Pesquisar neste blogue

terça-feira, abril 05, 2011

"Dizer à Máfia que não pagamos"

Cada português deve 28 mil euros graças a ele”. Vem na capa de hoje do semanário de extrema direita “O Diabo” - o “ele” é o Sócrates da entrevista de ontem que deixou perpassar nas fracas audiências do programa que o Poder precisa de mentiras novas porque as antigas já estão gastas (José Sócrates dizia em 2008 que não haveria crise, agora admite contabilizar os prejuízos da nacionalização do BPN no orçamento de 2008 “o ano em que começou a crise”).

Para mentiras novas chega então um inopinado agente “da esquerda” com o recado básico e lapidar que é preciso “dizer à Máfia que não pagamos”. Com duas expressões verbais e dois sujeitos (“Nós” e a “Máfia”) é uma obra de arte mentir tanto com tal economia de palavras. O rapaz, que é colunista do Expresso (falamos de Daniel de Oliveira) vai longe e o patrão Balsemão (o agente Bilderberg para Portugal) esfrega as mãos de contente porque emprega um tipo do Bloco de Esquerda.
Analisemos então o espírito do Diabo (devemos) e do Oliveira (não pagamos).

Regra geral cada português comum não deve nada. É honesto, tudo o que tem paga, ou está em vias de pagar, senão o Estado expropria-lhes os bens e põe-os em leilão - fica de tanga, não segundo a tanga colectiva da filosofia Durão Barroso, mas a tanga de cada sujeito por si à sua vez consoante imcumprisse. Porém, cada caso por si, de cada Sujeito, não integra o individuo num conjunto homogéneo que resulte num “Nós”. O sentido implícito da bojarda oliveiresca:“nós não pagamos” cria um protesto simbólico, sem eficácia concreta, mentiroso. Parte do principio que “nós é que mandamos no Estado, ou que é possível alterar a relação de domínio deste sem um corte revolucionário. Cada “Sujeito” é isso mesmo, alguém que está sujeito na sua consciência individual ao constrangimento social imposto pelo aparelho ideológico do Estado. Ao admitir que “o Estado” neoliberal somos “Nós” a ideologia opera sobre e dentro dos indivíduos através de e como mecanismos ideológicos de sujeição, transformando “os indivíduos em sujeitos”. Apela-se ao individuo “não pagamos” quando de facto se pagamos, como pagamos ou não pagamos dívidas que não foram contraídas por indivíduos avulso, é a clique que domina o Estado quem decide. E é “com a dominação dos aparelhos ideológicos de Estado que a elite burguesa reproduz a sua lógica de dominação desigual não inclusiva de grande parte de pessoas na sociedade e procede à reprodução capitalista das relações de produção” (Althusser).

os Aparelhos Ideológicos do Estado em geral são compostos pelo governo, partidos políticos constitucionais, pela administração fiscal, as forças militares, pela igrejas e misericórdias, forças policiais, o sistema judiciário, o sistema penal, etc. Acrescente-se em lugar de destaque remunerado o Oliveira (e já agora o Rui Tavares pró-intervenção NATO) - “é com finalidades ideológicas bem precisas que a filosofia burguesa se apoderou da noção jurídico-ideológica de Sujeito para dela fazer uma categoria filosófica número um”. Ao passo que a noção de sujeito “não tem nenhum sentido para o materialismo dialéctico, que pura e simplesmente a rejeita, como rejeita (por exemplo) a questão da existência de Deus”. E ao contrário dos cronistas da ilusão do "Sujeito" com uma autonomia de decisão inexistente, a filosofia marxista deve romper com a categoria idealista de “Sujeito como Origem” de problemáticas que só têm resolução através da Sociedade como um todo
.

segunda-feira, abril 04, 2011

A opinião da escola judaica (the Money Gang)

“Não haverá missão multilateral na Líbia. Mas a América está conectada com a defesa dos interesses nacionais europeus” (by the CIA)

Apesar disso, o historiador Ian Kershaw diz que “os Fantasmas do Passado Fascista estão de volta à Europa”. A reedição da história como farsa toda a gente a vai reconhecendo, se antes foi assim, agora é assado. Citando:

“Envolvidos pelas falências de bancos e por protestos de rua, situações que não eram vistas desde a Grande Depressão, a Europa parece estar preparada para um renascimento fascista. O pretexto deste século: os imigrantes muçulmanos. Está o velho continente pronto para um renascimento do fascismo?
As ondas sísmicas provocadas pelos ataques do 11 de Setembro nos Estados Unidos não deixaram nenhum país incólume. A Europa imediatamente se tornou parte da proclamada “guerra contra o terrorismo”, liderando o envolvimento nas dispendiosas, expansivas e altamente fraccionárias operações militares no Iraque e no Afeganistão. Os ultrajantes actos terroristas em Londres e Madrid mostraram que nenhuma capital europeia estava a salvo de bombistas suicidas. Nas consciências públicas, a ameaça proveniente do terrorismo islâmico tomou o lugar do velho papão do “medo dos comunistas”

Ian Kershaw, discípulo do pró judeo-sionista Projecto Bavaria, como parte interessada e ao serviço desta interpretação oficial é tendencioso, como lhe compete. Como “historiador” é fraquinho, na medida em que cozinha uma caldeirada de factos à moda neocon cuja autoria não está documentada. E como as fontes não estão disponiveis, ou porque as ocultam ou destruiram, podem surgir outras interpretações tão legitimas quanto a dos funcionários judeo-neocons. Como por exemplo esta:

No relacionamento politico económico entre o imperialismo dos EUA e a sua correia de transmissão na Europa existiu no principio da década um determinismo no sentido de reforçar o poder do capitalismo global sujeito à bancarrota do sistema a partir do centro especulativo de Wall Street (Dolar) e da City de Londres (a Libra).
Dispondo de meios de controlo sobre o coração económico europeu, a Alemanha, este grupo determinou a criação de uma moeda de refúgio, o Euro, que deu inicio ao propositado processo de decadência do estilo de vida das classes médias europeias.

O acto terrorista de 11 de Setembro de 2001 perpretado pelos fascistas saidos do golpe-de-Estado de George W. Bush nos Estados Unidos deu o tiro de partida para as operações. Os governos centrais da Europa, a França de Jacques Chirac e a Alemanha de Gerard Schroder sabiam da fatalidade que o clã Bush (a governar desde os anos 80) pretendia impor à Europa (livre da ameaça soviética desde 1989) mas, por obrigação do Tratado do Atlântico Norte, aderiram à invasão do Afeganistão (aceitando colaborar no conto da carochinha da Al-Qaeda), porém recusaram subscrever a invasão do Iraque que eventualmente não estaria no acordo inicial, mas que os apaniguados do PNAC, à revelia da Europa, já tinham elaborado ainda antes da sua chegada à Casa Branca. Chirac e Schroder foram paulatinamente removidos e substituidos por governos pró-Sionistas mais maleáveis em França e na Alemanha.
Sacrificio

Mas, como se sabe, houve outros europeus que assinaram a Nova Ordem Mundial por baixo, o incontornável Tony Blair e o neofascista José Maria Aznar (precisa- mente os dois governantes dos locais onde se reeditaram os dois mini-11/9, um em Londres, o outro em Madrid) e dando guarita a tão importante pacto, o primeiro ministro de um país onde tradicionalmente não se passa nada, a não ser o aumento da miséria. Lá em confirmar esta última fatalidade para Portugal acertaram os judeus do conglomerado de bancos norte americanos que resolveram imcumbir a maçonaria europeia de implantar e gerir o Euro. Quanto ao fascismo na Europa, o britânico Ian Kershaw (“sir” pelos bons serviços prestados à causa) não andará muito longe do palpite. Ele sabe, não é um palpite, é uma certeza
.

domingo, abril 03, 2011

Portugal é um país europeu com um grau de desenvolvimento assinalável

Os miseráveis fundos de ajuda FMI/BCE que ponham os olhos nos muitos milhares de reformas milionárias de exaustos funcionários profissionais da Politica, onde não é qualquer um que sobe por obra e graça de um qualquer diploma mas por mérito no desempenho em proteger os guardiões do Estado, com a ausência de peso do aparelho fiscal onde por exemplo na região off-shore da Madeira apenas 2 por cento são ainda sacrificados a pagar impostos, enfim, um país onde só não vai jantar fora quem não quer

Bardamerda

quinta-feira, março 31, 2011

põe-te a pau Patrick Monteiro de Barros

Um atentado à bomba atingiu hoje as instalações do lobie nuclear na Suiça - o ataque por carta armadilhada enviada à Swissnuclear, a federação que reúne as empresas que administram as centrais nucleares, quis enviar por meios explosivos a mensagem que "nuclear não obrigado". Esperamos que entendam. O empresário Patrick Monteiro de Barros é um dos accionistas de referência da Petroplus, um grupo de investimentos no ramo da Energia, que tem sede na Suíça

relacionado:
* a central nuclear de Cofrenses ligada ao grupo espanhol Iberdrola proporcionou um lucro de 2,9 mil milhões de euros apenas no exercicio de 2010 (Entrevista ao porta-voz do Grupo de Acção Ecologista de Valência)
.

terça-feira, março 29, 2011

Cavaco com as orelhas a arder

Marinho Pinto, bastionário da Ordem dos advogados (eleito pela maioria de jovens licenciados precários) produz um discurso, nem de esquerda nem de direita, com o qual ninguém poderá discordar. Por ele ficamos a saber que herdámos do tempo da Ditadura valores e um património fabuloso que foi insanemente desbaratado pela Democracia... lá pelo meio fica-se igualmente a saber que a única coisa que ainda funciona mais ou menos em Portugal é a Igreja... Como em Georg Grosz nos quatro pilares da sociedade, temos o Banqueiro, o General, o Padre e o Juiz, que de facto não funcionam porque nenhum deles é nosso - senão vejamos, o Banqueiro trabalha na sustentação da rede de Wall Street, o General franchizou-se à Nato, o Padre reporta ao Vaticano e o Juiz abstém-se não metendo sentença que possa prejudicar a engrenagem...



... por fim como se vê, passando pela corrupção e perante a falência do Estado, Marinho Pinto faz uma vistosa elegia à piedosa actividade da Igreja na distribuição de esmolas aos pobres. Porém esqueceu-se de perguntar qual será a contribuição que o Estado entrega à Igreja? para que esta possua tão lautos cabedais para acudir às maleitas da sociedade (Se é que lhe compete tal função; e porque não toma o Estado para si essa função como lhe compete sem intermediários?). Talvez que a Igreja pretenda agora informar-se da situação para resolver os problemas do capitalismo no país recorrendo aos gestores que forma nas suas madrassas religiosas (se é que por acaso não repararam que andaram já a fazê-lo nos últimos trinta anos)
.

segunda-feira, março 28, 2011

Krugmanmania

O Bloco de Esquerda anda muito embevecidamente a promover o liberal-imperialismo na pessoa do prémio nóbel da treta económica Paul Krugman, assim:

"O mundo pode estar nos primeiros estágios de uma terceira depressão, alerta o nóbel Paul Krugman, com o custo de milhões de vidas arruinadas pela falta de empregos. Para ele, esta terceira depressão será o resultado do fracasso das políticas económicas espantosamente ortodoxas quanto a empréstimos e orçamentos equilibrados" (Esquerda.Net)
"Cortar gastos com desemprego elevado é um erro, diz Krugman. O Prémio Nobel da Economia cita Portugal como um exemplo deste erro. Prioridade deveria ser criar empregos. Corte de gastos numa economia em depressão profunda é contraproducente, mesmo em termos puramente fiscais. Krugman cita Portugal como um exemplo do erro que consiste em reduzir a despesa pública quando existe um desemprego elevado" (Esquerda.Net)
"Krugman contra “falcão monetário” à frente do BCE. O economista norte-americano Paul Krugman considera o presidente do Banco Central Alemão, Axel Weber, “um risco para a zona euro”, e adverte contra a sua eleição para presidir ao Banco Central Europeu" (Esquerda.Net)

Krugman e o Bloco de "Esquerda", por promoção de determinado paradigma, estarão particularmente interessados numa hipotética cura dos efeitos da crise provocada pela especulação da banca imperialista. Mas esta terminologia não faz parte do programa do BE nem tampouco averiguar as causas e obrigar a que sejam os responsáveis a pagar as consequências. De outra forma teriam de revelar o essencial do segredo, pois se até o judeu Bernanke já veio a público sugerir que ia levantar o secretismo para melhor o encobrir, por que carga de água haveria o BE de ajudar a revelar segredos de polichinelo inconvenientes?

o Banco Central norte Americano que dá pelo nome de Reserva Federal é um consórcio de 9 Bancos propriedade privada de banqueiros judeus e bancos associados tendo à cabeça a familia dos Rothschilds, a saber:

1. Rothschild Banks of London and Berlin
2. Lazard Brothers Banks de Paris
3. Israel Moses Seif Banks of Italy
4. Warburg Bank of Hamburg and Amsterdam
5. Lehman Brothers of New York
6. Kuhn, Loeb Bank of NY (agora Shearson American Express)
7. Goldman, Sachs of New York
8. National Bank of Commerce NY/Morgan Guaranty Trust (J. P. Morgan Bank - Equitable Life - Levi P. Morton são os principais accionistas)
9. Hanover Trust of New York (William e David Rockefeller e o Chase National Bank NY são os principais accionistas)

A falência da Lehman Brothers, desenhada para salvar a restante estrutura, obrigou a uma reconversão e concentração destes bancos (1) que está a projectar o pagamento dos prejuizos da especulação imobiliária nos EUA pela generalidade dos bancos centrais subservientes do resto do mundo. Bancos Centrais que de seguida obrigam cada Estado subserviente a cobrar o quinhão dos prejuizos um a um a cada cidadão, na forma de juros, impostos e aumento do custo de vida – ou seja, trata-se de um autêntico Sistema Global de Impostos para financiar uma nova ordem mundial ao serviço do neoconservadorismo yankee

Disse o porta-voz da coqueluche da moda Wikileaks que o próximo alvo das revelações de escândalos seria a Banca. Mas que banca pretende Julian Assange botar a abaixo? Embora nada neste campo tenha sido ainda revelado, Assange deu pistas no sentido que o alvo seria o Bank of America, o maior banco comercial norte americano que não faz parte da estrutura supracitada. Porquê este banco comercial e nenhum dos outros que reportam directamente à entidade emissora de dinheiro FED?

(1) Em vésperas da crise os cinco grandes bancos de investimento estado-unidenses tinham tido lucros na ordem dos 130 mil milhões de dólares (AlterEconomia.org) e depois da crise os bancos reconvertidos continuaram a receber ajudas milionárias, 9 Triliões até Dezembro de 2010 que reencaminham para a rede usuária global (RussiaToday.com)
.

domingo, março 27, 2011

incutir o medo às pessoas

segundo o tablóide CdM... Cavaco quer "saber a situação financeira real do país". Quer dizer, qualquer jornalista estrangeiro de economia sabe, mas Cavaco não sabe. No próximo mês de Abril (antes dos cravos, agora dos cravas) o Estado português gerido pelo actual gang precisa de pagar dívidas de quatro mil quatrocentos e vinte milhões de euros, mas só tem nos cofres quatro mil milhões. Entretando Cavaco "não sabe", mas o governo já encetou negociações com o FMI; com o aval de Madame Merkel o braço politico do BCE: "Portugal apresentou um programa muito corajoso para cumprir até 2013"

.

Próximo alvo: Espanha. Para resolver a "crise" o povo da Irlanda dá uma sugestão, frizando que não deve nada nem a Banqueiros nem a Milionários especuladores

sábado, março 26, 2011

Banksters (II)

















Da ópera em cena no São Carlos: Isto só lá vai à porrada. Só o chicote pode ditar leis profícuas. O banqueiro Santiago Malpago acha que o povo o quer tramar. Até da mulher, Mimi Kitsch, ele desconfia. Estávamos nisto quando o banqueiro vê uma personagem misteriosa, será um Anjo? ou um Demónio? ah... afinal é só um jornalista: Angelino Rigoletto

Em apoio de um governo de iniciativa presidencial cavaqueirista, qualquer coisa parecida com o "governo de salvação das finanças" de Salazar, José Manuel Fernandes já vai no Guardian:
"Discussions had barely started on Wednesday night when the then prime minister, José Sócrates, made an abrupt exit from a crucial meeting at the Portuguese parliament, running down the stairs of the building in order to escape (...) press had wanted to know why he was so disrespectful towards the representatives of the nation (...) Sócrates soon announced his resignation, plunging Portugal – and Europe – deep into political crisis. (...) Now the more obvious historical parallel is not the golden era, but 1890, when Portugal became the first European country to go bankrupt. As every Portuguese citizen knows, the political turmoil that followed only came to an end in 1926, with a military coup and the rise of António de Oliveira Salazar's far-right party". (Guardian)
.

sexta-feira, março 25, 2011

revisão do esquema PEC IV - 2011-2014

O Estado português (o "Monstro") foi desenhado durante a década de 90 (a maior parte dela com Cavaco Silva no governo) durante um periodo com expectivas de crescimento elevadas. No final dessa década essas perspectivas, com a derrocada do dinheiro ficticio especulativo, tinham implodido. Mas a grande, complexa e untuosa máquina composta por inúteis (a maioria deles sustentados pela descomunal burocracia da União Europeia) que se juntou á sombra da mangedoura Estado, ao contrário do dinheiro, essa permaneceu e ainda existe. Embora já não exista crescimento, os direitos adquiridos pelos individuos bem instalados do topo da pirâmide social são para manter; não querem de modo nenhum largar a palha. Para eles "a luta continua", enquanto uma revolta popular não pendurar ao sol as tripas do último chulo de colarinho branco na escadaria da Assembleia da República, a "crise" continuará. Claro que, o apelo à acção violenta por parte dos deserdados é uma figura metafórica. As coisas passam-se de forma pacífica e bem mais lenta.

O que é que, face ao decrescimento, esta imensa tropa armada de ipad, portátil e jornal expresso debaixo do sovaco imaginou sob o terrôr da falência? organizada nos partidos do "arco do poder" conluiaram-se com a máfia imperialista (2001) e decidiram: se aqui o dinheiro se evaporou, vamos buscá-lo lá fora. É a declaração de guerra universal contra os pobres que aspiravam vir a ser remediados. Hoje em dia cada norte americano paga mais 5000 dólares por ano para cobrir o aumento de 9% com as despesas militares. Nos paises do pacto da NATO como Portugal, embora os dados sejam ocultados, a percentagem não deverá ser muito diferente. Neste item em particular, como Paulo Portas e outros pulhas muito bem sabem, a economia cresce. Mas se olharmos para o discurso de Obama no Brasil os lucros da empreitada guerrófila trazem beneficios a todos por igual. Para Obama não existe classe operária, desempregados, camponeses sem terras, nem sequer analfabetos - Obama, o herdeiro de Bush, propõe um pacto social entre esfomeados e milionários. Ontem Obama visitou o Brasil, hoje o Brasil aprova novas acções contra o Irão, a provável próxima vítima do saque para sustentar as oligarquias ocidentais

Em Portugal os do PSD abriram a crise por não aceitarem um aumento de impostos. Ontem Passos Coelho na UE admitiu a subida de impostos. Face à charlatanice, o economista de esquerda Eugénio Rosa estudou a situação nacional face às medidas propostas:

mais cortes de 5.679 milhões € nas pensões, saúde, educação, prestações sociais e investimento,
mais 2.324 milhões € de impostos,
mais ajuda de 9.000 milhões € à banca
mais privatizações (5.584 milhões €)
"Cenário macroeconómico irrealista poderá gerar mais PEC,s no futuro" (Resistir.info)
.

quinta-feira, março 24, 2011

democracia em rede?

a Ciberguerra é a nova forma de invasão que se pratica no mundo desenvolvido (ver este exemplo, que é já um clássico) Os factos recentes que despoletaram as chamadas "revoluções" no Norte de África demonstram que através das redes sociais se criam situações desestabilizadoras. Temos um exemplo de destabilização em Hillary Clinton ao promover, galardoar e pagar a famosa blogueira cubana Yoani Sanchez, uma espécie de "arrastona à lá daniel oliveira (para além do Expresso quem pagará este?). Outro exemplo claro são os quatro garotos que trabalharam na internet a manifestação "apartidária" do ultimo dia 12 em Portugal. De que caverna apareceram estes promotores nascidos do nada? que interesses os sustentam senão embaralhar e tornar a dar as mesmas cartas do baralho capitalista?. Ou a operação "Cavalo de Tróia" lançada sobre o Irão. Contudo, as grandes redes informáticas de comunicação como o Facebook do judeu Zuckenberg que a transaccionou recentemente por uma verba milionária como uma peça importante no espectáculo politico-económico da nova ordem neocon, podem e devem ser desmascaradas.

* Para aprofundar o tema, ler "a Guerra de Quarta Geração": o rol de medias corporativos como o novo exército repressivo dos sistema"
* Casos concretos: "EUA destinam milhões para financiar Ciberguerra contra Cuba. O diario espanhol "El País" e outros grandes medias entregam prémios a ciberdisidentes cubanos para aassim financiar campanha mediática contra Cuba" (ler)
.

quarta-feira, março 23, 2011

mais um desempregado

o maçon Manuel Alegre regressou do periodo de parto pós-eleitoral, em entrevista ao I: "Eu preveni. Uma eventual reeleição de Cavaco Silva seria abrir a porta a estimular a Direita a desencadear uma crise politica, e é o que está a acontecer"

Não é nada disso que está a acontecer. O que se passa é que a União Europeia "descobriu" que Sócrates aldrabou as contas do défice que apurava 6,9% para 2010 quando na realidade este ultrapassa largamente os 8% e forçou uma auditoria para apurar as contas certas, sem a qual não haverá acesso ao Fundo que vai salvar os juros dos especuladores. Tudo isto provocado pela "esperteza" do lançamento nas contas públicas dos gigantescos prejuizos do escândalo BPN (originário na tribo do presidente Cavaco, 1,2% do PIB) que não foram aceites na contabilidade de 2010. A partir daí as três vertentes do poder, Cavaco/PS/PSD, não se entendem sobre qual a melhor forma de fazer pagar aos contribuintes portugueses os prejuizos da falência do consórcio milionário de Dias Loureiro, entretanto retirado, possivelmente para reaparecer no reality-show da TVI, precisamente sobre epopeias de famosos entre as tribos perdidas. José Sócrates deverá juntar-se-lhe hoje. Cavaco Silva esticou a corda do PS como instrumento ideal da Direita na prossecução do programa económico-politico neoliberal e agora, esgotado e o mais malvisto primeiro ministro pós-fascismo, como funcionário tornou-se inoperante, portanto inútil. Mas há parolos que continuam a acreditar que do que a "crise" trata é de escolhas entre dois programas diferentes. Como por exemplo a maioria dos tipos do magazine blogosférico 5Dias (que mais uma vez censuram os comentários, não publicando o corpo do conteúdo aqui descrito, para além dos exercicios comparativos estapafúrdios para distrair o pagode)

ps: depois de 5 comentários com hora posterior publicados, 4 horas depois, o autor do post do 5Dias em epígrafe, decerto graças ao feed-back, lá se resolveu a publicar o meu comentário
.

terça-feira, março 22, 2011

Banksters, Atentados, e os apelos à salvação das Nações

“O livro que leste ontem não é um livro idiota”, diz serenamente o Bobo ao Rei, não me contradigas responde-lhe este. “Não é um livro idiota. É um livro cheio de verdades mais luminosas que a razão do Homem. Por isso parece obscuro à maioria dos olhos. Mas eu vim abrir os teu olhos rei. Vim explicar-te a luta de Jacob e o Anjo, que ontem leste sem nada entender... Se tivesses entendido, saberias que não vim na perturbação dos teus sonhos; mas num momento em que o sono libertara a tua verdadeira inteligência das mentiras que te estrangulam”. O rei levanta-se – Tu, foste tu que quiseste estrangular-me! (...) a Rainha atira um riso agudo e como que cacarejado, meneando-se. Diz-lhe o Bobo: “não houve atentado, senhora, peço-lhe uma graça, manda calar esse papagaio do oficial poeta” Poeta oficial: peço-vos humildemente, mandai sair esse Bobo. Não posso falar diante de bobos, incomodam-me; e o Bobo: É natural. E o Rei: não é um Bobo, é o monstro do atentado. Afinal parece que sempre houve atentado! Quis estrangular-me. Não quis estrangular-te senhor. Rainha: sempre houve atentado? Ora ainda bem! Sempre houve atentado! É interessantíssimo. Adianta-te monstro. O Bobo adianta-se dois passos. O Poeta Oficial recua, até ficar alinhado com o Sumo Sacerdote e o Juiz Supremo. a Rainha fala, não julgava que o meu amado e poderoso esposo tivesse medo dum pobre tonto! – “não é um pobre tonto, é um bruxo habilíssimo. Vê através dos corpos opacos, deve ter ligações com o Diabo, faz notar o Rei. Não é com o Diabo que tenho ligação, é com Deus. Nem isso que chamas Diabo existe. Ou antes, existe sim, mas não é senão um dos aspectos incompreensíveis de Deus! uma manifestação da sua omnipotência. O Sumo Sacerdote fala... com voz cavernosa, grave, aterrada e enfática: Blasfemou, senhor! Disse que o Diabo era uma forma de Deus! - o terror que te inspiro, rei da bola da Terra, goza o Bobo, é o do homem que sente aproximarem-se as potências divinas. Nada apavora tanto o homem miseravelmente humano. Mandai-o calar, senhor!, não ouvis que se julga como fazendo parte da legião celeste? Que será da religião se todos os bobos se julgam Anjos? um bobo ou um louco, tanto faz. Sentai-vos senhor, o que um bobo diz não tem consequências. Pois não! nem o que diz um lacaio. É essa a vossa teoria. Mas o que vos disse uma vez um dos vossos lacaios teve consequências. Rainha: cala-te Bobo! Nem uma palavra! Nem um sinal da tua presença! – Eis o que me é totalmente impossível: Não dar sinal da minha presença. Eu estou sempre diante de mim! Só digo o que devo. Continuas a afirmar que és um Anjo? E sou... para quem crê nos Anjos. Mais facilmente creio nos Demónios. É a mesma coisa. Supõe então que eu sou um Demónio!”

(Extractos condensados de “Jacob e o Anjo” de 1941, a peça de teatro de José Régio que inspira o libreto da ópera Banksters)

relacionado:
"A economia só irá recuperar depois dos grandes bancos abrirem falência"
.

segunda-feira, março 21, 2011

desviar as atenções do essencial... e uma constatação...

vista pelo lado de um beto da direita:
"Fatalmente, o Ocidente decidiu ser o idiota útil na guerra civil líbia, sem perguntar primeiro que tipo de gente está a apoiar" (J.Pereira Coutinho, no Correio da Manhã)
e uma correcção: o Ocidente já tinha escolhido esta gente antes do início do conflito (sem essa gente não haveria guerra) tal como há uma década escolheu a Máfia local para "governar" o Kosovo (fora do perímetro da base militar dos EUA, Camp BondSteel, entretanto ali instalada)

Informação sobre o que acontece na Líbia, visto a partir do interior do país, no blogue: www.leonorenlibia.blogspot.com/ (por cortesia de um leitor anónimo no post anterior)

E um lembrete sobre o que escreveram outros betos, desta feita próximos do Bloco de "Esquerda" há apenas duas semanas: "Como evitar que o apelo à comunidade internacional se transforme em mais uma intervenção da NATO?... A grande questão, mais urgente a cada dia que passa: uma intervenção sob a égide das Nações Unidas seria ou não a melhor forma de evitar uma intervenção da Nato? Há que distinguir entre a responsabilidade da comunidade internacional em combater o genocídio e o oportunismo de alguma comunidade internacional em aproveitá-lo para fins tudo menos humanitários" (ATTAC)

relacionado: "a Armadilha do Petróleo", Mike Whitney
.

O 'balet macabro' dos civis decidirá a guerra na Líbia

a Alemanha absteve-se de participar no ataque (disse Merkel) invocando a independência nacional: de facto "trata-se de uma operação multilateral sob a coordenação do comando americano para as forças americanas na Europa, com sede em Stuttgart, na Alemanha" (fonte: AFP)

Sabe-se agora que mais de uma centena de soldados das forças especiais britânicas actuavam já desde há três semanas na Libia em conjunto com os rebeldes - mas a partir que a canalha da comunidade internacional de governos facínoras resolveu assumir descaradamente a mentira, "a palavra mais usada no conflito líbio até agora é civis”. Foi em nome deles que o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a Resolução 1973/2011, autorizando os bombardeamentos que acontecem neste exacto momento. No primeiro dia de bombardeamentos por ocidentais estes já causaram mais mortos que em qualquer outro dia dos confrontos de baixa intensidade que existiram previamente com os rebeldes.
É precisamente aos civis que o líder líbio Muammar el-Ghadafi promete agora distribuir um milhão de armas, na esperança de que um exército revolucionário de “homens e mulheres” faça frente às forças internacionais. As consequências já começaram a aparecer: a Rússia, a China e a Liga Árabe acusam a coligação de ter matado 48 pessoas no primeiro dia, que eram “alvos não militares”, um jargão para “civis”. Mas este é apenas o começo (1). A operação "Massacre ao Amanhecer" já matou mais de 90 pessoas. E por incrivel que pareça, a Human Rights Watch acaba de minimizar as baixas de civis causadas por erros militares da coligação neocon na Líbia

(1) ÓperaMundi

domingo, março 20, 2011

em mais uma acção de agressão, foi decretada a zona de exclusão de petróleo para os Libios

Isto é, não enganando Obama já quase ninguém, os deputados do Bloco de Esquerda votaram no Parlamento Europeu a favor do acto de gangsterismo da coligação pela guerra contra a Líbia.

Na primeira acção da empreitada comemorativa do 8º aniversário da invasão do Iraque (1),coadjuvando a aviação dos neocon-sionistas Sarkozy e Cameron,
a marinha americana disparou 112 mísseis, daqueles que levam o significativo nome indígena de "Tomahawk" e custam cerca de 3.000 contos cada um (2). Causaram 48 mortos, legalizados pela ONU, o que dá uma quantia de pouco mais de 300 euros por peça abatida (eventualmente) simpatizante de el-Gadhafi. Um investimento irrisório, quando se trata de conquistar, para além do óbvio,
um dos últimos Bancos Centrais que não se encontram sob o domínio dos Rothschilds


el-Gadhafi: “Vocês (EUA) pensaram que ganhariam no Iraque e no Irão, mas foram derrotados, e também na Somália e no Vietname. Vocês não irão ganhar desta vez também. Sairemos vitoriosos, sem dúvida alguma. Este é o nosso país (...) os vossos povos (UE-EUA) estão contra os vossos actos criminosos"



(1) Fonte original: Marinha dos EUA
(2) Milhares de norte americanos manifestam-se em frente à Casa Branca contra a agressão à Libia: "Obama é igual a Bush"
.

sábado, março 19, 2011

protestar contra o mundo existente

Se o que vemos na realidade tivesse sido pago com dinheiro ganho com trabalho, mais de dois terços da paisagem desapareceria. O problema actual do capitalismo é que toda a construção material que vemos (obtida com dinheiro ficticio) de facto existe, mas não está paga...

sermos isentos sem nunca sermos apartidários
(Eduardo Chitas)

As duas manifestações destes dois fins de semana (porque não interromper o repasto dos politicos profissionais burgueses nos dias da semana?) podem bem classificar-se como de duas esferas distintas; a primeira (de dia 12) independente e apartidária, da ordem do privado, e a manifestação de hoje (dia 19) convocada por partidos de esquerda e sindicatos progressistas que se inscreve na ordem do direito público. A primeira tenta o esboço de um movimento constituido por indivíduos avulso que trata dos seus direitos (jus privatum) e pretende salvar o capitalismo naquilo que é útil às pessoas, emprego e imunidade face à omnipotência do Estado em cobrar impostos para salvar a classse dominante, banqueiros, patrões e eunucos correlatos sem bolsos para além do salário certo. Esta segunda manifestação, bem distinta, reclama o direito colectivo (jus publicum) sobre aquilo que se entende como conceito de património do Estado posto ao serviço da maioria da comunidade, para o que advoga a reforma pacífica do capitalismo, por etapas, de modo a que os patrões que acumulam as mais valias do trabalho tenham tempo de ensaio para fugir em frente na busca de novas formas de exploração.
Escusado será dizer que ambas as sugestões de acção (capitalistas) estão desactualizadas, porque o direito criminal, inscrito no direito romano como “publicum ius in sacris, in sacerdotibus, in magistratibus consisti” (o direito público respeita às coisas sagradas, aos sacerdotes e aos magistrados), hoje em dia está mais que actualizado que nunca, enquanto o crime de lesa património público se passeia por aí de rédea completamente solta.

Isto porque, como os tribunais comuns expressavam na Prússia desde 1653, “os assuntos de governo que envolvem os regalia (direitos da Coroa) não são assuntos de justiça”. Entender esta questão é meio caminho andado para os trabalhadores (da produção de bens concretos) tomarem consciência que, de uma maneira ou de outra, a dia 12 ou a dia 19, estão bem fodidos, porque trabalhar na sociedade neoliberalizada é hoje (como era ontem nas sociedades primitivas) considerado desprestigiante. Para os operários, o único remédio que já fará efeito determinante é tomarem o aparelho de Estado, não para exigir a funcionários mais isto e aquilo, mas para destruir o Estado, tomando nas mãos das organizações de trabalhadores a construção de uma sociedade autogestionária. Imaginem um mundo sem fronteiras, sem cavacos, gamas, sócrates, loureiros, amados ou passoscoelhos... e o regresso ao verdadeiro valor das coisas.

(nunca perdendo de vista o despudorado aproveitamento que a sociedade do espectáculo faz das genuinas aspirações populares, integrando-as, quando não as conseguem assassinar, Willie Nelson, Carter e tutti quanti...)