Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
sexta-feira, março 08, 2013
a Mulher num mundo de homens
é um objecto instrumentalizado de prazer capitalista? uma vedeta de desfile de carnaval? a Mãe? a Trabalhadora? a nossa metade do céu que se emancipa de escrava para soldado eficiente da luta de classes? ou, é uma Costela de Adão como diz a biblia?
quinta-feira, março 07, 2013
A situação actual e as nossas tarefas
"A base social do fascismo é a pequena-burguesia, as camadas médias, enquanto a do comunismo é a classe operária. Está na natureza da pequena-burguesia oscilar entre os pólos do capitalismo e do proletariado. O fascismo é o movimento da pequena-burguesia voltado para o grande capital, que utiliza esse movimento para as suas finalidades contra as da classe operária. E por isso a pequena-burguesia é fatalmente enganada. Pois, a ditadura apoiada nos pequeno-burgueses não é a ditadura da pequena-burguesia. Ela é a ditadura do grande capital..."
(in "O Fascismo, A Pequena Burguesia e a Classe Operária", August Thalheimer, Julho de 1923)
(do Luta Popular): "Se as grandes manifestações de 2 de Março passado demonstraram cabalmente que existem na sociedade forças mais do que suficientes para derrubar o governo de traição nacional PSD/CDS,
nelas ficaram patentes também as insuficiências políticas, organizativas, programáticas e ideológicas que é preciso superar para impor aquele objectivo e construir uma alternativa a um tal governo. O derrube do governo Coelho/Portas está hoje claramente na ordem do dia. Mas é preciso combater firmemente quaisquer ilusões de que o governo se demitirá ou será demitido pelo presidente da República, bastando para tal manifestar descontentamento nas ruas. O governo actual é um instrumento directo de potências e interesses imperialistas e tem uma máquina de propaganda e de repressão que exige, da parte dos operários e das massas trabalhadoras, uma férrea organização de combate para a derrubar e vencer.
Por importante que esta seja, o que verdadeiramente aterroriza as classes dominantes não é a revolta das chamadas classes médias, mas é sim a força e a determinação dos operários e trabalhadores que, nas fábricas e empresas, deram já provas de que, se dotados de uma direcção firme e clarividente, derrubarão todos os obstáculos e inimigos. O movimento grevista e sobretudo a greve geral nacional que paralise o país pelo tempo que for necessário, é o principal meio para romper a resistência do inimigo e mobilizar as forças necessárias para construir uma alternativa. Uma nova greve geral, talvez com uma duração superior às anteriores e apontando claramente o objectivo do derrube do governo, deve ser urgentemente convocada pelas organizações de trabalhadores. A ocupação permanente e massiva dos locais de trabalho, a imposição da vontade da maioria contra quaisquer tentativas de furar a greve, a resistência firme a quaisquer intentos repressivos das forças policiais e o debate e aprovação de moções e propostas pelos trabalhadores em luta, são os meios indispensáveis para garantir o êxito da greve geral e dos seus objectivos".
(in "O Fascismo, A Pequena Burguesia e a Classe Operária", August Thalheimer, Julho de 1923)
(do Luta Popular): "Se as grandes manifestações de 2 de Março passado demonstraram cabalmente que existem na sociedade forças mais do que suficientes para derrubar o governo de traição nacional PSD/CDS,
nelas ficaram patentes também as insuficiências políticas, organizativas, programáticas e ideológicas que é preciso superar para impor aquele objectivo e construir uma alternativa a um tal governo. O derrube do governo Coelho/Portas está hoje claramente na ordem do dia. Mas é preciso combater firmemente quaisquer ilusões de que o governo se demitirá ou será demitido pelo presidente da República, bastando para tal manifestar descontentamento nas ruas. O governo actual é um instrumento directo de potências e interesses imperialistas e tem uma máquina de propaganda e de repressão que exige, da parte dos operários e das massas trabalhadoras, uma férrea organização de combate para a derrubar e vencer.
orgãos de desinformação: um inimigo a abater
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quarta-feira, março 06, 2013
a Venezuela de Chávez é uma grande derrota para o Imperialismo Yankee
Ele levantou-se contra o Imperialismo e lutou para mudar a situação do seu povo, arrastando com isso todos os povos da América Latina. Inclusivé ajudou os pobres dos Estados Unidos concedendo-lhes combustíveis e petróleo barato para usar no aquecimento das casas no Inverno. Fazendo de Chávez uma Lenda, com um programa revolucionário e uma coligação de forças revolucionárias, o Povo da Venezuela triunfará!
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terça-feira, março 05, 2013
Hugo Rafael Chávez Frías 1954-2013
Presidente da Venezuela nos últimos 14 anos, líder do "Partido Socialista Unificado" e da Revolução Bolivariana, Chávez advogou uma ideologia sui-generis, promovendo o que denominou de "socialismo do século XXI", um slogan inventado pelo sociólogo alemão Heinz Dieterich em 1996 que foi assessor do governo de Hugo Chávez até 2007.
Numa entrevista ao diário chileno "La Tercera", publicada em 31 de Dezembro passado, Dieterich afirma que “tudo indica que o cancro de que sofre o presidente é um "rabdomiosarcoma de disseminação rápida” (...) pelo que “as probabilidades de que Chávez sobreviva a médio prazo são escassas, “sendo quase impossivel que (Chávez) volte a exercer o cargo de presidente"

O vice-presidente Nicolás Maduro ao anunciar a morte iniciou nesse preciso momento a sua campanha eleitoral denunciando uma velha suspeita da doença ter sido inoculada: “o cancro do presidente foi obra dos inimigos da Pátria e da Revolução” adiantando que será criada uma comissão científica para tirar o caso a limpo. Não é a primeira vez que as autoridades venezuelanas avançam esta tese conspirativa. Em 2011, o próprio Hugo Chávez tinha lançado suspeitas sobre os problemas cancerigenos que atingiram vários líderes sul-americanos de esquerda num curto período de tempo, nomeadamente Fernando Lugo (do Paraguai), Nestor Kirchner (Argentina), Lula da Silva e Dilma Roussef (Brasil) e ele próprio, Hugo Chávez. Na altura o presidente da Venezuela disse que não estava a acusar ninguém mas considerou muito provável que uma técnica para induzir artificialmente o cancro tenha sido desenvolvida nos EUA nos últimos 50 anos.
Para enfatizar a vertente anti-imperialista do governo bolivariano a Venezuela de Nicolás Maduro expulsou imediatamente o segundo adido militar da embaixada dos EUA (1) acusado de estar envolvido numa tentativa de destabilização das Forças Armadas. O ministro da Defesa, Diego Molero Bellavia, declarou total apoio ao governo: “As Forças Armadas Bolivarianas garantirão o cumprimento da Constituição (...) estão com o Povo, isto é, com o seu coração? Todos nós temos o dever de fazer cumprir esta missão. Aconteça o que acontecer, seguiremos tendo Pátria” - a Revolução é que não está garantida, principalmente quando se insiste num regime que mantêm partidos contra-revolucionários com possibilidades de chegar ao Poder e destruir o pouco que foi construido em mais de uma década.
Maduro encerrou o comunicado de hoje com uma canção do cantautor venezuelano Alí Primera que diz “os que morrem pela vida não podem chamar-se mortos. A partir deste momento é proibido chorar. Levantemo-nos!"
(1) ex-presidente Jimmy Carter: "Não temos dúvidas do compromisso de Chávez em melhorar as condições de vida de milhões de pessoas"
(2) Entrevista em 2009
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Numa entrevista ao diário chileno "La Tercera", publicada em 31 de Dezembro passado, Dieterich afirma que “tudo indica que o cancro de que sofre o presidente é um "rabdomiosarcoma de disseminação rápida” (...) pelo que “as probabilidades de que Chávez sobreviva a médio prazo são escassas, “sendo quase impossivel que (Chávez) volte a exercer o cargo de presidente"

O vice-presidente Nicolás Maduro ao anunciar a morte iniciou nesse preciso momento a sua campanha eleitoral denunciando uma velha suspeita da doença ter sido inoculada: “o cancro do presidente foi obra dos inimigos da Pátria e da Revolução” adiantando que será criada uma comissão científica para tirar o caso a limpo. Não é a primeira vez que as autoridades venezuelanas avançam esta tese conspirativa. Em 2011, o próprio Hugo Chávez tinha lançado suspeitas sobre os problemas cancerigenos que atingiram vários líderes sul-americanos de esquerda num curto período de tempo, nomeadamente Fernando Lugo (do Paraguai), Nestor Kirchner (Argentina), Lula da Silva e Dilma Roussef (Brasil) e ele próprio, Hugo Chávez. Na altura o presidente da Venezuela disse que não estava a acusar ninguém mas considerou muito provável que uma técnica para induzir artificialmente o cancro tenha sido desenvolvida nos EUA nos últimos 50 anos.
Maduro encerrou o comunicado de hoje com uma canção do cantautor venezuelano Alí Primera que diz “os que morrem pela vida não podem chamar-se mortos. A partir deste momento é proibido chorar. Levantemo-nos!"
(1) ex-presidente Jimmy Carter: "Não temos dúvidas do compromisso de Chávez em melhorar as condições de vida de milhões de pessoas"
(2) Entrevista em 2009
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segunda-feira, março 04, 2013
e tu Passos Coelho? não andas a aldrabar nada?
"Alguém de nós sabe de sanções aplicadas contra aqueles que no Fundo Monetário Internacional se têm enriquecido a si próprios enquanto tratam de fazer explodir o mundo?"Cristina Fernandez de Kirchner, numa mensagem curta mas bombástica no "twitter", depois do FMI censurar a presidente da Argentina por o seu governo ter publicado estatisticas com dados económicos que afirmam ter sido falsificados.
Dados estatisticos verdadeiros serão, segundo o FMI, aqueles que sustentam que os governantes de Portugal acusem os serviços sociais do Estado que os contribuintes já pagaram em tempo, de causarem prejuizo, enquanto 70% das "despesas públicas" cobradas em impostos são subrepticiamente desviadas para pagar dívidas e juros usurários aos especuladores que têm como meio de defender os seus interesses o próprio FMI...
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domingo, março 03, 2013
um dia depois, a tradicional Mixórdia de Informação
Um espectro ameaça a Europa: o fantasma do absentismo aos partidos únicos de governo escolhidos por 3% de votos da população. Todas as potências sociais retrógadas do velho Ocidente se agruparam numa Santa Aliança para dar caça a este fantasma: o directório da União Europeia, o Imperador do Pentágono norte-americano, o Papa em renovação, os radicais de extrema-direita e as policias repressivas de todos os matizes. Qual a oposição que não foi acusada de comunista pelos adversários no poder? centena e meia de anos depois, no final desta actualização do Manifesto, se não havia tal oposição, passa a haver: a revolução sem lideres nem programa politico, seja lá o que vier a ser (ou a não ser) porque as classes sociais antagónicas, a divisão internacional do trabalho e a organização das estruturas do Estado repressivo de uma classe possidente sobre outras são hoje diferentes. Contudo os fundamentos para a luta dos deserdados pela sua libertação da tirania económica são iguais.Daqui resulta uma dupla lição: ao ser negada a eficácia do protesto, por todos os bonzos do regime, o poder assume ter já reconhecido os novos comunitaristas como uma força que o ameaça. E secundo: Este é apenas o principio, é tempo de construir perante o mundo inteiro as novas concepções da democracia participativa, os seus fins, as suas tendências, a opor às lendas do antigo fantasma.
Que fazer com 25% dos votos na esquerda sem programa? De imediato trabalhar no sentido de destruição do status: estamos esmagados por uma Dívida fraudulenta que não foi contraída pelo povo, quando os juros dessa dívida atingem 70% de tudo o que uma sociedade produz, "isso significa que estamos mortos". Beppe Grillo explica: "quando eu compro acções de um banco ou empresas e estas vão à falência, não há nada a fazer. Arrisquei e perdi!". Então o porque é que eles não perdem? Grillo, convidado a juntar-se a um governo (neoliberal) "de esquerda" recusou e com carradas de razão, chamando ao "socialista" lá do sítio "um morto que fala - queremos destruir o velho sistema, não por gozo, mas porque está podre". Destruir o Estado na sua actual forma de meio de saque de rendimentos para a classe dominante, a sua dissolução, pela conquista de um mundo mais igualitário para todos.
"Algures existem ainda povos e rebanhos, mas não onde vivemos, meus irmãos: aqui existem Estados. Estados? Que é isso? Bem, escutai, pois vou agora falar-vos da morte dos povos.
Estado é o nome do mais frio de todos os monstros frios. Friamente, diz também mentiras; e a seguinte mentira desliza da sua boca: "Eu, o Estado, sou o Povo" Mentira! Foram os criadores de mitos que criaram o povo e sobre ele derramaram fé e amor: assim prestaram um serviço à vida.
Foram os exterminadores que colocaram as armadilhas para o povo e chamaram-lhes "Estado": sobre ele suspenderam uma espada e cem apetites...
Esta é a mensagem que vos dou: cada Povo tem a sua própria linguagem do bem e do mal, que o vizinho não compreende. Inventou a sua linguagem própria de costumes e direitos. Mas o Estado mente em todas as linguagens do bem e do mal; e tudo que diz é mentira - e tudo o que tem foi roubado" (Friedrich Nietsche, in "Assim Falava Zaratrusta).
No século da filosofia conservadora de Nietsche (e da economia politica de Marx), de ascenção dos nacionalismos, da unificação dos Estados europeus em potências colonizadoras, desde a construção da Alemanha até ao modelo mais acabado de Estado como a França da Revolução (a cidadania distribuida por todos pela obrigação de pagar impostos), do reino imaterial da Jerusalém celeste até ao Estado fisico de Israel na terra, o que está em causa é o fim desse modelo de Estado, como obra irracional de exploração e opressão em que se converteu. Portanto, quando os Monteiros, Cadeias de Televisão, Pulidos e Banqueiros se embasbacam e desatam a chamar palhaços, serventes de obras e adolescentes idiotas a toda a gente é porque não entendem patavina do que está em causa....
sábado, março 02, 2013
sexta-feira, março 01, 2013
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
3 Pecados Mortais: Sexo, Corrupção e Dinheiro Fulminam Coração da Igreja
"Longe do céu e muito perto dos pecados terrenos, sob o mandato de Bento XVI o Vaticano foi um dos Estados mais obscuros do planeta".
Texto respigado da "História Secreta da Renúncia de Bento XVI", um artigo de Eduardo Febbro publicado na "Carta Maior" e do livro de Geoffrey Robertson, "O Papa é Culpado?"
A divulgação dos documentos secretos do Vaticano orquestrada pelo mordomo do papa, Paolo Gabriele, e muitas outras mãos invisíveis, foi uma operação sabiamente montada cujos detalhes seguem sendo misteriosos: operação contra o poderoso secretário de Estado, Tarcisio Bertone, conspiração para empurrar Bento XVI para a renúncia e colocar em seu lugar um italiano na tentativa de refrear a luta interna em curso e a avalanche de segredos, os Vatileaks fizeram afundar a tarefa de limpeza confiada a Greg Burke. Um inferno de paredes pintadas com Anjos não é fácil de redesenhar. Bento XVI acabou enrolado pelas contradições que ele mesmo suscitou. Estas são tais que, uma vez tornada pública a sua renúncia, os tradicionalistas da Fraternidade de São Pio X, fundada pelo Monsenhor Lefebvre, saudaram a figura do Papa.
Não é para menos: uma das primeiras missões que Ratzinger empreendeu consistiu em suprimir as sanções canônicas adoptadas contra os partidários fascistóides e ultrarreacionários do Mosenhor Levebvre e, por conseguinte, legitimar no seio da igreja essa corrente retrógada que, de Pinochet a Videla, apoiou quase todas as ditaduras de ultradireita do mundo. Já sabíamos: o Papa é Culpado, tem a responsabilidade no Vaticano por violações de Direitos Humanos, e nem o Papa está acima da lei dos homens: responder perante a Justiça.
Bento XVI não foi o sumo pontífice da luz que os seus retratistas se empenham em pintar, mas sim o contrário. Philippe Portier assinala a esse respeito que o Papa “deixou-se engolir pela opacidade que se instalou sob seu reinado”. E a primeira delas não é doutrinária, mas sim financeira. O Vaticano é um tenebroso gestor de dinheiro e muitas das querelas que surgiram no último ano têm a ver com as Finanças, as contas maquilhadas e o dinheiro dissimulado. Esta é a herança financeira deixada por João Paulo II, que, para muitos especialistas, explica a crise actual
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Cobarde, vais-te embora e agora?
quem zela pela catequese das crianças?
quem zela pela catequese das crianças?
Texto respigado da "História Secreta da Renúncia de Bento XVI", um artigo de Eduardo Febbro publicado na "Carta Maior" e do livro de Geoffrey Robertson, "O Papa é Culpado?"
A divulgação dos documentos secretos do Vaticano orquestrada pelo mordomo do papa, Paolo Gabriele, e muitas outras mãos invisíveis, foi uma operação sabiamente montada cujos detalhes seguem sendo misteriosos: operação contra o poderoso secretário de Estado, Tarcisio Bertone, conspiração para empurrar Bento XVI para a renúncia e colocar em seu lugar um italiano na tentativa de refrear a luta interna em curso e a avalanche de segredos, os Vatileaks fizeram afundar a tarefa de limpeza confiada a Greg Burke. Um inferno de paredes pintadas com Anjos não é fácil de redesenhar. Bento XVI acabou enrolado pelas contradições que ele mesmo suscitou. Estas são tais que, uma vez tornada pública a sua renúncia, os tradicionalistas da Fraternidade de São Pio X, fundada pelo Monsenhor Lefebvre, saudaram a figura do Papa.
Não é para menos: uma das primeiras missões que Ratzinger empreendeu consistiu em suprimir as sanções canônicas adoptadas contra os partidários fascistóides e ultrarreacionários do Mosenhor Levebvre e, por conseguinte, legitimar no seio da igreja essa corrente retrógada que, de Pinochet a Videla, apoiou quase todas as ditaduras de ultradireita do mundo. Já sabíamos: o Papa é Culpado, tem a responsabilidade no Vaticano por violações de Direitos Humanos, e nem o Papa está acima da lei dos homens: responder perante a Justiça.Bento XVI não foi o sumo pontífice da luz que os seus retratistas se empenham em pintar, mas sim o contrário. Philippe Portier assinala a esse respeito que o Papa “deixou-se engolir pela opacidade que se instalou sob seu reinado”. E a primeira delas não é doutrinária, mas sim financeira. O Vaticano é um tenebroso gestor de dinheiro e muitas das querelas que surgiram no último ano têm a ver com as Finanças, as contas maquilhadas e o dinheiro dissimulado. Esta é a herança financeira deixada por João Paulo II, que, para muitos especialistas, explica a crise actual
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quarta-feira, fevereiro 27, 2013
um mundo, dois sistemas
27 de Fevereiro de 1990 - faz hoje 23 anos a Duma, o parlamento soviético, aprovou a criação de um sistema ao estilo presidencial ocidental que deu a Mikhail Gorbachev novos e amplos poderes para estabelecer eleições directas para os cargos ocupados pelos representantes populares.
Disse então o charlatão que se tratava de "retornar ao poder do Povo de acordo com o pensamento de Lenine", enquanto Gorbachev se ia abotoando com interesses pessoais no Ocidente (através da sua Fundação livre de impostos), actividade que culminou com a publicidade à venda de malas da Louis Vuitton.
Obviamente, do que se trata é de duas concepções de organização da sociedade diametralmente opostas, uma centrada no propriedade colectiva, outra na propriedade privada. Assim, o exemplo clássico de uma luta entre dois antagonistas que se digladiam até à morte será o de Leónidas quando esbarrou com Xerxes; desafiou-o este: "as minhas flechas serão tão numerosas que obscurecerão a luz do Sol", ao que lhe respondeu o outro: "Tanto melhor, combateremos à sombra!" - e sentaram-se os dois à mesa.
Disse então o charlatão que se tratava de "retornar ao poder do Povo de acordo com o pensamento de Lenine", enquanto Gorbachev se ia abotoando com interesses pessoais no Ocidente (através da sua Fundação livre de impostos), actividade que culminou com a publicidade à venda de malas da Louis Vuitton.Obviamente, do que se trata é de duas concepções de organização da sociedade diametralmente opostas, uma centrada no propriedade colectiva, outra na propriedade privada. Assim, o exemplo clássico de uma luta entre dois antagonistas que se digladiam até à morte será o de Leónidas quando esbarrou com Xerxes; desafiou-o este: "as minhas flechas serão tão numerosas que obscurecerão a luz do Sol", ao que lhe respondeu o outro: "Tanto melhor, combateremos à sombra!" - e sentaram-se os dois à mesa.
Porém para os espectadores, a Luta Continua
Ouçam o vosso destino, ó moradores de Esparta,
Ou a vossa famosa e grande cidade deve ser saqueada
pelos filhos de Perseus,
pelos filhos de Perseus,
Ou, se isso não acontecer, toda a terra da Lacónia,
Irá lamentar a morte de um rei da casa de Hércules,
Pois nem a força de leões e touros irá segurá-lo,
Força contra força, pois ele tem o poder de Zeus,
E não terminará até que um dos dois seja consumido
"Leónidas nas Termópilas", Jacques-Louis David, 1814
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terça-feira, fevereiro 26, 2013
há crime? a nova pide que actue e "Prenda os Suspeitos do Costume": o Povo
"A realidade tem falhas terriveis, twilight zones, buracos negros, por onde desaparecem as mais sólidas e credíveis previsões do senhor da Gasparlândia (...) os tempos são de semântica para evitar as mentiras óbvias" (editorial do Expresso)
A Troika está de novo Portugal para examinar pela sétima vez o cumprimento do chamado "Memorando de Entendimento" que nada mais é que um pretexto para vender valiosos activos da economia portuguesa a interesses estrangeiros. A burguesia, de direita e da falsa esquerda, está naturalmente de acordo com as privatizações, com o agravamento da crise social, as sucessivas revisões em baixa do crescimento económico e as revisões em alta do desemprego e da dívida pública, isto é, de acordo com o seu enriquecimento face à falência dos trabalhadores. Julgando em causa própria, os responsáveis do FMI, da Comissão Europeia, do BCE e do Governo concluirão, uma vez mais, que o falhanço da Austeridade deve ter como resposta ainda mais Austeridade. É tempo de sermos nós, cidadãs e cidadãos, a avaliar a mentira do "Memorando", este Governo de Traição e a Troika imperialista.
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A Troika está de novo Portugal para examinar pela sétima vez o cumprimento do chamado "Memorando de Entendimento" que nada mais é que um pretexto para vender valiosos activos da economia portuguesa a interesses estrangeiros. A burguesia, de direita e da falsa esquerda, está naturalmente de acordo com as privatizações, com o agravamento da crise social, as sucessivas revisões em baixa do crescimento económico e as revisões em alta do desemprego e da dívida pública, isto é, de acordo com o seu enriquecimento face à falência dos trabalhadores. Julgando em causa própria, os responsáveis do FMI, da Comissão Europeia, do BCE e do Governo concluirão, uma vez mais, que o falhanço da Austeridade deve ter como resposta ainda mais Austeridade. É tempo de sermos nós, cidadãs e cidadãos, a avaliar a mentira do "Memorando", este Governo de Traição e a Troika imperialista.
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segunda-feira, fevereiro 25, 2013
“Lincoln” o filme de Spielberg trata de Emancipação deixando os Escravos de fora do filme
Examinando historicamente o modo como o presidente Lincoln foi actor real dos acontecimentos que aboliram a escravidão nos Estados Unidos, este não pode ser comparado com o “Lincoln” da historieta contada no filme. Até os Óscares sempre atentos a epopeias mais empolgantes toparam a inutilidade.
Steven Spielberg concentra-se nas manobras políticas da elite branca em torno da 13 ª Emenda à Constituição dos EUA, que em Janeiro de 1865 decretou o fim da escravidão, menos de três meses antes do final da sangrenta Guerra Civil Americana. O argumento tenta ser uma parábola moderna sobre a virtude de compromisso. Com um olho sobre as divisões que afligem hoje a Washington de Obama, centra-se sobre as medidas legislativas, e as maquinações e intrigas de bastidores que determinaram formalmente o fim da escravidão. Esse sistema, bárbaro mas extremamente rentável, foi o centro da vida política e económica norte-americana por quase dois séculos e meio, com um legado profundamente enraizado que perdura até ao presente no racismo geo-social económico nos guetos dos EUA.
Daniel Day-Lewis dá-nos um Abraham Lincoln combinando o astuto com a imagem não afectada, simples e popular, comportamento pelo qual ficou conhecido o pathos profundo que marcou o seu mandato. Day-Lewis é brilhantemente apoiado por Sally Fields e Tommie Lee Jones nos papéis de Mary Todd Lincoln e do republicano radical Thaddeus Stevens. As filmagens com pouca luz, uma textura sépia e uma preciosa atenção aos detalhes, dá-nos uma ideia precisa dos ambientes iluminados a lâmpadas a gás usadas em meados do século XIX. Algumas cenas-chave podem ter um ar exagerado, mas Lincoln tecnicamente falando é um filme bem elaborado e convincente. Pior para nós.
O que Spielberg, dispondo dos meios excepcionais de Hollywood, não faz, é oferecer aos espectadores um retrato fidedigno das nuances de vida de Lincoln, que variam entre um advogado politico feito à estrada armado em revolucionário e o homem profundamente conservador que é obrigado a evoluir por força dos acontecimentos de uma convulsão social profunda entre esclavagistas e abolicionistas. Como árbitro este é o Lincoln, que disse: "Alego não ter os acontecimentos controlados, mas confesso claramente que são os acontecimentos que me têm controlado a mim". Mas esta situação escapa ao realizador e argumentistas do filme. Quando os exércitos do Norte entraram no Sul tornaram-se automaticamente em exércitos de libertação e emancipação. Quase 200.000 escravos fugiram então dos seus antigos senhores do Sul, alistando-se no exército nortista da União. Mas os espectadores não têm nenhuma indicação sobre o processo que levou Lincoln a adoptar medidas que ele mesmo tinha rejeitado à outrance apenas um par de anos antes. “Lincoln”, o filme, desvia-se neste ponto para uma limitação do âmbito da história quase que exclusivamente aos corredores do Poder em Washington.
A guerra marcou um momento revolucionário na história dos EUA, e essa dinâmica refletiu-se na polarização entre revolucionários burgueses agrupados em torno dos republicanos radicais de um lado e os burgueses defensores da escravidão entre os democratas por outro, mas a relação entre a alta politica ao longo dos últimos anos da guerra e unidade dos escravos desesperados e persistentes na prossecução da liberdade e a mudança a que isso obrigou na conduta militar da guerra, tudo isso, é deixado cair no corte-e-cose da mesa de montagem de Spielberg
Na época da guerra da Secessão norte americana, as classes dominantes na Europa faziam o seu melhor para ignorar o significado revolucionário do conflito, enquanto o próprio Lincoln estava apostado em reforçar as esperanças das forças nortistas para reconquistar a fidelidade dos empresários sulistas senhores de escravos. Karl Marx, um observador atento e perspicaz dos eventos descrevia como "a presente luta entre o Sul e o Norte… nada mais é que uma luta entre dois sistemas sociais radicalmente opostos (…) que apenas poderia terminar com a vitória de um sistema sobre o outro". Marx era um crítico ferrenho da relutância inicial e meias-medidas de Lincoln para lançar um ataque frontal à escravidão,
compartilhando a frustração dos abolicionistas com a "terna consideração para os interesses, preconceitos e sensibilidades da burguesia esclavagista" comparando essa politica com a coragem de atacar o ponto mais vulnerável do inimigo, que seria acabar de vez com a raiz da escravidão como mal-em-si. E não como uma mera transferência do sistema de exploração para relações de trabalho discriminatório assalariado tão ou mais escravizante que o anterior.
Em 1862 ao anunciar a “Proclamação de Emancipação” Lincoln assinalou não apenas a sua própria conversão ao abolicionismo, mas também a maior reviravolta da guerra. Marx exultou: "até agora, temos apenas assistido ao primeiro acto da guerra civil-constitucional (…) O segundo acto, a luta de classes pela emancipação revolucionária nesta guerra, está agora ao alcance da mão de todos, pretos e brancos, os homens escravizados" – Ora esta era de facto a última coisa que Lincoln pretenderia que acontecesse.
Lincoln foi um revolucionário provisório numa revolução que visava apenas consolidar a democracia burguesa face ao trabalho escravo que impedia o desenvolvimento e expansão das forças produtivas.
Ele foi obrigado pela força dos aconteci- mentos e contra as suas próprias convicções conserva- doras a deitar mão ao "raio de escravidão" para ganhar uma guerra desesperada que de outra forma não poderia ser vencida. À margem da morte de escravidão uma nova vida surgiu, encarnada por Marx na nova agitação em torno da jornada de trabalho de oito horas, mas (como sabemos agora) nos momentos decisivos, greves e outras duras e amargas lutas, os ex-escravos começaram a dar algum sentido à sua liberdade e a burguesia triunfante virou-se para enfrentar uma nova ameaça na forma de uma classe operária expectante e reivindicativa… O melhor do que sobreviveu da luta entre abolicionistas e radicais, encontrou o seu caminho no movimento dos trabalhadores pela emancipação na luta pela igualdade racial.
O "novo nascimento da liberdade" prometida por Lincoln em Gettysburgo foi o inicio da nova disputa pela maximização dos lucros. Mas essa é uma história sobre a qual Hollywood não parece disposta a permitir que os holofotes brilhem. Esta é a razão porque foi em directo de Washington que foi anunciado o melhor filme, o que trata das pseudo-heróicas cavalgadas de CIA. Afinal em termos de espectáculo Hollywwod e Washington são uma e a mesma coisa
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Steven Spielberg concentra-se nas manobras políticas da elite branca em torno da 13 ª Emenda à Constituição dos EUA, que em Janeiro de 1865 decretou o fim da escravidão, menos de três meses antes do final da sangrenta Guerra Civil Americana. O argumento tenta ser uma parábola moderna sobre a virtude de compromisso. Com um olho sobre as divisões que afligem hoje a Washington de Obama, centra-se sobre as medidas legislativas, e as maquinações e intrigas de bastidores que determinaram formalmente o fim da escravidão. Esse sistema, bárbaro mas extremamente rentável, foi o centro da vida política e económica norte-americana por quase dois séculos e meio, com um legado profundamente enraizado que perdura até ao presente no racismo geo-social económico nos guetos dos EUA.
Daniel Day-Lewis dá-nos um Abraham Lincoln combinando o astuto com a imagem não afectada, simples e popular, comportamento pelo qual ficou conhecido o pathos profundo que marcou o seu mandato. Day-Lewis é brilhantemente apoiado por Sally Fields e Tommie Lee Jones nos papéis de Mary Todd Lincoln e do republicano radical Thaddeus Stevens. As filmagens com pouca luz, uma textura sépia e uma preciosa atenção aos detalhes, dá-nos uma ideia precisa dos ambientes iluminados a lâmpadas a gás usadas em meados do século XIX. Algumas cenas-chave podem ter um ar exagerado, mas Lincoln tecnicamente falando é um filme bem elaborado e convincente. Pior para nós.
O que Spielberg, dispondo dos meios excepcionais de Hollywood, não faz, é oferecer aos espectadores um retrato fidedigno das nuances de vida de Lincoln, que variam entre um advogado politico feito à estrada armado em revolucionário e o homem profundamente conservador que é obrigado a evoluir por força dos acontecimentos de uma convulsão social profunda entre esclavagistas e abolicionistas. Como árbitro este é o Lincoln, que disse: "Alego não ter os acontecimentos controlados, mas confesso claramente que são os acontecimentos que me têm controlado a mim". Mas esta situação escapa ao realizador e argumentistas do filme. Quando os exércitos do Norte entraram no Sul tornaram-se automaticamente em exércitos de libertação e emancipação. Quase 200.000 escravos fugiram então dos seus antigos senhores do Sul, alistando-se no exército nortista da União. Mas os espectadores não têm nenhuma indicação sobre o processo que levou Lincoln a adoptar medidas que ele mesmo tinha rejeitado à outrance apenas um par de anos antes. “Lincoln”, o filme, desvia-se neste ponto para uma limitação do âmbito da história quase que exclusivamente aos corredores do Poder em Washington.
A guerra marcou um momento revolucionário na história dos EUA, e essa dinâmica refletiu-se na polarização entre revolucionários burgueses agrupados em torno dos republicanos radicais de um lado e os burgueses defensores da escravidão entre os democratas por outro, mas a relação entre a alta politica ao longo dos últimos anos da guerra e unidade dos escravos desesperados e persistentes na prossecução da liberdade e a mudança a que isso obrigou na conduta militar da guerra, tudo isso, é deixado cair no corte-e-cose da mesa de montagem de SpielbergNa época da guerra da Secessão norte americana, as classes dominantes na Europa faziam o seu melhor para ignorar o significado revolucionário do conflito, enquanto o próprio Lincoln estava apostado em reforçar as esperanças das forças nortistas para reconquistar a fidelidade dos empresários sulistas senhores de escravos. Karl Marx, um observador atento e perspicaz dos eventos descrevia como "a presente luta entre o Sul e o Norte… nada mais é que uma luta entre dois sistemas sociais radicalmente opostos (…) que apenas poderia terminar com a vitória de um sistema sobre o outro". Marx era um crítico ferrenho da relutância inicial e meias-medidas de Lincoln para lançar um ataque frontal à escravidão,
compartilhando a frustração dos abolicionistas com a "terna consideração para os interesses, preconceitos e sensibilidades da burguesia esclavagista" comparando essa politica com a coragem de atacar o ponto mais vulnerável do inimigo, que seria acabar de vez com a raiz da escravidão como mal-em-si. E não como uma mera transferência do sistema de exploração para relações de trabalho discriminatório assalariado tão ou mais escravizante que o anterior.
Em 1862 ao anunciar a “Proclamação de Emancipação” Lincoln assinalou não apenas a sua própria conversão ao abolicionismo, mas também a maior reviravolta da guerra. Marx exultou: "até agora, temos apenas assistido ao primeiro acto da guerra civil-constitucional (…) O segundo acto, a luta de classes pela emancipação revolucionária nesta guerra, está agora ao alcance da mão de todos, pretos e brancos, os homens escravizados" – Ora esta era de facto a última coisa que Lincoln pretenderia que acontecesse.Lincoln foi um revolucionário provisório numa revolução que visava apenas consolidar a democracia burguesa face ao trabalho escravo que impedia o desenvolvimento e expansão das forças produtivas.
Ele foi obrigado pela força dos aconteci- mentos e contra as suas próprias convicções conserva- doras a deitar mão ao "raio de escravidão" para ganhar uma guerra desesperada que de outra forma não poderia ser vencida. À margem da morte de escravidão uma nova vida surgiu, encarnada por Marx na nova agitação em torno da jornada de trabalho de oito horas, mas (como sabemos agora) nos momentos decisivos, greves e outras duras e amargas lutas, os ex-escravos começaram a dar algum sentido à sua liberdade e a burguesia triunfante virou-se para enfrentar uma nova ameaça na forma de uma classe operária expectante e reivindicativa… O melhor do que sobreviveu da luta entre abolicionistas e radicais, encontrou o seu caminho no movimento dos trabalhadores pela emancipação na luta pela igualdade racial.
O "novo nascimento da liberdade" prometida por Lincoln em Gettysburgo foi o inicio da nova disputa pela maximização dos lucros. Mas essa é uma história sobre a qual Hollywood não parece disposta a permitir que os holofotes brilhem. Esta é a razão porque foi em directo de Washington que foi anunciado o melhor filme, o que trata das pseudo-heróicas cavalgadas de CIA. Afinal em termos de espectáculo Hollywwod e Washington são uma e a mesma coisa.
domingo, fevereiro 24, 2013
O regresso de Marx e a sua surpreendente actualidade
Quase 130 anos depois da sua morte, as ideias de Karl Marx hoje ganham uma segunda vida. Em 2012, vários livreiros europeus e americanos e sites como a Amazon registaram um aumento nas vendas das suas obras mais representativas. A tendência, que começou em 2008, logo após o inicio da crise do sistema financeiro global, tem uma possivel explicação: Se o capitalismo falhou, é Marx uma alternativa? obviamente, recorde-se algumas das citações marxistas que o Poder tem tentado ocultar e ludribiar por todos os meios ao seu alcance durante mais de um século:

"A propiedade privada tenta fazer-nos tão estúpidos que um objecto só existe quando é possuido, comido, bebido, vestido, habitado, etc". Dir-se-ia hoje, e deitado para o lixo como desactualizado e inútil.
"A indústria moderna converteu-se numa pequena oficina do mestre que passou a ser assalariado da grande fábrica do capitalismo industrial".
"A necessidade de mercados sempre em expansão faz mover a burguesia de um extremo ao outro do globo. Criam ninhos em todos os lugares, constroem em todos os lugares, em toda parte se produzem novas relações de trabalho".
"O capital não leva em linha de conta a saúde do operário, salvo quando a sociedade o obriga a tomá-la em consideração".
"Em toda a especulação por acções, não há quem não saiba que um dia poderá ser desencadeada a tempestade. Mas todos esperam que ela possa ser descarregada sobre a cabeça do vizinho, depois que ele mesmo tenha posto a bom recato a sua chuvada de ouro. Depois de mim, o dilúvio ". (O Capital, 1867)
"Têm medo por queremos abolir a propriedade privada, como se dentro da nossa sociedade a propriedade não tivesse sido já abolida para nove décimos da população".
"Os filósofos apenas se têm esforçado por interpretar o mundo de modos diversos. Mas o que interessa é mudá-lo".

"A propiedade privada tenta fazer-nos tão estúpidos que um objecto só existe quando é possuido, comido, bebido, vestido, habitado, etc". Dir-se-ia hoje, e deitado para o lixo como desactualizado e inútil.
(Comunismo e Propriedade Privada, 1844)
"A indústria moderna converteu-se numa pequena oficina do mestre que passou a ser assalariado da grande fábrica do capitalismo industrial".
(Manifesto do Partido Comunista 1848)
"A necessidade de mercados sempre em expansão faz mover a burguesia de um extremo ao outro do globo. Criam ninhos em todos os lugares, constroem em todos os lugares, em toda parte se produzem novas relações de trabalho".
(Manifesto do Partido Comunista 1848)
"O capital não leva em linha de conta a saúde do operário, salvo quando a sociedade o obriga a tomá-la em consideração".
(O Capital, 1867)
"Em toda a especulação por acções, não há quem não saiba que um dia poderá ser desencadeada a tempestade. Mas todos esperam que ela possa ser descarregada sobre a cabeça do vizinho, depois que ele mesmo tenha posto a bom recato a sua chuvada de ouro. Depois de mim, o dilúvio ". (O Capital, 1867)
"Têm medo por queremos abolir a propriedade privada, como se dentro da nossa sociedade a propriedade não tivesse sido já abolida para nove décimos da população".
(Manifesto do Partido Comunista, 1848)
"Os filósofos apenas se têm esforçado por interpretar o mundo de modos diversos. Mas o que interessa é mudá-lo".
(Teses sobre Feuerbach, 1845)
o Coro dos Prisioneiros
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sábado, fevereiro 23, 2013
silêncio... que se vai cantar qualquer coisinha sem ser fado
Vendo a credibilidade de todas as áreas governativas ir pela sargeta abaixo, o governador do Banco de Portugal Carlos Costa apressou-se vir a público em Serralves afirmar que a Cultura é uma parte importante do desenvolvimento económico que sustentará o crescimento. Vai-se a ver melhor e o autor do estudo que sustenta tal afirmação é irmão de Carlos Costa... Pelo menos estes dois lá vão "crescendo" (fonte)
Aliás, o próprio Carlos Costa sustenta e realça "a cultura" deste governo e do gangue cujos interesses representa:
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sexta-feira, fevereiro 22, 2013
Para onde vão os nossos Impostos?
clique no gráfico para ampliar
Só para juros e outros encargos com a Dívida que vão sustentar os lucros da Banca Estrangeira e nacional (por esta ordem), os portugueses pagarão 8,6 mil milhões de euros, cerca de 28% do total de receitas de IRS e impostos indirectos arrecadados em 2013. É um valor superior à despesa em Saúde, Educação ou transferências do OE para a Segurança Social. No portal do Governo, este apresenta uma simulação do destino dos impostos directos (IRS) pagos pelos portugueses. Porém, esquece-se de incluir um vasto conjunto de despesas do Estado, que, longe de beneficiarem os trabalhadores, enchem os bolsos dos especuladores. São despesas que são pagas pelos trabalhadores e pensionistas, mas que são canalizadas para o sector financeiro, ao mesmo tempo que o Governo apresenta cortes na Educação na ordem dos 14% (desde 2011), ou de 19% na Saúde.
O Governo quer fazer crer ao povo e ao país que terão de pagar mais impostos se querem continuar a ter serviços públicos e de qualidade. N verdade, são as enormes e crescentes despesas com as Parcerias Público-Privadas, as colossais despesas com o BPN e os monumentais encargos com a Dívida (juros e outros encargos) que constituem os grandes sorvedouros de dinheiros públicos e para onde são dirigidos mais de 40% dos impostos pagos pelos trabalhadores portugueses (IRS, IVA e outros impostos indirectos).Em 2013, cerca de 3% dos impostos pagos pelos trabalhadores irão para as Parcerias Público-Privadas (884 milhões de euros), para no próximo ano ascenderem a 1,6 mil milhões de euros.
Em 2013, serão “enterrados” no BPN, através de garantias bancárias e crescentes custos de reprivatização, mais de 4 mil milhões de euros, 13% dos impostos pagos pelos portugueses. Valor que acresce aos 3,4 mil milhões de custos que o “buraco” do BPN já custou, fora as garantias bancárias assumidas pelo Estado. Esta é a despesa inútil e parasitária, que enriquece alguns com o dinheiro dos trabalhadores...
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quinta-feira, fevereiro 21, 2013
taco a taco com o inimigo (II)
agenda
Guarda - Miguel Macedo, ministro das Policias - 22 Fevereiro - 18:00 horas
Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço
Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço
Um pouco de História, para avivar a Memória
Madrid nomeia então secretário do conselho de Portugal e escrivão das finanças o parente do rei de Espanha, Miguel de Vasconcelos e, para apaziguar politicamente os ânimos por graça de Diós, a Duquesa de Mântua. Olivares de grande escudeiro do Rei e chanceler das Índias, depois de se acrescentar numerosos títulos nobiliárquicos tinha construído uma enorme fortuna, enriquecido a família e dado à corte de Espanha uma magnificência inaudita. Apostado em recapturar os antigos territórios dos Países Baixos, Olivares e os seu lacaios, levaram os reinos ibéricos a mais um empreendimento ruinoso, envolvendo-se na Europa na Guerra dos Trinta Anos que duraria até 1648. Como é sabido os Patriotas portugueses não esperaram pacificamente pelo seu empobrecimento. A 1 de Dezembro de 1640 a população acabou com a tirania de forma radical, implantando um governo patriótico e democrático ao serviço do povo..
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
taco a taco com o inimigo
chefe do ministério da Saúde, o amanuense Paulo Macedo, foi interrompido pela "Grândola Vila Morena" hoje no Porto
atenção Povo do Norte: S. João da Madeira, próxima sexta-feira dia 22
Todos os dias são destruidos em Portugal 1350 empregos. Número de desempregados de longa duração que desistem de procurar trabalho dispara. Sem respostas ou esgotados por tantas recusas, muitos entram em depressão. Segundo o pasquim do Balsemão o desemprego levará muitos anos a baixar novamente... Missão cumprida em beneficio da banca estrangeira e dos seus sequazes. E é com este pano de fundo que o ainda ministro Relvas resolve dar inicio a um "Plano Estratégico de Intervenção para a Juventude" (a mais sacrificada com a falta de trabalho e perspectivas de vida) que na fatalidade neocon ainda teria de aturar uma campanha intensiva de angariação de votos tendo em vista as Eleições Autárquicas do próximo Outono. Do que é que estavam à espera? diagnóstico: para além dos habituais serventuários do capital, do modo suíno como tratam as obrigações de serviço público, da falta de verticalidade para cumprirem os mínimos da função sem o labéu de gatunos e mentirosos... estes comparsas traidores à identidade nacional, sucumbiram também à indigência mental - converteram-se num problema de sanidade pública. E na circunstância, os malucos por centenas de lugares nas Câmaras Municipais não têm nada de doidos.
Em frente com as candidaturas de partidos revolucionários e independentes!
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terça-feira, fevereiro 19, 2013
está na hora, está na hora, do governo ir embora!! o ministro Relvas volta a ser corrido...
alarmante! ainda há quem fique calado quando vê um ministro... e alguns até ainda lhes batem palmas.
Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre! O tempo urge, Governo para a Rua!
(apesar de tudo, o Relvas passou hoje mais tempo no ISCTE do que quando se formou na Lusófona)
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onde é que fica a soberania popular no meio disto tudo?
"A inovação financeira apresentada vai para 30 anos por Alan Greenspan como uma panaceia tem-se revelado um grande flop, causando danos económicos e sociais muito graves, para não falar dos ataques aos direitos democráticos dos cidadãos e das cidadãs, que a ditadura dos mercados e os éditos da Troika na Europa provocam. Os tratados europeus e a política concreta de governos sucessivos estão a destruir gradualmente os direitos democráticos conquistados pelos povos: o poder legislativo está sujeito ao executivo, o Parlamento Europeu é a tanga da Comissão Europeia, as escolhas dos eleitores são cada vez menos respeitadas... Os governantes escudam-se atrás de tratados para recuperarem o refrão de Margaret Thatcher: Não Há Alternativa (TINA, There Is No Alternative) à austeridade e ao pagamento da Dívida"
"Enquanto isso, (os actuais politicos que governam à revelia dos povos) tentam ao máximo, por um lado, minar os direitos económicos e sociais conquistados no século XX e, por outro lado, evitar que uma crise bancária ainda maior aconteça. No entanto, não tomam medidas vinculativas e sérias que imponham aos bancos e às instituições financeiras uma nova disciplina. Os bancos, de facto, ainda não sanearam as suas contas desde 2007-2008. Pior ainda, continuam muito activos a desenvolver novas bolhas e a fabricar novos produtos estruturados (desta vez dando como garantias (colaterais" as Dívidas Soberanas dos Estados). Neste artigo intitulado "os Bancos, gigantes de pés de barro" são passadas em revista as acrobacias feitas pelos bancos para se financiarem, a sua dependência quase total face às ajudas públicas, o aumento das bolhas especulativas, as inovações financeiras especulativas, os efeitos desastrosos produzidos pelo sistema bancário actual em termos de crise alimentar e os novos riscos que os povos correm devido ao modo como os bancos funcionam"
«os Bancos contra os povos: os bastidores de um jogo manipulado» (por Eric Toissant)
"Enquanto isso, (os actuais politicos que governam à revelia dos povos) tentam ao máximo, por um lado, minar os direitos económicos e sociais conquistados no século XX e, por outro lado, evitar que uma crise bancária ainda maior aconteça. No entanto, não tomam medidas vinculativas e sérias que imponham aos bancos e às instituições financeiras uma nova disciplina. Os bancos, de facto, ainda não sanearam as suas contas desde 2007-2008. Pior ainda, continuam muito activos a desenvolver novas bolhas e a fabricar novos produtos estruturados (desta vez dando como garantias (colaterais" as Dívidas Soberanas dos Estados). Neste artigo intitulado "os Bancos, gigantes de pés de barro" são passadas em revista as acrobacias feitas pelos bancos para se financiarem, a sua dependência quase total face às ajudas públicas, o aumento das bolhas especulativas, as inovações financeiras especulativas, os efeitos desastrosos produzidos pelo sistema bancário actual em termos de crise alimentar e os novos riscos que os povos correm devido ao modo como os bancos funcionam"
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