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sexta-feira, janeiro 16, 2009

em nome da Malia de 10 anos e da Sasha que tem 7

“If somebody was sending rockets into my house where my two daughters sleep at night, I’m going to do everything in my power to stop that. I would expect Israelis to do the same thing.”
Barack Obama (Julho de 2008)

Neste video enumeram-se todas as razões porque somos contra a doutrina Sionista, um entre milhares das manifestações de protesto que têm ecoado por todo o mundo contra o massacre perpretado pelos Israelitas em Gaza



em nome do Mercado Livre: o intercâmbio de Armas
(Grécia, Alemanha, Israel, Estados Unidos)

1 - Confrontado com a revolta social o governo da Grécia esgotou rapidamente o seus stocks de granadas anti-motim, de gaz lacrimogénio e outras. Na altura as quantidades necessárias foram compradas ao supermercado Israel, um fabricante e fornecedor com experiência específica no ramo da repressão social sobre os paises limitrofes.

2 - O governo dos EUA ordenou recentemente o despacho de mais 3000 toneladas de armamento para Israel. O armamento iria partir de um armazém no porto grego de Astakos e seria enviado em dois navios para o porto israelita de Ashdod (noticia da Reuters do dia 10). A ordem de serviço partiu do U.S. Navy's Military Sealift Command (MSC). Segundo o Professor Chossudovsky, em 26 de Dezembro último os EUA já haviam entregue 2600 toneladas de armamento a Israel - ver Unusually Large U.S. Weapons Shipment to Israel: Are the US and Israel Planning a Broader Middle East War?
Mas, os manifestantes e populares bloquearam o porto e impediram o fornecimento; segundo informou o próprio Pentágono
algo estará a mudar no Mercado das Armas?
a rede é intrincada: Angela Merkel, em nome de dois fabricantes de armamento alemães (a Thissen-Krupp* e a Krauss-Maffei*), reclama à Grécia 570 milhões de pagamentos em atraso

quinta-feira, janeiro 15, 2009

amigos dos nossos inimigos

- "a criação de Israel é um acto de ocupação. Uma leitura atenta dos textos dos sionistas fundadores do Estado de Israel revela tudo aquilo que o Ocidente hipocritamente ainda hoje finge desconhecer: a criação de Israel é um acto de ocupação e como tal terá de enfrentar para sempre a resistência dos ocupados; não haverá nunca paz, qualquer apaziguamento será sempre aparente, uma armadilha a ser desarmada"
Boaventura Sousa Santos, na "Carta Maior"

- "Desde 2006 Israel vem aumentando constantemente seu nível de criminalidade: ampliando assentamentos, iniciando uma atroz guerra contra o Líbano e impondo um castigo coletivo a Gaza por meio de um bloqueio brutal (...) Chegou o momento. Há muito que chegou. A melhor estratégia para pôr fim à cada vez mais sangrenta ocupação dos territórios palestinos é converter Israel em objeto do tipo de movimento mundial que ajudou a pôr fim ao regime do apartheid na África do Sul"
Naomi Klein, na "Carta Maior"

Os tanques israelitas entram na cidade de Gaza e disparam indiscriminadamente sobre áreas residenciais. Feitas as contas ao genocídio a percentagem de mulheres e crianças mortas e feridas é de 42 por cento do total de vítimas (1070 mortos, 4.900 feridos) Milhares de pessoas estão a abandonar as suas casas e fogem sem rumo. Não existe perspectiva alguma do minimo bem estar para o seu futuro. Trata-se de uma 2ª expulsão, ao mesmo estilo diabólico da Nabka de 1947. Se o povo de Gaza é amigo do partido islâmico então é inimigo de Israel

* Tudo está na mira da barbárie sionista: hospitais, edificios de jornais e jornalistas (especialmente estes, para que não se saiba) e até nem as próprias instalações da ONU escaparam. Note-se que era em conjunto com a ONU que o Hamas concertava as suas actividades na gestão civil do território. (fonte)

José Manuel Rodrigues da Silva - 1939-2009

"nunca a chefe ou contra-chefe dei graxa
ou perante eles me mostrei sabujo"

"Detesto ser chefe, mas faz quase trinta anos que arrasto essa cruz (...) e porque nunca recusei ser chefe?. Boa pergunta. Porque sempre temi que um incompetente qualquer, quiçá arrogante (um defeito por norma atrai o outro) exercesse poder sobre mim. E mais ainda que sobre mim, sobre o que eu escrevia. Digamos, portanto, que há décadas que me sacrifico a ser chefe em defesa da minha escrita e, através dela, da minha liberdade. Pior que exercer o poder é ter de suportar o dos outros - acho eu, bicho libertário"

"Ser da UDP não era o mesmo que ser dos partidos com vocação de poder (e de distribuição de tachos, que, antes do mais, é para o que eles hoje servem); a UDP, coitada, não servia para tal e quando dela saí não disse a ninguém, evitando o habitual cerco de que são alvo todos os convertidos (...) eu não era um convertido por isso fiz questão de declarar: "não saí da UDP, a UDP é que saíu de mim". Apesar disto, ainda me acenaram com uma ida para o PCP, o que recusei, e com duas para o PS, a que respondi com um "não me insultes" peremptório. E assim tem sido. De extrema esquerda sem partido, queimado à direita e olhado de lado pela esquerda "responsável" e agora até pela light do BE (...) Não sou um arrependido, um convertido, ou um cristão novo. Sou um escriba velho, um marxista velho e faço parte da esquerda velha. Por isso sou pela missa em latim, rejeito o novo Acordo ortográfico, creio na luta de classes e no punho erguido, estremeço quando vejo uma bandeira vermelha com a foice e o martelo, e hei-de ir para a cova com a cagança de jamais ter votado PS (não esqueçam deste último pormenor, daqui a uns tempos, no meu elogio fúnebre")

Quantos livros tenho em casa? não sei, talvez milhares. Desde que estou no JL recebo-os aos montes (a maior parte é lixo - como é que se edita tanto livro mau num país como este?) Não se pense que só o passado me importa, porque outra das minhas tentações é a Sociologia, em particular a urbana e toda aquela que com a História faz fronteira. Quero entender o mundo - é isso. O de hoje, o de ontem, o de sempre. E quero entender-me a mim. "Que sei eu?", "Quem sou eu?" - perguntava Montaigne, e é uma das minhas divisas. Mas há outra, bem mais inquietante. É o de José Luis Borges e reza assim: "Algures na minha biblioteca há um livro que nunca lerei". Na dele havia um, na minha - apesar de eu não parar de os comprar - há centenas, centenas de livros que nunca lerei. Uma vida não dá para nada (...)

Li quase todos os números da Bandeira Vermelha com o objectivo de publicar (onde? quando? como?) um livrito com o resultado das minhas pesquisas. Já ia adiantado na investigação quando um dia encontrei na rua o Abelaira a quem dei conta dos meus propósitos. Ele achou boa a ideia, mas disse-me: "Nunca vais conseguir publicar esse livro. Nenhuma editora arrisca" (...) Na altura eu ainda escrevia sobretudo para os outros, na esperança que a minha escrita pudesse ajudar a mudar o Mundo. Hoje sei que, escreva o que escrever, nenhuma força têm as minhas palavras contra a indomável corrente da mentalidade dominante. Escrevo o melhor que posso, sou quase maníaco na busca da inatingível perfeição, mas estou-me nas tintas para que me leiam ou não, e muitas vezes creio até que sou o único leitor de mim mesmo. Ao contrário do que se poderá pensar, isto é bom porque me obriga a uma grande exigência e faz de mim o mais implacável juiz de mim próprio. Claro que há uma certa melancolia no meu trabalho quotidiano (...) Que pode um texto meu, que me leva às vezes horas e horas de trabalho de oficina, contra um anúncio de televisão? De que vale dizer bem de um filme maravilhoso se aquilo que se impõe no gosto do público é a mediocridade?"

excertos de "Prova de Vida" autobiografia de Rodrigues da Silva publicada no Jornal de Letras
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quarta-feira, janeiro 14, 2009

Gaza, imagens de ontem

a carnificina desencadeada pelo Estado de Israel contra os vizinhos pobres da Palestina.

"A aviação realiza mais de 60 ataques durante a noite. Tropas do Tsahal israelita apoiadas por tanques enfrentam as milicias do Hamas (acrónimo árabe para "Movimento de Resistencia Islâmica") nas ruas da cidade de Gaza; estes respondem com minas colocadas nas estradas, obuses de morteiro e foguetes anti-tanque. As explosões e os estrondos dos projecteis disparados dos tanques aterrorizam os habitantes. Assim continua Israel espalhando o terror, trazendo sangue, fogo e fome - tudo em nome de derrotar e humilhar o povo da Palestina. É esta a estratégia de dominação dos Sionistas segundo os seus manuais militares de prática obrigatória para toda a população de Israel; a brutalidade é indiscritível. "Estamos estreitando o cerco à cidade", afirmou o general de brigada Eyal Eisenbert (fixem o nome deste "glorioso" soldado) o comandante da operação "Chumbo Fundido", para o confrontar com evidências para acusação de crimes de guerra.

terça-feira, janeiro 13, 2009

Os últimos dias da merda bushista?

Apenas para situar a questão, tome nota: “antes de abandonar a Casa Branca, George W. Bush vai atribuir a medalha da Liberdade a Tony Blair e John Howard, ex-primeiros ministros britânico e australiano, e ao presidente da Colômbia Álvaro Uribe

“Acontece-me poucas vezes, mas tenho um problema de léxico: tem de haver alguma palavra para designar o tipo de pessoas que considera um pequeno incómodo as acções equivalentes a tortura, a causa de invalidez permanente ou o assassinato de outras pessoas. Porém não dou com ela. Trago isto na cabeça desde a afirmação de Alberto Gonzales (o demitido procurador geral dos EUA): “Considero-me mais uma vítima da guerra contra o terrorismo”. Recordei-me de Laura Bush e da sua observação sobre a selvajaria no Iraque: “E podem crer, ninguém sofre mais que o presidente e eu, quando vemos aquilo que se está a passar”. Recordem-se disto, e recordem também que durante muitos destes anos esses tipos foram considerados heróicos patriotas e defensores da nação”.

Este desabafo foi feito recentemente por Paul Krugman, o economista liberal que arrecadou este ano o Prémio Nobel. Esta dica pode tentar limpar a seco a imagem politico- criminosa que esta administração nos lega; porém no caos económico que o mundo herdou a situação é muito menos clara, e está longe de ser limpa, muito menos com o regresso ao keynesianismo que Krugman vem receitar. Sobretudo se atendermos ao que Barack Obama anda a dizer há muitos meses sobre as medidas que tomará - que normalmente é sempre ao contrário do prometido antes das "eleições"

Estamos perante uma situação que fará sofrer toda esta geração", diz Ron Paul neste vídeo, e sobre a proposta de Paul Krugman responde: “alguma coisa terá de ser feito em termos de orçamento (…) mas o remédio não será aplicar medidas domésticas (...) não podemos suportar 1 Trilião de dólares de défice anual para continuar a manter um Império (…) não devemos continuar a acreditar que vigora entre nós uma economia de mercado livre (…) de facto já há muito tempo que temos uma economia centralizada e planificada pelo departamento do Tesouro (…) felizmente muitos já se aperceberam que a fonte de todos os nossos problemas reside no poder do sistema da Reserva Federal (…)

Porém, se quisermos ouvir o ex-candidato falar em prol de uma solução pró-americana,,, teremos de nos direccionar para um canal de televisão da Rússia; é uma vergonha, realmente a bushite e os seus badamecos que fazem fretes ideológicos dentro dos paises dominados pelos EUA deixaram o mundo de pernas para o ar. Ouçamos então Ron Paul falar, mais recentemente, sobre Israel, Obama e a Economia: "a actividade dos Estados Unidos no exterior agrava a crise económica" - e "Israel não poderia agir se não fosse a nossa aprovação":

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Change (VII) - o Estado Policial e as Liberdades Civis

"A partir de hoje segunda feira, todos os nacionais de paises isentos de visto - como Portugal - que queiram viajar para os EUA (para visitas com duração igual ou inferior a 90 dias), por via aérea ou marítima, terão de requerer uma autorização através do Sistema Electrónico de Autorização de Viagens (ESTA, na sigla original). Para obter este salvo-conduto, até três dias antes da viagem (atenção que pode demorar até 72 horas a ser despachado), é necessário preencher um formulário "online". O documento é válido por dois anos e pode ser obtido mesmo sem se ter viagem marcada. Detalhe: o ESTA é gerido pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA e quando se acede ao "site" é-se informado que o computador será inspeccionado" (http://esta.cbp.dhs.gov)

Esta notícia, assinada por Luís J. Santos no "Fugas" de 10 de Janeiro, ou mente por omissão, ou peca por ignorância, e nesse caso só deveria ser publicada se o autor informasse os leitores de forma completamente correcta. Não sabemos se no acesso ao site o computador de onde ligamos pode ser hackeado para "inspecção" - mas sabemos que quem chega aos controlos fronteiriços e seja portador de um computador é obrigado a facultá-lo para que seja inspeccionado. O disco rígido é-lhe retirado e feita cópia que fica arquivada nos serviços de informações dos EUA - que dispõem de armazéns onde em estantes até ao tecto já se acumulam milhares e milhares destes discos. Portanto, o conselho é, se não querem correr o risco de devassa a produção ou arquivos de ordem pessoal, quem tem impreterivel necessidade de se deslocar aos EUA não deve levar o portátil.

* trânsitos: Leon Panetta, o antigo chefe de gabinete de Clinton é o novo director da CIA (dn)
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domingo, janeiro 11, 2009

Top 5 Mentiras sobre o assalto de Israel a Gaza

Mentira nº 1 – “Israel apenas está a atingir sítios militares e procura proteger vidas inocentes. Israel nunca atinge civis
O Hamas tem uma componente militar e organiza a componente civil de segurança em Gaza. Os membros do Hamas em funções foram democraticamente eleitos pelo povo da Palestina. A presença de militantes do partido entre a população civil não deve, segundo a legislação internacional, privar os civis do seu estatuto de protecção perante qualquer assalto; fazê-lo com o objectivo de atingir essas forças políticas e de segurança é de facto um crime de guerra.

de facto o primeiro alvo a ser atingido em 28 de Dezembro
foi o quartel das forças de segurança, não necessariamente
militantes do Hamas, por forma a deixar a população civil
sem defesa nem organização perante o invasor

E se o Hamas não existisse? Israel não tem a menor intenção de reconhecer qualquer Estado da Palestina ou quando muito admitirá um governo fantoche debaixo da juridisção israelo- americana – tal como fizeram e continuam a tentar fazer no Iraque e no Afeganistão.

Na prática, visar "as instalações do Hamas" significa destruir não somente os sítios deste partido político, mas também as habitações de seus afiliados, e, sobretudo, todos os edifícios oficiais.
"Existem novidades no Médio Oriente. Pela primeira vez, uma guerra de Israel não é prioritariamente financiada pelos Estados Unidos, mas pela Arábia Saudita. Riyad paga para que os Sionistas esmaguem o principal movimento político Sunita que os árabes moderados pró americanos não lograram controlar: o Hamas. A dinastia da Casa de Saud sabe que, para se manter no poder, deve aniquilar toda a alternativa Sunita no Médio Oriente. Isto porque ela optou pelo Sionismo muçulmano. O Egipto teme, quanto a esta dinastia, uma extensão das rebeliões sociais por via dos "Irmãos Muçulmanos". A estratégia militar permanece entretanto estado-unidense, como quando da guerra de 2006 contra o Líbano. Os bombardeios não são concebidos para eliminar os combatentes – o que, como já foi dito, não faz sentido em meio urbano –, mas antes para paralisar a sociedade palestina no seu conjunto. É a aplicação da teoria dos cinco anéis de John A. Warden III"

em actualização

sábado, janeiro 10, 2009

programa "democracia por petróleo"

entretanto no Iraque, sem grandes fanfarras, os invasores inauguraram a nova embaixada em Bagdade - para se ter uma ideia da quantidade de "democracia" exportada para um país que vem sendo degradado por agressões desde há 18 anos (com o famigerado programa petróleo por alimentos), basta comparar a descomunal área ocupada pelos americanos com a exíguo tamanho do "parlamento nacional" habitado por fantoches animados. E as marionetas indígenas até passam a dispôr de "assessoria técnica" a partir de um edificio próprio para as instalações do CIA. Esta arquitectura de "zonas verdes" com piscinas para as mais altas indivualidades sociais é bem o prenúncio do novo tipo de sociedade que chega: os colonatos murados onde se refugiam os bandos de facínoras que gerem militarmente os recursos das regiões que se considerem relevantes. Tudo e todos os precários bantustões do lúmpen que estiverem extra-muros é terra e vítimas para queimar

sexta-feira, janeiro 09, 2009

a Cultura do Porche

o CDS, um fungo que como é habitual em épocas de nevoeiro e frio, canibaliza todos os nichos de mercado, anda muito preocupado com a cultura – quer ouvir o ministro no Parlamento sobre o caso da falta de massa para subsidiar as participações portuguesas na Arco e na Bienal de Veneza. Massas por massa, o grande líder que se transformou em famoso por via da ANACP, Assoc. Nacional de Ajuda à Compra de Porches, com a ascenção meteórica de fundos próprios do Grupo poderia propôr que este se convertesse em c.ristões d.c. mecenas das nossas galerias de artistas.

A pedido, outro famoso, o ex-presidente do BPN José Oliveira e Costa também irá prestar declarações ao local de trabalho dos “representantes do povo”o que transforma a casa numa espécie de etar de tratamento de resíduos corruptos – este é outro que “em nome do pai, do filho, do genro e do Óscar...” contribuiu para a nossa economia com outro Porche – sabem que mais? Esta gente está certa: a construtora alemã de carros de luxo Porche depois de adquirir a maioria das acções passou a controlar a Volkswagen e em 2009 planeia chegar aos 75% do capital – e isto é bom,

porque as nossas elites engordadas na capoeira do Estado vivem, em mais de meio das migalhas de impostos que sobram da actividade fábrica da Auto-Europa em Palmela; lá esperto é ele, o Portas, ainda havemos de o ver a vender Porches ao Pentágono. Entretanto, com esta deriva da treta esquecemo-nos do ministro e da Cultura; mas sobre isso é melhor ouvirmos o que diz Carlos Fragateiro, o ex-director do teatro D. Maria II – o tal que está parado desde que este governo nomeou a sua comissão liquidatária:

clique no recorte para ampliar
em stand-by, à espera do favorito godot da cultura pop(larucha)

quinta-feira, janeiro 08, 2009

e então apareceu o judeu Henry Kissinger

e, aquele que ficou conhecido como o maior criminoso da História, em nome da Comissão Trilateral e do Grupo Bilderberg diz ao que vem: sugere (quer) que Obama crie de imediato uma instituição internacional cuja sigla deverá ser NWO: a “Nova Ordem Mundial”



que Bush não foi um mero acidente de percurso, e que existe uma agenda escondida que pré determina os acontecimentos no sentido da criação de um governo mundial único de inspiração fascista, já toda a gente deveria ter percebido; mas para os relutantes bastará conferir os desejos ontem expressos por Kissinger com as inflamadas declarações de Barack Obama durante a recente campanha eleitoral. Confiram a voz da inflamada ovelha a quem os lobos vestiram uma pele igual à sua:



Veja mais de Obama e leia outra citação importante no mesmo sentido, desta vez da Banca Global - de Nelson Rockefeller: “Tudo o que precisamos é de uma grande crise e as nações aceitarão uma Nova Ordem Mundial”, bem como depoimentos de outros personagens tristemente famosos, de George Herbert Bush até Dick Cheney” – a NWO é a única maneira, confirma Obama (ver vídeo aqui)

ontem em Washington, à hora do lanche:
Nº1. Ainda ontem o patriarca da recente ameixa seca dinástica dos Bushes, George Herbert W. Bush, manifestava a intenção de angariar clientela para lançar o seu filho mais caçula Jeb como cavalo na corrida para a próxima presidência da superpotência que controla o poder mundial; Isto quando a maior parte do mundo, todos menos a débil massa mental dos confins da aldeia americana, vêem em estado de choque que o “W” jamais deveria ter sido re-eleito. Para se resguardar Jeb Bush não ocupará o lugar deixado vago por Mel Martinez no Senado do Estado da Florida.

Para quem não se recorde, Jeb Bush é o responsável pela fraude eleitoral na Florida que possibilitou, com a conivência do tribunal constitucional presidido pelo juiz ultraconservador Jack Scalia, a colocação na Casa Branca do irmão George W. Bush no ano 2000. Já depois disso, Jeb enquanto governador da Florida foi acusado de ter "vendido" 800 milhões de dólares dos Fundos de Pensões do Estado a empresas de hipotecas onde viria a beneficiar de favores mal abandonou o cargo. O caso continua sob investigação. Mas no caso do mano W a justiça popular já apurou o suficiente: devia sair da Sala Oval para se sentar directamente no banco dos réus no tribunal de Haia - apesar disso no que respeita ao potencial sucessor do clã, diz o pai: sim “Jeb é meu filho, um filho que eu amo”:

a linha correcta para o Bloco

(...) os descontentes do PS "bem podem invocar Antero, Leon Blum, Olof Palme, mas isso não faz parte da cartilha ideológica de Sócrates, remetido ao pragmatismo liberal"

os "descontentes do PS poderão até criar organizações novas, um partido, para eventualmente recuperar um espaço social- democrata mas a alternativa de poder de que fala Manuel Alegre não é seguramente o socialismo mas seria descabido, ainda mais na actual adversa relação de forças, subestimar possibilidades de ruptura com as políticas neoliberais de PS e PSD, o bloco central de interesses". (ampliar informação)
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"a Convergência das Esquerdas" vista por Luis Fazenda
e
a "melhor" esquerda do PS dá razão à posição de LF: "Desiludam-se os que queiram renovar a esquerda com o Bloco", diz Paulo Pedroso, isto é: o centrão neoliberal para se afirmar precisava desesperadamente que o Bloco deixasse de ser de esquerda. Veremos qual a linha que prevalecerá na próxima Convenção do BE
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quarta-feira, janeiro 07, 2009

ainda há gente decente

perante as evidências
"a Venezuela expulsa o embaixador de Israel como forma de protesto contra os crimes cometidos sobre os palestinianos"
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"mais um dia, mais um massacre, mais deliberações diplomáticas, mais silêncio, mais cumplicidade"
Laila El-Haddad,
in "Diário de uma Mãe Palestiniana"
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A proposta de cessar fogo do Egipto é apenas mais uma forma de conspiração americana- israelo-árabe. Quaisquer conversações sobre Paz entre Israel e o Hamas devem partir do principio do cancelamento do vergonhoso acordo de fronteiras assinado entre Israel e a Autoridade Palestiniana em 2005, que deu origem à guerra civil entre a Fatah e o Hamas (Kawther Salam)
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A partir de agora "a guerra" tem intervalos sanitários diários para a siesta dos facínoras e para assistência às vítimas. O corredor autorizado e aberto para auxilio humanitário desemboca literalmente no posto fronteiriço entre Gaza e o Egipto onde estão os soldados americanos. Um sofisticado posto de controlo estabelecido após a "guerra dos 6 dias" que foi aqui descrito quando passou o documentário "Sinai Field Mission" no último DOCLisboa

crime do dia

"Israel lança bombas de fósforo sobre Gaza"

A aviação israelo-Sionista despeja bombas sobre o objectivo suspeito, neste caso uma farmácia em Rafah:



Choque e Pavor: como “os técnicos” de Israel sabem que minutos depois em redor do local se junta sempre uma pequena multidão tentando ajudar possíveis sobreviventes, os helicópteros despejam granadas de fósforo branco no mesmo local.



o fósforo branco, que a aviação militar portuguesa e os povos das colónias tão bem conhecem é uma arma química absolutamente proibida pela Convenção de Genebra (as partes do corpo atingido ardem queimando ininterruptamente, mesmo se mergulhadas em água). O resultado são queimaduras como esta (foto de ontem)

Não se trata, como se disse, do "crime do dia", mas de uma prática que merece o título de "crime do ano", que leva já longos anos de vida, a espalhar a morte. Esta técnica do duplo bombardeamento para atingir o maior número de vítimas é uma prática antiga da tenebrosa máquina militar israelita - O vídeo seguinte documenta o efeito de apenas UM MÍSSIL das toneladas que são despejadas sobre o campo de concentração de milhão e meio de pessoas; que os criminosos psicopatas governamentais sionistas fazem chover sobre um dos territórios mais densamente povoados do planeta. É um genocídio, agravado pelo facto da população média em Gaza ter menos de 18 anos. Israel chama a isto de “guerra com o Hamas”. Recordemos em que condições, verificadas não agora, mas há cinco anos atrás, em 2003:

terça-feira, janeiro 06, 2009

a vida em Gaza

Esta era a situação UM MÊS ANTES dos actuais ataques começarem:



os comentários de John Ging o encarregado da comissão de apoio aos refugiados (UNRWA) completam a visão do degradado panorama que já se vivia, aliás, sempre se viveu desde a fundação do Estado Sionista

Obviamente, como explica Michel Chossudovsky em artigo na GlobalResearch sobre a "Operação Chumbo Fundido" (traduzido para castelhano aqui e em português aqui) estas acções fazem parte de um programa politico militar mais alargado que nalgum momento foi previamente decidido e concertado pelo governo Sionista - o primeiro sinal foi o desmantelamento dos colonatos ilegais em Gaza há três anos; pretenderam sacar a sua gente para dispôr de liberdade de acção, porque se houvesse judeus em Gaza eles não poderiam bambardear e matar indiscriminadamente inocentes como estão a fazer. Esse ponto de viragem coincidiu com momento em que também lograram romper a segurança do lider da Fatah e decidiram o envenenamento de Yassir Arafat, acto que os Estados Unidos aprovaram em planos secretos. E iniciou-se então o plano, que tem um nome e várias fases; e esta fase é a arremetida final para varrer os palestinianos de Gaza do mapa, depois de os terem cercado durante todos estes anos.

Desmantelando Civilizações

Israel não trata de obrigar a Hamas “a cooperar.” O que vemos é a primeira parte (Operação Vingança Justificada) da implantação do“Plano Dagan” como foi inicialmente formulado en 2001, que requería:
“uma invasão de território controlado por palestinianos por 30.000 soldados israelítas, com a missão claramente definida de destruir a estrutura dirigente palestiniana e de recolectar armas actualmente em poder das diversas forças palestinianas, e ainda de expulsar ou matar a sua direcção militar" citado de Ellis Shulman sobre a operação em epigrafe.
A questão mais ampla é se Israel, sob consulta a Washington, quererá provocar uma guerra mais ampla que abranja a região em maior escala. A expulsão poderá assim ocorrer nalguma etapa imediatamente posterior à invasão por terra, se os israelitas permitirem abrir as fronteiras de Gaza para de modo a provocar um êxodo da população. No tempo do carniceiro Ariel Sharon, a besta militarista referiu-se a esta estratégia como "uma solução ao estilo de 1948" - Para Sharon "apenas (era) necessário encontrar outro Estado para os palestinianos - a "Jordânia também é Palestina" foi a frase então cunhada, segundo cita Tanya Reinhart

"Não olhem para mim que eu não tenho nada a ver com isso. Apenas vim desempenhar o meu cargo. Os judeus da FED organizam os pagamentos; nós no Pentágono coordenamos o complexo industrial militar, os Sionistas que têm treino especial para serem odiados actuam na destruição; a Europa faculta meios de controlo e reconstrução - e nós recolhemos os lucros que redistribuimos generosamente por todos os nossos amigos: Simples, no final todos ganhamos! especialmente os sócios indefectíveis da empreitada têm um lugar especial nos nossos corações" (que ficam mesmo perto do bolso onde temos a carteira)
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acerca de entrevistas encenadas e informação inquinada

"Deveria ser criada a "Ordem do Sapato" pelas ordens e sindicatos de jornalistas para demonstrar que não são bajuladores dos grandes interesses agressores e exploradores dos seus povos"

* Israel tem mais de 11 mil presos políticos palestinos nos seus cárceres e muito poucos jornalistas no mundo fazem campanhas pela sua liberdade. Por que será?
* Não é Chávez que os deixa loucos. É a democracia participativa do povo o que não suportam
* Doze regras para a redacção de notícias sobre o Médio Oriente nos grandes meios de comunicação (no SinPermiso)
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segunda-feira, janeiro 05, 2009

o "ZigeunerBaron"

Balas para os Jovens, Dinheiro para os Bancos
grito de revolta dos amotinados da Grécia

o Concerto de Ano Novo conduzido pelo maestro judeu Daniel Barenboim, um pacifista adepto incondicional de uma mítica conciliação entre exploradores e escravos do capitalismo, ofereceu-nos em três “frames” um retrato fiel do mundo de hoje: 1. a obra de Arte 2. paga pela Rolex 3. num luxuoso ambiente de Elites – ou seja, 1. o disfarce por via televisiva de grande audiência mundial, que os salões dourados da burguesia, as talhas, os instrumentos, enfim, toda a panóplia de bens e mercadorias essenciais são produzidos pela classe operária; 2. que as empresas patrocinadoras e as suas sociedades de accionistas dominam de facto o panorama ultrapassado da forma Estado; e 3. que as Elites, com acessos pagos a peso de ouro, detêm os meios culturais capazes de se estupidificar e maila aos adictos dos ecrans,
a ponto de não se perceber a origem comum do imigrante ZigeuneurBaron (o Barão Cigano de Strauss) com os ZionMigrantes (a cujas elites, sem lhes mencionar a etnia, Roosevelt cunhou o epípeto de “Banksters”, uma aglutinação de Banqueiros e Gansters em periodo de depressão e colapso) que enformaram a classe cleptocrática que se apoderou da economia mundial – literalmente os causadores da actual crise especulativa cujas consequências vão pretender seja a economia real a pagar (enquanto de facto os Barões já empocharam os proventos).

Dando a volta pelos 120 anos das belas e ingénuas harmonias de Strauss, vemos também, noutro parâmetro, os Ciganos que não se tornaram barões – por exemplo, na incontornável tradição folclórica da Andaluzia (o nosso Al-Andaluz) com as suas danças gitanas. Que se integrem, pois com certeza; agora, atendendo às nossas experiências de vida concretas, experimente-se a pôr uma família de ciganos à frente do Ministério do Tesouro. O facto de não haver por estas bandas ibéricas folclore judeu digno de nota, aponta para que de facto a ideia Sionista é uma construção recente – esta lógica tem uma explicação: essa faixa de emigrantes Semitas rumou preferencialmente para lugares onde a música (nada folclórica) foi outra e um negócio bem mais profícuo:

"Ao Estrangeiro poderás emprestar com interesse no juro,
mas a teu irmão não o exigirás"
Deuterónimo 23,20

"o Usurário actua exactamente como uma mordedura de serpente de que só se sente o efeito
quando o lugar mordido inchou
"
provérbio árabe
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domingo, janeiro 04, 2009

"os rockets do Hamas causam devastação em Israel"

"Quando qualquer governo, ou qualquer igreja com qualquer outra finalidade, se nega a dizer a verdade das suas intenções; que existem coisas que não podes ler nem saber; de que estás proibido de tomar conhecimento - o resultado final é sempre a tirania e a opressão, deixando de interessar quais foram as sagrados razões porque principiaram" (Robert Heinlein)

Entretanto a propaganda de Israel já utiliza a famosa deixa de Obama em Julho de 2008: "se eu estivesse em casa com as minhas filhas e me mandassem rockets..."

no Guardian: "A tensão criada pelos disparos vindos de Gaza permite à extrema-direita ganhar apoio nas sondagens"
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"Israel, depende de nós"

esta operação em Gaza, meticulosamente planeada no tempo de intervenção, para o Bush de saída é fogo de artifício, a apoteose dos facínoras, enquanto o outro, o que ainda não entrou, silencioso perante o crime, assobia para o ar enquanto prepara a mega festarola para gáudio dos simples.

mas há um tipo de Presidente que os norte americanos nunca tiveram. Enquanto os torturadores, criminosos de guerra e as marionetas idiotas como Bush, Condi Rice e outros esquizofrénicos cadáveres morais se enfiam nos body-bags em representação da “Pátria” o ex- candidato de etnia judia Ron Paul, um libertário conservador que aderiu ao partido republicano para ter visibilidade, sabe quem é o Diabo quando o vê.
E o que diz o homem que durante a campanha eleitoral teve a ousadia de questionar em directo Ben "Bolha Greenspan" Bernanke sobre o dinheiro e a economia ficticia? - "Perante a actual situação económica não temos condições para continuar a pagar o Estado de Israel. E no entanto continuamos envolvidos"

PROTESTOS EM LISBOA CONTRA O MASSACRE DE GAZA

# Acções de protesto contra o massacre da população de Gaza: Dia 5 de Janeiro, Largo de S. Domingos (Rossio), 18 horas
# Dia 8 de Janeiro, Embaixada de Israel, 17 horas

Estas acções estão a ser convocadas e organizadas pela CGTP, Comité de Solidariedade com a Palestina, CPPC, TPI, MDM, BE, Abril, FER, Rubra, PO, SOS Racismo, MDPPM, Gueto e outras entidades
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