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quinta-feira, janeiro 17, 2013

o caso do Banqueiro que come muito queijo Kosher


A 18 de Dezembro de 2012, já em vésperas de se deslocar ao DCIAP para ser inquirido (como arguido?) que Ricardo Salgado terá feito a última rectificação às Finanças, que levou a uma nova liquidação no seu IRS de 2011 no valor de 1,3 milhões de euros. Portanto, contas feitas, e ao invés do declarado inicialmente, a colecta correspondente aos seus rendimentos foi superior a 4,5 milhões de euros, e não de 183 mil euros que tinha declarado inicialmente
E já agora, por simples curiosidade: e nos anos transactos?

as Privatizações do que é do Estado são um Maná para alguns Privados

No meio do alarido e da confusão das caxas jornalisticas a atenção da população entretanto condenada à austeridade (1) não liga o "incidente fiscal" da Familia Espírito Santo ao essencial: que tem a ver com os processos de privatização (2) de 21,35% da EDP, concluído no último semestre de 2011, de 40% da REN, adjudicada em Fevereiro de 2012 e de um ainda obscuro processo que tem a ver com dinheiros oriundos de Angola. "A ligação de altos quadros do BES à "Operação Monte Branco" (1) surgiu quando o DCIAP iniciou buscas à sede do BES Investimento, com o argumento de que existiam indícios da prática dos crimes de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, tráfico de influências, corrupção e abuso de informação privilegiada. Coisa pouca para uma familia de pobretanas perseguidos das agruras da guerra que desembarcaram em Portugal tomando conta de meio Alentejo (da Comporta à herdade de Palma e às lezirias estatais do Ribatejo) ao que não seria estranho o facto de serem judeus e amigos pessoais da Casa Real de Inglaterra, o que deve ter deixado Salazar impressionadíssimo!

Os segredos da Operação Monte Branco
 
A revista “Visão” divulgou em tempo oito histórias e enigmas sobre o ex-banqueiro suíço Michel Canals e as investigações à rede internacional de branqueamento de capitais e evasão fiscal, lançando pistas para entender alguns mistérios sobre a face oculta do 'Monte Branco' (aqui

O semanário "Sol" escreveu então que a divulgação de nomes como Ricardo Salgado e José Maria Ricciardi, que estarão associados ao núcleo duro da maior rede de lavagem de dinheiro a operar em Portugal, “foram um revés e obrigou a redefinir a estratégia de investigação. São os segredos da teia que lava milhões: a rede tinha Duarte Lima como cliente e serviu para lavar fortunas de governantes, autarcas, banqueiros, empresários e atletas famosos. Os tentáculos da rede encabeçada pelo suíço Michel Canals chegam entretanto a Angola(aqui

No artigo em epigrafe a revista Visão afirmava que aqueles banqueiros estão de facto a ser investigados e chegaram a estar sob escuta “por terem relações privilegiadas com o poder politico, nomeadamente com elementos dos governos”. Sendo os seus verdadeiros patrões, como haveriam de não ter?.
A linha de investigação foi, aliás "já reequacionada por forma a ultrapassar esta adversidade", avançaram fontes próximas do processo. "E, através do tráfico de influências, (os arguidos) conseguiram que um elemento com acesso ao processo (?) provocasse uma fuga de informação com o intuito de boicotar a investigação", acrescenta-se. Para os investigadores, esta não é a primeira vez que se usa "tal expediente" e recordam que o mesmo aconteceu 15 dias antes da prisão do antigo deputado Domingos Duarte Lima, quando a mesma revista anunciou a sua detenção. Na altura, "no momento da busca à casa do arguido foram encontrados dossiês vazios - sinal de que Duarte Lima, avisado, se livrara de provas que o comprometiam". (aqui).

Ou seja, conhecendo-se o que se conhece sobre o estado da falta de justiça para os pobres, o Estado português, na qualidade de representante dos contribuintes portugueses, poderá ascender a um êxtase de felicidade se estes figurões não vierem a intentar uma acção judicial contra o Fisco com os respectivos pedidos de indemnizações por difamação

relacionado:
(1) Portugal terá mais 20 anos de consolidação orçamental 
(2) Maná: Grupo BES financia operação da ANA para reduzir défice do Estado 
(3) a ocupação Bancária da Politica é uma Declaração de Guerra Financeira contra a Humanidade  
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Porque é que a Economia cresce, se vai acrescentando Lucro e não há Inflação na China?

nem precisa saber mandarim para aprender

quarta-feira, janeiro 16, 2013

Tolerância Máxima à Corrupção

a "nova" Lei Bancária apresentada no final de Dezembro pelo "novo" Governo em França  foi preferencialmente redigida por consultores dos Lobbies Financeiros. Tudo isto contra as promessas do candidato "socialista" François Hollande que tinha prometido a separação das actividades de especulação financeira das comerciais de concessão de crédito. Na "nova" versão o actual sistema terá apenas modificações insignificantes. Isto é a prova provada que tanto "socialistas" como neoconservadores (Sarkozy vs Hollande, Passos Coelho vs Tozé Seguro, Bush vs Obama) são as duas qualidades de farinha que se misturam num mesmo grande saco cuja percepção (censurada) está vedada à massas populares. O "Le Monde Diplomatique" diz que o embuste em França (como em Portugal  ou nos Estados Unidos) "é mais uma amostra do peso que têm os escritórios de peritos, que aos poucos se têm vindo a substituir à função pública e aos politicos eleitos"


Esta ausência de perspectivas provocada pela conciliação do regime de tiranos com a falsa oposição gera inquietação entre as massas, são os próprios teólogos neoliberais quem adverte para o perigo latente. E no entanto, a única forma não-violenta de deitar abaixo a dinastia de banqueiros privados Rothschild e seus associados globais é reintroduzir a separação entre as instituições de especulação financeira e os bancos centrias e comerciais antes consignada na  "Lei Glass-Steagall" que foi revogada em 1999 pelo "socialista" Bill Clinton precisamente para facilitar a especulação financeira da qual se alimenta o imperialismo dos Estados Unidos 

ver também
- A aparente calma do empobrecimento irá rebentar, disse o filósofo José Gil no jornal do Crespo 
- "Perigos Teóricos e Politicos da Corrupção em Portugal" de Marcelo Moriconi e Luis Bernardo no LeMondeDiplomatique Jan2013
- A Revisão Geral das Politicas Públicas sobre a Lei das Finanças estava inscrita no programa do "partido socialista" de 2009, por Mathilde Goanec, no LeMondeDiplomatique, Jan2013
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terça-feira, janeiro 15, 2013

A Escravatura da Dívida, o Capitalismo Verde e o Bloco "de Esquerda"

Já passa das 2 horas da madrugada quando a TVI24 se afoita a transmitir o episódio “Debt is Slavery” integrado na série Frontline da minúscula estação pública norte americana PBS, denominada em português Observatório do Mundo. Para que se não diga que é inédita em Portugal, quase ninguém viu, mas foi transmitida, salvaguardando a influência Zero que se pretende.

Girando em torno da história da maior fraude do último século (descrita no post anterior), pela “Escravatura da Dívida” passam uma série de testemunhos que concluem o que toda a gente já sabe: quando o esquema resulta os Bancos ficam com os lucros, se o esquema falhar os Governos intervêm injectando milhões para salvar os Bancos demasiado grandes para falir (mesmo se apenas têm uma quota de mercado de 2% como o BPN). Depois do inventário do actual descalabroas Dívidas daí resultantes nunca serão pagas, o Consumo nos mesmos termos nunca mais irá voltar, o Crédito sem riscos acabou, ninguém vai voltar a gastar mais de 100% daquilo que ganha, os investidores de capital de risco apostam em destruir os excedentes sem cobertura piorando a situação até que eventualmente melhore, existe uma ameaça real de barbárie – passa-se ao diagnóstico:

Será necessária uma transformação total das economias, mudando as estruturas e os modos de vida, construir novas comunidades, orientar algo que mude a direcção das tecnologias de informação, enfim, “investir na economia real tem de ser muito mais lucrativo que no sector financeiro, que deve ser redireccionado, apostando sobretudo no crescimento verde isto é, no Capitalismo Ambiental paradigma no qual quem não cumprir (os pobres) com as regras ditadas pela tecnologia em torno da “defesa do ambiente” será fortemente penalizado no pagamento de impostos. Tudo isto gerido evidentemente pelos mesmos tipos que provocaram a crise. Quanto a remédios não há dúvidas sobre a classe dirigente da “revolução”. Talvez por isso o autodenominado “Bloco de Esquerda” tenha inscrito no seu programa, como prioridade e logo em 2004, a defesa do ambiente sobrelevando causas tão irrisórias como as guerras de conquista imperialistas (por exemplo, na época a do Iraque) que têm vindo em crescendo a ser dissiminadas por todo o mundo provocando miséria e elevados prejuízos… ao ambiente.


No “ramo Ambiente” ainda não existe concorrência ao Ocidente. Afinal o nivel de Consumo da população nos Estados Unidos é de 71% do PIB, enquanto o seu concorrente económico mais directo, a China, gasta em Consumo apenas 35% do PIB. Entre os dois índices, se vê quem provoca mais danos ao Ambiente. Enquanto um, baseado na economia virtual se encontra à beira da saturação devolvendo milhões de pessoas de volta para a miséria, o outro, baseado num economia real planificada tem ainda espaço para crescer, retirando milhões de pessoas da miséria
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segunda-feira, janeiro 14, 2013

Empresta aí 10 que eu amanhã dou-te 1000, ou o grande conto do vigário imperialista dos nossos tempos

o português é inteligentíssimo, aprende com enorme facilidade, tem grande capacidade de trabalho. A única coisa que precisa é de orientação (Soares dos Santos, proprietário da cadeia de supermercados Pingo Doce, em entrevista ao Expresso, 12/1)

Ora, é expressamente para “orientar” a malta que existe o Expresso. Nem mais. Em título o semanário “informa” que “as Empresas Públicas têm um buraco de 3 mil milhões resultante de um esquema financeiro”; Diz mais que “foram perdas em operações com taxas de juro (…) não apenas as empresas públicas estão a perder com essas taxas de juro como a descida é amplificada pelos contratos de “Derivados” celebrados com os principais bancos que operam em Portugal. Ali se diz em caixa explicativa que são “swaps” na versão “plain vanilla” (1). Toda a gente percebeu?
O Expresso continua a explicar, (sacando frases de um imenso arrazoado de palha) que “são produtos (de investimento financeiro) que garantem pequenos lucros aos clientes (as Empresas Públicas) em caso de subida das taxas de juro e perdas elevadas em caso de descida das mesmas”. Mais se diz que “parece que estas operações foram feitas inadequadamente aos clientes” (as mesmas Empresas Públicas) não se dando cumprimento aos deveres de informação à CMVM, a instituição reguladora, conforme exigível por lei no Código dos Valores Mobiliários na comercialização destes produtos financeiros.


O objectivo do artigo é, claramente, denegrir as Empresas Públicas, que, por causa de serem públicas, são necessariamente mal geridas, ineficientes, fontes de despesas exageradas, trabalhadores a mais e improdutivos, etc. etc. Destaca-se, segundo o Expresso, o Metro de Lisboa, cuja direcção sindical é a mais combativa e radical de esquerda... Mas não foram os trabalhadores que compraram acções especulativas, foram as Administrações designadas pelos governos.

Na verdade o que aconteceu (e continua a acontecer) é que os governos neoconservadores saídos da crise do ano 2000 (crash da Enron e empresas das novas tecnologias que deu origem ao 11 de Setembro) se obrigaram, por decisão politica e como subservientes ao imperialismo norte americano, a alinhar no esquema de financiamento nas Bolsas que comandam a economia ocidental. Em Portugal a primeira decisão de obrigar tudo que fosse fundos ou empresas públicas a financiar-se comprando títulos de investimento para tentar lucros muito acima do que seria honesto esperar foi o governo de Barroso e Portas. E daí para cá o monstro especulativo não parou. Até ao crash na origem da Segunda Grande Depressão iniciada em 2007/8. O resultado foi essas empresas e fundos de um momento para o outro se verem a braços com uma resma de papel que nem para embrulho serve. Chama-se a isto gestão danosa e deveria resultar em processo-crime aos responsáveis, mas em Portugal o que temos é impunidade. E a obrigação dos governos, tanto PS como PSD, da transferência desses prejuízos para Dívida Pública para os contribuintes pagarem. É esta a génese e as consequências da chamada “crise das dívidas soberanas na Europa” (2).

Depois do crash de 2008 e do início das escandalosas ajudas aos bancos que tinham vendido este tipo de produtos financeiros, enganam-se e bem todos aqueles que foram enganados pelos Media “de referência", se pensam que os Bancos pararam com essa actividade criminosa. Os Bancos continuaram a vender as mesmíssimas acções, títulos e futuros. Mas com uma novidade – os investimentos passaram agora a ser protegidos por Seguros (Swaps (3) sobre os pacotes especulativos (Hedge Funds) que continuaram a ser enfiados nos mercados (por exemplo, nas empresas públicas). Nestas novas condições, se as Acções, Titulos e Futuros falirem, isto é, se os “clientes” deixarem de pagar reembolsos, o vendedor recebe o valor perdido da companhia seguradora. O que é um incentivo a que a Instituição vendedora primária (por exemplo a Goldman Sachs (4) tivesse interesse em que esses Fundos fossem à falência. Quanto mais falirem mais o especulador financeiro ganha! É esta parte que o Expresso não explica, a emissão de cada vez mais “pacotes sem risco” (para quem vende) – e que é à custa do endividamento dos Estados e Instituições Públicas por esse mundo fora que 1% dos norte-americanos que são accionistas em Instituições financeiras detinham o ano passado 2/3 da riqueza do país, para além de incomensuráveis riquezas noutros países.


(1) “Plain vanilla” é uma expressão adjectiva que descreve a versão mais básica e simples de algo, sem cláusulas opcionais, por analogia com o sorvete de baunilha quando este é o sabor padrão. Compra-se com sabor a baunilha e é baunilha que se tem de lamber até ao fim. Em economês neocon a expressão é aplicável à compra e venda de instrumentos financeiros, em geral, de títulos, opções, futuros e swaps, que são frequentemente negociados como opções de baunilha. O oposto da simples opção vanilla são opções exóticas nas quais se podem alterar os componentes do instrumento financeiro tradicional, resultando num modo de segurança mais complexo e eficaz para o comprador.
(2) "Qual o papel do BCE na Crise das Dívidas Soberanas?"
(3) o Professor Domingos Ferreira, no livro cuja capa se reproduz, ajudou a explicar o emanharado processual às assessorias nesses negócios
(4) Banqueiros do Goldman Sachs preparam os bolsos para colheita recorde de bónus que serão entregues no final deste mês depois do banco de investimento norte americano ter anunciado um forte  aumento de lucros em 2012
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sábado, janeiro 12, 2013

It`s Over ...

... a "Crise do Euro" acabou, declarou o Barroso

(quis ele dizer lá na dele, que a maior parte das transferência de acções tóxicas dos Bancos transnacionais para as Dividas Públicas nacionais dos paises em dificuldades estão mais ou menos a terminar (no Guardian).
Barroso, para além de Mentiroso, é uma estranha personagem cujas verdadeiras caracteristicas como erudito a ensinar Ignorância ao povo são a Vaidade, o Orgulho e a Arrogância. O teste de olhar para a cara do bicho não engana: Barroso é apenas a cara do pantomineiro ao serviço dos poderes nebulosos que fabricaram e estão a usar a crise do euro para federalizar anti- democraticamente a União Europeia

Posto este breve intróito, agora vamos aos factos e respectivos números, que toda a gente deve, ou devia, conhecer:

1. Precaridade. A actividade manufactureira em França e na Alemanha está a contratar pessoas por um máximo de tempo de 10 meses seguidos (ver aqui)
2. 26 milhões de europeus desempregados. A taxa de desemprego na Eurozona atinge agora os 11,8 por cento, um recorde absoluto nunca antes atingido (fonte)
3. Em Novembro passado a Itália experimentou o maior declínio nas vendas a retalho dos últimos 17 meses (fonte)
4. “Retoma”. As poucas ofertas de emprego em Espanha são feitas por períodos máximos de 20 meses seguidos (fonte)
5. Grécia. Estima-se que neste momento os empréstimos em incumprimento atinjam 20 por cento de todos os empréstimos internos no sistema bancário grego (fonte)
6. Irlanda. 22 por cento de toda a população da irlandesa vive em agregados familiares de desempregados. Estima-se que nos últimos 12 meses cerca de 100 mil pessoas tenham deixado o país à procura de trabalho (fonte)
7. Taxa de desemprego em Portugal é de 16 por cento. A riqueza de um português é 40 por cento da de um irlandês. Em Portugal estima-se que 150 mil pessoas tenham deixado o país em 2011 e em 2012 esse número deve aumentar
8. A taxa de desemprego na Grécia é agora de 26 por cento. Há um ano atrás era "apenas" de 18,9 por cento.

9. A taxa de desemprego na Espanha subiu para o número impressionante de 26,6 por cento; na Alemanha, a taxa de desemprego oficial é 5,4 por cento.
10. no Chipre a taxa de desemprego para trabalhadores com menos de 25 anos de idade é de 27 por cento. Em 2008 esse número estava bem abaixo dos 10 por cento.
11. As vendas de veículos de fabrico francês em Novembro caíram 28 por cento em comparação com o ano anterior (fonte)
12. A taxa de pobreza actual na Grécia é de 36 por cento. Em 2009 era “apenas” de 20 por cento.
13. A taxa de desemprego para trabalhadores com menos de 25 anos de idade na Itália é de 37,1 por cento - um novo recorde histórico.
14. Surpreendentemente, ou nem tanto, 44 por cento de toda a população da Bulgária está a enfrentar "graves privações materiais" (fonte)
15. A taxa de desemprego para trabalhadores com menos de 25 anos de idade em Espanha é de 56,5 por cento - a mais elevada que marca os novos tempos.

16. A taxa de desemprego para trabalhadores com menos de 25 anos de idade na Grécia é de 57,6 por cento - a mais elevada que marca os novos tempos.
17. O Citigroup prevê que há uma probabilidade de 60 por cento da Grécia deixar a zona do euro nos próximos 12 a 18 meses (fonte)
18. Tem sido noticiado que algumas casas em Espanha estão a ser vendidas com um desconto de 70% a partir do valor no pico da bolha imobiliária por volta em 2006. Neste momento há cerca de 2 milhões de casas não vendidas em Espanha.
19. O valor da Dívida da Grécia em relação ao PIB está a aproximar-se rapidamente dos 200 por cento (fonte)
20. Segundo a Associação Industrial Automóvel de França, 2012 foi o pior ano para a indústria automóvel francesa desde 1997. Em 2005, a indústria automobilística francesa produziu cerca de 3,5 milhões de veículos. Em 2012, esse número caiu para cerca de 2 milhões de veículos.

Um terrivel colapso economico continua a caminho e, uma vez que se inicie e agrave, jamais nenhuma das nossas vidas voltará a ser o que foi. Mas lá que o Barroso disse que a crise acabou, lá isso disse… Embora o discurso para consumo interno tuga seja outro: "entrámos numa nova fase da crise", blá,blá,blá

Colapso Económico? OK!, Tente Novamente... 
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sexta-feira, janeiro 11, 2013

O relatório do FMI. Não há nenhuma alternativa que passe pelo pagamento da dívida

O Fundo Monetário Internacional (FMI) é uma organização imperialista cuja função é garantir que a extorsão feita aos trabalhadores e aos povos oprimidos do mundo através do mecanismo da dívida pública se possa continuar a fazer. (Luta Popular)


Garcia Pereira denunciou há vários meses o que veio a confirmar-se com o plano do FMI agora anunciado: "aumentaram-se os impostos, reduziram-se drasticamente as prestações sociais para os mais explorados, para depois se chegar à conclusão que ainda não chega..."

A barbárie que representa o processo sumário e terrorista de despejos que ameaçam dezenas de milhar de arrendatários pobres, no seguimento da nova lei das rendas, a privatização da TAP, a necessidade de os trabalhadores não apostarem numa luta meramente jurídica (eventual declaração de inconstitucionalidades pelo tribunal constitucional) e de novo o imperativo do derrube deste governo e o não pagamento da dívida, foram ainda temas abordados por Garcia Pereira, cujo desenvolvimento merece ser ouvido na gravação do programa "Em Foco" da ETV aqui disponibilizada:

quinta-feira, janeiro 10, 2013

a Banca está Rota

Paulo Morais descreve mais uma jogada, não muito badalada nos media nem nas redes sociais, embora usada habitualmente no meio financeiro, para extorquir mais valias no depauperado sistema capitalista agora em decomposição para outro modo de exploração qualquer do qual não se vislumbra ainda bem os contornos.

Na sua habitual crónico semanal do CM, subordinada ao tema: "os Bancos são sacos rotos onde são despejados, criminosamente, os escassos recursos do povo português":

(...) estranha foi a aquisição do Finibanco pelo Montepio Geral (MG). (entre outras trafulhices com raizes offshore). O Montepio, não sendo uma entidade pública, tem responsabilidades sociais óbvias, pois é a maior associação mutualista portuguesa, com cerca de 530 mil associados. Quando o Finibanco acumulava já enormes prejuizos, surge uma oportuna OPA por parte do MG. O Finibanco apresentou lucros apenas no semestre da venda, as acções valorizaram artificialmente dias antes da operação, com uma valorização de 22% em apenas tes dias, inflacionando o valor da OPA em dezenas de milhões - isto é, o Montepio comprou muito caro o Finibanco prejudicando os Mutualistas" (original aqui)


Conferência "a Corrupção na Origem da Crise" - Paulo Morais sobre o confisco do dinheiro roubado pelos accionistas do BPN/SLN. (ou de como é muito conveniente que alguém vá falando disso enquanto quem de direito, da mesma área politica, patrocina o encobrimento do escândalo

O próprio José Oliveira e Costa, ex-secretário de Estado de Cavaco, concedeu a si próprio créditos no valor de 15 milhões de euros; a sua filha Iolanda recebeu 3,4 milhões de euros; Luis Caprichoso recebeu quase 1 milhão de euros por prestar assessoria ao Banco; a uma empresa de Duarte Lima, amigo íntimo de Cavaco, foram emprestados 49 milhões! outro ex-dirigente do PSD, Arlindo Carvalho junto com um do PS, José Neto, receberam em conjunto 75 milhões de euros; Almerindo Duarte da Transibérica tem um crédito concedido de 23 milhões de euros; outro do PSD, Joaquim Coimbra, notável contribuidor para a eleição de Cavaco, recebeu 11 milhões; Aprigio Santos tem um crédito de 140 milhões! uma empresa de ciomentos do pelouro de Dias Loureiro, compadre e ex-conselheiro de Estado de Cavaco, recebeu 90 milhões. Tudo isto é crédito mal parado do qual os detentores nunca mais passaram Cavaco ao banco... e que acabará (se é que já não foi) por ser transferido para a dívida pública para os contribuintes pagarem... (embora o maçon Paulo Morais não mencione estes valores nem o diga desta maneira)...

quarta-feira, janeiro 09, 2013

Estado precisa de mais dinheiro. Adivinhe quem é que consegue fugir ao Fisco?

No caso das grandes companhias multinacionais (corporate trusts) a fuga ao pagamento de impostos pode ter uma opacidade quase total, na medida em que as leis dos territórios onde tal se pratica (1) impedem os mandatários de informar quem quer que seja dos nomes dos verdadeiros proprietários das fortunas fugidas ao fisco.

















A possibilidade de pulverização desses grandes monopólios numa imensidade de pequenas empresas subsidiárias, a criação e registo de empresas fictícias, são utilizadas apenas para colocar barreiras opacas entre os proprietários dos dinheiros que procuram refúgio e as autoridades fiscais dos países lesados pela evasão fiscal. Os Estados onde na verdade operam essas companhias deixam de facto de receber importantes volumes de dinheiro indispensáveis para sustentar as despesas assumidas pelos contratos sociais. É por isso, e apenas por isso, que os Governos comprometidos com a fraude (2) dizem que “não há dinheiro”!

Cobrar impostos sobre os lucros dos contribuintes à razão de 2% ou 3% chegaria e ainda sobrava para custear as despesas do Orçamento e ficar com muito boas possibilidades soberanas de legislar explicitamente de modo a atrair capitais de investimento e criar empregos em detrimento de outros países concorrentes. O problema porém é que a concorrência está desviada para o conflito latente entre o Estado e as Grandes Empresas. Muitos pensam os Estados como sendo “entidades neutras” (3), mas não é assim que as coisas se passam. Há uma igualdade de oportunidades construída entre as empresas como entidades detentoras do poder económico e os Estados fracos que se deixam instrumentalizar politicamente por essas corporações. Quando tal acontece, um dos efeitos colaterais é a explosão da dívida pública; e os países mediamente desenvolvidos como Portugal predispõem-se a saquear impostos de 30% ou mais sobre tudo o que mexe nas actividades económicas das classes médias ou 45% de IRS sobre as pequenas empresas. O objectivo é destruir o tecido empresarial intermédio existente para beneficio no futuro dessas grandes companhias multinacionais (4). Enquanto isso, os multimilionários que actuam globalmente desviaram mais de 21 triliões para paraísos fiscais, um valor em riqueza escondida que, segundo este relatório, é muito maior do que se pensava.


(1) Como se disse já aqui, é erróneo usar o termo Off-Shores cada um deles avulso per si e no plural como se apenas de paradisíacas ilhas se tratassem. O termo correcto, desfazendo a confusão entre o inglês “Heaven” (Céu) e Haven (Refúgio) não é “Paraiso Fiscal” mas sim zonas de “Refúgio Fiscal”. O “que existe de facto é um Sistema Off-Shore único. Os territórios que proporcionam fugas aos Fiscos nacionais estão por todo o lado, nas fronteiras dos Estados onde se exercem a maioria das actividades produtivas: na Europa o clássico exemplo da Confederação de Cantões Suiços, o Liechtenstein, o Luxemburgo, Andorra, Mónaco, Sam Marino, Chipre, Malta, Madeira, Jersey, Holanda, Áustria, Gibraltar, etc. etc.

Nos Estados Unidos qualquer estrangeiro não residente pode comprar títulos de empresas e registá-las no Estado do Delaware sem ter de pagar impostos. Mais de 60% das 500 maiores empresas dos EUA têm ali registada a sua sede. Só num andar do nº 1209 da North Street em Wilmington estão registadas 6500 empresas, um sistema literalmente importado no caso relatado da célebre suite 605 no Funchal. Nas ilhas Caiman só numa morada estão registadas nada mais nada menos que 217.000 empresas. É assim por todo o lado. Grandes corporações na área financeira providenciam serviços de domiciliação de contas, sem que os titulares tenham de se deslocar dos locais onde exercem as suas actividades: o Citigroup, o Deutsche Bank, o banco Mellon of New York, o Wells Fargo, o One Investment Group, o BNP Paribas, o BES, Santander, etc.

(2) É famosa a citação do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros Denis MacShane do Partido Trabalhista do Reino Unido: “Quando eu era ministro, critiquei o sigilo bancário na União Europeia, num seminário em que estava o meu equivalente do Luxemburgo. Ele virou-se e delicadamente perguntou: “Alguma vez examinou a Lei do Reino Unido sobre os Trusts? Todos os nossos banqueiros e advogados fiscalistas dizem que se você quiser realmente, se quiser mesmo, esconder dinheiro, que vá até à City de Londres e organize um Trust”

(3) o “Estadoé a instituição que garante a propriedade privada em favor das classes dominantes i.e. a burguesia que detém os meios de produção, a caminho de consolidar o monopólio global dos grandes meios de circulação e distribuição. O “Estado” não existiu sempre, nem existirá para sempre, estando actualmente em declínio devido à ascenção dos diversos poderes supranacionais que o sobrelevam (ver: a Concepção Marxista do Estado)

(4) O modus operandi da expansão global das Corporate Trusts, vulgo empresas Multinacionais, é definido como sendo a de instituições do Direito consuetudinário inglês, herdadas dos tempos das Cruzadas, e que implicam apenas um contrato entre duas partes (o mandante e o mandatário), não precisando sequer esse contrato de ser registado, embora possa ser invocado em tribunal. Quase todos os refúgios fiscais dispõem de um sofisticado sector de “mandatários” (sociedades de advogados) que actuam como testas-de-ferro para aumentar a opacidade e esconder os dinheiros fugidos ao fisco. Assim, ao abrigo das falhas de legislação que permitem transferências financeiras isentas de impostos, o mandatário na filial esconde os lucros offshore, o mandante declara prejuizos no local onde os impostos são mais altos. É uma esperteza saloia para captar mais dinheiro para os accionistas privados que é roubado aos contribuintes

(5) "Pingo Doce pagou 150 milhões aos accionistas em dividendos extraordinários decididos no último dia do ano"

Citações adaptadas de "O Escândalo da Dívida e o Sistema Mundial Offshore" de Guilherme da Fonseca-Statter, Ediç. "Página a Página", Agosto de 2012)
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terça-feira, janeiro 08, 2013

Balsemão sobre o Bilderberg: nunca fiz nenhum negócio à pala disso

clique no recorte para ampliar
Francisco Pinto Balsemão é um dos senadores do Regime que vigora em Portugal depois do 25 de Novembro. Em entrevista ao Diário de Noticias (6 de Janeiro pp) Balsemão reconhece que, por mais de trinta anos, é o único português com assento permanente no Grupo Bilderberg "que muita gente reconhece como sendo o maior lobby à escala universal" (devendo logicamente obediência ao CFR e à Comissão Trilateral norte- americanos). Todos os convidados para as reuniões anuais do Bilderberg virão de seguida a ter manifesta influência para o exercicio dos cargos que são ali seleccionados e atribuidos. Na reunião Bilderberg de 2012 marcaram presença Mitt Romney "alternativa" no espectáculo de acesso à presidência dos EUA, Bassma Kodmani do Concelho Nacional Sírio o orgão da "oposição" que está na origem do terrorismo na Síria, Neelie Kroes comissária europeia para o controlo das Redes Socias na Internet, Eric Schmidt da Google, etc. Só não se entende ainda o que fará a presença de Clara Ferreira Alves, mas adiante decerto se verá. Na reunião de 2011 tinha sido convidado o ex-ministro Luis Amado (homem de mão de José Sócrates) e actual presidente do "Banif", o banco privado através do qual se ensaia um novo modo de extorsão de dinheiro aos contribuintes com cobertura do Estado.

Pinto Balsemão nega contudo que o Bilderberg seja um grupo secreto, pelo simples facto dos jornalistas não terem acesso às reuniões. É tudo "transparente" porque se publica anualmente um livrito a dar conta do que se passou. Mas não dão conta do que ficou decidido e se irá passar. Como um dos guardiões do controlo e manipulação dos Media em lingua portuguesa o dono do Expresso e da SIC (parceira da Globo) nega contudo ter feito quaisquer negócios à sombra da sua participação no Bilderberg. Com a verdade nos tentas enganar, o Bilderberg é ele próprio em si o Negócio, uma vez que é ali que se decide quem entra ou não entra nos negócios. Simples. Ou Balsemão é um tótó sem nenhuma esperteza para os negócios ou é mentiroso, uma vez que os participantes no Grupo Bilderberg lideram o indice Bloomberg dos Bilionários mundiais.

A principal preocupação com as actividades do Grupo de Bilderberg não é o facto da elite global se ir reunindo com chefes de Estado e representantes dos Governos (isso nunca vai acabar), é o facto de que eles se encontram em segredo, a portas fechadas, sem quaisquer registos do que foi discutido ou acordado. Porquê John Kerry (Nomeado pelo presidente Barack Obama como próximo Secretário de Estado), Mark Carney (novo governador do Banco de Inglaterra), Henry Kissinger, John Micklethwait (Editor-Chefe da "The Economist") e Robert Zoellick (Presidente do Banco Mundial) tiveram de se encontrar em segredo em 2012 em Chantilly, Virginia, EUA? Do que é que eles falaram? Qual é a sua agenda? Que promessas foram feitas? porquê e a quem foram feitas? 
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segunda-feira, janeiro 07, 2013

a Arte de enganar o próximo

o Jornal i encomendou e publicou hoje uma sondagem a Alexandre Picoto, director da empresa de sondagens "Pitagórica" e membro da comissão de honra da candidatura de Pedro Passos Coelho em 2010 onde se diz que o Partido dito "Socialista" é o único que desce em relação aos partidos do centrão neoliberal parlamentar. Uns ou outros tanto faz. Mas, em abono da reposição da vergonha na cara, diga-se que não é a primeira vez que esse jornal pede sondagens viciadas à Pitagórica (das quais até o próprio Paulo Rangel se queixou), ou como aquela em pleno auge da contestação popular nas ruas quando o jornal i manipulou a manchete de primeira página afirmando que 70,2% dos portugueses rejeitam eleições antecipadas

Mais uma rodada, mais uma sondagem para gostos diferentes. Tomam os portugueses por idiotas, condenados a votar sempre nos mesmos, como se os "votos" fossem fazer a Revolução que há-de libertar o povo


e o desmentido pelo jornal i da sondagem de capa de ontem: "Governo em baixa. Rui Rio melhor que Passos"
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Buda

o Principe Gautama Siddharta, fundador do Budismo, nasceu cerca do ano 563 antes-da-nossa-era (a.n.e.), filho do Rajá de Sakya, uma tribo guerreira do que é hoje o Nepal 150 quilómetros a norte de Bénares (Varanasi).


No inicio viveu a vida convencional de um Príncipe. Quando chegou aos 29 anos enfastiou-se com a vida luxuriosa da Corte e resolveu sair do Palácio do rei seu pai, da família e dos respectivos séquitos. Abandonou a sua esposa, as suas possessões, terras e poderes e iniciou uma longa caminhada submetendo-se às privações de uma vida ascética. “É certo que sou pobre, mas sou-o por opção”, diria dele o seu biógrafo nosso contemporâneo Hermann Hesse.
Por seis anos Siddharta levou uma vida de extrema austeridade obrigando-se à auto-tortura; no final deste suplicio, depois de diante de si ter desfilado um imenso rol de indigentes, putas, profetas, políticos e vulgares ladrões súbditos fora do seu mundo de origem, o Principe atingiu o estado de Iluminação – o secreto conhecimento do Eu, que não se representa nem pelo Corpo nem pela Consciência (e aqui começa a tanga i.e a negação de que tudo no Universo consiste em partículas de matéria que interagem no vazio até que a inteligência as organize)

O melhor dos governantes não passa de uma sombra para os súbditos” (Lao Tsé)

De acordo com a tradição, Gautama Siddharta atingiu a Iluminação sentado debaixo da Árvore do Despertar (uma figueira ficus benghalensi religiosa ou Bodhi) perto de Buddh Gaya no Bihar durante a lua cheia do mês de Vaisakhi, o principio do Ano Novo para os hindús. Depois disto ficou conhecido como Buda o Iluminado. Fundou uma Ordem de monges e dispendeu os 40 anos seguintes como professor errante ganhando muitos seguidores. O que não será difícil de admitir, face à imensa população de miseráveis dedicados à mendicidade. Vestidos com os seus trapos tingidos de açafrão mendigavam as refeições e Buda nada fazia além do esforço pela esmola concedida – “sei pensar, sei esperar, sei jejuar” – dizia àqueles com quem se cruzava e viam nele modos finos e aristocráticos. Porém as coisas deste mundo, roupas, sapatos, pulseiras e dinheiro não lhe interessavam. Buda ensinava os pobres levarem uma vida regrada (que remédio) e ascética. Porém, dispostos a não renunciar completamente a todos os prazeres da vida, uma Ordem de Freiras foi igualmente criada. Buda morreu aos 80 anos em Kushinagar na terra de Oudh (Uttar Pradesh).

Por tempos imemoriais pensou-se que a vida de Buda seria puramente mitológica, mas agora parece que ela representou uma realidade histórica, porquanto Bodh Gaya se tornou um Património Mundial segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e se descobriu que as tecnologias de produção de milagres pertencem a um período bastante mais antigo. Os monumentos erguidos em Ashoca depois da conversão do reino ainda podem ser vistos. E houve grande excitação no século XIX quando um sarcófago contendo cinco vasos cerâmicos foram descobertos no Nepal. Um desses vasos continha alguns ossos com a inscrição “dos irmãos sukitti, juntos com as suas irmãs, este é um receptáculo das relíquias do Buda o Sagrado dos Sakyas”. Mas no final, medidos pelo carbono 14, parece que os ossos pertenciam ao tempo dos Ashoca, 200 anos depois da morte de Buda e, deste modo, não é provável que tivessem sido do próprio Buda. É perfeitamente datável quando e como Buda inventou completamente uma nova religião (religião é alienação); provavelmente ele promoveu uma transformação revolucionária a partir da pré-existente e ancestral Fé dos Brâmanes (passe ao lado que a palavra Casta tem origem portuguesa e dela só se tem noticia desde o século XV)


As ideias-chave do Budismo são que a existência humana é miserável, que o Nonsense ou “Nirvana” é o estado ideal e que o Nirvana pode ser alcançado pela devoção às regras do Budismo (religião é submissão). O principal conceito é de que as respostas do homem se encontram no seu interior e mesmo a morte não traz o Nirvana, porque as Almas transmigram-se após a Morte. Essas almas penadas estão condenadas à infelicidade na medida que se transmigram para muitas outras Vidas e recomeçam sempre noutros Corpos.

Henri Bergson (1859-1941) prémio Nobel em 1927 filosofava (seguido depois por Gilles Deleuze) que o ser dotado de inteligência é levado de facto a pensar em si mesmo e a desprezar os seus laços sociais. A inteligência mostra claramente ao homem a sua natureza mortal e por isso a religião reage com a crença na imoralidade e com o culto dos mortos. A inteligência faz perceber claramente aos vivos a imprevisibilidade do futuro e o carácter aleatório de todos os seus empreendimentos. A religião fornece mediante as crenças e as práticas mágicas a possibilidade de crer numa influência do homem sobre a natureza muito superior à que o homem pode efectivamente alcançar mediante a técnica. Na impossibilidade de um dinamismo total é preferível o homem dedicar-se ao misticismo, o que o pressupõe como um privilegiado genial. O misticismo da contemplação não acredita na eficácia da acção humana, assim, o génio místico que venha corrigir os males sociais e moraisde que sofre a humanidade. E “a humanidade poderá então retomar na Terra a função essencial do Universo, que é ser uma máquina de fabricar deuses”. Se não houver tempo para dar conta deste recado, então a opção de mudança da alma para outro corpo é garantida para que o virtual imaginado continue ad aeternum e passe a ser real.


O Budismo tornou-se uma religião muito popular espalhando-se rapidamente pela India, especialmente depois da conversão do Rei Ashoca (272-232 a.n.e.). Por volta do século III a.n.e. ele dominava todo o subcontinente indiano. Mais tarde, entrou em declínio, especialmente durante as perseguições ao Bramanismo no século VII e VIII depois da nossa era, ou seja, aquando da invasão do Islão. O Budismo contudo jamais deixaria de florescer, espalhando-se pela China, Ceilão, Burma, Tailândia e Japão. E nos tempos modernos atingiu o Ocidente, muito por encanto e graça do filme “O Pequeno Buda” de Bernardo Bertolucci. Buda fundou uma das grandes religiões do mundo. Porque conciliou as diferentes espécies de Fé envolvidas nas querelas sobre a direcção do progresso. Tem por isso um enorme efeito no desenvolvimento cultural do sudoeste e oriente asiático. É difícil imaginar o que teriam sido as culturas do Oriente sem a lenda do rico e faustoso Príncipe que por opção se tornou pobre e fundou o Budismo


Permitam que me apresente: venho ao "Banquete dos Pedintes", e "Sinto Simpatia pelo Diabo"  (1968)

Literatura relacionada:
"People Who Changed The World" de Rodney Castleden
"Siddharta" de Hermann Hesse
"História da Filosofia" de Nicola Abbagnano
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domingo, janeiro 06, 2013

a Saga do Povo Angolano

Angola cresce a mais de 10% ao ano. Mas, por contraste, há fortunas que crescem mais de 10.000% ao ano


Reportagem de Regina Casé Programa Central da Periferia - TV Globo
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sábado, janeiro 05, 2013

a "Justa Repartição dos Sacrificios" do discurso de Cavaco

Maria Filomena Mónica, no Expresso pp33: "Sem mais nada que fazer, ouvi a recente mensagem de Ano Novo do Presidente da República. "As fundadas dúvidas" sobre a justa repartição dos sacrificios" no próximo Orçamento de Estado levaram-no a que tivesse decidido enviar a lei para o Tribunal Constitucional. Mas deixemos o reformado-mor em paz e olhemos o que se passa à nossa volta. Para não ir mais longe, fui ver quanto ganhava o meu vizinho Eduardo Catroga (...) o Dr. Catroga, alguém próximo de Cavaco Silva, auferiu, como presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, 45 mil euros brutos por mês, a que temos de juntar 9600 €uros de Reforma. Admitindo, como o próprio anunciou, que pagará metade em impostos, leva todos os meses para casa, 27 mil €uros, por um cargo não-executivo. No primeiro semestre de 2012, periodo para o qual existem dados, teve de presidir a cindo reuniões, ou seja, a menos de uma por mês. Não se pode dizer que seja extenuante
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quinta-feira, janeiro 03, 2013

a burla do "menos Estado" porque o Social é insustentável

“A maior forma de controlo que existe é quando uma pessoa crê que é livre e, na realidade, está a ser manipulada e comandada. Uma forma de ditadura é estar fechado numa cela de prisão a ver as grades. O outro estilo de controlo e ditadura, muito mais subtil é não ver as grades e crer-se livre. O melhor hipnotizador do mundo é uma caixa oblonga, colocada num canto do quarto, que nos diz em que devemos acreditar. A televisão, com a sua capacidade de entrar no lar de todas pessoas cria a base para a lavagem cerebral colectiva dos cidadãos.

Uma das coisas que ocorrem quando vemos televisão é que o hemisfério direito do cérebro está duplamente mais activo que o esquerdo, o que é em si uma anomalia neurológica. O cruzamento do esquerdo com o direito liberta uma torrente de opiáceos naturais no organismo, as endorfinas, que por sua vez compreendem as beta-endorfinas e as encefalinas. As endorfinas têm uma estrutura idêntica à do ópio e seus derivados (morfina, codeína, heroína, etc). Por outras palavras, a televisão funciona como um sistema de fornecimento de drogas de alta tecnologia, e todos sentimos os seus efeitos. Outro efeito que ver televisão tem é que as regiões superiores do cérebro, como a zona média e o neocórtex, ficam inactivas e a maior parte da actividade desloca-se para o sistema límbico, a região inferior do cérebro. O cérebro inferior ou reptiliano limita-se a reagir ao ambiente utilizando programas de resposta profundamente encaixados no sistema, do tipo “luta ou foge”. Além disso, estas regiões inferiores do cérebro não sabem distinguir a realidade das imagens inventadas (uma tarefa que o neocórtex realiza) de maneira que reagem ao conteúdo da televisão como se este fosse real e libertam as hormonas correspondentes, e assim sucessivamente. Diversos estudos demonstraram que, a longo prazo, um excesso de actividade nas regiões inferiores do cérebro causa a atrofia das regiões superiores. É possível que não tenha conhecimento destas coisas, mas certamente que as pessoas que estão a lavar-lhe o cérebro diariamente o sabem. Os lavadores de cérebros encarregados desta transformação da sociedade executam o truque mais perfeito. São capazes de persuadir as pessoas de que aquilo que vêem com os olhos é apenas aquilo que há para ver”

as Dúvidas do velhaco Cavaco sobre o OE2013 "podem vir a custar 1,8 mil milhões de euros". Mas apesar das dúvidas, que enviou para o Tribunal Constitucional sem carácter de urgência, Cavaco promulgou o OE2013. Isto é demonstrativo do mais que perverso cinismo da personagem: o Orçamento promulgado agrada à maioria; o envio ao Tribunal Constitucional agrada à Oposição. O que significa que de facto o número 2 do actual governo é o líder do Partido dito Socialista Seguro. É ele que, na mesma fornada de Passos e Portas, tem de ser igualmente corrido das hipóteses de governação. Ou seja, apesar das endorfinantes palestras televisivas tudo está previamente definido. A monumental burla liberal do “menos Estado” é isto: mais impostos para pagar roubos. As inconstitucionalidades do OE2013 irão paulatinamente sendo esquecidas e, um belo dia quando forem de novo recordadas, serão decretadas novas medidas de austeridade, porque as anteriores se revelaram insuficientes. Porquê e para quê? Já ninguém de lembrará.

Entretanto, o Estado sob a pata de Cavaco entrou com mais 1100 milhões de euros no Capital Social do BANIF, recapitalização a accionistas privados até aqui proibida pelo BCE que o contribuinte como é habitual pagará por linchamento fiscal. Outros casos tóxicos se seguirão. Um dia as televisões dirão em segundos quais as suspeitas que recaem sobre as origens dos 14.000.000.000,00 €uros de prejuízo do BANIF. À semelhança das «sociedades veiculo» públicas que serviram para limpar o BPN e que absorveram mais 5,5 mil milhões de créditos incobráveis para além dos 4 a 5 milhões que o Estado já lá tinha metido no inicio. Alguém está preso? Nem o espertalhão que roubou 10 milhões ao BPN para gastar em meninas. Aquando da revisão das medidas de coação um tal Dr. Pereira foi libertado. Prata da casa PSD decerto que pertence ao naipe de amigos do Dr. Cavaco
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quarta-feira, janeiro 02, 2013

Obrigado, professores!

"O ano que terminou foi apontado como o da viragem. Nada virou e muito piorou. Este será de continuidade: mais desemprego, mais falências, tribunais entupidos com cobranças fiscais coercivas, mais economia paralela, menos direitos, menos democracia e exponencial crescimento da pobreza. Perante o inevitável descambar do orçamento logo no primeiro trimestre, seguir-se-á mais austeridade.

A chamada refundação trará miséria aos funcionários do Estado e novo golpe contra os serviços públicos, com a educação, a saúde e a segurança social na linha da frente. Apesar dos sacrifícios, a dívida continuará a aumentar. A “troika”, ela própria “entroikada” com o seu falhanço, terá tendência cúmplice para proteger Gaspar e Passos, apesar destes terem falhado em tudo, designadamente no combate ao défice, eixo fulcral do “programa”. Os arranjos entre a elite no poder terão em 2013 um ano venturoso. Tudo se conjugará para que os negócios floresçam, a coberto do diáfano manto de opacidade das privatizações, sob o qual se movimentam os consultores e os advogados da órbita do poder. Para esses não haverá crise nem Gaspar. É ela e ele que existem para eles. Mas a sobrevivência do país imporá a queda do Governo..."

terça-feira, janeiro 01, 2013

Primeira coisa urgente a fazer em 2013

"Conheço o segredo para conseguir que o cidadão de classe média acredite em qualquer coisa que seja do meu interesse. Basta que me deixe controlar a televisão (Se algo é transmitido pela televisão, converte-se em realidade. Se o mundo fora do televisor contradiz aquilo que se vê nele, as pessoas tentam mudar o mundo para que seja como você o vê no televisor" (Hal Becker, 1981, Grupo Especialista em Futuros da Univ. Connecticut)


Os lavadores de cérebros encarregados da transformação da sociedade executam o truque mais perfeito. São capazes de persuadir as pessoas de que aquilo que vêm com os olhos é o que há para ver. Logo, as pessoas rir-se-ão na sua cara quanto tentar explicar-lhes o panorama geral e a realidade que se oculta do outro lado do ecrã. Pois, o que conta em televisão não é a verdade, por muito que as pessoas continuem a acreditar nas mentiras que se transmitem através dela. A televisão é um parque de atracções, um grupo de malabaristas, bailarinas de dança de ventre, tagarelas, cantores, gente que faz streap-tease, enfim profissionais de um regime de Burlões sob o alto patrocinio de Cavaco Silva . Mas você está completamente hipnotizado pela caixa idiota. Senta-se diante dela todos os dias, todas as noites... a Televisão é quase a única coisa que conhece! Cinco por cento dos americanos lê mais de cinco livros por ano, mas, em contrapartida, a entrega dos Óscares é vista por cem milhões de pessoas.

Você sonha como na televisão, fala como na televisão, cheira, veste-se, age como na televisão. Há muitas pessoas que têm a sensação de dar-se melhor com a Paris Hilton, a Britney Spears ou a Lady Gaga do que com o seu marido ou mulher. É de loucos! não se vê? Quantos milhões como você estão preparados para acreditar em qualquer coisa que lhes diga a televisão? E mais, há muitíssimas pessoas das altas esferas preparadas para lhe dizer seja o que for em nome da "guerra contra o terrorismo", em nome dos índices de audiência e dos rendimentos de publicidade e marketing, sempre que você vote nela compre o seu produto e permite que exista uma lavagem ao cérebro - "a televisão proporcionou o meio ideal para criar uma cultura homogénea, uma cultura de massas, através da qual se pode moldar e controlar para que todas as pessoas do país pensem o mesmo" - Se lhe querem vender o Cavaco como um "produto neutro", pense bem, defenda-se, corte-lhe o parlapié, porque o Cavaco é um produto estragado!

(adaptado de "O Instituto Tavistock" de Daniel Estulin)
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