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domingo, fevereiro 15, 2009

Divisão Social Internacional do Trabalho

se dúvidas houvesse sobre a natureza de continuidade do regime neoliberal de Obama dominado pelo Sionismo, tanto financeiro como militarizado, elas desvaneceram-se quando o Cavaco que lhe mastigou o slogan "yes You can" apontando o dedo a uns figurinos úteis que se prestaram a servir como amostra de juventude resignada. Emigrem e depositem a "guita" nos nossos bancos, foi a mensagem que ele quis dizer lá na dele.

a exportação do Trabalho

"Nos últimos doze meses, a economia norte americana destruiu 3,5 milhões de empregos, o maior corte desde 1939, durante a Grande Depressão. Cerca de metade desses cortes ocorreram somente nos últimos três meses. De acordo com o departamento de trabalho dos EUA, existem agora 11,6 milhões de trabalhadores sem emprego no país. Além disso, somam-se mais 7,8 milhões que estão subempregados ou que buscam um emprego de 8h, mas não o encontram. Se forem contados os subempregados e os marginalizados, a taxa de desemprego chega certamente a 14% da população, de acordo com o Wall Street Journal.
O sector que mais sofreu foi o industrial, com 207.000 postos de trabalho perdidos em Janeiro (após os 162.000 em Dezembro). Tal número representa o maior desde 1982, quando a produção industrial dos EUA foi deliberadamente diminuída pela "terapia de choque" do chefe da Reserva Federal, Paul Volcker (um carreirista da mesma escola neocon de Greespan) - o mesmo que agora é conselheiro económico do presidente Barack Obama. Existem actualmente apenas 12,6 milhões de trabalhadores fabris nos EUA, o menor número desde 1946"
(publicado no World Socialist)

Face ao aumento do desemprego (programado pelas deslocalizações) como efeito directo verificam-se fortes quedas nos "mercados financeiros". O sector continua a acumular prejuizos abissais, sem que exista um plano definido. ("apenas temos um plano para ter um plano", diz-se de Timothy Geithner). Um programa de intenções de continuar a comprar valores falidos de Bancos à medida que a derrocada se vai avolumando. (ler mais aqui)
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sábado, fevereiro 14, 2009

Médio Oriente

entrevista com o historiador judeu anti-Sionista Ilan Pappé, legendada em português; TV Globo. 23 minutos a não perder, para uma compreensão alargada aos primórdios do problema Israel Palestina. Ilan Pappé é o autor do livro A Limpeza Étnica da Palestina (edição One World, Oxford, 2006). Professor catedrático de renome internacional na Universidade de Haifa, vive em Israel entre ameaças de morte e é obrigado a editar e publicar as suas obras no estrangeiro.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

a Origem das Espécies

“Já no fim da sua viagem de cinco anos no navio HMS Beagle na zona de Pernambuco o jovem Darwin ouviu um grito que não mais deixaria de ouvir toda a vida: “só posso suspeitar que algum pobre escravo estivesse a ser torturado(…) no Rio de Janeiro vivi perto de uma senhora que tinha um instrumento para esmagar os dedos das suas escravas” O horror à escravatura foi o motor da investigação de Charles Darwin sobre a origem e a transformação de todos os seres vivos, afirmam Adrian Desmond e James Moore, autores de “A Causa Sagrada de Darwin – Raça, Escravatura e a Busca das Origens

Rio de Janeiro (1). Em 1996 a história de Valongo emergiu do subsolo de uma forma abrupta. Um casal de moradores da Rua Pedro Ernesto no bairro da Gamboa decidiu fazer obras na casa construida no século XVIII; durante as escavações encontrou no meio do entulho centenas de fragmentos de ossos misturados com cacos de cerâmica e vidro. Eram vestígios do até então desconhecido cemitério dos Pretos Novos. Ali, duzentos anos antes, enterravam-se em aterros os escravos recém chegados de África e mortos antes de serem vendidos. O maior entreposto negreiro das Américas, o Mercado de Escravos de Valongo, desapareceu do mapa sem deixar vestígios. A sua localização é ignorada nos mapas das ruas, na direcção da Praia Mauá numa ladeira chamada de Morro de Valongo, sem nenhuma placa, monumento ou identificação.
Por alturas da chegada da Corte portuguesa ao Brasil, navios negreiros despejavam no Mercado de Valongo entre 18.000 a 22.000 homens, mulheres e crianças por ano. Permaneciam em quarentena, para serem engordados e tratados das doença. Quando adquiriam uma aparência mais saudável, eram comercializados da mesma maneira que animais de carga ou de pecuária.
O desembarque, a compra e venda de escravos faziam parte da rotina da colónia havia quase três séculos, face à dificuldade de obter mão de obra indígena. A “mercadoria” destinava-se a alimentar as minas de ouro e diamantes, os engenhos de cana de açúcar e as lavouras de algodão, café e tabaco. Segundo um relato do espanhol Juan Francisco de Aguirre, os 30 monges do Convento de São Bento, então o mais rico do Brasil, "viviam dos rendimentos proporcionados por “quatro engenhos de açúcar, que empregam 1.200 escravos e de rendas de casa no Rio”.

Ao passar pelo local em 1823 a viajante inglesa Maria Graham registou no seu diário uma visão confrangedora: “Hoje vi o Valongo. Quase todas as casas desta longuíssima rua são um depósito de negros cativos. Passando pelas sua portas à noite, vi na maior parte delas bancos corridos colocados rente às paredes, nos quais filas de jovens criaturas estavam sentadas, com a cabeça rapada, os corpos macilentos, tendo na pele sinais de sarna recente. As pobres criaturas jaziam sobre tapetes, evidentemente muito fracas para se sentarem”
O cônsul inglês James Henderson descreveu assim o desembarque dos escravos no Rio de Janeiro: “ Os navios negreiros que chegam apresentam um retrato terrível das misérias humanas. O convés é abarrotado por criaturas, apertadas umas às outras tanto quanto possível. As suas faces melancólicas e os seus corpos nus e esquálidos são o suficiente para encher de horror qualquer pessoa não habituada a este tipo de cena. Muitos deles, enquanto caminham dos navios até aos depósitos onde ficarão expostos para venda, mais se parecem com esqueletos ambulantes, em especial as crianças. A pele, que de tão frágil parece ser incapaz de manter os ossos juntos, é coberta por uma doença repulsiva, que os portugueses chamam sarna” (...)
“Quando uma pessoa quer comprar um escravo, visita os diferentes depósitos, indo de uma casa a outra, até encontrar aquele que lhe agrada. Ao ser chamado, o escravo é apalpado em várias partes do corpo, exactamente como se faz quando se compra um boi no mercado. Ele é obrigado a andar, a correr, a esticar os braços e pernas bruscamente, a falar, a mostrar a lingua e os dentes. Esta é a forma considerada correcta para avaliar a idade e julgar o estado de saúde do escravo”

"Assim que o comprador entra o vendedor faz um sinal e todo o harém se levanta e começa a gritar e a dançar, como se para provar que têm pulmões e que compreendem à maravilha a servidão. Infeliz é aquele que não imita os seus companheiros, o chicote bate-lhe no flanco e pedaços de carne negra voam pelo ar" - J.Arago, 1817.

Entre os séculos XVI e XIX, cerca de 10 milhões de escravos africanos foram vendidos para as Américas. O Brasil, maior importador do continente, recebeu quase 40 por cento desse total, algo entre 3,6 milhões e 4 milhões de cativos. Com a chegada da Corte e o aquecimento dos negócios na colónia, o tráfico aumentou de forma exponencial. O número de escravos desembarcados no Rio saltou de 9.689 em 1807 para 23.230 em 1811 – um aumento de duas vezes e meia em quatro anos. A média anual de navios aumentou de 21 para 51 - o trabalho escravo tinha-se tornado um deus económico - “tentar suprimir o tráfico era uma actividade vã” notou o historiador Alan K. Manchester. Os lucros do negócio eram astronómicos; um escravo comprado em Luanda por 70.000 réis era revendido no Distrito Diamantino em Minas Gerais por 240.000 réis. Só em impostos o Estado recolhia cerca de 80.000 libras esterlinas por ano com o tráfico negreiro.
Era um negócio arriscado. Cerca de 40% dos negros escravizados morriam no percurso entre as zonas de captura no interior do Congo, Angola ou Moçambique e o litoral e depois durante a viagem marítima (em navios de companhias como a Grão Pará e Maranhão). A bordo eram considerados uma carga como outra qualquer; tinham menos espaço que um homem dentro de um caixão segundo relata o autor de “Black Slaves in Britain”: “temendo perder toda a carga antes de chegar ao destino, o capitão Luke Collingwood decidiu lançar ao mar todos os escravos doentes ou desnutridos. Ao longo de três dias, 133 negros foram atirados da amurada, vivos. E depois o armador pedia uma indeminização à seguradora por carga pedida”. Da costa atlântica até ao Brasil a viagem durava entre 33 a 43 dias e do Indico chegava aos 76 dias, quando não havia naufrágios, que eram frequentes. Por fim, ao chegar aos depósitos, como os do Mercado de Valongo, entre 10 a 12% pereciam antes de serem vendidos. Em resumo, de cada 100 negros capturados em África só 45 chegavam ao destino final. Significa que, de dez milhões de escravos vendidos nas Américas, quase outro tanto teria morrido no percurso, num dos maiores genocídios da história da humanidade.

a melhor prova da teoria de Darwin, que as espécies
evoluem ultrapassando e adaptando-se inexoravelmente
às vicissitudes do meio, está na mestiçagem que
desfila no Carnaval do Rio, como este belo exemplar:

(1) Dados respigados do livro de Laurentino Gomes 1808

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

a última mentira de Bush é Obama

C`o a breca; macacos me mordam, como diz o Tim-Tim. Nada do que estes tipos dizem corresponde à realidade. Pulido Valente um destes dias “argumentava” com o cliché “Kennedy e Obama, um e outro eram mestres de retórica” anotando entre parêntesis: “embora a de Kennedy fosse a de Ted Sorensen…” – ora bolas, que há funcionários especialistas em programar tudo o que um presidente dirá ou fará em público, em nome de determinados grupos negros ocultos (como muito bem tem lembrado o nosso Sócrates), confirmou-se também com Obama: então não foi um jovem de 27 anos, Jon Favreau, que lhe redigiu o discurso inaugural?, (ao que se consta numa tarde de trabalho no Starbucks), e quanto à habilidade para retórica estamos conversados! no dia de tomada de posse o Imperador ia nu, lendo “talentosamente” a prosa ao teleponto como todos os outros sempre têm feito. Até a música de fundo que milhões de pessoas viram, foi meticulosamente ensaiada e gravada previamente pelas superestrelas Itzahk Perlman e o violoncelista Yo-Yo Ma. Viram-nos “actuar” em directo, mas o que ouviram foi uma gravação. (tal como tinham condenado antes nos Jogos de Pequim).

Capitulo dois. Neste mundo surreal de mentiras e show-off patrocinado pelo negócio das multinacionais e quando as vítimas da obamania começavam a acreditar que a "luz" tinha chegado à casa branca, Timothy Geithner, o judeu nomeado para o Tesouro (ver currículo abaixo) apresentou o conjunto de banais pêtas que constituem o “plano para “salvar” a economia”, isto é, explica como vão torrar triliões que não são deles.

a História que conhecemos, é a estória do crescimento do tumor capitalista. E o know-how para sair das crises tem sido sempre inflaccionar o valor do dinheiro. Não é um caso especifico deste ou daquele regime, é inerente à essência do sistema capitalista (ler Marx). Para sair da “grande recessão” Roosevelt “precisou” de 4,9 biliões e de uma guerra mundial. Para sair da “guerra civil” interna da década de 60 Lyndon Johnson precisou de intermediar o assassínio de um presidente, de 948 milhões e uma guerra, a do Vietname. Ronald Reagan para se escapar da falência do dólar legada por Nixon precisou de 9 biliões. Bush precisou de 168 biliões e duas guerras de conquista regional. Barrack Obama não se sabe ainda quanto vai precisar, começou por 800 biliões (arredondados para 1 Trilião e já ultrapassado para 1,4) e vai decerto precisar de uma guerra a condizer com a grandiosidade do investimento. Se atacam o Irão será o princípio da 3ª guerra mundial.

Se tiveres que quebrar a Lei, fá-lo para obter Poder. Em todos os outros casos em que não seja preciso fazê-lo, observa sempre este princípio”
Julio César (recordado na transição de Bush para Obama)

Para uso exterior, a chave para compreender a administração de Obama não está nele, mas na figura do vice-presidente Joe Biden (senador decano do CFR, o Comité de Relações Exteriores, onde pontificam Rockefeller como coordenador com a Trilateral e o grupo Bilberberg e Henry Kissinger, os tais das "forças negras"), representados por Biden que apareceu como se viesse do nada, nomeado não se sabe bem por quem.
Das assinaturas de Obama, sabe-se apenas que o homem é canhoto e que, confrontado com as irregularidades fiscais dos seus nomeados para a área de economia desabafou: “Fiz asneira!” (disse em calão: “I screwed up!”= fodi-me!). Pois sim, serão erros, mas eles lá continuaram investidos. Diz uma exaltada leitora americana: “Não me lixem. Evasão fiscal é crime. Se algum de nós tivesse feito o que Tim Geithner fez, já estaria na prisão”. Tom Daschle ganhou centenas de milhar em conferências pagas pelas multinacionais farmacêuticas cujo sector vai agora dirigir como Secretário da Saúde. Bil Richardson teve de renunciar ao cargo por acusações de corrupção num tribunal do Novo México. Hillary Clinton escapou-se por um triz de explicar a finalidade das contribuições financeiras que a Fundação Clinton recolhe por todo o mundo; entre elas os milhares entregues por um conselheiro de Estado português através do BPN. Para quem, como Obama, “queria limpar Washington da corrupção” os títulos dos jornais falam por si “É o fim da lua-de-mel”.

Se não actuarmos, a crise desembocará numa catástrofe

Fabrique-se o dinheiro e Obama promete criar 4 milhões de empregos - atendendo ao rácio da diferença populacional, ainda são menos que os 150 mil prometidos por Sócrates. A mentira não está nos números, mas nos antípodas, no facto de continuarem os black-outs do patronato, os encerramentos e o aumento do desemprego numa crise sem precedentes.
Na conferência de imprensa de segunda feira Obama admitiu que “de 1 dólar fizeram 30 (300, 3.000 ou 30.000, ninguém sabe ao certo, porque as quantidades não são apuráveis) e, continua o presidente: “com isso originámos um consumo realmente muito acima das nossas possibilidades. É preciso criarmos uma economia sustentável. Mas tudo o que fizermos será sempre parte da solução,, mas não A Solução”
relacionado:
Depois de Biden em Munique, chega à Europa o general comandante supremo David Patreaus para "rufar os tambores" da Nato rumo ao Afeganistão
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quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Change? (VIII) a "nova" administração Obama

















Mais sobre a conferência de imprensa de Obama (link); onde se diz que defender a paz é fazer a guerra. Fazê-la e pagá-la, foi esta a mensagem que Joe Biden trouxe à Europa.

P – Prometeu-nos transparência; quais os custos destas guerras?
R – (!) precisamos de garantir que não seremos atacados no nosso território. Esperamos por isso uma maior ajuda e coordenação com os nossos aliados (...)
[na prática isto representa incutir medo para consumo interno, continuar a sonegar dinheiro dos contribuintes europeus para pagar as guerras do Império, e a adesão da França à Nato, que sempre, desde os tempos de DeGaulle tinha negado a presença militar americana em território francês. Foi isso mesmo que Joe Biden veio transmitir à conferência de Munique]
(...) temos também de prevenir (impedir) a continuação da execução do programa de armamento nuclear do Irão (...)
[Esta frase, de puro spin de Obama dito o Abençoado (Baraka, em árabe), articula-se com acções paralelas similares de Israel que ao mesmo tempo que toda a gente percebe que a estória dos foguetes Qassam é ridícula e inverosimil, começou a acusar o Irão de estar a fornecer misseis C-802 ao Hamas em Gaza. Como assim?, se existe um cerrado bloqueio terrestre e marítimo ao território? onde existem carências de tudo, menos de mísseis?

[no bloqueio até Portugal colabora sem que o seu próprio povo se aperceba, embora se visse nas televisões uma pequena multidão choramingosa de esposas e filhos a despedir-se da fragata “Álvares Cabral’ partindo para uma missão no Mediterrâneo no âmbito da Nato"]. O negócio da guerra como privilégio das Altas Patentes das Forças Armadas portuguesas “contra o terrorismo” tem raízes fundas no salazarismo (quando se usava dizer que o colonialismo combatia “os Turras); reciclados, os cães de guerra que em tempo de crise usufruem de generosíssimas remunerações e mordomias, sob a a capa da Nato colocaram-se (desde que haja quem pague) numa boa posição para ajudar o Estado ilegal de Israel a prosseguir as suas violações da lei.

Psiche - Peter Howson

Fidel Castro: "que nome tão estranho, Rahm Emanuel! de onde provém?" - "Todos os outros povos vão pagar os empregos americanos, o desperdício e os lucros das grandes multinacionais"; mas ainda assim "o presidente Obama não será capaz de salvar a América da crise do capitalismo"
(ler em CubaDebate)
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terça-feira, fevereiro 10, 2009

“eleições” em Israel não significam nada

o Palácio de Westminster em Londres, nas comemorações
do 60º aniversário da fundação do Estado de Israel (2008)

Quando na conferência de imprensa de ontem Obama mencionou que “é preciso evitar a todo o custo a proliferação de armas nucleares” mencionando a possibilidade de a Al-Qaeda e os Talibans que actuam no Afeganistão virem a adquirir armas desse tipo, a veterana Helen Thomas, 89 anos, (que já "aviou" 7 presidentes e é das poucas que recusam o Heil ao Chefe) fez-lhe uma pergunta assassina: “Conhece mais alguns países no Médio Oriente que tenham armamento nuclear?, que sejam “paraísos para terroristas”? – a resposta foi que sim, que havia “o caso do Paquistão, para onde enviámos mister Holbrook”. O branqueamento da actividade dos genocidas Sionistas é total.

Quando se fala em “eleiçõesem Israel trata-se apenas de uma encenação onde diversas cliques extremistas disputam competências para comandar acções militares expansionistas. Sem medo nem vergonha pelas consequências. Ou não estivessem gravadas as declarações do 1ºministro bushista Ariel Sharon em Outubro de 2003:
“de cada vez que fazemos qualquer coisa vêm dizer-me que a América fará isto ou que fará aquilo… sobre isso quero dizer-vos muito claramente: não se preocupem com as pressões da América sobre Israel. Nós, o povo judeu, controlamos a América, e os americanos sabem muito bem disso



Ver também o vídeo do RussiaToday onde o controverso Norman Finkelstein, um académico judeu norte americano, negacionista da teoria oficial do “holocausto e especialista em questões do Médio Oriente, condena Israel pelas atrocidades massivas cometidas em Gaza durante as três semanas de guerra contra os militantes do partido político Hamas
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segunda-feira, fevereiro 09, 2009

O holocausto segundo a Heuristica

Diz-se de heurístico um pressuposto que assenta em “ses”, e a partir daí segue regras de lógica não rigorosas. (Pratkanis, 1995). Uma forma de heurística comum é a assumpção que um item mais caro é superior a outro de menor custo. As conclusões que seguem esta premissa de uma maneira geral podem ser consideradas verdadeiras; mas então ocorrem importantes excepções. Por exemplo, os preços dos maços de tabaco, bebidas alcoólicas, perfumes ou o parlapié dos sócrates e santanas lopes, mantêm escassas relações com os actuais custos de produção.
Outra fórmula heurística é “não há fumo sem fogo” – partindo do Inferno é arduamente dificil a um historiador crítico aceitar como factos verdadeiros crenças cristãs como “o espírito de deus feito download (através do espírito santo) em Cristo, ou na ressureição e subida aos céus ao terceiro dia”, apesar destas mitologias persistirem durante dois milénios e a partir das quais se construiram sólidas instituições. Por incrível que seja neste principio de século XXI, o decano dos comentaristas da nossa praça, decerto lido por populares pouco exigentes que lhe fazem a fama, equaciona heurísticamente as práticas das hierarquias da ICAR e do holocausto como assentes em factos seguros, incontornáveis e indesmentiveis. Infelizmente isto não é matéria nem de igreja nem de sinagoga. É matéria sobre factos, comprovados por testemunhos e documentação verídica.

Guerra de Religiões:
porque haveria Richard Williamson de pedir desculpas?

Em 1988 o engenheiro norte americano Fred Leuchter visitou os alegados “campos de extermínio” de Auschwitz, Birkenau e Majdanek para recolher amostras de resíduos de Zyklon B (um ácido com base de hidrocianeto) as quais deveriam inevitavelmente permanecer nas supostas “câmaras de gaz” se por acaso foram usadas como tal. Eram as primeiras provas forenses testadas a partir das “câmaras de gaz”.
Leuchter era um consultor que havia sido contratado pelo “American Prison Service” como conselheiro técnico na construção das câmaras de gaz destes serviços nos EUA.
Os residuos de hidrocianeto recolhidos na Instalação de Desinfestação nº1 de Birkenau (o termo empregue é “delouse”, despiolhar) que procediam dessa amostra eram 1000 vezes mais altos do que as amostras recolhidas das zonas de chuveiro comunitários, as áreas que supostamente “teriam servido como câmaras de gaz para assassínios em massa. Os residuos em análise consistiam em acumulações de simples fumigações ciclicas que tinham sido efectuadas, o que levou Leuchter a concluir em 1989:
“Depois de revisionar todo o material e inspeccionar todos os sítios em Auschwitz, Birkenau e Majdanek, como autor tenho de considerar as evidências que os factos decorrentes foram sobreavaliados. Não houve execuções em câmaras de gaz em nenhum destes locais. É uma questão de grande engenharia de opinião alegar que nestes sítios puderam alguma vez existir instalações seriamente consideradas com a função de câmaras de gaz.
Os relatórios subsquentes do engenheiro químico Germar Rudolf, da Kammerer & Solms em 1993, e do Presidente da Ordem dos Engenheiros Austríacos Walter Lüftl concordou com as conclusões de Leuchter no que diz respeito a Auschwitz, o caso mais famoso da campanha de 60 anos de propaganda de vitimização sionista.

Como Richard Verall relata no livro “Did Six Milion Really Die” (Morreram Mesmo 6 Milhões?) “apesar das inspecções feitas pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha a inúmeros campos de concentração, através das suas 1600 páginas de Relatórios de actividades (IRCC) durante a Segunda Grande Guerra não existe uma única menção que seja à existência de quaisquer câmaras de gaz. Autores como Arthur Butz, Verall e Rassinier todos eles afirmam que não chegava a haver seis milhões de judeus na Europa ocupada nessa época, desenvolvendo esforços consideráveis para demonstrar demograficamente que a maioria da população judaica sobreviveu. Segundo Martin Gilbert no inicio da guerra na Alemanha existiriam nesse país apenas 160 mil. Os milhares de massacrados em Kielce quando os judeus foram libertados dos campos de concentração já depois do fim da guerra e procuravam refúgio dentro da Polónia (tinha então Ratzinger 20 anos) até esses inflacionam as contas do holocausto de Vasco Pulido Valente (para diabolizar Hitler) ou vice-versa, com a intenção oculta de reabilitar os Nazis, segundo afirma o cronista.
Paul Rassinier, ele próprio um internado em alguns desses campos de trabalho, deu um formidável contributo sobre o tipo de vida que se levava aí, como uma primeira vaga, antes de começarem a aparecer fantasiosas elaborações de outros internados nos mesmos campos em que ele esteve. Apenas uma pequena proporção de presos eram judeus e os campos eram maioritariamente administrados pelos próprios detidos. Do outro lado do conflito, ambos os beligerantes, britânicos e americanos recorreram a campos de concentração durante a 2ªGGuerra para encarcerar potenciais elementos subversivos (Ponting, 1990: pag.151-152). A taxa de mortalidade nos campos de detenção japoneses (POW) foi quase sete vezes mais que nos campos da Alemanha (Johnson, 1983: pag.428).

fonte a explorar:
* "Ciências suprimidas - Psicologia Social, Crenças Religiosas, Censura e Holocausto" de Simon G. Sheppard
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domingo, fevereiro 08, 2009

então e a (in)dependência?

Tem causado alguma polémica através dos debates em curso, a insinuação que uma certa esquerda de cariz social democrata radical propõe para a participação na governabilidade dentro do actual paradigma capitalista. Luis Fazenda, deputado pelo Bloco de Esquerda, (no Le Monde Diplomatique, Fevereiro de 2009), responde à questão, equacionando os problemas do desemprego, subemprego e precaridade em Portugal fazendo o diagnóstico da situação, depois de passar “pelas peripécias das promessas eleitorais de emprego do governo do PS”, do “mal crónico dos responsáveis politicos que se queixam da crise internacional do capitalismo como se a tempestade tivesse caído do céu”; da “escolha do século entre o marxismo e o tipo de capitalismo selvagem à escala global” e do “unilateralismo patronal depois da cultura anti-sindical dos governos liberais”. “Tal como acontece pelo mundo fora, Portugal vai assistir em 2009 a uma subida em flecha dos números do desemprego. É um problema central, num país marcado por insuficientes protecções sociais, por acentuadas desigualdades socioeconómicas e por elevados níveis de pobreza. (inclusive a pobreza laboral, ligada a vínculos precários e a um modelo assente em baixos salários). Que instrumentos podem ser accionados ao nível de politicas sociais e de investimento público para enfrentar o desemprego?

Tirar a politica do offshore

(…) “É tempo de a politica determinar escolhas na economia, depois da primeira vaga neoliberal. A crise global que atravessamos actualmente pode ser a primeira de várias se não houver alterações significativas ao nível do regresso dos Estados á economia, onde prevaleça o vector social. É preciso realmente acabar com a «offshorização» da politica, em primeiro lugar.
As medidas de salvação pública dos bancos quebraram um tabu, mesmo que me tenha oposto à nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) e ao colo oferecido ao Banco Privado Português (BPP), por achar errada a protecção de accionistas e a socialização de prejuízos. Em todo caso, são decisões politicas a preponderar sobre o mercado financeiro. A politica, o Estado representando a cidadania, tem de ir muito mais longe, subordinando, de facto, o poder económico ao poder politico, sancionando o intervencionismo no âmbito de uma economia mista. Isto é tão somente o quadro constitucional português, posto de lado e até demonizado.

Num pequeno país como Portugal, interligado cambial e economicamente com o mercado europeu, é fulcral exigir outra politica europeia, dos critérios monetários ao comércio, à fiscalidade, à divida e ao investimento público. O começo será deitar fora as soluções contidas no Tratado de Lisboa. Quem relê toda a orientação económica do Tratado, que encalhou lá pela Irlanda, depois do tufão de Wall Street percebe o seu anacromismo ultraliberal. Percebe até que todos os governos violaram o Tratado em inúmeros aspectos para fazer face à crise, a começar pelas metas do défice público.
Por cá é forçoso revogar o Código de Trabalho que favorece o desemprego e a precaridade, alargar as protecções no desemprego para defesa das pessoas. É essencial, dir-se-ia de interesse vital, restaurar o sector público na energia baixando o preço dos factores de produção, alargar as funções e o volume dos serviços públicos, qualificar recursos, direccionar o investimento público para fins reprodutivos. Estas são medidas a favor da criação de emprego, prioridade das prioridades.

A barragem do sistema à expansão do sector público assenta em mitos e numa escolha ideológica nunca assumida. O mercado à solta provoca um grau de desperdício nunca antes atingido. Voltar, de modo novo, à racionalidade da utilização de todos os recursos produtivos, sustentá-los na oferta e equilibrados no ambiente, é desejar não ficar pelas intenções quando os serviços de emprego parecem centros de adiados.
Para tanto falta uma viragem politica de monta. O caminho não é fácil nem sorri num instante breve. O neoliberalismo foi ferido na sua dogmática, mas está longe de estar morto como o “capitalismo realmente existente”; não tem ainda, infelizmente, autópsia marcada. É por isso que não faz sentido falar de governabilidade à esquerda sem verificar o conteúdo das politicas a pôr em marcha. Não se pode invocar o poder à toa. Poder é poder-fazer politicas socialistas bem diferentes das mascaradas liberais. Pleno emprego, nem menos, sempre foi o objectivo de todos, do plural movimento socialista. Que sentido têm, além do paradoxo, aqueles que tipificam o desemprego como uma variável, se acham que o desemprego é uma constante?”
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sábado, fevereiro 07, 2009

Putch - a ONU alerta para o facto da Espanha estar a ilegalizar candidaturas eleitorais sem lhes conceder as garantias processuais exigiveis (para ler aqui)

a Guerra em Rede

"Conhece o teu inimigo, conhece-te a ti mesmo, e não serás derrotado" - Sun Tzu

Se houve alguma coisa de útil que o Poder pudesse extrair das teorias pós modernas e em particular das revisionistas de Tony Negri – essa foi a ideia da contestação social se poder passar a fazer pela actuação de “Multidões” reunidas precariamente a favor desta ou daquela causa ou interesses os mais variados. Ajuntamentos que se dissolvem logo após conquistado o objectivo que juntou as pessoas temporariamente.
Isto leva os Governos a encarar a mudança de estratégia das Oposições; levando muitas vezes as agências governamentais a fabricar ou instrumentalizar contra- informações por forma a que a reacção desses grupos venham a agir em favor dos interesses da ordem estabelecida. Para agravar a questão, o movimento neoconservador roubou até a linguagem da esquerda - “conservadores” são agora os comunistas conotados com a União Soviética, como e porquê querem conservar o quê, se o sistema já desapareceu, não dizem.
As técnicas de controlo da oposição ao Poder mudaram; e tudo lhe é permitido, desde as mentiras compulsivas dos governantes, até ao uso dos tipos de repressão mais brutais, sem quaisquer responsabilidades criminais posteriores. As opiniões adversas são combatidas por guerras que transcendem fronteiras e todos os limites, teorizam Qiao Liang e Wang Xiangsui. Uma guerra sem restrições que se centra na exploração e manipulação dos problemas sociais e políticos. Guerra Mediática e Operações Psicológicas. A Oposição institucional muda de estratégia aproveitando os novos actores políticos que vão aparecendo e desgastando o Executivo com o objectivo de se revezarem num falso sistema de alternância.

Como actua a Guerra de Quarta Geração na Venezuela.

Magnicidio: declarações de jornalistas sobre a morte ou assassinato de Chávez. Séries televisivas sobre o assassinato do Presidente e a invasão da Venezuela. Paralelismos com o caso chileno. Plano de desarticulação social. Cerco militar apoiado no Plano Colômbia. O Plano Balboa que contempla a criação de grupos paramilitares respaldados pelas bases militares dos Estados Unidos em teritórios contíguos. (Bush condecorou Álvaro Uribe)
Exemplos de formas de resistência: Vietname, Cuba e Palestina. Democracia participativa com guerra assimétrica apoiada na unidade cívica entre a população, reservas de milicias populares e militares das forças regulares.

Enxames” o documentário da “Guarataro Films” para a “Venezolana de Televisión” analisa a doutrina de Guerra em Rede, ou a Guerra de Quarta Geração e a sua aplicação na Venezuela. Inclui entrevistas a Miguel Henrique Otero director do periódico El Nacional portavoz do Movimento 2D que promove a desobediencia civil contra o governo venezuelano e Mario Iván Carratú vice Almirante reformado ex-jefe de Casa Militar durante a presidência de Carlos Andrés Pérez durante a repressão violenta ao Cazarolazo de1992 e antigo adido militar venezuelano em Washington – e ainda com Gene Sharp fundador do “Albert Einstein Institution” dos Estados Unidos, inspirador do programa Otpor e protagonista duma polémica com o presidente Chávez, no qual este o acusa de promover o treino de guerrilha do movimento estudantil que se opõe ao regime, uma questão agravada recentemente a partir que o partido de Chávez perdeu o controlo político da Câmara Municipal de Caracas para a oposição.

os Enxamesas regras de criação mudaram - 52:56 – Novembro de 2008



* Na origem do documentário reportagem está a publicação do artigo do Coronel Hector Herrera intitulado “a Guerra em Rede e os Enxames
* ver também: "A Guerra em Rede" e "Swarm Warfare" e modo de usar tácticas de "swarming"
* e a propósito de abelhas que trabalham para rainhas de colmeias, ver a valente descasca que o director do Diario de Notícias deu no Pacheco Pereira (na foto). É lá com eles os dois, mas lá que é giro é
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sexta-feira, fevereiro 06, 2009

La Boheme

diz-se que foi a primeira ópera proletária (1896), onde dos artistas da boémia nocturna de Paris se nota que salvar-se de morrer de frio - Lorito il becco aprì, da Socrate morì! - é mais importante que preservar as suas obras para a posteridade. Até à época em que Giacomo Puccini compôs La Bohème, quase todos os personagens de ópera até então tinham sido reis, príncipes, nobres, guerreiros, deuses ou heróis da mitologia grega. Os personagens de La Bohème são intelectuais proletários que não têm dinheiro nem para pagar a renda de casa, ainda assim refúgio luxuoso para grandes paixões de párias de menor estatuto social - che gelida manina! se la lasci riscaldar - como a Mimi que acaba por sucumbir tísica. De antologia o quadro em que Schaunard presta homenagem ao sobretudo antes de o ir pôr ao prego: “Adeus velho companheiro que nunca te vergaste perante ricos e poderosos, pelos teus bolsos passaram filósofos e poetas (…) De cada vez que se vê La Boheme, pobres espectadores, enchem-se alguidares de lágrimas (estética e eruditamente derramadas). Quem não quer saber de desgraças é a Musetta, que curte farras na maior, tirando partido da arte de sedução sobre cavalheiros generosos, as mais das vezes até mais por prazer, ganda maluca; se não fosse assim, a alegria de viver versus marxistas macambuzios, como iriam as gentis signorinas nascidas filhas de operário adquirir estatuto para a estreia de hoje no São Carlos?
«nous vivions de l'air du temps»

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Crime, Terrorismo e Castigo

1. Manfred Nowak, o Delegado Especial das Nações Unidas para a investigação da Tortura disse em entrevista à CNN a semana passada que os organismos internacionais dispunham de evidências suficientes para incriminar Donald Rumsfeld pelas ordens directas que autorizou, deu e assinou para a prática de torturas nos Centros de Detenção dos EUA em 2002.

2. Outros criminosos mais recentes, os dirigentes de Israel que ordenaram os massacres em Gaza, incorrem na sujeição ao enfrentamento das leis de direito internacional em vigor, arriscando-se a serem detidos caso pisem territórios estrangeiros ode as autoridades estejam dispostas a aplicar essa legislação.

Um dos casos mais famosos foi a detenção de Augusto Pinochet em território da União Europeia, em Londres, pelo juiz Baltazar Garzòn que procurou aplicar o artigo 23º da Lei Orgânica do Poder Judicial que é incorporado na Constituição Espanhola.

Tzipi Livni, a ministra dos negócios estrangeiros de Israel poderá ser uma das principais atingidas por esta disposição. Horas depois de ser veiculada esta possibilidade, o ministro das Relações Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, recebeu uma chamada da secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton intercedendo para que a legislação espanhola seja modificada. Tzipi Livni, já denunciada em processos perante a Audiência Nacional já tinha confidencializado que o seu homólogo Miguel Moratinos lhe tinha prometido que mudará a lei para limitar a juridisção dos Tribunais espanhóis para investigar delitos de genocídio cometidos fora de Espanha.

3. Enquanto a lei para exportação é apagada, para consumo interno é reavivada. O juiz super-estrela Baltazar Garzòn assinou uma ordem de prisão para 7 ex-militantes do partido nacionalista Basco Batasuna (organização ilegalizada por motivos políticos em Março de 2003) incriminando-os por fazerem parte da Mesa Nacional de novas associações politicas, a ANV e o PCTV cujas actividades foram também suspensas em 2008, concretamente por terem produzido documentos sobre “Critérios Gerais para a Formação de Plataformas Populares”, veiculados em comícios e que constituiram a infraestrutura da “frente politico-institucional” (para que concorrem agrupamentos como o Batasuna Aurrera, Asko Garelako, Bilgaitezen, Somos Muchos, Unamo-nos e D3M Democracia3Milhões) que fixavam as linhas políticas de acção no País Basco para o período de 2006 a 2010. O auto de detenção invoca “a integração em organização terrorista” e tentativa de apresentação a eleições de grupos conotados com a ETA.

1.2.3. moral das histórias: branqueamento,liberdade e impunidade para funcionários Terroristas de Estado, perseguição para militantes de Associações de Base. Numa palavra: Fascismo (global)
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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

nacionalização e militarização do Ensino

Nas sociedades em que o Ensino não é da responsabilidade do Estado,

e onde para estudar é preciso gastar dinheiro, a maioria das classes pobres raramente o fará. Assim, com a primária, se é que a fez, e sem quaisquer possibilidades de emprego decente chegou o jovem Bryan Julian aos 30 anos. Mas vislumbrou uma hipótese: alistou-se para ir para a guerra no Iraque, onde estudou, e agora já é Guarda Nacional com o posto de Sargento. “Sou oficial da Polícia e estou de regresso a casa, mas a minha definição de “normal” provavelmente é diferente de qualquer outra pessoa” diz ele. Há quem não veja nada de anormal nisto.

mas continua a haver gente burra: “5 manifestantes foram presos e condenados a 60 dias de cadeia quando exigiam o encerramento do aquartelamento “School of the Américas” em Fort Benning”, uma escola militar que treina forças de intervenção junto dos governos e oposições na América Latina.

mais um

Um jovem comandante foi este fim de semana encontrado morto na Base Aérea de Minot. O Capitão Jonathan Bayless, 28 anos, era chefe de operações de suporte ao 91º esquadrão de combate – que manobra aviões equipados para transporte de armas nucleares (mini-nukes). Bayless prestava serviço na “Minot Air Force Base” desde Março de 2005. A Base de Minot começou a estar debaixo de atenção, quando em 2007 apareceram aviões equipados com “nukes” prontas a ser utilizadas, ultrapassando todos os rigorosos procedimentos hierárquicos, sem que na altura se tivesse determinado de onde tinham partido as ordens. O caso esteve na origem de uma série anómala de “suicidios” (sete) entre quadros militares de responsabilidade
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terça-feira, fevereiro 03, 2009

Ao ver os “prós e contras” de ontem interrogamo-nos se aqueles seriam de facto os intervenientes certos para que se esclareça a opinião pública sobre o regime corrupto que enfrentamos.

Vimos curiosos, como actor principal do fórum, o advogado José M.Júdice, um activista do grupo terrorista MDLP e actual homem forte do falido BPP – preso pelos malvados da Revolução (por andar a dar milho aos pombos) foi na prisão que conheceu António Maria Pereira, com quem viria depois a fundar a maior empresa de advocacia e consultoria de “project governancedo país. Permanece um mistério: porque teria a Rainha Isabel II outorgado o título de “Sir” a António Maria Pereira?
A moderadora interrompe alguém para lhe corrigir a pronúncia de “firestone” e a memória leva-nos à National Gallery em Londres ao majestoso retrato a óleo de Sir William Carr Beresford, o governador britânico de Portugal durante a ausência de D. João VI, ou ali perto de Marble Arch à estátua do Duque de Wellington. Há quem se lembre que, perante a actual crise de défice de produção para alimentar tanta obesidade, a causa dos nossos males modernos começou com a “Convenção de Queluz”. Era a Corte de então muito diferente nos hábitos da actual?

1808. (...) "a Corte chegou ao Brasil empobrecida, destituida e necessitada de tudo. Já estava falida quando deixara Lisboa, mas a situação agravou-se ainda mais no Rio de Janeiro. Deve-se lembrar que entre 10.000 a 15.000 portugueses atravessaram o Atlântico com D.João VI. Para se ter uma ideia do que isso significava, basta ter em conta que, ao mudar a sede de governo dos Estados Unidos de Filadélfia para a recém-construida Washington, em 1800, o presidente John Adams transferiu para a nova capital cerca de 1.000 funcionários. Ou seja, a Corte portuguesa no Brasil era entre 10 a 15 vezes mais gorda do que a máquina burocrática americana dessa época. E todos dependiam do erário real ou esperavam do príncipe regente algum benefício em troca do “sacrifício” da viagem. “Um enxame de aventureiros, necessitados e sem princípios, acompanhou a família real” notou o cronista John Armitage. “Os novos hóspedes pouco se interessam pela prosperidade do Brasil. Consideravam temporária a sua ausência de Portugal e propunham-se mais a enriquecer à custa do Estado do que a administrar justiça ou a beneficiar o povo”
O historiador Luiz Filipe Alencastro conta que, além da familia real, 276 fidalgos e dignitários régios recebiam uma verba anual de custeio e representação, paga em moedas de ouro e prata retiradas do tesouro real do Rio de Janeiro. Com base nos relatos do inglês John Luccock, Alencastro acrescenta a esse número mais 2.000 funcionários reais e indivíduos que exerciam funções relacionadas à Coroa, 700 padres, 500 advogados, duzentos praticantes de medicina e entre 4.000 a 5.000 militares. Um dos padres recebia um salário fixo anual de 250.000 réis – o equivalente hoje a 7.000 euros – só para confessar a raínha. “Poucas Cortes europeias têm tantas pessoas ligadas a ela quanto a brasileira, incluindo fidalgos, eclesiásticos e oficiais” escreveu o cônsul inglês James Henderson. Ao visitar as cocheiras da Quinta da Boa Vista, onde D. João VI morava, Henderson surpreendeu-se com o número de animais e, principalmente, de serviçais ali empregados. Eram 300 mulas e cavalos, e “o dobro do número de pessoas para cuidar deles do que seria necessário em Inglaterra”.

Era uma Corte cara, perdulária e voraz. Em 1820, o ano anterior ao retorno a Portugal, consumia 513 galinhas, frangos, pombos e perús e 90 dúzias de ovos por dia. Eram quase 200.000 aves e 33.000 dúzias de ovos por ano, o que somado à despesa da Corte levava a um custo total de cerca de 900 contos de réis (quase 25 milhões de euros em dinheiro actual). A procura era tão grande que, por ordem do administrador da Ucharia Real, a repartição responsável pelos depósitos de comida da Corte, todas as galinhas à venda no Rio de Janeiro deveriam ser, prioritariamente, compradas por agentes do Rei. A decisão provocou a escassez dessas aves no mercado e revolta nos moradores da cidade. Numa carta a D.João VI, eles reclamaram a falta de galinhas e também o comportamento dos funcionários da despensa real, que passaram a vendê-las no mercado paralelo, onde cobravam um alto preço.
Nos treze anos que D. João viveu no Brasil, as despesas da mal administrada e corrupta Ucharia Real mais que triplicaram. O défice crescia sem parar. No último ano, 1821, o buraco no orçamento tinha aumentado mais de vinte vezes – de 10 contos de réis para 239 contos de réis. Apesar disso, a Corte continuou a pagar tudo a todos, sem se preocupara com a origem dos recursos. “Todos, sem excepção, recebiam ração, de acordo com o seu lugar e legitimidade” explica o historiador Jurandir Malerba, “Nobres, mas também cada artista contratado como os cantores e músicos italianos, ou pintores e arquitectos franceses e naturalistas autríacos, embaixadores e funcionários das repartições recebiam a sua quota de víveres à custa da Ucharia Real, prática extinta apenas no governo do austero D. Pedro I”.
Onde encontrar dinheiro para socorrer tanta gente? A primeira solução foi obter um empréstimo de Inglaterra, no valor de 600.000 libras esterlinas. Esse dinheiro, usado em 1809 para cobrir as despesas da viagem e os primeiros gastos da Corte no Rio de Janeiro, seria uma parte da dívida de 2 milhões de libras esterlinas que o Brasil herdaria de Portugal depois da independência.

Outra providência, igualmente insustentável a longo prazo, foi criar um banco estatal para emitir moeda. A breve e triste história do primeiro Banco do Brasil, criado pelo Principe Regente sete meses depois de chegar ao Rio de Janeiro, é um exemplo do compadrio que se estabeleceu entre a monarquia e uma casta de privilegiados negociantes, fazendeiros e traficantes de escravos a apartir de 1808.
Pela carta régia de Outubro de 1808, o capital do Banco do Brasil seria composto de 1.200 acções no valor unitário de 1 conto de réis. Para estimular a compra dessas acções, a Coroa estabeleceu uma politica de toma-lá-dá-cá. Os novos accionistas eram recompensados com títulos de nobreza, comendas e a nomeação para cargos de deputados da Real Junta do Comércio, além da promessa de dividendos muito superiores aos resultados gerados pela instituição. Em troca, o principe regente tinha à disposição um banco para emitir papel moeda à vontade, tanto quanto fossem as necessidades da Corte recém chegada. Como resultado, quem era rico e plebeu tornou-se nobre. Quem já era rico e nobre, enriqueceu ainda mais. A magia funcionou durante pouco mais de dez anos. Em 1820 o novo banco já estava arruinado. Os seus depósitos em ouro, que serviam de garantia para a emissão de moeda, representavam apenas 20% do total de dinheiro em circulação. Ou seja, 80% correspondiam a dinheiro podre, sem lastro. Noventa por cento de todos os saques eram feitos pela realeza. Para piorar a situação, ao regressar a Portugal, em 1821, D.João VI levou consigo todas as barras de ouro e diamantes que a coroa mantinha nos cofres do banco, abalando definitivamente a sua credibilidade.

(...) Outra herança da época de D.João VI é a prática da “caixinha” nas concorrências e pagamentos dos serviços públicos. Citando os relatos de Luccock, diz-se que se cobrava uma comissão de 17% sobre todos os pagamentos ou saques no tesouro público. Era uma forma de extorsão velada: se o interessado não comparecesse com os 17% os processos simplesmente paravam de andar. A corrupção medrava escandalosa e tanto contribuia para aumentar as despesas, como contribuia o contrabando para diminuir as receitas
Conta-se que a Corte tomava posse administrativa de todas as propriedades necessárias para o alojamento do nemroso séquito. Para tal bastava avisar os proprietários com a inscrição nas fachadas ou portas das dus letras PR da insignia Principe Regente,, marca que ficou de imediato popularizada pelo ovo como “Pronto a Roubar”. Fiéis à sua vocação de satirizar até as nossas próprias desgraças, o povo celebrizou a “ucharia” e a roubalheira da Corte de D. João VI com versos populares:

Quem furta pouco é ladrão
Quem furta muito é barão
Quem mais furta e esconde
Passa de barão a visconde

PS. lido por aí, nas caixas de comentários da blogosfera, o melhor é decerto este: “A única hipótese plausível que eu vejo para a reclamada inocência do PM é este ter-se enganado e dado aos intermediários do Freeport o nº da conta offshore do PSD
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segunda-feira, fevereiro 02, 2009

diz-me com quem andas,,

Sean Merwin Collidge, um polaco naturalizado inglês que começou por vender T-Shirts em Carnaby Street, atingiu uma posição predominante na sociedade britânica, a ponto de um importante fundo financeiro o alcandorar em 2003 a Executivo de um grupo multinacional de topo no comércio europeu. A famosa máxima de Nixon – "I am not a crook" – foi a primeira coisa que lhe ocorreu dizer ao juiz quando respondeu perante a justiça ao extravio de bens de uma lista que começava por dois pacotes de batatas fritas, um aspirador e uma máquina de café. Mais tarde admitir-se-ia que o buraco em investimentos malparados e mordomias atingia 1 milhão de libras entre 2003 e 2005. Dizia ele que “sinto-me feliz por poder roubar seja o que for a quem for”. E foi nele que apostou a realeza representada pelos principes Edward e Sophie de Inglaterra; deram-se mal com a fruta. E os efeitos do tsunani chegaram às nossas costas.
Sean Collidge é um artista (a quem o jornal Público minimiza o currículo) - com estas capacidades, devia ter sido nomeado 1º Ministro para não precisar de corromper ninguém. A sentença do Tribunal retribuiu-lhe a actividade com a classificação de “desonestidade, perjúrio e abuso de confiança”. Sean Collidge foi obrigado a demitir-se em 2006. Foi este homem, então ainda e apenas fundador de uma pequena empresa, que esteve reunido pelo menos duas vezes com José Sócrates sobre a viabilidade do Freeport e foi a sua vitória neste processo que o elevou ao cargo que veio a ter.

Se calhar foi um empréstimo

Paul Bradshaw, um colaborador próximo, algumas vezes com funções de motorista recebeu de Sean Collidge um pagamento de 20.000 Libras. Esta verba destinava-se a pagar a negação dos depoimentos que Paul tinha feito em tribunal comprometendo Collidge no caso do desfalque do Freeport. Acusado de obstrução à justiça, o patrão tentou safar-se dizendo que não tinha sido um pagamento mas sim um empréstimo, à semelhança de um outro que tinha feito antes ao motorista em 2003 no valor de 4.000 Libras, o qual já lhe havia sido devolvido. A veracidade desta história é tal que Paul Bradshaw, acometido de doença psiquiátrica entrou em depressão grave e suicidou-se pouco depois.

Epílogo: corromper é patriótico

Excerto de uma entrevista em 20 pontos a Sean Collidge.
Pergunta nº 18 – Sente-se pró-Europeu e a favor de uma possível adesão à moeda única?
Collidge – Sou britânico, assim a libra esterlina é a moeda que me causa emoção. Numa perspectiva de negócios, a moeda única torna-me a vida mais fácil. O que eu detesto é a ideia de alguém vir a ditar-nos as regras. Não quero que o Parlamento Europeu me diga a mim aqui em Inglaterra como tudo se deve processar, porque nós somos uma das nações mais antigas à face desta terra de Deus

Notas à Margem. Não fala sobre o "Fripór". É assunto de Estado. Mas ao referi-lo está a dar ao assunto estatuto e importância. Podemos saber porque é que é "assunto de Estado" e não apenas da justiça? o Siresp, o Portucale, Furacão, os Vôos da CIA, o BPN são todos assuntos de Estado - e o Estado são apenas eles?

domingo, fevereiro 01, 2009

o British Potato Counsil é quem mais ordena

o Humor é uma coisa séria - diz Ricardo Araújo Pereira: “A quem interessa um outlet com lojas de roupa de marca mais baratas perto de Lisboa? – ao sexto homem mais elegante do mundo certamente. O Freeport permite-lhe manter a mesma elegância, mas a preços mais baixos”
"Desculpar-se antes da ocasião é culpar-se"
Baltazar Gracian y Morales

Basta ver a planta do local e o enquadramento regional para se perceber a trama geral do projecto. A capital de uma das regiões económicas de maior importância na placa giratória ibero-atlântica. Na perspectiva das “grandes obras de regime” por que se desunham e sempre se dão incentivos os lobies multinacionais, temos: a concepção de raiz de uma nova centralidade que engloba uma ponte (a maior da Europa), um novo Aeroporto, uma ligação moderna para Espanha com uma nova estação ferroviária de TGV para passageiros e mercadorias; e um Entreposto logístico projectado em 2004 e já em construção no Poceirão; big picture.
Então se vc fosse decisor de um grande fundo financeiro global procuraria o local certo para fazer um investimento rentável como por exemplo o Complexo Lúdico Comercial “Designer Village” num sítio de excelência?

A Freeport Plc. era uma pequena empresa inglesa que geria apenas 3 centros comerciais nas pequenas localidades de Braintree, Castleford e Fleetwood. Podia ser utilizada para se relançar a sua actividade a nível global europeu. Embora Sean Collidge fosse o fundador da empresa só em 2003 é promovido a director executivo do Grupo Freeport; e assim recebe em 2004 uma injecção de capital do fundo financeiro inglês “Hermes Pensions Management” que representa interesses da Casa Real Inglesa. Um novo salto qualitativo, prevendo já o paradigma pós-crise faz entrar em cena o fundo financeiro americano Carlyle que adquire os empreendimentos Freeport em 2007. Obviamente que, por meio de tudo isto, há sempre pequenos amendoins, como uns planos ecológicos de preservação da natureza a tornear e uns trocos movidos aqui e ali em prol do progresso. Do Big Money.

Não há nenhuma economia dependente que se consiga opôr a isto; há, como é evidente, apenas pequenas questiúnculas políticas a ultrapassar, pelos actuais agentes ou por outros similares que se lhes vão seguir trabalhando por isso; como diria o poeta: ai esta terra ainda vai ter um ideal, transformar o British Potato Counsil num imenso portugal
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