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quinta-feira, dezembro 06, 2012

o complot que grelhou Sá Carneiro

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Antes de ontem mandaram-lhe dizer uma missa, mas é claro, os beatos saudosos só se lembram do chefe para o que lhes dá jeito. O resto é apagado da fotografia, como por exemplo, o facto de todos os partidos admitidos à Assembleia Constituinte terem assinado um termo que os comprometia a acções políticas cujo destino seria obrigatoriamente a construção do "socialismo" a consignar na Constituição. É dessa época a luta de galos pelo registo da marca entre "socialistas" e "sociais- democratas" - uns ficaram com uma designação, outros com outra, mas a roda do tempo viria a revelar-nos que o assunto é cagativo: na prática os dois partidos são iguais e têm monopolizado exclusivamente o poder por 38 anos com os resultados que estão à vista. No atentado porém não é a politica nacional em si que foi determinante, mas sim uma escolha prévia: o imperialismo norte-americano escolheu Mário Soares e os seus acólitos como as putas em quem devia confiar para controlar o país e salvá-lo de um programa minimo de interesse nacional como etapa para o Socialismo. Decisão tomada, Sá Carneiro a Amaro da Costa foram abatidos, não porque fossem alguns "esquerdistas", mas por excesso de voluntarismo na investigação dos fundos financeiros ocultos que existiam para pagar o tráfico de armamento por altos responsáveis do Exército português, invocando ainda a herança da guerra das colónias.Ainda hoje o alinhamento militar de Portugal com os cabecilhas da Nato faz render o negócio...

Anda por aí um depoimento, recheado de pormenores, de um confesso assassino que interveio no abate do lider social-democrata a 4 de Dezembro de 1980. Recheado de uma imensidade de nomes, lugares e situações desconexas, o escrito é uma monumental manobra de diversão. Se se pretendesse levar a cabo uma investigação digna desse nome, as primeiras testemunhas chamadas a depor teriam sido Ramalho Eanes (onde primeiro esbarraram e foram suspensas as diligências do Policia Judiciária na época) o ministro das Finanças de Sá Carneiro desse governo da AD Aníbal Cavaco Silva (1) que se tornaria um dos homens fortes do país) e, obviamente, Mário Soares. Mas, no que respeita a crimes, estas personagens são intocáveis, sob pena da população constatar que toda a história da "nossa jovem democracia" é uma fraude assente em práticas criminosas e o país correr o risco de desaparecer...  É bem certo que, segundo António Aleixo: "P'rá mentira ser segura/ e atingir profundidade,/ tem que trazer à mistura/ qualquer coisa de verdade". Aqui se registam alguns excertos da famigerada "confissão" de um dos pistoleiros da arraia miúda.


"Eu, Fernando Farinha Simões, decidi finalmente, em 2011, contar toda a verdade sobre Camarate. No passado nunca contei toda a operação de Camarate, pois estando a correr o processo judícial, poderia ser preso e condenado. Também porque durante 25 anos não podia falar, por estar obrigado ao sígilo por parte da CIA, mas esta situação agora mudou (...). Frank Carlucci disse-me então que o homem dos EUA era Mário Soares, e que Sá Carneiro, devido à sua maneira de ser, teimoso e anti-americano, não servia os interesses estratégicos dos EUA. Mário Soares seria o futuro apoio da política americana em Portugal, junto com outros lideres do PSD e do PS (...)
Em 1980, Richard Armitage viria também a estar comigo e com o Henry Kissinger em Paris, (2). Richard Lee Armitage era membro do CFR (Counceil for Foreign Affairs and Relations) e da Organização e Cooperação para a Segurança da Europa (OSCE), criada pela CIA, Richard Armitage era também membro, na altura, do Grupo Carlyle, do qual o CEO era Frank Carlucci. O Grupo Carlyle dedica-se à construcção civil, imobiliário e é uma dos maiores grupos de tráfico de armas no Mundo..." (De facto seria o Carlyle quem construiu o edificio para albergar a séde do BPN em Lisboa que serviu para o branqueamento de capitais de origem criminosa (3)


(1) Seis meses após visita de Cavaco Silva aos EUA, onde juraria (4) por sua fé os laços com os neocons, a 17 de Janeiro de 1987, o diário norte-americano "Washington Post" avançou com a notícia de que a capital do país daquele primeiro-ministro social-democrata fora utilizada para negócios de armas.
(2) "Naquela mesma semana, entre 14 e 16 de Novembro de 1980, Portugal recebeu a visita de uma conhecida personalidade norte-americana: o antigo secretário de Estado de Richard Nixon, Henry Kissinger. Apesar de já não desempenhar qualquer papel público, Kissinger foi recebido ao mais alto nível (...) Após aquelas notícias sobre a venda de armas de Portugal ao Irão, e poucos dias depois da visita de Kissinger ao nosso país, a 4 de Dezembro de 1980, aconteceu Camarate. Kissinger nunca aparece sem objectivos. Mais tarde o ex-agente da CIA Oswald Le Winter haveria de confirmar a importância da missão que Henry Kissinger viera fazer a Portugal em Novembro de 1980...
(3) Para aprofundar este tema, sugere-se a leitura dos livros e artigos do homem fora da área do poder que mais deve saber sobre o Atentado de Camarate: o jornalista Frederico Duarte Carvalho
(4) Kissinger voltaria a Portugal em 2006, uma semana antes de Cavaco Silva ser investido na Presidência da República, o que de certo modo demonstra que estes pactos secretos não prescrevem. E foi nisto que os portugueses votaram

terça-feira, dezembro 04, 2012

Desemprego na Grande Depressão comparado com a Nova Recessão

Desemprego em Espanha supera os 25%. Uma em cada quatro pessoas não tem trabalho. Segundo previsões da OCDE em Portugal a percentagem de desempregados atingirá os 16,2% em 2013 (a oficial, porque a Taxa de Desemprego Real actualmente já atinge os 23,7%).


Recordamos que a actual Grande Recessão se iniciou em 2008, sendo que esta é indubitavelmente mais grave que a que ocorreu em 1929. É fazer as contas, para se apurar em que lugar estamos na “travessia da ponte”, isto é, supondo que a ponte tem fim, ou que não acabe abruptamente no precipicio de outra catástrofe...

Taxas médias de Desemprego durante a Grande Depressão iniciada em 1929

em 1929: 3.2%
em 1930: 8.9%
em 1931: 16.3%
em 1932: 24.1%
em 1933: 24.9%
em 1934: 21.7%
em 1935: 20.1%
em 1936: 16.9%
em 1937: 14.3%
em 1938: 19.0%
em 1939: 17.2%
(fonte)

O desemprego começou ligeiramente a descer meia década antes do início da Segunda Grande Guerra. Isto é, quando os Estados Unidos iniciaram enormes investimentos na indústria militar, empregando nesse sector grande parte da população inactiva que, em nome do patriotismo e da sobrevivência (e da ameaça bolchevique na Europa como garantia de que haveria um inimigo), aceitavam trabalhar a baixo custo. A partir daí os Estados Unidos iniciaram igualmente uma feroz campanha de tramóias (por exemplo, criando o incidente que envolveu o seu embaixador na Polónia e esteve na base da invasão pelas tropas de Hitler) e de contra informação, até envolver completamente os Estados Unidos na guerra (como por exemplo Pearl Harbor). A partir daí o ciclo de desemprego inverteu-se, começando a descer com a aceleração do esforço de Guerra.

Perto do dito “pleno emprego” em 1929, ou seja uma taxa de desemprego de 3,2% considerada nomal no capitalismo, a seguir ao crash em Wall Street esta disparou brutal e abruptamente alastrando para uma depressão global. Pouco mais de um ano depois o desemprego atingiu os dois dígitos. Nos finais de 1930 a situação continuava a deteriorar-se pelos anos 1932/33, quando praticamente uma quarta parte dos trabalhadores não encontrava trabalho. O “New Deal” (a aposta no keynesianismo militar) ajudou a reduzir o desemprego até 1937, quando uma nova recessão económica rapidamente causou uma nova vaga de desempregados. O “pleno emprego” não voltaria até ao principio dos anos 40. Isto é, com a Guerra!
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segunda-feira, dezembro 03, 2012

Portas submerso em corrupção. Procuradora tida como próxima do PS protege-o

Em Abril de 2009 a procuradora Cândida Almeida deslocou-se a Essen (Alemanha) para acompanhar o pedido de cedência de documentos que implicam o Governo de Durão Barroso (1º Ministro) e Paulo Portas (Ministro da Defesa) em 2004 no recebimento de subornos no processo de compra dos 2 submarinos. (Expresso 8 de Outubro de 2012)

Lida a noticia em 8 de Setembro de 2012, após uma série de peripécias judiciais que empataram o assunto por 3 anos, finalmente "as caixas com os documentos chegam a Lisboa para que se possa concluir o processo crime, quem é ou não indiciado como culpado; e se possa enfim iniciar um julgamento".

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Isso foi o que o povo que lê jornais de referência cujos conteúdos são bichanados pelos governos, ficou a pensar - na verdade o processo do tribunal de Essen tinha de imediato transitado para a comarca de Munique e os elementos solicitados pela justiça portuguesa, passados que foram 8 meses da visita de Cândida Almeida a Essen, foram dali também enviados para Portugal. (e mais enviariam se tivessem sido pedidos!). Em Munique os administradores da empresa corruptora (a Ferrostaal) foram julgados e condenados por corromper gente em Portugal na venda dos submarinos. Na Alemanha o processo concluiu-se com um acordo judicial onde os culpados pagam um valor pecuniário como ressarcimento dos prejuizos fiscais causados ao Estado e o processo é arquivado. Em Portugal a dra. Cândida Almeida andou 16 meses com as caixas de documentos comprometedores no bolso, misteriosamente a tentar encobrir não se sabe quem nem como... Certo é que os corruptos andam à solta!

Neste principio de Dezembro de 2012, o actual governo, do mesmo partido de Barroso e Portas, chuta para canto comprometendo-se a legislar no sentido que de futuro os processos de contrapartidas neste tipo de aquisições possam ser alvo de legislação mais apertada. Mas não é de contrapartidas nem do futuro que se trata... mas do passado de gente que cometeu ilícitos num negócio de 1070 milhões de euros do qual o país não precisava, criando mais uma dívida a pagar até 2016, que cometeu burlas qualificadas, falsificação de documentos e embolsou subornos!... e que continua em funções como se nada se tenha passado. O governo mostra-se disponivel para ir ao Parlamento esclarecer o assunto; para ir para a cadeia é que estão indisponíveis
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domingo, dezembro 02, 2012

o Peso Eleitoral do Portas

"Ser máquina, sentir, pensar, saber distinguir o bem do mal, numa palavra, ter nascido com a inteligência e um instinto moral e não ser mais que um animal, não são coisas mais contraditórias do que ser um macaco ou um papagaio e saber procurar o prazer próprio"
("L`homme machine", Julien Offray de la Mettrie, 1748)

















Como é que, sem ninguém ir notando, escapando-se pelo meio dos pingos de baba do neoliberalismo e desde a segunda dose de cavaco que a turba eleitoral nos impingiu (2006), uma amostra de partido de um único gajo, cujos acólitos nem davam para encher um táxi, em meia dúzia de anos se consegue transformar esse mesmo gajo no “homem” (passe a metáfora) mais importante da coligação do governo e, por acréscimo, quiçá, a charoleira (1) ora pro nobis mais importante do país? E tudo isto com cerca de 10% de votos dos macacóides próximos da extrema direita?... (1) Mas por agora o gajo bem falante do partido de gajo único cala-se, para que o silêncio dê a entender que o chefe e os seus sequazes é que são os killers maus da fita. Mas quem é que se cala? o Portas ou o Cavaco? Os dois. Um dia esta sacanice politica ainda há-de ser objecto especial (senão da Justiça) pelo menos de estudo sociológico...(2)

Os tansos destinatários deste anti-discurso engolem a estupidez democraticamente cuspida lá de cima, espertos calaceiros cuja preguiça é demasiado indolente para se inquirirem sobre uma anomalia simples: um orçamento é a previsão das despesas necessárias para a gestão do ano que vai entrar; mas ainda antes deste estar aprovado já se sabia que daqui a três meses vai ser preciso gastar menos 4 mil milhões que o que está inscrito no OE-2013. Não há aqui nada de anormal, gente normal?. No meio do normalizado xinfrim anormal, a comentadeira pulga caprichosa não gostou particularmente que uma gaffe do Coelho que erigiu o Gaspar a número 2 do governo estragasse a boa imagem do programa da coligação; como se algum destes canalhas estivesse a cumprir algum programa; e não se limitassem a ser serventuários que aguardam cabisbaixos ao minuto as ordens que vão chegando lá de cima... nem eles próprios sabem muito bem quais nem de onde...

notas:
(1) raça bovina que serve de charneira nos conflitos entre vacas
(2) a Constituição da República proibe a existência organizada de grupos de extrema direita. Na era cavaco fazem desfiles na avenida e são entrevistados pela televisão pública.
(3) Uma coisa certa podemos já ver no futuro, pelo estudo da história do passado: a culpa será sempre atribuida a quem se deixou enganar

relacionado:
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sábado, dezembro 01, 2012

o Congresso do Partido dito Comunista, ou a Vitória do Determinismo

Não adianta lutar em acções concretas, o futuro (tal como as acções em bolsa sobre o Capital que há-de vir) está traçado - algum dia o Socialismo nos virá cair às mãos como uma inevitabilidade da história. Tal como os calvinistas séculos atrás(1), os autodenominados “comunistas” de hoje, eternos reformadores do capitalismo irreformável (2) acreditam que uma pessoa, ou o grupo a que pertence, quando nasce já traz o seu destino totalmente inscrito na Alma ( por precaução cientifica mude-se “almas” por códigos genéticos).

Assim, temos o “debate” em congresso das teses do antes do ser já o era - o P”C”P já tem o seu “Bando dos Quatro” para assassinar, designados para a imprensa burguesa como “neo-Estalinistas: Filipe Leandro Martins, Ana Paula Henriques, Luis Piçarra e Margarida Aboim Inglez, as “Teses do PCP” já estão aprovadas, o novo secretário-geral é o mesmo, posições extremadas como a saída do Euro ficam de fora. Disfarçadamente, quem como Sérgio Ribeiro, o primeiro economista a defender a não entrada de Portugal no Euro, e outros (3) saem do Comité Central. Tal como Carlos Costa (4), que já tinha sido corrido há 4 anos. No final o P”C”P reafirma-se como partido marxista- leninista e de vanguarda”. Aos insignes ficantes, lá paleio não lhes falta. O que dá muito jeito e corda à imensa turba de papagaios dos media burgueses (5).
notas:
(1) Deus escolhe um grupo de pessoas e as restantes vão para o inferno
(2) Jerónimo de Sousa: “Esta União Europeia é ireformavel. Dizemos não às medidas de austeridade da Direita, que mais não são que o cumprimento de planos que visam a colonização económica do nosso país”. E para isso contam com o PS, não este, mas um que não seja de direita.
(3) na «Interpelação do PCP sobre a Moeda Única», Carlos Carvalhas, então Secretário-geral do PCP disse em 1997: «a moeda única é um projecto ao serviço de um directório de grandes potências e de consolidação do poder das grandes transnacionais, na guerra com as transnacionais e as economias americanas e asiáticas, por uma nova divisão internacional do trabalho e pela partilha dos mercados mundiais. A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado». Quer dizer, quanto mais o determinismo da Direita se move para a Direita, mais o P”C”P se deixa ficar quieto, mantendo uma imobilidade a condizer.
(4) Blogue “Pelo Socialismo”
(5) Editorial do Público 30/11: “...e tudo isto se fica pelo verbo (...) “o PCP a cuidar da sua própria sobrevivência”
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sexta-feira, novembro 30, 2012

Gerhard Richter

Cresceu na Alemanha da era do Nazismo, numa pequena localidade na fronteira com a Checoslováquia; e teve de colaborar numa versão local da Juventude Hitleriana - "Isso significava que eu tinha orgulho em usar aquele bonito uniforme que me tinham dado, com aquele belo cinto com a sigla". Aquilo era "parecido com qualquer grupo de escuteiros, não havia nada assim de tão perigoso".

Como professor, o meu pai requereu a entrada no Partido Nacional Socialista. Depois da guerra, com o programa de "des- nazificação" imposto pelos Aliados ocidentais, ninguém que tivesse sido professor foi autorizado a voltar a ensinar de novo. O meu pai tinha estado fora na guerra durante 6 anos. Mais 1 ano, porque ficou prisioneiro num campo de concentração das tropas ocidentais. Passados 7 anos, quando Horst Ritcher voltou a casa éramos todos uns estranhos para ele, devia parecer-lhe que já não pertencia àquela familia, uma vez que não nos podia sustentar. Foram tempos muito dificeis, até que passados mais alguns anos conseguiu um trabalho como empregado numa fábrica de têxteis... (entrevista à Time Magazine, 8 de Outubro)

Gerhard Richter permaneceu na República Democrática da Alemanha, vivendo em Dresden (1), onde deu os primeiros passos na pintura, até 1961, data em que resolveu dar o salto para a Alemanha Ocidental, eldorado onde o dinheiro afluía a jorros para conjurar pela inveja a sociedade baseada na propriedade colectiva em construção no sector Oriental de Berlim. Na féerie da Berlim Ocidental, a partir do ponto zero da destruição total (2), os investimentos capitalistas transformaram artificial e rapidamente a cidade numa das mais modernas metrópoles da Europa, equiparando-a a impérios da moda como Paris, Milão, Londres ou até a Nova Iorque.


Em 2001 o músico Eric Clapton comprou o quadro de Richter "Abstraktes Bild" por 2 milhões de Libras, em Outubro de 2012 o mesmo quadro foi vendido por cerca de 22 milhões de Libras. É extraordinária a capacidade de acrescentar valor à produção instalada. Apesar de tudo, a Pobreza pinta a manta.

Gerhard Richter termina a entrevista: "Não faço colecção das minhas obras. Não faria sentido ser dono delas. Adoro vê-las quando vou a um museu, ou a uma exposição, mas não sou um coleccionador de arte, não tenho necessidade de possui-las". Reminiscências culturais em Ritcher da propriedade colectiva para usufruto da totalidade da sociedade? 

Richter: "Deus Salve o Dadaismo"
notas
Enquanto a Catedral Francesa e a Catedral Alemã na Gendarmenmarkt (parte ocidental de Berlim) foram rapidamente reconstruidas, a Catedral de Dresden, gravemente destruida pelos bombardeamentos aliados,  sofreria obras de reconstrução que só estariam terminadas em Junho de 2011.
(2) Fevereiro de 1945: o Holocausto de Dresden
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quinta-feira, novembro 29, 2012

a crise europeia foi gerada pela própria criação do Euro

"... a própria teoria da Zona Monetária Óptima (ZMO) aconselha a existência de um espaço fiscal comum, em paralelo com a criação de um espaço da união monetária. Mas no caso da União Monetária Europeia, este vínculo entre o poder soberano, a criação monetária e a política fiscal rompeu-se. Enquanto a política monetária era transferida para um órgão supranacional que não presta contas a ninguém, a política fiscal ficou relegada ao nível nacional. Para arrematar, separaram-se as funções de tesouraria que os bancos centrais podiam desempenhar e restringiu-se a possibilidade de recorrer a défices fiscais. Inesperadamente, os estados membros perderam a capacidade de recorrer à autoridade monetária para financiar a sua dívida e ficaram submetidos à disciplina dos agentes financeiros privados". (Alejandro Nadal, La Jornada)

Capa da revistaTime Magazine, dando lastro às então nascentes teorias económicas neoliberais de Milton Friedman (como por exemplo em "Capitalismo e Liberdade") interrogava-se sobre as politicas a seguir na década de 70: "Haverá uma Recessão?"

Toda a gente está a ver que o dinheiro não vai chegar; que este Orçamento trauliteiro falhará por volta de Fevereiro de 2013, e então serão necessárias mais medidas (mais impostos) para tapar os buracos omissos com que querem enganar os portugueses. Tudo isto porque a burguesia dos negócios que controla o Estado pretende pagar uma Dívida Odiosa que se situa hoje em cerca de 70% da despesa pública acrescidos com pagamento de Juros compostos que orçam os 112 milhões de euros por mês até 2038.

"O que é que acontece se não pagarmos a dívida?" 

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quarta-feira, novembro 28, 2012

A Divida Pública paga as Falências Fraudulentas dos Bancos Privados

De acordo com dados do livro “Quem paga o Estado Social” a que se refere o artigo de Raquel Varela (Público 22/11), cerca de 75% da tributação entregue ao Estado provém de impostos colectados sobre os trabalhadores. Equacionando este número com a despesa do Estado na prestação de serviços sociais (saúde, educação, segurança social, transportes, desporto, espaços públicos, cultura) concluiu-se que o Estado Social é totalmente auto-sustentado por quem vive do Salário. Fica claro que o dinheiro que o Estado recebe chega para pagar os custos em bens sociais; quem não tem mais dinheiro que o que resulta da colecta dos contribuintes não deveria ter vícios (1); Porém o Estado quer fazer mais obras, nessas áreas ou noutras que considere de desenvolvimento, e pede dinheiro emprestado, contraindo dívidas. É aqui que residem as dúvidas sobre uma parte da dívida não ser ilegítima, isto é, aquela que a maioria dos portugueses estariam dispostos a pagar por lhes parecer legalmente contraída. O que pressupunha que a escolha dos projectos onde se gasta o dinheiro fosse democrática, ou seja, precedida de debate sobre a sua utilidade, escolha de prioridades, isenta de interesses particulares e votação amplamente participativa.
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Não é o caso, nem Raquel Varela põe em cheque a verdadeira natureza das Dividas Soberanas. Não são só as "rendas" que os privados recebem nos chorudos negócios com o Estado que estão na origem do descalabro financeiro do país. Este radica na opção do Estado português (através das normas do Banco de Portugal) só poder contrair dívida cumprindo os estatutos do Banco Central Europeu, por recurso aos bancos comerciais privados, que por sua vez fazem refinanciar essas dívidas no BCE (com o aval e garantias do Estado português) ou no "mercado", isto é, a juros muito mais elevados noutros bancos comerciais ou de investimento estrangeiros privados. Ao Estado português está vedado contrair dívida directamente ao BCE; e todos esses bancos comerciais que fazem a intermediação nos empréstimos, como se tem vindo a esclarecer desde a eclosão da crise em 2008, estão envolvidos no autêntico jogo da roleta neoliberal, através dos quais inclusivamente se tem jogado (e desde 2002 perdido) os Fundos da Segurança Social.

O processo de acumulação capitalista sobre as dívidas privadas começou a ruir em 2007 com o estouro da bolha especulativa no mercado imobiliário nos Estados Unidos, a que se seguiu o colapso da construção de imóveis na Irlanda, no Reino Unido, na Espanha, etc. Os preços das habitações produzidas em grandes quantidades foi alimentado por décadas de crédito barato irresponsável, sobre uma falta de planeamento condenável. Portugal tem hoje 25 milhões de fogos construídos, embora apenas tenha cerca de 10 milhões de habitantes. Num autêntico esquema de Ponzi, de acumulação de fundos financeiros especulativos transacionados em bolsa sobre o valor inflacionado do imobiliário, acrescentando dinheiro sobre dinheiro numa espiral delirante, todo esse edifício construído sobre fundações de dinheiro fictício ruiu, quando deixaram de entrar no esquema novos compradores e os preços colapsaram abruptamente. Mas entretanto essa exorbitância de valores inexistentes existiam de facto nos livros de contabilidade dos bancos. Que fazer?


Ainda hoje se continuam a apurar em que quantidades existem esses “papéis tóxicos” (acções derivadas). Passaram seis anos. Desde 2007 a 2012 os principais Bancos Centrais deram prioridade absoluta à política de tentar evitar o colapso total do sistema bancário privado. Mas, não o fazem todos da mesma maneira – a Reserva Federal norte americana (em dólares, a moeda de referência global) e o Banco de Inglaterra (em libras) podem ambos emitir dinheiro e emprestá-lo directamente ao Estado, que por sua vez decide politicamente das ajudas aos bancos privados. O Banco Central Europeu, por força do seu estatuto de subserviência àquelas duas bolsas financeiras (Wall Street e City de Londres) não pode emprestar dinheiro directamente ao Estado; apenas por intermédio da Banca comercial, que por sua vez o empresta aos Estados com a garantia destes a juros sete ou oito vezes maiores. Esta é a principal razão da “crise das dívidas soberanas” se ter centrado na Europa. (2)


Entre 1990 e 2007 o volume de produtos financeiros derivados (tóxicos) cresceu exponencialmente. Embora tenha sofrido um ligeiro decréscimo em 2008 o valor nominal das acções de derivativos nos balcões comerciais do mercado alcançou em 2011 o número surpreendente de 650,000 mil milhões de dólares (U$ 650.000.000.000.000), ou seja, cerca de 10 vezes o valor de tudo o que se produz pela totalidade da população do mundo inteiro durante um ano (medido pelo total dos Produtos Internos Brutos, PIB (3).

Em Março de 2009 o departamento do Tesouro dos EUA fabricou a primeira tranche de dinheiro especialmente destinado a ser integrado num plano para comprar 1 trilião de dólares de activos “tóxicos” do sistema bancário americano. Depois dessa “ajuda” (bailout) inúmeras outras se têm seguido, algumas delas mantidas secretas (4). O objectivo foi limpar as carteiras de crédito dos bancos para tentar restaurar a confiança no “mercado”, isto é, supõem-se que esta entidade supostamente abstracta só voltará a acumular capital em condições consideradas “normais” para os capitalistas se os imóveis se voltarem a valorizar e se os devedores de hipotecas pagarem as dívidas. Enquanto isto não acontece, e por causa da execução desta politica, os prejuízos derivados das vigarices dos bancos privados são transferidos para a dívida pública. Em 2007 a dívida portuguesa era de 68,3% do PIB, em 2013 o governo prevê que seja de 117,1% do PIB. (em 1974 a dívida pública era de 10% do PIB). Nestas circunstâncias, longe de ser uma cura e protecção eficaz contra os caprichos e desmandos dos bancos, os planos de resgate decididos pelos Estados estabeleceram, ao contrário, um forte incentivo para os bancos continuarem e intensificarem as suas práticas ilegítimas e em grande parte criminosas. Na verdade, "a perspectiva de apoio dos governos causam danos morais à totalidade da sociedade, na medida em que incentivam os bancos a uma maior assumpção de riscos" que sabem permanecerão impunes.


“Em Portugal, em 2012, os bancos continuam a aumentar a exposição à dívida pública nacional, ao mesmo tempo que se reduz o crédito à economia. Segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal, entre Agosto e Setembro, as instituições financeiras privadas investiram mais 1,3 mil milhões, elevando para 31 mil milhões de euros o montante em títulos de dívida. É o valor mais elevado desde que há dados” (5).

Considerados estes factos e números, conclui-se que a quase totalidade da dívida conhecida dos bancos privados está hoje já transferida para as contas da dívida pública; o que obriga os contribuintes na sua generalidade a pagá-la. Creio assim ficar respondida a grande questão posta no final do artigo de Raquel Varela: “Se a riqueza de uma sociedade que tem um dos salários mais baixos da Europa e mais longas jornadas de trabalho, de acordo com a OCDE, não vai para a saúde, educação, auxílio mútuo e bem-estar na reforma, vai para onde?


notas:
(1) Portugal está classificado artificialmente como a 43ª economia mais desenvolvida do mundo, apesar da destruição do seu aparelho produtivo nas últimas décadas e da excessiva dimensão do sector terciário em relação ao PIB. (World Economic Fórum)
(2) A Alemanha tem sido dominada pela dívida contraída nos termos impostos pela derrota na 2ª Grande Guerra. Até 1999 o Marco alemão foi a moeda de referência para a economia continental europeia, sendo a partir dessa data substituída pelo Euro nessas funções de hegemonia. A avaliação das economias parciais, por países e regiões na União Europeia, é feita por três Agências de Rating de expressão anglo-saxónica que representam os interesses dos accionistas cotados nas praças financeiras de Wall Street (Dólar) e na City de Londres (Libra).
(3) "Secret Fed Loans Gave Banks $13 Billion Undisclosed to Congress" (Bloomberg)
(4) Eric Toissaint, 6 Anos de Branqueamento dos Bancos
(5) Jornal de Negócios 
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terça-feira, novembro 27, 2012

câmaras de vídeo por tudo o que é canto...

... espiam tudo; mas também espiam muitas cenas inesperadas



... até um modo de derrubar um governo que se tornou ilegítimo sem que seja por acções violentas organizadas por uma força mais poderosa, isto é, pelo Povo, contra esse Governo





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segunda-feira, novembro 26, 2012

Manuel Maria Carrilho faz uma retrospectiva da Obamania

na frente interna e da politica externa, a nova politica que Obama anunciou com o slogan "Yes We Can!" perdeu-se com o "momento rooseveltiano", ou seja, a oportunidade única que teve em 2009 para se impor ao poder financeiro e para "contrariar os seus excessos". (Apesar de tudo, o que seria muito pouco) Dito por Carrilho (1), Obama acabou por ficar mais refém do sistema que ajudou a salvar (...) Pudera!, o "Sim Nós Pudemos" é um slogan que não remete para nada, que se esgota num "nós" tão cheio de si como vazio de conteúdo""Depois da Magia", depois de elencar os grandes feitos do primeiro mandato da administração Obama, a "retirada" do Iraque, acabar com o caso Ben Laden (2), ajudar a derrubar o regime de Moubarak no Egipto, conseguir um acordo com a Rússia na redução do arsenal nuclear... Obama não conseguiu evitar que a situação no Afeganistão continue explosiva, nem o fiasco de assassinar paquistaneses por continuados ataques com aviões teleguiados, nem as ameaças militares ao Irão, nem recusar dar mais força a Israel nos crimes contra a população da Palestina (3).
Feitas as contas ao discurso, Manuel Maria Carrilho em cinco colunas de mais de meia página não faz uma única referência que seja ao campo de concentração de presos politicos existente em Guantânamo, (4) precisamente uma das vergonhas para a humanidade (5) que Obama tinha com mais veemência prometido acabar!


(1) Manuel Maria Carrilho, na sua função de filósofo, é ainda assim uma das poucas caras do Partido dito Socialista pouco queimada com a imagem geral de aldrabão que impera na mafiosa organização.
(2) Como é suficientemente sabido foi a CIA quem criou a al-Qaeda com um capital inicial de 3 mil milhões de dólares entregues a Ben-Laden. Carrilho diz que ela "acabou", mas o actual director da CIA, Leon Panetta, diz que não, que a organização se esconde em novos santuários. É uma novela sem fim...A noticia, como habitualmente perdida na "tradução" para os Media nacionais, reza mais em concreto: "Cancro da Al-Qaida não foi totalmente eliminado" 
(3) Pelo contrário, Obama assinou um crédito de 70 MIL MILHÕES para Israel; mas a imprensa diz que foram apenas 70 milhões
(4) ... juntamente com o criminoso ataque à Libia, que também não é referido por Carrilho, nem, por isso mesmo, a sua triste e farsante condição de Prémio Nóbel da Paz...
(5) John Bolton, ex-embaixador norte-americano na ONU, reconhece que os EUA exigem a rendição incondicional aos reclusos acusados de "terrorismo" encarcerados em Guantânamo e, por contraste, exercem uma gentil persuação, (no sentido de não fazerem mais maldades), sobre os suspeitos do ataque à embaixada em Benghazi

domingo, novembro 25, 2012

Pôr este governo na rua é a emergência nº 1 deste país!

 
Governo não tem condições para continuar em funções se Orçamento for declarado inconstitucional

 

Austeridade e Bastonada, quem dá as ordens?

Ainda sobre a carga policial e a repressão subsequente sobre os manifestantes no passado dia da Greve Geral de 14 de Novembro, divulga-se esta carta do camarada Garcia Pereira ao Director Nacional da Policia de Segurança Pública.


Lisboa, 23 de Novembro de 2012
Exmº Senhor Director Nacional da PSP

Na dupla qualidade de Cidadão e de Advogado, e com vista a instruir queixas de natureza criminal, cível e disciplinar contra os responsáveis que se venha a apurar terem tido alguma espécie de intervenção em factos susceptíveis de consubstanciar ilícitos, quer de natureza penal, quer de natureza civil, quer de natureza disciplinar, venho por este meio requerer a Vª Exª, ao abrigo do artº 61º e segs. do Código do Procedimento Administrativo me sejam fornecidas as seguintes informações.

a) Quem deu ordem para a carga dos elementos do Corpo de Intervenção no passado dia 14 de Novembro e qual foi a ordem específica que lhes foi dada?

b) Em particular, tal ordem era no sentido de afastar e/ou deter os manifestantes suspeitos de atirarem objectos à polícia e que se encontravam mesmo em frente aos elementos do Corpo de Intervenção ou a de atacar e ferir todos os manifestantes presentes no Largo de S. Bento e zonas adjacentes ? E isso, mesmo após tais manifestantes estarem a dispersar ou não poderem reagir por estarem encurralados contra um fosso de mais de 2 metros de altura?

c) Existiram ou não entre os manifestantes agentes da PSP à paisana, e em caso afirmativo com que instruções ? Por que razão se deslocaram os mesmos para trás dos elementos do Corpo de Intervenção escassos segundos antes da carga destes?



d) Quem deu a ordem para que fossem efectuadas cargas à bastonada, ao pontapé e com utilização de cães sobre os cidadãos que, depois da primeira carga em frente à escadaria, se encontravam em, ou dispersavam para, outros locais, como por exemplo pela Av. D. Carlos abaixo e artérias adjacentes?

e) Quem deu instruções e com que objectivos para que agentes à paisana em toda a zona entre a Av. D. Carlos I e a Estação do Cais do Sodré atacassem à bastonada e matracada vários cidadãos?

f) Quem deu ordens e instruções para que tais agentes não se identificassem e para que os que se encontravam fardados não tivessem as respectivas placas identificativas?

g) Quem deu a ordem para a detenção das dezenas de cidadãos que foram detidos na Estação do Cais do Sodré ? Quem é o responsável pela sua condução às esquadras para que foram levados, e em especial à do Monsanto?

h) Quem deu ordens para que não fosse permitida a tais detidos efectuarem telefonemas para os seus familiares ou para os seus Advogados?

i) Quem deu ordens para que, de tais cidadãos, os que necessitavam de assistência não a tivessem tido, tendo ficado com feridas na cabeça a escorrer sangue?


j) Quem deu ordens para que alguns dos detidos e detidas fossem forçados a despir-se por completo e/ou a sujeitar-se a revistas absolutamente humilhatórias como as de os obrigar a, todos nus, se dobrarem para a frente e a exibir o ânus?

k) Quem deu ordens para que o cidadão João Lopes Barros Mouro, detido pelo Chefe Américo Nunes pelas 18H30 tivesse ficado sob detenção durante 13 horas, primeiro nas imediações do Parlamento e, depois, no Hospital de S. José? E de quem é a responsabilidade da ordem de impedimento de entrada na Esquadra do Calvário aos 4 Advogados que ali compareceram pelas 03H00 da madrugada de 15/11, entre os quais o signatário e o Presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados, Sr. Dr. Vasco Marques Correia?

l) Quem deu instruções aos agentes que nessa noite atendiam o telefone do número geral da PSP bem como os das diversas esquadras da PSP para que não informassem os familiares e Advogados dos detidos (que por eles perguntavam) da localização destes? E para invocar, designadamente perante a Comunicação Social, o completo desconhecimento da detenção das dezenas de cidadãos, referir apenas 7 detenções, mais tarde apenas 8 e depois apenas 9 detenções (ou seja, somente os que foram a Tribunal de Pequena Instância Criminal no dia seguinte)?


m) Quem autorizou e/ou ordenou que os agentes da PSP que procederam aos espancamentos e às detenções proferissem, dirigindo-se aos cidadãos, expressões como “Vocês são uns portugueses de merda !”, “Filhos da puta”, “Cabrões”, “Vão para o caralho !”, “Olha para o chão, caralho, não levantes a cabeça !”?

n) Quem autorizou e/ou ordenou que agentes da PSP, sem autorização da respectiva Presidência, tivessem invadido as instalações do Instituto Superior de Economia e Gestão e aí insultassem e agredissem manifestantes e estudantes do Instituto?

o) Quem autorizou e/ou ordenou que agentes da PSP algemassem cidadãos apertando-lhes brutalmente os polegares com abraçadeiras plásticas, como sucedeu com uma das detenções efectuadas pelo Chefe Américo Nunes?

p) Qual a identificação dos outros elementos da PSP que integravam a brigada chefiada pelo referido Chefe Américo Nunes quando a mesma actuou na zona da Av. D. Carlos I?

q) Quem autorizou que agentes policiais fardados mas sem placas identificativas, e envergando passa-montanhas escuros agredissem cidadãos em vias de serem detidos e mesmo depois de detidos?


r) Qual a identificação dos agentes da PSP que procederam à filmagem dos manifestantes ? Quando se iniciaram tais filmagens e por ordem de quem ? Pediu e obteve antecipadamente a PSP autorização da Comissão Nacional de Protecção de Dados para efectuar tais filmagens (que, como foi tornado público, já por duas vezes foram consideradas ilícitas pela referida Comissão)?

s) Por ordem de quem, e com que objectivo, foram recolhidos elementos de identificação (e outros não exigidos por lei, como por exemplo os telemóveis) das dezenas e dezenas de detidos que não foram levados a Tribunal de Pequena Instância Criminal ? E em que “expediente” ou “processos” ou ficheiros foram tais elementos incorporados e com que suporte legal?

Fico, pois, aguardando o fornecimento no prazo máximo legal de 10 dias – artº 61º, nº 3 do supra-citado CPA – dos elementos ora solicitados.
Mais informo que cópia deste requerimento será nesta data remetida ao Sr. Provedor de Justiça, à Srª Procuradora Geral da República, ao Sr. Inspector-Geral da Administração Interna, ao Sr. Bastonário da Ordem dos Advogados, ao Sr. Presidente do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados e ao Sr. Presidente da Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República.

E, dada a enorme gravidade das indiciadas violações de direitos, liberdades e garantias a que se reporta o presente pedido de informações, Vª Exª compreenderá que me reserve o direito de dar ao mesmo a divulgação que considerar mais adequada à completa dilucidação da verdade dos factos.

Com os melhores cumprimentos,
António Garcia Pereira e Associados

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sábado, novembro 24, 2012

"Todas as grandes verdades começam por ser blasfémias" (Bernard Shaw)

Ben Bernanke, o presidente judeu da Reserva Federal norte-americana é confrontado com pedidos de explicação sobre as ajudas secretas concedidas pela FED aos Bancos. Bernanke não responde... e este secretismo passa-se desde 1913 - os Grandes Bancos Centrais estão a dar absoluta prioridade ao evitar que o sistema bancário privado caia na falência. Assim sendo, caem os contribuintes na falência! Para onde vai o dinheiro ilegalmente surripiado ao erário público? não sabemos (mas entra na economia sob as mais diversas formas)... até quando escuta uma modesta canção num qualquer centro "cultural"

O sítio é o Museu Guggenheim em New York City; a música é inebriante, da melhor que o dinheiro pode aliciar e pagar


Andrew Bird

A familia Solomon Guggenheim, judeus oriundos dos Alpes suiços, é uma das maiores fortunas do mundo. Inicialmente, no século XIX, foi acumulada sobre a exploração mineira de ouro da Yukon Gold Company no Alaska, mas em 1923 os Guggenheim venderam a sua participação na empresa à multinacional Anaconda e expandiram os seus interesses por todo o continente americano, desde a extracção de ouro até ao cobre do Chile - num negócio que legou ao quarto filho Daniel (1) dividendos que, reinvestidos e medidos a preços de 2002, valiam 700 milhões de dólares por ano. É com os juros e rendimentos sobre esses trocos que esse herdeiro gere filantropicamente uma famosa Fundação na área da Cultura Judaica globalizada ...

(1) Outra irmã, Peggy Guggenheim passou por Lisboa em fuga da Alemanha durante a 2ª Grande Guerra. Acabaria por se estabelecer em Veneza (1949), com o museu que tem o seu nome 
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sexta-feira, novembro 23, 2012

49º aniversário do Assassinato de JFK - o FBI de Hoover, a Máfia, Lindon B. Jonhson e a "Conexão Texana"

22 de Novembro de 1963 – O presidente dos EUA, John F. Kennedy, 46 anos de idade e no 3º ano do seu primeiro mandato, foi assassinado durante um desfile em Dallas. Um único homem, Lee Harvey Oswald, foi acusado do assassinato de Kennedy, mas esta obscura personagem foi também assassinada por um homem de mão da Máfia antes que pudesse ir a julgamento. No dia seguinte o texano Lyndon B. Johnson (que ocupava o cargo de vice-presidente) foi empossado como o 36º Chefe-executivo da Nação.

Uma equipa de vários atiradores bem treinados e enquadrados (incluindo oficiais de polícia e do FBI) dispararam sobre Kennedy, não apenas um atirador psicopata isolado. Houve dezenas de testemunhas oculares do assassinato do Presidente (1). Mas todas foram obrigadas a manter a boca fechada sobre o que viram – e as mais reticentes foram avisadas, perseguidas e, quando o seu testemunho se tornou suficientemente perigoso para a versão oficial, foram desaparecendo ou sendo eliminadas fisicamente (2). Na época de inicio da globalização da CIA, (3) com outro texano como director, George Herbert Bush, era certo e sabido que esses sádicos e o Pentágono não pagariam a traidores. Ninguém mais foi preso. E no mesmo dia roubaram rapidamente e de forma ilegal o cadáver de JFK para fazer desaparecer as provas de que houve mais que um assassino (4). As provas foram destruídas; Quem puxou o gatilho não se sabia; e o porquê passou a ser uma questão secundária (5).

Johnson era conhecido por ser um notável suporte do Complexo-Industrial-Militar e, investido este na Presidência, (com George Herbert Bush na vice-presidência vindo directamente de director da CIA) rapidamente a guerra no Vietname sofreu uma enorme escalada. Imagine-se o prejuízo se a América não estivesse envolvida em nenhuma guerra (!?). Como primeiro motivo, JFK foi morto por trabalhar pela Paz no Vietname (6) Numa segunda componente bélica, dez dias antes de ser assassinado, John F. Kennedy exigiu o acesso aos arquivos secretos da CIA para conhecer os meandros da Guerra Fria (7). Em terceiro lugar, a tese considerada mais relevante, implica como razão para o crime a decisão de Kennedy (pela Ordem Executiva 11110 de 4 de Junho) de retirar à Reserva Federal o poder de emitir dinheiro e controlar a politica monetária dos Estados Unidos. Por fim, o famoso discurso sobre as Organizações Secretas (e do remédio santo contra o Marxismo) destinado a obter apoio mediático para todas estas medidas ajudou à fatalidade.

Os conspiradores reuniram-se em Dallas na noite anterior ao assassinato. Existem hoje provas que o próprio George Herbert Bush esteve presente. E uma semana depois organizaram uma festa enquanto as pessoas normais lamentavam a tragédia do seu jovem e promissor presidente. (8). Quem teria perpretado o crime de Dallas? Um comunista reciclado?, um mafioso?, um cubano? Hoje já não importa saber. O que importa saber é quem ordenou - e quem arranjou as coisas para: a) tornar possível e tiroteio; b) encobrir o que realmente aconteceu. A obsessão com a minúcia investigatória: quem fez isso? que arma usou? será que Jack Ruby conhecia Oswald?, etc. são clássicos de contra-informação e pistas falsas. Para entender quem matou Kennedy, temos que conhecer e entender as pessoas que sequestraram os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial - como fizeram ou fazem eles isto e aquilo tornou-se um charadismo conspiratório difícilímo de decifrar – mas há uma dica importante: Estas não são pessoas normais e sensatas, e são, portanto, difíceis de entender por pessoas normais e sensatas.


Na semana antes de Kennedy ser assassinado, os jornais, rádios e televisão, nacionais e locais, iniciaram um ritmado debate centrado em dois assuntos: a) Quantas pessoas odiavam os Kennedys e queriam fazer-lhes mal? b) quão "imprudente" Kennedy era ao ser popular e não seguir estritamente os protocolos de segurança (uma acusação semelhante foi feita sobre os poucos cuidados do seu filho John John com a segurança aeronáutica quando este morreu num acidente de avião muito misterioso, precisamente quando estava prestes a entrar na vida política). Poucas horas antes de Kennedy foi assassinado a sangue frio, esta bizarra argumentação foi ouvida nos altifalantes dois minutos e meio antes de Kennedy subir ao palco para uma palestra-almoço em Fort Worth. Basta pensar como uma coisa destas é estranha. Quem iria escrever um script como esse? Quem poderia pedir que isto fosse lido antes de uma aparição presidencial? Estava preparada a opinião pública. Apenas algumas horas após este noticiário ao vivo Kennedy foi assassinado por um "louco solitário" como seria descrito nas noticias dos tablóides do Texas (9)


a CIA fez o que a CIA sabe fazer tão bem. Descobriram elementos corruptos no país que tinham motivação para remover um inimigo; que a CIA queria igualmente ver eliminado e ajudaram-los fazer isso. Os atiradores foram contratados no mundo do crime organizado. Gente dessa capazes de dar tiros por dinheiro não são dificeis de encontrar. Altas patentes militares à volta de todo o mundo têm treinado milhares deles. As perguntas surgem encadeadas num rodopio de gato atrás da sua própria cauda: será que foi a Máfia? Foi Johnson o mandante? Foi o FBI de Edgar J. Hoover? (10). As suspeitas (mais tarde confirmadas) sobre o actor principal recaem sobre George Herbert Bush, envolvido na logística de apoio à operação de invasão de Cuba e que também esteve em Dallas nesse dia. Bush usou a sua plataforma petrolífera no mar das Caraibas, a Zapata Corporation (11), hoje reconhecida pelas então estreitas ligações à CIA, e dois navios-cargueiro (um sintomaticamente chamado “Bárbara”, o nome da sua mulher, o outro "Houston") como transporte de armas e viaturas destinados à falhada invasão da Baía dos Porcos. A coberto dos treinos para essa operação, em conjunto com esses mercenários, um pequeno grupo operacional estava destinado à operação de Dallas. Daí a ênfase posta na Conspiração Cubana. Toda essa gente estava envolvida e o registo histórico mostra que esses grupos, desde o FBI que perdia influência a braços com o combate à corrupção levado a cabo por Robert Kennedy, mas especialmente a CIA e a Máfia trabalhavam juntos frequentemente.

George Herbert Walker Bush viria a ser designado o 41º Presidente

notas e fontes:

(1) Investigações não conseguiram obter testemunhas 
(2) Havia dúzias de testemunhas. Eis um caso 
(3) Contando com a vanguarda da CIA, mais tarde, com inicio da experiência do neoliberalismo no Chile, o paradigma alastraria ao resto do mundo
(4) o corpo de Kennedy foi imediatamente removido por avião para uma base militar em Washington, contrariando a lei que obrigava a que qualquer crime local tivesse de ser investigado pelas autoridades locais
(5) Porque colaborou a CIA no assassinato?
(6) http://www.brasschecktv.com/videos/assassination-studies-1/jfk-killed-for-pursuing-peace.html">Os esforços de Kennedy para obter um acordo de paz no Vietname 
(7) O presidente exigiu o acesso a documentos da CIA, mas os adeptos das teorias da conspiração dizem que eram sobre Ovnis (possivelmente satélites soviéticos)
(8) Em casa do magnate do petróleo texano Clint Murchison nunca houve mistério. Ele afirma, peremptório, que na noite anterior ao crime estiveram reunidos J. Edgar Hoover, H.L. Hunt, Richard Nixon e Lyndon B. Johnson 
(9) http://www.brasschecktv.com/videos/assassination-studies-1/preparing-the-public-mind.html">Preparando psicologicamente a opinião pública para noticias adversas
(10) Trabalho em conjunto entre Hoover, a Máfia e a Conexão Texana
(11) Zapata Corporation (wikipedia)
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Ri-te Palhaço!

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O parodiante de Belém: "Vou ser breve e tentar passar despercebido. Se vos perguntarem digam que não me viram, que prometo não pôr nenhum post na minha página do Facebook", Cavaco Silva, 21.11.2012 

Cavaco diz que portugueses esqueceram o mar, a agricultura e a indústria, portanto também podiam esquecer o BPN 

«Nós avançamos uma explicação que ainda ninguém rebateu: a dívida cresce porque os trabalhadores pagam cada vez mais para o Estado social e esse valor é desviado das funções sociais do Estado para o pagamento de “rendas privadas»
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quinta-feira, novembro 22, 2012

pela enésima vez, mais um "cessar-fogo" sobre a Palestina

a Sionista Hillary Clinton apressou-se em marchar em direcção a Israel para perorar como parte interessada no que chamam "conflito", em vez de crime de agressão! e promover mais este documento da tanga.


Logo após, o "atentado" ao autocarro em Telavive onde ficaram feridas 22 pessoas foi mais uma operação de false-flag. Com esse pretexto e visando como sempre a retaliação em nome da sacrossanta pátria ultra-religiosa de Israel o bombardeamento sobre Gaza continuou (21 de Novembro)
Horas mais tarde, não quer dizer que os Palestinianos não tenham celebrado mais uma trégua, mas a pergunta que se impõem é só uma: quem vai pagar mais estes crimes, vidas e tamanha destruição? Nada de novo a assinalar para quem assiste às cúmplices conversas entre amigalhaços - Obama e Netanyahu - elogiando-se um ao outro por serem o Grande e o Pequeno Satanás: "Defendemos interesses comuns e enfrentamos o mesmo inimigo, estamos juntos!" - Obama ouve, submisso, de orelhas caídas:



O ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Ahmad Davoud Oglu, ao visitar o Hospital Al-shifaa em Gaza não conseguiu controlar as lágrimas 


Entretanto em Israel prosseguem as manifestações de sionistas (haverá outros?) a favor da Guerra! Ouvem-se gritos fanáticos de "morte aos esquerdistas"; "em Gaza não há inocentes"; "deixem o Exército exterminá-los!", "deixem o Exército exterminá-los!"



Há um acordo de paz (presume-se), mas o ministro dos assuntos sionistas Paulo Portas continua a afirmar que houve um “Ataque Terrorista” 
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quarta-feira, novembro 21, 2012

Queimar a Merkel Sim!, está bem pensado. Mas não chega...














É preciso atingir o Imperialismo no actualmente mais importante dos seus interesses: os seus agentes nos serviços terciários prestados pelas elites da Europa ao controlo global financeiro

"...esta manifestação não é contra o povo alemão; é contra a chanceler alemã e o que ela representa - o imperialismo alemão - em termos políticos e económicos" é o que dizem os jornais; Porque a culpa da crise é dos “mercados financeiros”.

1. Esta é uma verdade estafada que já chegou praticamente a toda a gente. Mas quem são e quem manipula esses “mercados” não são entidades abstractas – têm nomes e localização geográfica precisa – no caso do controlo da emissão do dinheiro que controla a economia global este faz-se na praça financeira (Bolsa) de New York - uma coisa que já não funciona propriamente em nome do país “Estados Unidos”, mas sim de um conglomerado de banqueiros privados com hegemonia transnacional. (1) A livre emissão de Dólares, numa relação mega-inflaccionada com a economia real, é em si mesmo um acto de agressão Imperialista.

Para quê pagar impostos se eles podem 
fabricar o dinheiro à balda?

















A entidade responsável pela emissão monetária (em Dólares) é o conglomerado de bancos privados que constituem a Reserva Federal dos Estados Unidos, que assume a ilusória aparência de Banco Central de utilidade pública; a FED pode imprimir dólares na quantidade que decidir necessária e emprestá-los directamente ao Estado, para este se financiar na execução dos seus projectos políticos, a maioria dos quais colocados como investimento em processos de hegemonia globalizante (2)

2- A determinação dos preços das “commodities” (mercadorias) no mercado mundial é feita na Bolsa de Londres. Tudo o que seja valores de matérias-primas é decidido na City, desde o petróleo (transacionado em dólares) até aos minérios, trigo e outros cereais e produtos base na alimentação da população a nivel global. Tudo isto está dependente do valor de medida da Libra inglesa equiparada ao ouro na tradição clássica imperialista.
O Banco de Inglaterra pode cunhar ou imprimir Libras na quantidade que decidir necessária e emprestá-las directamente ao Estado. O objectivo principal do Reino Unido, como se sabe, é gerir economicamente os mercados dos países de língua inglesa através da Commonwealth. Excepto na localização geográfica, muito pouco ou nada liga a Inglaterra à parte continental da Europa.

a Rainha de Inglaterra é uma figura decorativa? nada mais errado! ou mais certo; Anote-se a pose e o discurso de Isabel II na ONU em 2010: "Sou Rainha de 16 paises membros destas Nações Unidas... e Lider de 54 paises pertencentes à Commonwealth"; Note-se ainda a deferência servil com que a real personagem é tratada no final, enquanto a cambada de representantes dos restantes paises-membros é mandada aguentar até que a Rainha seja conduzida ao exterior com pompa e circunstância inusitadas. Eles sabem que a ascendência da Banca Global tem raizes profundas na Aristocracia monárquica anglo-saxónica Europeia (3)
 


3- o Euro é uma moeda de criação recente, construida como cereja em cima de um bolo confeccionado por 450 milhões de consumidores a partir dos destroços da 2ª Grande Guerra. Durante 60 anos esse consumismo da Europa foi o motor da economia mundial na perspectiva capitalista liberal, por oposição subsidiada em dólares ao regime socialista da União Soviética saído da Revolução de 1917 na sequência da bancarrota czarista provocada pela 1ª Grande Guerra (4).
O Banco Central Europeu, concebido como emissor do Euro em 1999, com sede em Frankfurt na Alemanha, pela natureza dos seus estatutos (cujo primeiro objectivo seria o controlo da inflação) imprime o dinheiro mas não pode emprestá-lo directamente aos Estados-membros. O BCE apenas pode emprestar dinheiro (criar dívida) através dos Bancos Privados, desde que esses empréstimos sejam avalizados pelo Estado. É esta a génese das Dívidas Soberanas, ou seja, a transferência do pagamento de juros e prejuízos das dívidas dos bancos privados (incluindo, e sobretudo, as acções fraudulentas dos conglomerados financeiros anglo-americanos falidos) para a esfera da Dívida Pública dos Estados dependentes.

Para tal designio, utilizando a Alemanha como sub-imperialismo subserviente e capaz de controlar economicamente toda a Europa (5), os verdadeiros donos do mundo contam com a Santissima Trindade da especulação Financeira, da alienação pela Religião e do crime organizado pelo poder Militar


notas
(1) ler: Paulo Varela Gomes, "o capitalismo global deixou definitivamente de precisar de paises e fronteiras", in “O Espelho”
(2) Pior que o tributo pago como vassalagem ao Império nos tempos áureos de Roma, a aceitação de financiamentos em dólares pelos Estados-vassalos com acumulação capitalista local incipiente (e sem dinheiro, nada feito, não há obras para extasiar a populaça) constitui hoje em dia o reconhecimento do acto de fazer pagar juros exorbitantes aos contribuintes, escravizando-os em nome de uma Dívida que é contraída exclusivamente no interesse das elites governantes.
(3) O banqueiro Nathan Rothschild (1777-1836) elevado à condição aristocrática de Lorde, salientou: “Eu não me importo qual é a marioneta que é posta no trono da Inglaterra para governar o Império. O homem que controla a oferta de dinheiro da Inglaterra controla o Império Britânico e eu controlo a oferta de dinheiro da Inglaterra”. A proximidade dos irmãos Rothschild é bem percebida numa carta de Solomon Rothschild para o seu irmão Nathan em 28 de Fevereiro de 1815: “Nós somos como o mecanismo de um relógio: cada parte é essencial para que funcione na perfeição...” Essa proximidade é depois vista nos 18 casamentos feitos pelos netos de Mayer Amschel Rothschild – 16 foram contraídos entre primos de primeiro grau.
(4) A Rússia Soviética em 1917 recusou imediatamente pagar a Dívida que tinha sido contraída pelo Czar. A Dívida imputada à Alemanha pelos vencedores no Tratado de Versalhes em 1919 (que seria denunciada e o seu pagamento suspenso pelo regime de Hitler) só acabou de ser paga em  2010. Imagine-se agora a Dívida que foi imputada à mesma Alemanha após a derrota na 2ª Grande Guerra. Provavelmente é uma Dívida Eterna...
(5) "o Euro só funcionaria se não servisse para alimentar a Economia Alemã, à custa do resto da Europa!!!" (Joseph E. Stiglitz)
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