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quarta-feira, junho 08, 2005

É esta a Classe Politica que tem a lata de pedir sacrificios aos Portugueses,,, para "debelar a crise!?


* "O descrédito das instituições, o despudor larvar que tomou de assalto a vida pública portuguesa, a impunidade com que «democraticamente» se tomam deliberações no mínimo escabrosas fazem do ridículo uma forma trágica. O País está de pantanas, a miséria alastra, prevê-se que milhares de pequenas e médias empresas vão falir, e educação é um descalabro, a saúde está num caos, a justiça é um arreganho, a segurança social estremece, a protecção civil é inexistente - e os deputados podem levar de longada quem muito bem lhes apetecer, à custa do nosso dinheiro. Não se trata de demagogia: trata-se, isso sim, de regabofe autorizado por decreto".
Baptista Bastos, no "Jornal de Negócios"

* Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um subsídio que dizem de reintegração:
- Veja aqui como e quanto! e adivinhe o porquê,,,

"Classe média está 15% mais pobre desde 2001"

* VALE DO AVE - dos jornais:
Com o manifesto desemprego no Vale do Ave (Minho) os filhos dos trabalhadores desempregados foram obrigados a deixar a escola e ir trabalhar.
Cerca de 80 crianças com menos de 14 anos, foram obrigados a ser o sustento da família e está de volta o trabalho infantil clandestino com os patrões a explorar crianças que deviam estar a estudar ou a brincar.
250 empresas faliram em cinco meses e muitas mulheres sem emprego, com despesas para pagar, foram obrigadas a prostituir-se.
30 mil pessoas estão inscritas nos centros de emprego da Região do Vale do Ave.
* O estado nos ultimos 10 anos privatizou quase todas as grandes empresas publicas, agora fala de diminuição de regalias.A venda chegou agora ao sector dos serviços públicos e a "crise" persistirá até que todos os sectores lucrativos estejam nas mão das Multinacionais. É obvio que não há orçamento possivel onde não há lucro de lado nenhum. Bom,,, a "fonte de lucro" que resta ao Estado são os contribuintes,,,
* "As pessoas andaram pelo menos um ano iludidas com o euro até perceberem que estavam a pagar tudo mais caro"
"Os portugueses têm sido muito pacientes face ao significativo empobrecimento que sofreram nos últimos anos", considera Carlos Pereira da Silva, professor catedrático do Instituto Superior de Econo- mia e Gestão" - Aqui

O admirável mundo velho de george W

os portugueses da proto-globalização por uma vez mais,,, na epopeia das cocavelas,,,

A Europa como um bloco coeso e com uma moeda forte, o Euro, ameaçava a hegemonia mundial dos endividados Estados Unidos. Diversos paises em sectores estratégicos tinham decidido passar a usar o Euro em vez do debilitado Dólar e essa foi a causa para a invasão do Iraque decidida na óptica de uma Nova Ordem Mundial acertada com os aliados indefectiveis dos Estados Unidos no Acordo das Lajes em 2003.
Esta situação cria dois blocos que partem a Europa ao meio, a França e a Alemanha por um lado, os principais contribuintes liquidos da União Europeia que se apoiam no BCE (Euro) e a Grã-Bretanha (com a Libra fora do BCE), a Itália, Espanha,Portugal, Polónia,etc, por outro lado.
Neste contexto Portugal está agora ameaçado pelo corte de 25% nos fundos estruturais europeus (decidido pelo núcleo central da EU: Paris-Berlim, ao mesmo tempo que reiteram a intenção de não aumentarem as suas próprias contribuições), enquanto por outro lado se pede a cada membro Europeu um aumento da contribuição liquida de cada país de mais 1% do PIB. (ao que se acrescenta que no caso especifico de Portugal já não recebia nada da PAC-Politica Agricola Comum).A contribuição portuguesa para o orçamento da UE (1385 milhões) representará em 2005 1,36% do bolo total de 101.953 milhões de euros e pelo novo Tratado o poder "individual" de cada país passará a ser determinado pelo simples factor demográfico com base na importância relativa da sua população o que se traduz no nosso caso na redução do peso de Portugal nas votações para cerca de metade.
É neste clima de Crise, que se desenrolam as estratégias de ratificação dum projecto de Tratado vendido às opiniões públicas, cuja única realidade visivel para o povo, continua a ser apenas uma zona de Mercado Comum para os capitalistas, que não para os trabalhadores.
• A primeira condição essencial para a Democracia, seria a de que as decisões teriam de ser escrutinadas entre cidadãos de igual capacidade de Educação e formação cultural. As diferenças de níveis culturais na Europa, que por umas razões levaram os franceses e holandeses a votar “Não” no referendo, sujeitam os portugueses às novas estratégias de “venda” do Tratado Europeu conduzidas pelas cúpulas pró-americanas que, por outras razões, nos querem forçar a dizer “Sim”.
Mais uma vez os pobres de Portugal embarcam pela mão dos Ricos para fora da Europa, porque o País foi vendido para colónia de férias das élites ocidentais anglo-saxónicas.

Obras de referência - Prof. Paulo de Pitta e Cunha:
- "A Constituição Europeia,um olhar crítico sobre o projecto"
- "Reservas sobre a Constituição Europeia"
excerto:
"É pelo triplo imperativo da conservação de identidade dos Estados-nações no contexto da integração europeia, da prossecução da igualdade fundamental dos Estados-membros e da afirmação da solidariedade financeira na construção europeia que concluímos que esta proposta "Constituição" não serve ao país" (in publico-21.5)
- "Que agenda para os Bilderberg,s 2005?"
- "Para lá da Constituição:uma Europa Sustentável" por Arthur Mitzman

terça-feira, junho 07, 2005

Brigadas Internacionais na Palestina

o Verão da Liberdade. Palestina: 24 de junho-20 de agosto. Movimento de Solidaridade Internacional (ISM)
http://acp.sindominio.net/
apelo de mobilização a partir do ISM da Catalunya à presença de activistas internacionais na Palestina para desenvolver acções de resistência directa não violenta contra a ocupação militar israelíta: ism_catalunya@yahoo.es

O “Verão da Libertade-Palestina 2005” é una campanha de 57 días contra a ocupação israelíta, um día por cada ano de expulsões e desapossamento desde 1948. Este verão os palestinianos continuarão com a sua mobilização de acção directa não violenta a longo prazo contra a ocupação.
Com a participação de colaboradores internacionais, os palestinianos continuarão a luta pelos seus dereitos chamando a atenção do mundo sobre o que realmente sucede no terreno nos territorios palestinos ocupados.
Embora o mundo hoje pense que o conflito palestino-israelíta se está a resolver e que Sharon se "converteu" no “porta-voz da paz”, cada día no terreno na Palestina ocupada constrói-se o apartheid e não a Paz.
Por este motivo, este verão é mais importante que nunca vir à Palestina para nos unirmos à resistencia não violenta à ocupação militar israelíta.
As comunidades palestinianas solicitam que activistas do ISM apoiem as suas manifestações não violentas contra a continuação das obras de construção do Muro do Apartheid na Cisjordania e para que se possam manter vinculados à terra dos seus antepassados, pese o continuo roubo de terras e a violência do exército israelíta e a dos seus colonos ilegais.
Convocatória - Aqui


"Cada día
me sento com um amigo italiano, Roberto.
Cada día
levo esboços de poesía
e alimento-me deles em lugar do pequeno almoço...
Roberto conhece o meu rosto,
e mede a viagem da minha tristeza em metros".
"Pátria de Aluguer", um poema de Nizar Qabbani in www.poesiaarabe.com

* Os impactos Sócio-Ambientais do muro israelita

La Insignia - No olvidar Sabra e Chatila:

segunda-feira, junho 06, 2005

Arquitectura, Cidade e Sociedade



Em entrevista ao JL nº 4 de 1981, Siza Vieira declarava que “com a máquina de interesses montada na Cidade (envolvendo vendas de terrenos, empresas de construção e autarquias), não conseguia encontrar trabalho senão nas periferias”. Álvaro Siza (Vieira) começava-se então a afirmar como o principal mentor da Escola do Porto, colaborando no âmbito dos projectos integrados no processo SAAL no pós-25 Abril, cuja sede chegou a ser atacada à bomba sendo as obras em curso alvos de actos de violência, acções que lograram impedir a politica de socialização dos solos urbanos, abrindo caminho à livre especulação.
O programa de Urbanismo moderno explicitou sempre a sua funcionalidade em relação aos modos de organização e reprodução da Sociedade, com a ambição radical de servir um modelo em que a organização de espaços afirmasse também e principalmente a prevalência dos interesses de classe. O modernismo norte-americano (a Escola de Chicago) levou tal funcionalidade às suas formas mais deformadas, com as cidades verticalizadas buscando a maximização da taxa de lucro pelo aumento desmesurado do espaço construído. A importação desta filosofia que nos era estranha destruiu a paisagem em Portugal em função dos interesses de quem conseguiu aprovar, com fins meramente economicistas,monumentais mamarrachos em quase todo o litoral, e os caixotes de inspiração “moscovita” que fundaram os subúrbios dormitórios.
A presente transformação Pós-Moderna que pretende “vender a cidade-Empresa” com as suas promessas de urbanismo prá-frentex, mais uma vez faz a convergência do Capitalismo-financeiro com a apropriação das estruturas sociais das classes de Élite, remetendo radical e defenitivamente os Excluídos para as periferias.
O agora super-Famoso Siza Vieira e a troupe dos seus pares arquitectos super-Stars a nível mundial, agora já conseguem arranjar trabalho nos Centros!, com obras de fachada que são puros ícones do Neoliberalismo.
Precisará a Lisboa dos bairros populares, dos pátios operários e dos jardins, destes novos tipos de mamarrachos?,,,quem precisa destas “Catedrais” nos nossos centros históricos?

Na próximas eleições para Lisboa, ao escolher Carmona Rodrigues é isto que vão ter: a Câmara tem um contrato firmado com Frank O`Guery para o Parque Mayer, e MM Carrilho lídimo representante do jet-set, por ser do PS embora agora diga uma coisa, quando se apanhar eleito vai tambem aprovar o projecto, aldrabando a população lisboeta, tal qual o fez Sócrates a nível nacional com este governo.
Precisa-se de uma Arquitectura desconstrutivista, socialmente justa, e que volte a pensar a Cidade de forma equilibrada,como uma clareira aberta na floresta das injustiças sociais.
* Apresentação da Candidatura de José Sá Fernandes à Câmara Municipal de Lisboa
* Notas para uma estratégia de ecopolis - por Jacinto Rodrigues:
http://www.apagina.pt/
* No 3º mundo é à má-fila: em São Paulo-Brasil, Movimentos sociais acusam Câmara de planear a expulsão dos pobres do centro

domingo, junho 05, 2005

Citações de Einstein retiradas dos ficheiros do FBI


A imagem de "cientista maluco" que a moderna iconografia pretendeu construir não é inocente: Albert Einstein era Socialista e foi vigiado de perto pelo "macarthismo". Do livro publicado recentemente "The Einstein File: J. Edgar Hoover´s Secret War Against the World Most Famous Scientist",de Fred Jerome, pode resumir-se estas citações, do muito material que faz parte dos ficheiros do FBI:
“A anarquia econômica da sociedade capitalista tal qual existe hoje é, em minha opinião, a fonte real do mal" ....
“Chamarei de ´trabalhadores` todos aqueles que não compartilhem da posse dos meios de produção... Na medida em que o contrato de trabalho é ´livre`, o que o trabalhador recebe é determinado, não pelo real valor dos bens que produz, mas pelo mínimo de que necessita e pela busca dos capitalistas da força de trabalho em relação ao número de operários competindo por empregos".
“.. sob as condições existentes, capitalistas privados inevitavelmente controlam, directa ou indirectamente, as principais fontes de informação (imprensa, rádio, educação). É assim extremamente difícil e, na verdade na maior parte dos casos, realmente impossível para o cidadão chegar a conclusões objectivas e fazer uso inteligente dos seus direitos políticos.
“A produção obedece à lei do lucro, e não se destina ao uso. Não tem a preocupação de que todos aqueles capazes e dispostos a trabalhar tenham sempre condições de encontrar emprego; quase sempre existe um exército de desempregados"...
“eu considero o pior dos males do capitalismo... a invalidação do individuo. Inculca-se no estudante uma atitude competitiva exagerada, instruindo-o a adorar o êxito aquisitivo...
“Estou convencido de que há apenas um (itálico no original) meio de eliminar estes graves males, ou seja, através do estabelecimento de uma economia socialista, acompanhada de um sistema educacional voltado para metas sociais. Em tal economia, os meios de produção são possuídos pela própria sociedade e utilizados de forma planificada. Uma economia planificada, que ajusta a produção às necessidades comunitárias, distribuiria o trabalho a realizar entre todos aqueles capazes de trabalhar e garantiria a subsistência a todo ser humano. A educação do indivíduo, além de promover as suas próprias habilidades inatas, empenhar-se-ia em nele desenvolver senso de responsabilidade pelos seus semelhantes em lugar da glorificação do poder e do sucesso da nossa presente sociedade.”
Ver tambem: "O perfil politico do radical Albert Einstein" publicado na Monthly Review de Maio 2005

sexta-feira, junho 03, 2005

França - "Marcha para o Decrescimento"

Lyon 7 Junho - http://www.casseursdepub.org/

Por um decrescimento sustentável em volume e valor do processo de Crescimento:
http://www.decroissance.org/

http://www.odecrescimento.blogspot.com

NICHOLAS GEORGESCU-ROEGEN


* os princípios da termodinâmica de Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994)
* Ecologia política Marxista (traduzido do Dicionário Marxista contemporâneo)
* Ecologia Industrial
* pura Economia.blogspot.com
* Desenvolvimento não Rima Necessariamente com Crescimento - Jean-Marie Harribey

tudo corre mansamente conforme contratado no Acordo das Lajes,,,



a "velha" Europa votando não ao neoliberalismo e a nova Europa (os PIGS- Portugal,Itália,Grã-Bretanha,Spain) abrindo caminho por entre os escombros à continuação da dominação global dos Estados Unidos.
Escusado será dizer, como já foi dito milhentas vezes, que quem lucra com a negociata são a meia-dúzia de parasitas do costume,,,
a diferença agora é que cada vez mais o homem comum de rua se apercebe, que afinal "eles são todos uns malandros" e o debate descamba abertamente para o campo do ANTI-CAPITALISMO,,,
não vai tardar muito para a coisa já não ir lá com pachos de água quente, suspensão de ratificações, referendos e outros cozinhados,,,

e logo agora, que até a Suiça é obrigada a aderir à União, eheheheh,,,

politica de Cabeleireiro


Eduarda Napoleão “a vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa emitiu ontem um comunicado anunciando ter comunicado ao candidato do PSD à Câmara de Lisboa, o vice-presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, NÃO ESTAR “DISPONIVEL para integrar a lista que se venha a formar para concorrer às próximas autárquicas”
Acontece que Carmona Rodrigues não só NÃO A CONVIDOU para a lista, como dificilmente o viria a fazer, já que Eduarda Napoleão fez parte do grupo de cinco vereadores que à dois meses foi à sede do PSD protestar junto do lider, Marques Mendes, por este ter escolhido Carmona e não Santana Lopes, actual presidente do municipio, como candidato às próximas autárquicas. Ao mesmo tempo que manifesta a sua indisponibilidade para integrar as listas sociais-democratas, Eduarda Napoleão deseja ao vice-presidente da Câmara “as maiores felicidades” no combate eleitoral. O comunicado em causa esteve na origem da demissão do assessor de imprensa da vereadora, o historiador de arquitectura Sérgio Rosa de Carvalho, que se recusou a assinar o documento, enviado inicialmente apenas à agência Lusa. O texto aparecia subscrito pelo coordenador do gabinete da vereadora, Miguel Palmeiro, que assinava no lugar do assessor de imprensa, mas o nome deste surgia tambem no comunicado. Sérgio Rosa de Carvalho opôs-se ao uso do seu nome num texto com cujo conteudo não concordava e a vereadora demitiu-o, invocando perda de confiança politica e pessoal. “O professor Carmona Rodrigues ainda não convidou ninguem para as listas, até porque ainda não se sabe se haverá ou não coligação entre o PSD e o PP em Lisboa”, esclareceu a porta-voz do candidato, Isabel Ataíde Cordeiro”
(sic – A.H. no Publico de 2 Junho)

MM Carrilho já disse que não há terceira via*: a escolha é entre esta gente mediocre, e a gente dele, o que a avaliar pela “diferença de politicas entre PS e PSD” nos deixa pistas para adivinhar-mos como será a gente mediocre dele.
Pergunta: quanto é que ganha esta canalhada toda para se consumir nestas tricas e nos “oferecer” este espectáculo obsceno?,,, (ainda mais durante a “hora de serviço” se é que algum serviço existe, ou sequer tudo isto esteja relacionado com a vida da cidade de Lisboa)

quinta-feira, junho 02, 2005

Ataque ao Irão marcado para Junho


* A administração Bush está actualmente a exercer a maior pressão possível sobre a OPEP para aumentar o fluxo do petróleo em mais um milhão de barris por dia (muito acima da sua capacidade) a fim de acalmar mercados nervosos e arranjar tempo para o bombardeamento do Irão planeado para este mês de Junho. O chefe dos inspectores da Nações Unidas Scott Ritter, que confirmou a inexistência de armas de destruição maciça no Iraque, deu uma entrevista a 21 de Fevereiro de 2005 em Washington ao jornalista Dahr Jamail onde afirmou que o ataque ao Irão está marcado para este mês e que o plano para o ataque já tinha sido apresentado a George W. Bush que o aprovou.

* Num extenso artigo Michel Chossudovsky explica a preparação do ataque americano ao Irão e conclui:
O mundo encontra-se numa importante encruzilhada. A Administração Bush embarcou num aventura militar que ameaça o futuro da humanidade.
A planeada operação militar, que não está de forma nenhuma limitada a ataques punitivos contra instalações nucleares no Irão, faz parte de um projecto de domínio mundial começado no fim da Guerra Fria, com ambições imediatas de controlo da zona petrolifera do Mar Cáspio.

* Em Novembro de 2004 o Irão tinha avisado que não autorizaria inspecções da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) se o dossier sobre o seu programa nuclear fosse levado ao Conselho de Segurança da ONU, e "Washington Post" revelava que os EUA gravaram conversas telefónicas entre Teerão e o director da Agência Internacional para a Energia Atómica (AIEA), Mohamed El Baradei, para encontrar algo que colocasse em causa a permanência do egípcio à frente da agência da ONU, que dirige desde 1997, para substituí-lo por alguém menos complacente com os iranianos.Para tanto, Washington teria de convencer mais de metade dos 35 membros da AIEA.

* Já em 2005 o governo de Teerão desenvolveu um plano para começar a competir com o NYMEX de Nova York e com o IPE de Londres no comércio internacional de petróleo — utilizando um mecanismo denominado em euros. Isto significa que sem alguma forma de intervenção americana o euro estaria assim em vias de ganhar um firme ponto de apoio no comércio internacional de petróleo. Dados os níveis do endividamento americano e o declarado projecto neoconservador para a dominação global americana, o objectivo de Teerão (as segundas maiores reservas depois a Arábia Saudita) constitui uma óbvia perturbação na supremacia do dólar americano no comércio internacional de petróleo.

* "Se os banqueiros centrais do mundo acumularem menos dólares, o resultado será uma inexorável necessidade de os americanos contrairem empréstimos face a um dólar cada vez mais fraco – uma receita para taxas de juro mais altas e preços mais altos. As repercussões económicas poderão vir a revelar-se pouco a pouco, resultando num longo e lento declínio do padrão de vida. Ou então poderá dar-se um desenlace rápido, com a marca de uma crise fiscal descontrolada."
"o papel moeda não tem para onde ir, a não ser descer". Só há uma coisa que a administração pode fazer para garantir que os negociantes de energia continuem a comercializar em dólares, é controlar o fluxo do petróleo. Isto significa que é quase certo um ataque ao Irão”
dizia o Editorial do New York Times,em 02/Fev/2005.

O grande Imperio ao recorrer a medidas drásticas, disparando em todas as direcções numa atitude claramente desesperada para sobreviver económicamente, confirmando-se o ataque ao Irão, confirma igualmente o declinio irreversivel da America, tal como a conhecemos! Alguem que pergunte urgentemente ao Povo Português se queremos ser aliados de um IV Reich.

* Leonide Chebarchine:"es mobiles pétroliers du bellicisme de Washington et montre que la stratégie du Pentagone conduit inexorablement à faire la guerre en Afghanistan hier, en Irak aujourd’hui et en Iran demain"

www.monthlyreview.org

É importantissima a forma como a Informação é produzida e sabemos por experiência própria como todos somos vítimas dos processos de controlo e manipulação dos Média detidos pelo capital monopolista ao serviço do imperialismo e de propaganda militarista neoliberal.
A revolução digital que ocorre pela comunicação na Internet, dá-nos meios para que este panorama de domínio dos Média Corporativos possa mudar.
A “Monthly Review” tem um projecto para implementar o seu Site por forma a que a Informação Livre possa ser mais amplamente difundida, em vez de uma actualização mensal única. Para isso precisa de apoio!
A “Monthly Review” sediada em New York, faz o seu trabalho com palavras, no centro do Império contra as poderosas redes de difusão comerciais americanas, com uma crítica radical que possa contribuir para precipitar a falência das politicas liberais que criam cada vez mais desigualdades que são inaceitáveis e irão conduzir inevitavelmente o mundo ao colapso ecológico.
É essencial que a Comunidade de leitores que se identificam com os seus pontos de vista, assinem a “Monthly Review” – pode fazê-lo já – AQUI
“Se você se comportar socialmente como se mudar para melhor fosse impossivel, você está seguramente a contribuir para que essa mudança seja impossivel”
Noam Chomsky

bookorder@monthlyreview.org

Evolucionistas do NÃO contra Criacionistas do SIM


O primado da Lei e da Ordem livremente consentida por todos, contra a expansão Livre da Barbárie comandada apenas por uma pequena minoria de privilegiados
"Esta é a época do fim do Estado Nacional tal como o conhecíamos, e o principio para a construção da Europa dos Povos e das Regiões autónomas, livremente federadas, única forma de destruir o Poder centralizado Único, o novo Fascismo que paira sobre o nosso Futuro".
* continue a ler aqui ao lado no "SITIO DO TAMBÉM NÃO"

quarta-feira, junho 01, 2005

Musica Guerrilheira


Maya, a jovem filha de Arul Pragasam, um engenheiro fabricante de explosivos e um dos lideres do movimento para a libertação do POVO TAMIL (Tamil Eelam), uma minoria hinduista de 18% da população que reinvidica a autonomia para uma faixa costeira da ilha de Ceilão (agora Sri Lanka), é a grande sensação actual da musica pop em Londres, onde editou recentemente o cd “Arular” assinando M.I.A.(acrónimo de Missing-in-Action ou seja Desaparecida em Combate).
“Não faço politica, conto o que vejo” diz a menina que se tornou famosa com letras como esta:
“Apontaram-lhe uma semi-9/ encostaram-no à parede/ encurralaram-no/ e depois assassinaram-no/ Ele disse que não os conhecia/ não estava lá,não o conheciam/ então mostraram-lhe uma foto/ não és tu com os muçulmanos?”

Relacionado:
- A “ajuda humanitária” para minimizar os efeitos do Tsunani serviu para isolar o Exército dos Tigres Tamil” (FAS), onde as ONG e os militares yankees tiveram um papel importante.
- A ressaca do Tsunani e o conflito no Sri Lanka
- Contradição?-A diáspora Tamil na América, já levou M.I.A a Hollywood

terça-feira, maio 31, 2005

Minuteman Civil Defense Corps

clique na imagem para ampliar

Na fronteira dos Estados Unidos com o México, uma das mais policiadas do mundo, vive-se um autêntico estado de sítio,com a intrusão de trabalhadores mexicanos, que a todo o custo arriscam as vidas para sobreviver no lado dos "bons". Depois do governador exterminator Schwarzenegger pretender pura e simplesmente encerrar a fronteira na Califórnia, no Arizona pontificam as vigilantes milicias armadas "Minuteman" que abatem os mexicanos ilegais a tiro.
http://www.teamamericapac.org/

O Fim do Estado de Direito

Guantanamo e a Nova Ordem Legal
* Jean Claude Paye
http://www.monthlyreview.org/

Manter prisioneiros por tempo indefenido e inteiramente à disposição do governo dos Estados Unidos, sem culpa formada e sem julgamento, é contrário à Lei Internacional e confere ao executivo de W. Bush poderes contra a própria Constituição americana.
Da “guerra contra o terrorismo” disse Giorgio Agamben “ não ser ela própria um fim em si mesmo que justifique a suspensão das regras nem da lei”, mas o gang de Bush trapaceando esta evidência fez instalar o odioso campo de prisioneiros na Base Naval de Guantanamo, onde por sugestão de Jack Scalia o Juiz do Supremo Tribunal de Justiça (membro da OPUS DEI, uma organização religiosa-fascista criada durante o franquismo em Espanha) pretende branquear estes crimes, por a base em Cuba se situar fora da soberania territorial dos EUA.(1)
Mas os Estados Unidos obtiveram aquilo a que chamam do “direito de aluguer indefenido” de Guantanamo depois que invadiram Cuba na 1ª guerra de libertação e impuseram a ocupação da Base como condição para saírem de território cubano em 1902. Pelas normas actuais da Lei Internacional, este pretenso “Tratado” é inválido, contrário (jus cogens) ao principio da auto-determinação e deve ser denunciado à luz da doutrina dos “tratados firmados em condições desiguais”

(1)“Autorização” do Supremo depois da aprovação no Congresso da AUMF (Authorization for Use of Military Force) – Jack Scalia “Dissenting”


(esta)União Europeia votou contra a investigação à situação dos prisioneiros em Guantánamo,na Comissão dos Direitos Humanos em Genebra (e pressionou outros paises a fazê-lo)

A Introdução da Democracia Participativa na Venezuela

O exemplo Venezuelano – Escolher as Direcções,Aumentar a Produção

A fábrica estatizada de alumínio ALCASA na Venezuela, tem estado nas duas ultimas décadas sob constantes suspeitas de Corrupção, com a fatal ineficiência associada que a gestão profissional imposta por critérios de especulação bancária causa, desprezando os interesses dos trabalhadores.
Outro exemplo, a SIDOR (um dos maiores fabricantes de aço da América Latina (CVG) foi privatizada em 1997 e da força de trabalho de 20.000 trabalhadores que tinha no final da década de 80 viu-se reduzida a 4.000 a que se acrescenta agora mais 6.000 trabalhadores sub-contratados a título precário.
Com a reviravolta politica actualmente em curso, a Revolução Bolivariana – Inventar o Socialismo para o século XXI, o governo de Hugo Chavez acaba de nomear para a ALCASA uma nova Administração composta por catorze pessoas: 7 efectivos e 7 suplentes. Dos 7 efectivos 4 devem ser trabalhadores da Empresa eleitos pelas comissões operárias, 2 são representantes do Estado e 1 deverá ser um Delegado pela Comunidade organizada. A Alcasa não pertence apenas aos seus quadros, mas é também propriedade de todo o Povo, de cuja soberania o Estado é depositário.
* entrevista por Marta Harnecker
* Cada vez mais livre de parasitas, a economia na Venezuela cresce a um ritmo de 7,9%
* A Nação: Construção Social do Povo
* The Yanqui Assassination of Hugo Chavez

segunda-feira, maio 30, 2005

Portugal- século XIX


"A única parte da chamada "Riqueza" Nacional que actualmente faz parte da propriedade Colectiva, é o Défice Nacional"
Karl Marx
Livro I - o Capital - A Génese do Capitalismo Industrial

o Dia Depois,,,da França rejeitar a "Constituição" dos mercados

coincidindo com os 200 anos da Revolução Francesa,,,
em 1989 caiu o muro de Berlim e ruiu o capitalismo de Estado.
em 2001 cairam as 2 Torres, o simbolo do Capitalismo Liberal,,,



55% dos franceses disseram NÃO à Europa neoliberal.
45% a "direita" com lugar no Parlamento disseram SIM
30% de Abstenções manifestaram a indiferença existente por um Sistema sem nada para oferecer. O efeito dominó, contaminará de seguida a Holanda já no próximo dia 1.

Este “NÃO” não permite instrumentalizar estes resultados, remetendo soluções para a resolução de “problemas internos” da França (a derimir entre UTM e PS). O somatório dos diversos pequenos “nãos” são votos de Protesto contra as politicas gerais (neoliberais) que têem estado a ser seguidas na construção europeia.
O “não” da Frente Nacional de J.M. LePen é xenófobo contra a invasão de trabalhadores estrangeiros, mas abrange tambem outras franjas que rejeitam ainda mais que esta invasão fosse feita não cumprindo a legislação francesa, sendo ainda um “Não” à entrada da Turquia na U.E., uma coincidência de vontades que abrange todo o sistema parlamentar “burguês”(responsável pelo Tratado de Nice) e “partiu” até 50% do eleitorado do Partido dito “socialista”. (É a derrota dos apoiantes Zapatero,Schroeder,Mário Soares,Raffarin,etc).

A resposta à falta de democraticidade desta União de cúpulas de Estados (nacionais, desacreditados e obsoletos) feita em redor de razões de Mercado e de interesses financeiros dos grandes grupos económicos,,,
é a construção de uma Europa das Regiões Autónomas, uma Europa dos Povos governados por senadores mandatados por Sistemas Participativos democráticos de Base!
Uma Europa que seja uma União livre de Trabalhadores contra a União de Mafiosos em vigor.O novo sistema mundial, que está por vir, deve ser construido em bases mais igualitárias.É tarefa nossa!

Consequências do “não” francês em Portugal

Ao mesmo tempo que o sismo do “não” em França interrompia as emissões por todo o mundo, em Portugal o panorama era confrangedor e estupidificante, com a Informação limitada ao canal Euronews apenas disponivel por cabo pago (ao qual nem nos vale a “paixão” portuguesa pela Europa, pois o canal nem sequer é dobrado em português, ao contrário de qualquer canal de filmes de hollywood).Foi assim possivel ouvir o ministro Freitas do Amaral remeter a questão para a contestação a Chirac, a comentadeira Teresa de Sousa afirmar que a “directiva Bolkestein” era “banalíssima”,,, e um porta voz de Durão Barroso responder em nome de Bruxelas com um indisfarçável cinismo americano a um jornalista, que “não somos médicos para receitar curas”.
Feitas as contas a este trabalho sistemático com que continuadamente nos ALDRABAM, os problemas do petit Portugal que vive do mito dos Fundos e da subsidiodependência, em face da gravosa situação actual derivada da Corrupção generalizada, podem ter um desenvolvimento significativo de atendermos à sugestão de António Barreto (“o Dilema” - jornal Publico 29/Maio), que transcrevo e subscrevo:
“Venha a Europa! Chama-se a União! Solicite-se às agências de fiscalização do défice um exame das contas portuguesas. Abra-se um inquérito à delapidação dos dinheiros públicos, à falta de rigor e à demagogia. Instaure-se imediatamente um processo contra o Estado português por abuso e desperdicio de recursos publicos. Faça-se com que os tribunais e o Banco Central Europeu executem prontamente o conjunto de sanções previstas, a começar pelas multas e a acabar na suspensão de fundos de coesão. Peça-se à União que lance um embargo sobre fundos em curso de utilização, suspendendo novos pagamentos até que se vejam sinais inequivocos de que Portugal está a entrar no bom caminho. Moste-se às agências de rating toda a verdade, a fim de que Portugal pague mais caro pelas suas loucuras. Os portugueses só mudarão de costumes se forem postos perante o inevitável e a necessidade. E os politicos só aprenderão se forem castigados, se lhes retirarem os recursos para a sua demagogia e se passarem pela vergonha pública".

,,,ora venha de lá, rápido,essa queixinha - AQUI