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quinta-feira, abril 18, 2013

o Massacre de Lisboa em 19 de Abril de 1506

Um pequeno livro da central de propaganda judaica em Portugal tenta comprovar a "antiguidade da presença dos judeus na Ibéria" recorrendo para isso à habitual vitimização da seita. Para tal invoca-se o "Massacre dos Judeus" de Lisboa a 19 de Abril de 1506. É mais uma mistificação. Que houve um massacre é indubitável, agora que as vítimas fossem judeus definidos nos mesmos termos catastróficos dos contemporâneos é que é algo mais que duvidoso. "Judeus" foram uma determinada classe social que evoluiu a partir e dentro da colonização árabe da peninsula ibérica durante 8 séculos. Os judeus ditos "sefarditas" (de Sefarad, as terras do Ocidente (1) são de ascendência árabe. Inicialmente o termo referia-se apenas ao al-Andalus, a provincia da Bética romana e sul da Hispânia onde os primeiros árabes que chegaram pelo norte de África a partir do ano de 711 se estabeleceram preferencialmente,, ou aos bárbaros das tribos germânicas invasoras que permaneceram e foram imediatamente arabizadas ela superioridade da cultura e técnicas muçulmanas. A extensão da designação "sefarditas" a toda a peninsula ibérica só ocorre depois da reconquista cristã e do Decreto de Expulsão ou Conversão dos muçulmanos (sob pena de confisco dos bens a favor de quem os acusasse) após a queda do último reino na Ibéria, o califado de Granada em 1492. Em toda a historiografia castelhana o termo para designar as vítimas da chamada "limpeza de sangue" para que pudessem permanecer em terras da cristandade é a de Mouriscos (2). Se olharmos para o Édito de Expulsão dos Reis Católicos com uma lupa não encontramos um único sinal de "judeus". Os auto-designados "Sefarditas" eram Árabes, por isso os judeus de origem Alemã os odeiam, ao melhor estilo racista dos arianos de ascendência indo-europeia ditos Semitas. Ashkenazis é o termo num dialecto semitico medieval para as populações oriundas da Europa Central e Kazaria, usado para designar as populações estabelecidas na Alemanha (Ashkenaz). Se expurgarmos da equação histórica as fantasiosas lendas bíblicas é apenas isto que sobra.
 
Gravura do Largo de São Domingos antes do terramoto
Revisitados os registos históricos de Lisboa, encontramos vestigios árabes mudejares e da multiculturidade da cidade por toda a parte: na toponominia: o bairro da Mouraria, a rua do Poço dos Negros (onde eram despejados os pretos mortos), a Calçada do Poço dos Mouros (onde eram despejados os mouros mortos), o casario de Al-Jama (Alfama) que cerca a al-Medina (o castelo), a freguesia de Fátima (do nome da filha do profeta Maomé (3) na linguistica: a figura do Alcaide (al-qa-id) o juiz eleito pela comuna árabe que zela pelo cumprimento da "Ley dos Mouros" (4), o cargo de Almoxarife dos direytos dos mouros a quem competia "arrecadar os nossos (do monarca) impostos sobre os bens dos mouros conversos". Destas cobradores do Rei se construiu a fama dos inventados "judeus portugueses" (5). No restante nem vestigios comprovados da existência de alguma sinagoga de religião própria nem outros sinais deles... excepto o legado de transmissão oral de profecias, magias, alquimias e outras vigarices. Existe contudo o relato do alemão Jerónimo Munzer (que traz na alcunha pelo qual era mais conhecido, Hieronymus Monetarius, o estigma de quem funcionava como banqueiro) e que entre 1494 e 1495 na viagem que fez por Espanha e Portugal, descreveu a cidade de Lisboa, falando "na principal rua de comércio, dizendo que era nela que moravam os mais ricos, e onde as pessoas são muito educadas. Os mais ricos, genericamente, são alemães e holandeses. Vivem na Rua Nova que está construída ao estilo alemão: A maior parte deles dedica-se ao comércio. Encontram-se aqui judeus imensamente ricos, quase todos mercadores, e que apenas vivem do trabalho dos seus escravos”. Em boa verdade é nesta cena que começa de facto o drama da colonização de Portugal pelos fundos financeiros Europeus, em concreto por alemães (logo igualmente por judeus asquenazis, como Jakob o Rico, fundador da dinastia dos banqueiros da casa Fugger, entre outros, que haveriam de financiar a chamada "epopeia dos Descobrimentos (por conta de outrem")

Na última edição do mesmo "Massacre dos 4000 Judeus" houve o decoro de retirar da capa os espirros pintalgados do sangue derramado. Assim sendo a mistificação ficou um pouco mais asseada. Passe a mentira da capa, o pior é mesmo o conteúdo. Os autores citam como fontes uma breve lista que se pode completar deste modo:

1. Um manuscrito redigido por um marinheiro anónimo de origem alemã que se encontrava fundeado no porto de Lisboa e que parece ser o relato mais fidedigno do Massacre ocorrido em Abril de 1506. Nele não se escreve uma única vez a palavra "judeu".
2. Garcia de Resende (1470-1536), que cita na "Miscelânea":  "os judeus vi cá tornados/todos num tempo christãos/os Mouros então lançados/ fora do Reyno passados/ e o reyno sem pagãos/ vimos sinagogas mezquitas/ em que sempre erã dictas/ e pregadas heresias". Da expressão "sinagogas mezquitas" se deduz que os locais de culto de árabes e judeus, eram uma e a mesma coisa. No que se refere ao massacre de 1506 note-se que esta obra foi escrita 48 anos depois, no ano de 1544, o que coloca especial ênfase na expressão "os judeus vi cá tornados"... (6)
3. Damião de Góis (1502-1572), na “Crónica do Felicissimo Rei Don Manuel de Góis”, encomendada pelo Cardeal Don Henrique, também patrono-mor da Sancta Inquisição do Reino, impressa em Julho de 1566. No capitulo 102 evoca com minúcia "do alevantamento que se em Lisboa fez contra os Christãos-Novos". Refere 1000 mortos (muito longe dos 4000 da propaganda judaica), mas nem por uma vez a palavra "judeus" é mencionada.
4. Jerónimo Osório, Bispo cristão de Silves (1506-1580), nascido nesse mesmo ano do massacre, teólogo de origem castelhana e amigo de Inácio de Loyola, influenciaria mais tarde D. João III de Portugal a chamar a Companhia de Jesus para Portugal. Fez estudos em Teologia cristã e os seus alegados conhecimentos da "língua hebraica" ter-lhe-iam permitido ler as obras dos Sagrados Padres da Igreja. Em 1537, D. João III nomeou-o professor de Sagrada Escritura na Universidade de Coimbra. É nessa qualidade que faz uma referência ao Massacre de 1506 num escrito datado de 1571, isto é, 65 anos depois do acontecimento.
5. Solomon Ibn Verga, autor do “Shebet Yehuda” (“o Ceptro de Juda”), um dos 12 líderes das tribos israelitas dos 12 filhos da personagem da mitologia bíblica Jacob. “Ibn Verga não assistiu in situ aos acontecimentos do Massacre, recriou a sua narrativa através de testemunhos orais, encontrando-se o texto original escrito em hebraico, publicado postumamente pelo filho Joseph Ibn Verga, conforme citado por Yosef Hayim Yerushalmi, (1932-2009) judeu norte americano, professor na Universidade de Columbia. Trata-se de pura mistificação bíblica contemporânea. (ver nota complementar nº 8)
6. Yosef Ha-Kohen (1496-1575) um estrangeiro nascido em Avignon que viveu em Castela na povoação de Cuenca vindo a falecer em Génova, cuja única afinidade é ter-se servido do livro de Samuel ben Usque “Consolação às Tribulações de Israel” como fonte para a obra de sua autoria “Crónicas dos Reis de França e da Turquia” (1558)

O quadro de François Dubois "Massacre de Saint-Barthélemy" (1576) ilustra um dos episódios das perseguições e assassinatos de hereges protestantes por fanáticos cristãos ocorridos em Paris no ano de 1572


7. Imanuel Aboad (1555-1628) deixou um testemunho “já datado do século XVII e muito ao sabor e tradição do profetismo bíblico (citado a pp 69 da própria obra aqui criticada).
8. Isaac Abranavel, (1437-1508) é uma das testemunhas mais importantes. Infelizmente não residia em Portugal desde à muito. Entrou ao serviço do rei Afonso V de Portugal como tesoureiro e, abusando das suas funções, converteu-se num rico financeiro (obviamente judeu). Abravanel foi obrigado a deixar o seu cargo, tendo sido acusado pelo Rei D. João II (1481-1495) de conivência com o Duque de Bragança, que foi decapitado sob acusação de conspiração. Avisado a tempo, Abravanel salvou-se, fugindo em sobressalto para Castela em 1483, ou seja, 23 anos antes do massacre. Relatos de época referem a figura simplesmente como o "Abarbanel" (daí o léxico popular "abarbatar"). Não voltou. Nem foi minimamente afectado com a "ordem de expulsão" de 1492. Radicado em Toledo começou a servir a casa de Castela, juntamente com o seu amigo e influente Don Abraham Senor, de Segóvia, encarregando-se ambos (7) de administrar as receitas públicas e fornecer abastecimentos ao exército real, com "contratos que executaram com boa competência, para satisfação total de Fernando e Isabel de Castela".

9. Samuel Usque,  Diz a informação difundida pelas fontes judaicas que Samuel ben Usque (segundo lhe reza o currículo contemporâneo, “autor de uma obra prima da literatura portuguesa e sefardita”), provavelmente nasceu em Lisboa no ano de 1500, "tendo fugido das barbáries da Santa Inquisição (instaurada em Portugal no ano de 1536) e indo viver durante algum tempo na italiana Ferrara", onde 17 anos depois foi publicada a sua única obra conhecida, a “Consolação às Tribulações de Israel” (1553), ali feita na casa do impressor Abraão ben Usque, personagem que usava também o nome de origem ibérica Duarte Pinal. Nesse mesmo ano de 1553 e na mesma oficina foi igualmente impressa a "Biblia de Ferrara", livro em cuja capa se inscrevia: "Biblia en Lengua Española Traducida Palabra de la Verdad Hebrayca por Muy Excelentes Letrados, Vista y Examinada por el Oficio de la Inquisicion. Con Privilegio del Ylustrissimo Señor Duque de Ferrara"

Como se explica que Samuel ben Usque tenha "fugido da bárbara Inquisição cristã" em Portugal indo refugiar-se e trabalhar em perfeita sintonia com a Inquisição italiana decretada pela bula Papal “Pessimum Genus” (8) para todos os reinos europeus? (9)

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A pintura abaixo é uma cópia portuguesa de péssima qualidade do original francês (candidamente apelidado em deferência à Biblia de "Massacre dos Inocentes", tendo vindo a ser apresentado como ilustrando o "Massacre dos Judeus em Lisboa" ocorrido a 19 de Abril de 1506. A falsificação é grosseira e evidente, tanto mais que na época tardia em que foi feita existiam documentos de como teria sido a Lisboa de antes do terramoto (vidé gravura em cima à esquerda)
 

notas
(1) Inicialmente Sefarad era Sardis, capital do reino da Lidia no tempo do imperador Dioclesiano, uma das sete igrejas do "Livro do Apocalipse". No seu apogeu foi uma cidade rica por se situar no vale do rio Hermo cujo leito era rico em ouro. A invenção da moeda é atribuida aos Lídios.
(2) "Historia de los Moriscos, Vida Y Tragedia De Una Minoria", Domínguez Ortiz e Bernard Vincent, 1978 e "Deportados en Nombre de Dios", Rafael Carrasco, 2009.
(3) Fátima, de Fatma, também nome de povoação nos arrebaldes de Meca. Ver o livro "Os Mouros Fatímidas e as Aparições de Fátima" de Moisés Espirito Santo, Assirio&Alvim, 2006.
(4) Citado por Maria Filomena Lopes de Barros em "A Comuna Muçulmana de Lisboa, séculos XIV e XV", Biblioteca de Estudos Árabes, edições Hulgin, 1998
(5) À semelhança da popular obra do académico israelita Shlomo Sand "A Invenção do Povo Judeu", na qual se defende que depois da citação dos habitantes da Judeia pelo historiador romano Flavius Josefus no ano 76, não existiu pelos18 séculos seguintes qualquer outra citação historiográfica sobre os Judeus, só vindo estes de novo a ser mencionados no século XIX com o nascimento da ideologia Sionista.
(6) Garcia de Resende teria escrito que o povo amotinado pelos “dous frades domínicos pregadores nos púlpitos e senhores em lugares públicos, citadinos e vilãos, nas praças, atribuindo aos cristãos-novos a responsabilidade da fome, peste ou terramoto que vinham (...) mais de quatro mil matarom”. Mas, este testemunho de Resende na qualidade de poeta da Corte escrito 48 anos depois, não é fiável, quando comparado com a descrição just-in-time de Damião de Góis, que refere cerca de 1000 vítimas de conversos herejes (e não exclusivamente judias)
(7) Existe um descendente contemporâneo desta familia que, na sua famosa diáspora de judeus errantes, foram parar ao Brasil. Trata-se de Senor Abravanel (n 1930), de nome artístico Silvio Santos, um magnata dos Media com um património calculado em 6 mil milhões de reais.
(8) Inocêncio VIII inspirou-se em Tácito para evocar o título: "Pessimum inimicorum genus laudantes", traduzindo: "aqueles que nos louvam e bajulam são os nossos piores inimigos"

(9) É sabido como se resolvem este tipo de contradições, usado desde sempre pelos monges copistas da escolástica medieval: vão-se alterando ou omitindo subtil e cirurgicamente cópia após cópia certas passagens do texto. Samuel Usque teria dito que no dia seguinte ao inicio do massacre dos judeus "El- Rey com diligência veo a socorro, diz-se por “simpatia maior con os judeos” – mas quem o diz? O contemporâneo judeu norte americano Yosef Hayim Yerushalmi na obra escrita em Cincinnati datada de 1976 “The Lisbon Massacre of 1506 and the Royal Image in the Shebet Yehudah”
(10) A edição moderna da "Consolação às Tribulações de Israel" é da Fundação Calouste Gulbenkian, 1989; com coordenação do mesmo Yosef Hayim Yerushalmi, professor de Estudos Judaicos nas Universidades de Colúmbia e Harvard
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quarta-feira, abril 17, 2013

Empresas de Trabalho Temporário são os Novos Negreiros

A "Associação de Empresas de Trabalho Temporário" apresentou ao Governo uma proposta de "emigração estruturada e apoiada" pretendendo beneficios fiscais por se considerarem como empresas exportadoras. O projecto chama-se "Exportação do Sector Privado de Emprego" (SPrE) e consiste em contratar trabalhadores que não encontram emprego em território nacional, enviando-os para trabalhar em postos de trabalho no estrangeiro a troco de um determinado salário, do qual a empresa só paga ao trabalhador cerca de metade do valor que recebe, ficando o remanescente para despesas de gestão. As consequências de faltas de cumprimento ou a precaridade dos contratos recaem sempre sobre as "peças" exportadas como mão de obra. Os efeitos nem sempre são entusiasmantes, mas enfim,  

o mercado é promissor: um milhão e meio de desempregados como matéria prima; ou como diriam os economistas do Cavaco: "recursos humanos" - com a vantagem de assim se diminuir os indices oficiais de desemprego, deixar-se de pagar subsidios e, cereja em cima do bolo, os escravizados ainda enviam remessas de dinheiro para serem depositadas nos bancos nacionais. É tudo Lucro!

"Os primeiros direitos alfandegários aplicados à importação e exportação de escravos foram fixados pelo governador Francisco de Mello e Castro em 1753. Por todos os escravos que dessem entrada no porto, o seu "empresário" passava a pagar 5 cruzados por cabeça, macho ou fêmea. Só podiam ser exportados escravos que tivessem satisfeitos os direitos de entrada. A taxa de saída para os escravos grandes era de 3 cruzados e os pequenos (chamados "bichos") de 2 cruzados por cada peça"

Leilão de Trabalhadores no Mercado de destino (seculo XVIII)

(1) "O Tráfico de Escravos nos Portos de Moçambique, 1733-1904", José Capela, 2002, Edições Afrontamento, pp 176.
Pedras de toque:
* as Finanças em Portugal investigam perda de milhões na área das empresas públicas no jogo da Bolsa. Essas administrações, cumprindo ordens dos governos assinaram contratos de financiamento com seguros de acções que hoje se manifestam ruinosos para as finanças públicas e altamente lucrativos (perto de 3 mil milhões de euros) para os bancos estrangeiros que os contrataram.
* A Troika chamou o administrador do Partido dito Socialista a S. Bento. Que lhes deveria dizer Seguro? que "Não Roubámos, logo Não Pagamos Roubos". Mas de facto a intenção de pôr a trela à falsa oposição é concertar medidas nas costas do povo que sejam alternativas às medidas inconstitucionais chumbadas pelo Tribunal Constitucional. Arregimentando PS-PSD/CDS sob uma politica única essa Maioria de mais de 2/3 pode alterar a Constituição e as mesmas medidas passam a ser constitucionais.
* Na Europa cortam-se direitos sociais básicos adquiridos para os quais se pagam impostos exorbitantes. Não há dinheiro para nada, nem para hospitais, nem para escolas nem para a segurança social, mas há 15 milhões de libras para produzir o espectáculo de um funeral a um simbolo dos delinquentes politicos que engendraram a situação que pôs a Europa na falência
* Celebramos a morte de Thatcher, porém temos de lutar para destruir o seu legado 
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terça-feira, abril 16, 2013

"Terrorist attack at Boston Marathon"

Incrível, passado menos de 1 hora já havia badges de propaganda da cena a circular e fotografias com efeitos especiais de photoshop... 

e agora isto vai servir de pretexto para nos fazer mais o quê?



como disse José Saramago "se puderes olhar vê, se puderes ver, repara..."

o Cronómetro marca 4:09:43. Explosão difusa
2 segundos depois já só se vê a fumaça
6 segundos depois. Em 4 segundos a posição dos corredores que cortam a meta regrediu. A imagem foi editada , tem muito melhor resolução, o efeito da explosão é avivado. A imagem está pronta a correr mundo cumprindo a sua missão propagandistica

"O medo cega, disse a rapariga dos óculos escuros, São palavras certas, já éramos cegos no momento em que cegámos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos, Quem está a falar, perguntou o médico, Um cego, respondeu a voz, só um cego, é o que temos aqui. Então perguntou o velho da venda preta, Quantos cegos serão precisos para fazer uma cegueira. Ninguém lhe soube responder" (in Ensaio sobre a Cegueira)

Hoje nos EUA foi o feriado do "Dia do Patriota"... Imagine-se quem vai ser o bode expiatório? terão sido os bombistas que fizeram esta página no facebook dois dias antes das bombas explodirem? Ataque ocorre no mesmo dia em que uma brigada anti-explosivos faz uma simulação de explosão subterrânea. O porta-voz sionista da organização desta prova sionista, Zev Wolf Isaac Blitzer, um judeu alemão naturalizado norte americano, alimentou os Media com a teoria de que os ataques teriam sido obra do movimento popular contra o pagamento de impostos ligado ao Tea Party, "a esquerda odeia o Dia do Patriota, concluiu". (como é evidente, "a esquerda deles é Obama") Seja ele quem vier a ser, trata-se de mais uma false-flag
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segunda-feira, abril 15, 2013

Garcia Pereira, sobre o Regresso da Troika e a decisão do Tribunal Constitucional

Perante a já esperada decisão do TC, o governo reagiu de forma hipócrita e cobarde, utilizando a declaração de inconstitucionalidade de quatro normas do OE para procurar iludir o falhanço da estratégia até aqui seguida e como desculpa para anunciar um ataque sem precedentes e há muito planeado ao Estado Social em Portugal.

"Não falhou?!"
O governo procura atribuir ao TC a responsabilidade por medidas que sempre defendeu e pelos resultados desastrosos das suas próprias políticas (...) A alternativa a um segundo resgate não é a destruição do Estado Social. A alternativa a uma estratégia lesiva, iníqua e contraproducente, cuja aplicação apenas aprofunda o endividamento e a dependência externa do país, consiste na denúncia do Memorando e a renegociação dos prazos, juros e montantes da dívida com todos os credores.

A denúncia do Memorando, tendo em vista a sua total reconfiguração, representa uma escolha difícil entre o declínio certo e uma opção que teria consequências provavelmente duras no curto prazo, mas que constitui hoje a única via para retirar a economia e a sociedade portuguesas do sufoco da austeridade e da Dívida. Esta é uma decisão que deve caber exclusivamente ao povo português.

 

* A conferência "Vencer a Crise com o Estado Social e a Democracia" que terá lugar no próximo dia 11 de Maio em Lisboa faz parte integrante do esforço do Congresso para identificar os denominadores comuns que viabilizem uma governação alternativa à estratégia de desastre que está em curso
* "o repúdio da dívida pública é, em Portugal, uma atitude de princípio sem a qual não é possível unir as massas populares para resistir à presente ofensiva da contra-revolução e construir uma alternativa" * Apesar do crash não há emenda, Estado continua a criar mais Dívida: "Metros de Lisboa e Porto perdem dois mil milhões na roleta financeira"
É um negócio, porque para além de os bancos gestores da Dívida terem empochado grossas maquias em comissões, o desvario ainda serve ao Governo para justificar a privatização de duas empresas de serviço público...
* ex-executivo do FMI afirma que o plano de austeridade decretado para a Irlanda foi um erro e teve efeitos contraproducentes... mas eis que aparece um ministro das Finanças funcionário da Troika a... 
defender a Troika 
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domingo, abril 14, 2013

na primeira Lei Eleitoral aprovada a seguir ao 25 de Abril a divulgação de sondagens era proibida

O Provedor do Leitor do Diário de Noticias debruça-se sob o momentoso problema da manipulação que diarimente é feita por centenas de "jornalistas" sobre as tendências de opinião da população face aos partidos políticos. Como é possivel que um Partido como o PSD, dizem eles, ainda mantenha intenções de voto acima dos 20% do eleitorado? e como é que um partido como o CDS se converteu, com 10% dos votos, no Partido mais determinante nas acções do governo estando, em última instância nas sua mãos a continuidade ou queda do mafarrico montado ao colo do Cavaco?. Quais são os elementos ojectivos - as provas - em que assentam estas convicções?

Os auto-denominados jornalistas chutam para canto com a publicação das sondagens, muitas delas congeminadas e propagadas pelas centrais de comunicação do governo e da "oposição"; tiram 50% dos abstencionistas para fora da questão e fazem as contas ao resto; para os insigne-ficantes eleitores sobram cada vez mais dúvidas e menos paciência:
 "Havemos de ser nós os almocreves ajoujados aos fardos da propaganda para a servir aos leitores sob a forma de sondagens?"
"As conferências de imprensa são santuários de diálogo entre personalidades e jornalistas, sem a presença de mais ninguém"
"Bem dizia o outro que queria operar o milagre de tornar alguns jornalistas mais inteligentes..." - na verdade se o fizessem morriam à fome
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sábado, abril 13, 2013

Mais Dívida mais fraude. Mais tempo, Mais dinheiro, Mais 7 anos de Troika *


Apresentada como uma grande vitória, foi concedido a Portugal mais sete anos para cumprir os critérios comunitários relativos ao endividamento, mas a Europa impõe condições


o Colapso da Globalização

No final dos ano 70, a primeiro ministra britânica Margaret Thatcher declarou que não havia alternativa (“There Is No Alternative”, TINA) para as receitas económicas neoliberais, que não fosse ajudar a desregulamentar o mercado e expandir o comércio. Esta abordagem viria a ficar conhecida como “Globalização”. Vinda ao de cima para preencher a ressaca da onda deixada após 45 anos de keynesianismo, toda a gente fez então muitas promessas, (como Cavaco, o Lulu da Baronesa Thatcher) mas todas têm vindo a fracassar.

John Ralston Saul apresenta uma lista desses embustes no seu livro "O Colapso do Globalismo e a Reinvenção do Mundo" A cada nova crise o paradigma quebra-se e os extremistas de direita aplicadores da doutrina são puxados para as cada vez mais profundas catacumbas da credibilidade.

é isto que queremos?

A chocante verdade do colapso pendente sobre a “União” Europeia foi congeminada no re-arranjo em Lisboa de um autêntico “Tratado da Dívida” que começou com 700.000.000.000 euros cunhados e entregues ao Mecanismo de Estabilização Europeu (artigo 8º) sendo os membros que usem esses fundo do MEE obrigados incondicional e irrevogavelmente a pagar todo o capital e juros nos prazos estipulados, sendo a sua maturidade, caso Bruxelas tenha necessidade do reembolso imediato, no máximo de 7 dias (artigo 9º). O Conselho dos Governadores dos Bancos Centrais têm plena liberdade para decidir aumentar o capital autorizado e alterar o artigo 8º, quer dizer que, no afluxo de juros para a UE sobre o capital emprestado, os 700 mil milhões foram apenas o principio. O European Stability Mechanism (em inglês porque deve vassalagem ao Dólar) pode instaurar processos judiciais contra os paises incumpridores; mas os activos, fundos e propriedades do ESM gozam de imunidade face a qualquer forma de processo judicial (artigo 27º) Governadores, Directores e Executivos da instituição serão igualmente imunes a quaisquer processos legais que digam respeito a actos de gestão cometidos e a inviolabilidade de cartas e documentos oficiais são garantidas; Auditorias independentes não serão autorizadas, os governos não têm qualquer capacidade de intervenção no Mecanismo Europeu de Estabilidade e todas as verbas geridas ficam irreversivelmente sujeitas ao fim que o MEE lhes entender dar... 



* O negócio da re-estruturação da Dívida que o PS-BE pretendiam... acaba de ser feito pelo PSD-CDS em Dublin. Em vez dos 63 mil milhões de euros que os trabalhadores e o povo português seriam obrigados a pagar nos próximos 13 anos, passam a ter de pagar 70 mil milhões nos próximos… 20 anos! 
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sexta-feira, abril 12, 2013

je t`aime la gouche bourgeois

Mário Soares aconselha que o Partido dito Socialista faça uma aliança com o Bloco dito de Esquerda no sentido de haver um governo em Portugal que governe à esquerda. O venerável comendador da Maçonaria vem agora explicar que quando não existe a possibilidade de pagar as dívidas aos credores internacionais elas devem ser repudiadas e não devem ser pagas.

Ou seja, na sua extraordinária ginástica octagenária o lider honorifico do embuste democrático vem agora oportunisticamente fingir que diz o mesmo que o PCTP/MRPP (1) anda a dizer desde há dois anos quando o P"S" assinou um acordo de submissão aos interesses estrangeiros a troco de mais endividamento... Mas não só. Para justificar o porquê da aliança com o B"E" Soares debitou um resmungo do género: "porque o partido dito comunista" está longe de ter uma visão estratégica como a mesma flexibilidade que tinha o Cunhal"... isto é, aceitando engolir todos os sapos "socialistas" em nome de uma famigerada "maioria de esquerda" que aceitava o P"S" como interlocutor fosse qual fosse a camaleónica politica que a dita associação de interesses invocasse trapaceiramente em nome do povo, mas que outra finalidade não tinha nem tem que a contagem de lugares sentados no Parlamento

Quanto à retórica em si, ainda nos vai chegando um legado de para aí de uns 1,5% da cultura e formação artistica das gentes da tenebrosa "cortina de ferro" ou não?



(1) O P"S" não diz exactamente a mesma coisa. O PCTP/MRPP diz "Nós não temos um problema de dívida, mas sim um problema de fome, de miséria e de desemprego". Como estamos recordados, da fatia de mais 78 mil milhões de endividamento contraído com a Troika pelo P"S" 12 mil milhões de euros foram directamente para a Banca e mais de 30 mil milhões de euros só para pagar juros; ou seja, Estamos a assistir a a uma verdadeira fraude!

quinta-feira, abril 11, 2013

Thatcher, ou o "bater punho" da morta

Foi declarada modelo de liderança feminina para as mulheres de Sião: segundo o órgão de informação da pátria sionista Ha`aretz, “A maioria das mulheres em Israel não podem ou não querem ser margarets thatchers, na sua falta de voluntarismo forçadas a escolher serem fracas ao não procurar os seus direitos legítimos”. Imagine-se se mesmo assim as professoras conduzem as crianças à escola de metralhadora às costas!. Thatcher não era assim apenas a primeira mulher brilhante “líder de uma democracia ocidental”, ela é um exemplo. Hordas de admiradores, desde os órfãos de Pinochet aos pseudo sociais democratas, admiram a santinha padroeira do neoliberalismo. As feministas brasileiras deliram igualmente com a ex-ministra britânica entre 1979 e 1990, citando uma frase sua: “Em política, se você quer algo como retórica peça-a a um homem; Se quer que algo seja feito, peça-o a uma mulher". Ainda enquanto morta-viva a insigne criatura, perguntada se sentia que a sua herança tivesse sido tomada em mãos por alguém, Thatcher respondeu com um rotundo sim! Por mister Blair

Tamanha popularidade determina, contra a sua própria vontade expressa, que lhe seja feito um funeral de Estado. A ela que se via mais como se fosse uma carmelita descalça; a ela que pediu que não se realizassem passagens de aviões militares sobre o local das cerimónias fúnebres por considerar que isso seria "esbanjar dinheiro". Bom, até ela própria parece ter-se esquecido que se trata da morte da Baronesa Margaret Hilda Thatcher de Kesteven.

Como executiva de uma classe social rica e sem escrúpulos, a sua primeira medida foi baixar os impostos para os escalões superiores, a segunda, demonstrar uma obcessão pelas privatizações pondo biliões em negócios nas mãos dos ricos, depois, manifestar uma prepotência sem precedentes ao destruir literalmente os centros industriais do norte de Inglaterra, (recordada ainda hoje pelos mineiros); a batalha contra os sindicatos dos mineiros foi economicamente irracional, fez perder ao país 2,5 mil milhões de libras, mas a anti-ferrugenta “dama de ferro” estava a combater por mais que contra mineiros, ela combatia uma classe. Face ás greves procedeu à criminalização policial dos “maus”, incrementou a guerra contra os militantes da Irlanda do norte, prendendo e mandando assassinar nacionalistas do IRA; agiu com a missão de destruir os sindicatos, os quais considerava serem uma ameaça letal para o capitalismo que não devia ser permitida; ou seja, “trabalhou” para aumentar os privilégios dos ricos e abater a classe operária.

Com os seus discursos sobre a supremacia e beneficio dos individuos, sobrepondo-se sobre a colectividade, logrou legalizar a venda das casas municipais para favorecer os especuladores, os indivíduos, que são aqueles que importam, enriqueceram com a especulação sobre bens que eram na realidade comunitários, património municipal. Em 1979 a taxa de famílias habitando casas de renda social baixa era de 42%, em 1990 o índice de casas próprias adquiridas a crédito bancário era de 70% enquanto a habitação social nunca mais seria reposta. Um dos efeitos dessa inflação monetarista conjugada com a especulação no imobiliário foi o principio da catástrofe que hoje as classes médias no Ocidente estão a pagar. O incremento de indigentes e sem-abrigo foi notável: com a chegada ao poder da Baronesa, o índice de pobreza que era de 13,4%, quando deixou o cargo havia alcançado uns terríveis 22%. Com este currículo temos que ser compreensivos com o Cavaco e o Passos quando estes rastejarem até às exéquias de um espectáculo degradante; bons alunos do Thatcher-Reaganomics, irão rezando a máxima dos padroeiros: “a Economia é o Método, a Finalidade é mudar o coração e a alma dos indivíduos”, ou talvez melhor: “não existe tal coisa chamada Sociedade, o que existe é o dinheiro dos contribuintes”. E no entanto a prosápia fraudulenta do “mítico sucesso do thatcherismo” deve-se exclusivamente às plataformas petroliferas da British Petroleum no Mar do Norte que começaram a facturar em pleno precisamente em princípios da década de 1980.


No plano da politica nacional alinhada incondicionalmente com o imperial keynesianismo militar dos Estados Unidos, Thatcher aplicou falsas sanções económicas contra o regime de apartheid na Àfrica do Sul, por forma a não prejudicar o regime racista de Pretória, na sua visão com a coerência xenófaba de diferença de classes, procurando sacar benefícios económicos para os seus com as situações de guerra social. Ainda hoje os poderes executivos da rede de banqueiros na África do Sul estão nas mãos dos antigos colonizadores britânicos. Para a “dama do lucro” Nelson Mandela foi classificado como terrorista, alvo de desmesurados e injustificados ataques.

Enquanto entabulou amistosas relações com o ditador Pinochet, que sabe-se mais tarde pelos arquivos desclassificados recentemente (1), se relacionavam com a compra e venda de armamento. Apressando o fim do embargo da UE, de 1980 até 1982 o Chile comprou armas ao Reino Unido no valor de 21 milhões de libras. Navios, aviões, canhões e equipamento de telecomunicações foram alguns dos produtos vendidos em transações secretas. Segundo um relatório de 2004, as vítimas do regime de Pinochet estão quantificadas em 40.000 mortos, dos quais 28 mil são relacionados a detenções ilegais, tortura, execuções e desaparecimentos.

Segundo se sabe agora, Thatcher nos seus trabalhos esforçados em prol da recuperação de popularidade junto das classes médias, durante a campanha bélica contra as Malvinas planeou atacar o território continental da Argentina, ludibriando assim as boas relações que mantinha com a ditadura militar. Para culminar, sobre o conflito na Palestina, Tatcher disse ao seu embaixador em Telavive em 1980 , que caso houvesse ameaça de forças árabes (isto apesar do controlo económico e militar desses paises por décadas) ou perigo de ataque, Israel deveria usar a arma nuclear.


(1) a Wikileaks publicou agora quase dois milhões de documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, incluindo vários que revelam a cumplicidade do Vaticano no golpe de Estado patrocinado pela CIA contra Salvador Allende no Chile (1973) e sua colaboração e apoio à ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). O então secretário de Estado do Vaticano, Giovanni Benelli, expressou a diplomáticos dos EUA a “sua grande preocupação, e do papa Paulo VI, pela exitosa campanha internacional esquerdista para falsear completamente as realidades da situação chilena” (sic)
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quarta-feira, abril 10, 2013

Obama foi ao Médio Oriente renovar a sua fé num "processo de paz para a Palestina" (!) que não respeite a verdade histórica

Na sua recente visita de vassalagem à "terra prometida aos judeus" o presidente Obama jurou o seu eterno apoio ao Estado Sionista, racista e fundamentalista religioso de Israel declarando solenemente: "enquanto houver Estados Unidos da América... Israel não estará só" 

Conforme os povos germânicos congeminaram a sua congregação na forma do nacionalismo que gerou e unificou a Alemanha no século XIX, assim os judeus alemães congeminaram uma pátria à semelhança da Jerusalem de cuja existência "sabiam" pela transmissão oral das lendas biblicas contadas por profetas e outros vendedores de retóricas mágicas. Porém essa Jerusalaim com que os Sionistas começaram a sonhar misticamente apenas nesse mesmo século XIX não tinha existência física na Terra. Os primeiros passos do Sionismo foram guiados por uma visão Celeste.

Para o homem primitivo arcaico aquilo que se passa na vida real nada mais é que uma função da imitação de um arquétipo celeste (“idéias presentes na mente de Deus”). A realidade é conferida através da participação no simbolismo das crenças. Casas, templos e cidades, templos tornam-se reais pelo facto de serem coisas identificadas como lugares centrais que correspondem a lugares previamente já existentes no Cosmos, na sua visão da esfera celeste. Os lugares do homem são lugares míticos onde todos irão viver felizes depois de ultrapassadas as fatalidades deste mundo. Por fim, os rituais e os gestos simbólicos religiosos precisam de ter uma repetição frequente intermediada pelos seus heróis, antepassados e deuses, como mitos que ligam a sua penosa existência na terra à sua mundovisão profética e cósmica dos Céus (1).

Foi esta a filosofia que presidiu à Primeira Cruzada (1095) em busca do reflexo na terra ("santa”) da mítica Jerusalém Celeste… Como não encontraram nada de significativo (2), apenas velhos muros em ruínas da Aelia Capitolina mandada construir pelo imperador Adriano, seis anos depois empreenderam nova Cruzada contra Bizâncio, e depois outras mais... É esta mesma lógica que no século XXI continua a presidir à conquista, preservação e ocupação pelo Estado de Israel da Jerusalém terrena (secularmente construída por outros (3)

gravura à esquerda

clique na imagem para ampliar

a Hierosolyma (Jérusalem) do Império Turco no século XVII vista à margem de fantasias misticas (o Cedro que brota água, o plano circular das ameias) e desenho de pormenores interessantes (como a Cúpula Dourada antiga, a gruta aberta do chamado "santo sepúlcro" (4) não indicando também os locais das tradições desprezadas (como a degolação de "são" João Baptista, e sitios místicos como o "palácio de Herodes")

notas:
(1) "O Mito do Eterno Retorno", Mircea Eliade
(2) O que os Cruzados encontraram foi as velhas ruinas dos muros da cidade romana Aelia Capitolina mandada construir na provincia da Syria Palaestina pelo Imperador Adriano a partir do ano 135 da nossa era. Efectivamente, os vestigios arqueológicos mais antigos (da civilização natufiense) no território da actual Palestina ocupada por Israel e Próximo Oriente são os de Tell es-Sultan (Jericó, 7.350 a.e.c.). Vestigios de civilizações urbanas como Çatal Huyuk (Anatólia 7.500 a.e.c.), Tell-Khafajah (no Iraque 8.000 a.e.c. o 1º Templo construido cerca de 2.700 a.c. cercado por um muro) Dur-Sharrukin (Khorsabad na Suméria), na Síria Tell-Halaf (5.400 a.e.c) e Tell Hariri (2.900 a.e.c.) estão todos comprovados cientificamente. Documentos encontrados em Tell-Amarna no Egipto, bastante mais recentes (1.364 a.e.c.), referem pela primeira vez uma cidade chamada Roshlamem (Jerusalem). Posteriormente os primeiros vestigios encontrados são datados de 2600 a.e.c. e a construção do primeiro pequeno templo pré-histórico amuralhado data da conquista da cidade pelo Império Babilónico em 587 a.e.c. 
(3) Vidé Obadiah de Bertinoro, um "erudito" judaizante oriundo do norte de Itália que visitou a Palestina em 1487 e a descrição que faz da "cidade arruinada" e justifica uma gravura de reconstuição absolutamente inverosimil
(4) Não há o menor indício que Jesus (se é que a figura historicamente existiu) tenha sido sepultado numa tumba escavada num rochedo em Jerusalem. O destino para os dissidentes pregados no madeiro em forma de cruz, depois de vários dias do cadáver putrefacto estar exposto para aviso à população, era ser lançado numa vala comum.

A Jérusalaim imaginada no século XIV de acordo com uma iluminura mandada desenhar por Filipe o Bom, Duque de Borgonha a Jean Miélot bispo de Lille, segundo a "Descriptio Terrae Sanctae" do dominicano Burchard du Mont-Sion (1283) mostra uma cidade de urbanismo redondinho com um templo redondo de Salomão ao centro e as muralhas a condizer, tudo perfeitinho demais para ser verdade - contradizendo os vestigios arqueológicos que revelam o grande terreiro de planta quadrada  onde se acantonou a 10ª Legião de Roma (ver gravura acima à direita) e onde posteriormente os muçulmanos tinham construido no ano de 705 a primeira Mesquita al-Aqsa.

terça-feira, abril 09, 2013

os Sermões dos Bons Ladrões

Funcionários públicos e Reformados vão descontar mais em sede de IRS já no próximo mês de Maio. Os comentadores da Antena1 hoje e os jornais em geral dos últimos dias, face à noticia do governo, têm andado inspirados. Dizem eles: "é perfeitamente natural, uma vez que passam a receber mais e como os impostos em Portugal são progressivos, se vão receber mais é lógico que tenham que descontar mais".

Façamos um esforço para compreender a lógica: o Governo em 2012 cortou um subsidio, recebendo os trabalhadores por conta de outrem menos um mês de salário. Em Abril de 2013 o Tribunal Constitucional, por força da lei em vigor, obriga o Governo a repor esse subsidio, mas ao não chumbar as alterações aos escalões de IRS legisladas em 2012, o Governo fica com a porta aberta para cobrar mais IRS. Trata-se de uma tramóia que permite lançar sobre os trabalhadores mais um imposto oculto de cerca de mais 10% em relação ao que se cobrava em 2012, pelo simples facto de se repor a legalidade. Enquanto com a mesma cajadada não matam o Coelho nem tiram o barrete à estátua neoconservadora de Belém, ficando as duas entidades operacionais do esbulho à população com a porta aberta para nova investida contra os serviços sociais prestados pelo Estado que já foram ou estão a ser pagos pelos impostos dos reformados e trabalhadores durante toda uma vida. Ora digam lá se o "Tribunal" Constitucional não faz politica? e se, ela não é feita ao serviço dos especuladores financeiros externos?...

"Não são ladrões apenas os que cortam e furtam as bolsas. Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo. Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam."
(Padre António Vieira, "Sermão do Bom Ladrão", 1655)
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segunda-feira, abril 08, 2013

Demissão Já! Eles não nos representam!

o primeiro ministro anunciou que vai atacar a Saúde, a Educação e a Segurança Social ou seja, veio declarar ao país a batalha final contra o Estado Social - "Nós portugueses não desistimos" disse ele. Em primeiro lugar não lhe admitimos que continue a invocar, generalizando, o nome dos "portugueses". Invoquem só aqueles "portugueses" com quem o Coelho e a sua tribo cavaquista lidam. Obviamente, incluindo também a falsa oposição. Nós, os restantes somos honestos e, para vosso desconforto, somos muitos. Se vocês precisam de dinheiro para reporem o que roubaram, podem-se catar nos bolsos uns aos outros ou nas contas off-shore que vão encontrar que chegue e sobre. Ou senão fiquem quietos, porque essa será a tarefa da maioria do povo português, 
garantimos-lhes!

apenas uma ideia de onde ir buscar o dinheiro 

ver artigo publicado na revista Visão:
Que é feito do Património surripiado à Falência do BPN?

"As revoluções começam sempre nas ruas sem saída
(Bertolt Brecht)

domingo, abril 07, 2013

o pentelho constitucional encravado

ex-famoso, ministro que residiu na Casa dos Segredos Financeiros de Cavaco Silva diz que o programa da Troika deve ser aproximado ao programa do P"SD"

Pior a emenda que o soneto. Como forma de resolver o pré-combinado chumbo do Tribunal Constitucional (1) corre o rumor que o Governo quer pagar o subsidio de férias a funcionários públicos e pensionistas com titulos do Tesouro. Mas qual tesouro? se este está falido por causa de uma dívida fraudulenta engendrada por ladrões e vigaristas?

 a não perder: apresentação do livro
"Isto é um Assalto"
de Francisco Louçã e Mariana Mortágua 

a Dívida é "Dinheiro" que por sua vez é um meio que paga uma quantidade acumulada de Trabalho. O que vende o governo quando vende dívida? de facto não vende a cunhagem de euros (ou juros pagos ao dólar como moeda global hegemónica) nem vende apenas papel impresso, o que o Governo e o Estado verdadeiramente vendem é a vida dos seus cidadãos 



(1) Orçamento de Estado devia ser integralmente atirado para o lixo, em vez de continuar a permitir um autêntico genocídio fiscal sobre os trabalhadores  
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sábado, abril 06, 2013

sobre o Salário Mínimo Nacional - sobre o Tribunal Constitucional

para quem ainda não reparou na ênfase com que os orgãos de intoxicação nacional põem ao apresentar sempre o ingenheiro João Proença em primeiro lugar nos noticiários, antes da CGTP que deve ter dez vezes mais filiados, apesar da irrelevância da correia de transmissão dos governos que é a UGT - aqui fica a redução ao lugar correcto do Proença nos embustes sociais em curso.

como seria antigamente o jornal de amanhã
a ler:
* a Eugenização do Mercado de Trabalho em Portugal e na Europa: "com tantos “filhos desempregados” existe uma pressão objectiva para propor o despedimento dos pais, dar-lhes apenas metade do valor nas reformas, e pôr os filhos a trabalhar por metade do preço" 
* Qual é a ideia? - pôr o Ocidente, Europa e a América do Norte (um mercado a re-industrializar de 820 milhões de pessoas) a concorrer ao mesmo nível de salários com a China (um mercado de 1,350 milhões de pessoas). Entretanto, a China investe 1.000 milhões de euros todas as semanas em todo o mundo. Haverá algum ponto no futuro em que os dois interesses e diferentes sistemas de organização social irão colidir na Longa Marcha de Expansão Financeira Global
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sexta-feira, abril 05, 2013

escrever a estória que julgará o Burlão que entrou no governo Doutor e saiu com o 12º ano... (das Novas Oportunidades Neoconservadoras)

Qual o significado de cortar uma Relva num desmesurado lamaçal Relvado?. Não faz sentido... obviamente, é preciso cortar o resto  dos ministros e expulsar o seu programa de (des)governo, o que não será pouco. E depois convocar eleições, agora que o povo aprendeu à sua custa mais um pouco sobre aquilo que é o Bloco Central de interesses e a diferença necessária para eleger um governo democrático ao serviço do interesse nacional, da maioria dos portugueses como comunidade socialmente organizada. E não como como um grupo desconexo com a propriedade do que é comum canibalizada por corruptos e vigaristas.


"Ninguém no PSD ignorava quem era Miguel Relvas. A sua fama de rapaz talentoso para contornar as regras e as leis em beneficio próprio já vem de longe. Começou tão cedo - ainda nem 30 anos tinha quando se envolveu nos primeiros casos com as moradas falsas para obter subsidios, das viagens fantasma, etc... e a partir de então o seu currículo de aldrabices está largamente documentado (...) Passos Coelho conhecia bem a fauna jotinha do seu partido (Passos foi presidente da JSD já Relvas tinha sido seu secretário-geral), e sabia muitíssimo bem quem era o seu ministro. Sempre soube. Não o escolheu como seu aliado para ganhar o partido pelas suas capacidades políticas ou intelectuais. Escolheu-o pelo seu talento em mexer-se na lama. E depois meteu-o no governo, com um poder quase absoluto sobre os restantes ministros, sobretudo nas pastas onde possa haver bons negócios" (Daniel Oliveira, no Expresso

"Com uma fama que já vem de longe, demitiu-se invocando razões que só a história poderá julgar. Mas dos Relvas não reza a História. Se o nome dele lá aparecer é porque, pela primeira vez um ministro em exercício é acusado de irregularidades" (Henrique Monteiro, no Expresso)

"Relvas e Sócrates num país de Doutores (1). Nunca gozei com a licenciatura domingueira de Sócrates (2). Havia ali uma fragilidade muito portuguesa que travava o meu cinismo. Conheci muita gente com histórias mais ou menos parecidas..." (Henrique Raposo, no Expresso

"Saio como entrei" diz Miguel Relvas... Não nos parece, oficialmente disseram que lhe falta uma cadeira, e caíu dela abaixo - o Burlão entrou Doutor e saiu com o 12º ano... Quando é a própria direita que se entusiasma e digladia entre si com a caca que difunde, dá-nos uma bela imagem do estado a que chegou cá o sítio (para quem os quiser ouvir)


(1) a "fragilidade de Sócrates" para despistar... os seus 263 cheques do Totta escondidos numa velha escrivaninha, isto para quem afirmou, em entrevista à RTP, que só tem uma única conta bancária, já há 25 anos na Caixa Geral de Depósitos...
(2) "Chamo a atenção para o que tem sido a palavra convergente [com este Governo-jangada do Passos] do agora banqueiro Luís Amado, em nome do PS-não-alternativo..."
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quinta-feira, abril 04, 2013

o pró-Sionismo alemão relaciona Wagner com o Nazismo

No filme Lisztmania é um vampiro que suga o sangue aos melómanos. Com o titulo "O Génio Louco" o semanário Der Spiegel desta semana faz capa com Richard Wagner, debitando, mais ou menos traduzida a frase-chave:

"Celebram-se agora os 200 anos do nascimento do mais controverso Compositor alemão. A sua música continua a intoxicar as pessoas, e elas ainda acham difícil adoptá-la, porque os Nazis se intoxicaram com ela. Quem se sente pertença de Richard Wagner?"

Que justifica o estigma? A Alemanha derrotada em 1945 converteu-se no pós guerra numa colónia do imperialismo norte-americano, ocupada imagine-se por que lobye. Basta relembrar a Acta do Chanceler assinada secretamente em 1949. Como aliás ainda admite o nosso ex-ministro Luis Amado (convidado Bilderberg 2012 e actual gestor de Banco) num livro de entrevistas por Teresa de Sousa que anda por aí: "Por razões de segurança persiste na Alemanha o estacionamento de forças militares aliadas ocidentais" (pp). Segurança contra o quê? medo que algo desagradável aconteça a mais de metade do imobiliário e do capital constante na Alemanha hoje propriedade de judeus norte-americanos e israelitas? que o motor capitalista da economia europeia deixe de pagar as chorudas indemnizações de guerra que vão direitinhas para financiar a politica religiosa, racista e sionista do Estado de Israel?

"Para se saber quem governa, basta saber quem é que não se pode criticar” (Voltaire)

Richard Wagner escreveu ensaios literários em maior número que propriamente obras musicais. "Arte e Revolução" e "A Obra de Arte no Futuro" (1849), "O Judaísmo na Música" (1850), "Ópera e Drama" (1851, “O que é Ser Alemão?" (1865) e "Arte e Religião" (1880) entre outras. Wagner foi um revolucionário! Contudo 130 anos após a sua morte persiste um estigma contemporâneo que invalida tudo o resto. A obra quase desvanecida num cinzento clarinho foi assim descrita numa recente série de conferências na Culturgest: "foi uma coisa tão infeliz que mais valia que Wagner nunca a tivesse escrito, passemos adiante"...  De que se trata então olhando retrospectivamente? no artigo publicado sob pseudónimo (para evitar ser arrastado para questões pessoais) na revista Neue Zeitschrifft für Musik, Wagner descrevia os judeus como: "ex-canibais, agora treinados para ser agentes de negócios da sociedade (...) judeus que corromperam a língua do país onde vivem desde há gerações. A sua natureza torna-os incapazes de penetrar na essência das coisas. Os judeus que vivem na Alemanha devem abandonar a prática do judaísmo e integrar-se totalmente na cultura alemã". Apesar de, por esta opinião, Wagner ser geralmente acusado de "anti-semitismo" ( uma expressão criada por William Marr só 30 anos depois, em 1881) , Wagner sempre teve amigos e colaboradores judeus durante a sua vida inteira, como o judeu e amigo de longa data Hermann Levi que foi o maestro na estreia do teatro de Bayreuth. Nem havendo uma única referência explícita aos judeus em nenhuma das óperas de Wagner, que é o que mais importa (1).

Estamos na época inicial da explosão dos nacionalismos. A Europa central está ainda pulverizada numa infinidade de pequenas Monarquias, Ducados, Principados e Estados onde cada familia de oligarcas reina incondicional- mente sobre os súbditos invocando como autoridade o nome de Deus pelo qual tinham sido empossados - "o liberalismo encontra porém expressão nos regimes saídos da revolução francesa e belga (depois de 1832) no entanto evitava o problema da participação politica dos cidadãos ao limitar esses direitos apenas aos homens que possuiam propriedades, bens e educação adquirida (um bem caro, logo escasso, de descendência aristocrática, ou seja, a cultura está no sangue)" (2). Quando o povo de Dresden se levanta em armas contra a repressão Wagner era um desses aristocratas liberais que nas revoluções europeias de 1848 milita com o anarquista russo Mikhail Bakunin, o lider revolucionário August Róckel, integra o movimento "Jovem Alemanha" onde pontifica o judeu-alemão Heinrich Heine, enfim com o seu grande mentor na filosofia da "vontade de um povo" Arthur Schopenhauer, igualmente amicissimo de uma vida de Friedrich Nietzsche, o filósofo que tinha declarado a morte de Deus (logo do Poder dos tronos terrenos).

Karl Marx não escreveu nada de muito diferente n`"A Questão Judaica": "os Judeus, esses alienigenas do Lucro só poderiam ser redimidos renunciando ao Judaismo (como prática que mistura religião e especulação com dinheiro) e integrando-se nas comunidades para onde, por séculos, tinham escolhido emigrar, ou seja, como judeus de nacionalidade alemã, praticantes religiosos ou não, como quaisquer outros cidadãos livres - assim, "atingida a idade da Razão, tarefa da história, depois do desaparecimento do Além da verdade, a Verdade deste mundo. Isto é principalmente a tarefa da filosofia, que está ao serviço da história, uma vez desmascarada a forma sagrada da auto-alienação do homem, para desmascarar a auto alienação nas suas formas não sagradas . A crítica do céu transforma-se, assim, na crítica da terra, a crítica da religião na crítica do direito, a crítica da teologia na crítica da política" (3).

Embora contemporâneos e ambos alemães Marx e Wagner nunca se conheceram. Percebe-se porquê. Nesses anos de revolução enquanto Marx (com Engels) publica o "Manifesto do Partido Comunista" (1848) em nome da classe operária, Wagner pertence a outra classe social, a grande paixão da sua vida é Mathilde Wesendonck casada com um negociante rico de Zurique e um segundo casamento é com a Condessa Francesca Gaetana Cosima Listz von Bülow (que desabafa "essa coisa do Socialismo é uma moda passageira" (4) por fim, depois da revolução falhada, delfim do Rei Ludwig II da Baviera que, apaixonado pela sua música, lhe passa a conceder os patrocinios financeiros.

Richard Wagner é um revolucionário, mas da revolução burguesa em ascenção, pensa mudar o mundo com a verdade e as lições da sua grande música, mas na perspectiva da sua classe social. Insurge-se contra os vendedores de música em espectáculos de divertimento como os da Ópera de Paris, então o centro europeu das Artes onde a burguesia se aperaltava de luxo mais para se verem uns aos outros nos seus privilegiados camarotes do que propriamente para adquirir cultura. E quem são os maiores mestres neste tipo de espectáculo de opereta na Europa? - para além dos clássicos italianos, precisamente dois compositores judeus-alemães: Meyerbeer, nascido Jacob Liebmann Beer (adoptando depois o nome italianizado de "Giacomo" Meyerbeer..."

...e Jakob Ludwig Felix Mendelssohn-Bartholdy, filho do Banqueiro Abraham Mendelssohn, e sobrinho de Jakob Ludwig Salomon que tinha adquirido o apelido cristão-luterano "Bartholdy" pelo casamento com a irmã de Abraham, e era diplomata, proprietário de latifúndios e grande patrono das Artes... e ainda, neto do filósofo judeu-alemão Moses Mendelssohn, precisamente quem se tinha encarregado de transcrever e adaptar a filosofia das Luzes da revolução francesa para a lenga-lenga religiosa judaica. Esta foi a crítica contra a perniciosa influência do judaismo na Música (5).
Por isso Wagner associou o teatro comercial aos interesses dos judeus, e nos seus ensaios teóricos em que inclui todas as disciplinas e Artes advoga para si a plena liberdade face aos condicionalismos do lucro, afirmando que o artista deve levar a cabo as suas criações livre do regime de salariato artístico. A Arte só pode ser colectiva, produzida em nome do Povo, aqueles que sofrem as privações em comum, e não na forma de espectáculo de alienação cultural e religiosa.



notas:
(1) Óperas que não são simples óperas – são Dramas sobre as mais variadas áreas da vida, Dramas do Amor (Tristão e Isolda), Dramas da Morte (Parsifal), Dramas sobre o Heroismo (Rienzi) Dramas sobre as Origens (o Mito dos Nibelungos) e o Destino dos Homens (Götterdämmerung), os Dramas da Religião, etc.
(2) Eric Hobsbawm, "A Questão do Nacionalismo"
(3) Karl Marx, "Contribuição à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel" (1844)
(4) "Autobiografia de Wagner", publicada apenas em 1911. 
(5) Ao contrário do panorama de sucesso dos autores judeus nas "artes" românticas na Europa, a representação do "Tannhauser" de Wagner em Paris foi boicotada, mesmo depois das alterações exigidas pelos empresários do gosto burguês dominante, às quais Wagner respondeu com uma provocação, introduzindo-lhe uma cena de bacanal.  
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quarta-feira, abril 03, 2013

num ano o Euro, em poder de compra, já desvalorizou cerca de 40 por cento

"a moção de censura do P"S" não tem qualquer fundamento, uma vez que por detrás dela não existe qualquer outra proposta alternativa"

"ao pedir o pagamento da Dívida a mais prestações e juros o Bloco dito de "Esquerda" está mais à direita que os do partido dito "socialista"

Em qualquer país decente, o que é que aconteceria a um ministro das finanças que não acertou numa previsão? só tem um caminho: olho da rua, ele e o resto dos capangas do governo


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terça-feira, abril 02, 2013

Europa à lagardère

Há uma novidade absoluta na ICAR: este Papa é muito amigo dos mais fracos, pobres e necessitados - e "critica a ganância pelo lucro fácil". Umas páginas tantas mais à frente o mesmo jornal que veicula tão jubilosa mentira dá outra no cravo da verdade: "milhões em imobiliário português com créditos mal parados são caçados por investidores norte americanos".

Há mais de 20 mil casas novas para vender caçadas aos empreiteiros que obtiveram créditos e, sem que as consigam vender, entregam-nas como parte do pagamento aos Bancos. Nos particulares que estão a pagar casa própria a crédito, atingidos pelo crescente desemprego, cortes salariais e impostos exorbitantes, a situação é ainda pior. Sem outra alternativa, uma vez que os investidores de paises emergentes se estão a ver livres das reservas que possuem em Euros, Portugal fica à mercê da ganância expropriedora das mesmas instituições e individuos que criaram a "Crise". Seriam muito estúpidos se não o tivessem feito para se aproveitarem dela. Claro que, se os "nossos banqueiros" (Caixa, BCP, Santander) não tendo igualmente nada de estúpidos, vendem as propriedades como massa falida ao Bank of América a metade do preço, não será deste modo que apresentam o golpe financeiro à exausta opinião pública - os Estados Unidos dizem-nos que vão ajudar Portugal a regressar aos mercados...

post scriptum:
a Chefe do FMI Christine Lagarde tem um plano para evitar que "Bancos que foram imprudentes" arruínem a economia mundial. Mas é uma ideia difícil de vender" (citado da Time Magazine). Por outras palavras, depois das criminosas empresas financeiras norte americanas terem arruinado a economia da Europa com a transferância de triliões de papeis tóxicos para a Eurozona, agora pretendem conservar incólumes os seus interesse no resto do mundo. Deve ser para ver se descobre esse tal plano que o apartamento de Lagarde em Paris foi alvo de busca policial em 20 de Março último.
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segunda-feira, abril 01, 2013

"feito ao bife"

"Se não houver uma remodelação profunda (o mentiroso) está feito ao bife" (Marcelo Rebelo de Sousa na TVI). Se os portugueses lhe derem tempo para "remodelar" mais o que quer que seja, que não seja pô-lo a andar, estão entregues aos bichos...


Na campanha eleitoral, Passos Coelho prometeu não aumentar impostos, não cortar salários, não despedir funcionários públicos nem dar empregos aos amigos
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