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terça-feira, novembro 03, 2015

um punhado de lideres para-socialistas propõem uma revolução liderada pela classe média europeia

"em Julho último, o governo grego democraticamente eleito de Alexis Tsipras foi posto de joelhos pela União Europeia. «o Acordo » de 13 de Julho é, na verdade, um golpe de Estado. Foi obtido através do encerramento dos bancos gregos pelo Banco Central Europeu (BCE) e a ameaça de não permitir que estes voltassem a reabrir caso o governo grego não aceitasse uma nova versão de um programa que falhou. Porquê? Porque a Europa oficial não podia suportar a ideia de que um povo com o seu programa de austeridade autodestrutivo tenha ousado eleger um governo determinado a dizer "Não!"
Agora, com mais austeridade, mais privatizações de bens públicos a preço de saldo, uma política económica mais irracional do que nunca, e misantropia como política social, o novo memorando serve somente para exacerbar a Grande Depressão grega e a pilhagem da Grécia por interesses particulares, gregos ou não".
João Ferreira do Amaral não tem dúvidas: “Só há duas hipóteses, sair do euro a bem ou a mal”. O proposto agora neste PlanoB em que é que difere do programa proposto pelo PCTP-MRPP? - apenas na perspectiva de classe. Lançar as bases para uma politica pan-europeia que tenha em conta o internacionalismo proletário é um primeiro passo para a vitória da classe operária no controlo dos meios de produção e na resolução da crise do capital a seu favor, isto é, acabando com este modo de acumulação capitalista.

Na sua perspectiva de classe, continuam os signatários: "Devemos aprender com este golpe de Estado financeiro. O euro tornou-se o instrumento de dominação económica e política da oligarquia europeia, escondido atrás do Governo alemão e que se regozija por ver a Sra Merkel fazer todo o « trabalho sujo » que os outros governos não são capazes de fazer. Esta Europa só produz violência dentro e entre as nações: o desemprego em massa, dumping social feroz, insultos atribuídos aos líderes alemães contra a Europa do Sul e repetidas por todas as «elites», incluindo as daqueles países. A União Europeia alimenta a ascensão da extrema-direita e tornou-se um meio de anular o controlo democrático sobre a produção e distribuição da riqueza em toda a Europa. Afirmar que o euro e a União Europeia servem os europeus e protegem-nos contra a crise é uma mentira perigosa. É uma ilusão acreditar que os interesses da Europa podem ser protegidos no âmbito da prisão das regras da zona euro e os actuais tratados. O método Holland-Renzi do «bom aluno», na realidade, do prisioneiro modelo, é uma forma de rendição que nem sequer obterá clemência. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse-o claramente: "não podem existir escolhas democráticas contra os tratados europeus" (ler o resto)
bora lá!? ou estamos à espera de algum acordo de pacotilha?
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sexta-feira, setembro 18, 2015

sobre a Dívida, qual a sustentabilidade de que falam os "Credores" internacionais e os seus agentes internos?

Merkel e Yellen, a dependência
Acabado de ver no canal europeu "Euronews", a retórica começa assim: "Estamos presos num dilema em que a resposta de curto prazo é 'Hey, cada um de nós tem que viver dentro das suas possibilidades". Mas essa não é uma resposta que se possa aplicar a um país, porque há medidas sociais que não são mensuráveis em dinheiro, porque isso significa simplesmente que um país se pode tornar cada vez mais pobre" - e essa questão é travestida para: "Como é que os países podem decidir o quanto eles se podem dar ao luxo de pedir emprestado? (mas de seguida nada se diz do luxo ao qual outros paises se podem permitir emprestar consoante o seu pode de "imbalance" - o que uns tiram, faz falta aos outros). A peça televisiva passa de seguida a analisar os casos mais dramáticos do sistema, Portugal e Grécia: "a sustentabilidade da Dívida tornou-se uma questão crítica para ambos os governos e investidores internacionais durante a última meia década de crise financeira. Como todos os países precisam de pedir emprestado para financiar as suas economias, é de vital importância a politica de bailout da Europa para paises como a Grécia e Portugal".

Adiante explica-se "minuciosamente" como funciona o sistema neoliberal através de gráficos: Os "investidores" pedem dinheiro aos bancos emissores emprestando-o por sua vez aos Estados, que depois pagam os empréstimos com juros a esses investidores privados. Lindo serviço. Temos assim uma situação em que os investidores privados pedem dinheiro a uma taxa próxima do zero, como Janet Yellen reafirmou hoje, e os utentes da banca, ao efectuarem pagamentos com um simples cartão-de-crédito sujeitam-se a pagar juros entre 15 e 19%. Pôr a economia a pagar juros leoninos a investidores privados é um bom negócio para a cáfila de parasitas que o povo sustenta. Como é que isto se pode pôr em causa pelos partidos do arco da governação dos interesses desses investidores privados?

 

Este cabeçalho "noticioso" de ontem refere-se a um relatório do BCE de há 3 anos, mas só agora veio à baila, insinuando-se que o total da ajuda aos Bancos (para explorarem o povo)  rondaria apenas os 20 mil milhões de euros! na verdade, desde 2008, os números da própria Comissão Europeia totalizam 86,58 mil milhões. (conferir aqui). Os valores surripiados pelas diversas quadrilhas acolitadas desde sempre no poder são, como se vê, muito maiores. Isto é prova provada de que a divida não é do Povo Português, mas dos Banqueiros ao serviço de um Europa colonialista. Logo, essa dívida é ilegal e odiosa face ao direito internacional. Assim sendo, nenhum dos partidos que se apresentam ás eleições legislativas que escondam a sua posição face a esta ilegalidade merecem o apoio das vitimas deste roubo gigantesco.

quinta-feira, julho 16, 2015

a lição da Grécia, o efeito Syriza (III)

Especuladores divididos: Bruxelas quer garantir o 'financiamento-ponte' através do Mecanismo de Estabilização Financeira (MME) - em vez de 19 serão 28 os países obrigados a contribuir. O FMI quer corte na dívida grega. Já há quem lhe chame o início da guerra entre FMI e Berlim, com a dívida grega como cenário. Num relatório confidencial e divulgado após a cimeira europeia de domingo, o Fundo dirigido por Christine Lagarde arrasa as palavras vagas sobre a restruturação e um maior corte da dívida da Grécia na declaração dos líderes da Eurozona. “A deterioração dramática da sustentabilidade da dívida torna necessário o alívio da dívida a uma escala que teria de ir bem para além do que foi pensado até agora – e do que foi proposto pelo Mecanismo de Estabilidade Europeu”, diz o relatório do FMI.

a Política imposta pela Alemanha é um crime contra a Humanidade” - afirma a presidente do Parlamento grego voltando a apelar ao Governo para que não aceite a chantagem dos credores para um acordo em que já nem o FMI acredita. Revelar a origem da dívida grega provocaria uma revolução financeira mundial, afirma um membro da Comissão de Auditoria à Dívida Pública grega: “é rídiculo culpar Atenas pela crise europeiaconcluiu Maria Lucia Fattorelli.
De facto é assim que funciona: Todos os governos que usam o Euro podem usar o BCE (no qual os Bancos-Centrais de cada país são sócios em partes proporcionais) para financiar os seus défices. Neste contexto, os Bancos-Centrais dos Estados-membros só cumprem as ordens regulamentadas pelo BCE, uma entidade supranacional não eleita, que decide à revelia da independência económico-financeira dos povos. Quando os governos da União Monetária Europeia (UME) têm défices emitem obrigações do Tesouro que são compradas pela banca privada. Que por sua vez, ao apresentar esses títulos/obrigações de pagamento como garantia os bancos recebem esses valores em dinheiro novo emitidos pelo BCE como crédito. Se para o BCE o valor emprestado é um papel, para quem o recebe e deposita é uma conta bancária consolidada em dinheiro pronto a levantar. É deste modo que funciona o esquema da dívida soberana. Mas os valores criados como dívida aos Estados não terminam no BCE. Entram na rede de especulação financeira global. O BCE revende essas obrigações no “mercado”: a fundos-abutre, a seguradoras multinacionais, a fundos financeiros de governos com superavit (p/e a Alemanha) e no geral a bancos de investimento comerciais estrangeiros. Estima-se que o BCE não tenha mais que 20% da dívida que emite. Não se sabe, porque o BCE não divulga esses dados nos relatórios que publica. Ao menor sinal de dificuldade de pagamento as “Instituições” que supervisionam os “ratings” do esquema exigem contrapartidas concretas, normalmente privatizações de sectores do Estado lucrativos para a tutela dos “credores”, oferta de “recursos humanos” a baixo custo, etc.
É um esquema mafioso levado a cabo por altas individualidades, aparentemente não intervenientes, que devem ser objecto de investigação e acusação criminal. Foi neste contexto que Alexis Tsipras, num dos últimos momentos dramáticos das negociações gritou para Merkel: "Também querem Creta? O Partenon? Talvez toda a Acrópole, não?". Valeu a intervenção do polaco-americanófico Donald Tusk, em representação não oficial de Obama e da NATO, de onde se subentende a existência de vertentes ocultas do “acordo”.  Por via do FMI.

terça-feira, julho 14, 2015

Serão os gregos os novos Judeus presas de guerra da Alemanha de Merkel?


O ex-ministro das Finanças da Grécia, Yanis Varoufakis, deu ontem a conhecer no seu blogue pessoal uma síntese alargada do artigo que publicará amanhã no jornal alemão Die Zeit

Varoufakis detalha o que chama de "plano sinistro" do Ministro "alemão" das Finanças da Finlândia para a Europa. Mantendo sua promessa de 11 de Julho, o ex-ministro das Finanças da Grécia intervem para ajudar a concluir o debate que tinha iniciado, levantando-se ao romper da aurora para divulgar ao público a informação que só será publicada nos Media dois dias depois.. Desta vez Varoufakis sente-se vingado, do mesmo modo que no fim de semana do "Não", alegando que a Alemanha provou que ele tinha sido criticado por dizer o tempo todo que "o Dr. Schaeuble tem um plano para a Europa que é tão sinistro e escuro como os do Terceiro Reich".

O Plano do Dr. Schauble para a Europa: Irão os europeus aprová-lo?

Pré-publicação (sumário). Em cinco meses de intensas negociações entre a Grécia e o Eurogrupo (com o FMI excluido) nunca houve qualquer chance de sucesso. Os 18 participantes do Eurogrupo foram condenados a liderar o impasse, sendo os seus propósitos preparar o terreno para aquilo que o Dr. Schauble viesse a decidir como "óptimo", uma decisão elaborada mesmo antes do nosso governo do Syriza ter sido eleito. À Grécia deveria ser facilitada a saída da zona Euro, tendo em vista disciplinar outros Estados-membros que viessem a resistir a um plano especifico para reestruturar a Eurozona.
1) isto não é uma teoria.
2) Como poderia eu saber que o Grexit era uma parte importante do Pllano do Dr. Schauble para a Europa?
3) Soube disso porque eles me disseram.
Escrevo este artigo não como um político grego crítico da denegação na imprensa alemã das nossas propostas concretas; da séria recusa de Berlim em considerar a re-esstruturação da dívida e as nossa propostas moderadas relançando o plano de pagamentos; da altamente politica decisão de asfixiar o nosso governo; da perigosa decisão do Eurogrupo ao dar luz verde para encerrar os nossos bancos. É neste contexto que deixo estas perguntas concretas aos informados leitores do Die Zelt:
2) Consideram um tal Plano bom para a Europa?

sábado, julho 04, 2015

a espiral da Dívida que fabrica a "Crise"

o FMI fez a resenha das necessidades financeiras que o Estado grego vai precisar para "sobreviver" (aqui). Se vencer o "sim" não será dificil imaginar para onde irá parar mais dinheiro emprestado como dívida. Do destino das "ajudas" anteriores o FMI demite-se:
Em Portugal, com uma dívida 1,3 vezes superior ao PIB, os "financiamentos nos mercados" são para pagar empréstimos, num vórtice de dívida. É aquilo a que oficialmente o IGCP diz representar "trocas de dívida pública" ou "amortizações de dívida pública" - enviar o endividamento para as gerações futuras (veja como)
"a vergonhosa politica dos dois paus e duas medidas do FMI e BCE: um governo eleito pode ser impedido de fazer aquilo para que foi eleito? (The Independent)

As dividas públicas são um mega esquema de corrupção institucionalizada. O Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF) foi criado por imposição do FMI (Comissão Europeia)

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terça-feira, junho 23, 2015

a Geoestratégia e a "Traição" do Syriza à inexistente "Classe Operária" grega

Havia (e persiste) algum espanto sobre a forma como os Media estava (estão) a conseguir calar o papel fundamental que os EUA e a NATO desempenham no xadrês grego! O ultimato de ontem dos Estados Unidos às duas partes, Grécia em perigo de default, União Europeia à beira da desagregação, conduz a intuir que existe uma força "oculta" nas negociações.

Era mais que evidente que a questão da Grécia é também (talvez fundamentalmente) geoestratégica, desde os primeiros dias do boicote da UE à Grécia e a primeira viagem do Tsipras à Rússia. Essa é uma vitória que ninguém tira ao Syriza: ter transformado um caso que se tentava passar à opinião pública por apenas económico, num caso geopolítico. A medida da influência norte-americana é a medida exacta que vai do valor virtual do Dólar (quem interveio foi Janet Yellen da FED) para o Euro (como moeda subsidiária do dólar) e para o Dracma (alinhado na nova formação asiática China-Russia-Irão-India). Sem dúvida, é um bicho de sete cabeças para todo o Ocidente liderado pelos warmongers do Pentágono/Nato... e é aí que entra a Grécia, como um país da Nato (como aliás a vizinha Turquia) numa situação complexa que pode acabar num conflito armado, mais uma vez em solo europeu. E a saída pelo keynesianismo militar é aquilo que os EUA melhor sabem produzir para sair de uma crise que é global.

No Ocidente, é criminoso que os povos que sofrem com a crise provocada pelos especuladores tenham que pagar a factura. No caso da Grécia, a avaliar pelos últimos rumores, irão verificar-se "novas concessões" de cortes de 8 mil milhões de euros (um valor decerto compensado pelo Complexo-Politico-Militar norte-americano para garantir a permanência da Grécia na NATO). Não há portanto concessão alguma, há um ganho de tempo que é precioso (1); e ainda assim no rascunho de Acordo a proposta grega inclui a subida do salário mínimo contrabalançada com um aumento de impostos sobre LUCROS, RENDIMENTOS ALTOS e ARTIGOS DE LUXO. Apresentada ontem de manhã aos parceiros envolvidos nas conversações essa proposta prevê o restabelecimento da contratação colectiva. Estabelece que as empresas com lucros líquidos superiores a 500 mil euros por ano paguem uma sobretaxa de 12%, a somar à taxa regular. É proposta a introdução de um imposto sobre artigos de luxo como automóveis com mais de 2.500 de cilindrada, piscinas ou aviões privados. A introdução de sobretaxas sobre os rendimentos é outras das propostas que inclui uma sobretaxa de 0,7% logo a partir dos rendimentos anuais superiores a 12 mil euros; de 1,4% para os salários superiores a 20 mil euros por ano; de 2% para os salários superiores a 30 mil euros; de 4% para aqueles salários que superem os 50 mil euros anuais; de 6% para os rendimentos superiores a 100 mil euros; e ainda uma sobretaxa para os salários superiores a 50 mil euros por ano" (Jornal de Negócios)
70% da população prefere pagar mais para permanecer no Euro
Unicamente sobre a parte económca comenta Francisco Louçã: "os detalhes do acordo esboçado ontem entre o governo grego e a troika começam a emergir. No entanto, não há ainda uma informação completa sobre as condições propostas (e ainda não foram encerradas as discussões). Não sabemos por exemplo qual é o montante do empréstimo e que necessidades de financiamento ficam cobertas. Só sabemos o custo orçamental, oito mil milhões de euros em medidas de austeridade. Mas, sobretudo, não sabemos se há ou não uma nova abordagem da reestruturação da dívida. Fontes oficiais francesas sugeriam ontem que pode haver, mas não há confirmação nem grega nem alemã. Isso faz toda a diferença. Para um bom acordo, a Grécia só pode sair do inferno com uma reestruturação substancial da dívida. (Blogue/noPublico)

(1) Discriminada e resumidamente: as propostas do SYRIZA aos Credores da Dívida contraída pelos últimos governos

sexta-feira, junho 12, 2015

O caso da privatização da TAP nestas condições seria impossivel se não existisse a Dívida Pública como forma corrupta de Roubar Património Público

Os trabalhadores da TAP tinham prevenido, entre os dois candidatos venha o diabo e escolha. E o Diabo veio e, aldrabão como só o mafarrico aprendeu, fez o contrário do que disse quando era santo: "a política de privatizações em Portugal será criminosa, nos próximos anos, se visar apenas vender activos ao desbarato.» (Pedro Passos Coelho, Fevereiro de 2010 e Junho de 2010). O outro acrescentou: «Não lançaremos a privatização a poucos meses das eleições legislativas» (António Pires de Lima, Julho de 2014) E vê-se: em boa verdade, por tal contrato quem verdadeiramente vai ser vendido não é a TAP – pois, como se vê pelos valores escandalosamente baixos, tendo sempre presentes os propositadamente esquecidos direitos de tráfego ou de operação para cerca de 50 linhas de que a Empresa é titular – a TAP está a ser oferecida. E de facto quem vai ser vendido são os seus trabalhadores! Ora, perante tudo isto, o que vão fazer os trabalhadores da TAP e os seus Sindicatos? Vão ficar calados e aceitar passivamente esta sua venda, ou vão erguer-se e vão lutar? (Luta Popular)
Para ex-auditora Maria Lucia Fattorelli convidada pelo Syriza para o Comité pela Auditoria da Dívida Grega com outros 30 especialistas internacionais. , o esquema da dívida pública como mecanismo de controlo político e económico é um instrumento de roubo do património público, como está agora a acontecer com a TAP. A dívida pública é um mega esquema de corrupção institucionalizado – o sistema actual destina-se a provocar o desvio de recursos públicos para o mercado financeiro. Para acabar com isto é necessário gente honesta no governo e a supressão do Artº 123 do Tratado de Lisboa. Para se compreender melhor o que se está passar com o boicote à Grécia, note-se que o problema começa há uma auditoria à dívida e não encontram contrapartidas reais. Que dívida é essa que não para de crescer e que leva cada vez mais uma boa fatia do Orçamento? Qual é a contrapartida dessa dívida? Onde é aplicado esse dinheiro? E esse é o problema.

Na última década, a companhia aérea duplicou os lucros e baixou, desde 2008, uma dívida de 1,4 mil milhões para mil milhões, recorrendo apenas a recursos próprios - e ainda, desses 100 milhões dessa alegada "divida" cerca de 400 milhões são custos normais, operacionais, na gestão em leasing da frota de aviões. Desde 2009 que todos os anos a TAP dá lucro (183 milhões até 2013) e tem um volume de negócios de 2,8 mil milhões por ano. Mesmo assim, o governo entrega 61% do capital da TAP a troco de uns míseros 10 milhões de euros e um encaixe para a empresa de entre 354 a 488 milhões dependente de se o desempenho a partir de 2015 não passar a dar "prejuizo". “O negócio é sobre todos os pontos de vista um sucesso”, decretou o secretário de Estado dos Transportes (só um Airbus dos pequeninos custa 86 milhões e dos grandes 200 milhões). Como brinde, ao fim de 10 anos as rotas e a séde da companhia podem ser transferidas para fora de Portugal. Desde 2008 o Estado português conluiado com a Burguesia nacional e transnacional já vendeu ao desbarato 28 por cento do PIB... e o que é que os portugueses ganharam com isso?

terça-feira, maio 26, 2015

O inicio da implosão da bolha das dividas soberanas

Assim reivindicam os comunistas portugueses: um governo patriótico, democrático e de esquerda. Todas as três condições podem ser reconhecidas no governo da coligação Syriza na Grécia – vindo a tornar-se clara a intenção de saída do euro. Implicita está a questão do não pagamento da dívida, que não foi contraída pelo povo mas pelos anteriores governos neoliberais.
Assim, quando se fala em “traição do Syriza” o que se poderia esperar? Que o Syriza chegasse ao governo e proclamasse imediatamente e sem acautelar os interesses da maioria do povo que o elegeu: fora o Euro!?
Ao contrário, cumprindo um programa que remete a culpa para os verdadeiros culpados, o espectro que atravessa a Europa está a pôr os directórios neoliberais em pânico. Leia-se Jerome Roos do European University Institute: “o Eurogrupo parece estar cego para o facto de Tsipras e Varoufakis serem provavelmente os aliados dos credores mais fiáveis na Grécia de hoje. Ambos são reformistas moderados com um amplo apoio popular e estão realmente dispostos a pagar, embora saibam que não podem. (1) Forçar um Syriza com uma liderança relativamente cooperativa a um humilhante acordo impondo um pacote de reformas internas é fortalecer a ala dos radicais dentro do governo. Então, se o Eurogrupo se recusar a assinar um acordo e continuar a privar o governo grego de crédito de emergência, do qual depende o cumprimento das obrigações do serviço da dívida, podem simplesmente estar a provocar uma bancarrota imparável” – ou seja, imparável para o Euro. Como se viu, os activos falidos dos bancos na bolha do imobiliário de 2008 foram gradualmente sendo transferidos para divida soberana dos Estados – e é esse upgrade da crise do capital que está de novo em causa: o modelo de Dividocracia começa a dar com os burros na água da Grécia, a qual não pagará já em Junho os prestações de 1.600 milhões de euros que seriam devidas ao FMI.
Paul-De-Grauwe
Sem acordo, não vai nem mais um tostão para o FMI”, garante o ministro do Interior grego. Em Junho o governo vai escolher pagar pensões e salários em vez de continuar a reembolsar o serviço da dívida ao FMI. E o Syriza reuniu o conselho nacional e produziu uma declaração simples: “As pessoas estão acima da dívida (…) fizemos o nosso dever, é altura da Europa fazer o seu”. Alexis Tsipras voltou a sublinhar que não recuará nas “linhas vermelhas” sufragadas pelo povo grego em Janeiro. Varoufakis explicou: “não pagaremos porque esse dinheiro não existe” (a dívida foi contraída com dinheiro fictício). E retransmitiram ao secretário-de-estado do Tesouro dos EUA Jack Lew que tutela politicamente o FMI a impossibilidade do governo grego fazer face aos pagamentos. Tsipras pediu a intervenção de Lew para reestruturar a dívida, coisa de que a UE não quer nem ouvir falar - e tudo o que seja para fomentar a discórdia entre as burguesias euro-americanas é um passo em frente para os trabalhadores. A esta “União” nem convém permitir aos media esclarecer as opiniões públicas – e Varoufakis esclarece: “Sigilo e uma imprensa crédula não auguram nada de bom para a democracia da Europa". O que se quer diabolizado ministro das Finanças grego tem gravado as suas intervenções nas reuniões do Eurogrupo para as reportar às instituições e media na Grécia. Em Portugal, para além das omissões, as manipulações são subtis: o DN escreve sobre a “incapacidade” do governo grego, quando de facto o que foi dito na fonte foi a deliberada “impossibilidade” para pagar pelas razões que o DN não explica – enquanto nos artigos de opinião os bonzos do status-quo põem o destino da Grécia nas mãos de um só individuo.

(1) O próprio FMI reconheceu em 2012 que as dividas superiores a 120% do PIB são impagáveis, mas apesar disso PS/PSD/CDS chumbaram as propostas de reestruturação.
Epilogo: "a Europa precisaria de cabeça fria e olhar lúcido, em vez disso parece sucumbir à fadiga que precede as derrapagens" (Viriato Soromenho Marques)

domingo, maio 10, 2015

emprestar, consumir, pagar

Foi o crédito fácil ao Consumo que transformou a maioria dos portugueses em escravos da Dívida.

80 por cento das famílias estão falidas – 1,4 mil milhões de euros de crédito malparado quando Coelho e Portas tomaram posse – para 5,9 mil milhões quando este “governo” está prestes a ser expulso do pote. Mas deixam metástases, um legado de “contabilidade criativa” cuja gestão de prejuízos é lançada direitinha para o próximo governo; que quando lá chegar irá dizer que não sabia, não vão poder cumprir com algum hipotético programa que tenham prometido, infelizmente temos de continuar a aplicar as mesmas, ou ainda mais, medidas de contenção de despesas ie austeridade, etc.

Cavaco tomou posse em 2006 com Portugal a dever 187,1 mil milhões de euros. Chegará ao fim do seu período de validade, já expirado à muito, com Portugal com uma dívida situada nos 228,9 mil milhões. Dados de 2014, porque entretanto até Abril de 2015 já atingiu os 234,5 mil milhões de euros. No mesmo período, os Bancos privados conseguiram diminuir a dívida de 97,8 mil milhões que se registava em 2006 para 69,2 mil milhões em 2012. Mas o Banco de Portugal que tinha em 2006 uma dívida de 4,2 mil milhões devia em 2012 dez vezes mais: 44,1 mil milhões. Voltando ao crédito ao Consumo, dizia-se que a abertura das grandes superfícies sem limites horários, incluindo aos domingos, conjugada com a “flexibilidade” cavaquista iria criar mais empregos. Viu-se. A demissão do Estado no controlo da proliferação de empregos de merda permitiu aos hipermercados destruirem milhares de pequenos comércios de proximidade nos bairros e nos centros históricos
E a labuta continua. Impõem Portugal a crescer pelo Consumo, enquanto as multinacionais estrangeiras crescem pela Produção e lucram com sangria de divisas que sai do país para pagar importações, a maioria das quais supérfluas. (p/e o Eurofund)

terça-feira, abril 14, 2015

onde é que eu tinha a cabeça quando te disse que sim, o próximo Presidente deveria ser um expert em relações internacionais?

no DN de 9 de Abril de 2015 João Taborda da Gama (filho do putativo candidato Jaime Gama a PR) assinou uma coluna de opinião de elogio a Saldanha Sanches denegrindo o reitor "Sampaio da Nóvoa como Presidente".

O artigo, sem declaração de interesses prévia, omite que Cavaco nomeou o articulista Taborda da Gama para seu “senior adviser”, (por mera coincidência filho do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros) junto com o seu sócio numa empresa privada de consultoria estratégica. Gama diz estar retirado desde 2011. Mas o nosso team de experts brzezinski&filho cá de casa o pai Gama foi reforçar o grupo de consultoria estratégica Albright Stonebridge.

Percebe-se então das razões de Taborda afirmar que Sanches foi chumbado "de forma vil" por um júri presidido pelo agora candidato a PR Sampaio da Nóvoa. Taborda é um aprendiz de aldrabão da pior espécie, igualzinho ao pai. E o pai Gama seria apoiado pela pior escória direitista e vira-casacas do partido dito socialista, Francisco Assis e Vital Moreira querem Jaime Gama em Belém. Um dos deles, um bonzo que afirma que o perdão da dívida pública grega é “absolutamente impensável" e, na senda politica do mais que duvidoso Cavaco, não ter dúvidas de que a Grécia não vai conseguir vencer o braço-de-ferro com os parceiros europeus

“É o medo que nos governa. Essa é uma das ferramentas de que se valem os poderosos, a outra é a ignorância” (Eduardo Galeano)

Dividir para reinar, omitir para mentir. A proliferação de candidatos consiste em diversificar tanto quanto possivel as opiniões, selectivamente, até restarem apenas dois opositores que se completam; e dessa unidade sairá a escolha do "melhor". Que ao fim e ao cabo acaba por ser o pior. Vejamos: «é preciso acabar com a ‘ilusão’ de que voltará a haver em Portugal e na Europa, nas próximas décadas, níveis de crescimento como os registados no passado" afirmou Sampaio da Nóvoa. Aqui está um agente pouco ambicioso a desfazer o esquema de exploração de Portugal face ao Imperialismo. A média das percentagens de crescimento na Europa é seis vezes inferior à dos Estados Unidos!! e mesmo assim não é previsivel que os agentes económicos europeus "cresçam" e floresçam, capitalisticamente falando, claro. Os conceitos de Sampaio da Nóvoa são todos vagos: qual é o «passado» para comparação com os actuais «níveis de crescimento»?

domingo, abril 12, 2015

Cimeira das Américas. Cuba, fora da lista de paises terroristas, já não é “uma potencial e extraordinária ameaça para a segurança interna dos EUA”

A presidente da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, desvalorizou a iniciativa de Barack Obama de dialogar com a República de Cuba, atribuindo a importância devida à luta do povo cubano pelo socialismo: “Não nos confundamos. Cuba está aquí por direito próprio, não por um favor prestado pelo imperialismo, está aqui porque “lutou durante mais de 60 anos por uma dignidade sem precedentes”

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Mas antes de Kirchner pronunciar estas palavras já Obama tinha saido da sessão plenária (1), desrespeitando as regras da Cimeira das Américas que prevê reuniões bilaterais só após o encerramento da plenário. Obama retirou-se para se reunir com o seu subserviente homólogo colombiano Juan Manuel Santos, em que abordaram e tema dos diálogos de paz com as Farc, que decorrem precisamente em Havana. Evidentemente, negócio de armas tem prioridade. Mas o verdadeiro motivo do acto de cobardia politica, desprezo pelos interlocutores latinos, falta de respeito das leis internacionais e convénios entre nações ao sair do recinto, foi não ter que ouvir o discurso do presidente Nicolas Maduro da Venezuela, nação sul-americana que os Estados Unidos de Obama acabam de declarar como “uma potencial e extraordinária ameaça para a segurança interna dos EUA”. Como diria Kirchner, é caso para rir:

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sábado, março 28, 2015

a Austeridade e os agentes da dívida eterna

mas, os juros capitalizados de Certificados de Aforro, que até agora não contavam para a dívida pública, vão ser objecto das novas regras do Eurostat, o que vai agravar a divida pública portuguesa em 4000 milhões de euros, e colocará a dívida pública de 2014, não em 130,2%, mas sim em 132,5% do PIB. E em cima disto, faltam ainda contabilizar os prejuizos causados pela falência do BES/BESA/GES, cujo lançamento nas contas pública irá irrevogavelmente condicionar a acção do próximo governo


a Europa na mão de Corruptos

Corrupção nos submarinos: na Grécia 32 pessoas vão a julgamento por terem pago ou recebido subornos na compra de submarinos à alemã Ferrostaal. Armadores, ex-responsáveis pelos contratos militares, banqueiros, negociantes de armas e homens de negócios vão sentar-se no banco dos réus no caso dos subornos que podem ascender a 60 milhões de euros. O ministro da Defesa de então, Akis Tsochatzopoulos, já está a cumprir pena de 20 anos de prisão por ter recebido subornos em contratos militares. Em Portugal, é público que a Escom recebeu 30 milhões de euros em comissões na compra do mesmo modelo de submarinos à mesma Ferrostaal, mas o processo judicial foi arquivado.

Manipulação dos Media: o jornal francês "Le Figaro" publicou ontem uma notícia sobre a falta de medicamentos na Grécia com uma imagem de filas à porta das farmácias. O jornal não diz que a foto que ilustra o artigo é do ano passado e que não há registo de que tenham regressado aquelas filas nos últimos tempos... (fonte)

Alemanha e BCE aumentam chantagem sobre a Grécia - o BCE ordenou aos bancos gregos que não comprem dívida do Estado grego. Nesta sexta-feira foi divulgado que o presidente do banco central alemão disse que a Grécia corre o risco de “falência desordenada”. O Eurogrupo decidiu que a Grécia não tem direito a 1.200 milhões que sobraram da recapitalização aos bancos (Esquerda.net)

Os partidos politicos chegam aos governos mas não chegam ao Poder. 
As grandes corporações multinacionais forçam Países a pagar as dividas
82% do comércio mundial é liderado por multinacionais norte-americanas
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sexta-feira, março 27, 2015

Ivana

Em Berlím e Duisburgo os comunistas alemães do MLKP promoveram manifestações em honra da sua militante Ivana Hoffmann, que morreu integrando a luta do povo do Curdistão no combate contra o Estado Islâmico da Síria e do Iraque (ISIS)

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https://www.youtube.com/watch?v=h9W4ihf-RKc
Face às novas ameaças, os Curdos aplaudem o apelo do último fim de semana do seu líder Abdullah Ocalan (PKK) para terminar a luta armada contra a Turquia, que dura há 30 anos. Ocalan está preso como terrorista num cárcere turco. Quer dizer, as suspeitas profundas em ambos os lados podem quebrar os sonhos de paz. Ocalan iniciou conversações com o governo de Ancara em 2012 para acabar com um conflito que já matou 40.000 pessoas e tem atrofiado o desenvolvimento no sudeste do país de maioria curda. Uma paz complicada na medida em que os Curdos têm vindo a envolver-se no combate ao Estado Islâmico na Síria e no Iraque. O presidente Tayyip Erdogan tem a sua atenção focada nas eleições de Junho, onde espera obter maioria para que o regime se modifique para uma presidência executiva. Nesta perspectiva Erdogan está a pressionar o PKK (Kurdistan Workers Party) para que aceitem entregar as armas, declarando que depois dele reeleito como lider executivo deixará de existir um  "problema curdo" graças às reformas que irão ser feitas sob seu domínio. Temos assim, um partido Comunista alemão cujos militantes se dispõem a rumar para combater o "Estado Islâmico", (um espantalho nado e criado pelos Estados Unidos) e um partido Comunista turco disposto a fazer alianças com a Turquia, um país membro da NATO. (fonte)

a libertação dos povos é hoje, na era da globalização, um processo tortuoso, longe da simplicidade do internacionalismo proletário

o New York Times fala da "perigosa aposta da Turquia na Síria" título que também se podia aplicar à Arábia Saudita e aos Estados Unidos (ler mais)

quarta-feira, março 25, 2015

e como quem empresta a juros (schulden) tem mais de metade da culpa (Schuld)...

"a assimetria entre o crédito concedido e a dívida assumida, está desde os seus primórdios, no fundamento de toda a vida das sociedades" (Manuel Maria Carrilho)

A parasitária burguesia grega, conluiada com os seus sócios estrangeiros, conseguiu uma proeza extraordinária: contrair uma dívida (a números de 2011) de 357 mil milhões de euros, isto é: praticamente tanto quanto as fortunas dos 10 homens mais ricos do planeta (301 mil milhões, dos quais 54 mil milhões são de Bill Gates) ; dois terços do valor dos receitas de todos os países produtores de petróleo da OPEP juntos (556 mil milhões); uma enormidade quando comparada com os 70 mil milhões do fundo de ajuda da UE disponíveis em 2010, ou com os pelintrosos 15 mil milhões de bónus pagos aos gestores financeiros de Wall Street. Mas apenas metade para o valor para que passou o fundo de ajuda da UE para financiar (emprestar a juros) as dívidas soberanas dos países da periferia europeia apenas um ano depois: 780 mil milhões. Inatingivel parece ser no entanto o custo da guerra global dos Estados Unidos ao “terrorismo”: 1 Trilião e 47 mil milhões, guerra pela qual a todo o cidadão abençoado pela água benta da democracia ocidental é extorquido grosso tributo.

O governo grego saída das eleições de Janeiro de 2015 começou a auditar a natureza da dívida, visando apurar que parte dela é odiosa, ilegítima, porque não foi contraída em beneficio do povo. "O país está em guerra, uma guerra social e de classes com os credores. Nesta guerra não vamos ser alegres escuteiros dispostos a continuar as políticas do Memorando da Troika, iremos cumprir o Programa de Tessalónica" disse Nicos Voutsis, ministro do Interior, este mês no Parlamento. É neste contexto que o primeiro ministro da Grécia visita Berlim a convite - primeiro que tudo o espectáculo montado com peças lego alemãs do poderio militar do Ocidente. Poderão a Rússia e a China, agora congeminando bancos globais com os Brics, oferecer-te toda esta riqueza, Tsipras? passe o que se passar, combinamos desde já que ambos vamos mostrar uns sorrisos, pelo menos enquanto tivermos a presença de jornalistas. Enquanto isso, o governador do Banco Central Europeu exige que Grécia "honre totalmente" a sua dívida

"Caros amigos, com sabem, a Grécia tem estado desde há algum tempo em rota de colisão com os fundamentos do neoliberalismo. Confrontado com a desastrosa política da austeridade e extorsão por parte dos mercados, o nosso povo está determinado em defender a democracia, o Estado Social, os bens públicos e o direito a um trabalho pago adequadamente. Batalhamos pela vida, pela dignidade e justiça social, todos dentro da luta para orientar a economia para as necessidades da sociedade, em vez da sociedade estar orientada para as necessidades da economia e do lucro financeiro. Os nossos horizontes não estão limitados pelas fronteiras do nosso país. Estendem-se por toda a Europa. Sabemos que outros povos estão a seguir os nossos passos, determinados a usar o poder da democracia para fazer um mundo mais justo e o futuro mais promissor. A frente que irá enfrentar o actual equilíbrio de poder na Europa já está a ser formada e cada dia fica mais forte" (Mensagem de Alexis Tsipras ao Fórum Social Mundial 2015, a decorrer em Tunes)

Hoje comemora-se o dia da Independência na Grécia. Pela primeira vez desde 2011, quando os presentes apuparam o presidente da República numa cerimónia oficial, o desfile em Atenas não teve barreiras policiais para afastar as pessoas.

quinta-feira, março 12, 2015

baptizada pela nomenklatura do sistema das dívidas eternas, a Troika passa a chamar-se "Grupo de Bruxelas"

A "nova" transmutação para Quinteto é composta por representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE), do Mecanismo Europeu de Estabilidade, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, novidade, do governo da Grécia. Para os apologistas da teoria "traição do Syriza" parece mais do mesmo, mas não é bem. A composição é próxima da que tinha a Troika, mas o Governo de Alexis Tsipras passa a fazer parte da equipa e quer mudar a imagem associada a esta desde 2010, quando os funcionários do BCE, FMI e Comissão Europeia começaram a deslocar-se a Atenas para avaliar as contas públicas e a acção dos ministérios. Ao contrário de Portugal que continua a aceitar servilmente a ingerência directa. A nova aplicação semântica sobre a questão das dívidas soberanas é o contra-ataque da UE para impedir a saída da Grécia do Euro. Há portanto, apesar de tudo, uma concessão que faz toda a diferença: o devedor passa a participar nas decisões a tomar pelos credores - na prática é o equivalente a um direito de veto. Entretanto, convêm lembrar que há uma auditoria à dívida a decorrer no Parlamento grego.... cujas conclusões poderão pôr em causa o pagamento de muito do dinheiro que foi sendo emprestado quase que à força à Grécia com a única intenção de gerar lucros para os tubarões da UE. De qualquer modo bastariam apenas estas duas diferenças para os governantes portugueses se cobrirem de vergonha pelas ordens da Troika que cumprem com o maior dos prazeres

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

o programa de austeridade funciona, os povos são ofendidos na sua dignidade

(a recusa alemã levou, de imediato, a cotação do euro para os valores mais baixos da sessão face ao dólar, em 1,1360 dólares - faltam 0,1360 para o eurodólar) - a Grécia deve morrer? Entretanto, plano B,  a resolução da crise na Grécia deverá passar pela integração da sua economia com os BRICs

quarta-feira, janeiro 14, 2015

era uma vez os franceses na Argélia

60% da população prisional em França é de origem magrebina

"A guerra da Argélia pela independência, que durou seis anos, e na qual talvez 1 milhão de muçulmanos árabes e muitas milhares de mulheres e homens franceses morreram, continua sendo uma agonia sem fim e sem resolução para ambos os povos. Há pouco mais de meio século, quase teve início uma guerra civil francesa. Talvez todos os informes jornalísticos e televisivos devessem conter um “pedaço desta história”, uma pequena recordação de que nada – absolutamente nada – ocorre sem um passado." (Carta Capital)

As origens do conflito inter-étnico em França tem tanto mais razões no seu passado colonial quanto é veridico que 22 anos após a independência da Argélia (1962) a França interferiu violentamente no processo eleitoral que previsivelmente daria a vitória pelo voto popular à nacionalista Frente Islâmica de Salvação (FIS), apoiando o envio de um franco-argelino emigrado em França para ser entronizado no pder graças a um golpe-de-Estado militar. A conflito que se seguiu provocou 200.000 mortos e várias centenas de milhar de desaparecidos; Embora a Frente Islâmica tenha sido ilegalizada e depois desmantelada, persistem até aos dias de hoje grupos dissidentes de guerrilha que lutam pela libertação da Argélia do jugo neocolonial - o que faz com que o território argelino não seja completamente seguro do doravante denominado de "actos terrorismo", isto é, de patriotas que lutam pela independência nacional.

sexta-feira, dezembro 12, 2014

Pearl Harbor, business as usual

11 de Dezembro de 1941. Após diversas tentativas de entabular negociações sobre o ultimato dos EUA, sempre negadas por Roosevelt, o principe Fumimaro Konoye representando o Conselho Imperial do Japão decide dar a palavra aos militares, caso se não chegasse a um compromisso aceitável até 30 de Novembro. Nessa data os Estados Unidos suspendem unilateralmente as negociações.  Quatro dias depois dos acontecimentos em Pearl Harbor o presidente Roosevelt suspende o estatuto de neutralidade dos EUA em relação ao conflito na Europa e declara guerra à Alemanha e Itália.
"Ontem, 7 de Dezembro de 1941 - uma data que recordará para sempre a infâmia - os Estados Unidos da América foram de repente e deliberadamente atacados por forças navais e aéreas do Império do Japão". Foi com estas palavras, solenemente pronunciadas há 73 anos, que Franklin Roosevelt comunicou aos norte-americanos que o ataque à base militar de Pearl Harbor no Pacifico obrigava os Estados Unidos a entrar na 2ª Grande Guerra Mundial.
Em 1954 o Contra-Almirante Robert A. Theobald, que tinha estado nos centros de decisão dos acontecimentos, resolveu ganhar uns dinheiritos e publicou o livro “The Final Secret of Pearl Harbor” onde acusou o Presidente Franklin D. Roosevelt de ter “convidado” os Japoneses a atacar Pearl Harbor. A partir daí a controvérsia no debate sobre o crime de traição de Roosevelt centra-se no estudo de documentos relacionados com o ataque de “surpresa”; muito deles nunca tornados públicos. Alguns podem já não existir, muitos foram destruídos durante a guerra devido a rumores de uma iminente invasão japonesa do Hawaí. Outros ainda estão parcialmente mutilados. A transcrição de uma suposta conversa entre Roosevelt e Churchill no final de Novembro 1941 foi analisada verificando-se ser um documento falso. Do que foi dado a conhecer dessas conversas, grande parte das transcrições são baseadas em documentos fictícios, frequentemente citadas pela referência "Roll T-175" no Arquivo Nacional. Porém a instituição nunca usou essa terminologia.

Robert Stinnett no livro “O Dia da Vergonha: a Verdade Sobre FDR e Pearl Harbor” alegou ter encontrado informações demonstrando que a frota japonesa em manobras foi detectada através de intercepções de rádio dos serviços de espionagem, mas que a informação foi deliberadamente sonegada ao Almirante Kimmel, o comandante da base naval de Pearl Harbor, que deste modo viu destruída toda a esquadrilha de avião no solo sem qualquer hipótese de responder ao ataque. A conclusão é a mesma: a administração Roosevelt provocou e permitiu deliberadamente o ataque japonês a Pearl Harbor, usando-o como pretexto para fazer entrar os Estados Unidos na guerra. (é curioso como a referência a este livro na wikipedia não exista em mais nenhuma lingua senão o inglês)
Nove meses antes de Pearl Harbor, realizou-se em Washington em Março de 1941 uma conferência secreta , onde participam altas patentes militares dos Estados Unidos, Grâ-Bretanha e Canadá, sendo decidido e aprovado o planeamento básico para a entrada dos EUA na guerra, sem que houvesse até esse momento qualquer acto hostil contra os EUA.

Ainda anterior a essa data, o “Lend Lease Act” tinha sido proposto ao Congresso por Roosevelt no Outono de 1940, sendo aprovado em Março de 1941. Teve como motivo próximo a desastrosa fuga e evacuação dos ingleses em Dunquerque. Por pressão de Churchill, a lei autoriza a venda de material militar “a todas as nações cuja defesa seja considerada vital para os interesses dos Estados Unidos”. A produção prioritária de material aeronáutico, que em 1936 era de 80 milhões de dólares passou rapidamente para 3.200 milhões de dólares em 1940 (ampliar quadro em cima ao centro). Na mesma proporção, com as vendas concedeu-se ao mesmo tempo créditos a pagar pelos beligerantes, de tal modo que no final da guerra todos eles tinham quantias astronómicas a pagar.

Este é o esquema fundacional que colocou os europeus a pagar milhões em juros sobre o endividamento de Estados “soberanos”. E enquanto não se fizer implodir o sistema de emissão de moeda falsa montado pelo complot de bancos privados que constituem a Reserva Federal norte americana supervisionada pelo BIS (Bank for International Settlements), os povos europeus em processo de escravização pelo corrupto directório da União Europeia, jamais poderão ser livres

terça-feira, outubro 28, 2014

e para além do que aqui fica dito, há a questão da Libra como partner do Dólar - contra o Euro (1)

É uma vergonha. Os partidos faz-de-conta-que-são-de-esquerda eleitos para o Parlamento Europeu abandonam à Direita a tarefa de desmontar uma União Europeia anti-democrática e proto-ditatorial

Nigel Farage (UKIP) em directo para o novo comissário Jean-Claude Juncker: “… na Grã-Bretanha não houve um único cidadão que saiba como foi constituída esta Comissão (…)

"… não acredito que os cidadãos ou os jornalistas europeus entendam o que é realmente a Comissão Europeia – a Comissão é um executivo, é o governo da Europa, e tem o poder exclusivo de propor leis, e ela só as faz mediante consulta com 3.000 comissões secretas, compostas principalmente por grandes empresas (multinacionais) e pelo grande capital e todas essas leis são propostas em segredo. E mais uma coisa, convertê-las em direito europeu, é o mesmo que dizer que a Comissão Europeia tem o direito exclusivo de propor a revogação ou a alteração da lei. O método comunitário aqui tão elogiado esta manhã, o processo pelo qual a Comissão Europeia faz e dá poder à lei, é actualmente o verdadeiro inimigo do conceito de democracia… porque isso significa que não há nada que o eleitorado de qualquer Estado-Membro possa fazer para mudar uma única parte de uma lei europeia. Então, hoje nós vamos votar contra a Comissão Europeia, não visando comissários individuais, mas com base no facto de que ela é, basicamente, uma forma de governo anti-democrático"

(…) faço-lhe notar que os conservadores foram muito corajosos na sua intenção de se absterem. Penso que esta será a última Comissão Europeia que governará a Grã-Bretanha, porque antes do final deste mandato de 5 anos a Grã-Bretanha estará fora daqui

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Apoio ao UKIP, partido anti-União Europeia pela Independência da Grã-Bretanha, atingiu novo recorde após recente esforço de Bruxelas para cobrar 1,7 mil milhões de libras de contribuições extra ao gigante inglês.