O Fundo Monetário Internacional (FMI) é uma organização imperialista cuja função é garantir que a extorsão feita aos trabalhadores e aos povos oprimidos do mundo através do mecanismo da dívida pública se possa continuar a fazer. (Luta Popular)
Garcia Pereira denunciou há vários meses o que veio a confirmar-se com o plano do FMI agora anunciado: "aumentaram-se os impostos, reduziram-se drasticamente as prestações sociais para os mais explorados, para depois se chegar à conclusão que ainda não chega..."
A barbárie que representa o processo sumário e terrorista de despejos que ameaçam dezenas de milhar de arrendatários pobres, no seguimento da nova lei das rendas, a privatização da TAP, a necessidade de os trabalhadores não apostarem numa luta meramente jurídica (eventual declaração de inconstitucionalidades pelo tribunal constitucional) e de novo o imperativo do derrube deste governo e o não pagamento da dívida, foram ainda temas abordados por Garcia Pereira, cujo desenvolvimento merece ser ouvido na gravação do programa "Em Foco" da ETV aqui disponibilizada:
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
sexta-feira, janeiro 11, 2013
quinta-feira, janeiro 10, 2013
a Banca está Rota
Paulo Morais descreve mais uma jogada, não muito badalada nos media nem nas redes sociais, embora usada habitualmente no meio financeiro, para extorquir mais valias no depauperado sistema capitalista agora em decomposição para outro modo de exploração qualquer do qual não se vislumbra ainda bem os contornos.
Na sua habitual crónico semanal do CM, subordinada ao tema: "os Bancos são sacos rotos onde são despejados, criminosamente, os escassos recursos do povo português":
(...) estranha foi a aquisição do Finibanco pelo Montepio Geral (MG). (entre outras trafulhices com raizes offshore). O Montepio, não sendo uma entidade pública, tem responsabilidades sociais óbvias, pois é a maior associação mutualista portuguesa, com cerca de 530 mil associados. Quando o Finibanco acumulava já enormes prejuizos, surge uma oportuna OPA por parte do MG. O Finibanco apresentou lucros apenas no semestre da venda, as acções valorizaram artificialmente dias antes da operação, com uma valorização de 22% em apenas tes dias, inflacionando o valor da OPA em dezenas de milhões - isto é, o Montepio comprou muito caro o Finibanco prejudicando os Mutualistas" (original aqui)
Conferência "a Corrupção na Origem da Crise" - Paulo Morais sobre o confisco do dinheiro roubado pelos accionistas do BPN/SLN. (ou de como é muito conveniente que alguém vá falando disso enquanto quem de direito, da mesma área politica, patrocina o encobrimento do escândalo
O próprio José Oliveira e Costa, ex-secretário de Estado de Cavaco, concedeu a si próprio créditos no valor de 15 milhões de euros; a sua filha Iolanda recebeu 3,4 milhões de euros; Luis Caprichoso recebeu quase 1 milhão de euros por prestar assessoria ao Banco; a uma empresa de Duarte Lima, amigo íntimo de Cavaco, foram emprestados 49 milhões! outro ex-dirigente do PSD, Arlindo Carvalho junto com um do PS, José Neto, receberam em conjunto 75 milhões de euros; Almerindo Duarte da Transibérica tem um crédito concedido de 23 milhões de euros; outro do PSD, Joaquim Coimbra, notável contribuidor para a eleição de Cavaco, recebeu 11 milhões; Aprigio Santos tem um crédito de 140 milhões! uma empresa de ciomentos do pelouro de Dias Loureiro, compadre e ex-conselheiro de Estado de Cavaco, recebeu 90 milhões. Tudo isto é crédito mal parado do qual os detentores nunca mais passaram Cavaco ao banco... e que acabará (se é que já não foi) por ser transferido para a dívida pública para os contribuintes pagarem... (embora o maçon Paulo Morais não mencione estes valores nem o diga desta maneira)...
Na sua habitual crónico semanal do CM, subordinada ao tema: "os Bancos são sacos rotos onde são despejados, criminosamente, os escassos recursos do povo português":
(...) estranha foi a aquisição do Finibanco pelo Montepio Geral (MG). (entre outras trafulhices com raizes offshore). O Montepio, não sendo uma entidade pública, tem responsabilidades sociais óbvias, pois é a maior associação mutualista portuguesa, com cerca de 530 mil associados. Quando o Finibanco acumulava já enormes prejuizos, surge uma oportuna OPA por parte do MG. O Finibanco apresentou lucros apenas no semestre da venda, as acções valorizaram artificialmente dias antes da operação, com uma valorização de 22% em apenas tes dias, inflacionando o valor da OPA em dezenas de milhões - isto é, o Montepio comprou muito caro o Finibanco prejudicando os Mutualistas" (original aqui)
Conferência "a Corrupção na Origem da Crise" - Paulo Morais sobre o confisco do dinheiro roubado pelos accionistas do BPN/SLN. (ou de como é muito conveniente que alguém vá falando disso enquanto quem de direito, da mesma área politica, patrocina o encobrimento do escândalo
O próprio José Oliveira e Costa, ex-secretário de Estado de Cavaco, concedeu a si próprio créditos no valor de 15 milhões de euros; a sua filha Iolanda recebeu 3,4 milhões de euros; Luis Caprichoso recebeu quase 1 milhão de euros por prestar assessoria ao Banco; a uma empresa de Duarte Lima, amigo íntimo de Cavaco, foram emprestados 49 milhões! outro ex-dirigente do PSD, Arlindo Carvalho junto com um do PS, José Neto, receberam em conjunto 75 milhões de euros; Almerindo Duarte da Transibérica tem um crédito concedido de 23 milhões de euros; outro do PSD, Joaquim Coimbra, notável contribuidor para a eleição de Cavaco, recebeu 11 milhões; Aprigio Santos tem um crédito de 140 milhões! uma empresa de ciomentos do pelouro de Dias Loureiro, compadre e ex-conselheiro de Estado de Cavaco, recebeu 90 milhões. Tudo isto é crédito mal parado do qual os detentores nunca mais passaram Cavaco ao banco... e que acabará (se é que já não foi) por ser transferido para a dívida pública para os contribuintes pagarem... (embora o maçon Paulo Morais não mencione estes valores nem o diga desta maneira)...
quarta-feira, janeiro 09, 2013
Estado precisa de mais dinheiro. Adivinhe quem é que consegue fugir ao Fisco?
No caso das grandes companhias multinacionais (corporate trusts) a fuga ao pagamento de impostos pode ter uma opacidade quase total, na medida em que as leis dos territórios onde tal se pratica (1) impedem os mandatários de informar quem quer que seja dos nomes dos verdadeiros proprietários das fortunas fugidas ao fisco.
A possibilidade de pulverização desses grandes monopólios numa imensidade de pequenas empresas subsidiárias, a criação e registo de empresas fictícias, são utilizadas apenas para colocar barreiras opacas entre os proprietários dos dinheiros que procuram refúgio e as autoridades fiscais dos países lesados pela evasão fiscal. Os Estados onde na verdade operam essas companhias deixam de facto de receber importantes volumes de dinheiro indispensáveis para sustentar as despesas assumidas pelos contratos sociais. É por isso, e apenas por isso, que os Governos comprometidos com a fraude (2) dizem que “não há dinheiro”!
Cobrar impostos sobre os lucros dos contribuintes à razão de 2% ou 3% chegaria e ainda sobrava para custear as despesas do Orçamento e ficar com muito boas possibilidades soberanas de legislar explicitamente de modo a atrair capitais de investimento e criar empregos em detrimento de outros países concorrentes. O problema porém é que a concorrência está desviada para o conflito latente entre o Estado e as Grandes Empresas. Muitos pensam os Estados como sendo “entidades neutras” (3), mas não é assim que as coisas se passam. Há uma igualdade de oportunidades construída entre as empresas como entidades detentoras do poder económico e os Estados fracos que se deixam instrumentalizar politicamente por essas corporações. Quando tal acontece, um dos efeitos colaterais é a explosão da dívida pública; e os países mediamente desenvolvidos como Portugal predispõem-se a saquear impostos de 30% ou mais sobre tudo o que mexe nas actividades económicas das classes médias ou 45% de IRS sobre as pequenas empresas. O objectivo é destruir o tecido empresarial intermédio existente para beneficio no futuro dessas grandes companhias multinacionais (4). Enquanto isso, os multimilionários que actuam globalmente desviaram mais de 21 triliões para paraísos fiscais, um valor em riqueza escondida que, segundo este relatório, é muito maior do que se pensava.
(1) Como se disse já aqui, é erróneo usar o termo Off-Shores cada um deles avulso per si e no plural como se apenas de paradisíacas ilhas se tratassem. O termo correcto, desfazendo a confusão entre o inglês “Heaven” (Céu) e Haven (Refúgio) não é “Paraiso Fiscal” mas sim zonas de “Refúgio Fiscal”. O “que existe de facto é um Sistema Off-Shore único. Os territórios que proporcionam fugas aos Fiscos nacionais estão por todo o lado, nas fronteiras dos Estados onde se exercem a maioria das actividades produtivas: na Europa o clássico exemplo da Confederação de Cantões Suiços, o Liechtenstein, o Luxemburgo, Andorra, Mónaco, Sam Marino, Chipre, Malta, Madeira, Jersey, Holanda, Áustria, Gibraltar, etc. etc.
Nos Estados Unidos qualquer estrangeiro não residente pode comprar títulos de empresas e registá-las no Estado do Delaware sem ter de pagar impostos. Mais de 60% das 500 maiores empresas dos EUA têm ali registada a sua sede. Só num andar do nº 1209 da North Street em Wilmington estão registadas 6500 empresas, um sistema literalmente importado no caso relatado da célebre suite 605 no Funchal. Nas ilhas Caiman só numa morada estão registadas nada mais nada menos que 217.000 empresas. É assim por todo o lado. Grandes corporações na área financeira providenciam serviços de domiciliação de contas, sem que os titulares tenham de se deslocar dos locais onde exercem as suas actividades: o Citigroup, o Deutsche Bank, o banco Mellon of New York, o Wells Fargo, o One Investment Group, o BNP Paribas, o BES, Santander, etc.
(2) É famosa a citação do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Denis MacShane do Partido Trabalhista do Reino Unido: “Quando eu era ministro, critiquei o sigilo bancário na União Europeia, num seminário em que estava o meu equivalente do Luxemburgo. Ele virou-se e delicadamente perguntou: “Alguma vez examinou a Lei do Reino Unido sobre os Trusts? Todos os nossos banqueiros e advogados fiscalistas dizem que se você quiser realmente, se quiser mesmo, esconder dinheiro, que vá até à City de Londres e organize um Trust”
(3) o “Estado” é a instituição que garante a propriedade privada em favor das classes dominantes i.e. a burguesia que detém os meios de produção, a caminho de consolidar o monopólio global dos grandes meios de circulação e distribuição. O “Estado” não existiu sempre, nem existirá para sempre, estando actualmente em declínio devido à ascenção dos diversos poderes supranacionais que o sobrelevam (ver: a Concepção Marxista do Estado)
(4) O modus operandi da expansão global das “Corporate Trusts”, vulgo empresas Multinacionais, é definido como sendo a de instituições do Direito consuetudinário inglês, herdadas dos tempos das Cruzadas, e que implicam apenas um contrato entre duas partes (o mandante e o mandatário), não precisando sequer esse contrato de ser registado, embora possa ser invocado em tribunal. Quase todos os refúgios fiscais dispõem de um sofisticado sector de “mandatários” (sociedades de advogados) que actuam como testas-de-ferro para aumentar a opacidade e esconder os dinheiros fugidos ao fisco. Assim, ao abrigo das falhas de legislação que permitem transferências financeiras isentas de impostos, o mandatário na filial esconde os lucros offshore, o mandante declara prejuizos no local onde os impostos são mais altos. É uma esperteza saloia para captar mais dinheiro para os accionistas privados que é roubado aos contribuintes
(5) "Pingo Doce pagou 150 milhões aos accionistas em dividendos extraordinários decididos no último dia do ano"
Citações adaptadas de "O Escândalo da Dívida e o Sistema Mundial Offshore" de Guilherme da Fonseca-Statter, Ediç. "Página a Página", Agosto de 2012)
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A possibilidade de pulverização desses grandes monopólios numa imensidade de pequenas empresas subsidiárias, a criação e registo de empresas fictícias, são utilizadas apenas para colocar barreiras opacas entre os proprietários dos dinheiros que procuram refúgio e as autoridades fiscais dos países lesados pela evasão fiscal. Os Estados onde na verdade operam essas companhias deixam de facto de receber importantes volumes de dinheiro indispensáveis para sustentar as despesas assumidas pelos contratos sociais. É por isso, e apenas por isso, que os Governos comprometidos com a fraude (2) dizem que “não há dinheiro”!
Cobrar impostos sobre os lucros dos contribuintes à razão de 2% ou 3% chegaria e ainda sobrava para custear as despesas do Orçamento e ficar com muito boas possibilidades soberanas de legislar explicitamente de modo a atrair capitais de investimento e criar empregos em detrimento de outros países concorrentes. O problema porém é que a concorrência está desviada para o conflito latente entre o Estado e as Grandes Empresas. Muitos pensam os Estados como sendo “entidades neutras” (3), mas não é assim que as coisas se passam. Há uma igualdade de oportunidades construída entre as empresas como entidades detentoras do poder económico e os Estados fracos que se deixam instrumentalizar politicamente por essas corporações. Quando tal acontece, um dos efeitos colaterais é a explosão da dívida pública; e os países mediamente desenvolvidos como Portugal predispõem-se a saquear impostos de 30% ou mais sobre tudo o que mexe nas actividades económicas das classes médias ou 45% de IRS sobre as pequenas empresas. O objectivo é destruir o tecido empresarial intermédio existente para beneficio no futuro dessas grandes companhias multinacionais (4). Enquanto isso, os multimilionários que actuam globalmente desviaram mais de 21 triliões para paraísos fiscais, um valor em riqueza escondida que, segundo este relatório, é muito maior do que se pensava.
(1) Como se disse já aqui, é erróneo usar o termo Off-Shores cada um deles avulso per si e no plural como se apenas de paradisíacas ilhas se tratassem. O termo correcto, desfazendo a confusão entre o inglês “Heaven” (Céu) e Haven (Refúgio) não é “Paraiso Fiscal” mas sim zonas de “Refúgio Fiscal”. O “que existe de facto é um Sistema Off-Shore único. Os territórios que proporcionam fugas aos Fiscos nacionais estão por todo o lado, nas fronteiras dos Estados onde se exercem a maioria das actividades produtivas: na Europa o clássico exemplo da Confederação de Cantões Suiços, o Liechtenstein, o Luxemburgo, Andorra, Mónaco, Sam Marino, Chipre, Malta, Madeira, Jersey, Holanda, Áustria, Gibraltar, etc. etc.
Nos Estados Unidos qualquer estrangeiro não residente pode comprar títulos de empresas e registá-las no Estado do Delaware sem ter de pagar impostos. Mais de 60% das 500 maiores empresas dos EUA têm ali registada a sua sede. Só num andar do nº 1209 da North Street em Wilmington estão registadas 6500 empresas, um sistema literalmente importado no caso relatado da célebre suite 605 no Funchal. Nas ilhas Caiman só numa morada estão registadas nada mais nada menos que 217.000 empresas. É assim por todo o lado. Grandes corporações na área financeira providenciam serviços de domiciliação de contas, sem que os titulares tenham de se deslocar dos locais onde exercem as suas actividades: o Citigroup, o Deutsche Bank, o banco Mellon of New York, o Wells Fargo, o One Investment Group, o BNP Paribas, o BES, Santander, etc.
(2) É famosa a citação do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Denis MacShane do Partido Trabalhista do Reino Unido: “Quando eu era ministro, critiquei o sigilo bancário na União Europeia, num seminário em que estava o meu equivalente do Luxemburgo. Ele virou-se e delicadamente perguntou: “Alguma vez examinou a Lei do Reino Unido sobre os Trusts? Todos os nossos banqueiros e advogados fiscalistas dizem que se você quiser realmente, se quiser mesmo, esconder dinheiro, que vá até à City de Londres e organize um Trust”
(3) o “Estado” é a instituição que garante a propriedade privada em favor das classes dominantes i.e. a burguesia que detém os meios de produção, a caminho de consolidar o monopólio global dos grandes meios de circulação e distribuição. O “Estado” não existiu sempre, nem existirá para sempre, estando actualmente em declínio devido à ascenção dos diversos poderes supranacionais que o sobrelevam (ver: a Concepção Marxista do Estado)
(4) O modus operandi da expansão global das “Corporate Trusts”, vulgo empresas Multinacionais, é definido como sendo a de instituições do Direito consuetudinário inglês, herdadas dos tempos das Cruzadas, e que implicam apenas um contrato entre duas partes (o mandante e o mandatário), não precisando sequer esse contrato de ser registado, embora possa ser invocado em tribunal. Quase todos os refúgios fiscais dispõem de um sofisticado sector de “mandatários” (sociedades de advogados) que actuam como testas-de-ferro para aumentar a opacidade e esconder os dinheiros fugidos ao fisco. Assim, ao abrigo das falhas de legislação que permitem transferências financeiras isentas de impostos, o mandatário na filial esconde os lucros offshore, o mandante declara prejuizos no local onde os impostos são mais altos. É uma esperteza saloia para captar mais dinheiro para os accionistas privados que é roubado aos contribuintes
(5) "Pingo Doce pagou 150 milhões aos accionistas em dividendos extraordinários decididos no último dia do ano"
Citações adaptadas de "O Escândalo da Dívida e o Sistema Mundial Offshore" de Guilherme da Fonseca-Statter, Ediç. "Página a Página", Agosto de 2012)
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terça-feira, janeiro 08, 2013
Balsemão sobre o Bilderberg: nunca fiz nenhum negócio à pala disso
clique no recorte para ampliar
Francisco Pinto Balsemão é um dos senadores do Regime que vigora em Portugal depois do 25 de Novembro. Em entrevista ao Diário de Noticias (6 de Janeiro pp) Balsemão reconhece que, por mais de trinta anos, é o único português com assento permanente no Grupo Bilderberg "que muita gente reconhece como sendo o maior lobby à escala universal" (devendo logicamente obediência ao CFR e à Comissão Trilateral norte- americanos). Todos os convidados para as reuniões anuais do Bilderberg virão de seguida a ter manifesta influência para o exercicio dos cargos que são ali seleccionados e atribuidos. Na reunião Bilderberg de 2012 marcaram presença Mitt Romney "alternativa" no espectáculo de acesso à presidência dos EUA, Bassma Kodmani do Concelho Nacional Sírio o orgão da "oposição" que está na origem do terrorismo na Síria, Neelie Kroes comissária europeia para o controlo das Redes Socias na Internet, Eric Schmidt da Google, etc. Só não se entende ainda o que fará a presença de Clara Ferreira Alves, mas adiante decerto se verá. Na reunião de 2011 tinha sido convidado o ex-ministro Luis Amado (homem de mão de José Sócrates) e actual presidente do "Banif", o banco privado através do qual se ensaia um novo modo de extorsão de dinheiro aos contribuintes com cobertura do Estado.
Pinto Balsemão nega contudo que o Bilderberg seja um grupo secreto, pelo simples facto dos jornalistas não terem acesso às reuniões. É tudo "transparente" porque se publica anualmente um livrito a dar conta do que se passou. Mas não dão conta do que ficou decidido e se irá passar. Como um dos guardiões do controlo e manipulação dos Media em lingua portuguesa o dono do Expresso e da SIC (parceira da Globo) nega contudo ter feito quaisquer negócios à sombra da sua participação no Bilderberg. Com a verdade nos tentas enganar, o Bilderberg é ele próprio em si o Negócio, uma vez que é ali que se decide quem entra ou não entra nos negócios. Simples. Ou Balsemão é um tótó sem nenhuma esperteza para os negócios ou é mentiroso, uma vez que os participantes no Grupo Bilderberg lideram o indice Bloomberg dos Bilionários mundiais.
A principal preocupação com as actividades do Grupo de Bilderberg não é o facto da elite global se ir reunindo com chefes de Estado e representantes dos Governos (isso nunca vai acabar), é o facto de que eles se encontram em segredo, a portas fechadas, sem quaisquer registos do que foi discutido ou acordado. Porquê John Kerry (Nomeado pelo presidente Barack Obama como próximo Secretário de Estado), Mark Carney (novo governador do Banco de Inglaterra), Henry Kissinger, John Micklethwait (Editor-Chefe da "The Economist") e Robert Zoellick (Presidente do Banco Mundial) tiveram de se encontrar em segredo em 2012 em Chantilly, Virginia, EUA? Do que é que eles falaram? Qual é a sua agenda? Que promessas foram feitas? porquê e a quem foram feitas?
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Francisco Pinto Balsemão é um dos senadores do Regime que vigora em Portugal depois do 25 de Novembro. Em entrevista ao Diário de Noticias (6 de Janeiro pp) Balsemão reconhece que, por mais de trinta anos, é o único português com assento permanente no Grupo Bilderberg "que muita gente reconhece como sendo o maior lobby à escala universal" (devendo logicamente obediência ao CFR e à Comissão Trilateral norte- americanos). Todos os convidados para as reuniões anuais do Bilderberg virão de seguida a ter manifesta influência para o exercicio dos cargos que são ali seleccionados e atribuidos. Na reunião Bilderberg de 2012 marcaram presença Mitt Romney "alternativa" no espectáculo de acesso à presidência dos EUA, Bassma Kodmani do Concelho Nacional Sírio o orgão da "oposição" que está na origem do terrorismo na Síria, Neelie Kroes comissária europeia para o controlo das Redes Socias na Internet, Eric Schmidt da Google, etc. Só não se entende ainda o que fará a presença de Clara Ferreira Alves, mas adiante decerto se verá. Na reunião de 2011 tinha sido convidado o ex-ministro Luis Amado (homem de mão de José Sócrates) e actual presidente do "Banif", o banco privado através do qual se ensaia um novo modo de extorsão de dinheiro aos contribuintes com cobertura do Estado.
Pinto Balsemão nega contudo que o Bilderberg seja um grupo secreto, pelo simples facto dos jornalistas não terem acesso às reuniões. É tudo "transparente" porque se publica anualmente um livrito a dar conta do que se passou. Mas não dão conta do que ficou decidido e se irá passar. Como um dos guardiões do controlo e manipulação dos Media em lingua portuguesa o dono do Expresso e da SIC (parceira da Globo) nega contudo ter feito quaisquer negócios à sombra da sua participação no Bilderberg. Com a verdade nos tentas enganar, o Bilderberg é ele próprio em si o Negócio, uma vez que é ali que se decide quem entra ou não entra nos negócios. Simples. Ou Balsemão é um tótó sem nenhuma esperteza para os negócios ou é mentiroso, uma vez que os participantes no Grupo Bilderberg lideram o indice Bloomberg dos Bilionários mundiais.
A principal preocupação com as actividades do Grupo de Bilderberg não é o facto da elite global se ir reunindo com chefes de Estado e representantes dos Governos (isso nunca vai acabar), é o facto de que eles se encontram em segredo, a portas fechadas, sem quaisquer registos do que foi discutido ou acordado. Porquê John Kerry (Nomeado pelo presidente Barack Obama como próximo Secretário de Estado), Mark Carney (novo governador do Banco de Inglaterra), Henry Kissinger, John Micklethwait (Editor-Chefe da "The Economist") e Robert Zoellick (Presidente do Banco Mundial) tiveram de se encontrar em segredo em 2012 em Chantilly, Virginia, EUA? Do que é que eles falaram? Qual é a sua agenda? Que promessas foram feitas? porquê e a quem foram feitas?
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segunda-feira, janeiro 07, 2013
a Arte de enganar o próximo
o Jornal i encomendou e publicou hoje uma sondagem a Alexandre Picoto, director da empresa de sondagens "Pitagórica" e membro da comissão de honra da candidatura de Pedro Passos Coelho em 2010 onde se diz que o Partido dito "Socialista" é o único que desce em relação aos partidos do centrão neoliberal parlamentar. Uns ou outros tanto faz. Mas, em abono da reposição da vergonha na cara, diga-se que não é a primeira vez que esse jornal pede sondagens viciadas à Pitagórica (das quais até o próprio Paulo Rangel se queixou), ou como aquela em pleno auge da contestação popular nas ruas quando o jornal i manipulou a manchete de primeira página afirmando que 70,2% dos portugueses rejeitam eleições antecipadas
Mais uma rodada, mais uma sondagem para gostos diferentes. Tomam os portugueses por idiotas, condenados a votar sempre nos mesmos, como se os "votos" fossem fazer a Revolução que há-de libertar o povo
e o desmentido pelo jornal i da sondagem de capa de ontem: "Governo em baixa. Rui Rio melhor que Passos"
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Mais uma rodada, mais uma sondagem para gostos diferentes. Tomam os portugueses por idiotas, condenados a votar sempre nos mesmos, como se os "votos" fossem fazer a Revolução que há-de libertar o povo
e o desmentido pelo jornal i da sondagem de capa de ontem: "Governo em baixa. Rui Rio melhor que Passos"
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Buda
o Principe Gautama Siddharta, fundador do Budismo, nasceu cerca do ano 563 antes-da-nossa-era (a.n.e.), filho do Rajá de Sakya, uma tribo guerreira do que é hoje o Nepal 150 quilómetros a norte de Bénares (Varanasi).
No inicio viveu a vida convencional de um Príncipe. Quando chegou aos 29 anos enfastiou-se com a vida luxuriosa da Corte e resolveu sair do Palácio do rei seu pai, da família e dos respectivos séquitos. Abandonou a sua esposa, as suas possessões, terras e poderes e iniciou uma longa caminhada submetendo-se às privações de uma vida ascética. “É certo que sou pobre, mas sou-o por opção”, diria dele o seu biógrafo nosso contemporâneo Hermann Hesse.
Por seis anos Siddharta levou uma vida de extrema austeridade obrigando-se à auto-tortura; no final deste suplicio, depois de diante de si ter desfilado um imenso rol de indigentes, putas, profetas, políticos e vulgares ladrões súbditos fora do seu mundo de origem, o Principe atingiu o estado de Iluminação – o secreto conhecimento do Eu, que não se representa nem pelo Corpo nem pela Consciência (e aqui começa a tanga i.e a negação de que tudo no Universo consiste em partículas de matéria que interagem no vazio até que a inteligência as organize)
“O melhor dos governantes não passa de uma sombra para os súbditos” (Lao Tsé)
De acordo com a tradição, Gautama Siddharta atingiu a Iluminação sentado debaixo da Árvore do Despertar (uma figueira ficus benghalensi religiosa ou Bodhi) perto de Buddh Gaya no Bihar durante a lua cheia do mês de Vaisakhi, o principio do Ano Novo para os hindús. Depois disto ficou conhecido como Buda o Iluminado. Fundou uma Ordem de monges e dispendeu os 40 anos seguintes como professor errante ganhando muitos seguidores. O que não será difícil de admitir, face à imensa população de miseráveis dedicados à mendicidade. Vestidos com os seus trapos tingidos de açafrão mendigavam as refeições e Buda nada fazia além do esforço pela esmola concedida – “sei pensar, sei esperar, sei jejuar” – dizia àqueles com quem se cruzava e viam nele modos finos e aristocráticos. Porém as coisas deste mundo, roupas, sapatos, pulseiras e dinheiro não lhe interessavam. Buda ensinava os pobres levarem uma vida regrada (que remédio) e ascética. Porém, dispostos a não renunciar completamente a todos os prazeres da vida, uma Ordem de Freiras foi igualmente criada. Buda morreu aos 80 anos em Kushinagar na terra de Oudh (Uttar Pradesh).
Por tempos imemoriais pensou-se que a vida de Buda seria puramente mitológica, mas agora parece que ela representou uma realidade histórica, porquanto Bodh Gaya se tornou um Património Mundial segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e se descobriu que as tecnologias de produção de milagres pertencem a um período bastante mais antigo. Os monumentos erguidos em Ashoca depois da conversão do reino ainda podem ser vistos. E houve grande excitação no século XIX quando um sarcófago contendo cinco vasos cerâmicos foram descobertos no Nepal. Um desses vasos continha alguns ossos com a inscrição “dos irmãos sukitti, juntos com as suas irmãs, este é um receptáculo das relíquias do Buda o Sagrado dos Sakyas”. Mas no final, medidos pelo carbono 14, parece que os ossos pertenciam ao tempo dos Ashoca, 200 anos depois da morte de Buda e, deste modo, não é provável que tivessem sido do próprio Buda. É perfeitamente datável quando e como Buda inventou completamente uma nova religião (religião é alienação); provavelmente ele promoveu uma transformação revolucionária a partir da pré-existente e ancestral Fé dos Brâmanes (passe ao lado que a palavra “Casta” tem origem portuguesa e dela só se tem noticia desde o século XV)
As ideias-chave do Budismo são que a existência humana é miserável, que o Nonsense ou “Nirvana” é o estado ideal e que o Nirvana pode ser alcançado pela devoção às regras do Budismo (religião é submissão). O principal conceito é de que as respostas do homem se encontram no seu interior e mesmo a morte não traz o Nirvana, porque as Almas transmigram-se após a Morte. Essas almas penadas estão condenadas à infelicidade na medida que se transmigram para muitas outras Vidas e recomeçam sempre noutros Corpos.
Henri Bergson (1859-1941) prémio Nobel em 1927 filosofava (seguido depois por Gilles Deleuze) que o ser dotado de inteligência é levado de facto a pensar em si mesmo e a desprezar os seus laços sociais. A inteligência mostra claramente ao homem a sua natureza mortal e por isso a religião reage com a crença na imoralidade e com o culto dos mortos. A inteligência faz perceber claramente aos vivos a imprevisibilidade do futuro e o carácter aleatório de todos os seus empreendimentos. A religião fornece mediante as crenças e as práticas mágicas a possibilidade de crer numa influência do homem sobre a natureza muito superior à que o homem pode efectivamente alcançar mediante a técnica. Na impossibilidade de um dinamismo total é preferível o homem dedicar-se ao misticismo, o que o pressupõe como um privilegiado genial. O misticismo da contemplação não acredita na eficácia da acção humana, assim, o génio místico que venha corrigir os males sociais e moraisde que sofre a humanidade. E “a humanidade poderá então retomar na Terra a função essencial do Universo, que é ser uma máquina de fabricar deuses”. Se não houver tempo para dar conta deste recado, então a opção de mudança da alma para outro corpo é garantida para que o virtual imaginado continue ad aeternum e passe a ser real.
O Budismo tornou-se uma religião muito popular espalhando-se rapidamente pela India, especialmente depois da conversão do Rei Ashoca (272-232 a.n.e.). Por volta do século III a.n.e. ele dominava todo o subcontinente indiano. Mais tarde, entrou em declínio, especialmente durante as perseguições ao Bramanismo no século VII e VIII depois da nossa era, ou seja, aquando da invasão do Islão. O Budismo contudo jamais deixaria de florescer, espalhando-se pela China, Ceilão, Burma, Tailândia e Japão. E nos tempos modernos atingiu o Ocidente, muito por encanto e graça do filme “O Pequeno Buda” de Bernardo Bertolucci. Buda fundou uma das grandes religiões do mundo. Porque conciliou as diferentes espécies de Fé envolvidas nas querelas sobre a direcção do progresso. Tem por isso um enorme efeito no desenvolvimento cultural do sudoeste e oriente asiático. É difícil imaginar o que teriam sido as culturas do Oriente sem a lenda do rico e faustoso Príncipe que por opção se tornou pobre e fundou o Budismo
Permitam que me apresente: venho ao "Banquete dos Pedintes", e "Sinto Simpatia pelo Diabo" (1968)
Literatura relacionada:
"People Who Changed The World" de Rodney Castleden
"Siddharta" de Hermann Hesse
"História da Filosofia" de Nicola Abbagnano
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No inicio viveu a vida convencional de um Príncipe. Quando chegou aos 29 anos enfastiou-se com a vida luxuriosa da Corte e resolveu sair do Palácio do rei seu pai, da família e dos respectivos séquitos. Abandonou a sua esposa, as suas possessões, terras e poderes e iniciou uma longa caminhada submetendo-se às privações de uma vida ascética. “É certo que sou pobre, mas sou-o por opção”, diria dele o seu biógrafo nosso contemporâneo Hermann Hesse.
Por seis anos Siddharta levou uma vida de extrema austeridade obrigando-se à auto-tortura; no final deste suplicio, depois de diante de si ter desfilado um imenso rol de indigentes, putas, profetas, políticos e vulgares ladrões súbditos fora do seu mundo de origem, o Principe atingiu o estado de Iluminação – o secreto conhecimento do Eu, que não se representa nem pelo Corpo nem pela Consciência (e aqui começa a tanga i.e a negação de que tudo no Universo consiste em partículas de matéria que interagem no vazio até que a inteligência as organize)
“O melhor dos governantes não passa de uma sombra para os súbditos” (Lao Tsé)
De acordo com a tradição, Gautama Siddharta atingiu a Iluminação sentado debaixo da Árvore do Despertar (uma figueira ficus benghalensi religiosa ou Bodhi) perto de Buddh Gaya no Bihar durante a lua cheia do mês de Vaisakhi, o principio do Ano Novo para os hindús. Depois disto ficou conhecido como Buda o Iluminado. Fundou uma Ordem de monges e dispendeu os 40 anos seguintes como professor errante ganhando muitos seguidores. O que não será difícil de admitir, face à imensa população de miseráveis dedicados à mendicidade. Vestidos com os seus trapos tingidos de açafrão mendigavam as refeições e Buda nada fazia além do esforço pela esmola concedida – “sei pensar, sei esperar, sei jejuar” – dizia àqueles com quem se cruzava e viam nele modos finos e aristocráticos. Porém as coisas deste mundo, roupas, sapatos, pulseiras e dinheiro não lhe interessavam. Buda ensinava os pobres levarem uma vida regrada (que remédio) e ascética. Porém, dispostos a não renunciar completamente a todos os prazeres da vida, uma Ordem de Freiras foi igualmente criada. Buda morreu aos 80 anos em Kushinagar na terra de Oudh (Uttar Pradesh).
Por tempos imemoriais pensou-se que a vida de Buda seria puramente mitológica, mas agora parece que ela representou uma realidade histórica, porquanto Bodh Gaya se tornou um Património Mundial segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e se descobriu que as tecnologias de produção de milagres pertencem a um período bastante mais antigo. Os monumentos erguidos em Ashoca depois da conversão do reino ainda podem ser vistos. E houve grande excitação no século XIX quando um sarcófago contendo cinco vasos cerâmicos foram descobertos no Nepal. Um desses vasos continha alguns ossos com a inscrição “dos irmãos sukitti, juntos com as suas irmãs, este é um receptáculo das relíquias do Buda o Sagrado dos Sakyas”. Mas no final, medidos pelo carbono 14, parece que os ossos pertenciam ao tempo dos Ashoca, 200 anos depois da morte de Buda e, deste modo, não é provável que tivessem sido do próprio Buda. É perfeitamente datável quando e como Buda inventou completamente uma nova religião (religião é alienação); provavelmente ele promoveu uma transformação revolucionária a partir da pré-existente e ancestral Fé dos Brâmanes (passe ao lado que a palavra “Casta” tem origem portuguesa e dela só se tem noticia desde o século XV)
As ideias-chave do Budismo são que a existência humana é miserável, que o Nonsense ou “Nirvana” é o estado ideal e que o Nirvana pode ser alcançado pela devoção às regras do Budismo (religião é submissão). O principal conceito é de que as respostas do homem se encontram no seu interior e mesmo a morte não traz o Nirvana, porque as Almas transmigram-se após a Morte. Essas almas penadas estão condenadas à infelicidade na medida que se transmigram para muitas outras Vidas e recomeçam sempre noutros Corpos.
Henri Bergson (1859-1941) prémio Nobel em 1927 filosofava (seguido depois por Gilles Deleuze) que o ser dotado de inteligência é levado de facto a pensar em si mesmo e a desprezar os seus laços sociais. A inteligência mostra claramente ao homem a sua natureza mortal e por isso a religião reage com a crença na imoralidade e com o culto dos mortos. A inteligência faz perceber claramente aos vivos a imprevisibilidade do futuro e o carácter aleatório de todos os seus empreendimentos. A religião fornece mediante as crenças e as práticas mágicas a possibilidade de crer numa influência do homem sobre a natureza muito superior à que o homem pode efectivamente alcançar mediante a técnica. Na impossibilidade de um dinamismo total é preferível o homem dedicar-se ao misticismo, o que o pressupõe como um privilegiado genial. O misticismo da contemplação não acredita na eficácia da acção humana, assim, o génio místico que venha corrigir os males sociais e moraisde que sofre a humanidade. E “a humanidade poderá então retomar na Terra a função essencial do Universo, que é ser uma máquina de fabricar deuses”. Se não houver tempo para dar conta deste recado, então a opção de mudança da alma para outro corpo é garantida para que o virtual imaginado continue ad aeternum e passe a ser real.
O Budismo tornou-se uma religião muito popular espalhando-se rapidamente pela India, especialmente depois da conversão do Rei Ashoca (272-232 a.n.e.). Por volta do século III a.n.e. ele dominava todo o subcontinente indiano. Mais tarde, entrou em declínio, especialmente durante as perseguições ao Bramanismo no século VII e VIII depois da nossa era, ou seja, aquando da invasão do Islão. O Budismo contudo jamais deixaria de florescer, espalhando-se pela China, Ceilão, Burma, Tailândia e Japão. E nos tempos modernos atingiu o Ocidente, muito por encanto e graça do filme “O Pequeno Buda” de Bernardo Bertolucci. Buda fundou uma das grandes religiões do mundo. Porque conciliou as diferentes espécies de Fé envolvidas nas querelas sobre a direcção do progresso. Tem por isso um enorme efeito no desenvolvimento cultural do sudoeste e oriente asiático. É difícil imaginar o que teriam sido as culturas do Oriente sem a lenda do rico e faustoso Príncipe que por opção se tornou pobre e fundou o Budismo
Permitam que me apresente: venho ao "Banquete dos Pedintes", e "Sinto Simpatia pelo Diabo" (1968)
Literatura relacionada:
"People Who Changed The World" de Rodney Castleden
"Siddharta" de Hermann Hesse
"História da Filosofia" de Nicola Abbagnano
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domingo, janeiro 06, 2013
a Saga do Povo Angolano
Angola cresce a mais de 10% ao ano. Mas, por contraste, há fortunas que crescem mais de 10.000% ao ano
Reportagem de Regina Casé Programa Central da Periferia - TV Globo
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sábado, janeiro 05, 2013
a "Justa Repartição dos Sacrificios" do discurso de Cavaco
Maria Filomena Mónica, no Expresso pp33: "Sem mais nada que fazer, ouvi a recente mensagem de Ano Novo do Presidente da República. "As fundadas dúvidas" sobre a justa repartição dos sacrificios" no próximo Orçamento de Estado levaram-no a que tivesse decidido enviar a lei para o Tribunal Constitucional. Mas deixemos o reformado-mor em paz e olhemos o que se passa à nossa volta. Para não ir mais longe, fui ver quanto ganhava o meu vizinho Eduardo Catroga (...) o Dr. Catroga, alguém próximo de Cavaco Silva, auferiu, como presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, 45 mil euros brutos por mês, a que temos de juntar 9600 €uros de Reforma. Admitindo, como o próprio anunciou, que pagará metade em impostos, leva todos os meses para casa, 27 mil €uros, por um cargo não-executivo. No primeiro semestre de 2012, periodo para o qual existem dados, teve de presidir a cindo reuniões, ou seja, a menos de uma por mês. Não se pode dizer que seja extenuante
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sexta-feira, janeiro 04, 2013
os maiores Vigaristas desde a implantação da República
o contrário é que é verdade: Temos de rever a governação para não ser um entrave à Constituição - e de caminho o sistema corrupto da eleição corrupta de corruptos
Foi para engordar estes "investidores" que vocês se sacrificaram. Esta é a obra de Passos, Gaspar e dos outros funcionários da Troika: "Dívida portuguesa foi a que deu maior retorno aos investidores na Europa"
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Foi para engordar estes "investidores" que vocês se sacrificaram. Esta é a obra de Passos, Gaspar e dos outros funcionários da Troika: "Dívida portuguesa foi a que deu maior retorno aos investidores na Europa"
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quinta-feira, janeiro 03, 2013
a burla do "menos Estado" porque o Social é insustentável
“A maior forma de controlo que existe é quando uma pessoa crê que é livre e, na realidade, está a ser manipulada e comandada. Uma forma de ditadura é estar fechado numa cela de prisão a ver as grades. O outro estilo de controlo e ditadura, muito mais subtil é não ver as grades e crer-se livre. O melhor hipnotizador do mundo é uma caixa oblonga, colocada num canto do quarto, que nos diz em que devemos acreditar. A televisão, com a sua capacidade de entrar no lar de todas pessoas cria a base para a lavagem cerebral colectiva dos cidadãos.
Uma das coisas que ocorrem quando vemos televisão é que o hemisfério direito do cérebro está duplamente mais activo que o esquerdo, o que é em si uma anomalia neurológica. O cruzamento do esquerdo com o direito liberta uma torrente de opiáceos naturais no organismo, as endorfinas, que por sua vez compreendem as beta-endorfinas e as encefalinas. As endorfinas têm uma estrutura idêntica à do ópio e seus derivados (morfina, codeína, heroína, etc). Por outras palavras, a televisão funciona como um sistema de fornecimento de drogas de alta tecnologia, e todos sentimos os seus efeitos. Outro efeito que ver televisão tem é que as regiões superiores do cérebro, como a zona média e o neocórtex, ficam inactivas e a maior parte da actividade desloca-se para o sistema límbico, a região inferior do cérebro. O cérebro inferior ou reptiliano limita-se a reagir ao ambiente utilizando programas de resposta profundamente encaixados no sistema, do tipo “luta ou foge”. Além disso, estas regiões inferiores do cérebro não sabem distinguir a realidade das imagens inventadas (uma tarefa que o neocórtex realiza) de maneira que reagem ao conteúdo da televisão como se este fosse real e libertam as hormonas correspondentes, e assim sucessivamente. Diversos estudos demonstraram que, a longo prazo, um excesso de actividade nas regiões inferiores do cérebro causa a atrofia das regiões superiores. É possível que não tenha conhecimento destas coisas, mas certamente que as pessoas que estão a lavar-lhe o cérebro diariamente o sabem. Os lavadores de cérebros encarregados desta transformação da sociedade executam o truque mais perfeito. São capazes de persuadir as pessoas de que aquilo que vêem com os olhos é apenas aquilo que há para ver”
as Dúvidas do velhaco Cavaco sobre o OE2013 "podem vir a custar 1,8 mil milhões de euros". Mas apesar das dúvidas, que enviou para o Tribunal Constitucional sem carácter de urgência, Cavaco promulgou o OE2013. Isto é demonstrativo do mais que perverso cinismo da personagem: o Orçamento promulgado agrada à maioria; o envio ao Tribunal Constitucional agrada à Oposição. O que significa que de facto o número 2 do actual governo é o líder do Partido dito Socialista Seguro. É ele que, na mesma fornada de Passos e Portas, tem de ser igualmente corrido das hipóteses de governação. Ou seja, apesar das endorfinantes palestras televisivas tudo está previamente definido. A monumental burla liberal do “menos Estado” é isto: mais impostos para pagar roubos. As inconstitucionalidades do OE2013 irão paulatinamente sendo esquecidas e, um belo dia quando forem de novo recordadas, serão decretadas novas medidas de austeridade, porque as anteriores se revelaram insuficientes. Porquê e para quê? Já ninguém de lembrará.
Entretanto, o Estado sob a pata de Cavaco entrou com mais 1100 milhões de euros no Capital Social do BANIF, recapitalização a accionistas privados até aqui proibida pelo BCE que o contribuinte como é habitual pagará por linchamento fiscal. Outros casos tóxicos se seguirão. Um dia as televisões dirão em segundos quais as suspeitas que recaem sobre as origens dos 14.000.000.000,00 €uros de prejuízo do BANIF. À semelhança das «sociedades veiculo» públicas que serviram para limpar o BPN e que absorveram mais 5,5 mil milhões de créditos incobráveis para além dos 4 a 5 milhões que o Estado já lá tinha metido no inicio. Alguém está preso? Nem o espertalhão que roubou 10 milhões ao BPN para gastar em meninas. Aquando da revisão das medidas de coação um tal Dr. Pereira foi libertado. Prata da casa PSD decerto que pertence ao naipe de amigos do Dr. Cavaco
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Uma das coisas que ocorrem quando vemos televisão é que o hemisfério direito do cérebro está duplamente mais activo que o esquerdo, o que é em si uma anomalia neurológica. O cruzamento do esquerdo com o direito liberta uma torrente de opiáceos naturais no organismo, as endorfinas, que por sua vez compreendem as beta-endorfinas e as encefalinas. As endorfinas têm uma estrutura idêntica à do ópio e seus derivados (morfina, codeína, heroína, etc). Por outras palavras, a televisão funciona como um sistema de fornecimento de drogas de alta tecnologia, e todos sentimos os seus efeitos. Outro efeito que ver televisão tem é que as regiões superiores do cérebro, como a zona média e o neocórtex, ficam inactivas e a maior parte da actividade desloca-se para o sistema límbico, a região inferior do cérebro. O cérebro inferior ou reptiliano limita-se a reagir ao ambiente utilizando programas de resposta profundamente encaixados no sistema, do tipo “luta ou foge”. Além disso, estas regiões inferiores do cérebro não sabem distinguir a realidade das imagens inventadas (uma tarefa que o neocórtex realiza) de maneira que reagem ao conteúdo da televisão como se este fosse real e libertam as hormonas correspondentes, e assim sucessivamente. Diversos estudos demonstraram que, a longo prazo, um excesso de actividade nas regiões inferiores do cérebro causa a atrofia das regiões superiores. É possível que não tenha conhecimento destas coisas, mas certamente que as pessoas que estão a lavar-lhe o cérebro diariamente o sabem. Os lavadores de cérebros encarregados desta transformação da sociedade executam o truque mais perfeito. São capazes de persuadir as pessoas de que aquilo que vêem com os olhos é apenas aquilo que há para ver”
as Dúvidas do velhaco Cavaco sobre o OE2013 "podem vir a custar 1,8 mil milhões de euros". Mas apesar das dúvidas, que enviou para o Tribunal Constitucional sem carácter de urgência, Cavaco promulgou o OE2013. Isto é demonstrativo do mais que perverso cinismo da personagem: o Orçamento promulgado agrada à maioria; o envio ao Tribunal Constitucional agrada à Oposição. O que significa que de facto o número 2 do actual governo é o líder do Partido dito Socialista Seguro. É ele que, na mesma fornada de Passos e Portas, tem de ser igualmente corrido das hipóteses de governação. Ou seja, apesar das endorfinantes palestras televisivas tudo está previamente definido. A monumental burla liberal do “menos Estado” é isto: mais impostos para pagar roubos. As inconstitucionalidades do OE2013 irão paulatinamente sendo esquecidas e, um belo dia quando forem de novo recordadas, serão decretadas novas medidas de austeridade, porque as anteriores se revelaram insuficientes. Porquê e para quê? Já ninguém de lembrará.
Entretanto, o Estado sob a pata de Cavaco entrou com mais 1100 milhões de euros no Capital Social do BANIF, recapitalização a accionistas privados até aqui proibida pelo BCE que o contribuinte como é habitual pagará por linchamento fiscal. Outros casos tóxicos se seguirão. Um dia as televisões dirão em segundos quais as suspeitas que recaem sobre as origens dos 14.000.000.000,00 €uros de prejuízo do BANIF. À semelhança das «sociedades veiculo» públicas que serviram para limpar o BPN e que absorveram mais 5,5 mil milhões de créditos incobráveis para além dos 4 a 5 milhões que o Estado já lá tinha metido no inicio. Alguém está preso? Nem o espertalhão que roubou 10 milhões ao BPN para gastar em meninas. Aquando da revisão das medidas de coação um tal Dr. Pereira foi libertado. Prata da casa PSD decerto que pertence ao naipe de amigos do Dr. Cavaco
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quarta-feira, janeiro 02, 2013
Obrigado, professores!
"O ano que terminou foi apontado como o da viragem. Nada virou e muito piorou. Este será de continuidade: mais desemprego, mais falências, tribunais entupidos com cobranças fiscais coercivas, mais economia paralela, menos direitos, menos democracia e exponencial crescimento da pobreza. Perante o inevitável descambar do orçamento logo no primeiro trimestre, seguir-se-á mais austeridade.
A chamada refundação trará miséria aos funcionários do Estado e novo golpe contra os serviços públicos, com a educação, a saúde e a segurança social na linha da frente. Apesar dos sacrifícios, a dívida continuará a aumentar. A “troika”, ela própria “entroikada” com o seu falhanço, terá tendência cúmplice para proteger Gaspar e Passos, apesar destes terem falhado em tudo, designadamente no combate ao défice, eixo fulcral do “programa”. Os arranjos entre a elite no poder terão em 2013 um ano venturoso. Tudo se conjugará para que os negócios floresçam, a coberto do diáfano manto de opacidade das privatizações, sob o qual se movimentam os consultores e os advogados da órbita do poder. Para esses não haverá crise nem Gaspar. É ela e ele que existem para eles. Mas a sobrevivência do país imporá a queda do Governo..."
A chamada refundação trará miséria aos funcionários do Estado e novo golpe contra os serviços públicos, com a educação, a saúde e a segurança social na linha da frente. Apesar dos sacrifícios, a dívida continuará a aumentar. A “troika”, ela própria “entroikada” com o seu falhanço, terá tendência cúmplice para proteger Gaspar e Passos, apesar destes terem falhado em tudo, designadamente no combate ao défice, eixo fulcral do “programa”. Os arranjos entre a elite no poder terão em 2013 um ano venturoso. Tudo se conjugará para que os negócios floresçam, a coberto do diáfano manto de opacidade das privatizações, sob o qual se movimentam os consultores e os advogados da órbita do poder. Para esses não haverá crise nem Gaspar. É ela e ele que existem para eles. Mas a sobrevivência do país imporá a queda do Governo..."
terça-feira, janeiro 01, 2013
Primeira coisa urgente a fazer em 2013
"Conheço o segredo para conseguir que o cidadão de classe média acredite em qualquer coisa que seja do meu interesse. Basta que me deixe controlar a televisão (Se algo é transmitido pela televisão, converte-se em realidade. Se o mundo fora do televisor contradiz aquilo que se vê nele, as pessoas tentam mudar o mundo para que seja como você o vê no televisor" (Hal Becker, 1981, Grupo Especialista em Futuros da Univ. Connecticut)
Os lavadores de cérebros encarregados da transformação da sociedade executam o truque mais perfeito. São capazes de persuadir as pessoas de que aquilo que vêm com os olhos é o que há para ver. Logo, as pessoas rir-se-ão na sua cara quanto tentar explicar-lhes o panorama geral e a realidade que se oculta do outro lado do ecrã. Pois, o que conta em televisão não é a verdade, por muito que as pessoas continuem a acreditar nas mentiras que se transmitem através dela. A televisão é um parque de atracções, um grupo de malabaristas, bailarinas de dança de ventre, tagarelas, cantores, gente que faz streap-tease, enfim profissionais de um regime de Burlões sob o alto patrocinio de Cavaco Silva . Mas você está completamente hipnotizado pela caixa idiota. Senta-se diante dela todos os dias, todas as noites... a Televisão é quase a única coisa que conhece! Cinco por cento dos americanos lê mais de cinco livros por ano, mas, em contrapartida, a entrega dos Óscares é vista por cem milhões de pessoas.
Você sonha como na televisão, fala como na televisão, cheira, veste-se, age como na televisão. Há muitas pessoas que têm a sensação de dar-se melhor com a Paris Hilton, a Britney Spears ou a Lady Gaga do que com o seu marido ou mulher. É de loucos! não se vê? Quantos milhões como você estão preparados para acreditar em qualquer coisa que lhes diga a televisão? E mais, há muitíssimas pessoas das altas esferas preparadas para lhe dizer seja o que for em nome da "guerra contra o terrorismo", em nome dos índices de audiência e dos rendimentos de publicidade e marketing, sempre que você vote nela compre o seu produto e permite que exista uma lavagem ao cérebro - "a televisão proporcionou o meio ideal para criar uma cultura homogénea, uma cultura de massas, através da qual se pode moldar e controlar para que todas as pessoas do país pensem o mesmo" - Se lhe querem vender o Cavaco como um "produto neutro", pense bem, defenda-se, corte-lhe o parlapié, porque o Cavaco é um produto estragado!
(adaptado de "O Instituto Tavistock" de Daniel Estulin)
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Os lavadores de cérebros encarregados da transformação da sociedade executam o truque mais perfeito. São capazes de persuadir as pessoas de que aquilo que vêm com os olhos é o que há para ver. Logo, as pessoas rir-se-ão na sua cara quanto tentar explicar-lhes o panorama geral e a realidade que se oculta do outro lado do ecrã. Pois, o que conta em televisão não é a verdade, por muito que as pessoas continuem a acreditar nas mentiras que se transmitem através dela. A televisão é um parque de atracções, um grupo de malabaristas, bailarinas de dança de ventre, tagarelas, cantores, gente que faz streap-tease, enfim profissionais de um regime de Burlões sob o alto patrocinio de Cavaco Silva . Mas você está completamente hipnotizado pela caixa idiota. Senta-se diante dela todos os dias, todas as noites... a Televisão é quase a única coisa que conhece! Cinco por cento dos americanos lê mais de cinco livros por ano, mas, em contrapartida, a entrega dos Óscares é vista por cem milhões de pessoas.
Você sonha como na televisão, fala como na televisão, cheira, veste-se, age como na televisão. Há muitas pessoas que têm a sensação de dar-se melhor com a Paris Hilton, a Britney Spears ou a Lady Gaga do que com o seu marido ou mulher. É de loucos! não se vê? Quantos milhões como você estão preparados para acreditar em qualquer coisa que lhes diga a televisão? E mais, há muitíssimas pessoas das altas esferas preparadas para lhe dizer seja o que for em nome da "guerra contra o terrorismo", em nome dos índices de audiência e dos rendimentos de publicidade e marketing, sempre que você vote nela compre o seu produto e permite que exista uma lavagem ao cérebro - "a televisão proporcionou o meio ideal para criar uma cultura homogénea, uma cultura de massas, através da qual se pode moldar e controlar para que todas as pessoas do país pensem o mesmo" - Se lhe querem vender o Cavaco como um "produto neutro", pense bem, defenda-se, corte-lhe o parlapié, porque o Cavaco é um produto estragado!
(adaptado de "O Instituto Tavistock" de Daniel Estulin)
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segunda-feira, dezembro 31, 2012
Mensagem de Ano Novo do PCTP/MRPP. Um Ano de Luta para que 2014 possa ser o inicio da uma vida nova
o caminho para a resolução da "crise" faz-se contra a burguesia detentora dos meios de produção e é o de sempre: Governo Popular Democrático e Patriótico, Controlo Operário a partir das bases, Poder às Comissões de Trabalhadores.
Último Acto de Velhacaria em 2012. Orçamento de Estado para 2013 foi promulgado às escondidas por Cavaco Silva
"Cavaco Silva cumpriu no último dia do ano o doloroso dever de promulgar um Orçamento sobre o qual tem dúvidas politicas (?) e institucionais. Depois disto, espera-se que o Presidente da República promulgue tudo e qualquer coisa que lhe apareça na caixa do correio. Era um teste dificil, mas o tempo não está para grandes testes e é duvidoso que quem o elegeu acreditasse no Pai Natal" (Ana Sá Lopes, jornal I, 31 de Dezembro)
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(mural de 1974)
Último Acto de Velhacaria em 2012. Orçamento de Estado para 2013 foi promulgado às escondidas por Cavaco Silva
"Cavaco Silva cumpriu no último dia do ano o doloroso dever de promulgar um Orçamento sobre o qual tem dúvidas politicas (?) e institucionais. Depois disto, espera-se que o Presidente da República promulgue tudo e qualquer coisa que lhe apareça na caixa do correio. Era um teste dificil, mas o tempo não está para grandes testes e é duvidoso que quem o elegeu acreditasse no Pai Natal" (Ana Sá Lopes, jornal I, 31 de Dezembro)
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domingo, dezembro 30, 2012
Bombas Festas, Santos Saldos
"O processo de destruição criativa é o factor essencial do capitalismo" (Joseph Schumpeter)
"Que podemos fazer? Vamos para as ruas, protestamos, fazemos greve, indignamo-nos, somos milhões, mas eles não se incomodam. Julgam que, pelo facto de terem ganho as eleições, o poder do voto permite tudo, mas não é verdade. O que é legal pode não legitimar. Legitimar a violência, o desdém pelos outros e pela sua opinião, exercer a prepotência são actos que têm de ser removidos. Não basta a desaprovação calma e serena, já vimos. Eles não ligam nenhuma a isso. Todos eles são coniventes com o crime de lesa-pátria. O crime de lesa-pátria não é só punido no tribunal da consciência colectiva. É castigado por lei. O crime de lesa-pátria é o que estes sujeitos estão a cometer. Olha bem para os retratos deles. Fixa-os e aos seus nomes. Não podemos deixar que o esquecimento os envolva e que as suas ignomínias escapem sem punição" (Baptista-Bastos, in "A Fala de Zacarias Guinote)
mas, obviamente, a maioria continuará a sua vidinha (que pensam ser normal, como sempre)
Concentração capitalista a favor das Multinacionais na área do Consumo: Comerciantes de Atenas em greve contra abertura de lojas aos domingos
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"Que podemos fazer? Vamos para as ruas, protestamos, fazemos greve, indignamo-nos, somos milhões, mas eles não se incomodam. Julgam que, pelo facto de terem ganho as eleições, o poder do voto permite tudo, mas não é verdade. O que é legal pode não legitimar. Legitimar a violência, o desdém pelos outros e pela sua opinião, exercer a prepotência são actos que têm de ser removidos. Não basta a desaprovação calma e serena, já vimos. Eles não ligam nenhuma a isso. Todos eles são coniventes com o crime de lesa-pátria. O crime de lesa-pátria não é só punido no tribunal da consciência colectiva. É castigado por lei. O crime de lesa-pátria é o que estes sujeitos estão a cometer. Olha bem para os retratos deles. Fixa-os e aos seus nomes. Não podemos deixar que o esquecimento os envolva e que as suas ignomínias escapem sem punição" (Baptista-Bastos, in "A Fala de Zacarias Guinote)
mas, obviamente, a maioria continuará a sua vidinha (que pensam ser normal, como sempre)
Concentração capitalista a favor das Multinacionais na área do Consumo: Comerciantes de Atenas em greve contra abertura de lojas aos domingos
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sábado, dezembro 29, 2012
Há Séculos a Ir na Onda…
“Se é para procurar culpados recuemos até ao Mestre de Avis. A bancarrota é o nosso fado, agora com música das agências de rating. Alguém falou em Lixo?
Tal como o Fado, a Dívida e o Défice fazem parte da cultura portuguesa. Porque também eles cantam o nosso desencanto e desespero de forma cíclica – um dr. Hyde e Jekill que nunca deixámos de ser. Em “Portugal na Bancarrota” , Jorge Nascimento Rodrigues lembra-nos essa eterna vida de Portugal à beira do precipício, acabando por identificar oito momentos de bancarrota nacional desde 1560, quando da regência da viúva de D. João III. Depois foi um acumular de períodos em que não tínhamos meios para pagar o dinheiro pedido (três dos quais no reinado de D. Maria II). Jorge Nascimento Fernandes vai até mais atrás, até ao tempo do Mestre de Avis (a que chama o campeão da hiperinflação (2), e parte da análise desses momentos para ilustrar as razões pelas quais o sistema económico português nunca se modernizou nem se capitalizou o suficiente para investir na inovação.
Financiamento, Endividamento Público, Proteccionismo e falta de visão estratégica dos empresários industriais andaram, no caso português, de mãos dadas – até ao limite. Sem especialização, sem aposta certeira em nichos de mercado importantes, a economia portuguesa definhou. Quando o Estado faltava, tudo falhava. E é por isso que, ainda hoje, falamos da dívida e do défice como primos que passam a vida a bater-nos à porta para nos fazer a vida negra” (Revista Ler, Junho de 2012)
(1) Em 1387, D. João I casou-se com Filipa de Lencastre, filha de João de Gaunt, Duque de Lencastre, fortalecendo por laços familiares os acordos do Tratado de Aliança Luso-Britânica, (1373) que perdura até hoje. A ajuda inglesa à Casa de Avis foi o primeiro patamar de um conjunto de acções de cooperação (submissão) com Inglaterra que viriam a ser de extrema importância na política externa portuguesa por mais de 500 anos. Em 9 de Maio de 1386, o Tratado de Windsor afirmava uma aliança que já tivera o seu gérmen em 1294, e que fora confirmada em Aljubarrota com um pacto de amizade perpétua entre os dois países. A influência de Filipa de Lencastre foi notável, tanto no ponto de vista da sua descendência (a Ínclita Geração) bem como pela sua intervenção no que diz respeito às relações comerciais entre Portugal e Inglaterra, incentivando as importações de vestuário e dos mais variados produtos de Inglaterra. (wikipedia)
(2) Com a subida ao trono de João I de Portugal reacendeu-se a chama da guerra de Cruzada, há muito perdida em Portugal; as conquistas no Magrebe conduzem as ordens religiosas a novas paragens. Assim, os cavaleiros de Avis (bem como os de Cristo, a outra ordem nacional portuguesa) estarão presentes na conquista de Ceuta (1415), bem como no falhado ataque a Tânger (1437), no qual ficou detido e acabou por morrer em cativeiro com fama de santidade o infante D. Fernando, o qual era então mestre da Ordem desde 1434. Morreu em Fez, em 1443, deixando a dívida aos Ingleses por pagar, tarefa que foi cumprida pela instalação no Porto de uma crescente comunidade de cidadãos britânicos que paulatinamente se foram apoderando de todos os produtos que Portugal produzia para exportação a baixo custo para Inglaterra e para os novos mundos que se foram descobrindo. (wikipedia)

Desastre. O Infante D. Fernando, cognominado o Santo, feito prisioneiro é arrastado pelo souk de Tanger e humilhado pela população nativa (1437). A pintura é de Eugene Delacroix , sendo designada por "Os Fanáticos (muçulmanos) de Tanger"
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Tal como o Fado, a Dívida e o Défice fazem parte da cultura portuguesa. Porque também eles cantam o nosso desencanto e desespero de forma cíclica – um dr. Hyde e Jekill que nunca deixámos de ser. Em “Portugal na Bancarrota” , Jorge Nascimento Rodrigues lembra-nos essa eterna vida de Portugal à beira do precipício, acabando por identificar oito momentos de bancarrota nacional desde 1560, quando da regência da viúva de D. João III. Depois foi um acumular de períodos em que não tínhamos meios para pagar o dinheiro pedido (três dos quais no reinado de D. Maria II). Jorge Nascimento Fernandes vai até mais atrás, até ao tempo do Mestre de Avis (a que chama o campeão da hiperinflação (2), e parte da análise desses momentos para ilustrar as razões pelas quais o sistema económico português nunca se modernizou nem se capitalizou o suficiente para investir na inovação.
Financiamento, Endividamento Público, Proteccionismo e falta de visão estratégica dos empresários industriais andaram, no caso português, de mãos dadas – até ao limite. Sem especialização, sem aposta certeira em nichos de mercado importantes, a economia portuguesa definhou. Quando o Estado faltava, tudo falhava. E é por isso que, ainda hoje, falamos da dívida e do défice como primos que passam a vida a bater-nos à porta para nos fazer a vida negra” (Revista Ler, Junho de 2012)
(1) Em 1387, D. João I casou-se com Filipa de Lencastre, filha de João de Gaunt, Duque de Lencastre, fortalecendo por laços familiares os acordos do Tratado de Aliança Luso-Britânica, (1373) que perdura até hoje. A ajuda inglesa à Casa de Avis foi o primeiro patamar de um conjunto de acções de cooperação (submissão) com Inglaterra que viriam a ser de extrema importância na política externa portuguesa por mais de 500 anos. Em 9 de Maio de 1386, o Tratado de Windsor afirmava uma aliança que já tivera o seu gérmen em 1294, e que fora confirmada em Aljubarrota com um pacto de amizade perpétua entre os dois países. A influência de Filipa de Lencastre foi notável, tanto no ponto de vista da sua descendência (a Ínclita Geração) bem como pela sua intervenção no que diz respeito às relações comerciais entre Portugal e Inglaterra, incentivando as importações de vestuário e dos mais variados produtos de Inglaterra. (wikipedia)
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Desastre. O Infante D. Fernando, cognominado o Santo, feito prisioneiro é arrastado pelo souk de Tanger e humilhado pela população nativa (1437). A pintura é de Eugene Delacroix , sendo designada por "Os Fanáticos (muçulmanos) de Tanger"
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sexta-feira, dezembro 28, 2012
«Portugal à venda» é o grande «acontecimento» do Ano
««O Estado perde um importante instrumento de promoção do crescimento e
do desenvolvimento do país, e de apoio à competividade das empresas
portuguesas, sejam públicas ou privadas (...) Um Estado que sai da economia é um Estado fraco que estará sempre totalmente dependente e submisso aos grupos económicos», o que é extremamente grave. E alienar as empresas que «geram maior riqueza agrava o problema do défice e da dívida».
Daí que, no fundo, seja «uma parte importante do país e do seu futuro que está a ser vendida e o seu controlo entregue a grupos económicos estrangeiros para quem os interesses nacionais não contam nada. Dramaticamente este é um Governo para quem o interesse e a dignidade nacionais parecem não existir» (Eugénio Rosa)
Tradicionalmente os portugueses têm sido sempre enxotados para a emigração, expulsos de um acanhado território nacional ocupado por elites ociosas, labregas e falsamente vestidas por um luxo vendido de fora a bom preço. As «grandes conquistas» da chamada 1ª Globalização pelos gurus neoliberais, não foram nada mais que isso, um decalque atamancado de vias de exploração do original: em Luanda (do dialecto banto lu-ndandu) quando os portugueses chegaram, não é verdade que não existisse nada. Nunca devemos esquecer que a História tem sido escrita pelos vencedores. Mas há outras versões. Na Lu-ndandu do Reino do Congo existia uma imensidão de sanzalas de indígenas cujos chefes tradicionais se dedicavam por séculos ao negócio de caçar pretos no interior e pô-los ao serviço dos ricos régulos do litoral como escravos. Esse seria, portanto, o principal "motor" do desenvolvimento trazido pelos portugueses, que se limitaram a ampliar o negócio com a exportação da escravatura para o Novo Mundo. Mas o negócio foi efémero, em breve o fogacho da expansão ultramarina foi conquistado por holandeses, ingleses e até, mais tarde, por alemães, cuja actividade assenta em sociedades capitalistas, mas organizadas em torno da atribuição de um valor justo ao Trabalho
sob ameaça do neo-esclavagismo laboral no século XXI os Portugueses mais abnegados voltam a ser expulsos do seu território - que acontecerá aos aos outros insigne-ficantes?
Tradicionalmente os portugueses têm sido sempre enxotados para a emigração, expulsos de um acanhado território nacional ocupado por elites ociosas, labregas e falsamente vestidas por um luxo vendido de fora a bom preço. As «grandes conquistas» da chamada 1ª Globalização pelos gurus neoliberais, não foram nada mais que isso, um decalque atamancado de vias de exploração do original: em Luanda (do dialecto banto lu-ndandu) quando os portugueses chegaram, não é verdade que não existisse nada. Nunca devemos esquecer que a História tem sido escrita pelos vencedores. Mas há outras versões. Na Lu-ndandu do Reino do Congo existia uma imensidão de sanzalas de indígenas cujos chefes tradicionais se dedicavam por séculos ao negócio de caçar pretos no interior e pô-los ao serviço dos ricos régulos do litoral como escravos. Esse seria, portanto, o principal "motor" do desenvolvimento trazido pelos portugueses, que se limitaram a ampliar o negócio com a exportação da escravatura para o Novo Mundo. Mas o negócio foi efémero, em breve o fogacho da expansão ultramarina foi conquistado por holandeses, ingleses e até, mais tarde, por alemães, cuja actividade assenta em sociedades capitalistas, mas organizadas em torno da atribuição de um valor justo ao Trabalho
sob ameaça do neo-esclavagismo laboral no século XXI os Portugueses mais abnegados voltam a ser expulsos do seu território - que acontecerá aos aos outros insigne-ficantes?
quinta-feira, dezembro 27, 2012
não burla quem quer, mas apenas quem tem um curso superior e trabalha para o Governo
certo é que para se ser reconhecido como mentiroso autorizado é preciso ter habilitações a nivel académico e pertencer a instituições cujas mentiras são igualmente reconhecidas e autorizadas; certo é que para competir com os ministros e figuras gradas do regime não basta criar artimanhas para se infiltrar em pontos chave para algumas verdades sejam ditas. Porém, no meio do carnaval mediático criado em redor da figura de Artur Baptista da Silva, algo de importante foi dito e que há que ressalvar, na opinião do ex-colega de liceu Sá Fernandes: "Baptista da Silva falou de um empréstimo a um banco alemão em dificuldades que acabou por reverter, a juros de apenas um por cento, para o Estado da Alemanha (o que é terminantemente proibido pelos estatutos do BCE). Se isso for verdade é muito grave e tem de ser investigado" (Público, 26 de Dezembro)
Mas, até os mais insuspeitos sectores mascarados de "esquerda", mais não pretendem que apagar o que foi desmascarado: que a Alemanha beneficia na Europa de um estatuto especial que lhe permite continuar a exercer a função de "motor" da economia europeia, sujeitando-a a regras de dominação imperialista globais. Impostas desde os anos 50 por acordos tácitos como o "Euromarket" denominado em dólares e libras a partir de Wall Street e da City de Londres, dois Estados independentes dentro de Estados.
Eis a forma canhestra como o esquisito deputado europeu Rui Tavares descarta o burlão e o que ele disse com jogos de palavras: "A história do burlão que pensava poder ajudar o país não pode, de modo nenhum, enterrar a história dos burlões que só ajudaram a enterrar o país. Pois a verdadeira história, de que todos deveriamos estar a falar, é a da reportagem que o jornalista Pedro Coelho fez para a SIC sobre o "caso BPN". É um desvio de atenção saloio, porque, como aqui ficou dito há apenas 3 dias, a referida repotagem nem por uma vez refere o envolvimento e encobrimento de Cavaco Silva no esquema fraudulento. Além do mais, convém recordar a Rui Tavares que por esse e outros escândalos da mesma indole já a esquerda pôs meio milhão de pessoas na rua a protestar num só dia, sem que nada de relevante viesse a acontecer em termos de reposição da ordem democrática...
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Mas, até os mais insuspeitos sectores mascarados de "esquerda", mais não pretendem que apagar o que foi desmascarado: que a Alemanha beneficia na Europa de um estatuto especial que lhe permite continuar a exercer a função de "motor" da economia europeia, sujeitando-a a regras de dominação imperialista globais. Impostas desde os anos 50 por acordos tácitos como o "Euromarket" denominado em dólares e libras a partir de Wall Street e da City de Londres, dois Estados independentes dentro de Estados.
Eis a forma canhestra como o esquisito deputado europeu Rui Tavares descarta o burlão e o que ele disse com jogos de palavras: "A história do burlão que pensava poder ajudar o país não pode, de modo nenhum, enterrar a história dos burlões que só ajudaram a enterrar o país. Pois a verdadeira história, de que todos deveriamos estar a falar, é a da reportagem que o jornalista Pedro Coelho fez para a SIC sobre o "caso BPN". É um desvio de atenção saloio, porque, como aqui ficou dito há apenas 3 dias, a referida repotagem nem por uma vez refere o envolvimento e encobrimento de Cavaco Silva no esquema fraudulento. Além do mais, convém recordar a Rui Tavares que por esse e outros escândalos da mesma indole já a esquerda pôs meio milhão de pessoas na rua a protestar num só dia, sem que nada de relevante viesse a acontecer em termos de reposição da ordem democrática...
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quarta-feira, dezembro 26, 2012
3 notas sobre a mensagem de Passos Coelho neste Natal:
Se o povo português não puser este Governo imediatamente na Rua é aqui que vamos parar: na Grécia, os pais da outrora auto-suficiente classe média já põem os filhos no orfanato para terem um mínimo de refeições asseguradas Aos que ficam pelos arrotos enfartados de festas e ainda não estão a perceber o caminho para o abismo, fica a advertência contra a falsa esperança das mensagens oficiais
Por estes dias vi gente numa fila de bolo-rei cujo tempo de espera era de duas horas. Este é um povo que copia literalmente o apetite chunga e bardajola do Cavaco. Por vezes penso que esta malta merece aquilo que tem: o desprezo das elites que os roubam todos os dias do ano.
Hoje esse desprezo e ocultação dos problemas que afectam na realidade o país atingiu um ponto paradoxal: a falta de respeito entre facções da extrema direita capitalista (entre liberais e conservadores): um coronel do 25 de Novembro referiu-se a sua Excelência como “esse Fulano”, vejam bem o desplante
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Por estes dias vi gente numa fila de bolo-rei cujo tempo de espera era de duas horas. Este é um povo que copia literalmente o apetite chunga e bardajola do Cavaco. Por vezes penso que esta malta merece aquilo que tem: o desprezo das elites que os roubam todos os dias do ano.
Hoje esse desprezo e ocultação dos problemas que afectam na realidade o país atingiu um ponto paradoxal: a falta de respeito entre facções da extrema direita capitalista (entre liberais e conservadores): um coronel do 25 de Novembro referiu-se a sua Excelência como “esse Fulano”, vejam bem o desplante
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terça-feira, dezembro 25, 2012
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