Pesquisar neste blogue

domingo, julho 17, 2011

The Jew (O Judeu) pela parceria Dood Pard-Mundo Perfeito, peça de teatro integrada no Festival de Almada

Numa ilha de quinquilharia construida pelos actores em palco o judeu Barrabás afadiga-se em organizar, instrumentalizar e gerir o negócio de extorsão de lucro sobre o trabalho de toda a gente.

A maior parte da tralha é francamente supérflua, e toda a gente, “progressivamente” tropeça e se afoga nela, mas é oportunisticamente necessária como pretexto para o enriquecimento da personagem.

A simplificação do titulo da peça para apenas “O Judeu” de certo modo apaga a conotação contemporânea do usurário, tradicionalmente capaz de todas as imoralidades e golpes baixos para dominar as economias, primeiro de grupos restritos, depois dos povos em geral. Usurários toda a gente os conhece, porém poucos sabem reconhecer que a metodologia usada na exploração do mal dos outros (o bem de uns poucos) se funda no sofisticado e secular esquema judaico de cobrar juros à cabeça sobre dinheiro emprestado.

"Quando a música parar, em termos de liquidez, as coisas vão ficar complicadas. Mas enquanto houver música, temos de continuar a dançar. Nós continuamos a dançar (...) Controversa e divertida, esta obra foi escolhida pelos criadores como o texto certo para uma reflexão sobre o poder e o dinheiro que quase sempre estão nos bastidores dos “confrontos de civilizações”, sobre a violência” (do programa)

O título, simplificado, refere-se à peça “O Judeu de Malta(The Jew of Malta) escrita por volta de 1590 por Christopher Marlowe (1564-1593). A versão original relata a história de um conflito religioso, de intriga, ganância, traição, crueldade e vingança que se desenrola tendo como pano de fundo a luta pela supremacia entre a Espanha e o Império Otomano no Mediterrâneo e a acção tem lugar na ilha de Malta, lugar de cruzamento de culturas e religiões, onde o dinheiro acaba por imperar como língua franca. (A riquíssima “Ordem de Malta”, com um estatuto contemporâneo similar ao do Vaticano, não nasceu de nenhuma abstração, mas da acumulação e herança de bens materiais em concreto)
Clássico da dramaturgia universal “O Judeu de Malta” de Marlowe (1) é considerada como a grande influência para a escrita de “O Mercador de Veneza” de William Shakespeare, a história do judeu Shylock historicamente mais facilmente entendível pelas elites elizabethianas de que já se falou aqui no intróito a uma Breve História da Banca Ocidental. A personagem Barrabás é uma alegoria, um fantasma de Séneca baseado na obra de Nicolau Maquiavel, que expressa a cínica visão do poder imoral quando diz: “entendo a religião como uma brincadeira para crianças, e tirar partido dela não é pecado, mas o simples uso da ignorância”.

Aqui o mercador judeu Barrabás é apresentado como um homem que tem mais poder que o resto de Malta inteira; porém quando os navios turcos chegam e exigem o pagamento de um tributo, Barrabás (o ladrão que simbolicamente trocou o lugar pelo Cristo na cruz) é espoliado e fica na miséria. Imediatamente ele inicia uma campanha engendrando a queda do governador espanhol de Malta que o roubou com impostos para pagar aos Turcos. Após várias peripécias Barrabás é condenado mas escapa à execução fingindo-se morto, colaborando então com uma facção da guarda avançada turca com a ajuda dos Cavaleiros de Malta no saque à ilha , acabando ele próprio por ser eleito pelo invasor governador de Malta. Contudo recusa o lugar, inútil para o fim de enriquecimento em vista.

(1) A peça agora “branqueada” simplesmente como “The Jew”, antes “O Judeu de Malta” foi intitulada originalmente por Marlowe como “A Famosa Tragédia do Judeu Rico de Malta" (“The Famous Tragedy of The Rich Jew of Malta”). Foi estreada muito depois da morte do autor, em 1633 na presença do rei e da rainha no Teatro de White-Hall em Londres.
(Para aprofundar o conhecimento sobre o tema está disponível uma resenha sobre a dramaturgia da peça e as personagens aqui, em inglês)
.

sábado, julho 16, 2011

o calcanhar do povo

as circunstâncias sociais e económicas afectam o que as pessoas pensam sobre elas próprias, as suas vidas, o mundo à sua volta, e assim a sua acção é feita em circunstâncias alheias às suas próprias escolhas: os homens constroem a sua própria história, mas não a fazem como lhes agrada; não a fazem em circunstâncias escolhidas por eles, mas em circunstâncias directamente enfrentadas, cedidas e transmitidas do passado” (Karl Marx)

“Vulcano Forja o Escudo de Aquiles”, Frans Floris, 1560

Dmitri Shostakovich – Sinfonia nº 5, New York Philharmonic, Leonard Bernstein, 1979

sexta-feira, julho 15, 2011

Alemanha afirma que "Crise grega põe em causa futuro do Euro"

O que pode parar a Austeridade? a Resistência!

Os trabalhadores gregos têm resistido. Enfrentam actualmente uma segunda ronda de severas medidas de austeridade que pretendem cortar mais 9 mil milhões de euros nos serviços públicos, acrescentando desemprego massivo e mais pobreza à sociedade.

Os meios mediáticos dos grandes negócios têm retratado falsamente essa luta, dizendo que se chegou à presente situação por culpa dos trabalhadores que “vivem acima das suas possibilidades”. Esta cruel distorção é produzida para justificar a pobreza resultante a que o povo grego será condenado, em vez de lhe dar voz para poder justificar o roubo pelos Bancos, pelo FMI e suas agências com o aval dos corruptos decisores da União Europeia.
Em 15 de Junho centenas de milhar de trabalhadores gregos, sob convocação da Frente Sindical de Todos os Trabalhadores (PAME) liderou uma greve geral, centenas de activistas do povo anónimo cercaram a praça do Parlamento e milhares de trabalhadores manifestaram-se por todas as cidades da Grécia. Entre eles, os jovens desempregados como sector mais aguerrido lideraram a linha da frente do combate, apesar dos distúrbios causados pela polícia que disparou bombas de gás lacrimogénio sobre a multidão. Apesar disto o Parlamento grego aprovou medidas previstas para satisfazer a Troika, para que os Bancos e os Ricos pudessem receber mais uma volumosa soma de dinheiro de “ajuda” a partir de 2 de Julho. Em resposta o PAME decretou nova greve geral de dois dias. Novas e tremendas acções de protesto são esperadas. Olhando para o futuro, desencadear-se-á um importante capítulo na história da luta dos trabalhadores na Grécia. E dela se retirarão tremendas lições para os trabalhadores no interior dos Estados Unidos. O sucesso da luta global está na sua revolta. Em 30 de Junho na Grã-Bretanha 750.000 professores, alunos e empregados escolares fizeram greve em defesa da devolução dos valores que se anunciam sere cortados nos seus fundos de reforma. Eles empunharam cartazes com palavras de ordem da luta na Grécia, nomeadamente o famoso banner exposto na Acrópole “Povos da Europa Levantai-vos!” A solidariedade internacionalista exige que esta bandeira seja também levantada nos Estados Unidos. As cadeias imperialistas serão quebradas, a vontade dos povos prevalecerá.

Na BBC um médico que participou nos protestos ao lado dos trabalhadores e estudantes na praça Syntagma declarava: “O povo definhará e morrerá devido a estas medidas. Muitos de nós não mais terá recursos para obter cuidados médicos”. Aleka Papariga, do Partido Comunista da Grécia (KKE) e também deputada no Parlamento grego, colocou as medidas de austeridade na mesma perspectiva quando disse: “O povo deverá lutar por uma solução com as suas próprias mãos e reaver aquilo que lhe é usurpado e lhe pertence””. [Os capitalistas] vivem bem, à custa do povo, porque as mais valias que eles roubam são desviadas em seu proveito durante o processo de produção”. (http://inter.kke.gr/). O KKE passou à ofensiva, declarando que a classe trabalhadora deverá ser severa com a União Europeia, o FMI e os Bancos, e deve lutar pelo poder. Três entidades juntas como inimigo, a mesma luta contra as 3 instituições.

A questão do Poder e de onde é proveniente a crise é uma importante questão para os trabalhadores do mundo inteiro, particularmente para os dos Estados Unidos. Quer seja um trabalhador no Wisconsin, em New York ou em Atenas na Grécia, nenhum deles tem nada em comum com os Banqueiros e Bilionários seja em que parte eles residam. Se os presentes governos, com as respectivas nuances conforme o tipo ou o lugar, não podem proteger e defender os seus povos, então o “dossier trabalhadores” e o poder do povo deve ser firmemente colocado na ordem do dia.
O défice é uma fraude. O dossier escondido é o de como a criação de valor que é gerado pelas classes trabalhadoras é distribuido e a contradição inerente de como a produção é organizada sob o capitalismo, criando uma crise de sobreprodução que resulta numa situação estrutural de desemprego permanente. Na realidade, os povos da Grécia, de Portugal, da Europa e dos Estados Unidos, quando se levantam, estão a combater o mesmo inimigo:o sistema capitalista globalizado. No dia 18 de Junho um artigo intitulado “As Ondas de Ricochete do Euro Atravessam os Estados Unidos” foi publicado no Wall Street Journal, mostrando como a economia capitalista está interconectada, com pequenas localidades e cidades mais importantes nos EUA a sentir aquilo que se passa na Grécia, na forma de subidas de juros sobre os titulos de dívida em bolsa emitidos pelos municipios (especialmente os patrocinados pela privada Dexia Company) factor que resulta em paragem de serviços e cortes orçamentais nos investimentos públicos – “Estamos longe de Wall Street e da Grécia, mas o impacto está a ser absorvido no coração das pequenas cidades da América” diz Kate Reardon, a porta-voz de Everett Wash, uma cidade de 104.000 habitantes, onde os custos dos empréstimos encerraram o ringue de patinagem e o pavilhão de eventos. Em Perris na Califórnia, onde se fazem acordos com os trabalhadores para irem para casa, os custos das dívidas assumidas aumentaram 30.000 dólares por mês, o equivalente ao que um professor universitário ganha num ano.

Conclamando o manifesto dos sindicatos gregos: “Apelamos a todos os trabalhadores, aos jovens, aos desempregados e às mulheres para incitarem e trazerem todos à revolta nas ruas. A nossa luta é a mesma de todos os povos do mundo inteiro, contra a barbárie capitalista
.

quinta-feira, julho 14, 2011

troika escondida com o rabo dentro dos offshores

... "é indefensável que os políticos comecem a negociar as parcerias público-privadas como governo e as acabem como representantes dos privados (...) E o que está para além do crime? O problema assenta em quatro fenómenos muito particulares: o sector privado, a questão do urbanismo, a do desporto e depois a análise da corrupção nas parcerias público-privadas" no lançamento do livro "O Espectro da Corrupção"

A corrupção não se funda na pequena trapaça do comerciante mija-na-escada que não passa facturas de tuta-e-meia, nem mesmo nas transações médias de um traficante de batatas polacas a granel como a Jerónimo Martins e similares – a Corrupção assenta na fusão fraudulenta dos grandes negócios entre governantes, altos funcionários, dirigentes partidários e a gestão económica que passa por off-shores (mais de 25% do PIB) do que haveriam de ser os bens da comunidade.

A corrupção transnacional é uma situação que tem a sua causa profunda no sistema capitalista globalizado. É uma situação importada do nosso principal tutor (do qual se diz ser “aliado” (da burguesia nacional). A fatalidade da escolha, a “civilização ocidental e outras lérias, não é má? O que dizia um alto responsável do estado da superpotência cerca de 2007, nos bastidores da conferência de Annapolis:

Paul Craig Roberts foi secretário assistente do Tesouro para a Politica Económica durante a Administração Reagan. Normalmente é-lhe atribuido o remédio para a cura liberal da estagnaflação que eliminou a “curva de phillips” na relação entre o emprego e a inflação, um dado aquirido que, segundo ele, estará agora em vias de se perder no pior descalabro económico da história dos Estados Unidos, agora que, depois da inundação de dinheiro ficticio que começou na Era Nixon-Reagan, a economia real tem o tamanho duma ervilha dentro de um mega-balão que não pára de se expandir. Citando Paul Craig: “o superpoder americano” é uma nave de loucos que navega sem destino. Enquanto os Off-Shores matam todos os projectos económicos americanos, os “economistas do mercado livre” entoam as suas orações".

Enquanto as guerras de Bush impuseram custos enormes que colocam o país (e os seus aliados) na bancarrota, os neoconservadores clamam por novas guerras – e nisso, republicanos e democratas concordam na apropriação de fundos que só podem ser obtidos por novos empréstimos e endividamento. Focando a guerra americana no Médio Oriente, o seu propósito é garantir a expansão territorial de Israel recolhendo proveitos executivos e legislativos na região, ao mesmo tempo que controlam as opiniões públicas através dos media (pondo-os a arengar sobre uma paz ilusória). “Entretanto esta é a última oportunidade de se conseguir pôr a nossa casa financeira em ordem. Chegámos ao ponto em que podemos dizer que agora nada mais pode ser feito. A menos que o resto do mundo decida empreender uma operação de salvação económica, os valores continuarão a degradar-se e a descer até ao fundo do abismo”

Moodys ameaça baixar rating dos Estados Unidos


quarta-feira, julho 13, 2011

um Lar nacional para os Judeus?

Israel é a fonte primária do anti-semitismo no mundo de hoje, pondo em risco a segurança de todos os que se intitulam etnicamente judeus. Proclamando-se a si próprios como um “Estado Judaico” religioso mas agindo como um Estado pária, Israel expõe todos os judeus às consequências do ressentimento dos seus vizinhos à força que foram espoliados das suas terras e direitos naturais.

O Estado de Israel jamais teria sido criado se o fosse apenas como um país para refúgio de residentes judaicos. Israel foi projectado para ser a capital do Novo Império Global. É um projecto dos cabalistas financeiros da familia Rothschild.

a ordem Maçónica desenhou a sua simbologia no edificio do Supremo Tribunal israelita (foto de cima). Um sepulcro em Moslem e à direita um obelisco egipcio, simbolo da vida eterna para o “povo de deus” (foto da esquerda)

Israel, como resultado das suas acções de repressão fascistas, ameaça a segurança dos judeus por toda a parte. Agem do mesmo modo que em 1933, quando Samuel Untermeyer, representando a judiaria organizada nos Estados Unidos (1) “declarou Guerra” à Alemanha Nazi – isto enquanto meio milhão de judeus continuavam a viver na Alemanha e eram alvo de perseguições e repressão pelos Nazis. Os judeus de hoje, que se integram nas nacionalidades de acolhimento são reféns do mesmo vergonhoso designio de domínio universal.

Os assassínios dos activistas que prendiam romper o cerco a Gaza há um ano e as acções preventivas para evitar novas tentativas são a prova mais evidente que o actual objectivo do Sionismo não é proteger os judeus do anti-semitismo, mas de facto criar anti-semitismo. O propósito é fazer do judeu um pária entre as nações, sem outra escolha que não seja seguir os ditames sionistas. Eventualmente, eles serão sacrificados pelos objectivos Sionistas, como o foram no chamado “Holocausto”. Tudo porque os Sionistas são uma sociedade maçónica, apostada em construir uma Nova Ordem Mundial. A maioria dos judeus não faz parte disto, excepto como carne para canhão, para serem sacrificados de novo por uma causa para a qual não escrevem uma única linha.
Os Sionistas despem israelitas e judeus de toda a legitimidade moral, então eles poderão ser liquidados de novo sem grandes constrangimentos. E a maioria de israelitas e judeus colaboram dando apoio aos ultrages de Israel com desculpas espúrias, indiferentes às possiveis consequências. Façamos uma aritmética moral: em 2006 Israel matou 1400 libaneses e inflingiu 10 mil milhões de valores destruidos porque dois dos seus soldados foram feitos prisioneiros em território estrangeiro. Em 2009-10 Israel matou 1300 civis em Gaza e um número incálculavel de edificios destruidos por causa de uns quantos foguetes de fabrico artesanal. O ano passado matou 9 activistas desarmados que actuam internacionalmente em nome da paz, trazendo ajuda aos debilitados habitantes de Gaza. Não há sinais que as intenções para o futuro sejam diferentes... apenas um dos navios da Flotilha da Liberdade, o francês Dignité-Al Karama, conseguiu iniciar o caminho para Gaza (ler mais)

(1) Samuel Untermeyer tem a efigie gravada nas notas de 500 shekels emitidas pelo banco central de Israel, controlado pela rede bancária dos Rothschilds. Que controlam igualmente a rede de bancos emissores da Reserva Federal norte americana
.

terça-feira, julho 12, 2011

Relembremos as funções em que Durão Barroso foi investido: ponta de lança dos Bushistas para a Europa

Pau mandado, mister figurehead, um badameco. Em Janeiro último Barroso passava o recado desde Bruxelas que o Fundo de Rasgate ao Euro tinha de ser reforçado. Estávamos na fase de concluir que os programas de ajuda aos Bancos e os estímulos à Economia determinados a favor da rede financeira global comandada a partir de Wall Street/Washington por George Bush desde o inicio da crise em 2008 não tinham sortido qualquer efeito... Três anos depois a crise continuava a agravar-se.
No dia seguinte a chanceler Merkel reagiu através do seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, declarando a “intervenção de Barroso como desnecessária”. Privadamente o gabinete de Merkel mandou o recado a Barroso para estar calado, que “os 440 biliões de fundo de garantia permanente aos governos da Eurozona não eram negócio da sua conta, uma vez que não eram dinheiro dele

Durão Barroso amouchou as orelhas e, subserviente, nada mais disse. Sabemos hoje que foi esse programa de “bailouts” a partir dos EUA que aumentou os défices nacionais na Europa gerando de forma agravada a crise das dívidas soberanas em cima da crise anterior. Aquilo que Soares chama de “germanização da Europa pela inflexibilidade da Alemanha” nada mais é que a concentração capitalista do poder financeiro norte americano tomando como filial o Banco Central Europeu, reforçando-o no funcionamento ao serviço da hegemonia do Dólar sobre o Euro no maior espaço comercial do mundo, na área territorial correspondente à ocupada pela Aliança do Atlântico Norte (Nato) sob hegemonia do Pentágono. Foi com esta finalidade de dominação, não de cooperação, que o Euro foi criado. A classe média da Europa que pague a crise gerada pela insustentabilidade dos Estados Unidos.
Barroso diz na entrevista de ontem a determinado ponto que no lugar que ocupa “tem também trabalhado pelo bem de Portugal”. O conceito de “portugal” para este macaco resumir-se-á a um reduzidíssimo número de símios que não vêem o cu esfolado pelo esquema que ele macaqueia como sendo “a economia social de mercado como consta no Tratado de Lisboa” – embrulho anti-democrático que, recorde-se não foi referendado pelos povos europeus.

(Todas as citações em itálico a negrito neste post são de Durão Barroso embora não se encontrem no mesmo encadeamento manipulado em que ele as pronunciou).
Um dia depois de uma das agências de notação norte-americanas que manipulam os “mercados” terem posto o “portugal dos barrosos” no Lixo, a bolsa de Lisboa perdeu 2 mil milhões de euros. Ontem, depois de novo ataque especulativo envolvendo a Itália, a bolsa de Lisboa perdeu outros 2,5 mil milhões – “não é uma surpresa total” diz Barroso... “regulamentar as agências de rating foi uma proposta da comissão no ano passado que não foi aprovada por ter sido considerada um ataque ao sistema de mercado livre (...) implementar essa regulação “depende da vontade unânime de Todos os Estados membros”, blindagem dependente de 27 directórios politicos eleitos fraudulentamente que, como se sabe, torna quase impossível qualquer mudança.

Ainda hoje falei com a sra Merkel que me garantiu que a Alemanha tudo fará para garantir a estabilidade (...) mas o novo aumento de 500 biliões de euros precisa de ser aprovado por unanimidade por todos os Estados-membros que são 27 Democracias (...) É um processo complexo e demorará tempo... nos Estado totalitários poder-se-ia decidir sem consultar os Parlamentos... aqui não”.

Neste ponto, estupefacta, a malta vê parar o baile, o artista português Barroso dá uma cambalhota circence em volta do Tratado de Lisboa e acrescenta “A Europa deve reconhecer o esforço de Portugal, o programa de austeridade do novo governo está muito à frente do programa da troika e foi referendado por 85 por cento dos deputados”... a União, o BCE e o FMI têm todas as garantias de que cumpriremos o nosso programa de “ajustamento orçamental” e o programa de privatizações deles, como aliás nos impuseram
(continua)

(clique no recorte para ampliar)

segunda-feira, julho 11, 2011

romper o cerco... topar o sexo com o psicólogo

face à determinação de insistir no envio de uma nova flotilha por via maritima com a intenção de romper o bloqueio a Gaza (enfrentando todos os obstáculos impostos por Israel), a juventude palestiniana continua também determinada a dar as boas vindas desses activistas ao martirizado território

Israel responde com um vídeo de propaganda anti-flotilha intitulado "Sexo com o Psicólogo" produzido e realizado pela ZED Films onde a vítima, uma jovem israelita (e por simbiose todo o Israel), é aterrorizada pelas imagens dos "invasores" que supostamente cometeriam crimes horrendos, violações e abusos... ("não chateiem, parem de dizer mentiras, nós apenas queremos viver em paz" diz ela...)



Têm sido produzidos mais videos deste género. A empresa ZED Films faz parte da lista de fornecedores do Gabinete de Imprensa dos Negócios Estrangeiros e de outros departamentos de Israel - não deverá isto indicar que todas as acções são obra do governo de Israel?
O mês passado o site "Electronic Intifada" e outras publicações denunciaram como sendo um embuste outro video anti-flotilha dando a entender ser feito por activistas dos direitos da comunidade gay nos Estados Unidos. Mas o homem que aparece no video é de facto um actor israelita chamado Omer Gershon. O video auto-intitulado marc3pax em breve foi distribuido pelo staff dos mesmos departamentos governamentais israelitas. Contudo, os produtores do video não constam nele, e permanecem não identificados. Veja aqui a lista de clientes da ZED Films, os nomes escritos em hebraico e os logotipos:

Microsoft Israel
Teva
Ormat
PrimeSense
Mobileye
Prime Minister's Office
Ministry of Foreign Affairs
Government Press Office
Ministry of Environmental Protection
Western Galilee Hospital
Holon Institute of Technology
Government Company for Protection of the Dead Sea Ltd.
Homeland Command
Work Safety Institution
United Jewish Appeal
Israeli Ministry of Tourism
Office of National Infrastructure
Israel Police
Ministry of Immigration Absorption
Waddell Media
Cineflix
Radical Media
Lion Television
Jewish National Fund
eyeSight
Council for the Preservation of Heritage Sites in Israel
Mekorot
The Israeli Navy
Women's International Zionist Organization
The Peres Center for Peace
The St. John of Jerusalem Eye Hospital Group
ONE Family Fund
SLE

(fonte: Electronic Intifada)
.

domingo, julho 10, 2011

Mito e o Negócio: que têm os Judeus a ver com o Lobie Judeu?

Israel não invadiu nem executou um genocidio militar no Libano e em Gaza com a religião judaica. Fê-lo com aviões F16, misseis, bombas de fósforo branco, helicópteros Apache, blindados Merkava, artilharia pesada, barcos, sistemas informatizados e uma estratégia e plano de ataque militar. O lobie Judeu que controla a Casa Branca e a Reserva Federal não reza nas sinagogas... reza na Catedral de Wall Street. É um detalhe a ter em conta, para não confundir a religião com o mito e o negócio (Manuel Freytas, na IARNoticias)

235 anos depois da Declaração de Independência, 1 em cada 4 dos norte americanos não sabe que os Estados Unidos proclamaram a independência face à antiga potência colonizadora, a Inglaterra. O 4 de Julho é um feriado e pronto. Marc Dice colheu uma amostra da ignorância dos zombies apoliticos nas praias de San Diego. Se 25% da população desconhece a origem da Constituição e 58% desconhece que tal aconteceu no ano de 1776 (ver artigo do DailyMail), mais ainda o cidadão comum ignora a nova dependência dos povos dos Estados Unidos da moderna colonização pelo lobie Judeu do "povo de Deus" que dá pela nome biblico de Israel... e extrai 3 biliões de dólares por ano aos contribuintes norte-americanos. Os Estados Unidos precisam de uma nova Declaração de Independência, desta vez de Israel
relacionado:

sábado, julho 09, 2011

prendam este homem... por encobrimento de crime de enriquecimento ilícito

Mário Soares, em entrevista à Antena 1, acaba de dizer que "o PS serviu para albergar muita gente que apenas quis fazer negócios e ganhar dinheiro". O ex-presidente da república e fundador da referida associação, "amigo pessoal de Passos Coelho" (sic), não fossem os seus sinais exteriores de senilidade... tinha a obrigação moral e ética de ter avisado a plebe muito mais cedo...

troca-tintas, Soares sabe perfeitamente que os dois partidos do centrão estão mancomunados por um acordo tácito. Há um ano “…Mário Soares elogiou o "sentido de Estado" do presidente do PSD…”, a 23 de Abril 2011 o mesmo Mário Soares voltava a elogiar Passos Coelho "embora o ache demasiado neoliberal" (porque é de direita, por contraposição ao PS, que é neoliberal de esquerda)

Outro troca-tintas...Em Março passado, Cavaco Silva disse igualmente (para Sócrates) que "há limites para os sacríficios"; entraram os seus capatazes para o governo e a primeira bola do programa a sair foi rapar uma fatia dos salários aos trabalhadores. Outra bola, para o discurso condizer com o de Soares: "o PSD alberga muita gente que apenas quer fazer negócios e ganhar dinheiro", é esta: "Cavaco defende abertura da saúde aos privados"
.

sexta-feira, julho 08, 2011

Golden Shares, ou o fim das Hipocrisias Douradas

"as pessoas precisam de entender que o país não gera riqueza para suportar os compromissos que o Estado assumiu. Mas precisam que isso lhes seja trocado por miúdos" (lido no Jornal de Negócios). Esta conclusão é falaciosa. O país não gera é riqueza suficiente para que possa ser desviada, sugada, roubada pelas elites governantes, comprimidas numa massa informe de politica e economia ultra-liberal

Seria importante que empresas de interesse estratégico, como a PT, EDP, Galp, TAP e muitas outras mantivessem o centro de decisão em Portugal... se estas empresas-chave forem transformadas em meras sucursais de interesses estrangeiros, será mais um desastre a acrescentar à desecononia desnacionalizada. Só o recente ataque combinado de uma das agências de rating a Portugal, fez perder 100 milhões a duas das empresas a alienar em breve, a EDP e a REN, o que significa que os investidores que concertaram o ataque vão comprá-las mais barato... e o estratagema irá repetir-se, até que o país seja expoliado de todos os seus activos operacionais sobre a economia

"Em 2011, a PT vai distribuir 1,30€ de dividendos por cada acção, representando essa distribuição que 130 milhões de euros dos mesmos dividendos não pagarão qualquer imposto. E isto porquê? Porque o regime fiscal foi alterado para 2011 de modo a que, a partir deste ano as SGPS e os Fundos de Investimento – que até aí estavam totalmente isentos de pagamento de impostos – só o estejam se detiverem 10% do capital social da empresa que distribui ganhos. Então o BES, que detinha no início de Dezembro de 2010 7.9% do capital social da PT, utilizou os lucros (cerca de 210 milhões de euros) que, em antecipação para fugir à tributação, recebeu nessa mesma altura para aumentar para 10,03% a sua participação social na mesma PT. E assim tudo o que receber de lucros em 2011 continuará a estar isento de qualquer pagamento de impostos… Tudo isto começou nos anos de Governação PSD e culminou com o Governo Sócrates, sempre dispondo o Estado de uma golden share na PT"

Em Foco - Fim das Golden Shares - ETV-Vimeo

quinta-feira, julho 07, 2011

como obter das Agências de Rating a classificação AAA para o Lixo que andam a especular em Bolsa?

simples: o emissor dos Titulos paga a uma agência de notação de créditos para avaliar o Fundo que é distribuido para venda nos Bancos



conclusão, é um pequeno segredo de Wall Street que toda a gente conhece: todos os intervenientes no processo (bancos, anotadores, especuladores e jornalistas) sabem o que acontece, mas ninguém parece saber o que fazer... excepto no essencial: concordar no envio das contas dos prejuizos aos Estados dependentes do sistema de crédito para que obriguem os seus contribuintes a pagar esses prejuizos (+ juros)

(Mas muito candidamente, estas obscuras "entidades avaliadoras de créditos", afirmam que apenas estão "a emitir opiniões sobre negócios no estrito uso da sua liberdade de expressão", reinvindicando essa posição como se de um direito humano se tratasse e não de um complot mafioso concertado para destruir o modo de vida de milhões de pessoas para pagar a crise financeira provocada em beneficio do lucro dos seus patrões)

"[em Portugal] o sector bancário vai precisar de apoio além do que consta no acordo de empréstimo da Troika"
(Anthony Thomas, vice-presidente da Moodys, ao Diário Económico)
.

criatividade no choque neoliberal de direita

"Nós não somos carneiros. O povo anda pacífico porque a austeridade ainda não apertou violentamente a barriga" (Paulo Baldaia, DN)

relacionado: Greve Geral em Inglaterra em defesa dos Serviços Públicos
.

quarta-feira, julho 06, 2011

Os intelectuais farsantes

Foi publicado em Junho em França, mas poderia ter sido aqui;: "Os intelectuais farsantes – O triunfo mediático dos especialistas em mentira", do director do Instituto de Relações Internacionais e estratégicas e professor da Universidade de Paris VIII, Pascal Boniface. O livro retrata o tipo de “intelectual mediático” que prolifera pelo mundo afora e do qual nem a França nem qualquer outro país medianamente desenvolvido está livre...

"A preocupação central de Boniface não é com os que fazem análises equivocadas, mas com os que mentem deliberadamente para ganhar espaços mediáticos, a partir do qual se projectam como supostos “intelectuais” e ganham suposta “autoridade” para opinar sobre qualquer coisa. “São farsantes que fabricam a falsa moeda intelectual para garantir o seu triunfo sobre o mercado da convicção”. (do Blogue de Emir Sader)

Como o fim justifica os meios, “a fronteira entre farsantes e mercenários não é clara”. Os que circulam pelas páginas económicas articulam as suas “verdades” com assessorias a sectores empresariais. É um negocio redondo: publicam “preocupações” de empresas privadas – na verdade, os seus “interesses” – depois de ter feito palestras e ouvido as suas opiniões, de forma remunerada. Faz parte tácita do contrato, artigos ou palestras televisivas defendendo os pontos de vista desses sectores empresariais, como se fossem uma interpretação sobre os destinos e dilemas da economia do país"

.

terça-feira, julho 05, 2011

Garcia Pereira:

"para quem ainda tinha dúvidas de que votar nos Partidos amigos da troika era votar nos despedimentos, nos aumentos de impostos e no agravamento da pobreza e da miséria, o texto do Programa do "Novo" Governo – ainda que elaborado de forma propositadamente subreptícia – aí está para as dissipar por completo!" - é uma mal dissimulada declaração de guerra contra o povo!

* relacionado:
"15 milhões de pessoas correm risco de fome na Europa"
* Dejectos na via pública: "Ronald Reagan homenageado com uma estátua num bairro chique de Londres"
.

segunda-feira, julho 04, 2011

da actividade dos Lobies no sector da Saúde Pública

o governo PSD-CDS herda factura de 1625 milhões de euros de dívidas dos hospitais, aos quais se juntam mais de 1100 milhões das Administrações Regionais de Saúde. Nas unidades hospitalares foi o negócio da venda de medicamentos que mais contribuiu para estes valores. A primeira "tranche" enviada pela "troika" para Portugal não chegaria para pagar o "buraco" consentido pelos anteriores governos.

"Está a dizer que os grupos económicos da saúde não têm ética?"
António Arnaut: "Não podem ter, porque querem lucro. O lucro perturba as pessoas"

Entrevista ao DN publicada no dia 1 de Julho no âmbito do debate "O Estado da Saúde em Portugal" a decorrer hoje segunda-feira dia 4, entre as 18.00 e as 19.30, no auditório do jornal na Avenida da Liberdade (Lisboa)

O "pai" do Serviço Nacional de Saúde defende que o sistema é sustentável, recorda as peripécias da criação do sistema, alerta para o perigo dos grupos económicos e deixa um aviso ao Governo: "Se tentarem destruir o SNS, vai haver um levantamento popular". Não é desta forma que as coisas se vão passar. Com o "novo" Governo e o seu plano de privatizações o utente médio não irá notar uma mudança brusca; os investimentos serão paulatinamente desviados para as alternativas privadas até que o SNS ficará praticamente inoperante, útil apenas como último recurso para as classes socialmente mais baixas.

Visto de outro ângulo: Cada português já paga, através dos actuais impostos, 917 euros por ano para o SNS. As
Parcerias Público-Privadas na Saúde vão custar 3,3 mil milhões de euros nos próximos 30 anos; Quer dizer, cada português vai financiar as PPP com mais 300 euros anuais durante mais 30 anos. Além disso, é chamado a pagar mais taxas moderadoras cada vez que recorrer aos serviços médicos. E depois disto... que fazer do juramento de Cavaco Silva sobre a Constituição que reza que o SNS, como direito humano, deve ser tendencialmente gratuito?

Uma politica de traidores vendidos aos interesses das multinacionais estrangeiras

"Na privatização, a sociedade é privada de um determinado bem ou serviço público no qual um investidor está interessado por razões de lucro"
(John Perkins, ex-assassino económico). Onde se ouve "petróleo" entenda-se qualquer outro recurso exposto à avidez das empresas multinacionais: "hospitais", "transportes" "energia", "monopólios de distribuição", etc



Em 2010 o Estado fez ajustes directos às Farmacêuticas no valor de 250 milhões de euros. Em cerca de uma centena desses contratos sem concurso público 45 foram feitos às empresas constantes no gráfico acima, todos eles por valores superiores a um milhão de euros. A maior empresa portuguesa no sector, a BIAL, o maior contrato que conseguiu foi no valor de 12.740 euros
.

domingo, julho 03, 2011

Dominique Straus-Kahn e o Ouro falso - a Reserva Federal não tem cobertura para o valor da Dívida externa norte americana

Strauss-Kahn tinha viajado para os Estados Unidos para clarificar as razões que levavam os norte-americanos a protelar continuamente o pagamento devido ao FMI de quase 200 toneladas de ouro. A dívida, com pagamento acordado há vários anos, advém de ajustes no sistema monetário - "Special Drawing Rights" (SDR's). As preocupações do FMI sobre o pagamento norte-americano ter-se-iam avolumado recentemente. Nesta viagem Strauss-Kahn estaria na posse de informação relevante que indiciava que o ouro em questão já não existe nos cofres fortes de Fort Knox nem no NY Federal Reserve Bank. (fonte)
Em Outubro de 2009, Pequim terá recebido dos EUA cerca de 60 toneladas de ouro, num pagamento devido pelos americanos aos chineses, como acerto de contas no balanço de comércio externo. Com a entrega, Pequim testou a genuinidade do ouro recebido tendo concluído que se tratava de "ouro falso". Eram barras de tungsténio revestido a cobertura de ouro (1) As 5.700 barras falsas estavam devidamente identificadas com chancela e número de série indicando a origem - Fort Knox, USA.

O congressista Ron Paul, candidato às eleições presidenciais de 2012, solicitou no final do ano passado uma auditoria à veracidade das reservas do ouro federal que foi rejeitada pela administração Obama. Numa entrevista recente, questionado sobre a possiblidade de ter desaparecido o ouro federal de Fort Knox, o congressista Ron Paul gelou os interlocutores respondendo liminarmente: "É bem provável!". À "boca fechada" têm vindo, aqui e ali, a escapar informações, a avolumar-se incertezas sobre as reservas de ouro norte-americanas. Mas as notícias referentes aos fortes indícios que de o ouro seja apenas virtual têm sido afastadas dos meios de comunicação social americana.

A "verdadeira história" por detrás da prisão de DSK, agora pública, consta de um relatório secreto preparado pelos serviços de segurança russos (FSB) para o primeiro-ministro Vladimir Putin. Talvez por isso Putin tenha sido o primeiro lider mundial a assumir publicamente a ideia de que DSK terá sido "vítima de uma enorme conspiração americana". Estes factos, a confirmarem-se, ainda não ilibam DSK na suspeição que sobre si recai do eventual crime de assédio sexual a uma empregada do hotel (2) mas, quem sabe, essa possa revelar-se como a pequena e ingénua ponta de um grande icebergue. A ser verdade, os serviços secretos norte-americanos, seguramente bem informados, terão sabido tirar partido das fraquezas do inimigo-alvo, aniquilando-o com eficácia cirúrgica - um pequeno crime de costumes, tão ao gosto do imaginário popular, pode bem ter contribuído para abafar crimes de contornos bem mais sérios, por eliminação de testemunha ou de prova

(1) De acordo com a investigação da China estas barras de ouro falsas seriam apenas uma ínfima parte das 1,3 a 1,5 milhões de barras falsificadas pelo processo sofisticado de revestimento de ouro sobre tungsténio que foram alegadamente "vendidas" para o mercado internacional com a conivência do Banco de Inglaterra. Aparentemente o mercado global está literalmente infectado com mais de 600 biliões de "dólares" destas barras" (o que virá a seguir?)
(2) Como se soube posteriormente, a acusação a Strauss-Khan está em vias de cair por falta de consistência factual na denúncia da "empregada de limpeza"
(3) Pirâmide do Poder: As ligações entre a Dyncorp, a Enron, a Reserva Federal, o Conselho de Relações Exteriores, despesas militares e os Rothschilds (ler mais)
(4) Judeus Sionistas controlam os Estados Unidos através da Reserva Federal (ler aqui)
(5) A Geopolítica Anglo-Americana - José Luis Fiori

sábado, julho 02, 2011

a importância da Cultura

Quando a ex-ministra se recusou a recebê-lo para lhe transmitir a pasta, ela lá saberia porquê...

Francisco José Viegas, o novo secretário de Estado da Cultura do governo PSD-CDS é alvo de uma penhora no valor de 41,863 mil euros pelas Finanças de Cascais referente à sua declaração de IRS de 2007

Bonito começo para o governo de Passos Coelho, que se diz rodeado de gente impoluta e competente. Por suspeitas relativas a um imposto que pagou e que respeitava a uma quantia muitíssimo menor do que a dívida de Viegas, o socialista António Vitorino, simplesmente… demitiu-se. (daqui)
.

sexta-feira, julho 01, 2011

quem determina o que é “serviço público” ou os bens (ou males) a produzir "em benefício" das comunidades?: os Lobies.

Estamos num beco sem saída e teremos de pagar a RTP para não prejudicar o dr. Amaral e o dr. Balsemão?” (Pulido Valente)

Os Media, cuja vertente económica é socialmente irrelevante, que não a sua importância como meio de influência político-económica, são apenas um dos territórios de combate dos lobies pela conquista de hegemonia nos mais diversos sectores de negócios. Um exemplo claro tem sido o que se passa com o Bloco dito de Esquerda: enquanto (por perseguir uma impossibilidade: o “socialismo democrático” é um campo ocupado pela tropa de Mário Soares e daí não advirá mais qualquer espólio para pilhar) o grupo perde influência e visiblidade (porque não é “socialista” nem “democrático”) mais os seus agentes mediáticos mais notórios, Rui Tavares e Daniel Oliveira, são convidados a “cagar postas” remuneradas nos Media de influência, muito convenientemente os de Pinto Balsemão e da Sonae. Quanto pior para o “seu” agrupamento político, melhor para estes dois comentadores a titulo individual. E porquê?... porque estavam, estão e estarão lá para isso mesmo: são dois activistas do lobie judeu

O bater de asas das borboletas locais é desencadeado pelos donos das tempestades em Washington. Por altura da derrocada e falência da economia global em Wall Street, tragédia que desencadeou o arranjinho interno do 11 de Setembro, as centenas de milhar de lobyistas das multinacionais norte-americanas dispendiam com as suas actividades de corrupção e suborno junto dos gabinetes do governo uma média anual de 1,6 biliões de dólares. Dez anos, duas administrações e três guerras depois (2010) esse “investimento” mais que duplicou… para 3,5 biliões (clicar para ampliar o gráfico).

Se existem áreas em declínio, tabaco, porte de armas, jornais e outros vícios, já as grandes áreas a influenciar disfrutam de enormes quantias de dinheiro investido: a área Financeira, compreensivelmente é a principal (de 233 milhões em 2000 para 473 milhões em 2010); a área Farmacêutica (de 101 para 240 milhões); a Electrónica (de 80 para 191); as corporações de negócio na área das Associações Comerciais (56 para 170 milhões); e as Energias (petróleo e gás, de 52 milhões em 2000 para 147 milhões em 2010). Estas verbas são apenas para remuneração salarial dos lobyistas, não contabilizam qualquer cêntimo gasto com a produção concreta de bens. Muito "naturalmente", estes custos com as guerras de influências são incorporados no preço final pago pelos consumidores (impostos para pagar subsidios às corporações incluidos) nas diversas áreas cuja produção é "conquistada"
.