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segunda-feira, agosto 11, 2014

“Banco Espirito Santo, a história Angolana”, primeira parte do artigo publicado na Revista Forbes

Como se não bastasse ter prostrado aos joelhos de um conglomerado de propriedade familiar corrupto o maior banco comercial português (BES), o Estado português terá de enfrentar agora perdas adicionais devido ao fracasso da subsidiária angolana BESA

O BES detém 55% do segundo maior banco de Angola, o BES-Angola (BESA). Nos últimos anos, o BESA tornou-se extremamente dependente do BES para o financiamento por causa da sua relação extraordinariamente elevada do ratio de empréstimos /depósito numa carteira de crédito que se tem vindo a deteriorar. Quando o império ESG ruiu , o BES não tinha apenas uma participação, mas uma exposição creditícia ao BESA de cerca de 3 mil milhões de euros. Perante isso, o investimento Português em Angola faz sentido. Angola é produtora de petróleo e dispõem de enormes recursos em minérios e riquezas naturais, tendo experimentado um crescimento econômico acelerado nos últimos anos, apesar da sua economia recentemente ter abrandado devido à queda dos preços do petróleo. Como antiga potência colonial, Portugal tem fortes laços históricos e culturais com Angola. Mas o regime angolano é um dos mais corruptos à face da Terra e o seu povo está entre os mais pobres. Mais de 40% da população angolana vive com menos de 2 dólares por dia e a maioria têm pouco ou nenhum acesso a água canalizada, saneamento básico ou eletricidade. Mas o presidente de Angola é um dos homens mais ricos da África e sua filha mais velha, Isabel dos Santos, é a mulher mais rica da África, segundo a Forbes. Houve inúmeras alegações de que a família dos Santos enriqueceu sistematicamente a si e aos seus comparsas em detrimento do povo angolano, mas até agora não há sinais de instabilidade política e o regime parece bem entrincheirado. Fazer negócios em Angola é praticamente impossível sem o envolvimento directo de políticos do partido do governo angolano, o MPLA. Ou as empresas são "parceiras do Estado" ou não poderão funcionar e ser viáveis.

corrupção no caso BES é muito mais grave do que se imagina
o BESA é, sem dúvida, um "parceiro do Estado" de Angola, mas não porque tenha investido de forma produtiva na economia angolana - não, é porque o banco faz a sua obrigação para com os angolanos-que-são-Poder . De acordo com o jornalista de investigação Rafael Marques de Morais no site MakaAngola.org, grande parte da carteira de crédito do BESA é composta de empréstimos aos interesses políticos angolanos, muitos deles directamente ligados com a família dos Santos. Como todos os bancos angolanos, o BESA concedeu empréstimos excessivamente nos últimos anos: a sua carteira de crédito duplicou de volume entre 2010 e 2012, deixando-a com um rácio de crédito/depósitos de cerca de 200% e a qualidade da carteira de crédito tem vindo a deteriorar-se rapidamente, levantando preocupações sobre a sua solvência e liquidez. A agência estatal de notícias angolana informou em dezembro de 2013 que os acionistas concordaram com recapitalizar o banco, no montante de 500 milhões de dólares. Ao mesmo tempo, o Estado soberano de Angola avalizou até 5,7 mil milhões de empréstimos contabilizados no BESA, embora a agência noticiosa oficial não faça menção a isso. O jornal português Expresso recentemente revelou documentos que procuram mostrar que a garantia foi concedida por insistência pessoal do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, após uma reunião com Ricardo Espírito Santo Salgado, então o administrador do BES. Seria bom que se soubesse se esta foi a mesma reunião em que Salgado comunicou ao presidente a necessidade de recapitalização dos bancos (segundo as normas acordadas na União Europeia), ou se talvez a garantia tenha sido uma contrapartida para a recapitalização dos bancos. De qualquer forma, se houve ou não alguma relação entre a oferta de Salgado e a garantia do presidente de Angola, a verdade é que, no momento do incumprimento da ESG, a exposição do BES ao BESA - equidade e financiamento - estava em vigor garantida pelo Estado soberano de Angola. Seguidamente , o Banco de Portugal entrou em cena. Na sexta-feira 1 de agosto dividiu-se o BES em dois bancos, o "bom" e o "mau", nacionalizando temporariamente o banco "bom" e deixando os detentores de dívida subordinados às perdas no banco "ruim". A parte angolana de investimentos do BES manteve-se no banco "ruim". Tal situação não caiu bem em Angola. Na segunda-feira 04 de agosto, o Banco Central de Angola (BNA), colocou o BESA sob administração e revogou a garantia soberana. O "Banco ruim" do BES teve uma perda imediata de cerca de 3 mil milhões de euros, a sua participação no BESA foi destruída e a concessão de empréstimos interbancários prejudicada. É claro que a razão oficial para a apreensão de BESA pelo Banco de Angola foi a carteira de crédito se ter deteriorado. Mas o Banco de Angola sabia disso por muito bom tempo. Por que esperou até ao dia 4 de Agosto para agir?

Uma razão pode ser a relação entre os dois Estados soberanos (!). O governo angolano concedeu uma garantia ao BESA que não foi explicitamente retribuída pelo Governo Português. Mas o governo angolano ainda poderia ter esperado que a sua garantia significaria que o BESA acabaria por ser suportado pelos contribuintes portugueses. Ao recusar o apoio aos investimentos do BES no BESA, o Governo Português denunciou portanto o seu lado do acordo. Diplomaticamente, isso poderia ser visto como o equivalente a retirar um embaixador. A retaliação seria inevitável. Mas há uma outra explicação também, que se pensa ser mais perto da verdade. Esta garantia não foi revogada totalmente. Ela foi “repensado”. De acordo com a agência de notícias angolana, o BNA irá injectar 5 mil milhões de dólares no BESA. Mas não está claro qual é a finalidade desse dinheiro, e o website do Banco de Angola não é esclarecedor. É o Banco Central que vai emprestar ao BESA ou vai recapitalizá-lo? O BNA diz que os fundos públicos não serão chamados "por agora", então isso é um indicio de que se trata de um suporte de liquidez de emergência ao invés da recapitalização. De qualquer forma, a garantia soberana já não é necessária. O Banco Central de Angola já está a fornecer o financiamento para apoiar a concessão de crédito. O Banco Central vai manter o BESA à tona por este ano, quando os "conselheiros" de supervisão (que em Angola não têm nome) sugerirem como reestruturar as suas carteiras de empréstimos.  

O Banco de Portugal foi obrigdo a lidar com uma situação semelhante no BES, agindo contudo muito mais rápido: dividindo a qualidade do capital em duas porções, "o bom" e "o mau" durante um fim de semana. Embora tivesse que agir rápido para evitar o colapso desordenado do BES, uma vez que o Banco Central Europeu tinha puxado as orelhas às autoridades portuguesas sobre o financiamento do EuroSistema que superintende o funcionamento do BES.” (continua)

A 3 de Agosto, dia em que foi anunciada oficialmente a intervenção no Banco, sabe-se agora que o BCE, do qual o Governador do Banco de Portugal Carlos Costa faz parte, retirou na sexta-feira (1 de Agosto) o estatuto de contraparte ao BES, suspendendo assim o acesso do BES às operações de política monetária. Além disso, o BES, empurrado a ser intervencionado pelo Estado português ficou ainda obrigado a “reembolsar integralmente o seu crédito junto do EuroSistema, de cerca de 10 mil milhões de euros” (Público)

domingo, agosto 10, 2014

Mapa da Dívida Global

A crise orçamental agravar-se-á a partir de 2015. Intitulada "Fiscal Space", uma nota técnica do FMI refere que a progressão da dívida pública directa em relação ao PIB nos 23 países desenvolvidos estudados subiu, em média, de 60% em 2007, no início da Segunda Grande Recessão, para 75% em 2009, e de acordo com as projecções do FMI poderá atingir os 85% em 2015. Portugal (a vermelho no mapa) já lidera a dependência do sistema de crédito especulativo ultrapassando os 741 mil milhões de euros, no total 445% do PIB anual, 135% só para a dívida pública. Como o fardo das dívidas soberanas assumidas pelo Estado têm de ser pagas com o dinheiro cobrado em impostos, Portugal, a Grécia, Itália e o Japão aparecem como os paises com menor espaço fiscal para aumentar o confisco.
Quanto a crise das dívidas soberanas na Eurozona irrompeu no princípio de 2010, um relatório RMF identificou três opções estratégicas para países periféricos. Eram elas: primeiro, a austeridade imposta pelo núcleo e a transferência dos custos de ajustamento para a sociedade como um todo; segundo, uma vasta reforma estrutural da Eurozona em favor do trabalho e, terceiro, a saída da Eurozona acompanhada do incumprimento (default), mudando assim o equilíbrio social em favor do trabalho. Não surpreendentemente, a política preferida dos governos da Eurozona – às ordens do FMI, isto é do dólar como moeda hegemónica global – foi a austeridade. (in "o Espectro do Incumprimento", no Resistir)

sábado, agosto 09, 2014

ligação a redes sem fios indisponivel

vamos lá experimentar: "Os bancos criam dinheiro a partir do nada num teclado de computador como meio de endividamento e fazem-no desaparecer da mesma maneira?"
Se o primeiro pressuposto é certo, a conclusão do dinheiro que "desaparece" não é certa, pelo meio biliões e biliões de bens tangiveis são expropriados e mudam de mãos. Como tudo na natureza, o dinheiro que no principio não existia apenas se transforma noutra coisa qualquer. Por exemplo, como quem sai aos seus não degenera, em salários para Ricardo Salgado passar a andar escoltado por mais seguranças da Mossad - pulverizada por empresas muito flexíveis... Os perigos não provêm certamente do povo, nem dos pequenos depositante do banco. Cherchez la femme!... e lá saberá porque uma empresa israelita protege um goyim cujos antepassados próximos estiveram envolvidos nas vendas portuguesas de volfrâmio a Hitler (que pagou, ao que parece, com ouro nacionalizado aos judeus" (daqui)

sexta-feira, agosto 08, 2014

Garcia Pereira: intervenção do Estado no BES aumenta o Défice em cerca de 3 por cento, o que agravará a crise; o Governo especializou-se em ocultar das estatisticas os números do Desemprego; o BES-BOM está sob acusação judicial no Luxemburgo...

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Com os números do Desemprego aldrabados, que persistem na realidade nos 16% (39% no desemprego jovem), o agravamento da crise e o aumento da onda de falências destrói mais emprego.
Ainda antes da falência fraudulenta do BES o próprio Banco de Portugal admitia menos 153 mil empregos em 2014. Fora a onda de empresas subsidiárias do BES, já estava prevista a destruição de 419 empregos por dia ao longo de 2014. Enquanto isso 70% do investimento das grandes empresas portuguesas têm a sede social na Holanda. São mais 7 mil milhões por ano (número de 2011) de empresas portuguesas cotadas em Bolsa furtados aos impostos.

A globalização capitalista é isto: liberdade sem limites de circulação para o capital, condenação do proletariado à emigração num regime de salariato de subsistência. Nos tempos áureos da escravatura aos capturados pelas opções do regime, os empresários enchiam-lhes a barriga de malagueta para não sentirem fome e evitar custos de manutenção. Os empresários de hoje dão-lhes viagens low-cost. Regredindo à década de 60 Cavaco, o seu governo e as suas gentes voltam a sonhar viver regaladamente à grande e à fascista por conta das remessas dos emigrantes.

Esta filosofia de exploração parasitária é secular. "Os europeus do século XVIII tinham, na sua maior parte, a convicção profunda de que as mulheres não deveriam ter os mesmos direitos e oportunidades dos homens. E no século XVI quase todos os europeus tinham provavelmente a convicção igualamente profunda de que os indios e os negros não tinham alma, o que, do seu ponto de vista, justificava a escravatura". Pensar no século XXI que quem trabalha não tem os mesmos direitos que os que vivem da exploração parasitária do trabalho é uma mania passageira.

quinta-feira, agosto 07, 2014

o Pote do Coelho e a Pipa do Barroso - 26 Mil Milhões pra lá, 26 Mil Milhões para cá

os governos mentem sobre o endividamento público e a falsa "oposição" é candidata a assumir as mentiras.

A "pipa de massa" de 26 mil milhões que pela mão de Barroso agora se diz irá chegar da Europa nos próximos sete anos,,, é exactamente igual aos 26 mil milhões a pagar ao Fundo que faz parte do plano de resgate da Troika, cujo presidente, o alemão Klaus Redling se mostrava preocupadissimo ainda não há três meses.

Numa nota publicada no site do Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE) diz-se inclusivé que o sistema de alerta prévio que será agora (em Maio) activado para seguir (intervir nas) políticas em Portugal "está desenhado para assegurar que os países beneficiários são capazes de honrar as suas dívidas de acordo com o calendário definido". Na mesma nota, o alto responsável alemão reconhece que "o governo e o povo de Portugal merecem reconhecimento (cof,cof) pelo que alcançaram nos últimos três anos". No entanto, para que o país "honre" a dívida no futuro e para que o mecanismo europeu (que é suportado pelos orçamentos dos países da zona euro) possa recuperar os 26 mil milhões que emprestou nos últimos três anos (de facto apenas 1/3 dos 78 mil milhões da Troika), é preciso que as autoridades não sejam complacentes e não cedam a tentações políticas” - por exemplo, nem eleger algum actor a fingir que é de esquerda. O cumprimento integral do pagamento da dívida está portanto assegurado, uma vez que nem o Coelho, nem o Seguro nem o Costa ameaçam o esquema montado para confiscar aos portugueses, os bens públicos e todos os direitos constitucionais que lhes estão associados. Resumindo, Portugal recebe 26 mil milhões até 2020 mas tem de pagar 26 mil milhões acrescidos de juros de 3,4 por cento ao ano até 2040. Obviamente, o negócio deste tipo de cambalachos com o Euro é a cobrança dos juros

Na história do salvamento da falência do Banco privado Espirito Santo a linha de Credores constitui-se pela Troika; pelo Estado; pelo Fundo de Resolução e pelos Bancos privados. Esta "novidade" no caso do BES ultrapassa totalmente a anterior figura do " bailout". A verba de 4.400 milhões agora ali enterrada pelo Estado (dos 14.000 milhões disponíveis) deveria ter sido devolvida à Troika para ser a Troika a emprestar o dinheiro ao BES, amortizando a Dívida Pública. Mas, ao contrário, é o agravamento da dívida o que está a acontecer. O Governo empresta esse dinheiro a 2,95% e está a pagar esse mesmo dinheiro que deve à Troika a 3,4%. O valor do juro a cobrar ao BES-BOM nunca deveria ser inferior ao que nós temos a pagar a troika. É um insulto à inteligência dos Contribuintes.

quarta-feira, agosto 06, 2014

Gaza

Benjamin Freedman, um homem de negócios judeu novo-iorquino de sucesso, em 1961 tornou-se num dissidente das organizações judaicas nos Estados Unidos e avisou os norte-americanos sobre o desmesurado poder do Lobie Judeu. Hoje, um em cada três dos Sionistas dirigentes da Nova Ordem Mundial são judeus khazares oriundos do antigo Reich alemão (documentário) 

a guerra de guerrilha contra um inimigo que dispõe de uma força desproporcional é defensiva, legitima e justa, e tem por objectivo virar a agressividade contra os próprios agressores. Os estudiosos da guerra do Vietname terão de ter bem presentes a filosofia e técnicas maoistas do "povo em armas" que expulsaram o imperialismo norte-americano de um território ocupado. Como no exemplo do glorioso Vietcong um dia surgirá a grande ofensiva na Palestina...

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Senador David Norris, candidato presidencial na Irlanda: 

Hiroshima, 6 de Agosto de 1945

que grupo terrorista teria feito isto?
6 de Agosto de 2014. Contra os actos de barbárie e banditismo financeiro que permanecem impunes, o nosso Sonho Americano é este:

terça-feira, agosto 05, 2014

as aventuras de um boneco animado do país de tanga até ao país da pipa de massa

Barroso: É uma "pipa de massa" e deve ser suficiente para calar quem diz mal da Europa (Expesso)

Cortesia do jornal I, texto de Filipe Paiva Cardoso: "a Fotonovela Politica Europeia"
"A relação é simples. Quanto menos futuro tem no estrangeiro, mais o presidente da Comissão Europeia populariza o seu uso da lingua portuguesa. "Pipa de Massa". É desta forma que Durão (vou-comprar-tabacoe-já-volto) Barroso acha melhor falar dos 26 mil milhões que Portugal vai receber de Bruxelas em sete anos. Mas isto cria um problema: se isto é "uma pipa de massa", quantas pipas de massa nos levaram nos últimos anos à conta da estratégia solidária que serviu para salvar os buracos da banca e dos mercados? É fácil, basta somar; Ora, sete mil milhões de juros por ano, mais quatro mil milhões anuais em novos impostos, mais 40 mil milhões de euros de dívida acima do previsto, mais todas as empresas vendidas ao desbarato, mais 60% das familias a viver com menos de 700 euros brutos por mês... noves fora e vai um... bem, é só fazer as contas. (1)
(ampliar)
(1) a propósito de fazer contas, destes ou dos outros: em 2009 José Sócrates garantia que salvar o BPN não ia ter custos para os contribuintes (ver aqui)

segunda-feira, agosto 04, 2014

Obama impotente face à revelação por Edward Snowden da verdadeira escala da ajuda dos Estados Unidos a Israel

As duas cliques de oligarcas que governam nos Estados Unidos necessitam em absoluto que Israel seja o 51º Estado da União, no caso equivocadamente não fosse o petróleo, situado no Médio Oriente.

Os criminosos actos de banditismo que ocorrem no Oriente Médio são um resultado directo da oferta de milhares de milhões de dólares, armas e meios tecnológicos de vigilância pelos EUA a Israel, reafirma-se na mais recente revelação de Edward Snowden. O "indefensável desinteresse" por um lado e o "desgosto" por outro de Obama perante o genocidio que ocorre na Palestina é apenas show-off. Na verdade Obama e todos os anteriores governos apoiaram e apoiam incondicionalmente o Estado Judeu que faz a guerra na Palestina desde a sua fundação em 1948 até ao momento decisivo de 1967 e a partir daí ao seu apetrechamento com armamento nuclear e à expansão da ameaça desde Bush em 2003. Uma análise do ex-jornalista do Guardian Glenn Greenwald sobre um documento publicado no site "The Intercept", revela o incrível contraste entre o que os Estados Unidos dizem publicamente, e o que fazem por detrás das cortinas vedadas aos media.

O maior intercâmbio entre a agência de espionagem norte-americana NSA e a israelita SIGINT National Unit (ISNU) é sobre alvos no Oriente Médio, que constituem ameaças estratégicas para os interesses dos EUA e de quem domina a sua vertente financeira assente no poderio militar. "As mutuamente acordadas metas geográficas passaram a incluir para além da sua região, os países do Norte de África, o Golfo Pérsico, a Ásia do Sul, e as repúblicas islâmicas da antiga União Soviética. Dentro desse conjunto de países, a cooperação abrange a exploração governamental, militar, de seitas civis organizadas e de canais de comunicação diplomáticos. Para as organizações de segurança e serviços secretos no exterior uma das "prioridades" desta cooperação é o "programa de desenvolvimento nuclear iraniano, seguido dos esforços nucleares sírios, dos planos de intenção libaneses do Hezbollah, o "terrorismo" palestiniano, e o embuste da "Global Jihad". As directivas do documento mencionam "atingir e fazer explodir alvos". (ler mais)

A recente decisão do recuo da energúmena tropa terrestre nazi-sionista que invadiu Gaza
 tem razões em concreto: os misseis Kornet de fabrico russo

banco tóxico morto, banco às costas do contribuinte posto

"o Fundo de Resolução, criado em 2012 por imposição da Troika mas que só começou a ser financiado no ano passado, tem como missão "financiar a aplicação de medidas de resolução destinadas a salvaguardar a confiança dos depositantes e acautelar o risco sistémico". No final do ano passado, este instrumento apenas dispunha de 182,2 milhões de euros de recursos próprios, financiados pelas contribuições das instituições financeiras e pelas receitas do imposto extraordinário sobre o sector bancário cobrado pelo Estado. Este valor correspondia a 0,14% dos depósitos garantidos (...) A legislação europeia sobre a resolução bancária, em transposição para Portugal, prevê que este tipo de mecanismos disponha de recursos próprios de valor equivalente a 1% do montante total dos depósitos cobertos pelo sistema de garantia de depósitos. No entanto, estipula que este objectivo é para alcançar no prazo de dez anos." (O Observador)

Explicado por outras palavras:
1. o papagaio Marcelo e o anão Marques Mendes vieram publicamente dizer, um que o Estado não vai estar envolvido, que é o Fundo de Resolução que vai resolver o problema, outro veio reconhecer que para salvar o BES são necessários entre 4 a 5 mil milhões de euros. Mas o Fundo a que dizem ir recorrer, nem os 400 milhões segundo o Marcelo tem, só tem pouco mais de 180 milhões.
2- Como não dispõe do dinheiro o Fundo através dos bancos participantes terá de pedi-lo emprestado à Troika.
3. Empréstimos que terão o aval do Estado - mais: o Regime Legal deste Fundo prevê que as Instituições que o formam possam ficar isentas das Contribuições Especiais para este Fundo por razões de más condições Financeiras.
4. Valores que terão de ser pagos com juros após a previsivel venda do BES por um valor irrisório
5. quem lucra: o Novo BES, os participantes do Fundo e a Troika
6. quem perde? quem será em última instância responsável pelos novos empréstimos: o Estado = os Contribuintes.
as Mentiras do Regime:
1. “A medida de resolução agora decidida pelo Banco de Portugal, e em contraste com outras soluções que foram adoptadas no passado, não terá qualquer custo para o erário público e nem para os contribuintes” (Sol)
2. (...) "agora, o Estado vai emprestar a um Fundo que não tem recursos próprios, entrega o controlo da coisa aos outros bancos e não tem uma palavra a dizer sobre a condução e estratégia das operações financeiras. É dar o ouro ao concorrente do bandido"
 3. "a 17 de Julho de 2014, a Ministra das Finanças garantia, no Parlamento, que "não há nenhuma razão para pensarmos que haverá intervenção do Estado e não é, de todo, adequado especular sobre esse tema [...] Não estamos a preparar nada, nem temos qualquer indicação que isso possa ser necessário"
4. Se o Estado somos nós, estamos bem defendidos!: "o Novo Banco vai pagar 2,95% de juros pelos 4400 Milhões, enquanto o Estado está a pagar 3,4% pelo dinheiro de que se está a servir (do empréstimo da Troika) para injectar capital"

domingo, agosto 03, 2014

da ideia do governo Cavaco/Coelho obedecer à ordem de mandar intervencionar o BES

"o Executivo estará a tentar convencer Bruxelas que a linha de recapitalização da banca, disponível desde a entrada da troika em Portugal, não terá de cumprir os requisitos actualmente em vigor e que definem que se o Estado entrar no capital de um banco os seus accionistas e detentores de dívida subordinada perdem tudo. Como o governo não tem horário de sacanear quem vive do trabalho e do seu salário, a decisão politica de enfiar mais "uma pipa de massa" no bolso dos especuladores capitalistas é anunciada ao domingo, mesmo ao jeito do professor Marcelo confundir a opinião pública.
Intervencionar um Banco é passar a dívida desse Banco para o Estado, e logo para os Contribuintes, ou seja, aumentar a dívida pública. A solução do Estado será o confisco de mais impostos e declarar ainda mais austeridade. Cavaco diz que o povo pode confiar no BES. Mas quem poderá confiar ainda no Cavaco?
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O jornal refere 5 casos de corrupção, mas só indica 4, como exemplo do modo como os bancos portugueses, o maior dos quais o BES, criaram a Dívida que o Estado condena todos os cidadãos nacionais a pagar. De fora da noticia fica o "processo Monte Branco", afinal o pretexto para o simulacro de detenção do banqueiro do BES, o mais próximo e o que mais beneficios colheu da corrupta máquina do Estado. A somar. A fraude de evasão fiscal que veio a público desde pelo menos à uma década no caso Monte Branco centra-se na "gestão de fortunas" exportadas através de uma pequena empresa suiça, a Akoya, que oculta fundos financeiros dirigidos para negócios ílicitos ou à especulação sobre Estados párias. Esta empresa foi "negativamente afectada" pelas acções de 3 dos seus gestores executivos.

No entanto, é de destacar que estas acções abrangem menos de 2% dos fundos que estão debaixo do escrutínio legal. De facto, mais de 98% dos fundos supostamente investigados estão alocados a outras instituições fora da supervisão do Estado.
Fora da visibilidade dos bodes expiatórios, assim se explica o esquema que continua a funcionar: já depois da do escândalo BesGate ter eclodido, os Espiritos Santo "emprestaram" às suas empresas internacionais, exportaram ou desapareceram, com 3,57 mil milhões apresentando-os acto continuo na contabilidade do banco como prejuizo.

Diz-se por aí que o BES não pode ser um novo BPN. Mas o banco de negócios off-shore cavaquista detinha uma ínfima quota de 2% no mercado de depósitos interno. A maior parte das negociatas são fora. Enquanto o BES detém uma quota de 20% do mercado bancário português, ainda assim uma irrisória parcela do universo financeiro do Grupo fora das nossas fronteiras. E os portugueses terão de papar mais um grupo? A pergunta é: sendo estas instituições privadas, prósperas ou falidas, o que é que os portugueses que deveriam ser representados pelo seu Estado, terão a ver com isso? - apenas que o maior risco dos bancos no jogo viciado especulativo global tem vindo a baixar a concessão de crédito à economia real afectando os niveis de emprego em Portugal. Entre 2008 e 2013 as aplicações financeiras externas subiram 49,7 por cento, enquanto o crédito interno diminuiu 15,7 por cento (fonte). Um sistema politicamente gerido por traidores e intermediado por banqueiros que controlam tudo detendo apenas 6,5 por cento do capital declarado.
Hieronymus Bosch, o Jogo da Ervilha com que os Espertos enganam os Parolos

sábado, agosto 02, 2014

Moedas, o Comissário europeu ainda não se sabe bem de quê

mas que o povo sabe de antemão: mais um fiel Comissário do Capital europeu. Nem mais,,, mais um tipo que com a "ganda lata" académica dos gestores ao serviço dos banqueiros diz exactamente o contrário do que se vê: a austeridade é a causa das consequências desastrosas para o povo português.

"Carlos Moedas foi descaradamente recompensado pelo trabalho que fez na implementação da austeridade em Portugal. Era o senhor troika em Portugal" (Mariana Mortágua)

"Depois de ter negociado com a Troika Carlos Moedas acabou como secretário de Estado adjunto do primeiro ministro, ficando responsável pela ESAME (Estrutura de Acompanhamento dos Memorandos) com os credores de Portugal. Apesar de não se conhecer muito do "trabalho" que a ESAME fez durante o período de assistência financeira, pelo menos sabe-se que Carlos Manuel Félix Moedas contratou dois jovens de 21 e 22 anos para a categoria de "especialistas" ganhando, cada um, mais de 2.000,00 euros".
(in "O Filho do Camarada Zé Moedas (do PCP de Beja) que chegou a Comissário" do Comité Central Europeu, no Diário de Noticias). Como exemplo de austeridade não haja dúvidas que este tipo é coerente...

O que mais faz um funcionário destes na Europa? - assume as responsabilidades delegadas pela Banca Internacional, zela pelo cumprimento do pagamento das dívidas odiosas, pressiona e ameaça governos que eventualmente não aceitem escravizar os seus povos com sacrifícios para salvar vigaristas da falência, na sua qualidade de carrasco tecnocrata contabiliza números sem os ligar à vida das pessoas, exactamente como o treinaram a fazer na Goldman Sachs, enfim, vê o "Estado" como um luxuoso palácio de negócios dourados das elites, mas curto e pouco dispendioso, isto é, um Estado que se ocupe apenas das Policias, da cobrança Fiscal coerciva das populações e dos negócios estrangeiros da manutenção da Ordem relacionados com o organização sionista-terrorista do Atlântico Norte (NATO). No mais omisso, cada um que se salve como puder, dentro dos parâmetros da "liberdade democrática". E ninguém o leva preso?

sexta-feira, agosto 01, 2014

o Fardo Global da Dívida Internacional

Quando se faz as contas à dívida pública e à dívida privada, e qual é a dívida de um determinado país, isto é, quanto este deve a entidades estrangeiras, as estatísticas da "dívida líquida" mostram que as crises não são criadas unicamente pelos devedores, são induzidas na mesma proporção pelos credores. Para um país ser um poupador líquido, outro tem que ser um devedor. Se um país produz demasiados bens ou capital de investimento e força uma espécie de venda compulsiva a outro país com défice desses bens, os quais não são necessários como primeira prioridade, o futuro credor rico está a criar uma dívida ao devedor pobre pela qual é igualmente responsável. Talvez o melhor exemplo seja o dos “fundos abutre”. Estes fundos têm como finalidade comprar dívida de países em dificuldades financeiras a um preço tão baixo quanto possível. Mais que os fundos de extorção normais, são os chamados "fundos abutre" que mais lucram com a crise

Falando da produção de bens materiais em concreto, países como a Alemanha, Noruega e Arábia Saudita são tradicionalmente vistos como "moralmente superiores" aos países endividados pelos seus excedentes de capital acumulado que podem disponibilizar como crédito.
imbalance
Os Estados Unidos são um caso àparte, porque não tendo superavit fabricam massa monetária que emprestam a juros como se tivessem esse dinheiro ganho com trabalho e/ ou exportações de matérias-primas que igualmente não possuem. Obviamente, todos estes países são tão responsáveis pelas crises da dívida num mundo cada vez mais caracterizado por enormes desequilíbrios, como as entidades que contraíram essas dívidas por interesses alheios às necessidades das suas populações.

Qual será então o dilema entre pagar tudo como o governo Cavaco/Coelho pretende, não pagar roubos, ou "reestruturar" (adiar por décadas) o pagamento por forma a que o povo não perceba que está a ser roubado? 
Um caso-a-estudar é o que acontece com a Argentina. Na crise de 2001 o país por impossibilidade de pagamento declarou bancarrota, propondo uma "reestruturação" com o perdão parcial da dívida pelos credores. A maioria, entre receber pouco ou nada do endividamento que haviam forçado, aceitaram. Outros com a ganância de ganhar tudo não aceitaram e recorreram aos tribunais muito convenientemente norte-americanos. Passada mais de uma década de contencioso um juiz nova-iorquino acaba de condenar a Argentina a pagar integralmente essa dívida com juros de mora. Trata-se do mesmo sistema bancos-tribunais onde a Argentina deposita o dinheiro para ir pagando as prestações da reestruturação - o mesmo sistema que pode agora penhorar todo o dinheiro ali depositado pela Argentina. O imbróglio é que os primeiros credores que aceitaram perder parte do valor em dívida, face a esta nova decisão do tribunal, querem agora igualmente receber por inteiro todo o valor da dívida que haviam perdoado.

quinta-feira, julho 31, 2014

as judiarias da banca que controla a politica nacional há três gerações

imagine-se... é bem capaz de ter sido algo próximo disto... 
(mas esta é apenas a nossa ínfima parte num esquema global muito além da nossa compreensão local: o volume do sistema paralelo que é retirado dos balanços oficias dos bancos é de muitos triliões... bem acima do PIB mundial)

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quarta-feira, julho 30, 2014

Submarinos, um inquérito deveras maçador

"Os contratos de contrapartidas na compra dos submarinos e equipamentos militares foram haaa... contratos-promessa, poderão ser ou não adjudicados" (são...haaa....haaaa.....tretas). Este sr. embaixador Pedro Catarino, que agora presta declarações em Comissão de Inquérito Parlamentar, foi, imagine-se, Presidente da extinta "Comissão de Acompanhamento das Contrapartidas". (ver video)

Pedro Catarino, que presidiu à dita Comissão entre 2007 e 2010, revela agora no Parlamento que “houve um problema de quebra de confiança” com o escritório de advogados "Sérvulo Correia" que assessorava o Estado. (na qualidade de homem de confiança do PSD)... a determinada altura o presidente da Comissão procurava “documentação extraviada”, nomeadamente, todas as “actas das reuniões” anteriores a 2003. Isto é, desde que o ex-ministro Paulo Portas tomou conta da pasta da Defesa. "Na altura, “após pesquisa”, nada foi encontrado. Pedro Catarino repete a resposta que então recebeu: “Julgo que nunca foram encontradas(fonte)

"O modelo das contrapartidas foi desenvolvido para convencer a opinião pública de que a compra de material militar era neutra", justificou-se o ex-ministro Álvaro Santos Pereira, classificando-as de "imaginárias"» Ou seja, o anúncio de contrapartidas milionárias não passou de uma treta para enganar a opinião pública. (fonte)

Convém aqui recordar o que em Janeiro de 2013 "o advogado do consórcio dos submarinos  Mann-Ferrostal reforçou a acusação de existirem redes de interesses no Ministério da Economia" (fonte)

"Aquilo que o Estado assinou em 2000, quando eu ainda não era ministro da Defesa, foi já consideravelmente diferente daquilo que pretendia exigir (...) Portanto, "o que é que eu tenho a ver com isso?" respondeu Paulo Portas com inexcedivel candura na mesma Comissão quando inquirido sobre se mantinha alguma relação, e de que teor, com o antigo cônsul honorário de Portugal em Munique, que foi condenado na justiça alemã por corrupção na venda de equipamento militar a Portugal e à Grécia. Portas justificou-se dizendo ter tido "apenas um fugaz encontro no aeroporto de Munique com o Cônsul fugindo dele por ser uma pessoa maçadora"... a ser verdade, trata-se do momento mais limpinho e fugaz que maiores dividendos deu na história das finanças do CDS.
"as Forças Armadas teriam obtido condições mais favoráveis na aquisição se não tivesse havido contrapartidas"

terça-feira, julho 29, 2014

enganem-nos, que há malta que parece gostar

"A dívida pública é o nó górdio de toda a politica portuguesa actual! Não há um único português que não saiba, principalmente nestes últimos três anos de Tróica, que toda a nossa vida económica, política, social, cultural e familiar tem estado totalmente dependente da dívida pública. A atitude face à dívida soberana define o presente e o futuro de Portugal. Algumas pessoas, em especial da classe média, estariam com certeza à espera que, nesta luta de galos pelo poleiro do PS, os dois galifões restringissem toda a discussão ao único tema importante da situação política e económica portuguesa: a atitude face à dívida (Luta Popular)

António Costa elaborou um Programa para Governar Portugal para Próxima Década... mas esse "programa" não contém uma linha que seja nem sobre o Défice nem sobre a Dívida pública
Seguro viu furo e opinou: "Temos de ter uma solução para a dívida, de modo a que a nossa economia possa crescer e que se aliviem os sacrificios sobre os portugueses". Como o iria fazer (se paga, se prolonga o prazo reestruturando, ou se recusa o pagamento de uma dívida que é odiosa), é quem não diz nem que chovam picaretas falantes... mas conclui chutando para canto: "É impensável que António Costa não tenha uma resposta concreta para um dos problemas que o nosso país tem, que é o da dívida pública". Quem o ouvir falar parece que ele tem...

segunda-feira, julho 28, 2014

“Portugal deixou a PIDE colaborar com o apartheid” – declarou recentemente em entrevista o ex-inspector da policia politica fascista Óscar Cardoso.

As declarações de um pide que há-de morrer pide, valem o que valem, mas impõe-se desmascarar algumas velhas “novidades”. O conflito armado entre angolanos pela libertação do país foi um reflexo da conjuntura da guerra fria por um lado, e por outro lado do confronto ideológico entre os reformistas da URSS e os revolucionários de tendência Maoista.
Contudo, não é verdade que a Unita tenha sido só apoiada pela República Popular da China. Após a adopção da Doutrina Reagan os Estados Unidos deram prioridade à Unita na cedência de meios financeiros; e não apoiavam o MPLA porque esse movimento de libertação era "comunista" . Depois da batalha do Cuito Cuanavale (um momento alto do internacionalismo proletário) que derrotou a possibilidade de se manter o apartheid, os EUA mudam radicalmente de posição; abandonam a Unita e começam a apoiar o MPLA. Quanto ao colaboracionismo com os racistas sul-africanos, em cada região militar havia uma delegação da PIDE que interrogava os “indígenas” detidos pela tropa colonial (“os turras capturados em combate” na gíria politico militar da época), mas essa era uma actividade secundária - a principal era a presença de meios militares sul-africanos no terreno, aviões, helicópteros e quadros militares sem insignias a actuar em paralelo com as tropas portuguesas. E mais importante ainda, a África do Sul contribuia com empréstimos financeiros a fundo perdido para que Portugal pudesse servir de tampão à guerrilha da Swapo na Namibia. Quanto ao "pacto" da Unita com Portugal nunca se soube ao certo se existiu... mas só entre 1969 e 1971 os guerrilheiros de Savimbi minaram por 52 vezes colunas militares no Cuando Cubango com destruição de camiões de abastecimento... ora se isto era "colaborar" era uma colaboração violenta... mas, se há alguma coisa de consistente a acreditar no diz o pide, é que a colaboração é um mito da propaganda disseminada pelo Movimento Popular de Libertação de Angola.

Tanto que o ex-pide, uma vez pide, pide para sempre, vive à sombra do actual regime de Luanda e dá a aqui citada entrevista ao Jornal de Angola, precisamente o órgão oficial do partido no poder. Omitido três factos fulcrais: 1. que a “libertação” de Agostinho Neto e a subsequente “fuga” de Lisboa nos anos 60 acontece por intercedência dos Estados Unidos que pretendiam garantir alguém à frente da luta pela libertação que lhes garantisse a impunidade das suas companhias petrolíferas então já a explorar as riquezas do território 2. o massacre de dezenas de milhar de pessoas falsamente acusadas de dissidência no golpe-de-Estado de 27 de Maio de 1977, o genocídio fundador do regime, tolerado e nunca investigado pela “comunidade internacional” (tal como prontamente se exigiu na Jugoslávia, Ruanda, etc) e 3. Que o corrupto MPLA substituiu os parcos indicios de socialismo da era da guerra civil pela corrupção generalizada que mantém a maioria da população na mais negra das misérias e ignorância, apesar de ser um país riquíssimo em recursos naturais.

domingo, julho 27, 2014

para o embaixador de Israel em Washington as forças armadas agressoras e invasoras de Gaza são "soldados pacificos" a quem devia ser atribuido o prémio nóbel da paz" (sic)

O embaixador Ron Dermer acaba de proferir semelhante bojarda durante um encontro na Associação "Cristãos Unidos por Israel" nos Estados Unidos (escrita pelo próprio aqui). Bojarda pronta e servilmente repetida num dos pasquins da falida Controlinveste: "Os soldados israelitas deviam receber o Nobel da Paz pela "moderação inimaginável" de que são prova na luta contra o Hamas, afirmou o embaixador de Israel (na foto abaixo à esquerda), reclamando o direito do seu país a defender-se". (aqui). Em boa verdade, a verdadeira razão do genocidio em Gaza é travar a politica de reconciliação do Hamas com a Autoridade Palestiniana
À esquerda, a cara do embaixador na filial norte-americana; ao centro: camisetas vendidas por soldados israelitas apelando a matar dois palestinianos com um só tiro e que não basta matar os filhos, é necessário matar também as mães para que a raça não se reproduza; à direita: Hitler cogita com os seus botões na tumba: se não me tivesse suicidado hoje seria certamente prémio nóbel da paz
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O Exército israelita bombardeou e destruíu o Hospital El-Wafa, o único especializado em reabilitação de Gaza, vindo posteriormente o próprio Israel a admitir que não havia armas no interior das instalações. (Alternet). Apesar da oposição dos Estados Unidos, Inglaterra e França, a ONU mostra-se disposta a abrir um inquérito que condene os responsáveis pelos eventuais crimes de guerra cometidos por Israel em Gaza. (fonte). Israel usa bombas de fragmentação destinadas a atingir o maior número de pessoas com dardos de metal, que são armas proibidas pela Convenção de Genebra. (The Independent).
Israel, para aldrabar a opinião pública sobre os crimes que comete, falsificou imagens de satélite do hospital que foi bombardeado, fazendo crer que se tratava de um centro de operações do Hamas num campo usado por milicias paramilitares. Há imagens prévias à destruição que provam que a localização que a localização e enquadramento é completamente diferente, o edificio situa-se numa zona residencial. O sionista de Lisboa faz acompanhar o artigo no Público por uma fotografia supostamente do terraço do hospital pejado de pessoas, onde assinala 3 crianças. (das que vivem em estado de choque e terror?). Provavelmente este “documento” é mais uma falsificação. Mas ainda que não o fosse, sabendo de antemão estar o edifício repleto de gente que prefere o risco de se imolar para evitar a destruição de um bem de sobrevivência essencial, que moral criminosa é a que apesar disso usa Israel para bombardear na mesma o local?
O genocídio que está a ser perpretado contra Gaza é apoiado em simultâneo por outro exército que opera nos jornais e televisões a nível global. Ao jeito de uma espécie de direito de resposta, a um “conselheiro político” da embaixada de Israel em Lisboa o jornal Público ofereceu-lhe uma página para denegrir e refutar o que havia escrito o colunista habitual desse mesmo jornal Manuel Loff. A inconveniência de Manuel Loff foi transcrever uma fonte verídica na origem: “Temos de os matar – não só os militantes do Hamas, mas toda a população de Gaza!" É o que diz a um correspondente do Guardian um soldado israelita de 22 anos no funeral de um camarada seu, um dos 18 soldados israelitas mortos na enésima invasão de Gaza, um miúdo de 20 anos que fazia o serviço militar obrigatório” - Chamam-lhe “debate”, mas tal como no terreno em Gaza, não é uma guerra, é um assassinato, neste caso político. O artigo do israelita tem leitura em acesso aberto online; o artigo de Manuel Loff só pode ser lido por quem tenha pago assinatura. (transcrito por mão amiga para aqui). Sabemos que os supermercados têm liberdade para pôr à venda tudo o que lhes dê na real gana, canibalizando todos os ramos de actividade. Como negócio-âncora o pasquim da Sonae vende Sionismo.

sábado, julho 26, 2014

Portugal, a santa Casa dos Espíritos

Se convidar um fulano de corpo presente universal a visitar o panóplio carcerário da mera forma “Estado” nacional já é uma acção particularmente atrevida, imagine-se a ousadia teológica e judicialmente impossível de tentar prender um “Espirito”

Por duas parangonas de jornal em dois dias consecutivos subentende-se a situação. Ricardo Salgado, recentíssimo ex-administrador do BES, anda a ser ameaçado de morte por não ter conseguido dar suporte material ao dinheiro-papel virtual dos accionistas e os superintentendes das Policias do Regime, as que adquiriram a capacidade premonitória de comunicar com espíritos, sugerem-lhe que aceite protecção oficial sob pretexto de um incidente tributário-judicial que já leva bem uma meia-dúzia de anos de “prescrição inconseguida” (o Processo Monte Branco). A contraditória marosca em desabono desta tese policial é porém desbroncada pelo facto de em Janeiro de 2013, a Procuradoria-Geral da República ter emitido um despacho em que deixou claro que Ricardo Salgado não era suspeito no caso Monte Branco. E que não existiam indícios de crimes fiscais.

Traduzindo a coisa para língua de gente comum, o cabeça de cartaz da famiglia gestora financeira privada do país, de seu nome Ricardo Salgado, é conhecido na gíria do meio como o “DDT”. Mas de facto os “Donos Disto Tudo” são os judeus do lobie financeiro especulativo internacional. Não todos os judeus, obviamente, não os pobres que foram abandonados à sua sorte nos campos de trabalho alemães dos anos 30, mas os judeus ricos associados à filosofia wasp, assente naquilo que na análise marxista se classifica como Imperialismo, seja por intermédio da primitiva exportação de Capitais, seja pela recente politica global de posse administrativa e expropriação de populações endividadas pelos seus governos.

Assim, como choco no pântano do capitalismo neoliberal, Salgado em 2009 queixava-se da "obsessão patológica" com os offshores, refúgio para o Capital livre de impostos. Um não-incómodo que lhe permite ainda cinco anos depois ter recebido através do BES Angola milhões depositados em offshores. As contribuições não declaradas arruinam os Estados nacionais. Ficou famosa a reunião de banqueiros nacionais, com o Banco Espirito Santo à cabeça que pressionou/obrigou o governo Sócrates a pedir ajuda externa à Troika. Um grupo de notáveis do partido dito socialista afirmam preto no rosa que "fomos nós, com Sócrates, que preparámos terreno para os cortes".

São decisões tomadas em conselhos de administração onde abundam destacadas figuras dos 3 partidos do arco da desgovernação. Só para citar 2 exemplos: o ex-ministro de Sócrates Manuel Pinho é um homem do BES, o doutor Durão Barroso era, antes de ser promovido, um homem próximo do BES, quem lhe pagou os estudos em Georgetown, uma universidade especializada na formação de agentes reprodutores do capitalismo dos grandes grupos monopolistas norte-americanos, designando os seus "notable alumni" nacionais para postos chave nos EUA, sendo os estrangeiros designados para exercer cargos importantes nos governos dos paises de origem. O nóvel-Rey de Espanha é mais um que foi ali "preparado". São uma espécie de Bilderberg de trazer por casa, personalidades cuja actividade consiste em centrar a atenção da populaça na arraia miúda, desprezando as ligações ao Grupo BES de altas figuras do Estado e arredores (do blogue Câmara Corporativa):

Durão Barroso foi, no período entre o fim do último governo de Cavaco Silva e a sua eleição para presidente do PSD, «consultor» do BES.
Passos Coelho, quando decidiu trabalhar, foi colocado na Fomentinvest, sociedade de que um dos accionistas é precisamente o Grupo Espírito Santo.
Cavaco Silva foi convidado a candidatar-se à presidência da República num jantar em casa de Ricardo Salgado, no qual estiveram presentes Durão Barroso, Marcelo Rebelo de Sousa e a sua companheira Rita Amaral Cabral também ela com assento no conselho de administração do BES.
• Por fim, junto com o professor Marcelo. outro notável manipulador de opinião nos media, Miguel Sousa Tavares, cujo primeiro casamento foi com Mariana Espírito Santo Bustorff Silva é também compadre de Ricardo Salgado pelo casamento da filha Rita Bustorff de Sousa Tavares com Ricardo Espírito Santo Bastos Salgado, mais um filho da secular famiglia de banqueiros.