apesar de para a populaça ser um economista "brilhante", ele "não percebe nada de aplicações estrangeiras com uns nomes muito esquisitos"
(ao admitir não perceber nada, sua excelência admite existir também mais uma boa razão para ser posto a andar...)
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
terça-feira, janeiro 11, 2011
segunda-feira, janeiro 10, 2011
o insaciável apetite dos cavaquistas
Mesa-do-Orçamento.NewsJosé Veloso Azevedo, um ex-modesto empresário de artigos de rega de Braga, passados 30 anos de cavaquismo, vá-se lá saber como, mas é disto que a nossa pequena burguesia gosta, tinha-se transformado num dos principais accionistas da SNL, a holding detentora do BPN. Quando o banco do ex-ministro de Cavaco Oliveira e Costa entrou em bancarrota, a administração chamou outro cavaquista para tentar gerir o salvado da falência, Miguel Cadilhe. E que fez este outro conceituado economista da tribo de Cavaco? Como os investimentos dos principais gurus já estavam a salvo por aviso prévio (entre eles os 356.900 euros de lucro de Cavaco e Patrícia Silva), Miguel Cadilhe dedicou-se a assinar contratos actualizados com os investidores lesados – sabendo antecipadamente que esses contratos obrigariam o Estado, em vias de decidir a nacionalização dos prejuízos, a pagar avultadas quantias aos amigalhaços do actual Presidente da República. Assim aconteceu. Confrontado com os documentos (que por exemplo Cavaco não tinha) o governo foi obrigado a cumprir um pagamento de 20 milhões de euros a José Veloso Azevedo. Mas este antigo accionista da SLN agora ainda exige o pagamento de mais 30 milhões – uma vida de trabalho, mais outro indeciso? Em quem votará José Veloso Azevedo? Obviamente, em Cavaco Silva. A culpa do incumprimento de facto é de José Sócrates, na medida em que se permitiu fazer um acordo de regime com Cavaco para aparar estas golpadas
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domingo, janeiro 09, 2011
Change, a "mudança" meio mandato depois…
Os Estados Unidos podiam ter mudado depois do carnavalesco vintecinco-de-abril que foi a eleição de Obama?... não, não podiam – porque quem efectivamente manda ali não é o mero boneco bemfalante que debita a retórica pronto-a-consumir pelas televisões, mas os responsáveis que não dão a cara pela mais extraordinária máquina de guerra alguma vez criada à face da Terra. É neste contexto que Obama, o “prémio nobel da Paz” decidiu novamente enviar mais tropas para o Afeganistão, de acordo com a noticia publicada no Wall Street Journal. Segundo o porta-voz do Pentágono o objectivo, agora que o perigoso Bin Laden se eclipsou por falta de credibilidade dos mapas mediáticos, “é aumentar a pressão sobre os Taliban”, outra fonte inesgotável de terrorismo para uso de parolos
O facto do Pentágono utilizar o Wall Street Journal como meio para difundir os seus comunicados não é inocente. É o poder financeiro quem decide dos meios a empregar na indústria belicista. Na semana seguinte à chegada dos Republicanos à maioria no Congresso, o executivo do lobie judeu responsável pelo Tesouro, Timothy Geithner, pediu-lhes que aumentem o tecto para a dívida pública, actualmente fixado em 14,3 mil milhões de dólares, e alertou que não o autorizar poderia ser um sinal para o país entrar em incumprimento de pagamentos
Barack Obama e Mitch McConnel, o líder do Senado, mal seconhecem e pouco ou nada têm em comum, mas são o único
par que resta no poder democrata em Washington (Time)
Com a estrepitosa queda do mito Obama, (a sua popularidade durante as eleições intercalares que trouxeram os republicanos de volta, é mais baixa que a de Bush), lá se derrete também mais um pouco em Portugal a âncora do “soarismo nacional democrata em liberdade” – a farronca maçónica de Soares (1) apoiada na existência de uma pretensa “esquerda liberal” norte americana é um embuste. É politicamente ilegítimo invocar algo que não existe, nunca existiu e não dispõe de espaço para existir.
Mudanças de decisores na base económica que suporta o paradigma imperialista
Com a saída do Rham Emmanuel (um judeu com serviço militar cumprido no exército terrorista de Israel) de chefe de gabinete de Obama, para ser eleito como presidente da Câmara de Chicago (o principal bastião democrata nos EUA, de onde aliás é originário Obama) – o novo chefe de gabinete nomeado pelo presidente foi William Daley, que exercia até agora o cargo de director de um dos principais bancos beneficiários da crise, o J.P.Morgan, uma das entidades suporte dos accionistas privados da Reserva Federal. A equipa económica de Obama também sofre alterações, tendo em vista manter imutável o sistema: Gene Sperling será o novo presidente do Conselho Económico Nacional. Está encarregado de gerir as normas emanadas da Reserva Federal, cujo responsável, o judeu Ben Bernanke, já esclareceu que qualquer hipótese de recuperação do capitalismo não acontecerá antes dos próximos 5 anos.
(1) Sobre a nossa eleição para presidente, em carta aberta a Mário Soares, um apoiante de Alegre sugere-lhe que tome partido, “siga os ditames da sua consciência… apoie sem rodeios o candidato da sua preferência – que toda a gente sabe não ser o candidato apoiado pelo PS (nem tampouco pelo seu próprio aparelho partidário)… e depois, se houver uma eventual segunda volta retribua os sapos que muitos portugueses engoliram para votar em si e declare o seu apoio a quem estiver na liça contra o candidato da direita. Não vamos permitir que subsistam quaiquer dúvidas que, ambos desejamos ver um novo rosto no Palácio de Belém” (Público).
sábado, janeiro 08, 2011
José Manuel Coelho é entrevistado por Judite de Sousa
Depois de ser “esquecido” nos debates manipulados pelos “grandes” Partidos, Coelho fura o crivo dos Media Partidarizados e foi convidado para ser entrevistado pela RTP - "Eu compreendo que a Senhora Doutora esteja embaraçada"...", para ver aqui:http://tv.rtp.pt/play/?tvprog=1436#/tvprog=1436
Ver também a entrevista na TVI24,
«Não sou membro do partido comunista português por razões burocráticas», aqui (seguir link para o video no lado esquerdo do site):
http://diario.iol.pt/politica/jose-manuel-coelho
Enfim, alguém que não está oficialmente mandatado pelo regime (apenas suportado como uma espécie de fava do bolo rei), é também o único que diz descomplexadamente as verdades nuas e cruas em directo e sem teleponto...
Site oficial da candidatura: "Cavaco Silva tem “certas semelhanças” com um pastel de nata"
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sexta-feira, janeiro 07, 2011
Francisco Louçã na rota para ministro das Finanças:
"o BPN era um verdadeiro governo sombra do PSD. Por ali passaram uma colecção de ex-ministros do PSD: Dias Loureiro, Daniel Sanches, Rui Machete; Arlindo de Carvalho, Miguel Cadilhe, Oliveira e Costa... Sabemos quase tudo deste buraco negro, mas só não sabemos quem ficou com o dinheiro”
Louçã: "a alternativa à nacionalização era manter o BPN na mão do gang de Oliveira e Costa (...) e ter optado por repôr e ampliar a banca pública como factor de suporte à economia”
Ao contrário de Cavaco em relação ao BPN, Alegre esclareceu de imediato as alegações de deputada do CDS Teresa Caeiro: “Na verdade, quem tem vínculos ao BPP é Cavaco Silva, já que João Rendeiro foi membro da sua Comissão de Honra em 2006 e contribuiu financeiramente para a sua campanha”
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Louçã: "a alternativa à nacionalização era manter o BPN na mão do gang de Oliveira e Costa (...) e ter optado por repôr e ampliar a banca pública como factor de suporte à economia”
Ao contrário de Cavaco em relação ao BPN, Alegre esclareceu de imediato as alegações de deputada do CDS Teresa Caeiro: “Na verdade, quem tem vínculos ao BPP é Cavaco Silva, já que João Rendeiro foi membro da sua Comissão de Honra em 2006 e contribuiu financeiramente para a sua campanha”
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quinta-feira, janeiro 06, 2011
"E se o professor Cavaco Silva pudesse nascer duas vezes?"
"Cavaco Silva toma, e sempre tomou, os portugueses por parvos. De certa maneira tem razão: a sua estratégia costuma funcionar. Sim, somos todos parvos" (Ana Sá Lopes, jornal I)
Existe um pacto de regime entre o partido dito socialista e o partido social-democrata, duas impossibilidades politicas no actual estádio de desenvolvimento degradado do capitalismo. As coisas não podem funcionar de outro modo: “aumento da produtividade”, apropriação de novos espaços sonegados à natureza, enquanto no já construído as ruínas se avolumam.
Visto no quadro figurativo recente, trata-se de um contrato neoliberal entre Cavaco e Sócrates, no qual um encobre o escândalo BPN enquanto a contraparte lhe paga com o encobrimento do escândalo Freeport.
No início da década, com José Sócrates no ministério do Ambiente, o partido de negócios socialista resolveu abrir uma nova plataforma transcontinental de ligação na margem sul do Tejo. O primeiro investimento a ser captado para essa área foi da casa real inglesa com o projecto Freeport, aprovado ilegalmente. A tribo socialista (em nome do Partido, não apenas do ministro) empochou as respectivas comissões.
Três governos depois, no mesmo âmbito, avançou a plataforma logística do Poceirão, estando prestes a iniciar-se o novo aeroporto e a nova travessia do Tejo. Como contrapartida a tribo social democrata de negócios comprou previamente por uma bagatela os terrenos onde se vão irão situar estes investimentos. Tudo teria corrido optimamente bem, se entretanto não tivesse chegado a crise e a bancarrota… Conquanto a crise seja do capitalismo, os negócios privados dos governantes sobre a coisa pública não param. Eles esperariam alimentar o país as migalhas desses empreendimentos viciados, onde a parte de leão é caçada pelos interesses estrangeiros. Recebidas as comissões à cabeça, sobram as dívidas.
Era então José Sócrates ministro do Ambiente quando o primeiro ministro António Guterres negociou 50 mil milhões de euros com Bruxelas para desenvolver o país. Passado uma década esse dinheiro desapareceu, sem que se conheçam os destinatários concretos no 3º Quadro Comunitário de Apoio, nem sequer quaisquer resultados práticos, excepto talvez o maior número de quilómetros de auto-estradas por metro quadrado na Europa (a subsistência dos empreiteiros do regime). Em 2009 ainda existiram diligências no âmbito da entidade de Combate à Fraude da União Europeia para tentar averiguar a dimensão dos desvios, mas o assunto, engolido pela desmesurada dimensão do polvo, entretanto desapareceu do mapa. Fica a devassa capitalista do território e a pobreza
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Existe um pacto de regime entre o partido dito socialista e o partido social-democrata, duas impossibilidades politicas no actual estádio de desenvolvimento degradado do capitalismo. As coisas não podem funcionar de outro modo: “aumento da produtividade”, apropriação de novos espaços sonegados à natureza, enquanto no já construído as ruínas se avolumam.
Visto no quadro figurativo recente, trata-se de um contrato neoliberal entre Cavaco e Sócrates, no qual um encobre o escândalo BPN enquanto a contraparte lhe paga com o encobrimento do escândalo Freeport.No início da década, com José Sócrates no ministério do Ambiente, o partido de negócios socialista resolveu abrir uma nova plataforma transcontinental de ligação na margem sul do Tejo. O primeiro investimento a ser captado para essa área foi da casa real inglesa com o projecto Freeport, aprovado ilegalmente. A tribo socialista (em nome do Partido, não apenas do ministro) empochou as respectivas comissões.
Três governos depois, no mesmo âmbito, avançou a plataforma logística do Poceirão, estando prestes a iniciar-se o novo aeroporto e a nova travessia do Tejo. Como contrapartida a tribo social democrata de negócios comprou previamente por uma bagatela os terrenos onde se vão irão situar estes investimentos. Tudo teria corrido optimamente bem, se entretanto não tivesse chegado a crise e a bancarrota… Conquanto a crise seja do capitalismo, os negócios privados dos governantes sobre a coisa pública não param. Eles esperariam alimentar o país as migalhas desses empreendimentos viciados, onde a parte de leão é caçada pelos interesses estrangeiros. Recebidas as comissões à cabeça, sobram as dívidas.
Era então José Sócrates ministro do Ambiente quando o primeiro ministro António Guterres negociou 50 mil milhões de euros com Bruxelas para desenvolver o país. Passado uma década esse dinheiro desapareceu, sem que se conheçam os destinatários concretos no 3º Quadro Comunitário de Apoio, nem sequer quaisquer resultados práticos, excepto talvez o maior número de quilómetros de auto-estradas por metro quadrado na Europa (a subsistência dos empreiteiros do regime). Em 2009 ainda existiram diligências no âmbito da entidade de Combate à Fraude da União Europeia para tentar averiguar a dimensão dos desvios, mas o assunto, engolido pela desmesurada dimensão do polvo, entretanto desapareceu do mapa. Fica a devassa capitalista do território e a pobreza.
quarta-feira, janeiro 05, 2011
a Virgem, informação privilegiada e o Desprezo
Cavaco Silva diz que devem ser "ignorados" os que o atacam de forma desonesta. Porém, existe equidade: a honestidade de Cavaco ficou perdida na SLN, já não parece tão honesto, daí que ele continue a negar mostrar o contrato das acções que comprou e a quem as revendeu obtendo um lucro de 140% (a família Cavaco obteve no negócio 356.900 euros de lucros líquidos em 2 anos) - “É importante que as pessoas que vão votar em Cavaco Silva saibam que “já não têm aquela virgem pura que se anunciava e que o marketing promovia” (Defensor Moura)
Ouve-se por aí, nos meios conservadores, “que Cavaco se limitou a ganhar dinheiro, como tantos outros portugueses fizeram”. Porém não é nada disso, não é de nada legal que se trata, mas sim de saber como conseguiu Cavaco vender acções que não estavam cotadas em Bolsa?! Ainda por cima dispondo de "inside information" prévia sobre a debacle do BPN (o que é proibido por Lei)… Portanto, as acusações de corrupção em torno de Cavaco e dos partidários do presidente persistem e agravam-se: o presidente da SLN Valor e outros destacados ex-dirigentes do BPN, pertencem à comissão de honra da candidatura de Cavaco Silva, uma equipa de influência bem antiga junto do actual presidente – são nem mais nem menos que o mesmo grupo proprietário dos terrenos da SLN junto ao campo de tiro de Alcochete comprados por 40 milhões de euros, duas semanas antes de o Governo ter anunciado a nova localização do futuro aeroporto de Lisboa (fonte)
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Ouve-se por aí, nos meios conservadores, “que Cavaco se limitou a ganhar dinheiro, como tantos outros portugueses fizeram”. Porém não é nada disso, não é de nada legal que se trata, mas sim de saber como conseguiu Cavaco vender acções que não estavam cotadas em Bolsa?! Ainda por cima dispondo de "inside information" prévia sobre a debacle do BPN (o que é proibido por Lei)… Portanto, as acusações de corrupção em torno de Cavaco e dos partidários do presidente persistem e agravam-se: o presidente da SLN Valor e outros destacados ex-dirigentes do BPN, pertencem à comissão de honra da candidatura de Cavaco Silva, uma equipa de influência bem antiga junto do actual presidente – são nem mais nem menos que o mesmo grupo proprietário dos terrenos da SLN junto ao campo de tiro de Alcochete comprados por 40 milhões de euros, duas semanas antes de o Governo ter anunciado a nova localização do futuro aeroporto de Lisboa (fonte).
terça-feira, janeiro 04, 2011
O primeiro hominideo já era judeu...
A estória é velha e relha, ou não tivesse o grito gutural “adam” no dialecto ancestral hitita o significado de “homem”, logo carimbado com origem de marca por um deus qualquer, pois claro. Tudo uma verdade pegada, onde nada foi imaginado, faltavam só as provas cientificas, dificilissimas de obter depois de Lyell e Darwin, convenhamos. Porém o inimaginável no campo das falsificações acontece mais vezes que se pensa. Onde? Em Israel, pois claro: uma equipa da Universidade de Telavive afirma que fez escavações nas grutas de Qesem e anunciou ter encontrado dentes idênticos a outros vestígios do Homo sapiens, porém com cerca de 400 mil anos, o dobro de quaiquer vestigios encontrados até agora (incluindo os recentes achados arqueológicos das espécies intermédias Denisovans ou do Idaltus que coexistiram com o homo-habilis e os neanderthais entre cerca de 120.000 a 27.500 anos atrás. A “descoberta” israelita poria em causa inclusive a teoria do homem “out of África” e as confirmações cientificas através do estudo da genética populacional iniciado por Luigi Luca Cavalli-Sforza, Richard Lewontin, etc.
Efectivamente, para os “investigadores” do artesanato judeu, em poucas centenas de séculos a criaturologia humanóide tem evoluido numa forma espectacular. Por exemplo, este espécimen de proto-chimpazé (no vídeo abaixo), cujos contemporâneos vivem de esmolas (1), foi encontrado nas ruínas do palácio do governador da Califórnia ainda demonstrando sinais de vida inteligente: dança, apesar de ter sido mandado congelar pela paróquia lá do sitio há quase um século(1) John Kenneth Galbraith: “Deficits are the solution not the problem”. Obviamente, nem todo o gasto deficitário é bom. Porém John Maynard Keynes nunca advogou o salvamento de instituições financeiras afundadas dirigida por vigaristas, mas ainda assim esta tem sido a política essencial da Reserva Federal (Resistir)
Do comentário do leitor Anónimo, cujo link indicado não funciona, aqui fica o lembrete: "Judeus dos EUA foram pagos para passar por vítimas do Holocausto"
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segunda-feira, janeiro 03, 2011
Dados pessoais de cidadãos portugueses vão ser fornecidos para uma superbase de dados norte-americana
Foi preciso decorrer um ano e meio para que a informação de um governo conspirativo fosse conhecida. Em 30 de Junho de 2009, os ministros portugueses da Administração Interna, da Justiça e dos Negócios Estrangeiros reuniram-se com a secretária do Departamento de Segurança Interna norte-americano, Janet Napolitano, "adiantando-se às negociações em curso da UE com governo norte-americano".
Os três caniches nacionais (Luís Amado, Rui Pereira, Alberto Costa) que visam um melhor reconhecimento do dono assinaram então um “acordo de prevenção e combate ao crime entre os Estados Unidos e Portugal reforçando os “esforços internacionais para combater o terrorismo e garantir a legalidade do comércio e das viagens”. Esta é a versão oficial curta (1), porém o projecto, segundo a versão que interessa e que é a das autoridades norte-americanas, visa prioritariamente "prevenir e lidar com o terrorismo internacional e deve abranger a cooperação na identificação atempada de indivíduos conhecidos por estarem, ou terem estado, envolvidos em actividades que sejam consideradas terroristas. Tal cooperação deve incluir a partilha de informação de rastreio relativa à actividade terrorista". O acordo firmado implicará a cedência, por parte do nosso país, de dados biométricos e biográficos de portugueses constantes no Arquivo de Identificação Civil e Criminal, e da base de dados de ADN, sediada no Instituto de Medicina Legal (DN). A partilha de informação oriunda de serviços de informações ou de forças policiais visa alimentar a base de dados "Terrorist Watchlist"
Se ainda nos lembramos do que era ter ficha na Pide, hoje em dia qualquer militante de causas de esquerda sujeita-se a estar identificado no banco de dados de Forte Barksdale no Estado de Louisiana e ser inclusive no futuro abrangido por extradição para território norte-americano para averiguação de acusações sobre o exercicio de qualquer actividade politica não alinhada com o modelo fascista em gestação.
Nove anos após o 11 de Setembro de 2001, os EUA, à luz da Lei Patriótica bushista (US Patriot Act) conseguiram reunir um vasto aparato de identificação doméstica que recolhe informações sobre qualquer cidadão norte-americano, usando as policias locais, o FBI, os departamentos de Segurança e os serviços de investigação militares. Este intrincado sistema, de longe o mais tecnologicamente sofisticado na história, recolhe, armazena e analisa informação sobre milhões de pessoas, residentes ou em mera estadia temporária, muitos dos quais nunca foram acusados de fazer algo errado. É um método de controlo de populações (2) que está agora em vias de ser globalizado, ultrapassando fronteiras, e que autoriza os organismos de segurança a intervir nas comunicações de qualquer índole. A “lei patriótica” foi reformulada em 2005 e promulgada no ano seguinte, instituindo novas restrições à liberdades públicas. Os EUA estão a desenvolver a partir de 2011 o chamado “Comando Cybercom” (3), um projecto do magestático “Homeland Security” para censurar a Internet “limpando-a” de qualquer tipo de conteúdo que considere perigoso para a segurança do Estado. O novo quartel general do Exército de controlo do ciberespaço localiza-se na Base Militar de Barksdale, dentro do 8º Contingente Aéreo do Exército, conhecido pela sigla AFNETOPS (Air Force Network Operations Command) - Comando de Operações da Força Aérea no Ciberespaço, sob as ordens de um general de quatro estrelas, e está encarregado de organizar acções de guerra contra “terroristas” nas redes electrónicas internacionais
(1) Colocada perante a politica do facto consumado, a Comissão de Protecção de Dados (ainda) não emitiu parecer (Esquerda.Net)
(2) Um método que começou por ser aplicado no controlo de populações no Afeganistão, é agora aplicado no Tennessee (WashingtonPost)
(3) Ler a investigação da jornalista cubana Rosa Miriam Elizalde:
“Un cuartel general para el ejército del ciberespacio”
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Os três caniches nacionais (Luís Amado, Rui Pereira, Alberto Costa) que visam um melhor reconhecimento do dono assinaram então um “acordo de prevenção e combate ao crime entre os Estados Unidos e Portugal reforçando os “esforços internacionais para combater o terrorismo e garantir a legalidade do comércio e das viagens”. Esta é a versão oficial curta (1), porém o projecto, segundo a versão que interessa e que é a das autoridades norte-americanas, visa prioritariamente "prevenir e lidar com o terrorismo internacional e deve abranger a cooperação na identificação atempada de indivíduos conhecidos por estarem, ou terem estado, envolvidos em actividades que sejam consideradas terroristas. Tal cooperação deve incluir a partilha de informação de rastreio relativa à actividade terrorista". O acordo firmado implicará a cedência, por parte do nosso país, de dados biométricos e biográficos de portugueses constantes no Arquivo de Identificação Civil e Criminal, e da base de dados de ADN, sediada no Instituto de Medicina Legal (DN). A partilha de informação oriunda de serviços de informações ou de forças policiais visa alimentar a base de dados "Terrorist Watchlist"Se ainda nos lembramos do que era ter ficha na Pide, hoje em dia qualquer militante de causas de esquerda sujeita-se a estar identificado no banco de dados de Forte Barksdale no Estado de Louisiana e ser inclusive no futuro abrangido por extradição para território norte-americano para averiguação de acusações sobre o exercicio de qualquer actividade politica não alinhada com o modelo fascista em gestação.
Nove anos após o 11 de Setembro de 2001, os EUA, à luz da Lei Patriótica bushista (US Patriot Act) conseguiram reunir um vasto aparato de identificação doméstica que recolhe informações sobre qualquer cidadão norte-americano, usando as policias locais, o FBI, os departamentos de Segurança e os serviços de investigação militares. Este intrincado sistema, de longe o mais tecnologicamente sofisticado na história, recolhe, armazena e analisa informação sobre milhões de pessoas, residentes ou em mera estadia temporária, muitos dos quais nunca foram acusados de fazer algo errado. É um método de controlo de populações (2) que está agora em vias de ser globalizado, ultrapassando fronteiras, e que autoriza os organismos de segurança a intervir nas comunicações de qualquer índole. A “lei patriótica” foi reformulada em 2005 e promulgada no ano seguinte, instituindo novas restrições à liberdades públicas. Os EUA estão a desenvolver a partir de 2011 o chamado “Comando Cybercom” (3), um projecto do magestático “Homeland Security” para censurar a Internet “limpando-a” de qualquer tipo de conteúdo que considere perigoso para a segurança do Estado. O novo quartel general do Exército de controlo do ciberespaço localiza-se na Base Militar de Barksdale, dentro do 8º Contingente Aéreo do Exército, conhecido pela sigla AFNETOPS (Air Force Network Operations Command) - Comando de Operações da Força Aérea no Ciberespaço, sob as ordens de um general de quatro estrelas, e está encarregado de organizar acções de guerra contra “terroristas” nas redes electrónicas internacionais(1) Colocada perante a politica do facto consumado, a Comissão de Protecção de Dados (ainda) não emitiu parecer (Esquerda.Net)
(2) Um método que começou por ser aplicado no controlo de populações no Afeganistão, é agora aplicado no Tennessee (WashingtonPost)
(3) Ler a investigação da jornalista cubana Rosa Miriam Elizalde:
“Un cuartel general para el ejército del ciberespacio”
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sábado, janeiro 01, 2011
perspectivas...
Eugénio Rosa: "Não tenho boas noticias. Os mercados continuam a desconfiar do País, a nossa necessidade de endividamento cresce. Vamos pagar mais pelos empréstimos". Em circunstâncias normais esse dinheiro deveria ser usado para apoiar as empresas nacionais que produzem para vender em Portugal, reduzindo os nossos níveis de importação (...) mas, ao contrário, "infelizmente a tendência é que o desemprego e a miséria aumente em 2011"
A inundação desesperada de dólares feita pelo banco central dos EUA não promove o consumo nem o investimento – esse dinheiro fictício entra simplesmente nos mercados financeiros tentando engordar as expectativas de lucros futuros. Entretanto as novas regras contabilísticas do IFRS dão aos directores financeiros mão livre para uma acrobacia contabilística realmente aventureira. Nada disto tem a ver com economia real. Não haverá retoma, mas apenas simulações com base em truques contabilísticos duvidosos, doravante legalizados pelas grandes empresas internacionais que dominam “os mercados” Já se fala em segredo de uma "bolha de valorização" dessas grandes multinacionais - quando elas compram acções próprias, estão a recolher ganhos diferenciais de forma totalmente independente dos lucros reais dos negócios, ganhos para os quais elas mesmas criaram falsos pressupostos, de modo puramente contabilístico. Daí resultam "bullshit-earnings" (lucros da treta), porque uma parte crescente dos custos prévios ou subsequentes já não aparecem nos balanços oficiais. Na verdade, os lucros não estão a crescer… e a nova bolha de ar esvaziar-se-á rapidamente (Robert Kurz, a Politica de Balanços Criativos)
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quinta-feira, dezembro 30, 2010
Alegre...
o caso BPN tornou-se o tema da campanha presidencial. Por uma questão de saneamento básico do país, esperemos que isso seja péssimo para Cavaco Silva... "ao contrapôr o fracasso da gestão do BPN ao sucesso da recuperação dos bancos ingleses afectados pela crise financeira, Cavaco compara o incomparável: é que o banco nacional foi arruinado por uma gestão criminosa, enquanto os congéneres britânicos foram apenas vítimas de gestão irresponsável" (editorial no Público)Em tempo o deputado João Semedo questionou o negócio que deu 360 mil euros de lucro a Cavaco Silva, graças à venda das 255.018 acções em 2003. "A SLN comprou as acções muito mais caras do que as tinha vendido (…)a família Cavaco Silva beneficiou com o BPN. O benefício directo que tiveram resulta de um jogo de influências, que era como funcionava aquele banco, "A recompra era feita por um valor que garantia mais-valias muito superiores às de outras aplicações financeiras disponíveis no mercado", classificando as recompras como "operações de favor para quem comprava". No caso da família Cavaco, a valorização foi de 140% em dois anos (ver dossier BPN)
relacionado
3º Congresso do Partido da Esquerda Europeia - Agenda para uma Europa Social
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terça-feira, dezembro 28, 2010
O presidente nódoa limpa
A revisão da lei de financiamento dos partidos “abre a porta à pior das corrupções, ao mais alto nível”; e Cavaco aprovou-a sem pestanejar – “foi um dos seus dias mais negros de entendimento presidente-bloco central” (1). O que está em causa é a possibilidade dos dirigentes partidários poderem incluir nas despesas dos partidos as coimas a aplicar à ilegalidades praticadas (as que pela sua enormidade são descobertas). Em última análise, tal subversão permite que seja o erário público a pagar as infracções à lei com o próprio dinheiro dos contribuintes, que deste modo acabam por ser lesados duas vezes.
Cavaco: “Há uma campanha suja e desonesta que quer envolver-me no caso BPN. Mas para serem mais honestos que eu têm de nascer duas vezes” - Sua excelência o dinossauro presidente não compreende que o problema não é ele analisado só por si, mas a clientela que o suporta. Cavaco sabe muito bem que qualquer organização mafiosa que se preza se organiza deixando sempre um deles de fora, imaculadamente limpo, que dá a cara pelo grupo quando este enfrenta alguma adversidade.Cavaco: “Já não convivo com essas pessoas há mais de 25 anos”
Dias Loureiro foi removido a custo de conselheiro de Estado (nomeado por Cavaco) no ano de 2009. Em finais de 1997 o ex-secretário de Estado no governo de Cavaco Silva, Oliveira e Costa, percorreu o país angariando nos meios politico-financeiros cavaquistas fundos para a tomada de um banco especializado em investimentos especulativos. Para proteger os accionistas, o grupo criou uma holding, a SLN-Valor, (é aqui que entram as acções de Cavaco), holding que não seria afectada caso o projecto corresse mal. Correu de facto mal (2).
Depois de alguns anos de regabofe especulativo (2006: 86 milhões de lucros, 77 milhões em 2007),. Em finais de 2008, descobertas as carecas das contabilidades criativas fraudulentas, os prejuízos ascendiam a 700 milhões de euros! (“desaparecidos” em paraísos fiscais). Como previsto, o Estado (via banco público CGD) interveio para salvar o mono falido e neste momento a factura a pagar já vai em 4,8 mil milhões de euros. O famigerado orçamento de Estado para 2011 que Cavaco aprovou, consagra-lhe mais uma injecção de 500 milhões. É deveras pornográfico que, no debate com Alegre, Cavaco tivesse afirmado não ter conhecimento disto
Dizem economistas de vários quadrantes que ainda faltam contabilizar 2 mil milhões de “activos tóxicos”, ou seja, lixo que vai ser pago pelos contribuintes. Tudo somado, termos 7,7 milhões de euros (3) a distribuir pelos anos vindouros, quase 5 por cento do PIB português. Com outro presidente que não pactuasse com a fraude, Portugal não precisaria de nenhum plano de austeridade e Sócrates já teria sido corrido em seu devido tempo.(1) João Cravinho, autor de uma proposta de lei contra a corrupção na anterior legislatura que foi rejeitada na AR pelo PS
(2) António Vilarigues: “A pulhice humana revisitada”
(3) O salvado do BNP tem uma base de licitação para venda de 180 milhões de euros, mas não tem compradores interessados
(4) As citações dos recortes de jornal são de António Martins, presidente da Associação Sindical de Juízes Portugueses
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segunda-feira, dezembro 27, 2010
Um belo Presentinho de Natal dado a eles mesmo
No passado dia 22 de Dezembro tanto o Congresso como a Câmara dos Representantes aprovaram por unanimidade a autorização de investir 725 mil milhões de dólares no Pentágono, mais 17 mil milhões que a verba proposta pela Casa Branca, durante o ano de 2011 (National Defense Authorization Act for Fiscal Year 2011), o qual transita agora para o gabinete de Obama para este assinar de cruz.
O número proposto para a “defesa nacional” inclui, somado ao budget base, 158,7 mil milhões destinados àquilo que é eufemisticamente designado por “operações de contingência no estrangeiro”, leia-se a ocupação militar do Iraque e do Afeganistão.
Levando em linha de conta a inflação e a demografia, este é o orçamento militar mais alto de sempre “em tempo de paz” (desde 1945, o último ano em que houve uma guerra declarada). Esta estratégia financeira é fruto de um sistema de colonização global bem implantado, não de decisões avulso deste ou daquele presidente – no próximo ano para pagar a máquina de guerra do Pentágono serão gastos 2.354 dólares por cada cidadão norte-americano. Por comparação, a verba aprovada o ano passado foi de 680 mil milhões, 533,8 mil milhões como orçamento base e o resto para o Afeganistão e Iraque – acções que viram uma aprovação suplementar em Julho passado de mais 37 mil milhões (Supplemental Appropriations Act 2010)
Com 2.250.000 funcionários a tempo inteiro e o pessoal militar (excluindo a Guarda Nacional e os membros na reserva) o Departamento de Defesa é o maior empregador dos Estados Unidos. Por comparação, a maior empresa privada é a Walmart com 1.400.000 empregados e os Correios com 599.000.
(Este é um breve sumário do artigo de Rick Rozoff para a OpEdNews que pode ser lido no original aqui)
Não por acaso esta noticia passa em branco nos media. Como aliado incondicional da máquina de agressão imperialista os gestores nacionais não fogem à blindagem, só se preocupam em difundir à exaustão o aumento dos juros da dívida pública que lhes são necessários para pagar a guerra. Para fugir à bitola dominante, neste vídeo entrevista-se David Swanson, autor de “A Guerra é um Mentira” – em suma, a humanidade tem perante si uma corporação militar de endoutrinamento social, numa palavra, aquilo que os nazis não conseguiram implantar na Europa em 1945, está actualmente a ser tentado no mundo inteiro: Fascismo
O número proposto para a “defesa nacional” inclui, somado ao budget base, 158,7 mil milhões destinados àquilo que é eufemisticamente designado por “operações de contingência no estrangeiro”, leia-se a ocupação militar do Iraque e do Afeganistão.Levando em linha de conta a inflação e a demografia, este é o orçamento militar mais alto de sempre “em tempo de paz” (desde 1945, o último ano em que houve uma guerra declarada). Esta estratégia financeira é fruto de um sistema de colonização global bem implantado, não de decisões avulso deste ou daquele presidente – no próximo ano para pagar a máquina de guerra do Pentágono serão gastos 2.354 dólares por cada cidadão norte-americano. Por comparação, a verba aprovada o ano passado foi de 680 mil milhões, 533,8 mil milhões como orçamento base e o resto para o Afeganistão e Iraque – acções que viram uma aprovação suplementar em Julho passado de mais 37 mil milhões (Supplemental Appropriations Act 2010)
Com 2.250.000 funcionários a tempo inteiro e o pessoal militar (excluindo a Guarda Nacional e os membros na reserva) o Departamento de Defesa é o maior empregador dos Estados Unidos. Por comparação, a maior empresa privada é a Walmart com 1.400.000 empregados e os Correios com 599.000.
(Este é um breve sumário do artigo de Rick Rozoff para a OpEdNews que pode ser lido no original aqui)
Não por acaso esta noticia passa em branco nos media. Como aliado incondicional da máquina de agressão imperialista os gestores nacionais não fogem à blindagem, só se preocupam em difundir à exaustão o aumento dos juros da dívida pública que lhes são necessários para pagar a guerra. Para fugir à bitola dominante, neste vídeo entrevista-se David Swanson, autor de “A Guerra é um Mentira” – em suma, a humanidade tem perante si uma corporação militar de endoutrinamento social, numa palavra, aquilo que os nazis não conseguiram implantar na Europa em 1945, está actualmente a ser tentado no mundo inteiro: Fascismodomingo, dezembro 26, 2010
Quem governa os Estados Unidos?
"Os militares dos Estados Unidos estão agora mais dispersos por mais locais do que alguma vez estiveram durante a sua história" (Departamento de Defesa)
Bob Woodward, o jornalista que despoletou o caso Watergate, na companhia de Carl Bernstein, formula uma resposta a essa pergunta no seu livro mais recente "A Guerra de Obama" ("Obama’s War", edic. Simon & Schuster, New York, 2010): nem é o Poder executivo, nem o Poder legislativo e menos ainda o judicial. Quem governa realmente, diz Woodward, é o complexo militar-industrial, que dizer, o Pentágono e as grandes empresas produtoras de armamento, a cujo directório sonham entrar não poucos chefes militares quando se reformam. Lido o livro Michel Moore sentenciou: "O título de comandante-em-chefe (que o presidente ostenta) é tão cerimonial como o de "empregado do mês" do Burger King aqui do bairro. Leia-se o que "Obama’s War" revela.
* a parte visivel: "Hollywood e a Máquina de Guerra" (46min-57seg)
* "Para lá da Wikileaks: A Privatização da Guerra"
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Bob Woodward, o jornalista que despoletou o caso Watergate, na companhia de Carl Bernstein, formula uma resposta a essa pergunta no seu livro mais recente "A Guerra de Obama" ("Obama’s War", edic. Simon & Schuster, New York, 2010): nem é o Poder executivo, nem o Poder legislativo e menos ainda o judicial. Quem governa realmente, diz Woodward, é o complexo militar-industrial, que dizer, o Pentágono e as grandes empresas produtoras de armamento, a cujo directório sonham entrar não poucos chefes militares quando se reformam. Lido o livro Michel Moore sentenciou: "O título de comandante-em-chefe (que o presidente ostenta) é tão cerimonial como o de "empregado do mês" do Burger King aqui do bairro. Leia-se o que "Obama’s War" revela.* a parte visivel: "Hollywood e a Máquina de Guerra" (46min-57seg)
* "Para lá da Wikileaks: A Privatização da Guerra"
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sábado, dezembro 25, 2010
uma bela prendinha de natal
Carmen. Uma verdade universal: uma jovem cigana é rebelde, nunca segue as regras. Ela é Elina Garanca, ele Roberto Alagna. Na Metropolitan Opera de New York. Em alguma época de boa vontade se haveria de descobrir algo aproveitável vindo do lado de lá do Atlântico: as luzes do palco, porque ela é da Letónia, ele é italiano e a direcção da peça é do inglês Robert Eyre
(e ainda ... a adivinhação do futuro... e a cena final)
(e ainda ... a adivinhação do futuro... e a cena final)
sexta-feira, dezembro 24, 2010
Paz na Terra
a paisagem é especulativa: as bandeiras católicas com o menino-jesus de janela custam 25 euros nos locais de culto da Icar, na loja do chinês custam 4 euros e meio
43 milhões de norte-americanos recebem senhas de racionamento para matar a fome. Os Estados Unidos estão muito longe do equilibrio (José Luis Fiori).
Que razões leva os dirigentes de um pequeno país como Portugal a insistirem numa aliança incondicional com o centro de controlo da máfia internacional que provocou deliberadamente a crise?
8º natal em Crise (a agravada, porque a anterior é endémica ao nacional-parasitismo). Obviamente, os usufrutuários do regime sentenciam que "isto está melhor" porque os portugueses este ano, nesta quadra, gastaram mais (é evidente, se o custo de vida está cada vez mais caro). Até o bom do Guterres foi à sua vidinha, quando imaginou que "com o êxito da entrada no Euro" lá para o final de mais uma breve década encher um depósito de combustível custaria 15 contos de réis e um saquinho de pão 600 escudos...
Enfim, estamos todos (os pobres) a pagar por (ninguém sabe lá muito bem pelo quê) um esquema fraudulento de que muito poucos têm uma percepção mínima. Embora seja cada vez mais breve o espaço de tempo em que se averiguam as trapaças. Por exemplo, o dinheiro fabricado à pressa (triliões) para colmatar as falências de 2008, cujos destinatários se desconheciam, já apareceu!... nos bancos que gerem a rede global de endividamento (que actualmente, no processo de concentração capitalista em curso, por insolvência das instituições tradicionais avulsas, já estão a atacar Estados por inteiro)
milhares de milhões para sustentar grandes causas (enquanto o salário minimo nacional aumentam 33 cêntimos por dia)
43 milhões de norte-americanos recebem senhas de racionamento para matar a fome. Os Estados Unidos estão muito longe do equilibrio (José Luis Fiori).Que razões leva os dirigentes de um pequeno país como Portugal a insistirem numa aliança incondicional com o centro de controlo da máfia internacional que provocou deliberadamente a crise?
8º natal em Crise (a agravada, porque a anterior é endémica ao nacional-parasitismo). Obviamente, os usufrutuários do regime sentenciam que "isto está melhor" porque os portugueses este ano, nesta quadra, gastaram mais (é evidente, se o custo de vida está cada vez mais caro). Até o bom do Guterres foi à sua vidinha, quando imaginou que "com o êxito da entrada no Euro" lá para o final de mais uma breve década encher um depósito de combustível custaria 15 contos de réis e um saquinho de pão 600 escudos...
Enfim, estamos todos (os pobres) a pagar por (ninguém sabe lá muito bem pelo quê) um esquema fraudulento de que muito poucos têm uma percepção mínima. Embora seja cada vez mais breve o espaço de tempo em que se averiguam as trapaças. Por exemplo, o dinheiro fabricado à pressa (triliões) para colmatar as falências de 2008, cujos destinatários se desconheciam, já apareceu!... nos bancos que gerem a rede global de endividamento (que actualmente, no processo de concentração capitalista em curso, por insolvência das instituições tradicionais avulsas, já estão a atacar Estados por inteiro)
milhares de milhões para sustentar grandes causas (enquanto o salário minimo nacional aumentam 33 cêntimos por dia)
quinta-feira, dezembro 23, 2010
Assange não está a aguentar a pressão do jogo
Assange tranquilizou o mundo árabe sobre o alegado financiamento da sua organização, e prometeu publicar cerca de 3.700 documentos sensiveis sobre Israel - ao mesmo tempo que desmente ter efectuado qualquer acordo prévio com aquele país no sentido de não os revelar, afirmou à Al-Jazeera. Mas é curioso, esses documentos agora prometidos, só abrangem a guerra Israel-Líbano em 2006. E sobre o relacionamento entre Israel e os Estados Unidos? e sobre o papel da Reserva Federal norte americana (privada) gerida por um conglomerado de banqueiros maioritariamente judeus? (1)Até ao actual momento dos "cables" publicados apenas 2% citam o nome de Israel - e sempre sem razões de queixa para os Sionistas, pelo contrário. Segundo um dos últimos telegramas diplomáticos recentemente revelados pela Wikileaks, membros da Fatah - o partido de Mahmud Abbas, actual presidente da Palestina - teriam pedido a Israel que atacasse o seu partido rival, o movimento Islãmico Hamas em 2007. Qual é a novidade? toda a gente sabe que Abbas é uma marioneta, um vendido que cumpre um programa imposto, contrário à independência do povo da Palestina. Veremos então que novidades "prejudiciais" para a grande coligação Estados Unidos-Israel trará Assange nos próximos tempos (isto é, se tiver tempo de se lembrar que neste ponto teve de sair a terreiro para se tentar defender de uma acusação grave) (fonte)
(1) É deveras curiosa "a coincidência" que a firma de advogados Finers Stephens Innocent - que represnta Assange e faz a gestão do "Julian Assange Defense Fund" seja também o consultor juridico do "Rothschild Waddesdon Trust" (ler o resto e seguir ligações em "Banqueiros, Oligarcas, Magnatas dos Media e "Reveladores" de Segredos de Estado")
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quem paga é quem manda
"Na corrida entre o secretismo e a verdade, parece inevitável que seja sempre a verdade quem finalmente vencerá" (Rupert Murdoch, 1958)
Novas revelações confirmam que Assange acordou previamente com funcionários de Israel não publicar documentos que pudessem afectar a segurança e os interesses diplomáticos de Israel. Isto explica o porquê do primeiro ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmar que "as revelações eram boas para Israel" (depois de ter pactuado que os documentos prejudiciais seriam "eliminados", dando prioridade a outros)
De acordo com o site web árabe de jornalismo de investigação Al-Haqiqa, Julian Assange recebeu dinheiro de fontes israelitas semi-oficiais, num encontro secreto em Genéve gravado em vídeo, onde se comprometeu a não publicar documentos que pudessem afectar os interesses do Estado sionista de Israel.
Para Daniel Domscheit Berg, um dissidente da Wikileaks em entrevista ao diário alemão Die Tageszeitung, Assange na qualidade de editor-chefe actua como um "rei" contra os desejos de outros membros da equipa (ele é que negoceia os termos das "revelações", e quem paga é quem manda). A politica comercial de Assange passa por chegar a acordos prévios com os meios de comunicação seleccionados e tem por objectivo criar um "efeito explosivo" (para relançar as vendas de jornais cuja actividade está na falência, enquanto o Império yankee-sionista muda calmamente de paradigma). Vale muito a pena ler a descrição das medidas de secretismo que rodearam a publicação dos cables pelo ElPaís
James Petras ajuda a desmontar a fraude Wikileaks:
Novas revelações confirmam que Assange acordou previamente com funcionários de Israel não publicar documentos que pudessem afectar a segurança e os interesses diplomáticos de Israel. Isto explica o porquê do primeiro ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmar que "as revelações eram boas para Israel" (depois de ter pactuado que os documentos prejudiciais seriam "eliminados", dando prioridade a outros)De acordo com o site web árabe de jornalismo de investigação Al-Haqiqa, Julian Assange recebeu dinheiro de fontes israelitas semi-oficiais, num encontro secreto em Genéve gravado em vídeo, onde se comprometeu a não publicar documentos que pudessem afectar os interesses do Estado sionista de Israel.
Para Daniel Domscheit Berg, um dissidente da Wikileaks em entrevista ao diário alemão Die Tageszeitung, Assange na qualidade de editor-chefe actua como um "rei" contra os desejos de outros membros da equipa (ele é que negoceia os termos das "revelações", e quem paga é quem manda). A politica comercial de Assange passa por chegar a acordos prévios com os meios de comunicação seleccionados e tem por objectivo criar um "efeito explosivo" (para relançar as vendas de jornais cuja actividade está na falência, enquanto o Império yankee-sionista muda calmamente de paradigma). Vale muito a pena ler a descrição das medidas de secretismo que rodearam a publicação dos cables pelo ElPaís
James Petras ajuda a desmontar a fraude Wikileaks:
quarta-feira, dezembro 22, 2010
liberdade em rede questionada
"As informações da Wikileaks foram disponibilizadas ao mais alto nível. A finalidade será o princípio do fim da liberdade na Internet"
O princípio da neutralidade da rede de Internet diz respeito à igualdade e ao sigilo dos dados que transitam pela Internet, em relação à prioridade e à velocidade com que as informações são transportadas. Como a administração central da Internet é fisicamente sediada nos EUA (por meio do ICANN, pessoa jurídica que gere a atribuição dos endereços da Web), a regulação norte-americana atinge, na prática, a rede no mundo inteiro. Ontem nos EUA votou-se pela primeira vez uma possivel regulação sobre o acesso online no país, quebrando um tabu quanto à não-interferência estatal na comunicação digital. Por enquanto (por 3 contra 2 votos) garante-se a continuação do livre acesso, sem restrições, a qualquer conteúdo legal para usuários domésticos (fonte)
informação livre
* Modus Operandis Neocons-Paulo Portas:
"O grupo Halliburton concorda em pagar 35 milhões de dólares à Nigéria para que o processo-crime contra o ex- vice-presidente Dick Cheney seja arquivado. Cheney era o director executivo da companhia em 1995 quando esta subornou (durante 10 anos) elementos do governo com luvas de 180 milhões para obter contratos por ajuste directo no valor de 6 mil milhões de dólares"
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O princípio da neutralidade da rede de Internet diz respeito à igualdade e ao sigilo dos dados que transitam pela Internet, em relação à prioridade e à velocidade com que as informações são transportadas. Como a administração central da Internet é fisicamente sediada nos EUA (por meio do ICANN, pessoa jurídica que gere a atribuição dos endereços da Web), a regulação norte-americana atinge, na prática, a rede no mundo inteiro. Ontem nos EUA votou-se pela primeira vez uma possivel regulação sobre o acesso online no país, quebrando um tabu quanto à não-interferência estatal na comunicação digital. Por enquanto (por 3 contra 2 votos) garante-se a continuação do livre acesso, sem restrições, a qualquer conteúdo legal para usuários domésticos (fonte)informação livre
* Modus Operandis Neocons-Paulo Portas:"O grupo Halliburton concorda em pagar 35 milhões de dólares à Nigéria para que o processo-crime contra o ex- vice-presidente Dick Cheney seja arquivado. Cheney era o director executivo da companhia em 1995 quando esta subornou (durante 10 anos) elementos do governo com luvas de 180 milhões para obter contratos por ajuste directo no valor de 6 mil milhões de dólares"
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