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segunda-feira, abril 18, 2011

Não pagamos a vossa dívida

"O que é que tu podes sózinho contra tantos? Ouçam, um homem só não vale nada!" (Manuel da Fonseca)

18 Horas - Manifestação contra a ingerência do FMI em Portual, Lisboa, Terreiro do Paço, em frente ao Ministério das Finanças

Garcia Pereira a Deputado (IV): A Natureza de Classe da Crise…

"Estes debates televisivos são uma patifaria inqualificável de que todos os democratas e patriotas se devem demarcar" .

domingo, abril 17, 2011

o Estado "profundo"

o tiro de partida para a guerra do Afeganistão teve motivações obscuras, assim como agora a da Libia, sobre a qual já se descobriu que, tal qual como antes no Iraque, na Libia o governo norte americano preparava o ataque desde o Outono de 2010, quando não havia nenhuns indicios de qualquer "revolta" no terreno

Para explicar este tipo de intervenções pré-determinadas por aparentes motivos obscuros Peter Dale Scott socorre-se da história do «Estado profundo» nos Estados Unidos, ou seja, da estrutura secreta que dirige a politica externa e a politica de Defesa do país, para além das simples aparências democráticas. Este estudo oferece a ocasião para colocar debaixo dos holofotes o grupo que organizou o 11 de Setembro e que se financia através do tráfico mundial de droga

Esquadrões da morte

A nomenclatura dos agentes executivos desse poder dissimulado actuam no mundo globalizado do crime, num modo de actuação que tem a mesma idade que a globalização da CIA, desde que esta organização foi dirigida por George Herbert Bush na década de 7o. Por sua vez a expressão "Estado Profundo" é proveniente da Turquia, um território NATO com inúmeros campos paramilitares montados de forma oculta, incluindo estações da Nasa. A expressão teve de ser inventada quando em 1996, depois de um acidente rodoviário com um Mercedes que rodava a alta velocidade se descobriu que os passageiros eram, um membro do parlamento, uma rainha de beleza, um importante comissário da policia local e o principal traficante de droga na Turquia, a partir do qual era dirigida uma organização paramilitar - os Lobos Cinzentos - que assassinavam gente. Tornou-se então evidente que existia na Turquia uma relação secreta entre a polícia - que oficialmente efectuava buscas para prender o homem que finalmente se encontrava naquele automóvel com o chefe da policia - e aqueles individuos , que cometiam crimes em nome do Estado. (fonte)

Sobre a utilização da expressão "Estado Profundo" por Peter Dale Scott no livro «La Route vers le Nouveau Désordre Mondial» generaliza o autor: "refere-se a um governo paralelo e secreto organizado pelos aparelhos militares e serviços de informações que são financiados pela droga, que levam a cabo acções violentas de carácter ilícito para proteger os seus status e os interesses do complexo politico-militar das ameaças que representam os intelectuais, os religiosos e, em certas ocasiões, até governos constitucionais"
(ler entrevista completa)

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sábado, abril 16, 2011

os Bandos neoliberais

As hordas primitivas, selvagens, anárquicas e guerreiras evoluem, segundo Durkheim, como "o agregado social mais elementar", e de acordo com Freud são “regidas pela força e pelo desejo imperialista do pai”, estando ambas as formas já antes presentes em Engels que define as hordas como o embrião na génese da propriedade (pelo ataque e pelo saque) e depois, já muito para cá do século XVI, da origem do Estado. Porém, no estado actual do Estado são bem observáveis as reminiscências reptilianas do espírito da horda primitiva nos Governos neoliberais: “o Bando, visto pelos antropólogos, é a organização social mínima, nomadizando em função das estações num território relativamente autónomo (ora na Libia, ora no Iraque), agrupando grupos de uma ou várias famílias, não tendo uma contextura institucional, nem diferenciação funcional, nem estratificação, mas apenas alguns papéis temporários e não hereditários, como o de caçador ou de xamã, que adquiriram temporariamente sobre o seu grupo uma influência limitada à gestão dos itinerários, das paragens, do consenso do grupo e das relações com os vizinhos. Se o chefe cometer erros ou der provas de arbitrariedade, todos se afastam dele e o bando torna-se demasiado restrito para garantir a sua própria subsistência

“Introdução à Antropologia”, Claude Riviére, ediç.70 pag. 128, (2010)

sexta-feira, abril 15, 2011

uma fábula de ratos e de gatos

"Não queremos nem esqueletos no armário nem negociações de gato escondido com o rabo de fora" (Passos Coelho)- e vai daí enviou uma cópia desta "opinião" ao FMI/BCE



Garcia Pereira a Deputado (III): "O povo português não deve pagar uma dívida que não foi ele que contraiu"

Mistério das Finanças seria talvez a expressão mais adequada para a baiúca onde assentou arrais a truma do FMI, descodificado depois da leitura do "Manifesto dos Economistas Aterrados". Anda por aí nas livrarias a 5 euros, mas pode ser lido aqui: "Na União Europeia os deficits são elevados - 7% em média em 2010 – mas bem menores que o exibido pelos Estados Unidos. Enquanto os Estados norte-americanos com um peso económico mais relevante do que o da Grécia, a Califórnia, por exemplo, estão em quase falência, os mercados financeiros decidiram especular sobre as dívidas soberanas dos países europeus, muito particularmente os do Sul. A Europa, de facto, está prisioneira da sua própria armadilha institucional: os Estados têm que tomar empréstimos junto de instituições financeiras privadas que obtêm liquidez a baixo preço junto da Banco Central Europeu. Os "Mercados" (os investidores privados) têm, portanto, a chave do financiamento dos Estados"
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quinta-feira, abril 14, 2011

a mesma peça teatral, dois palcos diferentes

Obama anunciou a recandidatura para 2012 sob a égide do estafado slogan "Yes We Can" reciclado para "Só Podemos Se Eu Permanecer Aqui". Deu a noticia no "twitter", como Cavaco agora manda os bitaites pelo "facebook", tão techno virtuais que estas alminhas estão, onde não lhes chega um tomate podre aos focinhos. Mas, na óptica de Obama o que é que ele queria dizer com aquilo do "só podemos"? Um destes dias os Estados Unidos estiveram perto de declarar a impossibilidade de fazer pagamentos por causa de dinheiro a mais e de acordos a menos sobre o Orçamento entre o Governo e o Congresso, agora dominado pelo Partido Neocon dito "republicano" (exactamente como em Portugal onde os verdadeiros problemas são escondidos pelas peixeiradas PS-PSD arbitradas por Cavaco).

O que Obama quer de facto dizer com aquele "Só Podemos Se..." (o equivalente aos "sacrificios a pedir ao povo têm limites" de Cavaco) é que só pensa em implementar um plano para (com menos direitos laborais) cortar US$ 4 triliões de dólares da Dívida dos EUA - sem juros, porque ali FMI não funciona - "não emprestarás dinheiro algum com juros ao teu irmão" reza o Deuterónimo (em 23;19) - vão usar os juros cobrados aos outros gentios, a subservidirigentes de Estados-Clientes como, por exemplo o Cavaco Silva que até manifestou grande desconforto por não ter sido recebido na Casa Branca num golpe-de-mestre do disfarce (quando antes era recebido no rancho privado da familia dita republicana dos Bush)

Como funcionam as Presidências. Aqui com George Herbert Bush, de facto a verdadeira face do reaganismo, ou seja, do Consenso de Washington (do qual apenas se vê o Jimmy Stewart)



Para se compreender o que de facto os da tribo PSD/PS/CDS de Cavaco Silva andam a fazer, é imprescindivel ler "Os Bancos Centrais Estrangeiros é que Financiam a Expansão Militar Norte Americana", (Michael Hudson, Global Research)
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quarta-feira, abril 13, 2011

Garcia Pereira a Deputado (II)

"a solução da crise não está em nenhum dos cinco partidos do arco do poder"
(video da campanha de 2009)


Querem noticias sobre o que se passa em Portugal? vão aos jornais estrangeiros, especialmente ao de Wall Street: Ajuda do FMI/UE impõe aquilo que qualquer governo PS/PSD não teria capacidade para impôr: "Mais planos de privatizações, aumento crescente dos impostos e mudanças na política dos planos de pensões sociais". Logo que alguém assinar isto, chegam 10 biliões para pagar os compromissos e juros em Junho próximo. Pergunta ingénua: para que vai servir aquela coisa-pretexto que dá pelo nome de "eleições"? - senão para elevar ao Parlamento alguém verdadeiramente anti-capitalista?
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terça-feira, abril 12, 2011

Antissemitismo, "Propaganda Nazi" e o depoimento jornalístico de Eça de Queiroz
















Nas suas “Cartas de Inglaterra”, Eça de Queiroz (1845-1900), que desempenha então o cargo de embaixador em Londres, descreve com muita argúcia o anti-Semitismo, quer na Inglaterra, onde o fenómeno se iniciou, importado do termo saído da pena do alemão Wilhelm Marr em 1873, quer na Alemanha do chanceler Otto Bismarck. Eça, ao mesmo tempo que relata o seu tempo, ironiza com o espavento com que os Judeus exibem a sua riqueza e a forma como se apoderaram “das duas grandes forças sociais – a Bolsa e a Imprensa”.

Eça considera um mau sinal dos tempos a pouca simpatia pelos alegadamente descendentes da tribo de Israel. A ascendência da “tribo eleita por Deus” nessa época em Inglaterra era notável (mantendo os seus descendentes o domínio no século XXI): o “judeu” Benjamin Disraeli tinha então obtido o titulo aristocrático de “conde de Beaconsfield” e sido primeiro ministro entre 1874-1880; na City de Londres Solomon e Dudley Joel (1865-1931) eram banqueiros provenientes das minas de ouro da África do Sul; o banqueiro Moses Haim Montefiore, oriundo de uma família italiana com raízes na Idade Média tinha sido presidente da Câmara de Londres, sendo casado com a filha do banqueiro Nathan Mayer Rothschild uma figura notável que detinha quase em regime de monopólio a grande indústria têxtil inglesa; o futuro banqueiro David Salomon (da Salomon&Brothers) tinha sido também nomeado o primeiro Lord Mayor de Londres; o banqueiro Samuel Montagu 1º Barão de Swaythling era membro da Câmara dos Lordes nomeado chefe da Comissão do Ouro e da Prata, a família de outro judeu autonomeado barão pela força do dinheiro extorquido ao Estado “sir” Isaac Lyon Goldsmid fora fundador do Banco de Inglaterra tendo angariado fortuna como accionista da Companhia das Indias que se dedicava à pilhagem dos mares desde a sua fundação e que sob a gestão do judeu de origem portuguesa Joseph Salvador prosseguiu a actividade lucrativa com o tráfico de Ópio para a China (1), etc. etc. - a lista é enormissima e a epopeia "semita" pode ser relembrada lendo a "História dos Judeus em Inglaterra"

Obviamente, nenhuma destas figuras seria de facto descendente dos antigos habitantes da Judeia (na Palestina), mas detinham sim uma posição secular usurpada ao longo dos tempos através do obscurantismo religioso medieval, e cuja numerosa prole contemporânea (como o historiador Simon Sebag da familia Montefiore) anda hoje por aí a pagar para que, regra geral, se encham os escaparates das livrarias com grosseiras aldrabices – uma situação ainda mais agravada depois do triunfo do importante lobie “judaico” dos Estados Unidos da América na Segunda Grande Guerra.
Escrevia então Eça de Queiroz nas Cartas de Inglaterra (numa edição publicada em 1907), não olhando particularmente para dentro da casa onde estava, mas equacionando preferencialmente as razões da proto-rivalidade económica e politica entre a Inglaterra e a Alemanha no virar para o século XX:

“Quase todas as grandes casas bancárias da Alemanha, quase todos os grandes jornais estão na posse do Semita. Assim torna-se inatacável. De modo que não só expulsa o alemão das profissões liberais, o humilha com a sua opulência rutilante e o traz dependente pelo capital; mas, injúria suprema, pela voz dos seus jornais, ordena-lhe o que há-de fazer, o que há-de pensar, como se há-de governar e com quem se há-de bater! Tudo isto ainda seria suportável se o judeu se fundisse com a raça indígena. Mas não. O mundo judeu conserva-se isolado, compacto, inacessível e impenetrável. As muralhas formidáveis do Templo de Salomão, que foram arrasadas, continuam a pôr em torno dele um obstáculo de cidadelas. Dentro de Berlim há uma verdadeira Jerusalem inexpugnável: ali se refugiam com o seu Deus, o seu livro, os seus costumes, o seu sabbath, a sua língua, o seu orgulho, a sua secura, gozando o Ouro e desprezando o cristão. Invadem a sociedade alemã, querem lá brilhar e dominar, mas não permitem que o alemão meta sequer o bico do sapato dentro da sociedade judaica. Só casam entre si; entre si se ajudam regiamente, dando-se uns aos outros milhões – mas não favoreceriam com um troco um alemão esfomeado; e põem um orgulho, um coquetismo insolente, em se diferenciar resto da Nação em tudo, desde a maneira de pensar à maneira de vestir. Naturalmente, um exclusivismo tão acentuado é interpretado como hostilidade – e pago com ódio. Tudo isto, no entanto, é a luta pela existência. O judeu é o mais forte, o judeu triunfa. O dever do alemão seria exercer o músculo, aguçar o intelecto, esforçar-se, puxar-se para a frente para ser, por seu turno, o mais forte. Não o faz: em lugar disso, volta-se miseravelmente, covardemente, para o Governo, e peticiona, em grandes rolos de papel, que seja expulso o judeu dos direitos civis, porque o judeu é rico, porque o judeu é forte”

Duas grandes guerras depois de Eça de Queiroz, quando o anti- semismo cunhado por Wilheim Marr era na verdade o combate contra o imperialismo económico das classes dominantes do Império Britânico, e depois das inúmeras guerras desencadeadas pelo capitalismo de catástrofe do século XXI, a maioria das vítimas continua a não entender a natureza do mal que oprime a humanidade; enquanto os seus fautores (que agora respondem pelo nome de mercados) continuam a enriquecer

(1) Quem são os herdeiros das fortunas obtidas com a Guerra do Ópio movida pela Grâ-Bretanha contra a China no século XIX? "Perceber a crise por David, o judeu Cameron"
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segunda-feira, abril 11, 2011

antecipado o dia nacional do cocktail molotov

Apenas num ano, 4,65% do défice são juros resultantes da emissão de dívida contraída pelos decisores do Estado - são 8 mil milhões de euros só para juros, sem que "os eleitores" saibam quem lucra com a situação

Carta da Irlanda: "I would suggest you get your English-Portuguese dictionary and look up words like: moneylending, usury, subprime mortgage, rip-off. This will give you a more accurate translation of what will be happening you"
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a Corja da esquerda neoliberal, disse

Foram muito elucidativas as imagens agit-prop dos dois partidos bonzo-estáticos do centrão politico neste fim de semana; desde aquele tipo baixinho esganiçado ao rubro em bicos de pés para chegar ao palanque para gritar socráticamente estamos contigo, passando pela ex-embaixadora da causa de Timor à qual só foi permitido que falasse no congresso perto da 1 da madrugada, até ao off-shore do clown da Madeira que assumiu a competência do chefe como lider da escumalha neocon e, para pôr um fim ridículo ao enjoo de tripas que é falar desta tropa, a admissão do proposto figurão "independente" para nº2 do Estado sob o mandato do promitente governo FMI - áh, como diria o Eça, quando ao relermos os Maias nos parece comentar a actualidade: "muitas vezes o riso é uma salvação; em política constitucional, pelo menos, o riso é uma opinião" mas como a crise vai também esgotando a vontade de rir talvez lembrar que se "foi o mau costume de comer a que os habituaram que provoca a fome" então também que, se votar é dar-lhes palha para os alimentar, ao menos que se "poupe ao boi a vista ao malho" - no acto, feche os olhos e ponha uma cruz numa bosta qualquer destas. Depois venha queixar-se da vida prós blogues

Pintura portuguesa do século XIX, no Museu do Chiado

relacionado:
"Banqueiros obrigam Sócrates a pedir a intervenção estrangeira"

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domingo, abril 10, 2011

Garcia Pereira a Deputado!

"Uma providência que deve ser tomada desde já, que se revela indispensável a uma correcta definição de medidas quanto à dívida soberana portuguesa é a realização de uma auditoria pelo Banco de Portugal à mesma dívida, para responder essencialmente a três perguntas:
quanto, a quem e porquê se deve?"
(os Islandeses estão a responder eficazmente a esta questão)

"Ora Cavaco, com o apoio do PS, do PSD e do CDS, inviabilizou essa auditoria e assim impossibilitou o Povo Português não apenas de alcançar o conhecimento de quanto da tal dívida não deve ser paga pelos trabalhadores portugueses (por respeitar pura e simplesmente ao custo da gestão fraudulenta e da especulação financeira) como também de compreender que aquilo que constante e eufemisticamente se designa hoje de “os mercados” não passar afinal dos grandes bancos europeus, e em particular dos bancos alemães, que, com a compra da dívida pública portuguesa a juros absolutamente exorbitantes, se estão a encher à tripa forra à custa dos sacrifícios cada vez maiores do Povo Português!" (Garcia Pereira)

Ora, a auditoria que os vendidos ao imperialismo financeiro Cavaco/PS/PSD/CDS se recusam a fazer, vai ser feita pelos mesmos agentes que provocaram e beneficiam com o crime económico de que estamos a ser vítimas: "face ao valor da ajuda proposto pelo Comissário Europeu, "os mercados" dizem que não assinam o cheque sem uma avaliação mais profunda "da conta em dívida". Sob a ameaça desta "auditoria", num acto sobrenatural próprio da época, ainda havemos de ver a ressuscitada procissão Cavaco dos Passos a implorar aos portugueses para que rezem de joelhos pela vinda da UE/FMI, isto é, pelo sucesso da sua própria exploração
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sábado, abril 09, 2011

Abril dinheiros mil




"o Governo e o Presidente da República são uma espécie de chefes de gabinete do sistema financeiro" (Carvalho da Silva)

"Parece que estamos no PREC mas ao contrário. Trinta e sete anos após o 25 de Abril, a Banca é quem mais ordena dentro de ti, ó cidade" (João Paulo Guerra)

Dos 60 a 75 milhões que vão entrar em Portugal todos os dias a maioria desse dinheiro entregue pelo FMI/BCE entrará directamente na Banca. Continua o regabofe. No ano passado, só até Setembro, os cinco principais bancos acumularam 1229 milhões euros de lucro. E os resultados da Banca como motor da economia estão à vista. A situação é esta porque a maioria do capital dos bancos não está no país, está nos off-shores. Mas há que cuidar da imagem, (usar Prada faz parte da função) para ocultar a fraude, uma tarefa prioritária para o governo seguinte PSD/PS - aqui não se corta nem uma unha.

Se por hipótese os 60 milhões diários fossem para dividir equitativamente por cada um dos 10 milhões de portugueses daria qualquer coisa como 6 euros por peça, o equivalente a 1 hora de mulher-a-dias. Mas para a RTP, uma empresa pública que se dedica a publicitar a ideologia e imagem dos governos neoliberais, cujo valor comercial até as agências de avaliação classificaram recentemente como lixo, o Estado paga todos os dias cerca de 1 milhão de euros. Quer dizer, como a RTP tem 1.100 funcionários, cada um desses "luises" custa ao erário público 909 euros por dia, isto é: 151,5 horas de mulher-a-dias. Crise? ser empregad@ da limpeza de ideias no canal público de televisão é que está a dar!
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sexta-feira, abril 08, 2011

no primeiro dia: Banca ganha 350 milhões após pedido de resgate

Tivemos ontem no esmero televisivo posto na apresentação da mensagem do 1º ministro mais uma prova cabal que os bonecos profissionalizdos animados que nos põem à frente a ler telepontos não são nem por sombras os autores das decisões. Quem decide verdadeiramente são poderes ocultos, personagens não eleitas que pagam e dão ânimo aos bonecos

(Comentário de um leitor à noticia) "Coitados, os banqueiros, sentiram-se aliviados! Mas se o Estado é culpado pelo seu endividamento no exterior (59 % da Divida está lá), os Banqueiros são os responsáveis pelo endividamento das famílias e empresas, porque estas, com raras excepções, não conseguem financiar-se directamente em mercados externos. Então o que fez a nossa Banca perante a insuficiência da poupança interna? Titularizou créditos em massa , sobretudo crédito à habitação, vendeu-os aos mercados internacionais e fez novos créditos.

Este foi o grande erro da Banca que agora quer que o Estado reduza o seu crédito para poder pagar o endividamento que contraiu para emprestar a Empresas e Famílias. Lamentavelmente não assumem a especulação. Há que dizer que o endividamento das famílias e empresas, em termos relativos, é bem mais preocupante que o do Estado porque esse está ao nível da média comunitária , o outro é que o atira para 1º plano, só porque os Banqueiros não querem ficar com a culpa" (fonte)

No último ano o défice aumentou 4,65 em juros resultantes da emissão de dívida. São 8 mil milhões de euros só para pagar juros (a juntar aos 7 mil milhões do BPN)

agora vejamos como a imprensa tablóide manipula a noticia com uma meia verdade:
"O banqueiro tirou o tapete ao político e disse aquilo que já todos os portugueses, menos José Sócrates, tinham percebido: "O pedido de ajuda externa é urgentíssimo". A revolta da banca, incluindo a do presidente do BCP, Carlos Santos Ferreira, antigo deputado e militante do PS, foi a gota de água" (fonte). Transparente como a água, a factura da especulação bancária é para pagar por todos, atingindo especialmente os mais pobres, até os que nunca tiveram sequer capacidade para se endividarem.

Crimes económicos contra a humanidade

Estamos a ser alvo de assassinos económicos que provocam mortes de forma lenta; de acordo com o prémio nóbel Gary Becker que introduziu nos anos 1950 a teoria do crime a nivel microeconómico, "segundo o Tribunal Penal Internacional crime contra a humanidade é qualquer acto desumano que cause graves sofrimentos contra a saúde mental e física de quem os sofre, praticado como parte de um ataque generalizado ou sistemático contra uma população civil" (fonte)
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quarta-feira, abril 06, 2011

Felipe González, envolvido em casos de terrorismo de Estado, teve Cavaco Silva como fiel aliado

1. O ex-polícia espanhol José Amedo Fouce declarou ontem em tribunal que a criação dos GAL (Grupos Antiterroristas de Libertação) foi decidida por altos dirigentes socialistas, incluindo o ex-primeiro ministro Felipe González. A declaração foi feita num julgamento sobre atentados levados a cabo por três mercenários portugueses, em 1986 no País Basco contra elementos do movimento nacionalista ETA.

Entretanto julgado e condenado em Lisboa no ano de 1992, Rogério Carvalho da Silva, um dos três portugueses contratados para alguns desses atentados terroristas, invocou o nome de Cavaco Silva para agora se recusar a depor no início da sua audição como testemunha no processo contra o ex-chefe da polícia da cidade de Bilbau, Miguel Planchuelo. Passados 25 anos, e mais de uma década de instrução, Planchuelo está a ser julgado sob acusação de financiar os atentados. Rogério Carvalho da Silva, arrolado como testemunha, afirmou, através de videoconferência, que não podia depor porque Cavaco Silva, quando era primeiro-ministro, «deu ordem para não se falar disto» porque «é um segredo de Estado». Obviamente, “a Presidência da República ainda não reagiu a esta notícia”

2. Felipe González esteve à frente do governo espanhol entre 1982 e 1993 quando perdeu a maioria absoluta debaixo de acusações de corrupção generalizada e de organizar o terrorismo de Estado numa guerra suja para tentar exterminar a ETA. Na altura Gonzaléz esteve para ser substituido à frente do PSOE por Javier Solana, mas Solana foi eleito como secretário da NATO em 1995 onde se dedicou a actos terroristas de maior amplitude, como por exemplo ao serviço do imperialismo norte-americano na destruição da Jugoslávia. Ali os partidos regionais já puderam ganhar autonomia, mas em Espanha os bascos de Heuskal Herria não podem. Os militantes da ETA têm sido sistematicamente ilegalizados usando o Estado espanhol na tarefa o juiz Baltazar Gàrzon que, depois de usado foi descartado pelo importante sector fascista que permanece incólume no sector da Justiça em Espanha. Se porventura Gàrzon tivesse sido nomeado ministro da Justiça pelos “socialistas” o presente caso dos GAL nunca teria ido a julgamento e, nessa eventualidade, tudo estaria em paz entre Gàrzon e os fascistas da Audiência Nacional

3. Em Janeiro de 1988 a Audiência Nacional espanhola encontrou indícios no julgamento de Lisboa do envolvimento de Amedo nos assassinatos perpetrados pelos Grupos GAL. O subcomissário José Amedo recebia ordens directamente dos Ministério do Interior, viajava para Portugal para contratar mercenários fornecendo-lhes armas, explosivos e tudo o necessário para o efeito. O juiz Baltazar Gàrzon teve a seu cargo as investigações sobre o caso, descobrindo segundo os relatórios do Ministério do Interior que as viagens de Amedo a Portugal foram de carácter oficial e pagas por fundos reservados para actividades secretas do Estado. Armas, dinheiro e terroristas passando livre e impunemente pela fronteira portuguesa, a tudo o governo de Cavaco Silva não impôs entraves, ao contrário, encobriu-os.

4. Os grupos paramilitares armados GAL estiveram activos nesta guerra suja entre 1983 e 1987 sendo responsáveis por 23 assassinatos, incluindo vítimas sem qualquer relação com os grupos independentistas bascos. Em Agosto de 1996 o recém-eleito José Maria Aznar negou o acesso dos investigadores à documentação dos arquivos do Estado (Cesid) impedindo a continuação das investigações, uma postura contrária ao que o Partido Popular afirmava antes, quando estava na Oposição e apostado em apear Felipe González. A partir daí a continuação da ocultação da história é evidente. Em Portugal foi eleito Durão Barroso com francas afinidades com Aznar; e mais tarde Cavaco Silva como presidente, que agora é de novo citado como sendo colaborador em negócios de Estado com terroristas.

5. Para memória futura, ficam os nomes das vítimas. O povo tem os seus próprios arquivos de crimes que ficam impunes:

19/Dez/1983. Ramon Oñederra, Kattu, abatido a tiro em Baiona.
29/Dez/1983. Mikel Goiketxea, Txapela, atingido por um sniper em Baiona.
8/Fev/1984. Bixente Perurena e Angel Gurmindo, metralhados em Hendaia.
25/Fev/1984. Eugenio Gutiérrez Salazar, Tigre, morto por um franco-atirador em Idauze-Mendi (Zuberoa).
23/Mar/1984. Xabier Pérez Arenaza morto numa gasolineira de Biarritz.
3/Mai/1984. Rafael Goikoetxea, morto a tiro em Baigorri.
15/Jun/1984. Tomás Pérez Revilla morre em atentado na explosão de uma moto-bomba.
18/Nov/1984. Morte em Biriatu de Christian Olaskoaga, alvejado a partir de um motociclo.
29/Mar/1985. Benoit Pescasteings morre no metralhamento do Café des Pyrinées em Baiona.
30/Mar/1985. Xabier Galdeano, morto a tiro em Donibane-Lohitzune.
14/Jun/1985. Metralhamento do bar Trinkete de Ziburu custa a vida a Emile Weiss e Claude Doer.
26/Jun/1985. Morto em Baiona a tiro Santos Blanco Aitite.
2/Ago/1985. Juan Mari Otegi Txato morre em atentado em Donibane-Lohitzune.
25/Set/1985. Metralhamento do bar Monbar de Baiona, custa vida a Joxe Mari Etxaniz, Iñaki Asteasuinzarra, Agustin Irazustabarrena e Sabin Etxaide.
17/Fev/1986. Mortes a tiro de Christophe Matxikote e Catherine Brion.
24/Dez/1987. Uma explosão acaba com aa vida de Juan Carlos García Goena.
Outros crimes só resolvidos parcialmente:
15/Out/1983. Joxean Lasa e Joxi Zabala são sequestrados em Baiona; os seus restos mortais apareceram dois anos depois e não seriam identificados até 1995.
1/Mar/1984. Jean Pierre Leiba foi morto com um disparo no coração em Hendaia.
20/Nov/1984. Santi Brouard, foi morto a tiro durante uma consulta médica em Bilbau
24/Dez/1985. Tiroteio em Biarritz mata Roberto Caplanne

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terça-feira, abril 05, 2011

"Dizer à Máfia que não pagamos"

Cada português deve 28 mil euros graças a ele”. Vem na capa de hoje do semanário de extrema direita “O Diabo” - o “ele” é o Sócrates da entrevista de ontem que deixou perpassar nas fracas audiências do programa que o Poder precisa de mentiras novas porque as antigas já estão gastas (José Sócrates dizia em 2008 que não haveria crise, agora admite contabilizar os prejuízos da nacionalização do BPN no orçamento de 2008 “o ano em que começou a crise”).

Para mentiras novas chega então um inopinado agente “da esquerda” com o recado básico e lapidar que é preciso “dizer à Máfia que não pagamos”. Com duas expressões verbais e dois sujeitos (“Nós” e a “Máfia”) é uma obra de arte mentir tanto com tal economia de palavras. O rapaz, que é colunista do Expresso (falamos de Daniel de Oliveira) vai longe e o patrão Balsemão (o agente Bilderberg para Portugal) esfrega as mãos de contente porque emprega um tipo do Bloco de Esquerda.
Analisemos então o espírito do Diabo (devemos) e do Oliveira (não pagamos).

Regra geral cada português comum não deve nada. É honesto, tudo o que tem paga, ou está em vias de pagar, senão o Estado expropria-lhes os bens e põe-os em leilão - fica de tanga, não segundo a tanga colectiva da filosofia Durão Barroso, mas a tanga de cada sujeito por si à sua vez consoante imcumprisse. Porém, cada caso por si, de cada Sujeito, não integra o individuo num conjunto homogéneo que resulte num “Nós”. O sentido implícito da bojarda oliveiresca:“nós não pagamos” cria um protesto simbólico, sem eficácia concreta, mentiroso. Parte do principio que “nós é que mandamos no Estado, ou que é possível alterar a relação de domínio deste sem um corte revolucionário. Cada “Sujeito” é isso mesmo, alguém que está sujeito na sua consciência individual ao constrangimento social imposto pelo aparelho ideológico do Estado. Ao admitir que “o Estado” neoliberal somos “Nós” a ideologia opera sobre e dentro dos indivíduos através de e como mecanismos ideológicos de sujeição, transformando “os indivíduos em sujeitos”. Apela-se ao individuo “não pagamos” quando de facto se pagamos, como pagamos ou não pagamos dívidas que não foram contraídas por indivíduos avulso, é a clique que domina o Estado quem decide. E é “com a dominação dos aparelhos ideológicos de Estado que a elite burguesa reproduz a sua lógica de dominação desigual não inclusiva de grande parte de pessoas na sociedade e procede à reprodução capitalista das relações de produção” (Althusser).

os Aparelhos Ideológicos do Estado em geral são compostos pelo governo, partidos políticos constitucionais, pela administração fiscal, as forças militares, pela igrejas e misericórdias, forças policiais, o sistema judiciário, o sistema penal, etc. Acrescente-se em lugar de destaque remunerado o Oliveira (e já agora o Rui Tavares pró-intervenção NATO) - “é com finalidades ideológicas bem precisas que a filosofia burguesa se apoderou da noção jurídico-ideológica de Sujeito para dela fazer uma categoria filosófica número um”. Ao passo que a noção de sujeito “não tem nenhum sentido para o materialismo dialéctico, que pura e simplesmente a rejeita, como rejeita (por exemplo) a questão da existência de Deus”. E ao contrário dos cronistas da ilusão do "Sujeito" com uma autonomia de decisão inexistente, a filosofia marxista deve romper com a categoria idealista de “Sujeito como Origem” de problemáticas que só têm resolução através da Sociedade como um todo
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segunda-feira, abril 04, 2011

A opinião da escola judaica (the Money Gang)

“Não haverá missão multilateral na Líbia. Mas a América está conectada com a defesa dos interesses nacionais europeus” (by the CIA)

Apesar disso, o historiador Ian Kershaw diz que “os Fantasmas do Passado Fascista estão de volta à Europa”. A reedição da história como farsa toda a gente a vai reconhecendo, se antes foi assim, agora é assado. Citando:

“Envolvidos pelas falências de bancos e por protestos de rua, situações que não eram vistas desde a Grande Depressão, a Europa parece estar preparada para um renascimento fascista. O pretexto deste século: os imigrantes muçulmanos. Está o velho continente pronto para um renascimento do fascismo?
As ondas sísmicas provocadas pelos ataques do 11 de Setembro nos Estados Unidos não deixaram nenhum país incólume. A Europa imediatamente se tornou parte da proclamada “guerra contra o terrorismo”, liderando o envolvimento nas dispendiosas, expansivas e altamente fraccionárias operações militares no Iraque e no Afeganistão. Os ultrajantes actos terroristas em Londres e Madrid mostraram que nenhuma capital europeia estava a salvo de bombistas suicidas. Nas consciências públicas, a ameaça proveniente do terrorismo islâmico tomou o lugar do velho papão do “medo dos comunistas”

Ian Kershaw, discípulo do pró judeo-sionista Projecto Bavaria, como parte interessada e ao serviço desta interpretação oficial é tendencioso, como lhe compete. Como “historiador” é fraquinho, na medida em que cozinha uma caldeirada de factos à moda neocon cuja autoria não está documentada. E como as fontes não estão disponiveis, ou porque as ocultam ou destruiram, podem surgir outras interpretações tão legitimas quanto a dos funcionários judeo-neocons. Como por exemplo esta:

No relacionamento politico económico entre o imperialismo dos EUA e a sua correia de transmissão na Europa existiu no principio da década um determinismo no sentido de reforçar o poder do capitalismo global sujeito à bancarrota do sistema a partir do centro especulativo de Wall Street (Dolar) e da City de Londres (a Libra).
Dispondo de meios de controlo sobre o coração económico europeu, a Alemanha, este grupo determinou a criação de uma moeda de refúgio, o Euro, que deu inicio ao propositado processo de decadência do estilo de vida das classes médias europeias.

O acto terrorista de 11 de Setembro de 2001 perpretado pelos fascistas saidos do golpe-de-Estado de George W. Bush nos Estados Unidos deu o tiro de partida para as operações. Os governos centrais da Europa, a França de Jacques Chirac e a Alemanha de Gerard Schroder sabiam da fatalidade que o clã Bush (a governar desde os anos 80) pretendia impor à Europa (livre da ameaça soviética desde 1989) mas, por obrigação do Tratado do Atlântico Norte, aderiram à invasão do Afeganistão (aceitando colaborar no conto da carochinha da Al-Qaeda), porém recusaram subscrever a invasão do Iraque que eventualmente não estaria no acordo inicial, mas que os apaniguados do PNAC, à revelia da Europa, já tinham elaborado ainda antes da sua chegada à Casa Branca. Chirac e Schroder foram paulatinamente removidos e substituidos por governos pró-Sionistas mais maleáveis em França e na Alemanha.
Sacrificio

Mas, como se sabe, houve outros europeus que assinaram a Nova Ordem Mundial por baixo, o incontornável Tony Blair e o neofascista José Maria Aznar (precisa- mente os dois governantes dos locais onde se reeditaram os dois mini-11/9, um em Londres, o outro em Madrid) e dando guarita a tão importante pacto, o primeiro ministro de um país onde tradicionalmente não se passa nada, a não ser o aumento da miséria. Lá em confirmar esta última fatalidade para Portugal acertaram os judeus do conglomerado de bancos norte americanos que resolveram imcumbir a maçonaria europeia de implantar e gerir o Euro. Quanto ao fascismo na Europa, o britânico Ian Kershaw (“sir” pelos bons serviços prestados à causa) não andará muito longe do palpite. Ele sabe, não é um palpite, é uma certeza
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domingo, abril 03, 2011

Portugal é um país europeu com um grau de desenvolvimento assinalável

Os miseráveis fundos de ajuda FMI/BCE que ponham os olhos nos muitos milhares de reformas milionárias de exaustos funcionários profissionais da Politica, onde não é qualquer um que sobe por obra e graça de um qualquer diploma mas por mérito no desempenho em proteger os guardiões do Estado, com a ausência de peso do aparelho fiscal onde por exemplo na região off-shore da Madeira apenas 2 por cento são ainda sacrificados a pagar impostos, enfim, um país onde só não vai jantar fora quem não quer

Bardamerda