alguma vez deveria ser admitida em tal organização? É uma história antiga, foi admitida porque a NATO tem um carácter ofensivo. Não especificado no tratado é o que acontecerá quando um membro da NATO por conta própria perpretar um "ataque armado" a um país não membro, como no caso do abate do avião russo. Segundo um analista norte-americano da OpEdNews, "os EUA devem sair da NATO ou devem excluir a Turquia para evitar uma guerra com a Rússia" (ler o resto)
Em vez da guerra é hora de reexaminar as políticas ocidentais de destruição imperialista. Se estamos em guerra, então porque é que o pânico não afecta os negócios financeiros e a Bolsa de Paris tem o melhor desempenho da Europa?Certo é que as empresas multinacionais fabricantes de material de guerra exibem cada vez mais o seu tenebroso esplendor. Desde que Benoît Challand e Chiara Bottici publicaram na Routledge em 2010 “O Mito do Choque de Civilizações” subsistiu a pergunta: se teria sido provado mais uma vez a máxima de Hegel: “a Filosofia, como a coruja de Minerva, só começa o seu voo ao anoitecer, quando a realidade já completou o seu curso durante o dia inteiro” - ao contrário da coruja, os falcões da politica securitária neo-fascista globalizada que vai tomando forma em nome do keynesianismo militar, parte do principio que todas as pessoas, sem distinção politica ou de cadastro criminal, devem ser presas ontem por um alegado crime que presumivelmente irão cometer amanhã
a tese do "choque de civilizações" produzida por encomenda a Samuel Huntington durante a administração Herbert Bush e publicada em 1996 e o seu "sucesso na capacidade de vender manipulação” ficou a dever-se, obviamente, mais ao seu apelo imaginativo do que à sua capacidade analítica para compreender a complexidade do mundo em que vivemos. Huntington fez um desenho de séculos de estereótipos e teorização orientalista e ocidentalista , romanceando o mito de um confronto entre o Islão e o Ocidente por forma a dar ainda um apelo mais emocional ao choque que se seguiria a 11 de Setembro de 2001. A intenção, e o resultado consumado, da combinação das duas narrativas era que as pessoas não iriam perceber as acções dos indivíduos e grupos que actuam fora de um conjunto mais ou menos complexo de motivações; em vez disso, os leitores-alvo perceberam que civilizações inteiras se chocam umas com as outras. Como tal, apesar das suas falhas empíricas, ou talvez precisamente graças a essas falhas teóricas, o mito do choque de civilizações transformou-se numa profecia auto-realizável: as pessoas acreditam que tal coisa existe e, assim, é deste modo que se tornou real. Se o problema em causa era um grupo jihadista atacando simbolicamente lugares sagrados no coração do capitalismo de acordo com a lógica da metonímia (a parte tomada pelo todo do Ocidente), tendo como contraparte ataques militares defendendo os nossos valores ocidentais, a lógica é entre dois blocos imaginários: as Civilizações, todas elas sendo destruídas no seu conjunto.
Este é um depoimento de quando al-Gaddafi advertiu contra o que está a acontecer hoje na Líbia, enquanto os meios de desinformação vendidos ao Sionismo o acusavam de louco e viciado em drogas - Muammar al-Gadaffi era um visionário, a começar pela ideia da "inconveniente revolução verde", que lutou contra os interesses do Império ao pretender transformar a Libia num país neo-colonizado, usando entre outras tácticas as crenças estupidificadoras do povo como a do Masih ad-Dajjal (o Messias impostor) e sempre se recusou a ter um Banco Central subserviente da rede internacional de bancos sionistas. Sabemos hoje quem são os tolos e viciados!
posted by Mohamed Lavaky on Quarta-feira, 24 de Junho de 2015
Houve uma rapidez evidente no apuramento das causas e em encontrar um culpado: foi o co-piloto! um alemão que sofria de depressão, que se zangou com a namorada, que ganhava mal, que escondeu uma doença neurológica do patrão, que se converteu ao islão, que comeu um kebab e alugou uma barba postiça e pôs o comandante da aeronave a abrir uma porta de aço inviolável de machado em riste. (aqui)
Tudo isto foi decidido como sendo de tal gravidade, apesar das caixas negras demorarem algum tempo a ser encontradas, que justificou a presença no local do desastre de 3 chefes de governo, a Merkel, Rajoy e Hollande. Este último afirmou solenemente à imprensa que “a segunda caixa negra não continha conteúdos”. Só um presidente de república teria estatuto para afirmar tal impossibilidade, uma vez que uma caixa grava os dados técnicos do voo e outra os sons de cabina e ambas são praticamente indistrutiveis. Situam-se na cauda do aparelho e suportam várias centenas de vezes o peso do embate e temperaturas acima de 1000 graus. Como assim, a caixa dos sons tinha e a caixa dos dados técnicos não continha nada? Como habitualmente nestes casos enigmáticos, que se vão repetindo cada vez mais amiúde, os culpados que poderiam esclarecer os mistérios e dar a sua versão do acidente não o podem fazer, porque estão mortos… E acusar um único morto beneficia todos os intervenientes, já que se encontrou uma pessoa culpada e isso tranquiliza a opinião pública (não culpando todo um sistema exagerado de segurança que tranca portas irreversivelmente).
Consultando outras fontes, descobre-se outra versão. Segundo o Ministério da Defesa da Federação Russa de acordo com dados detectados pelo submarino Severomorsk da sua Frota Naval a operar frequentemente no Mediterrâneoa queda do voo 4U 9525 no sul de França foi o resultado directo de um exercicio de teste falhado da Força Aérea dos Estados Unidos integrada na NATO (1) com o Sistema de Defesa de Alta Energia Laser Liquida (HELLADS) que não atingiu a área onde seria suposto derrubar um missil ICBM simulando um ataque nuclear vindo da Rússia com a intenção de destruir a Base Aérea de Aviano em Itália. (fonte)
O ministério da Defesa russo observa ainda que a estrutura militar Estados Unidos-Reino Unido-União Europeia põe frequentemente em risco voos civis com os seus jogos de guerra sobre o continente, como no ano passado, quando cerca de 50 aviões desapareceram temporariamente de radares na Áustria, Alemanha, República Checa e da Eslováquia – “o desaparecimento temporário de aparelhos nos monitores de radar estão ligados a exercícios militares planeados que vão tendo lugar em várias partes da Europa, cujo objetivo é a interrupção das frequências de comunicação por rádio, conquanto os aviões continuem em contacto por rádio com os controladores de tráfego aéreo e o seu voo prossiga normalmente". O relatório do Severomorsk reporta anomalias eléctricas atmosféricas em áreas sobre o sul de França, Itália ocidental e sudoeste da Suiça. Aponta também ser essa a area de combate operacional do 510º Esquadrão da Força Aérea dos EUA que opera a partir daBase de Aviano, no norte de Itália. Concluindo, a probabilidade da opinião pública do ocidente ser informada do que realmente aconteceu com o voo 9525 da Germanwings, é quase o mesmo que o terem dito a verdade sobre a Malaysia Airlines voo MH17, que foi provado por fotos de satélite ter sido abatido por um caça da Ucrânia.
De volta a fontes ocidentais, um novo relatório divulgado pelo Serviço de Informações sobre o Estrangeiro (SVR) afirma que o presidente Barack Obama ficou tão furioso ao saber da incompetencia e ineficácia dos "jogos de guerra" da NATO que atingiram o avião da Germanwings que de tão chocado recusou receber em audiência o secretário-geral da Aliança Jens Stoltenberg apesar dos seus repetidos pedidos.
(1) O sistema tecnológico “High Energy Liquid Laser Area Defense System” (HELLADS) integra a “Strategic Defense Initiative” do ressuscitado programa de Reagan "Guerra das Estrelas", um produto da fase final da Guerra Fria entre os EUA e a antiga URSS, podendo ser também entendido sob o ponto de vista da política interna dos EUA, como um projecto típicamente neoconservador, defendido pelo Partido Republicano dos Estados Unidos. Nos anos 2000 este programa foi reactivado pelo Governo Bush, sob o nome de "Escudo Anti-Mísseis", desta vez mais focado em sistemas de defesa anti-mísseis balísticos localizados em terra do que necessariamente no espaço. O programa gerou grandes polémica com a Rússia e a China, acabando por ser parcialmente paralisado na gestão do Presidente Barack Obama quando viu inviabilizado os seus esforços para o instalar nos países alinhados com a NATO no mar Báltico paredes meias com a fronteira da Rússia
e de repente uma catrefa de gente embandeirou em arco com o "excepcional
profissionalismo, competência e imparcialidade" do jornalista da RTP
Paulo Dentinho ao entrevistar o presidente da Síria. Primeiro: não é um
grande feito: de há dois anos para cá que Bashar al-Assad dá entrevistas
a quase todas as televisões do mundo tendo em vista repôr a verdade deturpada pelos media ocidentais. Segundo: Dentinho deixa transparecer uma agressividade latente contra um regime que o governo português e os seus serventuários dos media mandam odeiam, mandados pelos seus Aliados. Se há aqui alguém a ser elogiado é o presidente Bashar al-Assad pelo desassombro e frontalidade com que denunciou o genocidio em curso contra o seu povo. Depois de o ouvir é lamentável que ainda haja muita gente a crer na moral do Ocidente. Terceiro: se o Paulo Dentinho é (ou fosse assim tão bom, irá (iria) decerto
acontecer-lhe o mesmo que aconteceu ao Carlos Fino, correspondente da
RTP durante a invasão do Iraque, que por ser imparcial desapareceu do
mapa. Eis o briefing de apresentação da RTP: "O contestado Presidente da
Síria reconhece que o país está a viver dias dramáticos e sustenta que
foi a guerra para o derrubar que deu origem ao extremismo" - se houvesse
imparcialidade a RTP teria posto a ênfase na principal tese de Bashar
al-Assad: "Nunca serei uma marioneta do Ocidente (...) para pôr fim à tragédia que se abateu sobre o nosso povo, primeiro que tudo, os responsáveis europeus tem que mostrar vontade em combater o terrorismo"(não a apoiá-lo). Por fim, recordar algo que não é mencionado na entrevista: que o regime democrático sírio presidido por Bashar al-Assad conta com o apoio incondicional da Rússia (1), Irão e China. para quem não viu:
(1) o Office of Communications do Reino Unido (Ofcom) abriu um novo inquérito contra o canal Rússia Today por disseminar pontos de vista anti-ocidentais perigosos. Infelizmente para os censores, é um pouco tarde demais. O Russia Today é uma das raras hipoteses de ouvir o contraditório como manda a deontologia da comunicação social e o dano para os censores já foi feito. O Rússia Today é hoje um canal popularíssimo para todos os cidadãos europeus que não dispensam a verdade. Que a RT é "tendenciosa" é verdade, mas não vai muito longe. Naturalmente, é expressamente financiada pelo governo russo para apresentar o ponto de vista russo do mundo. Mas todos os meios de comunicação manobrados por seres humanos são "tendenciosos", e isso certamente inclui os principais supermercados de noticias britânicos e europeus, contra todos os adversários inventados pelo Ocidente. (The Guardian)
a 3 Novembro de 2013, cerca de um mês antes do inicio da revolta na Ucrânia, o jornal francês L`Express noticiava através da Reuters que a NATO tinha lançado a sua maior manobra estratégica dos últimos 10 anos em zonas de fronteira com a Rússia.
Entre 2 a 7 de Novembro de 2013 a operação "Jazz Steadfast" no Mar Báltico mobilizou cerca de 7.000 homens, incluindo 1.200 soldados franceses, tanques, aviões e uma frota naval – tratava-se do ensaio da recentemente criada Força de Reacção Rápida do Tratado do Atlântico Norte projectada para funcionar em todos os teatros de operação - "há cinco anos que a Rússia se mostra cada vez mais segura de si mesma no Báltico", disse então o ministro da Defesa da Letónia Artis Pabriks: “a operação Jazz Steadfast é importante para nós porque são os primeiros exercícios que nos permitem treinar para defender o nosso território". Tal ameaça seria um cenário improvável, que nunca se verificou nem durante os anos em que os países bálticos se tornaram independentes da União Soviética.
Três semanas depois, a 21 de Novembro de 2013, tiveram inicio os protestos na capital da Ucrânia, uma onda de manifestações cujo objectivo imediato foi mudar o nome da Praça da Independência (Maidan Nezalezhnosti) para “Euromaidan”, de acordo com o desígnio da extrema-direita ucraniana uma vez caçado o poder aderir à União Europeia. O regime democrático eleito caiu em Fevereiro de 2014 e no dia 7 de Março um avião sem identificação levou todo o ouro existente no Banco Central da Ucrânia para os Estados Unidos, provavelmente como garantia de colocar os 44 milhões de ucranianos na esfera da Dívida aos bancos privados ocidentais.
Voltando à operação no Báltico, o General norte-americano Philip Breedlove, Comandante Supremo dos Aliados afirmou então que a experiência de contra-guerrilha liderada pela NATO no Afeganistão não é suficiente, precisando a Aliança de se preparar para as operações militares mais sofisticadas dos exércitos tradicionais. Embora a Rússia não tenha ensaiado qualquer movimento, a NATO convidou observadores russos a participar no exercício "Jazz Steadfast" na clara intenção de provocar tensão nas relações entre o Ocidente e da Rússia de Vladimir Putin, que há muito reclama o direito de defesa de proximidade especialmente no mar Báltico e no Cáucaso, cuja influência tem vindo a ser corroída pelo Ocidente desde o fim do regime soviético.
os novos ares de guerra fria
Desde então, Vladimir Putin tem continuado a modernização do exército russo como prioridade nacional: "infelizmente, o mundo de hoje está longe de ser pacífico e seguro. (...) a instabilidade é crescente em grandes partes do mundo", disse Putin. No ano passado, Moscovo anunciou um aumento de 25% no seu orçamento de defesa, o que já ultrapassa o da França (62,2 milhões de habitantes) ou o Reino Unido (63,7 milhões). A Rússia (142,5 milhões de habitantes) vai gastar o equivalente de 515 biliões de euros até 2020, definindo uma meta para fornecer equipamentos modernos e pelo menos mais um milhão aos 700.000 activos no serviço militar. Irão ser construídos dois mil e trezentos carros de combate, 1.200 helicópteros, 15 navios de superfície e 28 submarinos. Em operações que lembram a Guerra Fria, bombardeiros russos aproximam-se agora periodicamente do espaço aéreo da NATO. Como contra-informação, é agora informado que os caças britânicos descolaram 29 vezes entre 2010 e 2012. A Letónia comunicaram que aviões russos sobrevoaram o seu território “quase 37 vezes”, só em 2013, enquanto tais incidentes ocorriam, uma ou duas vezes por ano, nos últimos cinco anos. A actividade naval também teria recrudescido - "Estamos a fazer o nosso melhor para reforçar a cooperação (...), temos de continuar a demonstrar a nossa intenção e capacidade de defender os nossos interesses", disse o general Charles H Jacoby, chefe do Comando Norte (NORTHCOM) das Forças Armadas dos Estados Unidos. As manobras terrestres da Rússia estariam também a preocupar os países vizinhos, particularmente como a designada "Zapad-103", realizada na Bielorrússia em Setembro´de 2013 descrita pelo Kremlin como exercícios de treino antiterroristas.
Marcha Nazi em Kiev
"A postura muito agressiva do Zapad causou muita preocupação entre os países bálticos, que têm prevista no artigo 5º do Tratado do Atlântico Norte a intervenção dos Aliados para ajudar um país-membro caso seja atacado” disse uma alta autoridade ocidental, "no entanto, é geralmente aceite que o governo russo não representa uma ameaça". Oficialmente, o foco permanece sobre a cooperação com a Rússia. Aviões da NATO têm participado com os russos em exercícios de defesa contra-terrorismo, enquanto esquadras navais da Aliança estavam fundeadas nos portos da Federação Russa. "Muitos de nós nos perguntamos: por quê?", inquiriu um diplomata ocidental, observando que a NATO expressou claramente a sua intenção de não provocar o Oriente asiático - "para se armar na perspectiva de um conflito com quem? Não é um enorme desperdício de recursos?"
O canal informativo RússiaToday, uma das fontes de notícias actualmente mais credíveis, ao amitir que Osama bin-Laden teve alguma ligação do o 11 de Setembro, acaba de engolir uma história falsa colocada cá fora pelo Pentágono para apoiar a fantasia que uma equipe SEAL matou Osama bin Laden, o qual deste modo morreu pela segunda vez em Abbottabad no Paquistão uma década após a sua primeira morte por doença. Esta história falsa, juntamente com um livro falso de um suposto membro da equipe SEAL que também deu origem a um hollywoodesco filme falso (Zero Dark Thirty)tenta tornar verdadeira a história falsa de como o assassinato de Bin Laden teria sido perpetrado. A suposta morte de Bin Laden às mãos de um team SEAL é uma orquestração propagandistica cujo objectivo foi dar a Obama os louros de um herói aviado a conversa fiada do partido democrata, trabalhando na sua reeleição para o segundo mandato.
Osama bin Laden morreu em Dezembro de 2001, de insuficiência renal e outros problemas de saúde, depois de no seu último vídeo gravado ter negado qualquer responsabilidade pelo 11 de Setembro, aconselhando os norte-americanos a olhar para dentro do seu próprio governo. O próprio FBI afirmou que não há nenhuma evidência que Osama bin Laden tivesse sido responsável pelo "Nine-Eleven" (o nº 911 é o número da chamada de urgência nos Estados Unidos, para que possa facilmente ser enfiado na cuca dos telespectadores). A noticia da morte de Bin Laden apareceu numerosas vezes na imprensa estrangeira, nomeadamente a árabe, e até na Fox News. Ninguém pode sobreviver de insuficiência renal grave por uma década, sem tratamentos, e nenhuma máquina de diálise foi encontrada no suposto composto Abbottabad de Bin Laden uma década depois do seu obituário.
Além disso, ninguém entre a tripulação do navio a partir do qual a Casa Branca informou ter sepultado Bin-Laden no mar viu qualquer enterro nem mensagens de marines enviadas sobre um evento tão excepcional. Quer dizer, foi realizado um funeral a bordo de um navio no qual existem relógios constantes e centenas de homens da tripulação em alerta a todas as horas, e ninguém viu nada. Além disso, a história da Casa Branca do suposto assassinato de bin Laden mudou duas vezes nas primeiras 24 horas. A alegação de que Obama e seu governo assistiram à acção transmitida ao vivo das câmaras-video dos capacetes dos SEALs foi rapidamente abandonada, apesar da divulgação de uma foto de Obama com os seus agentes do Pentágono estar intensamente focada num aparelho de TV através do qual comprovadamente assistiam à acção ao vivo. O video dessa operação real nunca foi tornado público. Agora aparece Rob O’Neill a contar como foi - que foi ele que deu o tiro decisivo. O problema é que há outro compincha desta testemunha a dizer que não foi ele, fui eu. Até ao momento não há evidências de que esta trapalhada seja em nome da afirmação da administração Obama (não precisa). Talvez mostrar trabalho por parte dos republicanos. De qualquer modo, uns ou outros, a farsa não passa de alegações inventadas para mostrar serviço à massa que enforma o estúpido colectivo. (Ver a reportagem do canal RT e em especial os comentários dos leitores)
"Eu tento afastar-me do conforto seguro das certezas através do meu amor à verdade. E a verdade tem-me recompensado" (Simone de Beauvoir). Pois, hoje em dia, tentar saber a verdade só nos tem é lixado.
Quem já questionou a narrativa oficial para os ataques de 11 de Setembro sabe sem dúvida que é imediatamente apelidado de louco conspirador face aos media estabelecidos em cujas palavras escritas se deve inquestionavelmente acreditar. Porém, como o relatório da Comissão Warren sobre o assassinato de JFK, o Relatório sobre o 11 de Setembro foi montado através duma "investigação" do Congresso,mas está a desmoronar-se e a ser revelado poraquilo que realmente é - nada mais do que uma cortina de fumo. Ou seja, já não é uma teoria da conspiração ... é uma conspiração de facto. Quem o afirma fundamentadamente é Alan Sabrosky, um especialista em segurança
"Face à crença do público em geral no relatório oficial, o autor cita uma entrevista com o especialista dinamarquês em demolições Danny Jowenko, mostrando a queda de um terceiro edifício do World Trade Center, o pouco referido WTC7 - "a única coisa que é necessário é dizer às pessoas é que caíram três edifícios e não dois, e o terceiro não foi atingido por nenhum avião, aconteceu por demolição controlada, portanto, e como é inverosimil que uns fossem e outros não fossem, todos eles estiveram ligados a demolições controladas (...) Eu tive longas conversas ao longo das últimas semanas com contactos no "Army War College", e no quartel-general do "Corpo de Fuzileiros Navais", e ficou absolutamente claro que em ambas as instituições é 100 por cento certo de que o 11 de Setembro foi uma operação da Mossad" (Alan Sabrosky, escritor e consultor especializado em assuntos nacionais e internacionais de segurança)
a Europa entre Janeiro/2002 e Agosto/2011
A 11 de Setembro de 2001, uma série de ataques coordenados foram realizados nos Estados Unidos. Não certamente por coincidência a data (3 meses de diferença) é praticamente a mesma do lançamento do Euro, congeminando o ataque económico em gestação ao velho continente. O governo dos EUA afirmou então que 19 terroristas, supostamente filiados na obscura al-Qaeda com base no Afeganistão, tinham sequestrado quatro aviões comerciais de passageiros para realizar os ataques. O relatório oficial dos EUA sobre os eventos de 11 de Setembro vem no entanto a ser amplamente contestado por vários quadrantes nos EUA e no mundo. Com o pretexto dos ataques os EUA , sob a administração do ex-presidente Bush , invadiram o Afeganistão em 2001 para supostamente atacar a al-Qaeda abrigada pelo então regime Taliban – um partido politico que meses antes tinha reunido em Houston com responsáveis privados norte-americanos sobre politicas petrolíferas de intercâmbio entre os dois países.Com o mesmo pretexto os EUA atacaram o Iraque em 2003 , insistindo que esse país igualmente rico em petróleo estava na posse de armas de destruição maciça (ADM). E a mesma retórica politica de agressões controladas, desde a assinatura do tristemente célebre acordo firmado entre os países ocidentais aderentes à “Operation Enduring Freedom”, tem vindo a ser seguida no Paquistão, Yemen, Somália, Libia e Síria, tendo como próximos alvos tudo o que seja República Islãmica, a começar pelo Irão, cujo primeiro ataque à libertação do petróleo desse país falhou miseravelmente face à intervenção das milícia populares locais em defesa dos seus recursos nacionais.
A 22 de Setembro de 2011 no seu discurso na Assembleia Geral da ONU, o então presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, pediu uma investigação internacional independente aos incidentes do 11 de Setembro dizendo que esses eventos são uma desculpa muito conveniente para declarar guerras – e acrescentou "os Sionistas no poder em Israel (1) apostam nisso como um exercício verdadeiramente de tudo-ou-nada, porque se eles perderem a capacidade de encobrir os factos, se o povo norte-americano alguma vez vier a perceber o que aconteceu, então Israel será riscado do mapa"
"Meus senhores, não disseram estar tão contentes com a derrota de Hitler? Ainda o Mundo mal se havia posto de pé por ter abatido o Bastardo, e eis que a Puta (o Capitalismo) que o pariu está de novo prenha" (Bertolt Brecht)
Alfredo Barroso, militante do Partido dito Socialista dixit num "Manifesto contra o Neoliberalismo e a Plutocracia". O produto é de hoje, fresquinho, ainda a saltar, é "a social democraci#", diz ele: "o neoliberalismo é um fenómeno classista. No início dos anos 1980, as minorias mais favorecidas conseguiram uma mudança radical, ao reconquistarem o seu poder e os seus rendimentos até então limitados pelo compromisso social-democrata estabelecido".
"Na Casa Branca de Ronald Reagan, não havia pecado maior do que sugerir-se que a América poderia melhorar a sua competitividade, alimentando a indústria privada com dinheir# federal. Economistas do livre mercado de Reagan lançavam-se buscando destruir todas as missões de lobbie sempre que tais propostas de "política industrial" flutuavam em Washington. Não importava que muitas indústrias estratégicas no Japão e na Europa, impulsionadas em momentos cruciais pelos apoios dos governos, fossem ganhando quota de mercado às suas concorrentes norte-americanas. A oposição de Reagan à política industrial foi tão feroz que a própria expressão tornou-se politicamente incorrecta até ao final da década. Durante a campanha de 1988, o que haveria de ser presidente George Herbert Bush ridicularizou o investimento do Estado na Economia como "uma tola abordagem dos "democráticos"...
Time Magazine, Dezembro de 1991, "Now this ideia is - Shh - O.K."
o negócio destas sinistras personagens era porém outro; as batalhas imperialistas em que se subsumia a economia dos Estados Unidos. Não ligando a politica industrial à politica do Complexo-Industrial-Militar, o resultado da politica Reagan/Bush, no apoio aos esquadrões da morte na América Central, na 1ª Guerra do Golfo... era visivel, incentivando as empresas a seguir estas acções de agressão - sendo livres, as "empresas" que seguissem as tropas, quem quisesse e pudesse
"my Friend Soares!!" o elogio de um actor contratado para o melhor papel da sua vida: ser anti-comunista, fazia coincidar a ficção com a realidade. A publicação em Portugal em Outubro de 2009 do diário do ex-presidente americano mostra como Ronald Reagan via os políticos portugueses, com quem lidou directamente. Soares e Cavaco são os mais elogiados
Quando Ovidio foi expulso e exilado para o Mar Negro começou a bater mal da bola e escreveu uma obra-prima. Fez escola nos clássicos, por nas transfigurações do mundo que descreveu, confundir a ficção com a realidade, “Metamorfoses” - ainda assim Ovidio tinha a certeza de ter sido romano…
Colonato israelita ocupado ao Estado árabe da Palestina
Gordon McKnight, um apoiante irlandês “loyalista” da submissão da Irlanda do Norte à ocupação britânica, decepcionado com a evolução dos acordos para a paz, invocou a sua qualidade de descendente judeu e planeia mudar-se para Israel - ao abrigo da famigerada “Lei de Regresso” pela qual qualquer “judeu” em qualquer parte do mundo pode invocar a cidadania israelita e estabelecer-se na sua “pátria” beneficiando ainda de um subsidio estatal para a mudança e estabelecimento de habitação. Este biltre diz pretender começar aí uma nova vida. E começa bem dentro do espirito racista e fundamentalista religioso da coisa: exclama que a Palestina foi uma “invenção politica” e manda um recado aos palestinianos que sempre ali viveram (são a terceira geração depois da Nakba) afirmando que “este lapso de tempo foi um bom período de férias e está na hora de voltar para casa” (o mundo árabe, presume-se, de Marrocos à Síria). Este é, sem dúvida, um argumento extremamente válido para este homem que nunca pôs os pés na Palestina, ou na “Terra de Israel” se é que alguma vez tal coisa existiu fora da mitologia bíblica (1).
Este extracto em vídeo foi retirado do documentário da BBC intitulado “Adeus Belfast” (2) “Shalom Belfast”, na gíria yiddish, um dialecto tardio inventado na Alemanha, após a fusão da miríade de pequenos Estados-germânicos congregados na Deutscher Bund (1814)
Obviamente, não estamos aqui a lidar com gente normal de “uma raça judaica” ou de origem genética comum. Assumir a religião judaica, neste caso, introduz um conjunto de crenças supremacistas sem o menor pingo de ética. E é tudo isto, sob a fundamentalista capa religiosa do Sionismo, que o “judaísmo” na sua forma actual é.
(1) Hierosolyma, parte da antiga Syria-Palaestina romana, foi cedida aos Cruzados em 1219, passando a partir desse ano a sua capital a chamar-se Hierusalem (em latim), sendo novamente retomada pelos muçulmanos em 1239. Integrada no Império Otomano, a Palestina perdeu a sua autonomia politica no final da 1ª Grande Guerra, passando depois de 1918 a ser um protectorado britânico.
A família de banqueiros Rothschild estabeleceu-se em Inglaterra em 1798. Foi a partir dali que enriqueceu com a famosa aposta de dois bicos na derrota de Napoleão em Waterloo (1815). O judeu alemão Nathan Mayer von Rothschild, o terceiro filho de Mayer Amschel Rothschild (1744-1812) foi enviado pelo pai para Inglaterra a partir da sua base de negócios em Frankfurt (a cidade onde hoje se situa o Banco Central Europeu). Nathan encarregou-se em primeiro lugar de um negócio de têxteis em Manchester (o berço da revolução industrial) tendo-se depois estabelecido em Londres com o Banco NM Rothschild & Sons.A expansão sem precedentes para Ocidente em direcção ao “novo mundo”, na parte norte então ainda uma colónia inglesa, deu azo à maior diáspora de sempre de colonos europeus em fuga da pobreza.
O coração dessa aventura, New York, pátria primordial dos exilados judeus asquenazes (traduzido à letra: judeus alemães) foi assim baptizada em 1789. O Estado do Ohio adquiriu o nome em 1833.
Após anos de luta contra os Rothschilds à frente de um consórcio de banqueiros internacionais, e o seu Primeiro Banco Central dos Estados Unidos que a família havia fundado delegando os negócios nas mãos do agente Nicholas Biddle, o presidente Andrew Jackson conseguiu não renovar a licença de impressão de dinheiro por esse Banco em 1846, acabando assim com o endividamento do Estado (criar défice era proibido pela Constituição de 1776) e expulsando os Rothschilds para fora da América, apelidando o esquema de “covil de víboras”. Não seria antes de 1913 que os Rothschilds voltariam a ser capazes de criar o Terceiro Banco Central nos Estados Unidos, a Reserva Federal, e para garantir que não sejam cometidos novamente erros, desta vez eles vão colocar um da sua própria linhagem, Jacob Schiff, responsável pelo projecto.
A cidade de Palestine no Texas foi fundada em 1846, sendo hoje mais conhecida por ali se situar uma importante fábrica de carros de combate adequados a terrenos de tipo desértico com petróleo no subsolo.
A Palestina que temos actualmente é um legado conjunto do plano de Hitler que incentivou a emigração dos judeus a partir de 1939 e das concessões da Grã-Bretanha ao movimento Sionista que conduziram à fundação de Israel três anos após o final da 2ª Grande Guerra, em1948, começando então Jerusalem a escrever-se progressivamente em yiddish. A principal artéria da capital de Israel é a Avenida Rothschild, e a construção do seu Banco Central foi integralmente financiada pela família de banqueiros Rothschild.
(2) O documentário da BBC descreve os grupos de judeus que se dirigiam à Irlanda do Norte enquanto durou o conflito na intenção de aprenderem nos locais de acção técnicas de defesa contra a guerrilha urbana levada a cabo pelos nacionalistas irlandeses contra a ocupação estrangeira inglesa. (ver Doc completo)
"os Governos são as Divisões para o Entretenimento do Complexo Industrial-Militar" (Frank Zappa)
Os Estados Unidos mantêm em permanência uma economia de guerra. Tendo em vista manter essa economia em funcionamento as elites transnacionais dominantes precisam de ter inimigos permanentes. Elas fazem-no criando esses inimigos e alimentando depois as duas partes em conflito - situação da qual extraiem o máximo lucro.
Portugal, como Estado-vassalo deste sistema, não poderia oferecer outro género de espectáculo de política rasca que não fosse um derivado desta ideia fundamentalista inimiga da Humanidade. Cavaco Silva, Comandante em Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, que reporta politica e financeiramente directamente à Aliança Atlântica(NATO)sem mediação democrática, sabe muito bem exercer a sua serventuária profissão neste Circo
Bobos e Acrobatas, GiandomenicoTiepolo, 1791, Ca` Rezzonico, Veneza
Foi declarada modelo de liderança feminina para as mulheres de Sião: segundo o órgão de informação da pátria sionista Ha`aretz, “A maioria das mulheres em Israel não podem ou não querem ser margarets thatchers, na sua falta de voluntarismo forçadas a escolher serem fracas ao não procurar os seus direitos legítimos”. Imagine-se se mesmo assim as professoras conduzem as crianças à escola de metralhadora às costas!. Thatcher não era assim apenas a primeira mulher brilhante “líder de uma democracia ocidental”, ela é um exemplo. Hordas de admiradores, desde os órfãos de Pinochet aos pseudo sociais democratas, admiram a santinha padroeira do neoliberalismo. As feministas brasileiras deliram igualmente com a ex-ministra britânica entre 1979 e 1990, citando uma frase sua: “Em política, se você quer algo como retórica peça-a a um homem; Se quer que algo seja feito, peça-o a uma mulher". Ainda enquanto morta-viva a insigne criatura, perguntada se sentia que a sua herança tivesse sido tomada em mãos por alguém, Thatcher respondeu com um rotundo“sim! Por mister Blair”
Tamanha popularidade determina, contra a sua própria vontade expressa, que lhe seja feito um funeral de Estado. A ela que se via mais como se fosse uma carmelita descalça; a ela que pediu que não se realizassem passagens de aviões militares sobre o local das cerimónias fúnebres por considerar que isso seria "esbanjar dinheiro". Bom, até ela própria parece ter-se esquecido que se trata da morte da Baronesa Margaret Hilda Thatcher de Kesteven.
Como executiva de uma classe social rica e sem escrúpulos, a sua primeira medida foi baixar os impostos para os escalões superiores, a segunda, demonstrar uma obcessão pelas privatizações pondo biliões em negócios nas mãos dos ricos, depois, manifestar uma prepotência sem precedentes ao destruir literalmente os centros industriais do norte de Inglaterra, (recordada ainda hoje pelos mineiros); a batalha contra os sindicatos dos mineiros foi economicamente irracional, fez perder ao país 2,5 mil milhões de libras, mas a anti-ferrugenta “dama de ferro” estava a combater por mais que contra mineiros, ela combatia uma classe. Face ás greves procedeu à criminalização policial dos “maus”, incrementou a guerra contra os militantes da Irlanda do norte, prendendo e mandando assassinar nacionalistas do IRA; agiu com a missão de destruir os sindicatos, os quais considerava serem uma ameaça letal para o capitalismo que não devia ser permitida; ou seja, “trabalhou” para aumentar os privilégios dos ricos e abater a classe operária.
Com os seus discursos sobre a supremacia e beneficio dos individuos, sobrepondo-se sobre a colectividade, logrou legalizar a venda das casas municipais para favorecer os especuladores, os indivíduos, que são aqueles que importam, enriqueceram com a especulação sobre bens que eram na realidade comunitários, património municipal. Em 1979 a taxa de famílias habitando casas de renda social baixa era de 42%, em 1990 o índice de casas próprias adquiridas a crédito bancário era de 70% enquanto a habitação social nunca mais seria reposta. Um dos efeitos dessa inflação monetarista conjugada com a especulação no imobiliário foi o principio da catástrofe que hoje as classes médias no Ocidente estão a pagar. O incremento de indigentes e sem-abrigo foi notável: com a chegada ao poder da Baronesa, o índice de pobreza que era de 13,4%, quando deixou o cargo havia alcançado uns terríveis 22%. Com este currículo temos que ser compreensivos com o Cavaco e o Passos quando estes rastejarem até às exéquias de um espectáculo degradante; bons alunos do Thatcher-Reaganomics, irão rezando a máxima dos padroeiros: “a Economia é o Método, a Finalidade é mudar o coração e a alma dos indivíduos”, ou talvez melhor: “não existe tal coisa chamada Sociedade, o que existe é o dinheiro dos contribuintes”. E no entanto a prosápia fraudulenta do “mítico sucesso do thatcherismo” deve-se exclusivamente às plataformas petroliferas da British Petroleum no Mar do Norte que começaram a facturar em pleno precisamente em princípios da década de 1980.
No plano da politica nacional alinhada incondicionalmente com o imperial keynesianismo militar dos Estados Unidos, Thatcher aplicou falsas sanções económicas contra o regime de apartheid na Àfrica do Sul, por forma a não prejudicar o regime racista de Pretória, na sua visão com a coerência xenófaba de diferença de classes, procurando sacar benefícios económicos para os seus com as situações de guerra social. Ainda hoje os poderes executivos da rede de banqueiros na África do Sul estão nas mãos dos antigos colonizadores britânicos. Para a “dama do lucro” Nelson Mandela foi classificado como terrorista, alvo de desmesurados e injustificados ataques.
Enquanto entabulou amistosas relações com o ditador Pinochet, que sabe-se mais tarde pelos arquivos desclassificados recentemente (1), se relacionavam com a compra e venda de armamento. Apressando o fim do embargo da UE, de 1980 até 1982 o Chile comprou armas ao Reino Unido no valor de 21 milhões de libras. Navios, aviões, canhões e equipamento de telecomunicações foram alguns dos produtos vendidos em transações secretas. Segundo um relatório de 2004, as vítimas do regime de Pinochet estão quantificadas em 40.000 mortos, dos quais 28 mil são relacionados a detenções ilegais, tortura, execuções e desaparecimentos.
Segundo se sabe agora, Thatcher nos seus trabalhos esforçados em prol da recuperação de popularidade junto das classes médias, durante a campanha bélica contra as Malvinas planeou atacar o território continental da Argentina, ludibriando assim as boas relações que mantinha com a ditadura militar. Para culminar, sobre o conflito na Palestina, Tatcher disse ao seu embaixador em Telavive em 1980 , que caso houvesse ameaça de forças árabes(isto apesar do controlo económico e militar desses paises por décadas) ou perigo de ataque, Israel deveria usar a arma nuclear.
(1) a Wikileaks publicou agora quase dois milhões de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, incluindo vários que revelam a cumplicidade do Vaticano no golpe de Estado patrocinado pela CIA contra Salvador Allende no Chile (1973) e sua colaboração e apoio à ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). O então secretário de Estado do Vaticano, Giovanni Benelli, expressou a diplomáticos dos EUA a “sua grande preocupação, e do papa Paulo VI, pela exitosa campanha internacional esquerdista para falsear completamente as realidades da situação chilena” (sic) .
Recordamos que a actual Grande Recessão se iniciou em 2008, sendo que esta é indubitavelmente mais grave que a que ocorreu em 1929. É fazer as contas, para se apurar em que lugar estamos na “travessia da ponte”, isto é, supondo que a ponte tem fim, ou que não acabe abruptamente no precipicio de outra catástrofe...
Taxas médias de Desemprego durante a Grande Depressão iniciada em 1929
em 1929: 3.2% em 1930: 8.9% em 1931: 16.3% em 1932: 24.1% em 1933: 24.9% em 1934: 21.7% em 1935: 20.1% em 1936: 16.9% em 1937: 14.3% em 1938: 19.0% em 1939: 17.2% (fonte)
O desemprego começou ligeiramente a descer meia década antes do início da Segunda Grande Guerra. Isto é, quando os Estados Unidos iniciaram enormes investimentos na indústria militar, empregando nesse sector grande parte da população inactiva que, em nome do patriotismo e da sobrevivência (e da ameaça bolchevique na Europa como garantia de que haveria um inimigo), aceitavam trabalhar a baixo custo. A partir daí os Estados Unidos iniciaram igualmente uma feroz campanha de tramóias (por exemplo, criando o incidente que envolveu o seu embaixador na Polónia e esteve na base da invasão pelas tropas de Hitler) e de contra informação, até envolver completamente os Estados Unidos na guerra (como por exemploPearl Harbor). A partir daí o ciclo de desemprego inverteu-se, começando a descer com a aceleração do esforço de Guerra.
Perto do dito “pleno emprego” em 1929, ou seja uma taxa de desemprego de 3,2% considerada nomal no capitalismo, a seguir ao crash em Wall Street esta disparou brutal e abruptamente alastrando para uma depressão global. Pouco mais de um ano depois o desemprego atingiu os dois dígitos. Nos finais de 1930 a situação continuava a deteriorar-se pelos anos 1932/33, quando praticamente uma quarta parte dos trabalhadores não encontrava trabalho. O “New Deal” (a aposta no keynesianismo militar) ajudou a reduzir o desemprego até 1937, quando uma nova recessão económica rapidamente causou uma nova vaga de desempregados. O “pleno emprego” não voltaria até ao principio dos anos 40. Isto é, com a Guerra! .
Israel não cumpriu e rasgou 65 Resoluções da ONUsem que tivesse sofrido quaisquer consequências. O Iraque, por comparação, infringiu 2 Resoluções e foi imediatamente invadido, bombardeado e destruído.
Também não serão precisos grandes estudos e pesquisas para determinar o óbvio: quem está por detrás das Nações Unidas? a organização foi testemunha de 243 guerras entre 1945 e 2012. Obviamente, quem está por detrás desta "evolução civilizacional"são, por um lado os gestores financeiros de Wall-Street que providenciam o dinheiro necessário para as campanhas belicistas, por outro o Pentágono e o seu Complexo Politico-Militar que dá assistência (quando não executa directamente) as acções no terreno para que se possam ir renovando e facturando novos stocks de armamento. Por muito que os media baralhem a opinião pública com "economias", estes dois factores associados (Alta-Finança e Armas) é que são na realidade o actual motor do capitalismo mundial
"Quando as forças nazis, cerca de três quartos de século atrás, quiseram transformar a Europa no “espaço vital” do imperialismo germânico, foram instalando nos países conquistados governos de ocupação encarregues de proceder a uma “regeneração nacional” baseada na tentativa de destruição do movimento operário e do comunismo. Hoje, o equivalente das divisões Panzer de Hitler são a “moeda única” e os programas de estabilização financeira e de equilíbrio orçamental, mas a essência da colonização imperialista dos países europeus é a mesma.
A tróica, o Presidente da República e o Governo PSD/CDS são, em Portugal, os instrumentos de ocupação do imperialismo germânico. Como em qualquer governo desta natureza, a função dos respectivos ministros tende a surgir despida de artifícios, clara nos seus objectivos de exploração desenfreada e de repressão brutal de todas as manifestações de luta e de resistência. Há ministros para o roubo dos salários e dos escassos bens patrimoniais das classes trabalhadoras; há ministros para criar desemprego e impor o trabalho forçado e não pago; há ministros para desmantelar os mecanismos de protecção social e promover a liquidação física da população indefesa, dos reformados e dos idosos; há ministros para a desarticulação territorial do país e para o aviltamento da língua, da cultura e da memória colectiva do povo português; há ministros para a repressão e para a guerra; há ministros para a propaganda; e há também um ministro encarregue de promover o acantonamento das crianças e dos jovens em campos de concentração com fachada de escolas" (do "Luta Popular", orgão de informação do PCTP-MRPP)
o (sub)Imperialismo Alemão europeu concorre com o Imperialismo Global Anglo-Saxónico?
O poderio da economia alemã radica, reconhecido por todos, na força da indústria alemã, o que em si não é uma coisa má, pelo contrário, é um factor de admiração por parte dos povos cujos governos consentiram na sua desindustrialização, relegando-os para uma situação de perda de soberania face à actual divisão internacional do trabalho.
É um facto que a Alemanha domina a Europa através da moeda única. Mas será a Alemanha livre quanto à emissão do Euro?
O Euro é o “dinheiro fiduciário” (1) emitido pelo Banco Central Europeu que circula nos países aderentes e serve como moeda de referência às economias indexadas ao projecto da União Europeia; o BCE, fundado em 1999, é constituído como uma sociedade comercial estatuída entre 17 bancos centrais da zona Euro quotizados entre si por determinadas percentagens detidas sobre o seu “capital social”. As 3 maiores economias (Alemanha, França e Itália) detêm quotas num total de 45,65%, Portugal 1,75%, a Holanda 3,98%, etc.(2). O Conselho do BCE é constituído pelos 17 governadores dos Bancos Centrais, que reúnem duas vezes por mês em Frankfurt (3), sendo o principal órgão de decisão do BCE, o que lhe confere uma aura de interesse público. Porém, o BCE, que está pelos seus estatutos proibido de emprestar o dinheiro emitido a Estados ou Entidadades Públicas, e opera como um Banco Privado, sendo a emissão do Euro sujeita ao pagamento de taxas de juro sobre as únicas entidades a que o BCE empresta dinheiro: aos Bancos Privados, tomando como garantia titulos de divida emitidos pelos Estados a esses mesmos bancos privados. Assim, o Euro é um negócio cujo objecto é a criação de Dívida, ou seja, esta ou aquela impressão ou cunhagem de determinada quantia de moeda, só adquire valor depois de cumprir a sua função: ser emprestada a juros – logo, o Euro é um investimento em determinado objectivo, o qual nunca foi, nem é, claro para a população em geral. As emissões de dinheiro pelo BCE não são subordinadas a quaisquer outras Instituições europeias, nem essa actividade é sujeita a qualquer auditoria independente; o Euro não é, portanto, um produto democrático intencionalmente produzido tendo em vista em primeira instância o bem-estar geral dos povos da zona Euro. Como produto emitido por uma Entidade subordinada a interesses privados, que recebe juros, o Euro não circula de forma aleatória - obedece a critérios que salvaguardam o interesse dos investidores privados que conformam o BCE e a Banca Privada que com ele se relaciona; investidores que passam de facto a ser os detentores da Dívida representada pelo dinheiro emitido.
O Euro, a Libra e o Dólar são moedas fiduciárias (que medem mais de 80% das transações mundiais), todas emitidas como um investimento de modo semelhante por forma a criar endividamento público. De facto é o Crédito que cria a Moeda. A diferença de importância de cada uma destas moedas mede-se pelos detentores/beneficiários da dívida que elas criam. No caso sui-generis do Japão (uma colónia económica indexada ao dólar) este país tem a maior Dívida do mundo, 204% do PIB, e no entanto ninguém fala nisso, porque os títulos dessa dívida emitida em yens são quase exclusivamente detidos por investidores nacionais japoneses. Ao contrário, por exemplo, de Portugal e da Grécia, cujas dívidas públicas são detidas quase exclusivamente por investidores estrangeiros.
Há contudo uma diferença fundamental entre a tese do "imperialismo alemão do Marco travestido em Euro" e a tese do imperialismo global medido em Dólares e que é esta: o Dólar é emitido por um consórcio de sete bancos privados que tutelam o Federal Reserve System (FED) e, ao contrário do BCE, a FED pode e empresta dinheiro directamente ao Estado - o que confere aos Estados Unidos directamente todo o poder dos meios financeiros para a gestão imperialista global.
Em 1968 as transacções bolsistas representavam cerca de 18% do capital total cotado em Bolsa - eram ainda números sobre valores reais centrados na Economia. No ínício da década de 70 essa percentagem estabilizou-se nos 20%. Mas no virar do ano 2000 esse número já se situava nos 102%. Por outras palavras, as acções de empresas produtoras cotadas vendidas e compradas era no ano de 1999 de cerca de 100 mil milhões de dólares, enquanto os valores de titulos financeiros derivados medidos em papel especulativo (dólares igualmente) atingiam os 20,4 Triliões. Quer dizer: só 1% dos valores transaccionados representam capital de empresas reais, enquanto os outros 99% são produtos virtuais, negócios de apostas em casino dentro (e também fora) das Bolsas. Por essa altura (pouco antes da implosão da bolha da nova economia) os Estados Unidos absorviam 80% da poupança mundial atraída pelo investimento nos seus Títulos do Tesouro - medidos em dólares directamente impressos pelo consórcio privado FED. Titulos promessa de pagamento no futuro em dólares virtuaissobre uma dívida que actualmente ultrapassa os 15 Triliões: esta é a génese da Segunda Grande Depressão que se havia de declarar em 2007 (e não apenas pelas fraudes do subprime).
Vítimas das Circunstâncias, é o que nós somos, impedidos de poder ver...
No início dos anos 70, com os Estados Unidos atascados em pesados custos financeiros na Guerra do Vietname (4), pregou-se o primeiro prego no caixão da economia keynesiana, a qual funcionava através de investimentos do Estado, o Welfare State que providencia a redistribuição social (que em Portugal tardiamente e em contra-ciclo em relação à economia global, se efectivaria pelo Sector Empresarial do Estado só depois do 25 de Abril).
Os EUA, à beira do colapso face ao exiguo valor da sua produção para sustentar as despesas externas, abandonam unilateralmente a convertibilidade do dólar em ouro em 1971; e em 1974 resolvem abolir o controlo sobre os movimentos de capitais. Em 1979 foi a vez do Reino Unido, seguido do Japão em 1980. Na Europa continental a criação em 1990 do Mecanismo de Taxas de Câmbio do Sistema Monetário Europeu (SME) veio impõr a liberdade absoluta de circulação de capitais, não só dentro do espaço comunitário, mas também nas relações com países terceiros. Não foi uma livre escolha dos povos europeus, foi uma imposição, que viria a ser acatada em primeira instância pela Alemanha com a adopção da Agenda XXI que consagrou o neoliberalismo a partir do centro da Europa. A livre circulação de capitais (maioritariamente dólares como atrás ficou visto) sem qualquer controlo foi implementada pela revogação durante a administração Clinton do Glass-Seagall Act (1999) que veio permitir a junção dos bancos comerciais com os bancos de investimento, dando origem aos grandes conglomerados financeiros que actuam globalmente. Por esta altura, desde 1990, o Marco continua apenas a ser uma moeda regional, mas que sai da necessidade de ser subsidiada pelos capitalistas aliados ocidentais, como prioridade para fazer face à anterior ameaça soviética.
A regulamentação em vigor desde o New Deal (1933) impedia que os bancos comerciais negociassem (especulassem) com o imobiliário e com os investimentos em Bolsa. No ano 2000 a administração Clinton veio completar a revogação do ano anterior com a adopção do "Commodities Futures Modernization Act", que veio igualmente libertar de qualquer controlo os produtos financeiros derivados. É esta inauguração da economia de casino e a consolidação do neoliberalismo pelo saque dos fundos financeiros que temos de enfrentar. E a pergunta é: porque é que os partidos da Esquerda deixam aos partidos da direita radical o exclusivo de explicar estes fundamentos às massas populares em geral e aos trabalhadores em particular?
O lider do partido neonazi grego "Amanhecer Dourado", em conferência de imprensa após a vitória eleitoral não culpa o "imperialismo alemão" declarando apenas e tão só, concreto e incisivo: "a resistência em nome do interesse nacional continua... a Junta de ajuda aos Bancos tem de ser varrida do Poder, o povo grego tem de recuperar a sua soberania livrando-se da ocupação dos fundos financeiros globais"
notas
(1) de “Fidúcia”, a confiança (certeza, segurança) que o público utilizador precisa de ter ao utilizar determinada moeda ou nota como meio de troca geralmente aceite. No actual estádio de desenvolvimento do capitalismo não existe papel-moeda sem a existência de um Estado que o avalize. (wikipedia) A confiança no dólar é proporcionada pelo poderio militar norte americano
(2) Conselho do BCE
(3) Bancos Centrais Nacionais que constituem o BCE
(4) "O Império do Dólar", Cadernos do Século, vários autores, 1970 .