Olhando bem para a massa crítica das massas envolvidas, quem acaba por tramar mais o país são os portugueses. A alegada burla cometida pela empresa alemã contratante com o Estado português para o fornecimento dos submarinos chegou a semana passada a Tribunal. Segundo o despacho de acusação do Ministério Público os dez arguidos indiciados, 3 alemães já indiciados no processo de corrupção que corre na Alemanha, e sete portugueses, causaram ao Estado português um prejuizo de 34 milhões de euros, pela falsificação de documentos de propostas de contrapartidas devidas e não cumpridas.
Como os documentos são falsos o Estado não tem base legal alguma para invocar o cumprimento do contrato. Como diz o povo: vai-se agarrar ao totta, que como já foi vendido nada tem também a ver com o assunto. Obviamente, tudo vai acabar num acordo entre as partes, Ferrostaal e Estado Português, acordo prejudicial à parte mais fraca em acção de graças pelo sacro-santo direito global das omnipresentes multinacionais. Porém, para inicio de missa, o magistrado a quem foi distribuido o processo refere o complot como "a execução de um plano criminoso"... e vamos lá a ver: o Ministro sob as ordens de quem se assinou este contrato fraudulento não tem também que ser chamado a prestar contas à Justiça?, (ou o anjinho não sabia de nada?).




























