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terça-feira, junho 14, 2005

A fabricação do medo

"No dia 10 de Junho, na praia de Carcavelos, houve um grupo de não mais de uma dúzia (sabe-se agora) de jovens de etnia africana que se envolveram em actos roubo aos outros banhistas. Porém, estes foram ampliados até 500 (!) elementos de "gangs" que agiriam de maneira coordenada, em vários locais da praia em simultâneo! Essa mentira foi repetida, vezes sem conta, em noticiários televisivos nacionais e depois retomada nos noticiários internacionais.
Trata-se de uma montagem grosseira, com os média capitalistas a servirem como vanguarda de uma campanha de intoxicação das massas.
As atenções das pessoas são assim desviadas dos casos perfeitamente aberrantes, na classe política, de grandes salários, indemnizações, comissões, reformas por meia dúzia de anos, etc... que estava a causar indignação visto que esses factos vêm a lume na altura em que o governo, mais uma vez, pede sacrifícios ao povo.
É portanto preciso fabricar o medo... amplificando um fenómeno que, em si mesmo, é sintoma do mal-estar das comunidades de origem africana, marginalizadas, sujeitas a um racismo cada vez mais agressivo".

* Um texto de José Adelino Maltês:"Esta grande Lisboa pode ser um pequeno Brasil, mas sem favelas"... publicado no "Tempo que passa.blogspot.com"
"Os raros homens
Que foram assaz loucos para não guardar o que lhes ia no coração
E revelaram ao povo os seus sentimentos e os seus pontos de vista
Foram desde sempre queimados ou crucificados"
Goethe

"A perseguição à criatividade artística, quando esta desrespeita imposições de poderes autoritários, foi de todos os tempos e lugares. Coagiu, limitou possibilidades, cortou o caminho a muitos. Não conseguiu porem evitar que, vencendo formas directas ou indirectas de repressão, uma arte de intervenção, correspondente a grandes movimentos de transformação social, acabasse por vencer todas as barreiras e passar a sua mensagem através de novos e enriquecedores recursos formais.
Ao contrário do que afirmam alguns críticos, não é porem a repressão que “provoca” os novos movimentos.
Não se registando uma intervenção repressiva, a mensagem e a criatividade formal acabam por irromper dentro do próprio sistema".
Álvaro Cunhal: “A arte, o artista e a sociedade”


Júlio Pomar - A Marcha, carvão e aguarela sobre papel (1946)

Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.

Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.

Eugénio de Andrade

* Ao contrário da imagem totalitária que os Media, afectos ao 25 de Novembro e à ideia liberal subsquente, sempre quiseram fazer passar, Álvaro Cunhal foi um moderado.Sintomática é a estória contada por Adelino Gomes no regresso de Álvaro Cunhal a Portugal após o 25 de Abril quando já no aeroporto Charles deGaulle mudou súbitamente do voo da Tap de manhã, para um da Air France à tarde para que não fizesse todo aquele Paris-Lisboa no mesmo avião em que "estava previsto que viessem uns radicais" (entre eles José Mário Branco) e assim se evitassem "complicações"
* “A via defendida pelos dirigentes do Partido Comunista – escrevia a revista da Politica Operária em 1964 – só pode facilitar o triunfo de um golpe militar e o escamoteamento da revolução pela burguesia, a passagem de Portugal dum regime capitalista antiquado a um capitalismo moderno” – o que de facto aconteceu, como hoje todos sabem. Chega agora a vez de a “nova esquerda”, na luta contra o neoliberalismo, nos impingir as velhas receitas do PCP, revistas e aumentadas.
Francisco Martins Rodrigues (ex-dirigente do PCP na década de 50)

* "Vão-se embora, já saíram todos!"
O conflito sino-soviético motivou confrontos políticos e ideológicos tremendos entre comunistas e maoístas dentro do campo antifascista.
Um ódio intenso foi cavando uma rivalidade belicosa entre essas duas correntes políticas. Para os "marxistas-leninistas", os militantes do PCP eram "cunhalistas" ou "revisionistas". Aos olhos destes, os membros dos grupos "m-l" não passavam de "esquerdistas, provocadores".
No Forte de Peniche chegou mesmo a passar-se do insulto verbal a confrontos físicos no início dos anos setenta. Quando lá entrei, em Março de 1974, já os dois colectivos estavam separados em pisos incomunicáveis entre si. Chegada a hora da libertação, os presos do colectivo maoísta recusaram-se a ir saindo sem os camaradas que o general Spínola queria manter encarcerados por terem cometido delitos de sangue. Enquanto decorriam as negociações com advogados para resolver o impasse, os presos do PCP foram saindo ao longo da tarde e da noite de 26 de Abril.
Quando, finalmente, todos os presos maoístas passaram o portão exterior do Forte às três da manhã de dia 27, qual não foi o espanto quando ouvimos da boca das nossas famílias o que se passara horas antes. Ao completar a libertação dos seus presos, quadros do PCP disseram aos populares de Peniche, concentrados à saída da prisão, para irem para casa, pois lá dentro já não estava mais ninguém.
O sectarismo cego e obtuso tomou o freio nos dentes ao longo dos meses seguintes, mas veio logo ao de cima quando a liberdade dava os primeiros passos.
António Perez Metelo no DN

quinta-feira, junho 09, 2005

Watergate, grupo Bildelberg e o Washington Post - uma estória que nenhum "Garganta Funda" jamais revelará,,,


a herança macabra da Familia Meyer
“Alguem deve supervisar os governos e o Poder Privado parece-me a entidade adequada para o fazer”
David Rockefeller,dono do Chase Manhattan Bank e fundador da Trilateral (o braço politico do Bilderberg), em entrevista à Newsweek em 1999.
* BBC: mais do mesmo - "Discurso de Greenspan indica mais uma vez alta de juros"

Portugal, Corrupção e Clientelismo,SA


Condensado do “Publico” de 8 Junho:
Henrique Neto, um bem sucedido empresário (Ibermoldes) próximo da ala-esquerda do PS de que foi deputado, apela em carta (de 19 de Maio) ao Parlamento, à fiscalização dos Contratos e negócios com o Estado em geral e no âmbito da Defesa Nacional em particular.
Um caso cuja opacidade é suspeita é o processo de negociação dos contratos de Contrapartidas para a compra de material para as Forças Armadas (submarinos e helicópteros) sem que até à data alguma dessas contrapartidas negociadas por PAULO PORTAS tenha sido executada pelas empresas fornecedoras (Augusta Westland,EHI,FerrostalAG e GSC).
O actual ministro da pasta Luis Amado já classificou o processo como “um EMBUSTE, que é inaceitável”
Onde terão ido parar os proventos das negociatas cujo volume em contrapartidas para o Estado deveria ser de 2,3 mil milhões de euros? (o equivalente a 24% do défice!)
O actual porta-voz do Ministério da Defesa frizou: “Não se trata certamente de um acaso, mas de um sofisticado processo de simulação” realizado pela ESCOM, a empresa consultora escolhida por PAULO PORTAS (do grupo Espirito Santo a empresa do BES já envolvida no escândalo "SobreiroGate") com cuja colaboração activa e pouco clara os fornecedores se podem excusar ao cumprimento do contratado. Luis Horta e Costa, constituido arguido por suspeita de “tráfico de influências” no caso atrás mencionado, administrador da Escom, nomeou o irmão Miguel Horta e Costa como consultor da Escom para a área das contrapartidas nos negócios com Paulo Portas, que declarou que “não tem havido condições para negociar com os consórcios internacionais envolvidos porque cabe ao Estado defenir quais os sectores da economia onde as contrapartidas deverão ser aplicadas através de uma CPC a criar”. Essa CPC existe e foi presidida durante os governos do Cherne-ignóbil por Brandão Rodrigues, um dirigente do CDS-PP nomeado por Paulo Portas. Fechou-se o círculo!
Na carta de Henrique Neto afirma-se ainda que a “omissão da comissão está ao serviço de previsiveis interesses que não sei quantificar, no sentido de criar um capital de queixa das empresas fornecedoras sobre as Autoridades nacionais” isto para “impedir o Estado português de accionar os mecanismos legais conducentes a qualquer pedido de indemnização”
* Outro dos principais visados na carta é o ex-Ministro da economia e finanças de Guterres PINA MOURA que tambem tutelou o sector energético, e nessa qualidade vendeu a Petrogal à ENI, vendeu parte do capital da EDP e da Galp à Iberdrola,,, sendo posterior e simultâneamente Deputado, Administrador da GALP e presidente da empresa de energia IBERDROLA Portugal, empresas onde tinha mediado esses negócios e participado nos processos de PRIVATIZAÇÃO enquanto Governante, vindo depois a tornar-se Dirigente de todas elas!
* porra! Não há sintaxe que resista a explicar tudo isto,,, alô, alô doutor Jaime Gama?,você é pago para nos “representar”!,,, está alguém em casa?

* PS - "A dança dos 'Superboys":
"Enquanto a nova lei não chega, o Executivo de José Sócrates vai nomeando gente todos os dias. Ainda não passaram três meses desde que José Sócrates tomou posse e já emitiu 894 despachos de nomeações. Desses, 784 são para os gabinetes dos governantes e 110 são para institutos, programas operacionais, direcções-gerais, unidades de missão e conselhos de administração de empresas. O número de pessoas despachadas para os mais diversos cargos pelos actuais governantes é, no entanto, superior ao número de despachos emitidos, uma vez que alguns diplomas dizem respeito a 3, 9 ou 16 elementos - saiba tudo, tim-tim por tim-tim, aqui ao lado no "Cão de Guarda"

o Poder Popular avança na Bolivia! - Nem eleições nem sucessão: Governo Revolucionário!

o Presidente Carlos Mesa demite-se pela 2ª vez em 3 meses

e vejam só para onde ele fugiu da multidão:
"O lider do Movimento ao Socialismo (MAS), Evo Morales, com grande apoio popular, advertiu que as manifestações iniciadas em 16 de maio continuarão, enquanto não sejam atendidos os pedidos de nacionalização dos hidrocarbonetos e a convocatória para uma assembléia constituinte.
O presidente da Federação de Juntas de Moradores do município El Alto, Abel Mamani, explicou que a renúncia de Mesa pode ser uma manobra para desmobilizar o povo, como aconteceu recentemente. E advertiu que os protestos continuarão, inclusive com o presidente interino que eventualmente substituir Mesa, até conseguir que sejam atendidos os pedidos sociais. Por tanto, ratificou uma nova manifestação em La Paz, similar à que teve lugar segunda-feira, 6 de junho, considerada a maior nessa cidade, durante os últimos 20 anos.
Morales e Mamani coincidiram com o secretário executivo da Central Operária Boliviana (COB), Jaime Solanas — que também chamou para manifestar-se nas ruas — em rejeitar a possibilidade de que Mesa seja substituído pelo presidente do Congresso, Hormando Vaca Diez, e o da Câmara de Deputados, Mario Cossío.
Mesa tinha fugido do Palácio ao meio-dia, atacado por milhares de manifestantes. À tarde, reuniu-se com o embaixador dos Estados Unidos e com o alto comando militar.
* restante artigo AQUI
* O deputado boliviano Evo Morales, o principal líder de oposição da Bolívia, disse à imprensa boliviana nesta quarta-feira que "não há condições para (o presidente do Senado, Hormando Vaca Díez assumir o poder. Se ele assumir, vai haver uma guerra civil" - mais noticias AQUI
* Emergem as Assembleias Populares Populares - AQUI
* As três Forças que lutam pelo Poder na Bolivia - Aqui e Aqui
* Esquerda Europeia pronuncia-se sobre a Bolivia - Aqui

Tendências de Mercado

Botero imortaliza Bush

* Jung Shang, a chinesa autora do best-seller americano “Cisnes Selvagens” redigiu uma nova biografia de Mao Tsé-Tung que intitulou, de meias com o co-autor o americano Jon Halliday, de “Mao-A História Desconhecida” onde ambos determinam com precisão que “Mao foi o maior criminoso da história” contabilizando em 70 milhões de mortos as vítimas, numero para o qual decerto contribuiram tambem todos os cães e gatos chineses assassinados à época. À pergunta de um jornalista,porque seria que Mao era ainda tão popular na China, Chang respondeu peremptória que se trata de “lavagem aos cérebros” (1 bilião e 300 milhões de cérebros,no caso) e informou que vai agora traduzir o volume para a língua chinesa, o que é sempre salutar, tendo em consideração que a vida de Mao é muito mais profundamente conhecida na América do Norte, onde a escritora reside,,, e de onde admitiu regozijar-se com o aumento generalizado do nível de vida dos seus compatriotas.

* Os gastos dos consumidores em livros nos Estados Unidos subiram no ano passado em 3,4% comparado com o ano anterior. O aumento dos livros com temáticas Religiosas aumentaram 17,3% no mesmo período.

* A guerra como motor da Economia:
“A palavra Reconstrução implica que a guerra esteja terminada e que se esteja a tentar simplesmente reconstruir…isto aplica-se particularmente no caso do Afeganistão. Mas não se pode aplicar no caso do Iraque”. Disse Paul Wolfwitz o recém empossado presidente do Banco Mundial e um principais ideólogos da destruição do país.
* Donald Rumsfeld numa Conferência sobre segurança asiática:
“Se a China não é alvo de nenhuma ameaça exterior, porquê todo o seu investimento no militarismo?”

* Enquanto na América do Norte e na Europa o numero de jornais diários vendidos decresceu 0,2% e 1,4% respectivamente, as vendas na Ásia subiram 4,1% e na América Latina 6,3%.

* A taxa de desemprego no Japão baixou para 4,4% a mais baixa desde 1998 e o número de suicídios com causas em dificuldades económicas baixou no ultimo ano para 7.947, menos 950 do que em 2003.

* As primeiras denuncias do ex-Director do FBI, Mark Felt sobre o “escândalo Watergate” tiveram lugar no dia 17 de Junho de 1972, só vindo o autor a revelar-se publicamente como o “Garganta Funda” 33 anos depois!,,, usando o mesmo tipo de raciocínio é provável que em 2033 se venham a conhecer as fraudes que estiveram na origem da “eleição” de George Bush na Florida em 2000. Milhares de "gargantas" já botaram fundo a boca no trombone.

* Os gastos militares mundiais em 2004 superaram US$ 1 trilhão de dólares pela primeira vez desde o final da Guerra Fria, segundo o SIPRI, um importante grupo de estudos militares europeu com séde em Estocolmo (Instituto Internacional de Investigação para a Paz). Cerca da metade dos gastos militares pertencem aos Estados Unidos, país que teve o orçamento de defesa aumentado em função da suposta "guerra contra o terrorismo".

quarta-feira, junho 08, 2005

É esta a Classe Politica que tem a lata de pedir sacrificios aos Portugueses,,, para "debelar a crise!?


* "O descrédito das instituições, o despudor larvar que tomou de assalto a vida pública portuguesa, a impunidade com que «democraticamente» se tomam deliberações no mínimo escabrosas fazem do ridículo uma forma trágica. O País está de pantanas, a miséria alastra, prevê-se que milhares de pequenas e médias empresas vão falir, e educação é um descalabro, a saúde está num caos, a justiça é um arreganho, a segurança social estremece, a protecção civil é inexistente - e os deputados podem levar de longada quem muito bem lhes apetecer, à custa do nosso dinheiro. Não se trata de demagogia: trata-se, isso sim, de regabofe autorizado por decreto".
Baptista Bastos, no "Jornal de Negócios"

* Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um subsídio que dizem de reintegração:
- Veja aqui como e quanto! e adivinhe o porquê,,,

"Classe média está 15% mais pobre desde 2001"

* VALE DO AVE - dos jornais:
Com o manifesto desemprego no Vale do Ave (Minho) os filhos dos trabalhadores desempregados foram obrigados a deixar a escola e ir trabalhar.
Cerca de 80 crianças com menos de 14 anos, foram obrigados a ser o sustento da família e está de volta o trabalho infantil clandestino com os patrões a explorar crianças que deviam estar a estudar ou a brincar.
250 empresas faliram em cinco meses e muitas mulheres sem emprego, com despesas para pagar, foram obrigadas a prostituir-se.
30 mil pessoas estão inscritas nos centros de emprego da Região do Vale do Ave.
* O estado nos ultimos 10 anos privatizou quase todas as grandes empresas publicas, agora fala de diminuição de regalias.A venda chegou agora ao sector dos serviços públicos e a "crise" persistirá até que todos os sectores lucrativos estejam nas mão das Multinacionais. É obvio que não há orçamento possivel onde não há lucro de lado nenhum. Bom,,, a "fonte de lucro" que resta ao Estado são os contribuintes,,,
* "As pessoas andaram pelo menos um ano iludidas com o euro até perceberem que estavam a pagar tudo mais caro"
"Os portugueses têm sido muito pacientes face ao significativo empobrecimento que sofreram nos últimos anos", considera Carlos Pereira da Silva, professor catedrático do Instituto Superior de Econo- mia e Gestão" - Aqui

O admirável mundo velho de george W

os portugueses da proto-globalização por uma vez mais,,, na epopeia das cocavelas,,,

A Europa como um bloco coeso e com uma moeda forte, o Euro, ameaçava a hegemonia mundial dos endividados Estados Unidos. Diversos paises em sectores estratégicos tinham decidido passar a usar o Euro em vez do debilitado Dólar e essa foi a causa para a invasão do Iraque decidida na óptica de uma Nova Ordem Mundial acertada com os aliados indefectiveis dos Estados Unidos no Acordo das Lajes em 2003.
Esta situação cria dois blocos que partem a Europa ao meio, a França e a Alemanha por um lado, os principais contribuintes liquidos da União Europeia que se apoiam no BCE (Euro) e a Grã-Bretanha (com a Libra fora do BCE), a Itália, Espanha,Portugal, Polónia,etc, por outro lado.
Neste contexto Portugal está agora ameaçado pelo corte de 25% nos fundos estruturais europeus (decidido pelo núcleo central da EU: Paris-Berlim, ao mesmo tempo que reiteram a intenção de não aumentarem as suas próprias contribuições), enquanto por outro lado se pede a cada membro Europeu um aumento da contribuição liquida de cada país de mais 1% do PIB. (ao que se acrescenta que no caso especifico de Portugal já não recebia nada da PAC-Politica Agricola Comum).A contribuição portuguesa para o orçamento da UE (1385 milhões) representará em 2005 1,36% do bolo total de 101.953 milhões de euros e pelo novo Tratado o poder "individual" de cada país passará a ser determinado pelo simples factor demográfico com base na importância relativa da sua população o que se traduz no nosso caso na redução do peso de Portugal nas votações para cerca de metade.
É neste clima de Crise, que se desenrolam as estratégias de ratificação dum projecto de Tratado vendido às opiniões públicas, cuja única realidade visivel para o povo, continua a ser apenas uma zona de Mercado Comum para os capitalistas, que não para os trabalhadores.
• A primeira condição essencial para a Democracia, seria a de que as decisões teriam de ser escrutinadas entre cidadãos de igual capacidade de Educação e formação cultural. As diferenças de níveis culturais na Europa, que por umas razões levaram os franceses e holandeses a votar “Não” no referendo, sujeitam os portugueses às novas estratégias de “venda” do Tratado Europeu conduzidas pelas cúpulas pró-americanas que, por outras razões, nos querem forçar a dizer “Sim”.
Mais uma vez os pobres de Portugal embarcam pela mão dos Ricos para fora da Europa, porque o País foi vendido para colónia de férias das élites ocidentais anglo-saxónicas.

Obras de referência - Prof. Paulo de Pitta e Cunha:
- "A Constituição Europeia,um olhar crítico sobre o projecto"
- "Reservas sobre a Constituição Europeia"
excerto:
"É pelo triplo imperativo da conservação de identidade dos Estados-nações no contexto da integração europeia, da prossecução da igualdade fundamental dos Estados-membros e da afirmação da solidariedade financeira na construção europeia que concluímos que esta proposta "Constituição" não serve ao país" (in publico-21.5)
- "Que agenda para os Bilderberg,s 2005?"
- "Para lá da Constituição:uma Europa Sustentável" por Arthur Mitzman

terça-feira, junho 07, 2005

Brigadas Internacionais na Palestina

o Verão da Liberdade. Palestina: 24 de junho-20 de agosto. Movimento de Solidaridade Internacional (ISM)
http://acp.sindominio.net/
apelo de mobilização a partir do ISM da Catalunya à presença de activistas internacionais na Palestina para desenvolver acções de resistência directa não violenta contra a ocupação militar israelíta: ism_catalunya@yahoo.es

O “Verão da Libertade-Palestina 2005” é una campanha de 57 días contra a ocupação israelíta, um día por cada ano de expulsões e desapossamento desde 1948. Este verão os palestinianos continuarão com a sua mobilização de acção directa não violenta a longo prazo contra a ocupação.
Com a participação de colaboradores internacionais, os palestinianos continuarão a luta pelos seus dereitos chamando a atenção do mundo sobre o que realmente sucede no terreno nos territorios palestinos ocupados.
Embora o mundo hoje pense que o conflito palestino-israelíta se está a resolver e que Sharon se "converteu" no “porta-voz da paz”, cada día no terreno na Palestina ocupada constrói-se o apartheid e não a Paz.
Por este motivo, este verão é mais importante que nunca vir à Palestina para nos unirmos à resistencia não violenta à ocupação militar israelíta.
As comunidades palestinianas solicitam que activistas do ISM apoiem as suas manifestações não violentas contra a continuação das obras de construção do Muro do Apartheid na Cisjordania e para que se possam manter vinculados à terra dos seus antepassados, pese o continuo roubo de terras e a violência do exército israelíta e a dos seus colonos ilegais.
Convocatória - Aqui


"Cada día
me sento com um amigo italiano, Roberto.
Cada día
levo esboços de poesía
e alimento-me deles em lugar do pequeno almoço...
Roberto conhece o meu rosto,
e mede a viagem da minha tristeza em metros".
"Pátria de Aluguer", um poema de Nizar Qabbani in www.poesiaarabe.com

* Os impactos Sócio-Ambientais do muro israelita

La Insignia - No olvidar Sabra e Chatila:

segunda-feira, junho 06, 2005

Arquitectura, Cidade e Sociedade



Em entrevista ao JL nº 4 de 1981, Siza Vieira declarava que “com a máquina de interesses montada na Cidade (envolvendo vendas de terrenos, empresas de construção e autarquias), não conseguia encontrar trabalho senão nas periferias”. Álvaro Siza (Vieira) começava-se então a afirmar como o principal mentor da Escola do Porto, colaborando no âmbito dos projectos integrados no processo SAAL no pós-25 Abril, cuja sede chegou a ser atacada à bomba sendo as obras em curso alvos de actos de violência, acções que lograram impedir a politica de socialização dos solos urbanos, abrindo caminho à livre especulação.
O programa de Urbanismo moderno explicitou sempre a sua funcionalidade em relação aos modos de organização e reprodução da Sociedade, com a ambição radical de servir um modelo em que a organização de espaços afirmasse também e principalmente a prevalência dos interesses de classe. O modernismo norte-americano (a Escola de Chicago) levou tal funcionalidade às suas formas mais deformadas, com as cidades verticalizadas buscando a maximização da taxa de lucro pelo aumento desmesurado do espaço construído. A importação desta filosofia que nos era estranha destruiu a paisagem em Portugal em função dos interesses de quem conseguiu aprovar, com fins meramente economicistas,monumentais mamarrachos em quase todo o litoral, e os caixotes de inspiração “moscovita” que fundaram os subúrbios dormitórios.
A presente transformação Pós-Moderna que pretende “vender a cidade-Empresa” com as suas promessas de urbanismo prá-frentex, mais uma vez faz a convergência do Capitalismo-financeiro com a apropriação das estruturas sociais das classes de Élite, remetendo radical e defenitivamente os Excluídos para as periferias.
O agora super-Famoso Siza Vieira e a troupe dos seus pares arquitectos super-Stars a nível mundial, agora já conseguem arranjar trabalho nos Centros!, com obras de fachada que são puros ícones do Neoliberalismo.
Precisará a Lisboa dos bairros populares, dos pátios operários e dos jardins, destes novos tipos de mamarrachos?,,,quem precisa destas “Catedrais” nos nossos centros históricos?

Na próximas eleições para Lisboa, ao escolher Carmona Rodrigues é isto que vão ter: a Câmara tem um contrato firmado com Frank O`Guery para o Parque Mayer, e MM Carrilho lídimo representante do jet-set, por ser do PS embora agora diga uma coisa, quando se apanhar eleito vai tambem aprovar o projecto, aldrabando a população lisboeta, tal qual o fez Sócrates a nível nacional com este governo.
Precisa-se de uma Arquitectura desconstrutivista, socialmente justa, e que volte a pensar a Cidade de forma equilibrada,como uma clareira aberta na floresta das injustiças sociais.
* Apresentação da Candidatura de José Sá Fernandes à Câmara Municipal de Lisboa
* Notas para uma estratégia de ecopolis - por Jacinto Rodrigues:
http://www.apagina.pt/
* No 3º mundo é à má-fila: em São Paulo-Brasil, Movimentos sociais acusam Câmara de planear a expulsão dos pobres do centro

domingo, junho 05, 2005

Citações de Einstein retiradas dos ficheiros do FBI


A imagem de "cientista maluco" que a moderna iconografia pretendeu construir não é inocente: Albert Einstein era Socialista e foi vigiado de perto pelo "macarthismo". Do livro publicado recentemente "The Einstein File: J. Edgar Hoover´s Secret War Against the World Most Famous Scientist",de Fred Jerome, pode resumir-se estas citações, do muito material que faz parte dos ficheiros do FBI:
“A anarquia econômica da sociedade capitalista tal qual existe hoje é, em minha opinião, a fonte real do mal" ....
“Chamarei de ´trabalhadores` todos aqueles que não compartilhem da posse dos meios de produção... Na medida em que o contrato de trabalho é ´livre`, o que o trabalhador recebe é determinado, não pelo real valor dos bens que produz, mas pelo mínimo de que necessita e pela busca dos capitalistas da força de trabalho em relação ao número de operários competindo por empregos".
“.. sob as condições existentes, capitalistas privados inevitavelmente controlam, directa ou indirectamente, as principais fontes de informação (imprensa, rádio, educação). É assim extremamente difícil e, na verdade na maior parte dos casos, realmente impossível para o cidadão chegar a conclusões objectivas e fazer uso inteligente dos seus direitos políticos.
“A produção obedece à lei do lucro, e não se destina ao uso. Não tem a preocupação de que todos aqueles capazes e dispostos a trabalhar tenham sempre condições de encontrar emprego; quase sempre existe um exército de desempregados"...
“eu considero o pior dos males do capitalismo... a invalidação do individuo. Inculca-se no estudante uma atitude competitiva exagerada, instruindo-o a adorar o êxito aquisitivo...
“Estou convencido de que há apenas um (itálico no original) meio de eliminar estes graves males, ou seja, através do estabelecimento de uma economia socialista, acompanhada de um sistema educacional voltado para metas sociais. Em tal economia, os meios de produção são possuídos pela própria sociedade e utilizados de forma planificada. Uma economia planificada, que ajusta a produção às necessidades comunitárias, distribuiria o trabalho a realizar entre todos aqueles capazes de trabalhar e garantiria a subsistência a todo ser humano. A educação do indivíduo, além de promover as suas próprias habilidades inatas, empenhar-se-ia em nele desenvolver senso de responsabilidade pelos seus semelhantes em lugar da glorificação do poder e do sucesso da nossa presente sociedade.”
Ver tambem: "O perfil politico do radical Albert Einstein" publicado na Monthly Review de Maio 2005

sexta-feira, junho 03, 2005

França - "Marcha para o Decrescimento"

Lyon 7 Junho - http://www.casseursdepub.org/

Por um decrescimento sustentável em volume e valor do processo de Crescimento:
http://www.decroissance.org/

http://www.odecrescimento.blogspot.com

NICHOLAS GEORGESCU-ROEGEN


* os princípios da termodinâmica de Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994)
* Ecologia política Marxista (traduzido do Dicionário Marxista contemporâneo)
* Ecologia Industrial
* pura Economia.blogspot.com
* Desenvolvimento não Rima Necessariamente com Crescimento - Jean-Marie Harribey

tudo corre mansamente conforme contratado no Acordo das Lajes,,,



a "velha" Europa votando não ao neoliberalismo e a nova Europa (os PIGS- Portugal,Itália,Grã-Bretanha,Spain) abrindo caminho por entre os escombros à continuação da dominação global dos Estados Unidos.
Escusado será dizer, como já foi dito milhentas vezes, que quem lucra com a negociata são a meia-dúzia de parasitas do costume,,,
a diferença agora é que cada vez mais o homem comum de rua se apercebe, que afinal "eles são todos uns malandros" e o debate descamba abertamente para o campo do ANTI-CAPITALISMO,,,
não vai tardar muito para a coisa já não ir lá com pachos de água quente, suspensão de ratificações, referendos e outros cozinhados,,,

e logo agora, que até a Suiça é obrigada a aderir à União, eheheheh,,,

politica de Cabeleireiro


Eduarda Napoleão “a vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa emitiu ontem um comunicado anunciando ter comunicado ao candidato do PSD à Câmara de Lisboa, o vice-presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, NÃO ESTAR “DISPONIVEL para integrar a lista que se venha a formar para concorrer às próximas autárquicas”
Acontece que Carmona Rodrigues não só NÃO A CONVIDOU para a lista, como dificilmente o viria a fazer, já que Eduarda Napoleão fez parte do grupo de cinco vereadores que à dois meses foi à sede do PSD protestar junto do lider, Marques Mendes, por este ter escolhido Carmona e não Santana Lopes, actual presidente do municipio, como candidato às próximas autárquicas. Ao mesmo tempo que manifesta a sua indisponibilidade para integrar as listas sociais-democratas, Eduarda Napoleão deseja ao vice-presidente da Câmara “as maiores felicidades” no combate eleitoral. O comunicado em causa esteve na origem da demissão do assessor de imprensa da vereadora, o historiador de arquitectura Sérgio Rosa de Carvalho, que se recusou a assinar o documento, enviado inicialmente apenas à agência Lusa. O texto aparecia subscrito pelo coordenador do gabinete da vereadora, Miguel Palmeiro, que assinava no lugar do assessor de imprensa, mas o nome deste surgia tambem no comunicado. Sérgio Rosa de Carvalho opôs-se ao uso do seu nome num texto com cujo conteudo não concordava e a vereadora demitiu-o, invocando perda de confiança politica e pessoal. “O professor Carmona Rodrigues ainda não convidou ninguem para as listas, até porque ainda não se sabe se haverá ou não coligação entre o PSD e o PP em Lisboa”, esclareceu a porta-voz do candidato, Isabel Ataíde Cordeiro”
(sic – A.H. no Publico de 2 Junho)

MM Carrilho já disse que não há terceira via*: a escolha é entre esta gente mediocre, e a gente dele, o que a avaliar pela “diferença de politicas entre PS e PSD” nos deixa pistas para adivinhar-mos como será a gente mediocre dele.
Pergunta: quanto é que ganha esta canalhada toda para se consumir nestas tricas e nos “oferecer” este espectáculo obsceno?,,, (ainda mais durante a “hora de serviço” se é que algum serviço existe, ou sequer tudo isto esteja relacionado com a vida da cidade de Lisboa)

quinta-feira, junho 02, 2005

Ataque ao Irão marcado para Junho


* A administração Bush está actualmente a exercer a maior pressão possível sobre a OPEP para aumentar o fluxo do petróleo em mais um milhão de barris por dia (muito acima da sua capacidade) a fim de acalmar mercados nervosos e arranjar tempo para o bombardeamento do Irão planeado para este mês de Junho. O chefe dos inspectores da Nações Unidas Scott Ritter, que confirmou a inexistência de armas de destruição maciça no Iraque, deu uma entrevista a 21 de Fevereiro de 2005 em Washington ao jornalista Dahr Jamail onde afirmou que o ataque ao Irão está marcado para este mês e que o plano para o ataque já tinha sido apresentado a George W. Bush que o aprovou.

* Num extenso artigo Michel Chossudovsky explica a preparação do ataque americano ao Irão e conclui:
O mundo encontra-se numa importante encruzilhada. A Administração Bush embarcou num aventura militar que ameaça o futuro da humanidade.
A planeada operação militar, que não está de forma nenhuma limitada a ataques punitivos contra instalações nucleares no Irão, faz parte de um projecto de domínio mundial começado no fim da Guerra Fria, com ambições imediatas de controlo da zona petrolifera do Mar Cáspio.

* Em Novembro de 2004 o Irão tinha avisado que não autorizaria inspecções da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) se o dossier sobre o seu programa nuclear fosse levado ao Conselho de Segurança da ONU, e "Washington Post" revelava que os EUA gravaram conversas telefónicas entre Teerão e o director da Agência Internacional para a Energia Atómica (AIEA), Mohamed El Baradei, para encontrar algo que colocasse em causa a permanência do egípcio à frente da agência da ONU, que dirige desde 1997, para substituí-lo por alguém menos complacente com os iranianos.Para tanto, Washington teria de convencer mais de metade dos 35 membros da AIEA.

* Já em 2005 o governo de Teerão desenvolveu um plano para começar a competir com o NYMEX de Nova York e com o IPE de Londres no comércio internacional de petróleo — utilizando um mecanismo denominado em euros. Isto significa que sem alguma forma de intervenção americana o euro estaria assim em vias de ganhar um firme ponto de apoio no comércio internacional de petróleo. Dados os níveis do endividamento americano e o declarado projecto neoconservador para a dominação global americana, o objectivo de Teerão (as segundas maiores reservas depois a Arábia Saudita) constitui uma óbvia perturbação na supremacia do dólar americano no comércio internacional de petróleo.

* "Se os banqueiros centrais do mundo acumularem menos dólares, o resultado será uma inexorável necessidade de os americanos contrairem empréstimos face a um dólar cada vez mais fraco – uma receita para taxas de juro mais altas e preços mais altos. As repercussões económicas poderão vir a revelar-se pouco a pouco, resultando num longo e lento declínio do padrão de vida. Ou então poderá dar-se um desenlace rápido, com a marca de uma crise fiscal descontrolada."
"o papel moeda não tem para onde ir, a não ser descer". Só há uma coisa que a administração pode fazer para garantir que os negociantes de energia continuem a comercializar em dólares, é controlar o fluxo do petróleo. Isto significa que é quase certo um ataque ao Irão”
dizia o Editorial do New York Times,em 02/Fev/2005.

O grande Imperio ao recorrer a medidas drásticas, disparando em todas as direcções numa atitude claramente desesperada para sobreviver económicamente, confirmando-se o ataque ao Irão, confirma igualmente o declinio irreversivel da America, tal como a conhecemos! Alguem que pergunte urgentemente ao Povo Português se queremos ser aliados de um IV Reich.

* Leonide Chebarchine:"es mobiles pétroliers du bellicisme de Washington et montre que la stratégie du Pentagone conduit inexorablement à faire la guerre en Afghanistan hier, en Irak aujourd’hui et en Iran demain"

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A revolução digital que ocorre pela comunicação na Internet, dá-nos meios para que este panorama de domínio dos Média Corporativos possa mudar.
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Evolucionistas do NÃO contra Criacionistas do SIM


O primado da Lei e da Ordem livremente consentida por todos, contra a expansão Livre da Barbárie comandada apenas por uma pequena minoria de privilegiados
"Esta é a época do fim do Estado Nacional tal como o conhecíamos, e o principio para a construção da Europa dos Povos e das Regiões autónomas, livremente federadas, única forma de destruir o Poder centralizado Único, o novo Fascismo que paira sobre o nosso Futuro".
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quarta-feira, junho 01, 2005

Musica Guerrilheira


Maya, a jovem filha de Arul Pragasam, um engenheiro fabricante de explosivos e um dos lideres do movimento para a libertação do POVO TAMIL (Tamil Eelam), uma minoria hinduista de 18% da população que reinvidica a autonomia para uma faixa costeira da ilha de Ceilão (agora Sri Lanka), é a grande sensação actual da musica pop em Londres, onde editou recentemente o cd “Arular” assinando M.I.A.(acrónimo de Missing-in-Action ou seja Desaparecida em Combate).
“Não faço politica, conto o que vejo” diz a menina que se tornou famosa com letras como esta:
“Apontaram-lhe uma semi-9/ encostaram-no à parede/ encurralaram-no/ e depois assassinaram-no/ Ele disse que não os conhecia/ não estava lá,não o conheciam/ então mostraram-lhe uma foto/ não és tu com os muçulmanos?”

Relacionado:
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- Contradição?-A diáspora Tamil na América, já levou M.I.A a Hollywood