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quarta-feira, maio 13, 2015

hoje é dia de aparições de virgens

à atenção da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco: nas religiões monoteístas (= um só Deus) tudo o que não seja adoração a Deus deve ser considerado uma expressão de idolatria, qualificada como um pecado capital (cortesia de Viriato Porto)

Estreia no sábado dia 16 na RTP2: “O Bebé de Macon” um filme de Peter Greenaway sobre a transversalidade da corrupção na sociedade - Em Itália, na segunda metade do século XVII, embora a peste e a esterilidade atinjam a população de Macon, um bebé nasce de uma suposta virgem, provocando uma manifestação de histeria sobre a intervenção divina. A criança passa a ser objecto de culto e adoração, dando margem a uma série de mentiras, explorações e corrupções. O fenómeno vai ser revelador da corrupção existente em todos os níveis sociais. Greenaway abusa do inusitado e inspira-se em velhos cultos e lendas, assim como na fábula de Demeter e Perséfona, para descrever a trajetória do catolicismo com uma ironia dilacerante. Sentimentos como vaidade, ambição, ganância, inveja e ciúmes dão o mote para uma narrativa que lembra uma obscura e sombria encenação teatral, necessária para o clima da história. (daqui)

óh meus caros bambinos
mudem de rumo, mudem de rumo, excelentissimos crentes, tomem os vossos lugares... 
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sexta-feira, abril 17, 2015

pobres e mal agradecidos, beneficiam da cidadadania da potência mais rica do mundo

 Um relatório da UNICEF revela que os Estados Unidos estão entre as quatro nações do mundo dito "avançadas" com maiores índices de pobreza infantil. Portugal está acima apenas cinco posições nos 29 paises considerados. Os EUA com cerca de 300 milhões de habitantes tem 24,2 milhões de crianças pobres (2,5 milhões sem abrigo), mais 1,7 milhões que em 2008 no inicio da crise. Conforme observa Paul Buchheit da Alternet, no que respeita aos Estados Unidos "estes números são surpreendentes". Enquanto isso, o Partido Republicano pretende reduzir em 5,5 triliões de dólares os gastos em vários programas assistencialistas, incluindo a distribuição de senhas de alimentação nas escolas e à população carenciada das quais beneficiam cerca de 16 milhões de pessoas.(fonte)

segunda-feira, março 09, 2015

a Grécia não é Portugal (pelo menos no governo, porque quanto à economia Portugal para lá caminha)

1. Portas em discurso às massas populares: (...) "Agora que cumprido o programa já não temos cá a Troika..." - horas depois chegava o FMI para inspecionar as contas do Estado... 
2. Pires de Lima ministro da Economia do partido do Portas: "Só alguém muito incauto poderia esperar que Portugal não estivesse ainda incluido num gupo de paises que precisam de ser monitorizados" (pela Troika)
3. Paulo Rangel, chefe de fila dos eurodeputados do PSD; "Sabendo-se que havia (e subsiste...) o risco da Grécia sair da zona Euro, só um governo português irresponsável, capaz de deitar tudo a perder, se poderia esperar uma atitude de cooperação activa com o executivo helénico"
"Deitar tudo a perder"? compreende-se o Rangel, há uma minoria parasitária  que ganha (e aguça já os dentes nos partidos da alternância para abocanhar a nova catadupa de fundos financeiros fabricados pelo BCE), enquanto a grande maioria do povo já perdeu - e o que se perdeu,.em vida, nem PS nem CDS, nem PSD pensam em restituir. A tomada de posição pró-Alemanha do governo neoconservador português é contra quem e o quê? a reportagem do jornal Público de hoje explica:

(...) Katerina, 62 anos, viu-se obrigada a reformar-se antecipadamente há dois anos, mas até agora ainda não recebeu nada. Vive com a mãe de 81 anos e a filha, professora de 37 anos que foi despedida pelo Estado. A parca reforma da idosa é que mantém toda a familia (...)  Os números mostram uma situação sem paralelo na zona Euro. 35,7% dos gregos está em estado de pobreza . A taxa de desemprego é de 25,8% (e chega aos 50% entre os jovens) - o subsídio de desemprego dura apenas um ano, mas antes disso, como deixa de descontar, perdem o acesso a cuidados de saúde nos estabelecimentos públicos. Neste casos o hospital irá rapidamente tentar perguntar ao doente ou à família se não há algo que possa ser vendido ou penhorado para pagar a conta. Há médicos a ver cancros como nunca tinham visto: estes não são removidos e os tumores crescem até não ser possível fazer nada. Os suicídios aumentaram em cerca de 43% quando comparado com os anos antes da crise. É cobrada uma taxa de parto que pode chegar aos 300 euros que sem que esteja paga não deixam o bebé sair. Há doenças que estavam erradicadas e voltaram a aparecer. Em muitos bairros vêem-se sacos de plástico pendurados nos contentores do lixo com pão ou comida para quem anda à procura. Foi imposta uma elevada taxa nas contas da luz, que leva muitas pessoas a não conseguirem pagar. Mais de 300 mil gregos não têm electricidade em casa. Bem vindos à União Europeia do século XXI,
Varoufakis à saída do Eurogrupo: "A troika é um grupo de tecnocratas. Chegavam a Atenas, entravam nos ministérios com uma atitude colonial e tentavam impor um programa. Essa prática acabou. (...) Alguns colegas das Finanças no Eurogrupo usaram a palavra Troika. Se eles gostam tanto da palavra, podemos enviar a Troika para eles. Eles não regressam à Grécia"

o Ministro das Finanças da Grécia não cumprimentou a sua homóloga portuguesa na reunião do Eurogrupo porque esta ficou do outro lado da sala. "É só uma explicação geográfica", disse Varoufakis ao responder sobre o facto de não ter cumprimentado a desprezivel agente alemã Marilu "Swap" Albuquerque. (DN)

domingo, novembro 09, 2014

o Coro da Gulbenkian comemora 50 anos

ao menos que dos dinheiros extraidos dos poços off-shore de petróleo, (de Angola por exemplo) se retire uns trocos para disfarçar com alguma coisa que pareça menos mal a desgraça alheia

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sábado, outubro 18, 2014

a Pobreza é um Crime organizado

No corrente ano, Portugal soma já mais 10.777 milionários, num total de 75.903 de adultos com uma riqueza superior a um milhão de dólares... e no entanto hoje os trabalhadores portugueses ganham hoje menos do que em 1974. Se acrescentarmos a isso, a brutal carga fiscal que recai sobre quem trabalha (só de IVA, que não existia em 1974, são 23%, e a esfolar), ficamos com uma ideia mais precisa do que tem sido os 38 anos de governação PS, PSD, CDS. E ainda por cima, é surreal que seja o mega-merceeiro que enriqueceu com o regime que seja o mecenas da Pordata que contabiliza estatisticamente os pobres criados pelo regime. Por fim, ontem 17 de Outubro - Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza - declarado pela Unesco relembrou-se que «a erradicação da pobreza deve ser a prioridade absoluta de qualquer política de desenvolvimento. A extrema pobreza é um impedimento ao pleno exercício dos direitos humanos, um obstáculo ao desenvolvimento e uma ameaça à paz, blá, blá, blá... seguem-se mais estatisticas. Mas há mais: a dotação do Parlamento, com o próximo Orçamento conforme revela a agência Lusa, eles dizem que "sofre", mas beneficia de um acréscimo de 5,9 milhões de euros pela "inscrição dos encargos com as subvenções estatais aos partidos políticos pela realização das campanhas" das eleições previstas para 2015. E ainda, está prevista a descida das prestações sociais, mas, ao invés, temos um aumento de 864 mil euros em despesas com os Gabinetes dos Ministros... "... os gastos dos ministérios, em comparação com o primeiro Orçamento do Estado deste governo, entregue por Vítor Gaspar, cresceram 4,3 milhões de euros.

relacionado:
* Há 8 países da União Europeia em deflação
* Portugal vai demorar muitos anos até reparar danos causados pelo actual governo
* (não contabilizando os danos a causar pelo próximo governo xuxa no futuro)
 * A pobreza é um crime organizado. O limiar abaixo do qual na Europa é definida a pobreza corresponde ao rendimento mensal de 406 euros.
 * a ameaça de Pobreza pesa mais sobre os mais jovens: 18,7% dos portugueses estava em risco já em 2010 (expresso).
* Sendo as crianças as que mais sofrem
* as Multinacionais da Caridade, um Negócio em expansão 

domingo, setembro 14, 2014

o Mundo contra os especuladores. O exemplo da Argentina a seguir pelos pequenos paises endividados

"a ONU acaba de aprovar marco legal para a reestruturação das dívidas dos países. 124 países apoiaram a proposta argentina contra “fundos abutres” em New York" (Globo) - Reestruturar?

Ainda que a aprovação da resolução seja festejada como um dia histórico, prevalecem as dúvidas de que os credores de Estados insolventes se submeterão, futuramente, a arbitragens independentes. "É importante lembrar que os países para os quais confluem os fluxos financeiros globais são contra uma mudança do status quo", escreveu o articulista Gustavo Bazzan no jornal argentino Clarín. "Isso justifica a suspeita de que a implementação das intenções aprovadas na resolução vai demorar muito a chegar" (Deutsche Welle)

A Argentina é considerada insolvente de facto, desde que deixou de pagar 1,3 mil milhões de dólares a dois hegde-funds domiciliados nos Estados Unidos. Após a bancarrota argentina em 2001, esses Fundos-abutre haviam comprado títulos públicos do país a preços artificialamente desvalorizados, exigindo agora receber o valor nominal. O ministro argentino da economia Axel Kicillof afirmou esta semana que "esses (e outros) especuladores têm um plano para atacar a Argentina e pretendem obter lucros de 1.600 por cento!

O veredicto da Organização Mundial do Comércio (OMC), sobre as restrições impostas pela Argentina às importações para evitar o agravar do endividamento, é favorável aos Estados Unidos, à União Europeia e ao Japão. A OMC considera as restrições às importações uma violação de seus acordos, desenhados segundo os interesses do falido Consenso de Washington . Deduzido da sentença da OMC, a Argentina, segundo dizem em situação de incumprimento técnico, já enfrenta uma inflação de 40 por cento e crescimento económico negativo, podendo pelas pressões imperialistas agravar-se ainda mais a crise na economia do país, alastrando esta para paises vizinhos, como o Brasil e o Uruguai. (Deutsche Welle)

domingo, setembro 07, 2014

a Crise permanente, desde a sopa do Sidónio à sopa do Barroso

- o primeiro tópico é de Susan George: «a Dívida é uma ferramenta muito poderosa para a classe dos exploradores, é uma ferramenta tão útil que é muito melhor do que o colonialismo, porque pode levar a manter os outros sob controle sem ter necessidade de um exército, nem sequer de todo um aparelho de administração»

- a segunda frase é de Óscar Wilde n`A Alma do Homem sob o Socialismo": recomendar parcimónia (o termo actual é austeridade) aos pobres é tão grotesco como insultuoso. É como aconselhar um homem que está a morrer de fome a comer menos»

quarta-feira, agosto 27, 2014

Fabricar dinheiro falso não é historicamente uma novidade

O Papa Giovanni XXII promulgou a bula "Spondent quas non exhibent" (Prometem o que não podem cumprir) na qual ameaçava os falsificadores de metais preciosos com um castigo que consistia na entrega ao Tesouro público de uma quantidade de ouro ou prata verdadeira igual à falsificada. Como é de supor, nenhuma das proibições teve demasiados efeitos práticos. O mesmo Papa Giovanni XXII deixou após a sua morte uma fortuna tão imensa, que durante anos correu o rumor de que ele mesmo havia sido um alquimista apostado em transmutar metais vis cobrindo-os com produtos que lhe conferiam a aparência de ouro e prata que punha a circular como moeda corrente a seu bom proveito.
A entidade emissora de moeda dos Estados Unidos (Reserva Federal) prevê acabar em Outubro próximo o programa de emissão de dólares para "ajudar a economia" (Quantitative Easing). Depois de praticamente concluida a transferência do "papel tóxico" para os bancos europeus, via BCE - provocando a crise que tem vindo a afectar o Euro - o Banco Central Europeu ver-se-á agora confrontado com a necessidade de criar ele próprio um programa de emissão de Euros, falcatrua com que pensa "ajudar a economia!. A bom proveito do sub-imperialismo europeu da Alemanha

terça-feira, agosto 05, 2014

as aventuras de um boneco animado do país de tanga até ao país da pipa de massa

Barroso: É uma "pipa de massa" e deve ser suficiente para calar quem diz mal da Europa (Expesso)

Cortesia do jornal I, texto de Filipe Paiva Cardoso: "a Fotonovela Politica Europeia"
"A relação é simples. Quanto menos futuro tem no estrangeiro, mais o presidente da Comissão Europeia populariza o seu uso da lingua portuguesa. "Pipa de Massa". É desta forma que Durão (vou-comprar-tabacoe-já-volto) Barroso acha melhor falar dos 26 mil milhões que Portugal vai receber de Bruxelas em sete anos. Mas isto cria um problema: se isto é "uma pipa de massa", quantas pipas de massa nos levaram nos últimos anos à conta da estratégia solidária que serviu para salvar os buracos da banca e dos mercados? É fácil, basta somar; Ora, sete mil milhões de juros por ano, mais quatro mil milhões anuais em novos impostos, mais 40 mil milhões de euros de dívida acima do previsto, mais todas as empresas vendidas ao desbarato, mais 60% das familias a viver com menos de 700 euros brutos por mês... noves fora e vai um... bem, é só fazer as contas. (1)
(ampliar)
(1) a propósito de fazer contas, destes ou dos outros: em 2009 José Sócrates garantia que salvar o BPN não ia ter custos para os contribuintes (ver aqui)

quarta-feira, junho 25, 2014

O paradigma da Elipse

um mendigou ajuda para acudir à banca privada, o outro aprovou de cruz o que tinha mandado. No momento seguinte já não se conhecem um ao outro. Entretanto, previsto na jogada seguinte, a mesma politica ao mando de poderes ocultos muda de actores 
"'Não sei se um ambicioso muda, mas a minha experiência prova que não; muda de táctica mas não elimina a ambição, um ambicioso é criminoso ao mesmo tempo, pode matar por causa da sua ambição, pode aliar-se facilmente com o imperialismo só por causa da sua ambição do seu interesse individual e capaz de tudo, vender a pátria, vender a revolução, destruir e impedir o progresso do país só por causa da sua ambição" (Samora Machel, 1º Presidente da República Popular de Moçambique)

Comentário de um leitor na página; da Anabela Melão: "Cuidado! Não há políticos! Os homens que surgem nas campanhas eleitorais são escolhidos após avaliação e auscultação por quem manda e se preenchem os requisitos pretendidos; então recebem autorização e apoio financeiro para se apresentar como candidatos. Portanto, seria um acto de grande patriotismo se nas próximas eleições todos votarem nos partidos pequeninos. Os pequeninos eventualmente eleitos, correrão perigo de vida, mas mesmo assim um risco inferior ao assumido por dezenas de milhar de portugueses que, patrioticamente, sem tugir nem mugir, o estão a correr" neste momento...
Fizeram da Pátria uma Prostituta
"Já aqui o disse há poucos dias, mas não é demais repeti-lo: a corja de traidores que se apoderou do poder em Portugal transformou a nossa Pátria numa prostituta internacional. Hoje o indivíduo que continua teimosamente a ocupar o lugar de Presidente da República veio confirmar e reforçar essa convicção. Perante o Presidente da República da Alemanha, precisamente o país que mais nos tem insultado, humilhado e ofendido, disse nada mais nada menos que isto: "Portugal aprendeu a lição"! Sim, leram bem: "Portugal aprendeu a lição"! Qual lição ?! Portugal, uma Pátria com quase novecentos anos de História, o mais antigo Estado-nação da Europa, que "deu novos mundos ao mundo", não tem lições a receber de ninguém! Muito menos da Alemanha, um país que não tem feito mais do que provocar um rosário de guerras mortíferas e que não esconde o seu velho desejo de dominar a Europa. Hitler tentou-o pela força das armas; a sua sucessora Merkel está a tentar a mesma coisa pela força do dinheiro. Este presidente e este governo envergonham-nos, suportando repetidamente todos os vexames e rastejando servilmente aos pés dos que nos insultam e nos humilham. Há que correr com eles urgentemente. A Pátria assim o exige. Rua com essa gente! Já!" (António Horta Pinto)

domingo, junho 22, 2014

Durante os três anos da Troika, redução de valor dos Salários foi exactamente igual ao aumento de rendimentos do Capital.

"Os rendimentos do factor Capital estão tão imparáveis que, em 2013 atingiu um peso recorde de 29,7% do PIB, segundo a série histórica compilada através de dados do INE desde 1995 pelo economista Pedro Ramos. Pelo lado contrário, o valor do Trabalho no produto interno bruto perdeu 3,6 mil milhões em salários pagos (52,2% do PIB em 2013)

"os Capitalistas chamam "liberdade" à dos Ricos poderem enriquecer e à dos Operários poderem morrer à fome. Os Capitalistas chamam liberdade de imprensa à dos Ricos poderem comprá-la, servindo-se da sua riqueza para fabricar e falsificar a opinião pública" (Vladimir I. Lenine)

Uma Sociedade Surreal para uns, Jardim das Delicias Terrenas para outros - Hieronymus Bosch

quarta-feira, maio 14, 2014

Bem Vindos ao Campeonato Mundial de Futebol de 2014

Popularmente chamada no Brasil de "Copa", o evento organizado pela Fifa para acumular milhões
serve desta vez de pretexto para desalojar pessoas das suas casas com a finalidade de nesses locais descaradamente ocupados por habitação poderem ser construidos estádios e instalações relacionadas com um tipo de futebol de espectador pagante de bilhete muito pouco desportivo. É o Mundial mais caro de sempre na história, este que se realiza no Brasil das favelas. Não há hospitais, nem trabalho e sobram pobres. Aos que protestam, torturam-nos, prendem-nos e assassinam-nos. Ás crianças abandonadas que vivem na rua, matam-nos de noite para que não dêm mau aspecto aos presumiveis visitantes estrangeiros que cegos perante esta tragédia. Presumivelmente o futebol não tem culpa, aquele que se joga como desporto, a criminosa repressão é praticada pelo governo brasileiro; Culpa têm porém os que justificam os assassinatos, os desalojamentos forçados, as torturas, tudo por uma estúpida e meramente lucrativa competição de futebol, tendo como pano de fundo uma catástrofe social

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Entretanto, segundo consta, face às perspectivas de falta de segurança no Brasil, o Comité Olimpico mantém conversações sigilosas para implementar um Plano B para a hipótese de ser necessário mudar os Jogos Olimpicos 2016 para Londres (fonte)
 

terça-feira, maio 13, 2014

da "Aparição do Cristo-Rei" - se isto não é verdade, o raio que o parta já

lido numa placa no Convento de São Vicente de Fora, próximo do local onde repousam os ossos de Gonçalves Cerejeira, o padre que abençoou o regime de Oliveira Salazar, sobre a construção do monumento ao Cristo-Rei. Se isto não é verdade, então o Salazar não era fascista. Citando: "Durante a 2ª Guerra Mundial, em hora a que parecia inevitável o alastramento do conflito ao nosso País, o Episcopado português fez o voto de erguer um monumento em honra da realeza de Cristo. Construido em Almada, sobrançeiro a Lisboa, o monumento foi inaugurado a 18 de Maio de 1959, simbolizando a gratidão nacional a Cristo, Senhor da História, que, graças à intercessão de Nossa Senhora poupou Portugal ao horror da guerra". Fim de citação. Decerto por coincidência divina, a construção iniciou-se no mesmo ano de 1957 em que Salazar lança o 1º Plano de Fomento, com dinheiro que o regime resolvera finalmente aceitar do Plano Marshall "para o desenvolvimento comercial do país".
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Ora bem que os europeus, cheirando-lhes a dinheiro fresco, nos queriam desde logo impingir acordos para nos enfiarem bens produzidos na estranja com um olho em África. Mas o Salazar, mais esperto que um alho, trocou-lhes as voltas ao comércio... e investiu a massa no desenvolvimento industrial entregando-o à Igreja para fazer obra. Uma obra eterna, ainda hoje vivemos dela.

terça-feira, abril 15, 2014

Têm café-da-manhã e bola - o que querem mais?

Contas feitas ao PIB, sai mais barato sustentar Exército e Policia em defesa do Capital que chega através do Futebol, que pagar abonos para pequenos almoços diários de milhões e milhões de pobres desarmados para escapar da miséria. Viva o "socialismo" da Dilma e do Lula!!, gritam os investidores. E já agora Viva o nacional-comunismo do nosso PCP, reiteram os nossos novos-ricos que chegam a Portugal com vistos-gold, que isto aqui é um jardim seguro - é Europa, como diz a burguesia brasileira - um local civilizado, pouco apelativo para revoluções. Os ricos que gozem com a Crise que eles provocaram. Este é um painel das 39 imagens da ocupação das favelas do Rio de Janeiro que não aparecem na TV. Foram publicadas no DailyMail. Talvez seja interessante dar uma olhada. Mais proveitoso ainda é ler os comentários dos habitantes locais sobre os problemas sociais que os afectam
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Recorda-se que o programa assistencialista Bolsa-Familia contou com investimento estrangeiro no Brasil (concertado entre Bush e Lula) por troca com a politica de concessão da cultura extensiva de soja destinada à exportação para os Estados Unidos onde alimenta a produção de biocombustíveis

sábado, março 29, 2014

"descobrimos a pólvora, agarra aí o Estado, para nós nos agarrarmos a ele"

Falidos os bancos e os "empresários" privados sem crédito, a ideia do artigo publicado no suplemento "Dinheiro Vivo"  é transmitir que o Estado deve voltar a ser o principal motor da Economia, apesar do embuste que deve ser amputado e diminuido. Mas não se pense que o velado desejo de intervenção do Estado, vindo de quem vem (um obscuro advogado administrador de empresa portuguesa contratado pela filha do presidente de Angola), é para pôr o Estado a funcionar como garante de que nenhum dos cidadãos que compõem a Sociedade será abandonado á sua sorte. O que as elites de sempre pretendem, tal como pretenderam e funcionou com os Descobrimentos, é que o Estado exista, seja forte e interventivo... para que possa funcionar de forma a ser sugado pela ínfima camada de parasitas nacionais de sempre, meros serventuários dos investidores estrangeiros. Fica um relato de época no reinado de Don João II - que permanece  perfeitamente actual.

"A construção da feitoria de São Jorge da Mina constitui a peça fundamental em que se baseou todo o nosso comércio na costa ocidental de África ao longo de todo o século XV. Em Lisboa instalou-se a Casa da Guiné, que vinha transferida de Lagos e que recebia os escravos e outros produtos. Mais tarde passou a chamar-se Casa da Índia. Qualquer mercadoria vinda do Ultramar teria de ser aqui despachada. Daqui seguiam as mercadorias para a Flandres e Mediterrâneo.

Antecedentes e Motivações
Até ao fim do século XV e no reinado de D. João II, as despesas estavam equilibradas com as receitas, mas a partir do reinado de D. Manuel o défice financeiro passou a ser permanente. E isto apesar das somas enormes que com (as carreiras das naus contratadas por empresários e banqueiros estrangeiros, como os judeus-alemães Fugger) se obtiveram com os produtos vindos do Oriente, grande parte delas consumidas no luxo da Corte e nas dádivas feitas pelo Rei à multidão de parasitas que ocorriam à capital. Em termos gerais, o que se passava era que os portugueses gastavam vidas e cabedais a irem buscar as mercadorias em bruto ao Oriente (a parte mais difícil da operação) e depois estes eram descarregados em Lisboa e seguiam directamente para os seus destino na Europa do norte, conforme previamente arrematados pelos comerciantes estrangeiros. Grande parte do dinheiro (comissões) ficavam na Aristocracia, que ia depois gastá-lo a comprar todos os produtos manufacturados a esses mesmos estrangeiros, dado que o reino não tinha capacidade de os produzir na sua maior parte, ou em quantidade que bastasse. A situação continha ainda várias agravantes: a primeira tem a ver com o facto de não serem os portugueses a colocarem os seus produtos nos mercados consumidores, isto é, deixávamos que outros o fizessem por nós, o que à partida nos retirava vantagens, empregos e influências; em segundo lugar, do dinheiro que se arrecadava, nada se convertia em funções reprodutivas, não se precavendo o futuro. Mais tarde, tínhamos ainda de comprar produtos além fronteiras para os comerciantes no Ultramar, já que não os produzíamos nós mesmos. As noticias das riquezas provocaram uma corridas das populações que viviam em condições miseráveis a Lisboa. Todos queriam embarcar. Despovoou-se o reino e muitas terras agrícolas foram abandonadas. Quando, no reinado de D. João III, se deu conta do descalabro, a situação era já muito grave, e não foi possível saneá-la. Com o reinado de D. Sebastião e a crise da sucessão, tudo se esboroou. Para fazer face ao défice, pedia-se dinheiro emprestado na Flandres, o que se passou a fazer sucessivamente de anno para ano, acumulando-se deste modo enormes dívidas. E, a pouco e pouco, ao lado da riqueza e da ostentação vivia a pobreza, a ociosidade e a fome, começando a faltar géneros e braços para trabalhar. Lisboa parecia a Roma dos tempos da decadência…" (1)

Estas são imagens impressionantes desta semana a bordo de um dos navios de buscas pelo avião da Malaysia Airlines no Oceano Índico... por aqui pode-se imaginar os navegadores portugueses a caminho da Índia nos anos 1450... e do pobre povo de tan grande heroismo se van pera encher a pansa dos rvcos ficantes



(1) texto adaptado de “A Evolução do Conceito Estratégico Ultramarino Português, da Conquista de Ceuta à Conferência de Berlim” (aqui)

sábado, março 15, 2014

Deus lhe tenha a Alma em descanso lá no Céu, porque a Dívida essa é Eterna cá na terra

Imagine-se que em vez de 20 anos se passa para 40 anos
Em esquemas sagrados de acumulação de capital ficticio pela minoria de parasitas da sociedade não se mexe. Esta é missa à qual o senhor presidente e respectivos amanuenses de um Estado laico não faltam.

O alto-quadro da ICAR José Policarpo advertia os portugueses para a necessidade de «aguentar a austeridade» defendendo que «o Estado não pode satisfazer todas as reivindicações dos trabalhadores»... sob pena de estragar o negócio do endividamento geral da população em benefício da classe dominante. O cardeal sabia no entanto que há gente capaz de tudo, até de propor um sistema bancário onde os juros e o lucro não fossem principalmente um factor de ganância para os accionistas defendidos pelo governo. E como, por exemplo, a banca no Islão advoga a prática de empréstimos sem usura, o Cardeal apressou-se a avisar as mulheres portuguesas para o «monte de sarilhos» em que se podiam meter se optassem por casar com tipos dessa laia, por palavras suas: «Pensem duas vezes antes de decidirem casar com um muçulmano»... Como é que o povo poderá pôr termo à violência dos energúmenos no poder? - "manifestações, não... são uma corrosão da harmonia democrática", dizia José Policarpo.

4 % de crescimento do PIB e 3 % de superávit orçamental durante os próximos 20 anos é a 'performance' a que Portugal estaria obrigado para reduzir a sua dívida para 60% do PIB e pagar 75% do empréstimo da 'Troika'. Ou seja, para recuperar um estatuto de normalidade face aos mercados e às instituições privadas que emprestam o dinheiro que não é ganho com trabalho. Mas mesmo perante a evidência de resultados absolutamente impossíveis de atingir, não falta quem continue a garantir que os portugueses se vão safar renegociando a dívida

segunda-feira, março 10, 2014

Cavaco e os seus Agricultores

Parece um titulo de grupo rock tipo xutos nonsense mas não é. Em época de revivalismos de musica e conversa pimba, Cavaco Silva, 1º Ministro entre 1985 e 1995 e presidente desde 2006, ou seja 20 anos fora os intervalos que também contam a destruir a capacidade produtiva do país na indústria primária, nas pescas e na agricultura, fez em tempo um rearranjo vocal: "Há quem sustente que a adesão de Portugal às Comunidades implicou a destruição do mundo rural e a perda irreversivel da nossa capacidade produtiva no sector primário. Este retrato é completamente desfasado da realidade" (Junho, 2013). E como assim é mas não é, e na falta de outras oportunidades, Cavaco desafia jovens a cavar, (não o cavar no sentido de dar à sola) mas a cavar em "experiências na agricultura". O governo dá o exemplo com uma ajuda preciosa, nomeando Gabriela Ventura, dirigente do Ministério da Agricultura e gestora do PRODER para dar sessões de esclarecimento. Ora repare-se na mini saia, preparada para a condução de tractor; e nos sapatinhos, adaptados ao ambiente da lavoura. Bem diz a propaganda que "esta é a geração mais qualificada de sempre", mas quem é que quererá saber do curriculum desta jovem promotora da agricultura? (imagem daqui)

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Congressos & Jornadas, Novos Rumos, Compadres & Vigaristas.Gov

Manuel Loff chamou à sua coluna no pasquim da Sonae o estudo "Patronagem e Governos partidários em Portugal no periodo 1995-2009" publicado por uma investigadora da Universidade de Aveiro no qual esta disseca a forma como "o mundo dos negócios" opera integrando sistemicamente uma rede organizada de prestação de favores cujos agentes partidários são cooptados para ascender aos lugares de topo da Administração Central do Estado, transmutando-se entre esta entidade que deixou de representar o interesse público e as administrações das grandes Empresas como caciques à escala local e regional. Resumindo, as nomeações para a cúpula da administração pública em Portugal são influenciadas por interesses partidários para recompensar serviços prestados ao partido que no momento está no poder.
Acrescente-se a este indice de corrupção a grande corrupção das elites de negócios transnacionais concertados em nome do país com as Corporações estrangeiras... e aí temos o miserável retrato social que o Portugal usurpado pela clientela cavaquista está a dar ao mundo.
De propaganda mal enjorcada a pura conversa da treta, já era de calcular: 

A mega-operação de propaganda que vem sendo montada é, obviamente, uma mentira. Não existe nenhum crescimento das exportações, nem estas sustentariam um crescimento de uma economia intencionalmente destruida; o que existe é uma diminuição drástica das importações por via dos cortes nos rendimentos de uma classe média que não foi criada por uma produção de bens consistente, mas sim sustentada pela concessão de crédito sem qualquer nexo com a realidade. O ponto onde Portugal está, tem vindo a ser construido pelos sucessivos governos durante quatro décadas. Existe um pacto de regime entre PS-PSD-CDS consignado no Tratado Orçamental que os três assinaram de cerviz vergada à troika, com o pretexto de reduzir a dívida, quando esta de facto está a aumentar, uma politica cujo cimento é o Euro, a moeda forte espalhada a crédito barato para passado oito anos virem cobrar esses empréstimos a juros exorbitantes, forçando o Estado a contrair novos empréstimos ad eternum. E que agora sim, com o "défice limpo", agora é que Portugal vai começar a ser sustentável, quando a maioria da população aufere rendimentos tão baixos que não se consegue sustentar.  E, no fim do caminho, dizem-nos que não existe alternativa "aos partidos do arco da governação"...

... dizem-nos que tanto o PS como o PSD e o CDS têm sido bastante responsáveis. Exacto, responsáveis por submarinos, bancos falidos, auto-estradas para nenhures, negociatas obscuras, PPP's, swaps, distribuição de cargos pelas clientelas, favores, má gestão, corrupção, esbanjamento. Chega para lhes avaliar o grau de responsabilidade? 
Tudo isto vem sendo feito sob a ideia liberal dos cortes nas despesas de um Estado com demasiado peso na Economia. Na verdade o peso do Estado é o mais elevado de sempre, agravado pelo facto de 11,8% do PIB ser actualmente para pagar o serviço de uma dívida fraudulenta, congeminada pela adesão ao Euro. Foram estes três partidos aderentes confessos do Neoliberalismo que criaram o paradigma. Agora movem-se sombras em cavernas de foruns e congressos reclamando o regresso à social-democracia (sic), ou seja, o regresso ao assistencialismo salazarista da distribuição da "sopa do barroso" aos novos-pobres. É preciso ter lata.

sábado, janeiro 25, 2014

a pouca vergonha da Copa no Brasil


A construção de alguns estádios de futebol está atrasada e a FIFA ameaça. Está atrasada assim como o está a construção de Hospitais, escolas, instituições de segurança social, equipamentos de cultura. Dar prioridade ao futebol num país gravemente afectado pela pobreza e desigualdades sociais é um exemplo de como as multinacionais podem condicionar o desenvolvimento de um país, submetendo toda a sua população a interesses alheios; Embora a FIFA teoricamente não seja uma empresa, emprega centenas de parasitas e tem lucros milionários. E, pior ainda, nem precisa de fugir aos impostos – está isenta da maioria deles. (ler mais)
No video abaixo, o massacre que está a ser feito para "limpar" as áreas próximas aos estádios da Copa de 2014, desalojando pela violência policial as pessoas como se fossem lixo.


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sexta-feira, janeiro 24, 2014

a burguesia "baixou o défice", os trabalhadores foram vítimas de um esquema fraudulento

Isto não é uma hipérbole, ou uma 'teoria da conspiração' idiota. Esta é a realidade ... São precisas 3 biliões de pessoas, combinando todos os seus bens e riqueza para igualar a riqueza das 300 milionárias figuras que decidem a emissão de papel como moeda global, a Reserva Federal dos Estados Unidos (FED). Este Cartel Bancário, as "elites" que centralizam o processo de globalização dos mercados... ocorre por design determinista, utilizando a ânsia geral e a ignorância das grandes massas por créditos que ilusoriamente lhes permitam viver sem trabalh#r. É uma insanidade. Reduzidos a salários insignificantes, sem acesso à propriedade pública, sem rendimentos de património (sugado pelo endividamento), aceitando como herança a estupidificação, os trabalhadores não têm quaisquer recursos, suporte ou defesa contra a selvageria em curso. Desarmados, permitem que as suas elites corruptas se dediquem exclusivamente à prática de inconstitucionalidades, ao afã de gerirem autênticos esquemas de Ponzi, superiormente acolitados por essa rede corruptamente chamada de "Bancos Centrais". Podemos parar esta insanidade por um simples levantamento popular?

Não existe absolutamente nenhuma dívida nacional, o que se diz que é divida é uma coisa totalmente mítica, foi congeminada de forma corrupta, criada inconstitucionalmente, principalmente pela burguesia nacional aliada a um grupo de assassinos estrangeiros, por criminosos de elite do crime organizado que fazem a gestão de rançosos "Bancos Centrais"... cuja testa de ferro da organização está sediada em Washington e se chama Reserva Federal, propriedade privada de uma familia restrita e seus aliados de proximidade que controlam toda a rede da economia mundial. (veja aqui a lista de bancos que integram o esquema de endividamento e exploração dos povos
Pode-se perguntar: o que é que "eles" emprestam? recorrendo apenas a um exemplo: a Dívida das empresas públicas em Portugal subiu 565 milhões de euros desde a chegada da Troika. Então o dinheir# da "ajuda" não foi emprestado para pagar os défices públicos? então porque é que sobe? em vez de descer? onde foi parar o dinheir# e mais o aumento brutal de impostos? Se ninguém sabe dizer para quê, para onde e para quem vão os juros, comissões e mais proventos debitados na amortização da "Divida", como pode esta não ser considerada um esquema fraudulento e não uma dívida?