Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
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sábado, janeiro 16, 2016
bom dia!, desculpa lá se tivemos de matar o teu pai...
Na raiz do mal, o fim das utopias, enterradas com o colapso de todas as correntes políticas progressistas. (A cleptocracia) do século XXI abandonou o futuro em nome da gestão do risco e do medo, e indiferente à ira das gerações mais jovens. Entre um quotidiano militarizado e o julgamento final à moda jihadista (inventada), apenas "a ascensão de outra radicalidade" poderá reavivar a esperança colectiva. (CartaMaior)
Entretanto. A agência governamental que trata de fundamentar as acções bélicas do Império, vem dizer que o "Estado Islâmico" (ISIS) NÃO É UMA ORGANIZAÇÃO TERRORISTA! e até lhe mudam o nome: "Islamic State of Iraq and al-Sham". Anteriormente chamaram-lhe "Islamic State of Iraq and Syria", e Daesh, mas como com a intervenção russa bateram com o s burrinhos na água mudaram-lhe a nomenclatura às pressas. Áh, e dizem que são mais perigosos que a al-Qaeda- vem na influente Foreign Affairs"
Extracto do discurso de Barack Obama durante a comunicação sobre o Estado da Nação: “Deixem-me ser claro, nós queremos combater o ISIS mas também lutamos contra o Assad na Síria, mesmo pensando que o ISIS está a combater o Assad na Síria e os Russos, que estão na Síria para ajudar a combater o ISIS. Então, nós Estados Unidos temos de combater os Russos para os impedir de lutar com Assad contra o ISIS. Se tudo isto tem ar de ser patético para vós, então é porque é mesmo” - Tudo bem, falta apenas explicar porque é que em todos os discursos do Estado da Nação o primeiro ministro-ministro de Israel tem de fazer também uma intervenção destinada ao povo norte-americana. Pretendem confirmar que Israel é que manda naquilo tudo e os políticos made-in-USA são meras marionetas?
terça-feira, dezembro 22, 2015
Descoberto um canal secreto da CIA para evacuar cabecilhas de grupos terroristas do Estado Islâmico da Síria para o Tennessee , EUA
a ONU, uma obsoleta peça de engrenagem do imperialismo norte-americano, viu-se obrigada a concordar em deixar o presidente da Síria à frente dos destinos do seu país – “agradeço-lhes imenso, já estava a fazer as malas”, comentou ironicamnente Bashar al-Assad. Que se passou?
Face ao notável sucesso da intervenção russa na Síria ao abrigo do pedido de ajuda ao abrigo do Direito internacional entre Estados soberanos, o Império Anglo-Sionista espera poder contra atacar. A questão está em saber como e quando. A resposta envolve dois pontos fulcrais: 1- a 24 de Novembro de 2015 a Força Aérea turca abateu deliberadamente um avião de caça russo SU-24, estando absolutamente claro que esta aeronave não tinha violado o espaço aéreo turco nem representava nenhuma ameaça para a Turquia e o povo turco. 2- na noite de domingo, 06 de Dezembro de 2015, a coligação de agressão ocidental cometeu um novo acto de guerra contra uma base do exército sírio na região de Deir Ezzor, na zona leste do país. Os Estados Unidos e a NATO apoiaram imediatamente o ataque contra o caça russo, manifestando o seu total apoio à Turquia. Pela parte que lhes toca directamente negaram totalmente o ataque contra a base militar síria. Na verdade, os militares dos EUA realizaram um ataque aéreo contra esta base, porque nela estão estacionadas forças especiais russas de elite (Spetsnaz) que haviam descoberto um canal secreto da CIA para evacuar cabecilhas de grupos terroristas do Estado Islâmico para o Tennessee , EUA.
Enquanto fazem passar a ideia nos Media ocidentais que andam a combater os terroristas do ISIS, "a coligação internacional disparou nove mísseis em direcção ao aquartelamento militar de Deir Ezzor", disse o Ministério das Relações Exteriores sírio em comunicado. Fonte militar síria confirmou que os ataques haviam ocorrido entre as 20 e as 21 horas de domingo tendo atingido o campo de treino militar. Foram destruídos depósitos de armas e dois tanques ficaram danificados, mas o verdadeiro objectivo, assassinar os russos do Spetsnaz, não foi conseguido. Damasco reagiu fortemente, acusando "a coligação liderada pelos Estados Unidos duma "agressão que viola flagrantemente a Carta das Nações Unidas". E o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH, pró-americano) noticiou também o ataque, confirmando que foram mortas quatro pessoas e feridas 13. De acordo com as ONGs no terreno, esta não é a primeira vez que os ataques têm como objectivo soldados sírios. Para evitar que se invoquem “enganos” até agora os russos têm coordenado os seus vôos sobre a Síria com os americanos, mesmo que eles não o reconheçam publicamente. Obviamente, e como sempre, os EUA não respeitam os acordos e abrem portas a acções violentas sem hesitação quando lhes convém, negando as acusações de terem atingido o campo militar sírio. "Estamos cientes desses relatos na imprensa, mas não realizámos nenhum ataque a Deir Ezzor", disse à AFP um porta-voz da dos EUA, o coronel Steve Warren. Esta é obviamente uma mentira descarada, uma vez que até mesmo os seus aliados do OSDH confirmaram o ataque de quatro aviões de guerra norte-americanos que lançaram nove mísseis contra Deir Ezzor. Este foi o primeiro incidente a ser anunciado publicamente desde que os EUA e os seus tarefeiros europeus e árabes começaram a campanha do falso bombardeamento jihadista do ISIS (Daech).
Estes ataques são motivados pelo medo de que as forças russas se apropriem do banco de dados do projeto "ultra-top secret" da CIA que consiste em repatriar os líderes do Daech para os Estados Unidos para os treinar novamente para futuras missões num centro secreto no coração da América, com o nome "Islamville". O site WhatDoesItMean.com analisa as informações disponiveis: "Obama com este ataque visa directamente as forças de elite russas Spetsnaz em território da Síria. Em segundo lugar, Obama quer esconder o facto de que a descoberta desta base militar islâmica secreta no Tennessee pode revelar que existem pelo menos 22 outras bases que são semelhantes nos Estados Unidos e que foram documentados a partir de várias fontes." Pior ainda, o relatório russo adverte que essas bases "conhecidas" são, de facto, centros de formação islâmicos e treino militar para ataques direcionados a países muçulmanos e outros que se revelem incómodos, não excluindo que também são uma ameaça para a própria América . Existem nos EUA, mais de 2.200 mesquitas, das quais 75% apoiam a "rede da Irmandade Muçulmana", oficialmente reconhecida por "North American Islamic Trust" (NAIT).
Qual é o fito de salvar os cabecilhas do ISIS? o comandante dos serviços de informações do exército sírio relatou a rendição de cerca de 5.000 homens armados, que concordaram em lutar, agora, contra os terroristas do Daech! em troca de uma amnistia geral. Estes ex-rebeldes, a quem foi cortado o apoio norte-americano pelas razões óbvias, combatiam o exército nacional sírio, nos arredores de Deraa e Al Soueida, onde actuam também entre outros pistoleiros, a milícia Jaish al-Harka. As negociações entre o exército e as milícias pró-americanas começaram há três meses, sob os auspícios dos dignitários das tribos de Deraa e Deir Ezzor, estando o acordo de ambos os lados para para entrar em vigor num mês. Sob os termos deste acordo, os membros do Jaish al-Harka deixar o riff de Deraa e da própria cidade, para chegar a Al-Ghaiteyn nos subúrbios do norte de Homs e em torno de Al-Salmiya em Hamas onde eles terão que combater contra o Daech expulsando-o dessas regiões com o apoio dos ataques aéreos da Rússia. Falida a táctica de abater o regime de Al-Assad, já foram recuperadas três cidades e os resgates maciços de territórios aumentam de dia para dia, daí o pânico dos norte-americanos e sua escumalha terrorista.
na cidade satélite de Jobar, arredores de Damasco, moravam 300 mil pessoas antes do Ocidente em 2011 querer ali instalar mais uma "democracia"
Face ao notável sucesso da intervenção russa na Síria ao abrigo do pedido de ajuda ao abrigo do Direito internacional entre Estados soberanos, o Império Anglo-Sionista espera poder contra atacar. A questão está em saber como e quando. A resposta envolve dois pontos fulcrais: 1- a 24 de Novembro de 2015 a Força Aérea turca abateu deliberadamente um avião de caça russo SU-24, estando absolutamente claro que esta aeronave não tinha violado o espaço aéreo turco nem representava nenhuma ameaça para a Turquia e o povo turco. 2- na noite de domingo, 06 de Dezembro de 2015, a coligação de agressão ocidental cometeu um novo acto de guerra contra uma base do exército sírio na região de Deir Ezzor, na zona leste do país. Os Estados Unidos e a NATO apoiaram imediatamente o ataque contra o caça russo, manifestando o seu total apoio à Turquia. Pela parte que lhes toca directamente negaram totalmente o ataque contra a base militar síria. Na verdade, os militares dos EUA realizaram um ataque aéreo contra esta base, porque nela estão estacionadas forças especiais russas de elite (Spetsnaz) que haviam descoberto um canal secreto da CIA para evacuar cabecilhas de grupos terroristas do Estado Islâmico para o Tennessee , EUA.
Enquanto fazem passar a ideia nos Media ocidentais que andam a combater os terroristas do ISIS, "a coligação internacional disparou nove mísseis em direcção ao aquartelamento militar de Deir Ezzor", disse o Ministério das Relações Exteriores sírio em comunicado. Fonte militar síria confirmou que os ataques haviam ocorrido entre as 20 e as 21 horas de domingo tendo atingido o campo de treino militar. Foram destruídos depósitos de armas e dois tanques ficaram danificados, mas o verdadeiro objectivo, assassinar os russos do Spetsnaz, não foi conseguido. Damasco reagiu fortemente, acusando "a coligação liderada pelos Estados Unidos duma "agressão que viola flagrantemente a Carta das Nações Unidas". E o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH, pró-americano) noticiou também o ataque, confirmando que foram mortas quatro pessoas e feridas 13. De acordo com as ONGs no terreno, esta não é a primeira vez que os ataques têm como objectivo soldados sírios. Para evitar que se invoquem “enganos” até agora os russos têm coordenado os seus vôos sobre a Síria com os americanos, mesmo que eles não o reconheçam publicamente. Obviamente, e como sempre, os EUA não respeitam os acordos e abrem portas a acções violentas sem hesitação quando lhes convém, negando as acusações de terem atingido o campo militar sírio. "Estamos cientes desses relatos na imprensa, mas não realizámos nenhum ataque a Deir Ezzor", disse à AFP um porta-voz da dos EUA, o coronel Steve Warren. Esta é obviamente uma mentira descarada, uma vez que até mesmo os seus aliados do OSDH confirmaram o ataque de quatro aviões de guerra norte-americanos que lançaram nove mísseis contra Deir Ezzor. Este foi o primeiro incidente a ser anunciado publicamente desde que os EUA e os seus tarefeiros europeus e árabes começaram a campanha do falso bombardeamento jihadista do ISIS (Daech).
Estes ataques são motivados pelo medo de que as forças russas se apropriem do banco de dados do projeto "ultra-top secret" da CIA que consiste em repatriar os líderes do Daech para os Estados Unidos para os treinar novamente para futuras missões num centro secreto no coração da América, com o nome "Islamville". O site WhatDoesItMean.com analisa as informações disponiveis: "Obama com este ataque visa directamente as forças de elite russas Spetsnaz em território da Síria. Em segundo lugar, Obama quer esconder o facto de que a descoberta desta base militar islâmica secreta no Tennessee pode revelar que existem pelo menos 22 outras bases que são semelhantes nos Estados Unidos e que foram documentados a partir de várias fontes." Pior ainda, o relatório russo adverte que essas bases "conhecidas" são, de facto, centros de formação islâmicos e treino militar para ataques direcionados a países muçulmanos e outros que se revelem incómodos, não excluindo que também são uma ameaça para a própria América . Existem nos EUA, mais de 2.200 mesquitas, das quais 75% apoiam a "rede da Irmandade Muçulmana", oficialmente reconhecida por "North American Islamic Trust" (NAIT).
Qual é o fito de salvar os cabecilhas do ISIS? o comandante dos serviços de informações do exército sírio relatou a rendição de cerca de 5.000 homens armados, que concordaram em lutar, agora, contra os terroristas do Daech! em troca de uma amnistia geral. Estes ex-rebeldes, a quem foi cortado o apoio norte-americano pelas razões óbvias, combatiam o exército nacional sírio, nos arredores de Deraa e Al Soueida, onde actuam também entre outros pistoleiros, a milícia Jaish al-Harka. As negociações entre o exército e as milícias pró-americanas começaram há três meses, sob os auspícios dos dignitários das tribos de Deraa e Deir Ezzor, estando o acordo de ambos os lados para para entrar em vigor num mês. Sob os termos deste acordo, os membros do Jaish al-Harka deixar o riff de Deraa e da própria cidade, para chegar a Al-Ghaiteyn nos subúrbios do norte de Homs e em torno de Al-Salmiya em Hamas onde eles terão que combater contra o Daech expulsando-o dessas regiões com o apoio dos ataques aéreos da Rússia. Falida a táctica de abater o regime de Al-Assad, já foram recuperadas três cidades e os resgates maciços de territórios aumentam de dia para dia, daí o pânico dos norte-americanos e sua escumalha terrorista.
na cidade satélite de Jobar, arredores de Damasco, moravam 300 mil pessoas antes do Ocidente em 2011 querer ali instalar mais uma "democracia"
a ler:
sexta-feira, novembro 27, 2015
Funeral de Alexander Pozynich, o piloto russo assassinado pela NATO
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a Turquia emboscou o piloto russo para proteger terroristas do ataque do SU-40.(GlobalResearch) o avião da Turquia/NATO atacou o SU-40 russo sem aviso, encontrando-se ambos dentro da zona aérea siria (RussiaToday) Vladimir Putin acusou imediatamente os Estados Unidos de terem fornecido à Turquia dados de satélite sobre a rota de vôo do SU-40. Um dos orgãos de informação sensionalista ao serviço da NATO inverteu a situação apregoando que o presidente turco tinha avisado a Rússia para "não brincar com o fogo" (DailyMail)... pobres ratos, até um senador dos Estados Unidos, Richard Black, já acusa o seu próprio país do crime de estar a armar terroristas na Síria através da fronteira turca (SputnikNews) Tudo isto é confirmado pelo facto da Turquia ter preso e condenado ontem um director de jornal turco por este revelar as entregas de armas aos jihadistas (Publico.pt)
a Turquia emboscou o piloto russo para proteger terroristas do ataque do SU-40.(GlobalResearch) o avião da Turquia/NATO atacou o SU-40 russo sem aviso, encontrando-se ambos dentro da zona aérea siria (RussiaToday) Vladimir Putin acusou imediatamente os Estados Unidos de terem fornecido à Turquia dados de satélite sobre a rota de vôo do SU-40. Um dos orgãos de informação sensionalista ao serviço da NATO inverteu a situação apregoando que o presidente turco tinha avisado a Rússia para "não brincar com o fogo" (DailyMail)... pobres ratos, até um senador dos Estados Unidos, Richard Black, já acusa o seu próprio país do crime de estar a armar terroristas na Síria através da fronteira turca (SputnikNews) Tudo isto é confirmado pelo facto da Turquia ter preso e condenado ontem um director de jornal turco por este revelar as entregas de armas aos jihadistas (Publico.pt)
sábado, novembro 21, 2015
Achmed, o Terrorista Morto
Um dos enigmas mais intrigantes do nosso século dito americano é o facto de nenhum terrorista conseguir sobreviver para contar a sua versão da história, mas podemos imaginar excepções... principalmente se considerarmos que os Estados Unidos (quem os controla), a começar pela operação Gládio para destruir a esquerda na Europa do pós-guerra, são os principais responsáveis pela grande maioria dos ataques terroristas em todo o mundo. E se, para nosso infortunio, elegerem Hillary Clinton como próxima presidente, a contraparte do partido dos bushes já deixou claro ao que vem
terça-feira, novembro 17, 2015
em directo do Eliseu, "Democracia Neles!"
com co-produção dos Estados Unidos, argumento da Arábia Saudita, efeitos especiais de Israel, cenografia da Turquia e banda sonora de vários paises do G20
"Existem já factos comprovados que mostram de forma inequívoca que os ataques de Paris foram uma operação de false-flag, inclusivé treinaram a operação nesse dia de manhã. Que o Estado francês coordenou com os serviços secretos todas as operações dos islamitas (afinal são franceses!) envolvidos nos atentados manipulando-os como marionetes no seu próprio interesse: mudar a Constituição e impor um "Patriot Act" à la française como os Estados Unidos impuseram aos seus cidadãos após os ataques ao World Trade Center. Serviram-se do ISIS e dos seus agentes, assim como o fizeram no início para tentar derrubar Bashar al-Assad na Síria. Não se deve esquecer que o ISIS, cuja sigla muito mediaticamente agora mudam para Daesh, é uma criação artificial. O ISIS, na sigla original em inglês "Estado Islâmico do Iraque e da Síria", é apenas o instrumento da política de vários Estados e Multinacionais. Na Síria, a presença de oficiais franceses que flanqueiam os grupos armados extremistas quando cometem crimes contra a humanidade está largamente confirmada. Na verdade, a França desde há um ano não tem bombardeado as posições do ISIS, senão o grupo terrorista armado pela própria França já teria sucumbido. Isto é ignorado pela imprensa ocidental, mas foi amplamente discutido durante um ano pela imprensa árabe e iraniana. A intervenção da Rússia mudou tudo, embora a verdade já tivesse vindo à tona quando no CentCom cinquenta analistas denunciaram as mentiras dos relatórios sobre a Coligação Anti-Daesh , que se iniciou uma investigação interna e que, devido a esse facto e em última análise, o general John Allen foi obrigado a demitir-se" (Wikistrike)
"Existem já factos comprovados que mostram de forma inequívoca que os ataques de Paris foram uma operação de false-flag, inclusivé treinaram a operação nesse dia de manhã. Que o Estado francês coordenou com os serviços secretos todas as operações dos islamitas (afinal são franceses!) envolvidos nos atentados manipulando-os como marionetes no seu próprio interesse: mudar a Constituição e impor um "Patriot Act" à la française como os Estados Unidos impuseram aos seus cidadãos após os ataques ao World Trade Center. Serviram-se do ISIS e dos seus agentes, assim como o fizeram no início para tentar derrubar Bashar al-Assad na Síria. Não se deve esquecer que o ISIS, cuja sigla muito mediaticamente agora mudam para Daesh, é uma criação artificial. O ISIS, na sigla original em inglês "Estado Islâmico do Iraque e da Síria", é apenas o instrumento da política de vários Estados e Multinacionais. Na Síria, a presença de oficiais franceses que flanqueiam os grupos armados extremistas quando cometem crimes contra a humanidade está largamente confirmada. Na verdade, a França desde há um ano não tem bombardeado as posições do ISIS, senão o grupo terrorista armado pela própria França já teria sucumbido. Isto é ignorado pela imprensa ocidental, mas foi amplamente discutido durante um ano pela imprensa árabe e iraniana. A intervenção da Rússia mudou tudo, embora a verdade já tivesse vindo à tona quando no CentCom cinquenta analistas denunciaram as mentiras dos relatórios sobre a Coligação Anti-Daesh , que se iniciou uma investigação interna e que, devido a esse facto e em última análise, o general John Allen foi obrigado a demitir-se" (Wikistrike)
sábado, novembro 14, 2015
"a França pagará bem caro o apoio aos terroristas"
esta comunicação do presidente da Síria tem dois anos. Como se sabia e se tem vindo a confirmar a França é a principal fornecedora de armas aos rebeldes que lutam para aniquilar o regime de Bachar el-Assad. A partir de certo ponto essa "oposição" treinada e financiada pelo Ocidente já não se distingue das outras vertentes terroristas igualmente criadas e alimentadas pelas potências imperialistas ocidentais, em particular a França que pretende ter, desde o tratado de Sykes-Picot, a hegemonia sobre a Síria - al-Assad avisou então: "a França pagará bem caro o apoio ao terrorismo". Aos nacionalistas sirios valeu-lhes agora a inestimável ajuda da Rússia. Para evitar a escalada do conflito a niveis internacionais os russos acabam de instalar em território sirio o sistema de defesa por misseis anti-aéreos S400 que neutraliza a NATO. Os governos-traidores dos povos europeus estão em pânico... é aqui que entra mais uma operação militarizada de false-flag... o empurrão final para todo o alastrar da extrema direita na Europa!
Há um mês atrás a França, pela voz do ministro Laurent Fabius, tomou a surpreendente decisão de apoiar os ataques aéreos da Rússia contra os terroristas na Síria. Os Estados Unidos continuaram a armar os terroristas do ISIS (aka, o autoproclamado "estado islâmico") e por isso também os destroços que restam de governo no Iraque passou a apoiar os russos. São momentos cruciais no declinio imperialista dos EUA. Portanto, a verdadeira questão é esta: se é certo que os Estados Unidos estão por detrás do ISIS, então quem está verdadeiramente por detrás destes ataques em França? ignorar estes dados fundamentais é apenas permitir que os culpados continuem a provocar mais terror sobre populações pacificas e indefesas.
Syrie 24 Sexta-feira 13
Com o recurso à crise dos emigrantes,
as elites capitalistas globais organizam a Terceira Grande Guerra Mundial
Há um mês atrás a França, pela voz do ministro Laurent Fabius, tomou a surpreendente decisão de apoiar os ataques aéreos da Rússia contra os terroristas na Síria. Os Estados Unidos continuaram a armar os terroristas do ISIS (aka, o autoproclamado "estado islâmico") e por isso também os destroços que restam de governo no Iraque passou a apoiar os russos. São momentos cruciais no declinio imperialista dos EUA. Portanto, a verdadeira questão é esta: se é certo que os Estados Unidos estão por detrás do ISIS, então quem está verdadeiramente por detrás destes ataques em França? ignorar estes dados fundamentais é apenas permitir que os culpados continuem a provocar mais terror sobre populações pacificas e indefesas.
Boom!
o director da CIA teve uma reunião com o chefe da Segurança francesa e com a Mossad dias antes dos ataques em Paris
sexta-feira, julho 10, 2015
a Troica, Poderosa e Descontrolada (Canal Arte)
Documentário do canal franco-alemão sobre as intervenções da Troika. Contém cenas eventualmente chocantes,não sendo recomendado a quem acredita na propaganda do governo
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Francisco Louçã sobre o devir da situação grega: 1ª questão, se há um novo resgate, é um recuo da Grécia. O governo tinha sido categórico desde o início, não aceitando o formato jurídico de um novo resgate, com o que ele implica de intromissão, de protectorado e de submissão. A diferença seria o investimento viável e portanto a solução para a recessão. Mas Tsipras não conseguiu esse acordo de reestruturação, ele nem foi considerado pelas autoridades europeias, e portanto perderam-se cinco meses.
2ª questão, se são propostas novas medidas de austeridade, a recessão vai agravar-se e a desconfiança também. O referendo convocou os gregos para rejeitarem o ultimato europeu e as suas propostas. Retomar o essencial dessas propostas seria sempre uma derrota política para a Grécia. 3ª questão; qualquer política fiscal ou orçamental tem que responder à divisão social da Grécia. Os pobres votaram Não porque nada têm a esperar das políticas europeias de austeridade. 4ª questão, se, apesar de novas medidas de austeridade, for aplicada alguma forma concreta de reestruturação da dívida, o balanço entre os ganhos e as perdas decidirá o resultado político final desse acordo. Nesse caso, a Grécia ganharia no que deixaria de pagar em dívida (através de um período de carência, de extensão dos pagamentos com juros adequados ao seu crescimento do PIB, ou simplesmente por redução do stock da dívida com os credores institucionais) e perderia do outro lado, no efeito recessivo da austeridade agravada. Seria sempre preciso um efeito equivalente ou superior em redução do saldo da balança de rendimentos para compensar a Grécia. Isso não seria então uma derrota e poderia mesmo transformar-se numa recuperação. (artigo completo em TudoMenosEconomia)
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Francisco Louçã sobre o devir da situação grega: 1ª questão, se há um novo resgate, é um recuo da Grécia. O governo tinha sido categórico desde o início, não aceitando o formato jurídico de um novo resgate, com o que ele implica de intromissão, de protectorado e de submissão. A diferença seria o investimento viável e portanto a solução para a recessão. Mas Tsipras não conseguiu esse acordo de reestruturação, ele nem foi considerado pelas autoridades europeias, e portanto perderam-se cinco meses.
2ª questão, se são propostas novas medidas de austeridade, a recessão vai agravar-se e a desconfiança também. O referendo convocou os gregos para rejeitarem o ultimato europeu e as suas propostas. Retomar o essencial dessas propostas seria sempre uma derrota política para a Grécia. 3ª questão; qualquer política fiscal ou orçamental tem que responder à divisão social da Grécia. Os pobres votaram Não porque nada têm a esperar das políticas europeias de austeridade. 4ª questão, se, apesar de novas medidas de austeridade, for aplicada alguma forma concreta de reestruturação da dívida, o balanço entre os ganhos e as perdas decidirá o resultado político final desse acordo. Nesse caso, a Grécia ganharia no que deixaria de pagar em dívida (através de um período de carência, de extensão dos pagamentos com juros adequados ao seu crescimento do PIB, ou simplesmente por redução do stock da dívida com os credores institucionais) e perderia do outro lado, no efeito recessivo da austeridade agravada. Seria sempre preciso um efeito equivalente ou superior em redução do saldo da balança de rendimentos para compensar a Grécia. Isso não seria então uma derrota e poderia mesmo transformar-se numa recuperação. (artigo completo em TudoMenosEconomia)
sábado, junho 06, 2015
Um apelo governamental aos Mata-Mouros
Apresentou-se ontem na feira do livro a obra “Estado Islâmico”. Foi um momento hilariante, pese a gravidade do terrorismo verbal dos três indivíduos presentes. A saber, como moderador o maçon das secretas José Manuel Anes ex-militar dos serviços de informações anti-turras durante a guerra colonial; o “investigador” norte-americano J.M.Berger da Brookings Institution , famoso pela escrita de “Jihad Joe, American Who Go to War in the Name of Islam”, colaborando regularmente com a revista “Foreign Policy”. Co-autora do agora editado “Estado Islâmico” é a judia Jessica Stern, professora em Harvard e especialista em terrorismo e armas de destruição de maciça (as do Bush no Iraque) nomeada pela task-force do Hoover Institute para consultora do Conselho Nacional de Segurança de Bill Clinton. Como apêndice na mesa, um jornalista que fotocopiou a ideia destes dois e adaptou a treta para português com o titulo “Os Combatentes Portugueses do Estado Islâmico”. Disseminar o terror psicológico através da cultura é o objectivo. Pelo meio enredos telenovelisticos, como o da mãe parisiense que viu o filho começar a deixar crescer a barba e usar túnicas brancas e foi fazer queixa dele à policia. A ideia que os refugiados dos barcos no Mediterrâneo possam estar a ser aproveitados para infiltar terroristas do ISIS na Europa. Ou a célebre anedota dos terroristas do Islão pretenderem invadir-nos, ao Al-Andaluz, e restaurarem aqui o Califado. Tomáramos nós fosse verdade, porque a Ibéria nunca mais voltou a atingir um grau de desenvolvimento cultural semelhante desde então.
Se é certo que o terrorismo existe, se o Islão não é o inimigo em si, a que propósitos serve a existência destes grupos extremistas? quem os criou e em que circunstâncias? se é verdade que a invasão do Iraque pelos Estados Unidos foi uma catástrofe que fez regredir a civilização no Médio Oriente , que a tropa fandanga formada como lacaios dos invasores em nome do corrupto poder local, se durante uma década a "democracia" não produziu forças da ordem capazes, rendendo-se regularmente essa soldadesca capanga e entregando ao "inimigo" as armas que os EUA que haviam dado, a quem serve essa criminosa balbúrdia?
Em Julho de 2014 o ex-funcionário da NSA Edward Snowden revelou documentos que comprovam o que é uma verdade evidente, que um agregado da CIA, da Mossad e o britânico MI6, a tripla aliança Sionista, trabalharam juntos para criar o “Estado Islâmico da Síria e do Iraque” (ISIS), uma organização terrorista estudada para atrair militantes radicais dos mais diversos quadrantes mundiais a um único núcleo central, usando a estratégia definida como “ninho de vespas”. A vespa usa formigas mortas para proteger o seu ninho. No vespeiro de Israel a única solução para protecção do Estado racista Judaico foi criar um inimigo perto das suas fronteiras sobre o qual possa recair o ódio, os bombardeamentos e a destruição que neutralize a ameaça anti-Sionista. (ler mais)
Se é certo que o terrorismo existe, se o Islão não é o inimigo em si, a que propósitos serve a existência destes grupos extremistas? quem os criou e em que circunstâncias? se é verdade que a invasão do Iraque pelos Estados Unidos foi uma catástrofe que fez regredir a civilização no Médio Oriente , que a tropa fandanga formada como lacaios dos invasores em nome do corrupto poder local, se durante uma década a "democracia" não produziu forças da ordem capazes, rendendo-se regularmente essa soldadesca capanga e entregando ao "inimigo" as armas que os EUA que haviam dado, a quem serve essa criminosa balbúrdia?
Em Julho de 2014 o ex-funcionário da NSA Edward Snowden revelou documentos que comprovam o que é uma verdade evidente, que um agregado da CIA, da Mossad e o britânico MI6, a tripla aliança Sionista, trabalharam juntos para criar o “Estado Islâmico da Síria e do Iraque” (ISIS), uma organização terrorista estudada para atrair militantes radicais dos mais diversos quadrantes mundiais a um único núcleo central, usando a estratégia definida como “ninho de vespas”. A vespa usa formigas mortas para proteger o seu ninho. No vespeiro de Israel a única solução para protecção do Estado racista Judaico foi criar um inimigo perto das suas fronteiras sobre o qual possa recair o ódio, os bombardeamentos e a destruição que neutralize a ameaça anti-Sionista. (ler mais)
relacionado:
"Os Estados Unidos estão revoltados com a Argentina por causa da reunião da presidente Kirchner com Edward Snowden em Moscovo" terça-feira, junho 02, 2015
as Guerras Energéticas
2004. No auge da”guerra contra o terrorismo”, álibi para a invasão do Iraque. Invocando o “eixo do mal” George Bush insiste que não deve ser permitido ao Irão desenvolver armas nucleares. Então porquê, seis anos antes, a CIA entregou aos iranianos planos técnicos para a construção da bomba? James Risen, jornalista do New York Times e por duas vezes prémio Pulitzer, ao escrever “State of War” deu a conhecer o escândalo. (veio no Guardian) denunciando: é preciso pagar qualquer preço para sustentar a ganância, o poder, justificar a “war on terror”, negócios de drogas, usar denunciantes e agentes infiltrados. O jornalista viria a ser condenado a 3,5 anos de prisão por se negar a revelar as fontes. (entrevista)
Risen, o autor do livro “Estado de Guerra, A História Secreta da CIA e da Administração Bush” (2006), produz inúmeras declarações sobre as actividades da Agência Central de Informações norte-americana. Afirma que a CIA realizou uma operação no ano 2000 (Operação Merlin) destinada a atrasar o alegado programa de armas nucleares do Irão, fornecendo projectos falsos para despistar os principais concorrentes, mas saiu-lhes o tiro pela culatra, podendo na realidade ajudado o Irão, na medida em que as falhas foram detectadas e corrigidas por um ex-cientista nuclear soviético durante a operação usada para fazer a entrega. No inicio de 2003 o New York Times negou-se a publicar a história, depois da intervenção da Conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice combinada com o editor executivo do NYT Howell Raines
Ao fazer as pesquisas para o livro, os e-mail, telefonemas, ligações e encontros de Risen com o ex-oficial de operações da CIA Jeffrey Alexander Sterling foram monitorizados pelo governo federal dos Estados Unidos. O governo obteve também registos de crédito e contas bancárias de Risen. Após a publicação o “Public Affairs Office” da CIA emitiu então um comunicado indicando que o livro de Risen contém erros graves em qualquer um dos capítulos. No entanto, os documentos da CIA divulgados em Janeiro de 2015 confirmam muitos dos detalhes sobre a Operação Merlin. No livro constam afirmações como a de que "vários dosagentes iranianos [infiltrados da CIA] foram presos e encarcerados, enquanto o destino de alguns dos outros, ainda hoje é desconhecido", depois que em 2004 um funcionário da CIA enviou a um desses agentes uma mensagem eletrónica criptografada, incluindo erroneamente dados que poderiam identificar "praticamente todos os espiões que a CIA tinha dentro do Irão". O iraniano era um agente duplo e entregou a informação aos serviços secretos iranianos. Isso também foi negado pelas autoridades norte-americanas. Risen também alega que o governo Bush é responsável pela transformação do Afeganistão num "narco-Estado", que supostamente vende 80% do fornecimento total de heroína do mundo.
Baseado nas escutas, Jeffrey Alexander Sterling começou a ser investigado durante a administração Bush. Em 2010 foi acusado, ao abrigo da Lei de Espionagem de 1917, um caso raro na história dos EUA, e punido pelo contacto com o jornalista pela alegada divulgação de segredos de Estado. Risen tinha sido intimado em relação ao caso em 2008. Lutou contra a intimação, e conseguiu que fosse arquivada no Verão de 2009. Mas, naquilo que o New York Times chamou de "um acontecimento excepcional" a administração Obama renovou a acusação em 2010. Em 2011 James Risen entregou um recurso, descrevendo detalhadamente as suas razões para se recusar a revelar as suas fontes, o impacto público do seu trabalho e as suas experiências com a administração Bush. Em Julho de 2013 o Supremo Tribunal dos EUA decidiu que Risen fosse obrigado a testemunhar no julgamento de Jeffrey Sterling. Citando: "desde que a intimação é emitida em boa fé e com base em uma necessidade legítima de aplicação da lei, o governo não precisa fazer qualquer exibição especial da obtenção de provas de conduta criminosa de um repórter num processo criminal". O juiz Roger Gregory discordou, escrevendo: "a maioria exalta os interesses do governo, enquanto indevidamente vai atropelando os interesses da imprensa, e ao fazê-lo, colide severamente com a imprensa e o livre fluxo de informação na sociedade". Mas Risen ficou obrigado a declarar as fontes. Obviamente, a postura das sucessivas administrações dos Estados Unidos têm sido muito criticadas por infringir a liberdade de imprensa. O Supremo rejeitou o apelo em Junho de 2014, abrindo a porta à possibilidade de prisão de Risen, dependendo se os procuradores federais optassem por prosseguir com a exigência do seu testemunho. Risen continuou a recusar e afirmou estar disposto a ir para a cadeia.
Em Outubro de 2014, o procurador-geral Eric Holder, falando num evento de Washington, DC, declarou que "nenhum repórter ou jornalista vai para a cadeia, enquanto eu for procurador-geral". Em Janeiro de 2015 o New York Times noticiava que James Risen "não será chamado a depor em julgamento", pondo fim a uma batalha legal sobre se o jornalista poderia ser forçado a identificar as suas fontes confidenciais. Nesse mesmo mês Benjamin Netaniahu (na foto) veio fazer o seu número de circo à ONU sobre as probalidades do Irão já dispor da capacidade de fabricar bombas nucleares. Decorreram 9 anos entre a publicação do "Estado de Guerra" em 2006 e 15 anos sobre os factos relatados no livro, ninguém se lembrando mais do que se teria passado com o programa nuclear do Irão, que actualmente continua a ser “negociado”, mas apenas para fins pacíficos.
Risen, o autor do livro “Estado de Guerra, A História Secreta da CIA e da Administração Bush” (2006), produz inúmeras declarações sobre as actividades da Agência Central de Informações norte-americana. Afirma que a CIA realizou uma operação no ano 2000 (Operação Merlin) destinada a atrasar o alegado programa de armas nucleares do Irão, fornecendo projectos falsos para despistar os principais concorrentes, mas saiu-lhes o tiro pela culatra, podendo na realidade ajudado o Irão, na medida em que as falhas foram detectadas e corrigidas por um ex-cientista nuclear soviético durante a operação usada para fazer a entrega. No inicio de 2003 o New York Times negou-se a publicar a história, depois da intervenção da Conselheira de Segurança Nacional, Condoleezza Rice combinada com o editor executivo do NYT Howell Raines
Ao fazer as pesquisas para o livro, os e-mail, telefonemas, ligações e encontros de Risen com o ex-oficial de operações da CIA Jeffrey Alexander Sterling foram monitorizados pelo governo federal dos Estados Unidos. O governo obteve também registos de crédito e contas bancárias de Risen. Após a publicação o “Public Affairs Office” da CIA emitiu então um comunicado indicando que o livro de Risen contém erros graves em qualquer um dos capítulos. No entanto, os documentos da CIA divulgados em Janeiro de 2015 confirmam muitos dos detalhes sobre a Operação Merlin. No livro constam afirmações como a de que "vários dosagentes iranianos [infiltrados da CIA] foram presos e encarcerados, enquanto o destino de alguns dos outros, ainda hoje é desconhecido", depois que em 2004 um funcionário da CIA enviou a um desses agentes uma mensagem eletrónica criptografada, incluindo erroneamente dados que poderiam identificar "praticamente todos os espiões que a CIA tinha dentro do Irão". O iraniano era um agente duplo e entregou a informação aos serviços secretos iranianos. Isso também foi negado pelas autoridades norte-americanas. Risen também alega que o governo Bush é responsável pela transformação do Afeganistão num "narco-Estado", que supostamente vende 80% do fornecimento total de heroína do mundo.
Baseado nas escutas, Jeffrey Alexander Sterling começou a ser investigado durante a administração Bush. Em 2010 foi acusado, ao abrigo da Lei de Espionagem de 1917, um caso raro na história dos EUA, e punido pelo contacto com o jornalista pela alegada divulgação de segredos de Estado. Risen tinha sido intimado em relação ao caso em 2008. Lutou contra a intimação, e conseguiu que fosse arquivada no Verão de 2009. Mas, naquilo que o New York Times chamou de "um acontecimento excepcional" a administração Obama renovou a acusação em 2010. Em 2011 James Risen entregou um recurso, descrevendo detalhadamente as suas razões para se recusar a revelar as suas fontes, o impacto público do seu trabalho e as suas experiências com a administração Bush. Em Julho de 2013 o Supremo Tribunal dos EUA decidiu que Risen fosse obrigado a testemunhar no julgamento de Jeffrey Sterling. Citando: "desde que a intimação é emitida em boa fé e com base em uma necessidade legítima de aplicação da lei, o governo não precisa fazer qualquer exibição especial da obtenção de provas de conduta criminosa de um repórter num processo criminal". O juiz Roger Gregory discordou, escrevendo: "a maioria exalta os interesses do governo, enquanto indevidamente vai atropelando os interesses da imprensa, e ao fazê-lo, colide severamente com a imprensa e o livre fluxo de informação na sociedade". Mas Risen ficou obrigado a declarar as fontes. Obviamente, a postura das sucessivas administrações dos Estados Unidos têm sido muito criticadas por infringir a liberdade de imprensa. O Supremo rejeitou o apelo em Junho de 2014, abrindo a porta à possibilidade de prisão de Risen, dependendo se os procuradores federais optassem por prosseguir com a exigência do seu testemunho. Risen continuou a recusar e afirmou estar disposto a ir para a cadeia.
Em Outubro de 2014, o procurador-geral Eric Holder, falando num evento de Washington, DC, declarou que "nenhum repórter ou jornalista vai para a cadeia, enquanto eu for procurador-geral". Em Janeiro de 2015 o New York Times noticiava que James Risen "não será chamado a depor em julgamento", pondo fim a uma batalha legal sobre se o jornalista poderia ser forçado a identificar as suas fontes confidenciais. Nesse mesmo mês Benjamin Netaniahu (na foto) veio fazer o seu número de circo à ONU sobre as probalidades do Irão já dispor da capacidade de fabricar bombas nucleares. Decorreram 9 anos entre a publicação do "Estado de Guerra" em 2006 e 15 anos sobre os factos relatados no livro, ninguém se lembrando mais do que se teria passado com o programa nuclear do Irão, que actualmente continua a ser “negociado”, mas apenas para fins pacíficos.
segunda-feira, março 23, 2015
Apartheid Americano
Não é em Cuba, não é na Coreia do Norte, nem sequer na Venezuela... - é um centro de detenção no Texas (EUA)* para crianças e adolescentes apanhados nas malhas da emigração ilegal a partir da fronteira do México, o entreposto de importação de droga
os Estados Unidos na prática têm duas "constituições", uma para yankees Wasp (Anglo-Sax-White-People - gente branca de origem anglo-saxónica) e outra para pretos e hispânicos, vistos como sendo de outro mundo, logo alvo de tratamentos abusivos devido à sua inferioridade. É assim no interior dos EUA, é assim na politica externa sobre todos os paises do terceiro-mundo que são constantemente ameaçados e alvo de acções militares de repressão, a gente indefesa.
Movimiento Nacionalista de Texas: "Necessitamos declarar a independência porque somos diferentes, segregados e com uma cultura única. Não estamos de acordo em absoluto con a política do Governo Federal dos Estados Unidos. Pagamos impostos que vão direitos para Washington, mas não temos ali representantes capazes de exigir uma redistribuição em beneficio dos habitantes do Texas. Temos imensas riquezas que estão a ser usadas para sustentar de forma artificial uma pretensa unidade norte-americana. Uma unidade inexistente entre Estados que todos juntos têm um défice superior a tudo o que é produzido nas contas dos "Estados Unidos. Se todo o lucro que produzimos é exportado para sustentar campanhas militares, qual é o interesse do Estado do Texas pertencer a uma tal federação?. Temos uma fronteira murada com arame farpado com o México que é hoje uma das muitas vergonhas da humanidade. Criticam actualmente a anexação da Crimeia pela Rússia, esquecendo a anexação da provincia mexicana do Texas pelos Estados Unidos"
mensagem de uma jovem anti-fascista de Kiev: follow the money
os Estados Unidos na prática têm duas "constituições", uma para yankees Wasp (Anglo-Sax-White-People - gente branca de origem anglo-saxónica) e outra para pretos e hispânicos, vistos como sendo de outro mundo, logo alvo de tratamentos abusivos devido à sua inferioridade. É assim no interior dos EUA, é assim na politica externa sobre todos os paises do terceiro-mundo que são constantemente ameaçados e alvo de acções militares de repressão, a gente indefesa.
Movimiento Nacionalista de Texas: "Necessitamos declarar a independência porque somos diferentes, segregados e com uma cultura única. Não estamos de acordo em absoluto con a política do Governo Federal dos Estados Unidos. Pagamos impostos que vão direitos para Washington, mas não temos ali representantes capazes de exigir uma redistribuição em beneficio dos habitantes do Texas. Temos imensas riquezas que estão a ser usadas para sustentar de forma artificial uma pretensa unidade norte-americana. Uma unidade inexistente entre Estados que todos juntos têm um défice superior a tudo o que é produzido nas contas dos "Estados Unidos. Se todo o lucro que produzimos é exportado para sustentar campanhas militares, qual é o interesse do Estado do Texas pertencer a uma tal federação?. Temos uma fronteira murada com arame farpado com o México que é hoje uma das muitas vergonhas da humanidade. Criticam actualmente a anexação da Crimeia pela Rússia, esquecendo a anexação da provincia mexicana do Texas pelos Estados Unidos"
mensagem de uma jovem anti-fascista de Kiev: follow the money
sexta-feira, março 20, 2015
12º aniversário da invasão do Iraque. Quem sopra as bombas do bolo?
Mais de uma décda depois dos Estados Unidos, (o Império mais benigno que a humanidade já conheceu, segundo José Manuel Fernandes) terem libertado os iraquianos e oferecido generosamente a democracia ao país "em poucos meses surgiu o avanço irresistível das forças do "Estado Islâmico do Iraque e da Síria" (ISIS na sigla em inglês para Islamic State in Iraq and Syria) provocou o colapso do Exército iraquiano e conquistou dezenas de cidades da Síria e do Iraque, tendo os falcões dos EUA declarado guerra a um "Estado" que não existe nem tem fronteiras.
Curiosamente, o promitente beneficiário da situação, o Estado de Israel, existe mas também não tem fronteiras. No final de Junho de 2014 os terroristas do ISIS proclamaram o "Estado Islâmico" como um novo Califado com a ambição de fazer regressar os povos árabes ao estatuto de poder universal. O que é uma mentira grosseira da propaganda ocidental, uma vez que os muçulmanos através da história nunca foram um império unificado, sempre mantiveram diversos poderes descentralizados, como se viu nos reinos e taifas do Al-Andalus. De onde surgiu então esta nova organização desconhecida até há pouco tempo? Quem a criou? De onde vêm os seus fundos? (...) Antecipadamente e em paralelo os Estados Unidos criaram em 2010 a Força Global de Ataque Rápido dos EUA/Nato (US Prompt Global Strike) com a finalidade de dissuadir (o que em politica externa norte-americana quer dizer atacar) a Rússia e outros adversários que se oponham ao expansionismo de Israel no Médio Oriente. Um dado importante a reter é o de Vladimir Putin disfrutar de enorme popularidade na Rússia por ter tencionar nacionalizar o Banco Central controlado pelos Rothschilds e dizimado a clique de Oligarcas judeus russos (após o saque iniciado em 1991 que desviou triliões para os bancos do Ocidente). Para ver: "The Rise of Putin and The Fall of The Russian-Jewish Oligarchs"
Segundo os cerca de 3000 documentos obtidos pelo jornal britânico The Guardian, o armamento utilizado pelo ISIS foi fornecido pelos EUA com a intenção de ajudarem grupos armados a intervir na Síria para derrubar o regime de Bashar el-Assad.
* Próximo alvo: "Graças à empreitada militar contra o ISIS o Irão está a expandir a sua influência no Irão" (Foreign Affairs)
* a União Europeia acaba de aprovar uma campanha de propaganda cujo leit-motiv é a imagem de uma mulher ocidental debaixo da bota de um soldado russo, encimada pelo slogan "Se a Rússia pudesse Vencer"
(ver aqui)
Curiosamente, o promitente beneficiário da situação, o Estado de Israel, existe mas também não tem fronteiras. No final de Junho de 2014 os terroristas do ISIS proclamaram o "Estado Islâmico" como um novo Califado com a ambição de fazer regressar os povos árabes ao estatuto de poder universal. O que é uma mentira grosseira da propaganda ocidental, uma vez que os muçulmanos através da história nunca foram um império unificado, sempre mantiveram diversos poderes descentralizados, como se viu nos reinos e taifas do Al-Andalus. De onde surgiu então esta nova organização desconhecida até há pouco tempo? Quem a criou? De onde vêm os seus fundos? (...) Antecipadamente e em paralelo os Estados Unidos criaram em 2010 a Força Global de Ataque Rápido dos EUA/Nato (US Prompt Global Strike) com a finalidade de dissuadir (o que em politica externa norte-americana quer dizer atacar) a Rússia e outros adversários que se oponham ao expansionismo de Israel no Médio Oriente. Um dado importante a reter é o de Vladimir Putin disfrutar de enorme popularidade na Rússia por ter tencionar nacionalizar o Banco Central controlado pelos Rothschilds e dizimado a clique de Oligarcas judeus russos (após o saque iniciado em 1991 que desviou triliões para os bancos do Ocidente). Para ver: "The Rise of Putin and The Fall of The Russian-Jewish Oligarchs"
Segundo os cerca de 3000 documentos obtidos pelo jornal britânico The Guardian, o armamento utilizado pelo ISIS foi fornecido pelos EUA com a intenção de ajudarem grupos armados a intervir na Síria para derrubar o regime de Bashar el-Assad.
* Próximo alvo: "Graças à empreitada militar contra o ISIS o Irão está a expandir a sua influência no Irão" (Foreign Affairs)
* a União Europeia acaba de aprovar uma campanha de propaganda cujo leit-motiv é a imagem de uma mulher ocidental debaixo da bota de um soldado russo, encimada pelo slogan "Se a Rússia pudesse Vencer"
(ver aqui)
terça-feira, março 17, 2015
Citizenfour, um herói de novo tipo em Hollywood
Em Janeiro de 2013, a cineasta Laura Poitras recebeu um "email" encriptado de alguém que se denomina de "Citizenfour". Nessa mensagem, são-lhe oferecidas informações inéditas sobre práticas de escutas ilegais da Agência de Segurança Nacional (NSA) e outros serviços secretos norte-americanos. Poitras trabalhava há anos num filme sobre a monitorização de escutas efectuadas no pós-11 de Setembro e utilizadas ilegalmente pelos serviços de segurança dos EUA. Em Junho do mesmo ano, ela e o repórter Glenn Greenwald decidem viajar até Hong Kong (China), para o primeiro de muitos encontros com o autor daquela mensagem, que mais tarde se apresenta pelo nome de Edward Snowden. Veio a revelar-se um antigo analista da NSA. Entregou-lhes documentos que retirara ilegalmente dos servidores da maior agência de serviços secretos do planeta. As gravações das várias entrevistas que lhe foram feitas deram forma a este filme, que recebeu o Óscar de Melhor Documentário.
Não existia qualquer familiaridade com o denunciante Edward Snowden e suas revelações chocantes de espionagem atacado do governo os EUA em seus próprios cidadãos podem preparar um para o impacto de Laura Poitras 'extraordinário documentário "Citizenfour." Longe de reconstruir ou analisar um facto consumado, o filme tersely registra a ação em tempo real, como Poitras e colega jornalista Glenn Greenwald meet Snowden durante um período de oito dias em um quarto de hotel de Hong Kong para traçar como e quando eles vão liberar a bomba que abalou o mundo. Adaptar a linguagem fria de criptografia de dados para recontar a saga dramática de abuso de poder e paranoia justificada, Poitras, brilhantemente, demonstra que a informação é uma arma de dois gumes. A obra integra a trilogia da autoria de Laura Poitras sobre a América pós-11 de Setembro. O primeiro sobre a invasão do Iraque exibido em 2006 colocou a realizadora numa lista negra visando mantê-la sobre apertada vigilância. O seu próximo filme será sobre Guantanamo e a "Guerra ao Terrorismo". É possivel ver gratuitamente CitizenFour na internet por cedência expressa da realizadora (versão original em inglês): http://thoughtmaybe.com/citizenfour/
Não existia qualquer familiaridade com o denunciante Edward Snowden e suas revelações chocantes de espionagem atacado do governo os EUA em seus próprios cidadãos podem preparar um para o impacto de Laura Poitras 'extraordinário documentário "Citizenfour." Longe de reconstruir ou analisar um facto consumado, o filme tersely registra a ação em tempo real, como Poitras e colega jornalista Glenn Greenwald meet Snowden durante um período de oito dias em um quarto de hotel de Hong Kong para traçar como e quando eles vão liberar a bomba que abalou o mundo. Adaptar a linguagem fria de criptografia de dados para recontar a saga dramática de abuso de poder e paranoia justificada, Poitras, brilhantemente, demonstra que a informação é uma arma de dois gumes. A obra integra a trilogia da autoria de Laura Poitras sobre a América pós-11 de Setembro. O primeiro sobre a invasão do Iraque exibido em 2006 colocou a realizadora numa lista negra visando mantê-la sobre apertada vigilância. O seu próximo filme será sobre Guantanamo e a "Guerra ao Terrorismo". É possivel ver gratuitamente CitizenFour na internet por cedência expressa da realizadora (versão original em inglês): http://thoughtmaybe.com/citizenfour/
segunda-feira, março 16, 2015
opinião pública controlada pelo medo da existência de terroristas entre nós
Os falsimedias corporativos, alcunhados de jornais e televisões, fizeram-se um eco estrondoso do caso dos "oito presos espanhóis que lutaram ao lado dos pró-russos na Ucrânia", todos eles em primeira página; o ABC titulava em capa inteira: "Pistoleros españoles en la guerra de Ucrânia". Que uns passaram pelas Forças Armadas espanholas, outros por empresas de segurança privada, alguns são militantes de organizações de extrema-esquerda ou encontram-se no desemprego. São acusados de assassínio e cumplicidade em assassínio, posse de armas e explosivos e envolvimento em acções atentatórias dos interesses de Espanha" - é uma fraude! - a maioria dos jornais retransmitiram a campanha de propaganda do Ministério das Policias, quando os "combatentes voluntários" na Ucrânia já estavam em liberdade por não existirem causas concretas na acusação. Foram presos apenas para justificar a acção de propaganda? O portal do Ministério do Interior espanhol vendeu a "Operação Danko" como a primeira com estas características na Europa".
As milicias dos habitantes de lingua russa de Donbass que defendem a sua região autónoma na Ucrânia do governo nazi-fascista de Kiev não podem estar classificadas como "grupo terrorista" e portanto não constitui ilicito integrar-se com espirito internacionalista nessa luta e muito menos que com essa acção "estivessem a atacar os interesses da Espanha nessa zona.
do mesmo modo, quem discordar da participação de tropas portugueses no Afeganistão, Libano, Kosovo, Mali, etc, estára a prejudicar os interesses dos donos de Portugal nessas e outras regiões
Uma intenção que dará para "fundamentar" toda a espécie de perseguições arbitrárias; Com a participação activa dos "socialistas" o governo preparou alterações à lei para punir "crimes como o de apologia por internet ou o de viajar, ou tentar viajar, a cenários de conflito para dar ou receber treino e ou participar em atentados terroristas" (Público)
Toda a boa mentira tem um fundo de verdade. Agora por falar em desemprego, "haver europeus terroristas não acontece por acaso" diz Ana Gomes. Há quem acredite, como a senhora, que vai ser possivel transformar todos os opositores em "terroristas", só ficando fora da lista os bem comportadinhos apoiantes do capitalismo. Não estará a Europa a fazer a incentivar esses "terroristas"? Menos de 10% da população francesa, cerca de 60% dos quase 70 mil presos nas cadeias do país são muçulmanos. Dentro das cadeias os radicais estão a ser isolados como presos politicos
do mesmo modo, quem discordar da participação de tropas portugueses no Afeganistão, Libano, Kosovo, Mali, etc, estára a prejudicar os interesses dos donos de Portugal nessas e outras regiões
Uma intenção que dará para "fundamentar" toda a espécie de perseguições arbitrárias; Com a participação activa dos "socialistas" o governo preparou alterações à lei para punir "crimes como o de apologia por internet ou o de viajar, ou tentar viajar, a cenários de conflito para dar ou receber treino e ou participar em atentados terroristas" (Público)
Toda a boa mentira tem um fundo de verdade. Agora por falar em desemprego, "haver europeus terroristas não acontece por acaso" diz Ana Gomes. Há quem acredite, como a senhora, que vai ser possivel transformar todos os opositores em "terroristas", só ficando fora da lista os bem comportadinhos apoiantes do capitalismo. Não estará a Europa a fazer a incentivar esses "terroristas"? Menos de 10% da população francesa, cerca de 60% dos quase 70 mil presos nas cadeias do país são muçulmanos. Dentro das cadeias os radicais estão a ser isolados como presos politicos
quinta-feira, março 05, 2015
Revolução 1 ponto 9 ponto17, um lembrete
Dizimada a Comuna de Paris (1817) da qual Marx sabia ser impossível uma vitória duradoura, a primeira tentativa de instaurar um governo operário organizado para a construção do Socialismo aconteceu assente na actualização da teoria marxista por Lenine.
1. Desenvolvimento da grande produção para suprir as necessidades do Homem pelo Trabalho acrescentado por maquinaria e meios técnicos – da qual resulta a formação do Proletariado industrial que se constitui como classe revolucionária.
2. Elevação da consciência da Classe Operária para a via do Socialismo.
3. Organização de um Partido político revolucionário de massas constituído pelo Proletariado e liderado pela Classe Operária.
4. Actuar concretamente no sentido da tomada do Poder pela revolução proletária.
5. Utilizar o aparelho do Estado, até então instrumento da Classe Dominante ie a Burguesia proprietária dos Meios de Produção, para liquidar a Propriedade Privada.
6. Uma vez libertadas as forças produtivas da exploração burguesa, extinguir gradualmente o próprio Estado.
7. O lugar do Estado político será ocupado progressivamente pela centralização económica controlada democraticamente, considerando um sistema de igualdade nas trocas segundo os princípios do internacionalismo proletário.
8. Esta sequência metodológica conduzirá a uma Sociedade Comunista.
Palavras-chave – Trabalho, Proletariado Industrial, Classe Operária, Poder, Burguesia, Meios de Produção, Tecnologia, Classes Sociais, Propriedade Privada, Estado, Marxismo, Socialismo, Centralismo Económico, Democracia, Internacionalismo Proletário, Comunismo
Todas estes termos ou expressões se mantiveram estáticas em busca de um objectivo metafisico ou os conceitos de cada uma delas sofreram alterações em concreto considerando o método dialéctico da análise marxista?
Em 1917 as premissas necessárias para o Socialismo estavam então definidas.
1. Desenvolvimento da grande produção para suprir as necessidades do Homem pelo Trabalho acrescentado por maquinaria e meios técnicos – da qual resulta a formação do Proletariado industrial que se constitui como classe revolucionária.
2. Elevação da consciência da Classe Operária para a via do Socialismo.
3. Organização de um Partido político revolucionário de massas constituído pelo Proletariado e liderado pela Classe Operária.
4. Actuar concretamente no sentido da tomada do Poder pela revolução proletária.
5. Utilizar o aparelho do Estado, até então instrumento da Classe Dominante ie a Burguesia proprietária dos Meios de Produção, para liquidar a Propriedade Privada.
6. Uma vez libertadas as forças produtivas da exploração burguesa, extinguir gradualmente o próprio Estado.
7. O lugar do Estado político será ocupado progressivamente pela centralização económica controlada democraticamente, considerando um sistema de igualdade nas trocas segundo os princípios do internacionalismo proletário.
8. Esta sequência metodológica conduzirá a uma Sociedade Comunista.
Palavras-chave – Trabalho, Proletariado Industrial, Classe Operária, Poder, Burguesia, Meios de Produção, Tecnologia, Classes Sociais, Propriedade Privada, Estado, Marxismo, Socialismo, Centralismo Económico, Democracia, Internacionalismo Proletário, Comunismo
Todas estes termos ou expressões se mantiveram estáticas em busca de um objectivo metafisico ou os conceitos de cada uma delas sofreram alterações em concreto considerando o método dialéctico da análise marxista?
quinta-feira, fevereiro 19, 2015
escusavas de ouvir isto óh porco fascista
na tradição revolucionária dos russos, Velikaya Znamenka revolta-se contra os agressores a soldo da Junta de Kiev
uma boa questão: Porque é que a população da Ucrânia em guerra, foge precisamente para o país que todos nos dizem ser o "agressor"? existem 2,5 milhões de emigrantes ucranianos na Rússia 900.000 dos quais refugiados fugidos da agressão a Donbass
uma boa questão: Porque é que a população da Ucrânia em guerra, foge precisamente para o país que todos nos dizem ser o "agressor"? existem 2,5 milhões de emigrantes ucranianos na Rússia 900.000 dos quais refugiados fugidos da agressão a Donbass
terça-feira, fevereiro 10, 2015
Relatório militar das Repúblicas de Donetsk e Luganks. Situaçaõ em 10 de Fevereiro 2015
5 a 8.000 mercenários do governo nazi-fascista de Kiev estão encurralados em Debaltsevo (Agência Tass). Cercados e com poucas hipóteses de fuga, metade são soldados da NATO, dos países Bálticos, Estados Unidos, França e outros. Ora aqui está a razão porque a Merkel e o Holland foram humildemente a Moscovo de calças na mão e a Merkel imediatamente a seguir a Washington receber ordens do patrão. E daqui a pouco lá vão em peregrinação a Minsk em busca de um "acordo de paz". Enfim, milhares de milhões apostados na exploração de 44 milhões de ucranianos que estão perdidos; Esperemos que a derrota convença estes empreiteiros da guerra a não se aventurarem num novo Vietname no século XXI
Agressão russa, uma Grande Mentira repetida mundialmente ad nauseum (Global Research)
Agressão russa, uma Grande Mentira repetida mundialmente ad nauseum (Global Research)
segunda-feira, fevereiro 09, 2015
agressão russa, agressão russa, agressão russa
O secretário de Estado para os assuntos estrangeiros russo Sergey Lavrov acaba de afirmar na Conferência de Segurança realizada em Munique (Munich Security Conference 2015) que "a segurança da Europa está a ser sabotada pelos Estados Unidos" (Global Research)
As constantes provocações das "democracias ocidentais" apostadas em transformar a antiga "guerra fria" em guerra quente, business as usual, têm insistido na necessidade de armar os nazi-fascistas de Kiev, a Nato pronta a intervir militarmente, os papagaios-lacaios do Complexo-Militar-Industrial debitando ameaças constantes sobre "os rebeldes" que não têm intenções de se submeter à dominação estrangeira. E quando o alarido sobre o uso das armas sobe de tom, é porque os fautores da Nova Ordem Mundial já têm armas suficientes no terreno, de novas tecnologias que são urgentes para o negócio sejam experimentadas - faltando-lhes apenas um pretexto para avançar. Será que pensam e estão certos que têm meios para destruir um país como a Rússia? ontem a fábrica de quimicos DKZHI perto de Donetsk foi bombardeada pela tropa de Kiev com ogivas disparadas por artilharia que causaram um enorme clarão, o qual inclusivé foi registado por satélites a partir do espaço (ver video) . John McCain, chairman do Comité do Senado para o serviço de Armamento (Senate Committee on Armed Services), disse que Kiev está a usar bombas de cluster (semelhantes às empregues no ataques israelitas que destruiram Gaza) porque a tropa ucraniana não possui ainda armas melhores que estas entregues pelos Estados Unidos (fonte) - mas o efeito de ontem não foi apenas o que causaria as "bombas de cluster", trata-se de algo mais grave: os EUA estão dispostos a utilizar bombas nucleares tácticas operadas por técnicos militares norte-americanos e este foi o primeiro ensaio?
As constantes provocações das "democracias ocidentais" apostadas em transformar a antiga "guerra fria" em guerra quente, business as usual, têm insistido na necessidade de armar os nazi-fascistas de Kiev, a Nato pronta a intervir militarmente, os papagaios-lacaios do Complexo-Militar-Industrial debitando ameaças constantes sobre "os rebeldes" que não têm intenções de se submeter à dominação estrangeira. E quando o alarido sobre o uso das armas sobe de tom, é porque os fautores da Nova Ordem Mundial já têm armas suficientes no terreno, de novas tecnologias que são urgentes para o negócio sejam experimentadas - faltando-lhes apenas um pretexto para avançar. Será que pensam e estão certos que têm meios para destruir um país como a Rússia? ontem a fábrica de quimicos DKZHI perto de Donetsk foi bombardeada pela tropa de Kiev com ogivas disparadas por artilharia que causaram um enorme clarão, o qual inclusivé foi registado por satélites a partir do espaço (ver video) . John McCain, chairman do Comité do Senado para o serviço de Armamento (Senate Committee on Armed Services), disse que Kiev está a usar bombas de cluster (semelhantes às empregues no ataques israelitas que destruiram Gaza) porque a tropa ucraniana não possui ainda armas melhores que estas entregues pelos Estados Unidos (fonte) - mas o efeito de ontem não foi apenas o que causaria as "bombas de cluster", trata-se de algo mais grave: os EUA estão dispostos a utilizar bombas nucleares tácticas operadas por técnicos militares norte-americanos e este foi o primeiro ensaio?
domingo, fevereiro 08, 2015
Ucrânia. Esta é uma Guerra Sagrada contra o Nazismo
O grande problema para os investidores ocidentais é que as milicias do povo das Repúblicas Independentes de Donbass (Donestks e Luganks, estão a ganhar a guerra contra o bando de arruaceiros de Poroshenko, em cuja tropa 80 por cento dos mercenários que a constituem são indigentes inaptos militarmente. Tal como na guerra sagrada travada pelos soldados da União Soviética entre 1939-1945, esta é novamente uma guerra pela terra, pela familia, pela Pátria livre. Este designio de vitória levou Merkel e Hollande a humilhar-se em peregrinação a Moscovo (como antes os Aliados à URSS de Estaline) à procura de uma saida airosa para a empreitada em que Washington os meteu. François Hollande, um dos mais nojentos vassalos do imperialismo, sem resultados nem nada para dizer no regresso, disse "
se não conseguirmos chegar a um acordo de paz, o único cenário é a guerra" (fonte) a que Merkel, pessimista, se apressou a acrescentar: "iremos armar as tropas de Kiev". Putin: "não desejamos a guerra contra ninguém". Lavrov: "respeitaremos o Tratado de Minsk", concluindo o comandante da Nato Philipp Breedlove: "não creio que seja justo excluir o uso da força militar", ameaça no seguimento das declarações do vice-presidente dos EUA: "Putin terá de escolher entre a retirada da Ucrânia ou mais sanções" (RaiNews). Mas como poderá um estrangeiro ordenar a outro estrangeiro retirar-se de um local onde um não está e o outro não deveria ter nada a ver com isso?
É o especulador financeiro George Soros que dá o mote: "Faz 25 anos assisti à desintegração e queda da União Soviética, evento que foi contrabalançado com a formação da União Europeia (...) desta vez é a União Europeia que se está a desintegrar, e a Rússia volta a beneficiar desta situação". (citado durante a Conferência de Segurança de Munique pela RiaNovosti). Ao mesmo tempo, o presidente da "Open Society Foundation" acusou a União Europeia de não cumprir as suas promessas de ajuda à Ucrania, algo que levou o país, assegura, à beira do colapso (leia-se, o regime de Kiev). "Cada um deve fazer o seu trabalho. Eu proporciono alguns milhões para ajudar a Ucrânia", concluiu Soros. Conversa para parolos àparte, a União Europeia, cujos três principais chefes políticos, François Hollande, Angela Merkel e David Cameron, mais que nunca dão os braços ao sionismo, não se fez rogada em entregar nada menos que 1,6 mil milhões de euros ao regime abertamente fascista de Petro Poroshenko entre 2014 e os primeiros dias de 2015 (fonte)
É o especulador financeiro George Soros que dá o mote: "Faz 25 anos assisti à desintegração e queda da União Soviética, evento que foi contrabalançado com a formação da União Europeia (...) desta vez é a União Europeia que se está a desintegrar, e a Rússia volta a beneficiar desta situação". (citado durante a Conferência de Segurança de Munique pela RiaNovosti). Ao mesmo tempo, o presidente da "Open Society Foundation" acusou a União Europeia de não cumprir as suas promessas de ajuda à Ucrania, algo que levou o país, assegura, à beira do colapso (leia-se, o regime de Kiev). "Cada um deve fazer o seu trabalho. Eu proporciono alguns milhões para ajudar a Ucrânia", concluiu Soros. Conversa para parolos àparte, a União Europeia, cujos três principais chefes políticos, François Hollande, Angela Merkel e David Cameron, mais que nunca dão os braços ao sionismo, não se fez rogada em entregar nada menos que 1,6 mil milhões de euros ao regime abertamente fascista de Petro Poroshenko entre 2014 e os primeiros dias de 2015 (fonte)
imagens da ofensiva do Exército da Novorossiya
segunda-feira, fevereiro 02, 2015
só mais uma coisinha sobre a Charlie Hebdo
Como toda a gente viu, depois dos ataques supostamente "terroristas" ao almanaque satírico Charlie Hebdo, o que sobrou do corpo redatorial mudou-se de armas e bagagens para as instalações do jornal francês "Liberation", um jornal fundado por Jean-Paul Sartre e portanto conotado com a esquerda fóssil do Maio de 68. Nada mais erróneo, as participações accionistas do Liberation foram compradas a 100 por cento pela familia de banqueiros Rothschilds, a mesma que controla o sistema de Bancos Centrais em beneficio da globalização do Sionismo, politico e financeiro. (fonte)
É conhecida a técnica pela qual os meios judaicos criam falsos pretextos para atacar os Muçulmanos, para além da usurpação da Palestina, de um modo geral atacando toda uma comunidade de 1,3 mil milhões de pessoas a pretexto da famigerada doutrina do "choque de civilizações" inventada pelo judeu norte-americano Samuel Huntington em nome do expansionismo dos Estados Unidos, principal suporte do Estado de Israel, segundo vice-presidente Joe Biden, "o nosso historicamente mais antigo aliado" - veja-se só o estilo ignaro referente a um Estado inventado no ano de 1947.
Dentro desta linha politica, a revista económica holandesa "Quote", corroborada dias depois pelo jornal alemão Neopress, acaba de divulgar que os Rothschild tinham comprado em Dezembro passado a Charlie Hebdo, uma editora em ruínas, com prejuizos acumulados e à beira da insolvência. "A aquisição não foi pacífica; ocorreram desentendimentos dentro da família de banqueiros, conta o Barão Philippe de Rothschild na entrevista publicada pela "Quote". O tío Edouard não queria comprá-la porque isso lhes teria dado um poder político que não querem, diz o sobrinho à revista. “Não nos queremos misturar em política”, assegura Philippe, “ou pelo menos não de uma maneira tão aberta“.
Se isso estiver correto, como parece, a pergunta é inevitável: foi o atentado contra a revista outro negócio redondo por parte dos Rothschild? compraram-na a preço de saldo, porque antes de 7 de Janeiro a revista não gerava mais que prejuizos. Mas se só gerava perdas, que interesse tinham os banqueiros sionistas em comprar uma revista falida? É aqui que entra o aspecto político que o Barão Philippe quer manter em segundo plano: para continuar com as provocações da Charlie Hebdo contra os Muçulmanos, aliando o útil ao lucrativo, agora a revista passou de somente 60.000 leitores a ter uma audiência de sete milhões de leitores. Para além do dinheiro que lhes está a chover em cima, não só do Estado francês senão procedente dos investidores privados. Mas não se pense em termos conspiranóicos. Nada do que é agora exposto significa que os Rothschild organizaram os atentados, muito menos que mandaram matar pessoas pelo vil dinheiro. Nem pensar, isso é tarefa para outras gentes. Desde logo a grande união mediática angariada pelo "Je Suis Charlie" ocorrida a partir de París parece-se cada vez mais uma cópia quase exacta do 11 de Setembro em New York, onde se fizeram seguros multimilionários às Torres Gêmeas contra atentados terroristas precisamente dias antes de haver uma decisão para as derrubar. Num e noutro caso, puras coincidências".
É conhecida a técnica pela qual os meios judaicos criam falsos pretextos para atacar os Muçulmanos, para além da usurpação da Palestina, de um modo geral atacando toda uma comunidade de 1,3 mil milhões de pessoas a pretexto da famigerada doutrina do "choque de civilizações" inventada pelo judeu norte-americano Samuel Huntington em nome do expansionismo dos Estados Unidos, principal suporte do Estado de Israel, segundo vice-presidente Joe Biden, "o nosso historicamente mais antigo aliado" - veja-se só o estilo ignaro referente a um Estado inventado no ano de 1947.
Dentro desta linha politica, a revista económica holandesa "Quote", corroborada dias depois pelo jornal alemão Neopress, acaba de divulgar que os Rothschild tinham comprado em Dezembro passado a Charlie Hebdo, uma editora em ruínas, com prejuizos acumulados e à beira da insolvência. "A aquisição não foi pacífica; ocorreram desentendimentos dentro da família de banqueiros, conta o Barão Philippe de Rothschild na entrevista publicada pela "Quote". O tío Edouard não queria comprá-la porque isso lhes teria dado um poder político que não querem, diz o sobrinho à revista. “Não nos queremos misturar em política”, assegura Philippe, “ou pelo menos não de uma maneira tão aberta“.
Se isso estiver correto, como parece, a pergunta é inevitável: foi o atentado contra a revista outro negócio redondo por parte dos Rothschild? compraram-na a preço de saldo, porque antes de 7 de Janeiro a revista não gerava mais que prejuizos. Mas se só gerava perdas, que interesse tinham os banqueiros sionistas em comprar uma revista falida? É aqui que entra o aspecto político que o Barão Philippe quer manter em segundo plano: para continuar com as provocações da Charlie Hebdo contra os Muçulmanos, aliando o útil ao lucrativo, agora a revista passou de somente 60.000 leitores a ter uma audiência de sete milhões de leitores. Para além do dinheiro que lhes está a chover em cima, não só do Estado francês senão procedente dos investidores privados. Mas não se pense em termos conspiranóicos. Nada do que é agora exposto significa que os Rothschild organizaram os atentados, muito menos que mandaram matar pessoas pelo vil dinheiro. Nem pensar, isso é tarefa para outras gentes. Desde logo a grande união mediática angariada pelo "Je Suis Charlie" ocorrida a partir de París parece-se cada vez mais uma cópia quase exacta do 11 de Setembro em New York, onde se fizeram seguros multimilionários às Torres Gêmeas contra atentados terroristas precisamente dias antes de haver uma decisão para as derrubar. Num e noutro caso, puras coincidências".
sexta-feira, janeiro 16, 2015
do Desencanto
"Uma das mais importantes considerações de [Eric] Hoffer é a de que não é a pobreza que transforma alguém num verdadeiro crente, mas sim a frustração" - esta citação é de Martin Wolf e foi publicada no Financial Times, um jornal que não é suspeito de ser comunista, nem sequer de esquerda; a sua ideologia é o dinheiro, a defesa do capital que não se consegue continuar a reproduzir devido ao risco da luta dos dissidentes do sistema, aka, dos "terroristas" em regiões onde existem lutas pela expulsão do neocolonialismo anglo-american-europeu. (FT)
Hoffer usa o argumentum ad populum - se milhares de milhões de pessoas acreditam em algo, isso quer dizer que essa crença não pode estar errada! Datado de 1951, afirma que os movimentos de massa podem nascer sem deus, mas não sem um demónio: são os bodes expiatórios das seitas, culpados pela desgraça que eram, no contexto anterior à guerra, a ascensão do fascismo, do nazismo e do "comunismo"-de-Estado, todos como reacções à Grande Depressão de 1929. Todos estes movimentos, escreveu ele, declaram dissolutamente a decadência do Ocidente.
“o Verdadeiro Crente” é um ensaio sobre a adesão das pessoas aos movimentos de massas, onde em primeiro lugar predominam os frustrados (e não os remetidos à pobreza), isto é, os indivíduos que sentem, as suas vidas desperdiçadas, os que fracassam e têm propensão para culpar o mundo pelo seu fracasso. Os que irremediavelmente destroçados não conseguem encontrar na sua inacção uma finalidade válida para o seu avanço pessoal. Deste modo, não é a pobreza a principal causa das revoltas sociais, mas a frustração que conduz ao orgulho, confiança e esperança no mérito de identificação com uma causa sagrada, interiorizada pelas amorfas massas maioritárias, por exemplo, a democracia in abstracto ou o acreditar em milagres exorcisados por seres sobrenaturais.
Para Hoffer as peculiariedades frustrantes são comuns às associações religiosas, movimentos nacionalistas e revoluções sociais, como a que a extrema-direita neoconservadora lidera actualmente no ocidente. Portanto, trata-se de quem manipula quem, que Poder ou Classe e com que finalidade. Seja qual for a doutrina que se incuta nas massas e o programa que projectam, todas fomentam fanatismo, entusiasmo, esperança fervorosa, ódio e intolerância. Principalmente se se culpar uma ínfima minoria de determinado grupo generalizando-a como se fosse o todo. Todos os movimentos de massas, por exemplo, os cooptados por acontecimentos ampla e repetidamente propagandeados pelos Media, como nas missas, são capazes despoletar uma poderosa torrente de actividade comportamental perante a vida. Todos eles exigem uma fé cega e uma obediência inequívoca. Uma força que impele a opinião pública a expansão e domínio passivo em prol de uma causa global, desde que esta seja tida como “boa”. Logo, a técnica de conversão eficaz consiste essencialmente no inculcar e fixar propensões e reacções inerentes às mentes frustadas, pelo que é prioritário inquirir dos males que afligem os frustrados. E o Poder dispõe hoje de mecanismos de estudo social e estatístico que lhe permite avaliar até que limites pode disseminar a pobreza sem que exista perigo de revolta. Até que ponto se pode patrocinar e viabilizar a disseminação de um movimento de massas num determinado sentido.
Assim, quando o avanço social não pode, ou o impedem de servir de força motriz, o Poder tem de encontrar outras fontes de entusiasmo (por exemplo, contra o radicalismo islâmico ou os radicais progressistas prejudiciais aos mercados e à exploração capitalista) de modo a despertar e renovar uma sociedade estagnada para que se concretizem e perpetuem mudanças compulsivas. E neste campo o nacionalismo continua a ser a fonte mais copiosa e duradoira que entusiasma as pessoas, o que os políticos que em nome da classe que detêm a propriedade enchem a boca regurgitando em representação “de todos os portugueses”, embrutecidos pela ilusão de pertença e acesso ao mesmo pote que os ricos, os que os põem a salvo do imprevisível, trabalhadores nómadas, operários sem indústria, pescadores sempre em risco, agricultores, a grande massa de funcionários do terciário, antes de se degradarem na indigência, receiam o mundo abjecto que os rodeia, mas não são permeáveis à mudança. O descontentamento por si só não é capaz de produzir acções para a mudança. Face aos sinais de decadência, ansiosos e aturdidos pelos incessantes atropelos, pelo medo artificialmente incutido, pensam que qualquer mudança será sempre para pior que para melhor. Há um conservadorismo nos desfavorecidos tão profundo como o conservadorismo dos privilegiados, e o primeiro é tanto um factor de perpetuação da ordem social vigente quanto o segundo.
Hoffer usa o argumentum ad populum - se milhares de milhões de pessoas acreditam em algo, isso quer dizer que essa crença não pode estar errada! Datado de 1951, afirma que os movimentos de massa podem nascer sem deus, mas não sem um demónio: são os bodes expiatórios das seitas, culpados pela desgraça que eram, no contexto anterior à guerra, a ascensão do fascismo, do nazismo e do "comunismo"-de-Estado, todos como reacções à Grande Depressão de 1929. Todos estes movimentos, escreveu ele, declaram dissolutamente a decadência do Ocidente.
“o Verdadeiro Crente” é um ensaio sobre a adesão das pessoas aos movimentos de massas, onde em primeiro lugar predominam os frustrados (e não os remetidos à pobreza), isto é, os indivíduos que sentem, as suas vidas desperdiçadas, os que fracassam e têm propensão para culpar o mundo pelo seu fracasso. Os que irremediavelmente destroçados não conseguem encontrar na sua inacção uma finalidade válida para o seu avanço pessoal. Deste modo, não é a pobreza a principal causa das revoltas sociais, mas a frustração que conduz ao orgulho, confiança e esperança no mérito de identificação com uma causa sagrada, interiorizada pelas amorfas massas maioritárias, por exemplo, a democracia in abstracto ou o acreditar em milagres exorcisados por seres sobrenaturais.
Para Hoffer as peculiariedades frustrantes são comuns às associações religiosas, movimentos nacionalistas e revoluções sociais, como a que a extrema-direita neoconservadora lidera actualmente no ocidente. Portanto, trata-se de quem manipula quem, que Poder ou Classe e com que finalidade. Seja qual for a doutrina que se incuta nas massas e o programa que projectam, todas fomentam fanatismo, entusiasmo, esperança fervorosa, ódio e intolerância. Principalmente se se culpar uma ínfima minoria de determinado grupo generalizando-a como se fosse o todo. Todos os movimentos de massas, por exemplo, os cooptados por acontecimentos ampla e repetidamente propagandeados pelos Media, como nas missas, são capazes despoletar uma poderosa torrente de actividade comportamental perante a vida. Todos eles exigem uma fé cega e uma obediência inequívoca. Uma força que impele a opinião pública a expansão e domínio passivo em prol de uma causa global, desde que esta seja tida como “boa”. Logo, a técnica de conversão eficaz consiste essencialmente no inculcar e fixar propensões e reacções inerentes às mentes frustadas, pelo que é prioritário inquirir dos males que afligem os frustrados. E o Poder dispõe hoje de mecanismos de estudo social e estatístico que lhe permite avaliar até que limites pode disseminar a pobreza sem que exista perigo de revolta. Até que ponto se pode patrocinar e viabilizar a disseminação de um movimento de massas num determinado sentido.
Assim, quando o avanço social não pode, ou o impedem de servir de força motriz, o Poder tem de encontrar outras fontes de entusiasmo (por exemplo, contra o radicalismo islâmico ou os radicais progressistas prejudiciais aos mercados e à exploração capitalista) de modo a despertar e renovar uma sociedade estagnada para que se concretizem e perpetuem mudanças compulsivas. E neste campo o nacionalismo continua a ser a fonte mais copiosa e duradoira que entusiasma as pessoas, o que os políticos que em nome da classe que detêm a propriedade enchem a boca regurgitando em representação “de todos os portugueses”, embrutecidos pela ilusão de pertença e acesso ao mesmo pote que os ricos, os que os põem a salvo do imprevisível, trabalhadores nómadas, operários sem indústria, pescadores sempre em risco, agricultores, a grande massa de funcionários do terciário, antes de se degradarem na indigência, receiam o mundo abjecto que os rodeia, mas não são permeáveis à mudança. O descontentamento por si só não é capaz de produzir acções para a mudança. Face aos sinais de decadência, ansiosos e aturdidos pelos incessantes atropelos, pelo medo artificialmente incutido, pensam que qualquer mudança será sempre para pior que para melhor. Há um conservadorismo nos desfavorecidos tão profundo como o conservadorismo dos privilegiados, e o primeiro é tanto um factor de perpetuação da ordem social vigente quanto o segundo.
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