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terça-feira, março 08, 2011

Umberto Eco, "o Cemitério de Praga"

"a comunidade judaica, maçons e jesuitas vão ter as suas razões de queixa..."

(recortes do DN, clique para ampliar)
extractos do livro:
Hebreu: de "Heber" o último neto da personagem biblica "Sem", palavra da raiz "hibri" "aquele que passa" (viajando) - na Mesopotâmia usava-se o termo "Habirou" (1) e no antigo Egipto "Apirou", para designar os elementos das tribos nómadas vindos das estepes, descritos como "ladrões, salteadores, bandidos, mercenários" (Forrest Reinhold, "The Origins Of The Hebrews)

O contexto histórico em que seria necessária a purga está desactualizado, uma vez que hebreus ou semitas não possuem já a identidade original - os que se assumem no presente como possuindo essa identidade são de facto usurpadores de uma determinada etnia que já não existe, por via de cruzamentos genéticos seculares - não existem "raças puras" - como a maioria dos poderosos que se intitulam na América como sendo "judeus"

(2) "Não será, por conseguinte, no Pentateuco ou no Talmude, mas na sociedade actual que iremos encontrar a essência do judeu de hoje (...) o judeu integrar-se-á nas sociedades para as quais emigrou (...) O judeu se tornará numa impossíbilidade, tão logo a sociedade consiga acabar com a essência empírica do judaísmo, com a usura e as suas premissas"

(1) ver "Habiru", na Wikipedia
(2) Karl Marx, "A Questão Judaica"
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segunda-feira, março 07, 2011

Socialismo mau...

forças militares do governo legalmente constituido da Libia contra-atacam subversão da ordem por rebeldes infiltrados a partir do exterior


(al-Jazeera)
... e Socialismo bom

a
"Internacional Socialista" (do qual o regime de Angola faz parte) e a sua metodologia neocon: "É meu! é tudo meu" (segundo "The Economist")









No país dominado há três décadas pela cleptocracia de José Eduardo dos Santos "apenas nove por cento da população de Luanda (cerca de cinco milhões) tem água corrente, uma percentagem menor do que durante a guerra civil". Em compensação o milagre económico trouxe os habituais "elefantes brancos" ao serviço dos lobies multinacionais, cuja utilidade para a população é nula. "Foram comprados 3000 autocarros mas o país só tem 1500 motoristas. Foi construído um edifício para a Bolsa, mas o país não tem mercado de valores e foram gastos cerca de mil milhões de dólares em quatro estádios de futebol para a Taça das Nações Africanas". Acha mal? experimente dizê-lo publicamente: "Cerca de 20 pessoas foram hoje detidas em Luanda, incluindo o rapper angolano “Brigadeiro Mata Frakus” e jornalistas do “Novo Jornal”, quando se preparavam para dar início aos protestos anti-governo marcados para hoje" (fonte)

domingo, março 06, 2011

somos governados por vigaristas através de instituições ocultas

"O dinheiro é um bem público. Assim como a água? Exactamente" (in "Film Socialism", de Jean-Luc Godard

"Reúne 70 homens escolhidos pelos anciãos de Israel e leva-os à tenda do Conselho" (Livro dos Números)

Umberto Eco, em entrevista ao DN sobre o lançamento do seu próximo livro "O Cemitério de Praga"

O ex-gestor Fernando Lima Valadas é o mesmo que cedeu as instalações para a sede de campanha presidencial de Manuel Alegre, um andar (na Rua Marquês de Fronteira, 8, 1.º em Lisboa) propriedade da Galilei, a antiga holding do BPN - veja os nomes de gente da maçonaria empossada em cargos importantes e, da direita à esquerda, surpreenda-se: Portugal é uma autêntica festa de avental
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sábado, março 05, 2011

"Socialisme", o filme de Jean-Luc Godard

hoje dia 5 na Culturgest, dia 6 em Serralves, em Abril na Cinemateca - num país decente este seria um dos acontecimentos culturais do ano, mas de "film socialisme" e de cultura temos a barbárie:

O filme apresenta o ponto de vista de Godard sobre o estado actual da Europa, pelo prisma de uma viagem do navio de cruzeiros "Costa Serena" através do "Mare Nostrum"
clique aqui para visualizar o mapa interactivo da formação e desaparecimento do dominio do Império Romano sobre o Mediterrâneo (510 a.n.e - 495)

"Socialisme" é composto de três movimentos: 1."As Coisas como Elas São", a bordo entrecruza-se uma algaraviada de dialectos representados por uma amostra significativa dos passageiros em férias que navegam indiferentes ao mar em pano de fundo: um criminoso de guerra que enriqueceu, um alto quadro das Nações Unidas, um detective da ex-União Soviética, um idoso agente-duplo, Alain Badiou um francês célebre, a cantora americana Patti Smith... enfim, uma excursão de novos argonautas onde não há muito para extrapolar da multiplicidade das palavras, pelo contrário, nota-se que em certas circunstâncias o silêncio é de ouro; 2. o segundo movimento é "A Nossa Europa" onde chegam agora vindos das terras que já foram o celeiro dos romanos novos náufragos ("esta pobre Europa, eles não a purificaram, mas corromperam-na pelo sofrimento; eles não voltam para a enaltecer, mas humilhados pela reconquista da liberdade"). Noite cerrada, dois candidatos a eleições são convocados a comparecer perante um tribunal de crianças: os juizes pretendem obter explicações honestas sobre os temas liberdade, igualdade e fraternidade;

e 3. o movimento final "A Nossa Humanidade", onde a viagem toca nos sitios miticos da história da civilização ocidental: o Egipto (o Islão é o oriente do ocidente), a Palestina (onde não acontece nada, excepto Israel), Odessa (a invasão semita, o ruir das lendas da democracia fundada sobre o regime de escravatura), Nápoles (memória da invasão americana durante a 2ª grande guerra, "viver ou dizer sim, não temos escolha"), a Grécia (a grega Helade de onde deriva a palavra anglo-saxónica "Inferno"), por fim Barcelona (os bastardos que rejeitam o encanto côr de rosa da monarquia)

Jean-Luc Godard deu a conhecer «Socialisme» na rede de internet numa forma cinematográfica experimental inovadora : condensou e acelerou as imagens da longa metragem em 4 propostas de velocidades diferentes, um vídeo-clip de 4min25seg e as seguintes numa aglutinação mais rápida 2min32seg, depois cada vez mais hipnóticas as mesmas imagens resumidas em 1min,34seg e ainda num mínimo/máximo de 1min32seg, ou seja, a cada espectador, mais lento ou mais rápido, caberá interpretar a História conforme as seis versões e a sua disposição para as ver, (ou, no caso de velocidade zero, não querer ver)

"Não haverá solução sem que vejamos a Europa feliz de novo, sem que ouçamos de novo a palavra Rússia e a palavra Liberdade"
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sexta-feira, março 04, 2011

uma bomba ao retardador

o ensaio de três agravamentos da crise nos sectores estratégicos, o aumento do petróleo, dos bens alimentares e dos juros bancários é um cocktail explosivo

O défice comercial português deverá agravar-se com a alta recorde de preços dos bens alimentares nos mercados mundiais, que incide sobre os produtos que o País mais importa. Estes atingiram em Fevereiro o nível mais elevado dos últimos 21 anos, desde que a FAO os monitoriza. A bolsa das famílias vai, portanto, voltar a ressentir-se. E a pior notícia é que o Banco Mundial estima que a instabilidade e a alta de preços deverão manter-se até 2015. Segundo o índice mensal daquela organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, os preços subiram em todos os grupos de produtos pelo 8.º mês consecutivo. Ao contrário de Espanha em Portugal não se cuidou de manter em funcionamento um sector estratégico para economia: a agricultura. "No caso dos cereais, produzimos 25% das nossas necessidades, no trigo produzimos apenas 11%, pelo que qualquer aumento global de preços terá implicações a nível nacional, nomeadamente no pão"... "Temos uma estrutura importadora dominada pelos cereais e oleaginosas, que são quase 40% e são exactamente os produtos de base que têm sofrido mais aumentos no mercado mundial"

* Aumento do Custo de Vida: Degradação das condições económicas e sociais para a generalidade dos portugueses (CGTP)
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quinta-feira, março 03, 2011

um ar de “renovação” na esquerda, ou seja, mais do mesmo

"Resta uma explicação “instintiva”, a de que o BE se quis livrar do vírus da colaboração com o PS, no rescaldo das presidenciais. Isto seria uma dupla crise de confiança: do bloco em si mesmo como oposição; e do eleitorado no bloco como partido compreensível" (Rui Tavares)

“A história da moção de censura, anunciada pelo Bloco de Esquerda, constitui um verdadeiro tiro no pé de um tacticismo saloio, sem menosprezo para os saloios. Foi uma erro colossal que chocou e confundiu os próprios simpatizantes do Bloco” (Mário Soares, DN, 15 Fev)

No tempo do menino Oliveira era fino inscrever-se no PCP, daria curriculo e um rápido ganhar de vida, um sonho de sucesso no meio de todos aqueles velhinhos jarretas – se melhor o pensou melhor o tentou mas deu para o torto, só a esperteza saloia por si mostrou-se insuficiente, era preciso trabalhar desinteressadamente, sacrificio, mérito, essas pequenas minudências de que se alimentam os anónimos heróis da classe operária – e assim o adolescente Oliveira na primeira oportunidade e à boleia do conceituado doutor Pina Moura (hoje um gestor capitalista de sucesso também com curriculo construido no PCP) pendurou-se numa coisa com o pomposo nome de “Politica XXI” – daí a submarino social democrata infiltrado no BE foi só mais uma vaga na maré da ambição pessoal. Mas mandar bocas em vez de estudar é como tentar subir por uma escada sem degraus... e o agora já comentador encartado senhor Oliveira resolveu meteu-se por atalhos como “ideólogo” no caminho mais rápido para o Partido dito socialista na sua versão neoliberal actual, mas estatelou-se e está à beira do despedimento politico: “os média não dão cartão de eleitor no Bloco”, como se viu bem pelo •caso• da Tonicha, perdão, da Joana Amaral Dias, sem menosprezo para a Tonicha, diz-se por aí ...
(parafraseando o Luis Fazenda)

"Chegara mesmo ao ponto de pensar que a escuridão em que os cegos viviam não era, afinal, senão a simples ausência da luz, que o que chamamos cegueira era algo que se limitava a cobrir a aparência dos seres e das coisas, deixando-os intactos por trás de seu véu negro. Agora, pelo contrário, ei-lo que se encontrava mergulhado numa brancura tão luminosa, tão total, que devorava, mais do que absorvia, não só as cores, mas as próprias coisas, tornando-os, por essa maneira, duplamente invisíveis" (José Saramago, “Ensaio sobre a Cegueira”)
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quarta-feira, março 02, 2011

o Espírito do Tempo

O governo mais uma vez deixa transparecer que obedecerá a todas as imposições dos organismos financeiros internacionais decretando novas medidas de austeridade – aliás foi lesto mesmo antes de receber as ordens (hoje na Alemanha)

começando ontem por obrigar os estagiários a pagar mais de 30 por cento de impostos; enquanto o problema do desemprego atinge de novo um máximo histórico e a precariedade (resultado da politica de flexibilidade proposta por Cavaco Silva em 2006) faz o seu caminho: segundo a Comissão Europeia 22% da população empregada no nosso País já tem contratos a prazo, quando a média da UE17 é de 13,5% - O que leva alguém em nome da “geração à rasca” (ou mais concisamente: a escravatura perpétua como excedente descartável ao serviço do sistema, definido como funcionando “em nome do conforto pessoal e do bem estar das organizações instituidas dominantes” (Sara Sanz Pinto no jornal-I) a marcar um protesto público para o próximo dia 12 - por coincidência o mesmo dia em que se assinala o “Dia-Zeitgeist” (o espirito do tempo) em várias cidades do mundo. E por esta coincidência um filme de uma “teoria da conspiração” chegou aos jornais (pelo menos ao I)

Zeitgeist começou por ser um filme (de 2007 e referido aqui) e teve duas sequelas, Zeitgeist Addendum em 2008 e o terceiro que nos chegou já em 2011 “Zeitgeist, Moving Forward” (prólogo no video abaixo). Depois de uma cronologia histórica sobre os males que ameaçam fazer ruir os moldes da civilização ocidental – o modo de criação de dinheiro nas sociedades pré-capitalistas, a secular lavagem ao cérebro através da religião (a rejeição da lógica e do pensamento racional) e o contemporâneo beco sem saída do capitalismo financeiro gerador de fraudes e actos de banditismo – “uma sociedade baseada na ganância tem os dias contados” diz Peter Joseph Merola (nome ficticio) o principal mentor que conduziu à fundação do movimento Zeitgeist entretanto gerado e ampliado na internet.

Na generalidade a análise e sequências históricas em “Zeitgeist” estão correctas: o capitalismo declarou falência técnica (uma inevitabilidade) em fins do mandato de Bill Clinton (tanto que foi declarado culpado, junto com Alan Greenspan, pela recente “comissão de inquérito da crise”); a administração Bush executou um ”inside job” no 11 de Seyembro como modo de saída para acções de saque globais para alimentar e repôr a massa falida; e por fim o disfarce do crime: “o que Obama prometeu ficou por materializar, os seus comentários sobre acções futuras não passam de retórica, é o homem da linha da frente do sistema de Wall Street. A sua eleição foi um trabalho de engano psicológico para criar uma taxa de aprovação positiva, ele está lá para pacificar a opinião pública”. Entretanto os ideólogos do Complexo-Politico-Militar-Industrial prosseguem normalmente as suas actividades

Zeitgeist: Moving Forward 2011 - a estudar atentamente, numa perspectiva de tomada de consciência de classe, antes de sair para a rua sem saber para fazer o quê...



versão completa 2h:41min:25seg aqui
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terça-feira, março 01, 2011

e o óscar para o titulo mais estúpido do jornalismo português vai para:

mais uns quantos buracos...

nos dias que correm é quase vergonhoso acrescentar trabalho ao dinheiro produzido; na nossa "indústria" houve que aproveitar o lucro fácil produzido pela fonte tradicional portuguesa: quem quer dinheiro vai ao Totta (e como o dote da noiva virgem (o Santander) vem de Espanha), a paixão foi ainda mais louca...

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

a Liberdade e a sua interpretação conforme as circunstâncias e o lado para que está virado o pau de dois bicos

Na capa da Time desta semana (para o resto do mundo porque para serviço interno nos EUA o assunto é outro) enquanto que para a Europa se conta os dias da Líbia de al-Gadhafi, com o subtitulo "a nova revolução árabe confronta um ditador determinado a manter o poder a todo o custo. Espera-se uma sangrenta guerra civil à moda antiga"...

... e no corpo do artigo é atribuida ao lider líbio a frase da semana: "My people love me. They would die for me"... ora não foi nada disto que se ouviu em directo a al-Gadhafi, mas sim "(eu) seria um desgraçado dirigente se não fosse amado pelo meu povo; estarei disposto a morrer por ele".
Cabe aqui recordar uma frase do ex-director da CIA William Colby: "a nossa "Central Intelligence Agency" manda em todos meios e pessoas com algum significado nos Media mais importantes"; outra de William B. Bader, alto quadro da mesma CIA: "Existe uma rede incrivel de enormes relacionamentos. Você não precisa de manipular a Time Magazine, por exemplo, porque eles têm pessoas (da Agência de Informações) colocadas ao mais alto nivel da gestão"; e para concluir o desabafo de um simples oficial dos que trabalham ao mais baixo nivel dos contactos com repórteres de rua, citado por Deborah Davis: "Você pode comprar um jornalista mais barato que uma boa prostituta, por duas ou três centenas de dólares mensais" (fonte)

João Soares no frente-a-frente da SicNoticias 28/2:
"suponha que de hoje para amanhã acontecerá uma qualquer revolta popular em Angola. O que dirão então do nosso relacionamento com semelhante regime?"... que desde a ajuda ao MPLA do Cavaco 1º ministro até ao Cavaco presidente tem desempenhado um papel fulcral no relançamento pelo investimento na economia portuguesa servindo-se da matilha de Isabel dos Santos?
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domingo, fevereiro 27, 2011

o filme da "revolta" árabe

Se olharmos para o mapa das "zonas libertadas" na Libia aparece-nos como claramente demonstrada a ingerência externa a partir do Egipto. Outra das novidades que não é novidade nenhuma é, a utilização pela estimulação da importância egocêntrica da "geração Facebook", com a finalidade de desviar a legitimização dos anseios das grandes massas para os grandes organismos internacionais (FMI, ONU, Banco Mundial,OMC, Nato para os casos de intervenção militar, etc), ultrapassando os governos e anulando na prática qualquer veleidade na criação de governos de esquerda hostis ao imperialismo


a "democratização" armada


Há cinco hipóteses fortes que fundamentam a tese de uma intervenção militar na Líbia
1) As forças revoltosas (controladas pela CIA e pelo Pentágono) não dispõem de capacidade operacional para derrotar as forças de Muammar al-Gadhafi, a menos que surja um "mediador" que garanta um maior aprofundamento da divisão entre facções do exército
2) Consequentemente, manter uma ofensiva rebelde sem êxito imediato para derrubar al- Gadhafi poderia ser diluida no tempo e terminar num fracasso
3) Se bem que existam possibilidades certas que o envolvimento internacional e o estrangulamento económico possam acabar com o regime de al-Gadhafi, a resistência pode alargar-se unindo o povo e jogando contra a intervenção estrangeira
4) Por outro lado, o triunfo das forças rebeldes (um mosaico partido de interesses contrapostos e de grupos islâmicos infiltrados pela CIA) não garante nenhuma espécie de segurança de controlo pelos EUA/UE
5) Por conseguinte, só a solidificação de um processo de "democratização e pacificação" da Líbia (com a ajuda do Egipto, uma massa critica de 80 milhões de egipcios contra 6 milhões de libios) com a participação da oposição politica, pode dar garantias económicas, politicas e sociais a um projecto imperialista pós-Gadhafi
Nestas cinco razões enunciadas se fundamenta aquilo que o Pentágono e a Casa Branca denominam como o "abanão militar" na resolução do conflito com a Líbia e al-Gadhafi

Cronologia dos acontecimentos
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sábado, fevereiro 26, 2011

Negócios militares: uma nação independente dentro da Nação

(1) Três telegramas enviados em 2009 pelo então embaixador dos EUA Thomas Stephenson arrasam a organização de Defesa do Estado português – para além da compra de brinquedos caros e inúteis” como os submarinos, inadequados para as tarefas prioritárias das missões de patrulha das zonas costeiras - o ex-embaixador descreve ainda um país de “generais sentados” (fora os brigadeiros e coronéis) dizendo que os responsáveis da Defesa (cujo comandante em chefe das Forças Armadas é Cavaco Silva) não são capazes de tomar decisões e que “os militares têm uma cultura de status quo, em que as posições-chave são ocupadas por carreiristas que evitam entrar em controvérsias”. O embaixador sublinha ainda que “Portugal tem a mais alta percentagem de almirantes e generais por metro quadrado e por soldado que quase todas as outras forças armadas mundiais. O terceiro telegrama da Wikileaks acusa Rui Machete dignitário do PSD e ex-presidente da Fundação Luso-Americana (FLAD) de má gestão e de se recusar a prestar contas à Embaixada dos Estados Unidos em Lisboa" (Público)

Crise?... só na economia civil...

Jornal I 22/Fevereiro: "A venda de armamento está a subir sustentadamente na última década. Desde 2002 o crescimento real foi de 59 por cento". Os dez maiores conglomerados produtores de armas segundo o relatório do SIPRI 2009 (em milhões de dólares):

01 - Lockheed Martin ------ Estados Unidos - 33.430
02 - BAE Systems --------- Grã-Bretanha --- 32.250
03 - Boeing Corp. ---------- Estados Unidos - 32.200
04 - Northrop Grummam -- Estados Unidos - 27.000
05 - General Dynamics -----Estados Unidos - 25.590
06 - Raytheon Corp. ------- Estados Unidos - 23.080
07 - EADS ------------------- União Europeia - 15.930
08 - Finmeccanica ---------- Itália ------------ 13.280
09 - L3Communications ---- Estados Unidos - 13.010
10 - United Techno. -------- Estados Unidos - 11.110

(1) A fotografia em cima à esquerda (publicada no jornal Público) é de uma criança que se "voluntariou" (ou melhor dizendo, foi voluntariada pelos pais) para efectuar exercicios militares no Dia de Defesa Nacional na Escola Militar do Porto
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sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Libia, a segunda etapa da "revolta" colorida pela CIA

Após o fracasso da operação relâmpago shock&awe para expulsar o lider da "Revolução Verde" da Líbia e logo que o exército desmantelou rapidamente a "revolta popular" (uma coisa inexplicável num sistema de democracia de bases) ...

... os promotores da operação avançaram de imediato para uma segunda fase: o lançamento no terreno dos mercenários que al-Gadhafi classificou de pronto como pertencentes à famigerada al-Qaeda, a organização invisivel acusada de terrorismo contra a qual George W. Bush desencadeou um combate que tem posto o mundo de pantanas. Bush e al-Gadhafi de acordo? Confuso? - se os protestos organizados usando as redes de comunicação social a partir do exterior derivaram numa rebelião armada que se aproveita do trabalho psicológico previamente executado sobre as diferenças étnicas na Libia, foi porque os tais mercenários (apresentados no Ocidente como sendo assassinos contratados por al-Gadhafi) são de facto grupos (fundamentalmente islâmicos) mentalizados e treinados no Egipto por forças especiais dos Estados Unidos e Israel - a sua entrada em território líbio (ver mapa em baixo) congregou rapidamente a adesão popular à sua volta nas zonas tribais controladas pelos golpistas. Entretanto, as sanções impostas unilateralmente pelos Estados Unidos (num país semi-árido mas rico em petróleo e que o troca importando a quase totalidade dos alimentos que consome), a ameaça de intervenção armada pela NATO (o petróleo é nosso) e o fechar de portas com a expulsão da Libia da Organização das Nações Unidas fazem adivinhar para breve no país um panorama de fome colectiva generalizada
(ler análise em IARNoticias)

mapa da "revolta" introduzida a partir do exterior
(clique na imagem para ampliar)

o que se passa verdadeiramente na Líbia

A primeira fase do golpe da CIA falhou; Walter Martinez, em colaboração com os enviados especiais da Telesur (23/2)



25/2 - "Venezuela critica 'dupla moral' da comunidade internacional na crise da Líbia"
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quinta-feira, fevereiro 24, 2011

serviço combinado

enquanto a Libia enfrenta o espectro de uma guerra civil deliberadamente provocada a partir do exterior, e os EUA sofrem acusações por terem (as usual) desprezado os direitos humanos no Bahrein...

... há unanimidade e o uso despudorado do chavão "liberdade" - ao serviço da Nova Ordem Mundial que faz o seu caminho com a colaboração em uníssuno dos maiores embusteiros com as suas sombras esquerdistas (Jung explica isto pelo refluxo de sinais entre o consciente individual e o inconsciente colectivo manipulado pelos simbolos). Assim, vemos todos os que enviam spin para o espaço público, desde grandes conglomerados dos Media, passando por opinadores profissionais até a simples alcoviteiros de blogue corporativo a dizer a mesma coisa. O maior grupo global de Media, a empresa judaico-sionista AOL-TimeWarner, faz capa da revista de maior tiragem mundial com a manchete sobre a "revolta árabe: "A Geração que Está a Mudar o Mundo - Por que é que eles estão a fazer História, o que é que a Juventude pretende da Democracia?",,, no Arrastão: "a Liberdade (reductio ad abstractum) é possível em qualquer lado",,, Esther Mucznik, a agente da Comunidade Israelita de Lisboa: "Se o Islão não é solução talvez a Democracia o seja",,, Renato Teixeira no 5Dias: "Dia 12 e 19 de Março todos à rua para fazer do Marquês de Pombal a nossa Praça da Libertação!" (sem lideres, sem programa de acção, isso é o que o regime quer, para apanhar carne fresca para bastão),,, Eduardo Lourenço: "Não nos iludamos, o Islão não se converterá ao nosso modelo...", ou seja o notável sócio honorário da FLAD cola a sua marca intelectual sobre as guerras religiosas aos cronistas do Correio da Manhã": "Nada feito sobre a moção de censura a apresentar contra os regimes árabes que segregam os cristãos, pela apagada e vil cobardia deste pobre Luis Amado Maomé" (sic),,, por último o caderno editorial do Público: "Chamam-lhe a revolução da Internet, a revolução dos jovens do Facebook, Uma revolução pacifica, sem lideres e sem ideologia (linda esta parte), que ninguém previu, mas que em 18 dias derrubou uma das mais sólidas ditaduras do Médio Oriente. Será a revolução do futuro? Que força é esta, que começou na Tunísia, triunfou no Egipto e ameaça tomar o mundo?" (esperem-lhe pela pancada do mais do mesmo) - tanta verborreia de fundilhos alapados por escritórios e cafés, de gente sem a minima ligação às grandes massas de trabalhadores,

ou como diria uma deputada de um desses partidos do Bloco Central da qual não fixei o nome: "é preciso que alguma coisa mude para que tudo permaneça igual aos tempos do Burt Lancaster", mas com outros actores do malabarismo imperialista - by the way,
a cereja em cima do bolo: "Barack Obama acaba de condecorar George Bush com a medalha da Liberdade", ou seja, condecora o director responsável pela globalização da CIA desde 1976, vice-presidente de Ronald Reagan por dois mandatos, Presidente entre 1881 a 1993 e pai do presidente Bush2 que exerceu o mandato entre 2001 e 2009 ordenando a invasão do Afeganistão e do Iraque, que encerra um ciclo familiar de activação da Nova Ordem Mundial de 33 anos e deixa um legado de violência exercida sobre os povos - e depois de tudo isto o al-Gadhafi lider da revolução na pequena Líbia é que é "o perigoso ditador que se eterniza no poder", Poder com o qual estão a tentar fazer exactamente o mesmo que fizeram ao assassinar o lider do movimento Baas pró-socialista Saddam Hussein (ambos os crimes, entre outros, cometidos pelo conforto do petróleo que o Ocidente não quer pagar pelo preço justo, o que a acontecer libertaria de facto os povos oprimidos)... (ver o aviso de Obama à Libia)

(clique no recorte para ampliar)

1 cêntimo de cada vez que um palerma, ou um agente de comunicação do Poder, pronuncia a palavra "Liberdade" - um lingote de ouro por cada vez que um judeu Sionista (a sombra politica de Wall-Street) pronuncia essa mesma palavra "Liberdade" - é isto a "democracia", um sistema de representação onde estamos todos a ficar cada vez mais ricos
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quarta-feira, fevereiro 23, 2011

os limites do anti-sionismo

Confesso que foi comovedor ver ontem Benjamin Netanyahu nas tvs a dissertar sobre “democracia nos paises árabes”

Além de não responder às questões que levanta sobre “os limites do anti-sionismo” (se existem limites é porque parte da doutrina Sionista é boa e para ser preservada como decente) o grande Inquisidor de serviço no blogue 5Dias (neste post de carácter ofensivo ad-hominen) acaba de publicar a seguinte sentença:

"António Figueira says:
23 de Fevereiro de 2011 at 1:14
Say no more…
Se isto não é anti-semitismo e alarvidade pura, é o quê?
Xatoo, nos meus posts, o teu tempo de antena acabou"

Só para averiguar se o resto dos autores do blogue acompanham esta politica censória ou se eventualmente legitimam esta tomada de posição, publiquei novamente este comentário na caixa de outro autor, notando se o mais correcto não seria correr dali para fora com o reaccionarismo figueirêudico – senão não se perceberia lá muito bem porque é que houve uma famosa cisão com os autores do Vias de Facto quando afinal se trata da mesma ideologia”. O comentário foi novamente censurado por Renato Teixeira, o que não é novidade, Nuno Ramos de Almeida já apagou outros sobre o mesmo tema - quando se trata de debater assuntos relacionados com a questão judaica no modo actual do Sionismo como doutrina com pretensões à hegemonia universal, os escribas da pseudo-esquerda vergam-se ao poder das cátedras culturais que lhes pagam os salários
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terça-feira, fevereiro 22, 2011

revolução e soberania nacional

Muammar al-Gaddafi não é um presidente, é o líder eleito da revolução líbia” (citado do próprio durante o discurso desta tarde)

Líbia, um enclave não submetido ao imperialismo cambaleia, um país rico onde a riqueza é razoavelmente bem distribuida pela maioria da população – a ONU, ponta de lança dos interesses norte americanos, especialmente das multinacionais petrolíferas, reúne de urgência para calcular as possibilidades de intervenção – cada vez se torna mais

evidente que o que está em marcha é um plano de ocupação do país por tropas da NATO – para grande gáudio dos amarelos "esquerd- istas demo- cráticos" ocidentais dos mais estafados matizes, mas amigos indefectiveis do poder neoconservador dos direitos humanos (para usar só como intenção, enquanto as condições materiais das populações no Ocidente definham e provocam lentamente a degradação e a perda desses mesmos direitos humanos)

* Para ler atentamente: "Na rota do ouro negro, a chave africana: al-Gadaffi e o golpe petrolifero da CIA sobre a Líbia"
* Eduardo Galeano no La Jornada: "A independência é o outro nome da dignidade"
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Modos de Cozinhar a História (1)

semitismo cultural com epilogo numa "estória do judeu Pessoa"

"Durante a guerra franco-prussiana (1870-1871) Nietzsche alistou-se no exército alemão, mas o seu ardor patriótico logo se desvaneceu, pois, para ele, a vitória da Alemanha sobre a França teria como consequência "um poder altamente perigoso para a cultura". Nessa época, aplaudia as palavras do seu colega em Basiléia, Jacob Burckhardt (1818-1897), que insistia junto dos seus alunos para que não tomassem o triunfo militar e a expansão de um Estado como indício de verdadeira grandeza" - a escola historiográfica de filosofia judaizante (que ao canibalizar os valores iluministas da época, por exemplo, pela filosofia da "renascença judaica" de Moses Mendelssohn) advogou a compartimentação de temas isolados por épocas estanques (encarnado pela figura de Jacob Burckhardt, que por surpreendente que possa parecer foi o inventor da expressão "renascença italiana" nada e criada na Suiça em 1855, (1) uma invenção tardia portanto, que tem mais a ver com os interesses a estabelecer na época em que foi escrito o livro do que com os acontecimentos relatados propriamente ditos - os nacionalismos europeus, sionismo incluido), ou seja, trata-se de fabricar História no sentido diametralmente oposto ao da Escola dos Annales dos enciclopedistas do Iluminismo francês (d`Alembert, Diderot, d`Holbach, Voltaire) a filosofia humanista genuina nascida da Revolução que advogava o estudo da História levando sempre em linha de conta periodos longos e as respectivas evoluções interclassistas entre as sucessivas épocas.

"Derrubar ídolos esse sim é meu ofício" disse Nietzsche depois de despir a farda - se a sua empreitada reaccionária tivesse perdurado bem que podia ter servido para derrubar o nosso mito mais nietzscheziano, o do judeu Fernando Pessoa: o poeta da "Mensagem" cuja idiossincracia era a elegia ao nosso promitente ditador - "Mensagem dedicada ao nosso Presidente-Rei" - ditador a sério que era para ter sido Sidónio Pais, mas que por obra e graça de uma abençoada bala nos cornos, não teve tempo para ser; os portugueses de boa cepa, da vinha que alimentou um milhão deles, tiveram de se contentar com o subproduto Salazar. A miséria. Contudo o mito da alma fascista pessoana permanece intacto. E o método historiográfico de estudar e compartimentar as Artes e a Cultura de Burckhardt também (das recentes comemorações oficias da República não saiu nem um indicio da obra de Pessoa relacionada como o Sidonismo - por estas e por outras, e porque o Poder sabe muito bem que a cultura conquista mais mentes que um Exército sem farda de intelectuais desempregados - é que o Ministério veio agora (em época de crise aguda, como Sócrates, Cavaco e quejandos o sabem muito melhor) distribuir generosamente mais uns milhões pelo nicho de mercado dos profissionais da Kultura da classe dominante

(1) "The Renaissance: Made in Switzerland"
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segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Construir nas encostas

Previsível, o desastre na Madeira que fez ontem dia 20 um ano, já tinha sido anunciado com antecedência no programa Biosfera na RTP2 em 2008.
Em 2011, um ano depois da tragédia na ilha da Madeira, a oportunidade de reconversão do urbanismo para enfrentar catástrofes ambientais foi desperdiçada. As casas destruidas continuam na sua maior parte a ser reconstruidas exactamente nos mesmo locais e condições. As "ajudas" do governo, apesar da habitual propaganda de ocasião, foram escassas ou inexistentes (265 milhões de reforço do Fundo de Coesão europeu e 31,2 milhões do Fundo de Solidariedade europeu nunca chegaram), encurralados, cada um dos habitantes afectados (como no Brasil) procura safar-se como pode; E as autoridades com poder sobre o Urbanismo "ajudam-nos" continuando a seguir atrás da falta de planeamento e a legalizar a situação arriscada de manter construções nas encostas, linhas de água e no entaipamento forçado de ribeiras. O que lhes interessa é a cobrança de fontes de receita imobiliária e o conceito de “desenvolvimento”... no erro – à espera de nova tragédia:
Programa de 26 de Janeiro/2011