Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
Rui Tavares juntou um grupo de eurodeputados de várias tendências politicas e chamou ao recém nascido projecto bloguístisco "The Lisboners" - lida a apresentação o que pretende Rui Tavares dizer com frases feitas e de efeito bombástico?? como esta: “back in the old days, we had no power in the European Parlament and we only discussed big things; now we have lots of power and we only seem to discuss small things” - ao citar que "agora temos montes de poder" quererá o nosso eurodeputado referir-se ao poder adquirido por todos "os lisbonenses" com o Tratado de Lisboa? que os que se conseguem alcandorar à área do Poder "apenas discutem coisas menores" parece estar certo. Pelo menos parece ser o caso das previsiveis sonsas prosas dos 9 redactores de "The Lisboners". Será que Rui Tavares pretende que o texto saído da revisão da constituição europeia à revelia dos povos foi feito de forma democrática?, pretender que todos os europeus sejam "lisbonenses" é inquestionável?... e o que há agora a fazer é andar para a frente sobre o crime juridico fundacional? ou desmanchar o baralho e dar de novo? Sabendo-se que na órbita de Bruxelas e do Parlamento Europeu se movimentam cerca de 20.000 lobyistas, quem é de facto Rui Tavares e que interesses politicos representa?
Gerardo Pisarello, professor de Direito Constitucional:
“hoje crédito não temos, dinheiro também não – pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior de sempre – e sem cura” (Eça de Queiroz, 1891)
Finalmente!, as medidas impostas do exterior ao “Governo português” vão obrigar a resolver o processo do envolvimento do actual 1º ministro no caso de corrupção por suborno para a construção do Freeport; E (não esquecendo o Portucale do BES/CDS) vai igualmente condenar os responsáveis pelo escândalo da fraude financeira que envolveu responsáveis do PSD com funções ao mais alto nível do Estado e pôs Portugal à beira da Bancarrota. Encobrimento com encobrimento se paga, “troika queria a falência do BPN mas Sócrates segurou o banco” (Público 6 de Maio pag. 8). O grande conglomerado PS e PSD tem boas razões para se conluiar num acordo clandestino para tentarem os dois juntos e “um contra o outro” ludribiar o povo. E, ao que se sabe, quem anda a concertar esse acordo pelos bastidores é um clássico: o Botas democrático Mário Soares.
os “Programas de governo” dos traidores
Com as despesas todas pagas pelo PSD um grupo de expertos ligados ao neoliberalismo – o movimento Mais Democracia com Catroga, o ex-ministro das finanças de Cavaco Silva à cabeça – anda há meses a congeminar um programa eleitoral e concluíram que quando lá chegarem (se chegarem) vão querer “aproveitar a crise para mudar radicalmente as estruturas do Estado”. Hoje em dia quem queira saber as linhas com que nos vão cozer tem de ler a imprensa estrangeira – e assim se soube que os do PSD são mais papistas que o Papa: a direita de Passos Coelho/PSD-CDSpropõem reformas mais drásticas que o próprio FMI. O professor Marcelo diz na TVI que "é preciso explicar que o programa do PSD tem dimensão social (outra refinada aldrabice). O ministro do governo diz "não acho que o FMI seja neoliberal". Por esse outro lado, ou seja, pelo mesmo lado o programa eleitoral do Partido dito “Socialista” puxa dos galões na aldrabice crónica institucional enviando à comunicação social o ministro da psicologia Augusto Santos Silva com o recado que “a Troika não pode impor medidas que violem a Constituição” (Jornal de Negócios 29 de Abril pag. 44) quando afinal o FMI-EU-BCE vieram dizer quando divulgaram o memorando que “certos aspectos da Constituição terão de ser mudados para que os objectivos do programa possam ser cumpridos”
Censura. Enquanto os cinco partidos com acento parlamentar debatem entre si e em horário nobre, os canais de televisão querem relegar as outras candidaturas para horários menores e para o canal 2. Qualquer candidatura extra-parlamentar jamais terá oportunidade de expor as suas ideias e confrontá-las com as dos partidos institucionais que são responsáveis pelo estado de calamidade a que o país chegou. O objectivo da censura e marginalização tem um propósito: eternizar no poder os 5 partidos com assento no Parlamento, não existindo neste contexto a menor possibilidade de alteração das politicas neoliberais que vêm sendo seguidas por mais de 30 anos. Vamos levar a voz da Luta popular e da dissidência ao Parlamento
Que podem as manifestações ordeiras e bem comportadinhas de uma esquerda reformista de convívio com o neoliberalismo e zeladora da Ordem como acção para modificar o mundo em que vivemos? Muito pouco!, A revolução é um desfile?
Onde e enquanto vigorar o Capitalismo o conceito original de Democracia estará sempre subvertido. Diz Marx no primeiro capítulo de “O Capital”: “a riqueza das sociedades onde impera o regime capitalista de produção surge-nos como um imenso arsenal de mercadorias”. Hoje em dia é dos Mercados para essas mercadorias e da liberdade de acesso a esses mercados que trata o sistema politico a que chamam de “democracia” – como se a liberdade na diversidade dos milhões e milhões de pequenos produtores não estivesse cerceada e pudesse competir com a hegemonia dos grandes monopólios que concentram o consumo nas grandes superfícies comerciais em investimentos de milhares de milhões para os quais a Banca sempre encontra crédito [Como se sabe, os homens mais ricos nos países capitalistas são normalmente os donos das mega-cadeias de distribuição]. Pouco importa aos decisores do poder se esse “Mercado” (dito “livre”) tenha perdido os seus valores iniciais e fosse adquirindo o carácter selvático que hoje o caracteriza (1). A existência ou não dessa liberdade na esfera da produção não conta para nada. Para quê a preocupação com a lei do Valor de Marx se hoje a “liberdade” é medida, na óptica dos gestores capitalistas (2), não pelo valor das mercadorias e serviços mas pela quantidade de papel-moeda impresso?
Mais eficaz que qualquer desfile ou manifestação cívica respeitadora e ordeira tendo em vista "transformar o mundo e não apenas em filosofar sobre ele", seria uma greve ao consumo nas grandes superficies comerciais - que são a base de sustentação dos grandes monopólios multinacionais (3). Comprar apenas local aos produtores locais no comércio tradicional e, já que estamos condenados a fazer sacrificios, comprar apenas produtos portugueses. Uma surpresa para a qual "a nossa Europa" dos patrões não estaria decerto à espera.
Josephine Meckseper fez esta fotografia na década de 70 colocando em contraponto um grupo de manifestantes e um caixote extravasado do lixo que o evento produziu. Na prática os manifestantes estão a ajudar o paradigma de consumo capitalista que pensam criticar
notas
(1) “Tempos de Barbárie”, António Doctor, in “Politica Operária”
(2) Na economia neoliberal por cada dez dólares impressos, 9 são destinados a cobrir a especulação e apenas 1 dólar é indexado ao pagamento de mercadorias e serviços.
(3) "Um dos mitos propagandeado pelos diáconos do capitalismo e apropriado acriticamente por muitas ONGs é o do consumo responsável. Este mito diz-nos que podemos mudar o mundo pelo consumo, usando o nosso dinheiro para “votar” em produtos ecológicos. Assim se transfere a responsabilidade pela crise ecológica dos produtores para os consumidores e se cria a ilusão de que vivemos numa “democracia de mercado”. Obviamente, a realidade é muito diferente. No mercado, quem deveria determinar o que é produzido e o modo de produção é o produtor, não o consumidor. Ninguém nos perguntou se queríamos que as empresas destinassem o dinheiro que lhes damos à invenção de novos produtos electrónicos, como I-phones ou televisores plasma, ou ao desenvolvimento de produtos electrónicos mais eficientes no uso de energia. Ninguém nos perguntou se queríamos viver numa sociedade dominada pelo automóvel, se queríamos que a electricidade que entra em nossa casa fosse gerada maioritariamente por combustíveis fósseis ou se queríamos passar os fins-de-semana enfiados em grandes superfícies comerciais". (Ricardo Coelho, Informação Alternativa, Agosto de 2010) .
Nas próximas eleições, vamos punir exemplarmente os partidos que têm desgovernado o País. Vamos votar diferente! "... apesar da gigantesca campanha de intoxicação em curso, visando fazer crer aos Portugueses que eles só têm a opção de escolher, entre o PS e o PSD, qual o Governo em melhores condições, leia-se, com maior capacidade de repressão para aplicar as medidas já previamente definidas (comunicadas pela troika em inglês), temos de continuar a apelar a que o Povo Português não deixe que lhe usurpem a sua capacidade de pensar e a sua soberania(...) não vamos aceitarum acordo de traição provocatoriamente apresentado como sendo “bom para o Povo"! Vamos levar Garcia Pereira a Deputado para que esta mensagem possa de viva voz ser ouvida por todos
Festivais de cinema mascarados de “indiependentes” com o patrocinio da Caixa Geral de Depósitos e subsidios de entidades oficiais correm o risco de se tornarem cada vez mais infrequentáveis
O realizador francês Olivier Assayas no documentário “Carlos” que é exibido hoje no IndieLisboa tenta, e para isso obteve 14 milhões de financiamento, distorcer na tela o perfil completo do dissidente Ilitch Ramirez Sanchez, um venezuelano que na década quente da aplicação da “Operação Gládio”à dissidência politica progressista na Europa nos anos 70 se assumiu como combatente radical contra o capitalismo global que nos trouxe até à presente situação
Ilitch Ramirez Sanchezcumpre pena em França desde que foi preso no Sudão em 1994, encarcerado e condenado a prisão perpétua. Ao tomar conhecimento da existência do filme “Carlos”, estreado no festival de Cannes de 2010, o activista venezuelano pediu à Justiça francesa que o autorizasse a ver o filme antes da sua exibição nas salas comerciais. A Justiça, porém, negou tal pedido por considerar que isso seria "radicalmente contra a liberdade de expressão", negando à figura-alvo da manipulação o direito de contestar a liberdade de o utilizarem. Porém, em entrevista à imprensa francesa Ramirez Sanchez conseguiu afirmar que o guião do filme não é fiel aos factos. "Li o guião, contém falsificações voluntárias e irrisórias. É uma manipulação e é uma mentira deliberada (…) peço ao seu intérprete que não faça propaganda contra-revolucionária”, disse. Por exemplo, de acordo com este filme de 2010, a acção de sequestro de 11 ministros feitos reféns na reunião da OPEP de 1975 em Viena teria sido encomendada pelo ex-presidente iraquiano Saddam Hussein (na época um colaboracionista com o imperialismo norte-americano) mas de facto, segundo o próprio Ramirez Sanchez a acção foi subsidiada pelo lider da Libia Muammar al-Ghadafi (que na época era um activista dos povos do 3º Mundo contra o capitalismo neoliberal emergente)
Obviamente, a imprensa corporativa trata Ilitch Ramirez Sanchez como “Carlos, o Chacal”, «revolucionário profissional» e o terrorista venezuelano que trabalhou para a causa Palestiniana (de facto era membro da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e tentou alvejar um avião da israelita El-Al em Paris-Orly), “colaborador com o governo Soviético (1) e participante numa série de atentados que aterrorizaram a Europa (2)”. Infelizmente, por decadência própria, nós sabemos bem quem é que actualmente aterroriza os povos da Europa.
amostra de um mundo Falsificado:
(1) contrariando o que diz o filme, Ramirez Sanchez afirma que nunca se reuniu com o chefe da KGB, Yuri Andropov, em 1978 com a finalidade de atentar contra o presidente egipcio Anwar al-Sadat. Como se sabe a Paz não servia os interesses expansionistas de Israel. (e precisamente a França deu uma ajudinha à causa sionista através do France-Stanford Center) (2) Na ressaca da derrota no Vietname, foram arrasadas as lutas populares e anti-colonialistas na década de 60, quando a Operação Gládio implementada pelos norte-americanos pelas chamadas forças “Stay Behind” que no inicio deram forma à NATO, destruiu a esquerda na Europa pela diabolização das Brigadas Vermelhas, Baden-Meinhof e ETA, o IRA, entre outros, atribuindo-lhes acções falsas. O caso só veio a ser descoberto alguns anos depois no célebre julgamento de Bolonha, quando réus e testemunhas confessaram terem sido contratados pela CIA para realizarem actos terroristas sanguinários cuja autoria era depois atribuida às organizações revolucionárias.
O mundo Realexplicado pelo presidente Hugo Chávez: “este verdadeiro revolucionário, como venezuelano era também palestiniano; e há tantos palestinianos que têm sido assassinados,, que continuam a ser assassinados!”:
"a Casa Branca admitiu esta terça feira dia 3 em comunicado que o "lider terrorista" bin-Ladennão estava armado no momento da sua morte". Olha a novidade, muitos sectores de opinião acham até que ele esteve presente na importante reunião do quartel general de Obama que assistiu em directo à sua liquidação física - Ó pra ele, em pé, o segundo a contar da esquerda. Na fotografia oficial da Casa Branca bin-Laden foi apagado. Antes deste extraordinário evento mediático, como diria Shakespeare: "Too Much Ado About Osama Bin Laden", o indice de aprovação da governação Obama já descia há 5 meses consecutivos sendo actualmente apenas de 42 por cento
"Sócrates, nesta sua comunicação ao País, sem direito a perguntas e feita no intervalo de um jogo de futebol (?!), falou bastante do que supostamente não consta do “acordo” que, nas costas do Povo Português e contra os interesses deste, terá fechado com a Troika. Mas não falou, nem permitiu que lhe fizessem perguntas sobre questões simultaneamente tão simples e tão importantes como estas: Não se prever redução do salário minimo nacional representa que este se vai manter nos actuais e miseráveis 475€ por quanto tempo? Qual o montante exacto da divida pública soberana, qual a taxa de juro deste empréstimo e que garantias do respectivo pagamento deu o Governo? (ler o resto aqui)
Eugénio Rosa: "O estado a que Portugal chegou, porque chegou e como sair dele. Contributos para o debate nacional" (2ª Parte do estudo)
Vicissitudes do capitalismo
* Lê-se no Público.es que a fabricante automóvel espanhola SEAT, face a um prejuizo de 104 milhões no ano de 2010, quer "vincular os salários às perdas verificadas nos resultados". O curioso é que este tipo de empresas quando aumentam os lucros nunca querem indexar os salários a esses resultados. Só o pretendem fazer nos cenários de crise
*Torres Couto (PS) disse hoje no Fórum da TSF, muito clara e violentamente que "quem governa Portugal são as agências de marketing". Ok, até podemos estar de acordo, sem deixar de notar que antes quem governou tem sido gente como ele que põe e dispõe do erário confiado ao Estado para se governarem a seu bel-prazer. Portanto, salvo desmascarar os falsos "sindicalistas" não há nada de novo para a classe dos trabalhadores .
"Declarem vitória e dêem por terminada a "guerra contra o terrôr"
Esta é a mensagem explicita veiculada pelo influente Financial Times na gigantesca campanha mediática em curso para a reeleição de Barack Obama. É apenas disto que trata a "morte" do inimigo público nº1 - de Osama para Obama, é de consolidar o modelo de Estado Securitário implementado por George W. Bush e "legalizado" pela alterações introduzidas na 2ª Emenda da Constituição que se trata. E a Constituição norte americana serve, naturalmente, de referência para todos os paises tributários.
Quanto menor é a ameaça mais as forças de segurança da Ordem não param de crescer. O que significa que a guerra não é contra um qualquer bin-Laden, mas contra a possibilidade de organização e revolta do cidadão trabalhador comum.
Se o empirismo mediático trabalha os espíritos comuns e os leva a aceitar percepções inexistentes (um super batalhão de repórteres nunca viram "bin-Laden" algum durante uma década? excepto este agente duplo, quando até o mais esforçado pacóvio descobre que o Telmo do Big-Brother é candidato a deputado por uma coisa que dá pelo nome de "partido socialista"?) ... depois do jornalismo do dia seguinte, há os orgãos de informação determinantes, aqueles que tratam da formação do conceito acabado do Modelo Securitário. Uma semana antes do abate figurado ao activo do simbolo do consórcio Bin-Laden-CarlyleGroup-Mormons Bushistas, a Time Magazine dedicava a capa e oito páginas no artigo principal à segurança interna na pessoa do Director do FBI: "o caçador de terroristas que controlou o complot emergente do 11 de Setembro nos últimos dez anos". No corpo do artigo descrevem-se ameaças como condutores de táxis muçulmanos que conspiram, ensaios de bombas em solas de sapatos, armas de destruição em massa transaccionadas por paquistaneses em becos do Bronx, pizzas armadilhadas - enfim, tudo menos as mansões de luxo dos "bins-ladens" da Reserva Federal e Wall Street.
Dados concretos na implementação do Estado Securitário
Desde 2001 a divisão criminal do FBI aumentou o número de agentes de segurança de 1 para 3. o que é normal numa sociedade onde o desespero social cresce mais que essa proporção. 20 por cento desses efectivos (que no inicio do mandato de Bush eram 5.877 agentes especiais), foram transferidos da secção de assaltos, gangsterismo sobre bancos, máfia e crimes de colarinho branco para outras divisões. Faz sentido... se os assaltos a Bancos são controlados pelos próprios administradores porquê gastos desmesurados com tanta policia? A brigada Anti-Terrorismo acolheu 5.026 dessas transferências: um aumento em pessoas, materiais e dinheiro de 106% em dez anos. O número de analistas criado nas secretas de informação que coligem dados sobre os cidadãosaumentou 205 por cento para 3.118 experts. O número de informáticos (996) que serve o sector cresceu 108 por cento e uma nova categoria de investigadores (580) foi criada para "estudar ameaças ainda não conhecidas". Olha, se calhar sou eu. Temos de avisar a malta da Tasca do Perigoso que fica ali para os lados de Grândola
confrontados com as normas securitárias "o Partido luta por uma República dos Trabalhadores e Camponeses mais democrática, na qual a policia e o exército permanente serão completamente abolidos e substituidos pelo povo em armas, por uma milicia universal. Os oficiais não só serão eleitos mas estarão sujeitos a serem revogados em qualquer altura a pedido da maioria dos eleitores. Todos os oficiais, sem excepção, serão pagos a uma tarifa não superior ao salário médio de um operário competente" (Lénine, Contribuições para a revisão do Programa do Partido, Maio de 1917) .
por impossibilidade de sobrevivência da impostura, Osama bin-Laden foi "assassinado" como lider da inventada obra da CIA al-Qaeda, nascida pela mão do secretário de Estado norte-americano Zbigniew Brezinzski (um "democrata", actual conselheiro de Obama) algures na fronteira do Paquistão em 1979 na mira da expulsão dos aliados soviéticos do Afeganistão durante a Guerra Fria. Lider carismático finado algures na fronteira do Paquistão, zona rica para o narcotrático made-in-CIAna linha de abastecimento ao Ocidente(nomeadamente os EUA). Milhares de pessoas comemoram o feito na praça de outra grande impostura: o GroundZero novaiorquino (1). Porém, passado o primeiro foguetório, não será crivel que "a-Rede" al-Qaeda morra... a organização faz falta para molhar com chuviscos de estupidez a moleirinha de parolos. Morra bin-Laden, Viva a al-Qaeda de bin-Laden! - alguém do Pentágono que envie um e-mail ao presidente Barack Obama (2) - não seria para acertar os pormenores da sua morte, ressurreição e beatificação que o geronte-judeu Henry Kissinger (um "republicano") reuniu ainda há poucos dias com a secretária de Estado Hillary Clinton?
(1) Todos aqueles que se atrevam a contestar a veracidade dos factos ocorridos e relatados oficialmente sob a égide de George W. Bush em 11 de Setembro de 2001 serão incluidos nas listas de suspeitos de terrorismo e tratados como delinquentes de delito comum(fonte)
(2) Justiça foi feita! afirmou hoje com a habitual destreza das palavras escritas nos telepontos o bebé contratatado para presidente dos Estados Unidos, popularizado com o nickname "Osama Bushbama". Vejam bem, camaradas, que até o bebé é falso! não nasceu nos Estados Unidos, nasceu no Kenya e por isso, à luz da Constituição, nunca poderia ter ocupado a Presidência (que é vedada a estrangeiros).
Os pormenores da legalização do parto pretensamente realizado em Honolulu (colónia-Estado do Hawai) mostram que o certificado emitido regista o bebé Barack Obama (nº 10.641) como sendo de etnia"Africana" (African) quando essa designação só foi adoptada a partir de 1968 no final da longa luta contra a descriminação racial nos EUA que culminou com o assassinato de Martin Luther King precisamente em 1968. Ora Barack Hussein Obama nasceu sete anos antes, em 1961, quando às cédulas de nascimento emitidas aos "coloured" era ainda dada a classificação étnica de "Negro" - face à onda de contestação popular contra a fraude politica do prometido messias Obama, a Casa Branca viu-se recentemente (27 Abril) na obrigação de desmentir estes factos, tornando pública a certidão de nascimento do Presidente (1ª gravura acima). É a cópia de um documento falsificado(os pixels não mentem). Mais simples que isso, o modelo dos certificados na época era bem diferente como mostra a 2ª gravura (em baixo), de um nasciturno dado à luz na mesma maternidade apenas três partos antes de Obama (com o nº 10.638). Basta comparar as duas. (fonte)
precarizado, há morte depois da vida, prepara-te, fica pronto para o dia de natal, “nalgum topo de montanha no Paquistão”; vejo-me morto, preenchendo formulários e aguardando em filas de espera. Há vida após a morte. Poder, Glória e História, tudo se despenha. (...) assim começa a letra de "Uma questão para os Anjos": Um peregrino atravessou em romaria a ponte do Brooklyn/ com os seus ténis rasgados/ na hora em que os sem-abrigo removem os seus cobertores de papelão/ e um novo dia nasce”
Objectivos da "Revolução de 25 de Abril de 1974": "Sou o Chefe de Estado dum país que, depois de humilhado por meio século de ditadura, soube iniciar na longa noite de 25 de Abril uma revolução sem sangue que outros classificaram de a mais pura do século. Estamos perfeitamente determinados a salvaguardar a pureza dos principais objectivos revolucionários: - Devolver ao Povo Português a dignidade perdida, implantando condições de vida mais justas, com instituições democráticas pluralistas legitimadas na vontade do povo livremente expressa; - Iniciar o processo irreversível e definitivo de descolonização dos territórios sob administração portuguesa. Não mais admitiremos trocar a liberdade de consciência colectiva por sonhos grandiosos de imperialismo estéril. A nossa revolução, iniciada com o 25 de Abril, apesar de embaraços e dificuldades, continua a demonstrar o alto civismo do Povo de Portugal [...] Nestas condições, estou à vontade para afirmar solenemente que o Governo Português tem intenção e capacidade para cumprir, na letra e no espírito, a Carta das Nações Unidas e todos os compromissos internacionais, políticos, comerciais ou financeiros a que se encontra vinculado" (Discurso do Presidente da República Portuguesa, Costa Gomes, na ONU, em 19 de Outubro de 1974)
Reinvindicações do PCTP/MRPP nesse mesmo ano: "Paz, Pão, Terra, Liberdade, Democracia, Independência Nacional" .
Em periodo da mais grave "Crise" desde os factos que despoletaram a 2ª Grande Guerra Mundial, a cerimónia em si do casamento dos sucessores na gordurosa Monarquia britânica custou ao erário público na gestão do acto mais securitário de sempre na capital londrina a quantia de20 milhões de libras. Mas se analisado em termos dos 4 feriados decretados, as mediáticas farras comemorativas afectam a economia inglesa em5 mil mihões de libras. Vão mandar tropas para onde para reaverem o dinheiro? .
“Há uma parte do eleitorado que quer ser enganada” (Miguel Relvas) ou “a abstenção é a maior aliada de Sócrates” (Paula Teixeira Pinto "BCP" da Cruz) são desabafos que levam estas duas personagens a pensar que os abstencionistas não compreendem a natureza do que lhes está a acontecer? Pensarão estas aventesmas que a presumível intenção de voto dos que se abstêm é propriedade integral do PSD?
Silvio Navalón Mañalich no Rebelion:
“Mais perto de nós, afogado na especulação está Portugal. Um país cada vez menos soberano nas mãos dos poderosos sem rosto. Uma economia debilitada pela construção de uma Europa em que as pessoas são meras marionetas do capital. Tudo começou desmanchando a sua actividade produtiva nos anos 80 para acabar dependendo por inteiro dos países mais fortes da vizinhança, incluindo a Espanha. Condenou-se Portugal a ser um receptáculo de turismo nórdico e ponte para se chegar às suas antigas colónias, tanto em África como no caso do Brasil. Não têm faltado corruptores, corrompidos e especuladores que têm ganho dinheiro à custa disso e que enformam uma sociedade profundamente dualista.
Em Portugal continua a haver ricos e muitíssimo ricos, pobres quanto baste e muito pobres. Um país cujo sistema fiscal se afirma por “zorros” que assaltam sempre em detrimento da maioria e a favor de um punhado de poderosos. Recorde-se que o IVA está nos 23% com a quase certeza de subir para os 25%. Isto demonstra as claras injustiças redistributivas dos impostos indirectos É certo que nestas circunstâncias, os gastos sociais têm sido e são uma boa parte das despesas do Estado. Porém ninguém imagine que o são pelo que recebem os seus cidadãos, que são os mais afectados. O salário mínimo interprofissional situa-se abaixo dos 500 euros e o nivel de pensões mínimas em 375 (embora não seja cumprido, porque há milhares de pensões entre 200 e 300 euros). Os sistemas de Educação e Saúde públicas não são nenhum luxo, a maior parte das auto-estradas são pagas e não existem comboios de alta velocidade. Apesar de tudo isto, os três planos de austeridade aprovados, o quarto falido e os presumíveis ajustes da Troika apontam sempre para os mesmos. Assalariados em geral, funcionários públicos em particular, pensionistas… deixam boa parte da população num nivel de subsistência para que sejam devolvidos os juros de uma dívida que não criaram nem da qual disfrutaram. Outro capitulo é o interesse pelas privatizações. Recorde-se aqui que as empresas públicas (a petrolífera GALP, a eléctrica EDP, a gestora de aeroportos ANA, a linha aérea TAP e as telecomunicações PortugalTelecom) representam uma bom negócio para serem compradas a preço de saldo… e abutres não faltam. São os mesmos abutres que tornaram possível a dívida privada de Portugal que atinge os 220 % do PIB, à frente da dívida pública que é de 97,2 % nas últimas revisões. Quer dizer que os especuladores se baseiam na quantia da dívida que eles mesmo criaram para subir os juros dos empréstimos a Portugal e desste modo desmantelar as prestações sociais, desregular os direitos dos trabalhadores, privatizar para que se atinja a cobrança de juros e lucros. Trata-se de uma redonda manobra especulativa. O Banco Central Europeu cede-lhes o dinheiro a 1% e eles estão a cobrar a cerca de 10% e de caminho fazem com que as riquezas de um país cuja população se rendeu tenha sido desmantelada e não tenha capacidade de resposta Efectivamente a construção europeia significava perda de soberania dos Estado membros em algumas questões, por forma a conseguir uma unidade politica, social e económica. A Europa dos mercados impôs-se a si mesma e aqui não existem poderes que possam enfrentar a plutocracia. A moeda única tem sido um claro despesismo para os países periféricos. Agora o que se apresenta para Portugal é a perda total da sua soberania. É um autêntico golpe de estado.
(…) o que fica aqui assinalado não deixam de ser indícios. Jogam contra o medo, na clara desconfiança no papel da democracia e na falta de meios de comunicação, todos eles na mão do arco de governabilidade. A chave para que se produza uma inversão é a da participação democrática dos “indignados”. Se existe uma transferência de votos e votam todos os que se propõem abster-se, poderia ocorrer algo similar ao que se está a passar na América Latina” (fonte original) .
Primeiro caiu a Grécia, depois caiu a Irlanda, Portugal acabou de cair e a seguir é a Espanha. Para entender qual é o verdadeiro objectivo e consequência da entrada do FMI na gestão de paises até aqui soberanos, é essencial ver "A Doutrina do Choque - A Ascenção do Capitalismo de Desastre", um filme baseado no livro de Naomi Klein (2007). O capitalismo de desastre não é um novo tipo de capitalismo, um novo sistema, "mas é um sistema aperfeiçoado de resposta à crise. Essa exploração organizada das situações de crise, de calamidades públicas e de desastres ecológicos, afecta as colectividades humanas, paralisa os grupos sociais e as pessoas diante do medo, tornando-as impotentes diante da realidade, para que o capital tire proveito desse medo e obtenha lucros cada vez maiores” (Vânia Cury)
Com efusivas saudações ao camarada que legendou o filme em português (1h;18min;38seg)
Até aqui, invadir países com forças armadas para apoderar-se dos seus recursos naturais era ilegal, segundo a Convenção de Genebra. Invadir paises através de funcionários financeiros do FMI também deveria ser. Mas as elites politico-partidárias em geral há muito que se venderam ao novo paradigma. Significa que a gigantesca tarefa de reconstruir as infra-estrutura destruidas (por exemplo no Iraque ou na Líbia) "devia ser da responsabilidade financeira dos invasores. Em vez disso, o Iraque está obrigado a vender 75% de seu património nacional para pagar as contas de sua própria invasão e ocupação ilegais". A análise é da Naomi Klein na "Carta Maior"
* Dos prisioneiros capturados e levados para a prisão militar dos Estados Unidos em Guantanamo como "combatentes inimigos", mais de metade não tinham a menor ligação com os actos por que foram presos e acusados (al-Jazeera)
"Quando o cidadão comum diz hoje na rua, e cada vez mais, que "isto está a precisar é de um novo 25 de Abril, mas desta vez a sério!", está afinal, e mesmo que disso se não dê conta, a mostrar que já fez o balanço dessa experiência histórica, e aprendeu com ele e sabe como é que as coisas não podem correr da próxima vez"