Hamas:
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
terça-feira, março 17, 2009
segunda-feira, março 16, 2009
Apanhados pelo "terrorismo"
Ana Gomes depois do golpe neocon que assaltou a direcção politica anterior do PS, colocando-lhe à cabeça o indefectivel neoliberal José Sócrates, tem-se notabilizado pela persistente campanha que liderou pela averiguação dos factos criminosos inerentes aos vôos da CIA. Curiosamente foi o governo de José Sócrates o primeiro a sair a terreiro, por intermédio do seu ministro Luis Amado, gritando alto e bom som que não houve nenhuma irregularidade cometida pelo anterior governo de Durão Barroso ao consentir a passagem de presos politicos sujeitos a tortura pelo território nacional. No fim do caminho, Ana Gomes apaixona-se pelo Chefe e tudo acaba em bem. Todos ganharam, até os presos, que nos intervalos das bastonadas e mergulhos de cabeça em recipientes de água tiveram oportunidade de ler os grandes clássicos da literatura.
Presos políticos ou que atentem contra o sacrossanto direito à propriedade privada são manejados segundo cânones técnicos idênticos importados de directivas e práticas aconselháveis vindas de centros decisores globais. Quem pensa que a arrepiante cena de agressão aos presos passando por filas de policias de choque perfilados nos corredores e armados de bastões, mostrada em "Hunger" é obra de ficção, pode conferi-la nos depoimentos dos 25 constituidos arguidos que se amotinaram em 1996 na prisão de Caxias. Era então Ministro responsável o dr. Alberto Costa e chefe do SIS o dr. Rui Pereira. São sempre os mesmos, os profissionais "paladinos da justiça", grandes compinchas de sempre de Ana Gomes.clique no recorte para ampliar
Seymour Hersch descobre evidências da existência de uma rede de execução de assassínios secretos que reportava directamente ao vice-presidente Richard "Dick" Cheney (fonte: "Information Clearing House" (video), traduzido para castelhano aqui)
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domingo, março 15, 2009
Zé Mario, Branco
o Negro interessa-se pela condição do artista.
Não compreende por que razão o Zé, pelo facto de ser da Esquerda radical é marginalizado.
hoje à tarde no Martim Moniz (ver mais fotos)
Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial.
Todos Diferentes, Todos Iguais (campanha U.E)
www.cicdr.pt
Não compreende por que razão o Zé, pelo facto de ser da Esquerda radical é marginalizado.
hoje à tarde no Martim Moniz (ver mais fotos)
Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial.Todos Diferentes, Todos Iguais (campanha U.E)
www.cicdr.pt
sobre a divisão de classes na globalização
A maior parte das vezes os patrões contratam-nos por serem clandestinos. Retiram-lhe o dinheiro dos descontos mas não o entregam à Segurança Social. Se reagem ao furto despedem-nos de imediato sem qualquer possibilidade de recurso às leis em vigor. Porque os/as migrantes não podem servir apenas para trabalhar e descontar sem quaisquer direitos, é necessário sair à rua.
Milhares de imigrantes continuam à espera de regularização. Sem documentos ficam sujeitos/as à clandestinidade, sem direitos cívicos e sem protecção social. Muitos homens e mulheres são impedidos de viver em família pelo facto de serem pobres e vítimas da exploração dos patrões. Continuam a pagar valores exorbitantes na aquisição e renovação dos seus documentos, violando o princípio da igualdade. Salvo algumas excepções, os/as imigrantes não têm direito ao voto, o que limita os seus direitos de cidadania.
Tudo isso contribui para uma maior exclusão social, pobreza e marginalidade, que só alimentam a xenofobia e o racismo – usando os/as imigrantes como bodes expiatórios para os problemas gerais da sociedade. Por tudo isto, aumenta a insatisfação e revolta, especialmente junto dos jovens descendentes que continuamente sofrem os efeitos da guetização e exclusão.
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Milhares de imigrantes continuam à espera de regularização. Sem documentos ficam sujeitos/as à clandestinidade, sem direitos cívicos e sem protecção social. Muitos homens e mulheres são impedidos de viver em família pelo facto de serem pobres e vítimas da exploração dos patrões. Continuam a pagar valores exorbitantes na aquisição e renovação dos seus documentos, violando o princípio da igualdade. Salvo algumas excepções, os/as imigrantes não têm direito ao voto, o que limita os seus direitos de cidadania.Tudo isso contribui para uma maior exclusão social, pobreza e marginalidade, que só alimentam a xenofobia e o racismo – usando os/as imigrantes como bodes expiatórios para os problemas gerais da sociedade. Por tudo isto, aumenta a insatisfação e revolta, especialmente junto dos jovens descendentes que continuamente sofrem os efeitos da guetização e exclusão.
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sábado, março 14, 2009
“Flags of Our Fathers”
Junto com “Letters From IwoJima” (2006) exibidos esta semana na Cinemateca no âmbito do ciclo dedicado a Clint Eastwood e como contraponto à estreia de “Gran Torino” (2008), uma obra (ler recensão) sobre o racismo, previsivelmente apenas visto pelo sórdido panorama interno. No entanto, que pior forma de racismo existe que inventar inimigos, os que são “diferentes”, para cumprir objectivos de dominação sobre o Outro?“Todas as guerras são guerras civis, porque todos os homens são irmãos”
François Fénelon
“Flags...” é a desconstrução do mito do heroísmo face à crueza lancinante da guerra. “O que fiz foi apenas tentar salvar o coiro, e vi fazer coisas que, sinceramente, em nada dignificam a espécie humana” diz um dos sobreviventes do grupo de soldados que no dia 23 de Fevereiro de 1945 precederam a ideia da pose para a icónica fotografia da bandeira içada no alto do Monte Suribachi,
na ilha japonesa de IwoTo, (hoje uma base militar yankee) perdida no Pacífico a meio caminho entre Saipan e Hiroshima/Nagasaki. Um longo caminho percorrido que tinha começado por uma mentira: a False Flag Operation de Pearl Harbour. A justeza do sacrifício em nome da defesa da pátria esgota-se na medida em que em IwoJima se tratava de mais um acto de conquista. A chegada dias depois do Almirante Forrester acompanhado do fotógrafo Joe Rosenthal (por sinal um judeu, envolvido na guerra que haveria de levar a sua etnia à vitória) e da fanfarronada da encenação de novo içar de bandeira, culminou o processo de devastação dos impulsos nacionalistas para chamar aos combatentes “heróis”.Aliás, o departamento artístico da guerra de propaganda norte americana tinha estudado bem a lição – a foto de IwoJima foi cuidadosamente representada e reproduzida de uma escultura do modernismo italiano (década de 1920) que ainda se encontra exposta no Galeria Nacional de Arte Moderna na Villa Borghese em Roma. Claro que nada disto se aprende no filme de Eastwood. A obra vale apenas pelas pistas que sugere e pela liberdade de interpretação que deixa ao espectador. A ideia que o realizador nos “quis dizer algo de realmente grandioso” acima dos efeitos imediatos da luta dos políticos em nome dos interesses de grupos organizados desaparece num ápice, quando nos apercebemos que a “Malpaso” (a empresa de Eastwood) funciona no âmbito da Warner/CenturyFox e que o filme foi produzido por Steven Spielberg, um dos milionários made-in- Madoff que ainda não se matou, mas que há décadas anda por aí a matar a verdade.
“Naquele momento, a máquina fotográfica de Joe Rosenthal gravou a Alma da Nação” titulavam as parangonas de todos os jornais. Embora fosse uma história de plástico obteve os resultados previstos. A fotografia foi emoldurada às centenas de milhar e objecto de comícios, tours e exposições em barraquinhas de feiras regionais por todo o país, com o objectivo de angariar fundos para financiar a guerra.
A réplica gigante da foto de IwoJima esculpida em gesso e cartão em Times Square foi visitada por 1 milhão e quatrocentos mil mirones que emocionados acabaram virando voluntários contribuintes extra. Os “bonds” vendidos nas lojas de souvenirs da ainda presumível Vitória (a 7ª campanha de angariação de fundos) rendeu no ano de 1945 a soma de $24 biliões de dólares. Para perspectivar o que isto significou é preciso comparar esta verba com o orçamento geral do Estado que em 1946 foi de US$56 biliões. Esta campanha foi a maior operação de venda de créditos públicos sobre Fundos do Tesouro da história dos Estados Unidos.Claro que a relação do circo financeiro com a verdade dos factos tem tanto a ver com o cu como este tem a ver com as cuecas da judia Zsa Zsa Gabor. Depois de neutralizadas as primeiras linhas do inimigo após o desembarque, um numeroso grupo de soldados conseguiu trepar ao cimo do Monte Suribachi, passando ao lado dos mais de 20 mil soldados japoneses entrincheirados em túneis e galerias. Desse grupo conhecem-se os nomes de Hank Hansen, Boots Thomas, John Bradley, Phil Ward, Jim Michaels, Chuck Lindberg, Michael Strank, Rene Gagnon, Ira Hayes, Franklin Sousley, John Bradley, Harlon Block e alguns mais que estes, o que gerou forte controvérsia sobre os “heróis” que estavam e os que não estiveram.
Muitos dos presentes morreram em combate imediatamente a seguir. A operação que o quartel general tinha previsto efectuar em três dias durou 40 sangrentos dias, causando 27 mil vítimas, 7 mil das quais marines yankees. Como se disse, três deles, dos 6 que participaram na reconstituição (Bradley, Hayes e Gagnon) foram contratados à força para servir como crentes propagandistas da fé no sonho americano, exibidos ao som de fanfarras e aplausos em estádios de basebol ao jeito de Bronco Billy. Mas eles sabiam que era mentira, dois suportaram o fardo dos reality shows, outro não – esse, o caso mais deprimente, foi o do cabo Ira Hayes (segregado pela sociedade e pela hierarquia militar dos senhores da guerra, por ser de etnia índia) que rejeitou a fama, se converteu num alcoólico compulsivo e morreu poucos anos depois como um vulgar sem-abrigo. Foi imortalizado (o Racismo) por Johnny Cash na “Balada por Ira Hayes”: “yeah, chamem-lhe bêbado, que o fantasma já não vos responde (…)” diz a letra,.
sexta-feira, março 13, 2009
a Revolução
Os cientistas acreditam que dispõem já de sólidas provas que demonstram que os humanos não são as únicas criaturas que conseguem fazer planos para o futuro:“Macaco proletário sujeito a trabalho escravo mata Patrão capitalista sapiens que o explorava a 4 cêntimos pela apanha de cada coco” (Telegraph, UK)
leitura adequada: James le Fanu: Porquê Nós?, o Mistério da Nossa Existência (editora Civilização)
Mercado Livre
"o Nosso Agente Microsoft no Mindelo" foi de viagem de negócios mais os seus 120 dactilógrafos. No fim da promoção resolve ficar para o fim de semana para dar uma de praia. Nada de especial, quando veio hoje a lume que um chefe de serviços como Nicolas Sarkozi passou um recente fim de semana na Riviera Maia por 50 mil euros pagos por um empresário milionário. Mas foi Durão Barroso o pioneiro que deu o mote para o clima de suspeição pacóvio que se abateu sobre o funcionalismo público- privado de alta patente quando no inicio do mandato se atreveu a frequentar o iate do milionário grego e a ilha privada do agente da Volkwagen em Portugal.
"A magalhanização do país - contribuições para a compreensão do controlo social pelo e-Government e pela imbecilização do Ensino"
quinta-feira, março 12, 2009
neo-keynesianismo militar
o Público da última sexta feira dia 6 confundiu a notícia sobre a General Motors com o emblema da General Electric.
é curioso como já nos primórdios da época do New Deal, os próprios norte-americanos se baralhavam com o nome dos CEO`s das duas multinacionais: confundiam o Charles E. Wilson presidente da General Electric e chefe executivo do Departamento de Produção de Material de Guerra com Charles Erwin Wilson, presidente da General Motors e Secretário da Defesa do presidente Dwight "Why We Fight" Eisenhower. Até arranjaram um trocadilho para separar o inseparável: um passou a ser conhecido pelo "General Electric Wilson" e o outro por "General Motors Wilson".A confusão não é inocente. Ambas as companhias são peças chave na indústria militar. E mal seria que não se percebesse que a actual crise da GM é provocada pela financiarização do grupo, que torna subsidiários inúmeros fabricantes em todo o mundo, ao mesmo tempo que abandona o fabrico próprio de veículos para civis; a GM está em franco processo de reconversão para o fabrico preferencial de veículos militares onde já atinge o 4º lugar no ranking de fornecedores às forças armadas (depois da Lockheed Martin, Northrop Corp. e Boeing (aviação) dados de 2007.
Aliás, é pelo keynesiamismo militar que se explica muito da crise que as novas roupagens do imperialismo soft-power colocou em cena
Adenda: 19.09 h
Nos últimos dois exercícios Bush propôs ao Congresso o orçamento anual para a Defesa de $419.3 biliões de dólares, verba que, com reforços suplementares, no último ano atingiu US$513 biliões. Com o novo orçamento proposto por Obama, novamente com o recurso a suplementos para pagar o constante aumento de custo das guerras, estima-se que em 2010 o orçamento atinja US$739 biliões para o impropriamente chamado “Departamento da Defesa”; melhor seria se se chamasse “do Ataque”. Mas, embora considerem que a crise económica só atingirá o Pentágono em 2011, a volumosa quadrilha de advogados que faz lobie pelos negócios da guerra em Washington avisa Obama dos “inconvenientes desta política de corte de despesas”
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é curioso como já nos primórdios da época do New Deal, os próprios norte-americanos se baralhavam com o nome dos CEO`s das duas multinacionais: confundiam o Charles E. Wilson presidente da General Electric e chefe executivo do Departamento de Produção de Material de Guerra com Charles Erwin Wilson, presidente da General Motors e Secretário da Defesa do presidente Dwight "Why We Fight" Eisenhower. Até arranjaram um trocadilho para separar o inseparável: um passou a ser conhecido pelo "General Electric Wilson" e o outro por "General Motors Wilson".A confusão não é inocente. Ambas as companhias são peças chave na indústria militar. E mal seria que não se percebesse que a actual crise da GM é provocada pela financiarização do grupo, que torna subsidiários inúmeros fabricantes em todo o mundo, ao mesmo tempo que abandona o fabrico próprio de veículos para civis; a GM está em franco processo de reconversão para o fabrico preferencial de veículos militares onde já atinge o 4º lugar no ranking de fornecedores às forças armadas (depois da Lockheed Martin, Northrop Corp. e Boeing (aviação) dados de 2007. Aliás, é pelo keynesiamismo militar que se explica muito da crise que as novas roupagens do imperialismo soft-power colocou em cena
Adenda: 19.09 hNos últimos dois exercícios Bush propôs ao Congresso o orçamento anual para a Defesa de $419.3 biliões de dólares, verba que, com reforços suplementares, no último ano atingiu US$513 biliões. Com o novo orçamento proposto por Obama, novamente com o recurso a suplementos para pagar o constante aumento de custo das guerras, estima-se que em 2010 o orçamento atinja US$739 biliões para o impropriamente chamado “Departamento da Defesa”; melhor seria se se chamasse “do Ataque”. Mas, embora considerem que a crise económica só atingirá o Pentágono em 2011, a volumosa quadrilha de advogados que faz lobie pelos negócios da guerra em Washington avisa Obama dos “inconvenientes desta política de corte de despesas”
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quarta-feira, março 11, 2009
os Lelos
os interesses transnacionais reconfortam-os
com umas simpáticas pantufinhas para melhor
resistirem às agruras dos pisos escorregadios
Atrelados ao mesmo trenó, são “cães como nós”. Os “sobe e desce” congratulam-se com o latido do ministro: “se eu não concordar com o caminho (o programa eleitoral do PS, que amiúde é transviado), não me candidato a deputado”. Pois sim, mas se deixar de fazer parte da matilha onde vai o animal dissidente granjear alimento na hora das refeições?. Perde o indivíduo, ganha o grupo (que dispõe da posse do sistema de catering).
Quando um cão avisa o seu adversário pelo seu rosnar pretende desencadear neste a reacção adequada: quer que o visado meta o rabo entre as pernas e fuja a quatro patas. Contudo, o simbolismo desta linguagem não é aplicável a si próprio. Regra geral o cão não tem medo do seu próprio rosnar (excepto se estiver investido nas funções de presidente do canil: “agora vou comer, mas vou fazê-lo de costas”; queriam gozo? ora toma!)Mas a gramática da troca de sinais própria dos bichos, para os ressentidos do aparelho desconjuntado, equivale à linguagem dos surdos-mudos. O visado insiste em continuar a mijar para as pernas dos eleitores para marcar território.
Cá para mim, observador feito Homem, do que se trata essencialmente é de, mais uma vez, partir em duas a ala esquerda da tripulação, por forma a reconduzir no lugar (e, safa, ainda faltam 2 anos), o mesmo líder da ala direita neoconservadora; o tal que não ladra mas morde (pela calada da Nato)
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terça-feira, março 10, 2009
a familia Zedu globaliza-se
"Ferreira Leite promete lutar contra os investimentos públicos"
"O presidente angolano chega a Lisboa tendo como missão principal a fundação de um banco de parceria entre a Caixa Geral de Depósitos e a Sonangol com a finalidade de financiar grandes obras". O braço económico do governo de José Eduardo dos Santos continua a adquirir posições accionistas relevantes em empresas nacionais. Diário Económico 10.3"Negócios e Amizade" na primeira visita de Estado de Eduardo dos Santos a Portugal. De facto só por pura hipocrisia se pode invocar os "direitos humanos" para explicar quaisquer divergências a nivel ideológico entre os governos dos dois paises. Cavaco Silva deu em tempo oportuno uma ajuda nos comícios do MPLA, o que consolidou o regime (com a oculta intermediação da providencial ajuda militar da aviação de Israel); e Durão Barroso participou depois (2006) em festas de casamento da familia do presidente monopolista da miséria angolana
* Tráfico de influências económicas(ver gráfico ampliado)
* a familia Soares fica claramente a perder
(ler)
* "é um festim Neocolonial"
(Francisco Louçã)
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a cavaqueira do Medina Carreira
"meus caros meninos! estive a ouvir atentamente
o meu ex-ministro das Finanças e creio
que esta é outra das mesmas histórias de sempre:
quem vai pagar os juros, mais uma vez, são vocês"
algumas previsiveis intenções e equívocos, seguidas das imprecisões sacanas do ex-ministro: o discurso deste homem coincide hoje exactamente com aquilo que as forças radicais, diabolizadas como sendo de "extrema-esquerda" andam a dizer desde o advento do triunfo do neoconservadorismo bushista há 8 anos. Medina Carreira, depois da cavaquização do Partido de J.Sócrates (por via da "eleição do directório à americana") advoga agora veladamente a "sarkozização" do Cavaco. Essa espécie de manequim imperialista demodée que se exibe na montra da Presidência encenada há 3 anos, primeiro serviu-se do "eu não me conformo com esta situação" (2005) para caçar os votos do senso comum (ou, dito de outro modo, ao "estúpido colectivo") e agora dirige-se estoicamente aos perplexos excluídos de dedo em riste carpindo-se (frontalidade disseram eles) que "eu não tenho solução" (óbvio, "nem Jesus Cristo teria soluções").
O "spinner" Medina é mais puta que os bordéis partidários de que se queixa todos juntos, e nós, os do zé-povinho, estamos ardilosamente enfiados num beco sem saída. Se as eleições fossem hoje "provavelmente não iria votar" diz Medina; e uma abstenção em grande escala serviria a Cavaco para tomar as rédeas de um governo autoritário de iniciativa presidencial (uma espécie de salazar salvador das finanças da pátria, reloaded); e quem, ainda assim achar que o homem é maluco e tencione na mesma votar, vota maioritariamente nos mesmos dois partidos e clientelas que arrastaram o país para a presente situação (o pagamento de juros "que não se sabe bem para onde vão"). Cavaco e o big game dos falcões do Pentágono, Sócrates&Ferreira Leite ou outros quaisquer avatares da alternância. Isto é, uma garantia de que tudo pode mudar mantendo os mesmos figurantes sem que nada mude (cumpre-se o princípio de Don Fabrizio de Salina), ou como diria o Octávio Machado: "vocês sabem muito bem do que é que eu estou a falar"!para quem não viu, aqui fica: o Crespo e o Crispado
ps. uma curiosidade no gráfico do PIB exibido que não é mencionada por Medina Carreira (diz concretamente "não percebo bem porquê"(...) é a súbita subida do valor na década de 1920: ficou a dever-se aos investimentos internacionais (empréstimos que pagam juros) para a reconstrução da Europa depois da 1ª Grande Guerra. Nem depois à súbita queda no final década de 1930 para 1940 (diz Medina: "talvez fosse a guerra civil espanhola, não sei" (1) - na verdade a queda ficou a dever-se à crise que se seguiu à Grande Depressão iniciada em 1929 e da qual só se saiu pelos investimentos industriais militares na 2ª Grande Guerra.
(1) ver Jacques Sapir: "Ignorantes ou Falsários?"
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segunda-feira, março 09, 2009
Dia Internacional da Mulher (II)
Depois do marido ter sido morto, a família de Atoor tentou vendê-la para um bordel situado em Bagdad.”Nunca pensei que uma coisa destas me iria acontecer” diz “Hinda”, mas este não é o seu nome verdadeiro. “A minha mãe costumava ameaçar-me. De facto ela vendeu as minhas irmãs, mas depois arrependeu-se. E eu pensava que ela gostava de mim”
Este submundo abrange todos os lugares à mercê de proxenetas profissionalizados, que percorrem infatigavelmente todo um país de mães e familias empobrecidas em busca de jovens filhas adolescentes para as inserirem num mercado em que aos 20 anos já se pensa serem demasiado velhas para se obter um bom preço. As vítimas mais jovens, geralmente a partir dos 11 a 12 anos, podem chegar a ser vendidas por verbas entre os 30 a 2 mil dólares. “Vender e comprar raparigas no Iraque é absolutamente igual ao comércio de gado. É corrente vermos mães a discutir com esta espécie de agentes o melhor preço para as suas filhas”. Excepto na Zona Verde onde a filha do embaixador norte americano estará protegida pelo salário do pai, o suficiente para mandar parir a mãe à borla.
Depois da invasão do Iraque pelas tropas de ocupação em 2003, ninguém sabe ao certo quantas mulheres e crianças foram vendidas com a finalidade de serem transformadas em escravas sexuais; e não existem números oficiais devido à natureza obscura do negócio. Hinda e outras activistas de Bagdad estimam que o número atinja centenas de milhar. Permanecem crimes escondidos e até o departamento governamental criado pelos ocupante para tentar controlar o tráfico de pessoas admite que o governo-títere Iraquiano não tem meios para o fazer. E assim, eis como num país outrora socialmente próspero a condição da Mulher voltou de novo à estaca Zero no combate pelos mais elementares direitos humanos.
baseado no artigo de Rania Abouzeid em Baghdad
“Iraq's Unspeakable Crime: Mothers Pimping Daughters”
"Imaginem só! este tipo pensa que essa foleirice de manipular células estaminais é a única forma de cura para a minha herança".
sou co-presidente por direito, a elite ocidental me julgará: Mission Accomplished!
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Este submundo abrange todos os lugares à mercê de proxenetas profissionalizados, que percorrem infatigavelmente todo um país de mães e familias empobrecidas em busca de jovens filhas adolescentes para as inserirem num mercado em que aos 20 anos já se pensa serem demasiado velhas para se obter um bom preço. As vítimas mais jovens, geralmente a partir dos 11 a 12 anos, podem chegar a ser vendidas por verbas entre os 30 a 2 mil dólares. “Vender e comprar raparigas no Iraque é absolutamente igual ao comércio de gado. É corrente vermos mães a discutir com esta espécie de agentes o melhor preço para as suas filhas”. Excepto na Zona Verde onde a filha do embaixador norte americano estará protegida pelo salário do pai, o suficiente para mandar parir a mãe à borla.Depois da invasão do Iraque pelas tropas de ocupação em 2003, ninguém sabe ao certo quantas mulheres e crianças foram vendidas com a finalidade de serem transformadas em escravas sexuais; e não existem números oficiais devido à natureza obscura do negócio. Hinda e outras activistas de Bagdad estimam que o número atinja centenas de milhar. Permanecem crimes escondidos e até o departamento governamental criado pelos ocupante para tentar controlar o tráfico de pessoas admite que o governo-títere Iraquiano não tem meios para o fazer. E assim, eis como num país outrora socialmente próspero a condição da Mulher voltou de novo à estaca Zero no combate pelos mais elementares direitos humanos.
baseado no artigo de Rania Abouzeid em Baghdad
“Iraq's Unspeakable Crime: Mothers Pimping Daughters”
"Imaginem só! este tipo pensa que essa foleirice de manipular células estaminais é a única forma de cura para a minha herança".sou co-presidente por direito, a elite ocidental me julgará: Mission Accomplished!
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domingo, março 08, 2009
Dia Internacional da Mulher
no mesmo ano de 1857, em que Degas pintou a "pedinte romana", começou a luta pela emancipação das Mulheres ,,,
na fase moderna,
na fase moderna,
Porém, apenas em 1911 é que um facto ocorrido em New York acabou por lançar definitivamente o Movimento, quando as mulheres não tinham ainda direito de voto em praticamente todo o mundo. No dia 25 de Março desse ano 146 trabalhadoras, mulheres e crianças, das 500 presentes na fábrica de têxteis “Triangle Shirtwaist Company”, propriedade de judeus imigrantes, morreram num incêndio provocado pelas inenarráveis condições de trabalho. Todas ganhavam 1/3 do salário dos homens, por 16 horas de trabalho diário. Para fugir às chamas muitas lançaram-se pelas janelas. Mais de 100 mil pessoas participaram no funeral colectivo. A tragédia ficou conhecida pelo “trágico incêndio do Triângulo” o bairro outrora industrial que hoje se chama Tribeca (abreviatura de Triangle-Below-Canal.Street).A data de 8 de Março, como dia de luta das Mulheres, surgiu por ocasião da manifestação de operárias em São Petersburgo durante a Revolução de 1917, para reclamar o direito ao sustento e o regresso dos homens da frente de batalha.
"O debate sobre o que querem as mulheres na era Pós-Feminista"sábado, março 07, 2009
O Mentira Mais Longa
O dia D, o desembarque das tropas americanas na Normandia em 6 de Junho de 1944 está mediaticamente ligado ao principio do fim da guerra, numa perspectiva de vitória americana; embora não fosse bem assim, porque o essencial do esforço de guerra se jogou na frente a oriental da Alemanha perante o avanço dos soldados soviéticos. A intervenção americana no conflito foi fabricada e ficou a dever-se às suas pretensões de hegemonia imperialista. Não houve uma única vítima em território nacional dos EUA. Basta conferir os números de vítimas dos diversos intervenientes para se ver que os factos históricos são irrefutáveis:Estados Unidos. : 416,800 militares mortos
União Soviética : 10,700,000 militares mortos
Japão: 2,120,000 militares mortos
Alemanha: 5,533,000 militares mortos
China: 3,800,000 militares mortos
No entanto, a fábrica de ilusões de Hollywood concebeu uma das maiores epopeias cinematográficas do pós-guerra para “provar” a bondade da venda pelas armas dos valores americanos; uma obra concebida pelo judeu Darryl E. Zanuck nos estúdios de propriedade judaica Fox- Paramount e Dreamworks (de Steven Spielberg), isto é, uma visão fantástica construída pelos vencedores. “The Longest Day” realizado em 1958 foi recheado por uma autêntica chuva de estrelas de cinema e cenas espectaculares, como a do ataque aéreo nas praias, vitimizando pelo sacrifício “os heróicos defensores morais do Ocidente”Em 2008 Nick Mollo fez uma “fan edit release” sobre a base original do filme (de 2horas e 48minutos), expurgando-o das cenas de propaganda (tanto a “heroicidade” americana, como a “ferocidade” alemã são cortadas). A partir daí vemos apenas o que sobra: a estreita interpretação das tropas Aliadas numa perspectiva dos jovens soldados enquanto condenados a combater uma guerra de que ignoravam os fundamentos decididos por instâncias superiores manipulando interesses alheios ao povo de onde os combatentes emanam. Vemo-los então apenas como potenciais vítimas, durante apenas um dia (como mais tarde a cena do brutal desembarque em “O Resgate do Soldado Ryan” mostraria). E nesta versão se condensa e é dado a ver apenas aquilo que a um soldado aliado foi dado ver durante o conflito. O vídeo “D-Day The Beginning Of The End” (1Hora 20mins) entretanto desapareceu da Internet pela erradicação do site www.wakeupfromyourslumber.com onde fora publicado. Que aconteceu? Por questionar pressupostos legítimos acerca de Israel, o Departamento de Estado quer fazer malhar o autor do blogue com os ossos na prisão
sexta-feira, março 06, 2009
os Objectivos do Clube Bilderberg
fac-simile do site oficial da Secretária de Estado Clinton:
“os Bilderberg procuram a era do pós nacionalismo: quando deixarmos de ter países, mas sim regiões da Terra rodeadas por valores Universais. Ou seja, uma economia Global, um governo Mundial (seleccionado mais do que eleito) e uma religião universal. Para se assegurarem de que atingem estes objectivos, os Bilderberg concentram-se numa “abordagem mais técnica e menos sensibilização em nome do público em geral”
William Shannon
O principal medo do Clube Bilderberg é a resistência organizada.
Os membros não querem que o povo do mundo descubra o que estão a arquitectar para o futuro do mundo: principalmente, um Governo Mundial Único (uma Empresa Mundial) com um único mercado global, policiado por um único exército mundial, e financeiramente regulado por um único “Banco Mundial” mediante moeda global única.
Segue-se uma lista das intenções dos Bilderberg para alcançarem a sua visão de Um Só Mundo. Pretendem institucionalizar um tipo de Estado Mundial igualitário em que os escravos obedientes serão recompensados e os inconformistas isolados para extermínio. Todos os partidos com assento parlamentar o sabem, directa ou veladamente. Por isso se declaram diligentes colaboracionistas (teoricamente) na concertação e remendagem do sistema, embora na prática nada na realidade aconteça à revelia do processo de intenções em curso. Votar nestas condições é ser utilizado apenas como carne para eleger os grupos elitistas que vão gerir a ignominia e relegar o multiculturismo para meros cenários de folclore local. A lista é desenvolvida no livro de Daniel Estulin (cap.5 pag.61 da edição portuguesa):• Uma Identidade Única Internacional
• Controlo Centralizado do Povo
• Sociedade de Crescimento Zero
• Estado de Equilíbrio Perpétuo
• Controlo Centralizado de Toda a Educação
• Controlo Centralizado de Todas as Politicas Externas e Internas
• Poder para a ONU
• Bloco Global Dominado pelo Comércio Ocidental
• Expansão da NATO
• Um Sistema Jurídico Internacional Único
• Um Estado Providência Global do tipo Social Democrata
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quinta-feira, março 05, 2009
vital
aquele tom de voz exaltado que acabava num conclusivo hunm!; lembram-se dele? pois é; há tiques de formação genética adquiridos no berço ideológico que jamais se perdem; e se no exaltado discurso de aceitação da candidatura de Vital Moreira ao Parlamento Europeu pelo Partido dito socialista se notou a idiossincrasia de Cunhal, isso apenas pode significar uma coisa: que finalmente a almejada "maioria de esquerda" chegou ao mais alto nivel de representatividade da Nação - estes dois, Vital e o P"S" e ainda, mailo casaco de 60 visons da primeira dama, são imprescindíveis para que se saiba qual a contribuição que cada caminhante para a urna eleitoral vai dar para o eterno peditório da pirosa ostentação nacional
os funcionários da nossa burguesia de "economia aberta"andam chiquérrimos
ps: para quem não seguiu o link lá em cima, repare, ele é sobre isto: "Eurodeputados portugueses passam a ganhar o dobro. No caso dos portugueses, o aumento vai para o dobro do que ganhavam até aqui. De 3815 euros passam para os 7665 brutos. Isto sem esquecer outros subsídios. (DN)
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ps: para quem não seguiu o link lá em cima, repare, ele é sobre isto: "Eurodeputados portugueses passam a ganhar o dobro. No caso dos portugueses, o aumento vai para o dobro do que ganhavam até aqui. De 3815 euros passam para os 7665 brutos. Isto sem esquecer outros subsídios. (DN)
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quarta-feira, março 04, 2009
em nome de Jahvé
jornalPublico, ontem dia 3 de Março:
Enquanto, por parte da coligação Israelo-americana se propagandeia a bondade da concessão da "solução dos 2 Estados", Israel e Palestina, no terreno prossegue a actividade prática para evitar que qualquer Estado da Palestina algum dia venha a ser realidade. Depois da recente tragédia de Gaza, prossegue a implantação de colonatos judeus no território palestiniano da Cisjordânia. Para que isso vá sendo possivel vai-se aprisionando as populações dentro do seu próprio território e, com a desculpa do envolvimento "no terrorismo" vai-se demolindo casa após casa dos palestinianos para dar lugar a novas construções de judeus ocupantes. Segundo a insuspeita BBC os israelitas planeiam a curto prazo construir mais 73.000 casas nos novos colonatos ocupados ou a ocupar na Cisjordânia.
um Caterpillar israelita destrói uma casa no sectorde Beit Hanina na zona leste (palestiniana) de Jerusalém
ocupada por Israel. Ao fundo o moderno colonato judeu de
Pisgat Ze’ev, igualmente construido em terras palestinianas
Vendo este mapa pode-se avaliar da situação sobre a qual Hillary e os extremistas israelitas fingem trabalhar
A expulsão e ocupação tem sido sempre a mesma técnica (a qual, da forma como é utilizada actualmente se pode ver neste video do "60Minutes") empregue desde a Nakba iniciada em 1947/48.
60 anos depois, considerando a degradação, dir-se-á irreversível, a que se chegou, a criação da solução dos 2 Estados está praticamente inviabilizada. Subsiste como única alternativa à guerra generalizada na região (mais uma, que mais uma vez só beneficiará os sionistas) que se advogue a solução de apenas 1 Estado, multicultural e democrático, onde possam conviver tanto a etnia ou religião judaica como a muçulmana, ou outras, representadas equitativamente em orgãos eleitos consoante a proporcionalidade das populações. Como especifica o israelita Gilad Atzmon: "estou totalmente contra qualquer política racial e por isso parece-me descartável qualquer forma de "política judaica", quer seja de esquerda, de direita ou do centro. Estou cansado desses objectivos "só para judeus". E que se trate do "Estado só para judeus" ou dos "judeus pela paz"; estou contra porque essas ideias estão aí para promover interesses tribais judeus em vez dos pela humanidade e solidariedade. A experiência política judaica emprega-se sempre a fundo para conseguir uma orientação racial e chauvinista até à medula" (ver artigo completo aqui)
Contrariamente a secretária Clinton brindou ao "apoio inquebrantável e duradouro do Estado de Israel", fruto da mesma ideologia de Obama face à situação de falência (para tudo menos para continuar a transferir biliões para Israel: "We will rebuild, we will recover, and the United States of America will emerge stronger". Imperialismo e Sionismo são os dois braços, financeiro e militarista, do mesmo corpo assassino.Existe uma analogia evidente entre a destruição do gueto de Varsóvia pelas tropas do Reich da Alemanha Nazi e a destruição de Gaza pelas tropas da Nova Ordem Mundial de Israel. Por isso, como contribuição para a desconstrução do monstro, existe também a convicção geral que os crímes de guerra sobre Gaza não poderão ficar impunes.
“A resistência é a única maneira de salvar a Palestina” segundo o moderado ayatollah Ali Khamenei do vizinho Irão. E, com a finalidade de apoiar esses objectivos, na Europa funda-se hoje em Bruxelas um novo "Tribunal Russell para a Palestina"
a Estratégia combinada: Massacrar e depois comprar o povo palestiniano. o Hamas qualifica de "carnaval" e "chantagem" a reunião de doadores para Gaza
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terça-feira, março 03, 2009
o principio do fim da "União" europeia?
Os paises da Europa do Leste que pertenceram à antiga cortina de ferro (Estónia, Letónia e Lituânia), entraram em crise económica profunda, a começar pelos que aderiram primeiro à União Europeia (e a seguir entrará a Ucrânia, outra nóvel prometida). Passada a euforia inicial, da azáfama de desmontar estátuas e pedir "crédito externo para o desenvolvimento” aos novos parceiros, sobram estradas novinhas em folha, centros comerciais, dividas e juros para pagar. Vinte anos depois da queda do Muro deveria ser ocasião para celebrar. Porém, os problemas agravam-se, e a União Europeia não pode disponibilizar novos créditos (foi esta a mensagem final da reunião sobre o proteccionismo: a rejeição de um pacote de auxilio de 190 biliões de euros), agora quando até na Europa Ocidental esses créditos se tornaram tão difíceis de obter. Já ouvimos isto em qualquer lado. Sócrates ao não acudir à reunião do passado fim de semana em Bruxelas deve ter ficado com as orelhas ao rubro. Afinal “o nosso homem BCE em Lisboa” é um expert em falta de dinheiro para resolver os problemas sociais e em ajudas aos bancos e a investidores que comercializam os circuitos de consumo multinacionais. Conforme muito bem o instrui o governador do Banco Central. Mercados para sacar sim, União não!"se o Estado ajuda os construtores automóveis através de créditos a taxas preferenciais, não é para estes irem abrir fábricas na Eslovénia ou noutro lado qualquer"
Nicolas Sarkozy
adenda; Il Manifesto: "a União que já não é"
segunda-feira, março 02, 2009
vêm aí "tempos terriveis"
Em função de sete variáveis económicas o LEAP fez uma avaliação geográfica da profundidade da crise, assim como uma previsão das suas quatro sequências: 1. crise financeira, 2. económica, 3. social, e 4. politica – da forma como vão ocorrer em seis grupos de países.
Se bem que as três primeiras etapas são essencialmente comuns a todo o planeta, porque afectam o mesmo sistema mundial resultante de Bretton Woods criado em 1945 e que durou de forma mais ou menos estável até 1989, a quarta fase que está agora a acontecer varia segundo o país e o tipo de impacto que a crise tem sobre eles. O primeiro choque foi comum , porém as respostas e os caminhos a partir de agora serão diferentes. Constituem por outro lado o processo de reorganização do sistema global e prefiguram os novos equilíbrios que se vão estabelecer durante a próxima década.
No último semestre deste ano iniciar-se-á “a quinta fase da crise sistémica: a fase da desarticulação geopolítica global, que afectará irremediavelmente os quatro actores geoestratégicos principais do planeta: Estados Unidos, União Europeia, China e Rússia, pelo que as populações em geral destes “jogadores” sociopolíticos devem estar prontas a enfrentar tempos terríveis (sic), ou como se diz no “Resistir”, assistiremos à “fragmentação acelerada dos interesses dos principais actores do sistema global e dos grandes conjuntos mundiais”; tempos durante os quais amplos segmentos da nossa sociedade serão modificados, desaparecerão temporariamente, ou se extinguirão de forma permanente”
O relatório nº 32 do GEAB, publicado em 17 de Fevereiro de 2009, está disponível em
http://www.leap2020.eu/
o GEAB é conhecido pela análise certeira das situações que analisa: a seguir ao Verão de 2008 anunciou de imediato que a crise era sistémica, e não apenas derivada do colapso do imobiliário; que todos os políticos juravam a pés juntos se devia ao desmoronamento das acções "subprimes" americanas. Sócrates dizia então que ela não nos afectaria (j`amé); mas agora é a crise gobal que lhe serve de desculpa para se livrar da culpa da crise nacional com a qual estávamos já a braços desde 2001 (inaugurada com Durão Barroso, Paulo Portas, Ferreira Leite e Bagão Félix)
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Se bem que as três primeiras etapas são essencialmente comuns a todo o planeta, porque afectam o mesmo sistema mundial resultante de Bretton Woods criado em 1945 e que durou de forma mais ou menos estável até 1989, a quarta fase que está agora a acontecer varia segundo o país e o tipo de impacto que a crise tem sobre eles. O primeiro choque foi comum , porém as respostas e os caminhos a partir de agora serão diferentes. Constituem por outro lado o processo de reorganização do sistema global e prefiguram os novos equilíbrios que se vão estabelecer durante a próxima década.
No último semestre deste ano iniciar-se-á “a quinta fase da crise sistémica: a fase da desarticulação geopolítica global, que afectará irremediavelmente os quatro actores geoestratégicos principais do planeta: Estados Unidos, União Europeia, China e Rússia, pelo que as populações em geral destes “jogadores” sociopolíticos devem estar prontas a enfrentar tempos terríveis (sic), ou como se diz no “Resistir”, assistiremos à “fragmentação acelerada dos interesses dos principais actores do sistema global e dos grandes conjuntos mundiais”; tempos durante os quais amplos segmentos da nossa sociedade serão modificados, desaparecerão temporariamente, ou se extinguirão de forma permanente”O relatório nº 32 do GEAB, publicado em 17 de Fevereiro de 2009, está disponível em
http://www.leap2020.eu/
o GEAB é conhecido pela análise certeira das situações que analisa: a seguir ao Verão de 2008 anunciou de imediato que a crise era sistémica, e não apenas derivada do colapso do imobiliário; que todos os políticos juravam a pés juntos se devia ao desmoronamento das acções "subprimes" americanas. Sócrates dizia então que ela não nos afectaria (j`amé); mas agora é a crise gobal que lhe serve de desculpa para se livrar da culpa da crise nacional com a qual estávamos já a braços desde 2001 (inaugurada com Durão Barroso, Paulo Portas, Ferreira Leite e Bagão Félix)
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domingo, março 01, 2009
o Congresso da meia dose de Polvo
o ex-ministro do ambiente José Sócrates (2002) pelos bons serviços prestados na implementação nos sítios mais incríveis da centrocomercialização do país, foi convidado em 2004 (junto com Santana Lopes) para fazer parte da magna reunião Bilderberg. Um ano depois era 1º ministro. Um dos seus homens de mão, Augusto Santos Silva esteve no Bilderberg em 2006. O irmão do homem forte da SIC, António Costa, o que insultou o Bloco excomungando-o da “esquerda” foi Bilderberger (junto com Rui Rio, Obama e Hillary e os rapazes do costume) em 2008. E quem comentou o Congresso em directo pelo PSD foi Aguiar-Branco outro Bilderberger no mesmo ano que o comissário Santos Silva. Reunião que no ano seguinte contou com a participação de Durão Barroso, todos eles, sempre, sob a égide do senador Francisco Pinto Balsemão, o patrão que dá emprego de relevo ao irmão do ex-ministro e actual presidente da Câmara António Costa. Nota-se alguma crise no Bloco Central?
Em termos políticos de decisão em função dos trabalhadores “no pasa nada”, mas para se vender às massas a ideia que passa, talvez só citando a estética de percepção de Joyce, que para desvendar a essência das coisas recorre “à epifania” (uma aparição, iluminação repentina) que “interrompe o fluir do tempo e, lançando uma luz avassaladora sobre ela, faz com que a realidade se manifeste”. “Não me fôdas” foi a expressão irada com que milhares de pessoas apagaram as televisões mal encaravam com a iluminada efígie do Sócrates ministro irradiando dentro do ecran – celebrando-se deste modo o maior apagão colectivo da chamada democracia portuguesa no passado, sempre o mesmo, mais recente. Estamos às escuras: por onde andará escondida a outra metade do Polvo?.
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