Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
domingo, agosto 17, 2014
senso comum, cenas edificantes e o respeitinho pelos governantes
Manifestantes armados atacaram um centro de saúde em Monróvia obrigando pacientes infectados com o virus mortal Ebola, a fugir, tanto os que estavam em fila de espera fora das instalações como os internados em quarentena no seu interior. Aos gritos "Não há Ebola na Libéria" os assaltantes saquearam as instalações hospitalares, roubaram mobiliário, utensilios clinicos e roupas de cama manchada com sangue dos infectados, forçando cerca de 30 doentes a fugir espavoridos do local, os quais actualmente ainda não foram encontrados. Se o Ébola chegar às favelas da cidade, o perigo é o do número de infectados poder crescer rapidamente podendo a epidemia atingir proporções ainda mais catastróficas. O Ébola propaga-se através dos fluidos corporais como o sangue, vômitos, fezes e suor. O grupo de moradores das redondezas que arrombaram as portas do centro de internamento alegaram que a presidente do país Ellen Johnson Sirleaf tinha "inventado" a doença, porque "o que ela quer é dinheiro." (fonte)
sábado, agosto 16, 2014
a realidade é uma coisa imaginada, não existe;
Lisboa e o mundo verão a breve trecho que a urbanização capitalista não é Santa, muito menos Justa; de facto o panorama já hoje está degradado em relação aos luxuosos cenários do 1% dos ricos; mas a maioria das pessoas recusa-se a ver onde, como e com quanto vivem, em relação com o que poderiam dispor... se não fossem roubados
O continente europeu converteu-se numa espécie de papado do fundamentalismo económico. As dificuldades são reais: houve um forte aumento da dívida dos Estados, após o socorro maciço concedido aos bancos, entre 2008 e 2009. Mas as soluções estão condicionadas pela ideologia, por isso não enfrentam os problemas. Os governos temem agir contra os mecanismos que permitem, a muito poucos (os que sugam rendas através da instituição Estado), multiplicar continuamente sua riqueza, nos mercados financeiros. Os arregimentaddos decisores insistem nesta postura mesmo quando ela os impede de reativar a economia destruida por sete anos de crise – encomendando obras públicas supérfluas, de fachada e a crédito, gerando ocupações e rendimentos para os amigos, por exemplo. Hoje em dia, na generalidade o actual investimento é contra os direitos sociais e os serviços públicos.
Esta atitude foi levada a um ponto extremo, próximo ao colapso. É como se o maquinista de um velho comboio a vapor passasse a arrancar as paredes de madeira dos vagões, para alimentar a caldeira obsoleta e voraz da locomotiva. Os "mercados financeiros" (i/e os 300 milhões de accionistas da especulação global) sabem que os Estados são incapazes de continuar a sustentá-los. Mas os investidores são movidos por uma lógica que os leva a pedir mais, quando identificam as dificuldades do devedor. Num certo momento, a tensão entre estas duas percepções contraditórias explode, trava os mercados, provoca falências em dominó. Como, desprezando o valor Trabalho, todas as relações económicas estão entrelaçadas com os circuitos financeiros, o caos daí resultante paraliza a produção de bens não lucrativos, inviabiliza empresas, destrói empregos em massa. É neste abismo que a Europa se afunda cada vez mais perigosamente... (Setembro de 2011)
O continente europeu converteu-se numa espécie de papado do fundamentalismo económico. As dificuldades são reais: houve um forte aumento da dívida dos Estados, após o socorro maciço concedido aos bancos, entre 2008 e 2009. Mas as soluções estão condicionadas pela ideologia, por isso não enfrentam os problemas. Os governos temem agir contra os mecanismos que permitem, a muito poucos (os que sugam rendas através da instituição Estado), multiplicar continuamente sua riqueza, nos mercados financeiros. Os arregimentaddos decisores insistem nesta postura mesmo quando ela os impede de reativar a economia destruida por sete anos de crise – encomendando obras públicas supérfluas, de fachada e a crédito, gerando ocupações e rendimentos para os amigos, por exemplo. Hoje em dia, na generalidade o actual investimento é contra os direitos sociais e os serviços públicos.
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| o que é isto? |
sexta-feira, agosto 15, 2014
a recuperação económica capitalista é uma ilusão. E o problema imediato a resolver pelos portugueses é a saída ao Euro
A dívida bruta da Zona Euro deve chegar este ano a 95,9% do PIB
- diz em entrevista William White, ex-economista-chefe do Banco de Compensações Internacionais. White mostra um cartão amarelo às políticas monetárias ultra-expansionistas executadas pelos bancos centrais dos países desenvolvidos. (na Carta Capital)
Analisando a composição orgânica do BCE, da Comissão Europeia e do FMI, ou seja, a Troika, essas agremiações das elites nacionais... elas são afinal e apenas um conjunto de técnicos financeiros que recolhem dados e os enviam ao EuroGrupo, onde os ministros das Finanças dos países do Euro decidem sobre que medidas de austeridade ou de “ajuda” devem endossar aos países membros, segundo os interesses do núcleo duro da “União” industrializada e desenvolvida. É um directório da União Europeia quem de forma absolutamente anti-democrática decide a formação do bloco político Europa.
Directório do Eurogrupo que por sua vez reporta ao FMI. E as decisões deste dependem das instruções do Banco Central Mundial (BIS)
Os avisos do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e do seu ex-economista-chefe, William White, não devem ser ouvidas de ânimo leve. No passado, as advertências de William White e depois oficialmente através do BIS, pensadas antes como imprevisiveis, vieram a verificar-se a seu tempo. Pudera, são eles quem detém os cordelinhos das decisões nos seus gabinetes de Basileia. Não devemos permitir que os meios de comunicação orientados para induzir no povo a esperança de uma “recuperação económica” marginalizando “a realidade económica” possam passar incólumes sa suas mensagens manipulada. Embora seja deprimente de reconhecê-lo, é muito melhor estar consciente do chão da nova ditadura que se está a pisar.
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| Basileia, Centralbahnplatz 2 |
Directório do Eurogrupo que por sua vez reporta ao FMI. E as decisões deste dependem das instruções do Banco Central Mundial (BIS)
Os avisos do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e do seu ex-economista-chefe, William White, não devem ser ouvidas de ânimo leve. No passado, as advertências de William White e depois oficialmente através do BIS, pensadas antes como imprevisiveis, vieram a verificar-se a seu tempo. Pudera, são eles quem detém os cordelinhos das decisões nos seus gabinetes de Basileia. Não devemos permitir que os meios de comunicação orientados para induzir no povo a esperança de uma “recuperação económica” marginalizando “a realidade económica” possam passar incólumes sa suas mensagens manipulada. Embora seja deprimente de reconhecê-lo, é muito melhor estar consciente do chão da nova ditadura que se está a pisar.
a parte visivel:
quinta-feira, agosto 14, 2014
"Lauren Bacall" (1924-2014)
Pondo de lado assobios, cruzar de pernas e voyeurismos sobre a vida privada de estrelas hollywoodescas, “Como Conquistar um Milionário” (1953) será a mais significativa representação da actriz Laureen Bacall, aliás, Betty Joan Perske, filha única de um casal de emigrantes judeus, William Perske nascido n Bielorrússia, (um parente de Shimon Peres que foi o 9º presidente de Israel até Julho de 2014), e de Natalie Weinstein Bacal, que nasceu na Roménia de antepassados alemães.
O sonho americano de qualquer jovem é caçar uma vida de luxo, só possível pagando-a com grossas maquias de dinheiro. Mas, numa sociedade que despreza uma condição feminina digna há outras maneiras. A fita de Jean Negulesco inicia-se com um travelling sobre o desmesurado imobiliário de New York (ainda sem as Torres Gémeas, que se haveriam de converter no simbolo da falência do crédito sobre esse mesmo imobiliário) parando na recepção do condominio fechado de Sutton Place. Aí entra Bacall, uma das três modelos que vendem beleza (as outras duas são Marylin Monroe e Betty Grable) de posse de todos os recursos em dinheiro do grupo para alugar uma luxuosa penthouse em Manhattan como rampa de lançamento de um estratagema para atrair como vítimas homens ricos com chorudas contas no banco. Mas os planos de encontrar as milionárias minas de ouro desabam quando duas delas se apaixonam por homens que parecem ser pobres.
O script, original da comédia de Nunnally Johnson estreada em teatro na Broadway, prossegue com cada uma delas tentando impedir que as outras se casem com o homem errado. A mensagem perversa acaba por ser a do trio feminino descobrir que um homem rico realmente não presta para nada, a menos que ela esteja apaixonada por ele. Leva um certo tempo, mas cada uma acaba por concluir que o amor é mais importante do que bens materiais. Por acaso…
O filme capta a mentalidade de uma época em que as identidades das mulheres se baseiam nos homens com quem se casaram. Dá para rir, mas grande parte do humor aparece hoje datado, embora a sua visão sobre a política sexual ocasionalmente permaneça aguda.
O sonho americano de qualquer jovem é caçar uma vida de luxo, só possível pagando-a com grossas maquias de dinheiro. Mas, numa sociedade que despreza uma condição feminina digna há outras maneiras. A fita de Jean Negulesco inicia-se com um travelling sobre o desmesurado imobiliário de New York (ainda sem as Torres Gémeas, que se haveriam de converter no simbolo da falência do crédito sobre esse mesmo imobiliário) parando na recepção do condominio fechado de Sutton Place. Aí entra Bacall, uma das três modelos que vendem beleza (as outras duas são Marylin Monroe e Betty Grable) de posse de todos os recursos em dinheiro do grupo para alugar uma luxuosa penthouse em Manhattan como rampa de lançamento de um estratagema para atrair como vítimas homens ricos com chorudas contas no banco. Mas os planos de encontrar as milionárias minas de ouro desabam quando duas delas se apaixonam por homens que parecem ser pobres.
O script, original da comédia de Nunnally Johnson estreada em teatro na Broadway, prossegue com cada uma delas tentando impedir que as outras se casem com o homem errado. A mensagem perversa acaba por ser a do trio feminino descobrir que um homem rico realmente não presta para nada, a menos que ela esteja apaixonada por ele. Leva um certo tempo, mas cada uma acaba por concluir que o amor é mais importante do que bens materiais. Por acaso…
O filme capta a mentalidade de uma época em que as identidades das mulheres se baseiam nos homens com quem se casaram. Dá para rir, mas grande parte do humor aparece hoje datado, embora a sua visão sobre a política sexual ocasionalmente permaneça aguda.
quarta-feira, agosto 13, 2014
a "crise" fabricada em Portugal resulta do ataque ao Euro, uma moeda que foi criada para isso mesmo, para servir os propósitos dos investidores/especuladores financeiros globais
o Estado, pela mão do Banco de Portugal meteu 3,5 mil milhões de euros no BES para evitar a bancarrota quando o BCE lhe cortou a linha de crédito e se dividiu o lado bom e o lado mau da falência. Mas o Estado diz ao povo que não foi o Estado que meteu lá o dinheiro mas sim um "Fundo de Resolução" que não tem dinheiro nem sequer está legalmente em vigor; e o dinheiro que esste "Fundo" supostamente espera vir a ter seria dinheiro proveniente do conjunto de bancos nacionais que estão todos falidos. Agora o Estado vem dizer que o Novo-Banco-Bom já pagou os 3,5 mil milhões ao BCE. Como o BCE está impedido pelos seus estatutos de emprestar dinheiro ao Estado, só o podendo fazer aos bancos comerciais que por sua vez o emprestam com juros superiores ao Estado, de facto que aconteceu foi que o BCE reabriu um novo crédito de 3,5 mil milhões para o BES-Bom cuja responsabilidade tanto de gestor como de avalista do empréstimo pertence ao Estado. Simples não é?, mas não está pago... está transferido para mais dívida a pagar com mais juros...
Trata-se do mesmo método de endividamento de sempre, com nova roupagem. Então, o "banco bom" já pode falir? E o "banco mau" pode vir a dar lucro? os designios dos lacaios nacionais do Banco Central Europeu para já permanecem insondáveis... certo, certo é que neste entretanto em que se consolida a Ditadura Financeira, os "responsáveis" já puseram Portugal a arder com mais 3,5 mil milhões de Euros
Em 2012 já as três holdings de controlo do Grupo Espírito Santo, para um activo conjunto de 7,3946 mil milhões de euros, tinham acumulado um prejuízo global de 12,5 mil milhões de euros, ou seja, tinham acumulado prejuízos que engoliam quase duas vezes o activo conjunto das três holdings com sede em centros financeiros fora da jurisdição portuguesa.
Nesse ano o Grupo Espírito Santo já estava irremediavelmente falido, ainda que Ricardo Salgado, tenha conseguido iludir a insolvência, com a transformação contabilística de um prejuízo de 12,5 mil milhões de euros numa dívida de apenas 5,525 mil milhões de euros… Manobra de cuja autoria veio, conjuntamente com outras manobras, a acusar mais tarde o contabilista! - e nenhum dos supervisores deu conta do caso. Por incompetência, corrupção ou por ordem de quem supervisiona o supervisor? – entretanto a quadrilha de bandidos a retalho (os que roubam por grosso estão numa outra história) foi sacando dinheiro das muitas empresas do Grupo e foi-o colocando a bom recato nos offshores por esse mundo fora.
À data da declaração oficial da falência, a 30 de Julho de 2014, os depósitos do BES totalizavam, em números redondos, 37 mil milhões de euros, dinheiro que desapareceu no crash do BES em bolsa e nalguns bolsos privados. O banco faliu porque, sendo um banco comercial de retalho, utilizou, contra a lei expressa, os depósitos dos seus clientes para financiar, frequentemente sem conhecimento deles próprios, o endividamento das empresas do Grupo Espírito Santo, ao juro baixíssimo a que remuneravam os depósitos. No fundo, a quadrilha da família Espírito Santo transformou, assim, um banco comercial num banco de investimento nas dívidas das empresas do Grupo Espírito Santo.(dados coligidos do Luta Popular)
Trata-se do mesmo método de endividamento de sempre, com nova roupagem. Então, o "banco bom" já pode falir? E o "banco mau" pode vir a dar lucro? os designios dos lacaios nacionais do Banco Central Europeu para já permanecem insondáveis... certo, certo é que neste entretanto em que se consolida a Ditadura Financeira, os "responsáveis" já puseram Portugal a arder com mais 3,5 mil milhões de Euros
Em 2012 já as três holdings de controlo do Grupo Espírito Santo, para um activo conjunto de 7,3946 mil milhões de euros, tinham acumulado um prejuízo global de 12,5 mil milhões de euros, ou seja, tinham acumulado prejuízos que engoliam quase duas vezes o activo conjunto das três holdings com sede em centros financeiros fora da jurisdição portuguesa.
Nesse ano o Grupo Espírito Santo já estava irremediavelmente falido, ainda que Ricardo Salgado, tenha conseguido iludir a insolvência, com a transformação contabilística de um prejuízo de 12,5 mil milhões de euros numa dívida de apenas 5,525 mil milhões de euros… Manobra de cuja autoria veio, conjuntamente com outras manobras, a acusar mais tarde o contabilista! - e nenhum dos supervisores deu conta do caso. Por incompetência, corrupção ou por ordem de quem supervisiona o supervisor? – entretanto a quadrilha de bandidos a retalho (os que roubam por grosso estão numa outra história) foi sacando dinheiro das muitas empresas do Grupo e foi-o colocando a bom recato nos offshores por esse mundo fora.
À data da declaração oficial da falência, a 30 de Julho de 2014, os depósitos do BES totalizavam, em números redondos, 37 mil milhões de euros, dinheiro que desapareceu no crash do BES em bolsa e nalguns bolsos privados. O banco faliu porque, sendo um banco comercial de retalho, utilizou, contra a lei expressa, os depósitos dos seus clientes para financiar, frequentemente sem conhecimento deles próprios, o endividamento das empresas do Grupo Espírito Santo, ao juro baixíssimo a que remuneravam os depósitos. No fundo, a quadrilha da família Espírito Santo transformou, assim, um banco comercial num banco de investimento nas dívidas das empresas do Grupo Espírito Santo.(dados coligidos do Luta Popular)
terça-feira, agosto 12, 2014
"Espiritos Santo: uma Quadrilha de Bandidos à Solta" (II)
“Enquanto o BES estrebuchava, a defunta administração ainda teve tempo de transferir três mil milhões de euros para o BES-Angola (BESA), também em iminência de falência, verba colossal que foi para ali transferida por Ricardo Salgado, na esperança de sacar ao presidente de Angola José Eduardo dos Santos o prometido mas nunca concretizado empréstimo de 5,9 mil milhões de euros, verba que, após a falência do BES de Lisboa, serviu para Dos Santos comprar o BESA, por apenas 2,9 mil milhões de euros, pois o quadrilheiro Salgado já havia enviado para Luanda a quantia de três mil milhões de euros (5,9 mm – 3 mm = 2,9 mm). A família de José Eduardo dos Santos é agora maioritária no capital do BES Angola. No negócio entre ladrões, o mais esperto é o que a final leva a melhor: e aqui, no caso do BES Angola, o ladrão mais esperto foi o angolano, que comprou, por 2,9 mil milhões de euros, um banco que tinha acabado de ver reforçado o seu capital com mais três mil milhões…” (Luta Popular).
Entretanto, a somar à emissão de 1,4 mil milhões de euros em novas acções do moribundo BES autorizada pelo regulador Carlos Tavares, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, cujo valor social se volatilizou em dois dias... e depois do Banco Central Europeu ter fechado a torneira da liquidez e ainda antes da decisão do resgate com dinheiro do Estado, o Banco de Portugal emprestou 3.500 milhões ao BES... precisamente o mesmo valor que o BES havia declarado de prejuizo no exercicio anterior.... (fonte)
“Banco Espirito Santo, a história Angolana”, segunda parte do artigo publicado na Revista Forbes
O Banco Nacional de Angola (BNA), na sua qualidade de Banco Central funciona como emissor de moeda (irrelevante e condicionada pelos créditos e obrigações internacionais), pode optar por levar mais tempo para tomar medidas sobre o BESA. Mas o resultado deve realmente ser o mesmo que o que se passa no BES em Portugal. Os bons empréstimos vão formar o núcleo do banco reestruturado; os maus acabarão por ser liquidados e vendidos. Se o o dinheiro dos contribuintes tiver de recapitalizar o banco, que acontecerá aos accionistas existentes? O ideal seria que os investimentos dos actuais accionistas fossem completamente destruídos, deixando ao sector público a injecção de novos capitais como um prelúdio para vender o banco de volta para o sector privado. Mas não é assim que funciona em Angola. É improvável que alguém vá permitir que os accionistas angolanos existentes possam ser apagados – das mais variadas formas, eles são o "sector público".
Angola é um Estado de partido único da linha a imitar o comunismo herdado do capitalismo de Estado da ex-URSS - o Estado é dono de tudo, ou melhor -, na verdade – são os indivíduos dominantes no aparelho de Estado quem zela pelo nepotismo do aparelho de Estado . Então, praticamente tudo em Angola é de propriedade directa ou indirectamente da camarilha presidencial - a família dos Santos, o vice-presidente Manuel Vicente, o chefe do serviço de informações militar o general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior (que dá pelo apelido de Kopelipa) e o general Leopoldino Fragoso do Nascimento, mais conhecido como Dino – o BESA não é excepção a este regime. Este gráfico indica a extensão e complexidade dos interesses comerciais de Isabel dos Santos (de www cabinda.net.):
Outros colunistas da Forbes têm feito investigação considerável sobre os interesses das empresas de Isabel dos Santos, por isso não é necessário entrar em mais detalhes aqui. Basta dizer que ela possui participações directas ou indirectas em muitos dos bancos de Angola e importantes e controversas ligações com a indústria de diamantes de Angola. Tem também vários outros investimentos angolanos, incluindo uma participação na empresa petrolífera estatal Sonangol - a empresa que adquiriu a Escom da holding do BES-Rioforte em 2011, mas que nunca foi totalmente paga: o montante não pago está na contabilidade do BES (agora no "banco ruim"), contabilizado como prejuizo do famoso crédito de 4,2 mil milhões concedido pelo BESA mas cujo rasto se desconhece.
Isabel parece funcionar sózinha, mas na realidade funciona como uma fachada do pai. Os outros três caçam de forma associativa. Rafael Marques descreve-os como o "triunvirato" que rege a política angolana - e quem governa a política angolana, governa Angola. Citando Rafael Marques: “Sectores-chave, como o petróleo, telecomunicações, banca, comunicação social e diamantes fazem parte do império empresarial construído por números enormes. As empresas envolvidas incluem a Movicel, Biocom, Banco Espírito Santo Angola, Nazaki Oil & Gás, o Media Nova, World Wide Capital e a Lumanhe”. Os leitores norte-americanos podem também estar interessados em saber que através da Nazaki, todas as três participações detidas pela empresa de exploração de petróleo “Cobalt Internacional Energy Inc.” actualmente enfrentam acções de execução judicial por parte do regulador (SEC) por práticas de corrupção nas suas operações angolanas.
Como é que a camarilha Presidencial chegou a proprietária do BESA? Bem, não é exactamente claro. Em Dezembro de 2009, o BES vendeu uma participação de 24% no BESA à “Portmill Investimentos e Telecomunicações de Angola” - a Portmill foi originalmente de propriedade do triunvirato, mas em Junho de 2009, eles tinham vendido as suas participações ao tenente-coronel Leonardo Lidinikeni, director da equipe de segurança do presidente e um subordinado directo de Kopelipa. Como Lidinikeni arranjou o dinheiro para fazer esta jogada é uma questão de conjectura...
... sendo certo que foi Ricardo Espirito Santo Salgado quem intermediou a transação: Rafael Marques sugere que o BESA pode ter-lhe concedido um empréstimo, seja directamente a ele ou ao triunvirato. Se assim foi, então a sua propriedade é fraudulenta. Mas, mesmo que a sua propriedade tenha sido legitimamente financiada por outras fontes, é difícil acreditar que o triunvirato não reteve o controle efectivo, provavelmente por obrigações de dívida não reveladas. A propriedade nominal pode estar em nome de Lidinikeni, mas a posse desse activo beneficia certamente o triunvirato. Mais de 19% do BESA é de propriedade do Grupo Geni, onde alegadamente a filha do presidente Isabel dos Santos é proprietária de uma parte. Ela nega possuir acções na Geni, mas isso não significa necessariamente que ela não detenha o seu controlo: Isabel dos Santos é conhecida por usar os seus familiares e colaboradores mais próximos para disfarçar o seu envolvimento pessoal em algumas de suas empresas. Novamente, foi o BES quem lhe concedeu o capital para o jogo, embora isso remonte a meados de 2004. Assim, 43% do BESA podem ser de propriedade ou controlados pela camarilha presidencial. Acabar com a participação de um Banco Português no BESA é uma coisa. Mas acabar com as participações da camarilha presidencial é outra coisa completamente diferente”. Os interesses da camarilha presidencial em BESA provavelmente serão protegidos. E os seus empréstimos também. Será que alguém realmente acha que aos "conselheiros" nomeados para promover a auditoria ao BESA será permitido rasgar a rede incestuosa dos empréstimos políticos e investimentos que unem não só o sistema bancário angolano, mas todos as suas grandes indústrias? Dificilmente. Os créditos concedidos vão sobreviver, assim como os bens adquiridos pelos seus proprietários. Será o povo angolano, por mais chocantemente pobre que seja, quem vai pagar os prejuizos.
Mas há ainda uma característica interessante para este conto. De acordo com Rafael Marques, a venda de parte da participação do BES à Portmill em 2011 foi feita ilegalmente, mesmo pelos padrões angolanos. Desde então, o banco tem de facto sido usado para a lavagem de dinheiro roubado ao Estado angolano pelo seu exército de corruptos. Ricardo Salgado está agora sob investigação pela polícia portuguesa por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão fiscal centrada na gestora de recursos suíça Akoya, de que o ex-administrador do BES-Angola, Álvaro Sobrinho, é membro do conselho administrativo. Sobrinho, quando ainda administrador do BESA, foi alvo de uma investigação de lavagem de dinheiro inconclusiva em 2011. A terminar, a revista Forbes, que mede o património dos ricos a nivel mundial, é optimista: “que tal investigação não seja susceptível de ocorrer no lado angolano é claro, mas talvez algumas personalidades nesta teia de mentiras e corrupção possam eventualmente ser levadas à justiça”.
Entretanto, a somar à emissão de 1,4 mil milhões de euros em novas acções do moribundo BES autorizada pelo regulador Carlos Tavares, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, cujo valor social se volatilizou em dois dias... e depois do Banco Central Europeu ter fechado a torneira da liquidez e ainda antes da decisão do resgate com dinheiro do Estado, o Banco de Portugal emprestou 3.500 milhões ao BES... precisamente o mesmo valor que o BES havia declarado de prejuizo no exercicio anterior.... (fonte)
“Banco Espirito Santo, a história Angolana”, segunda parte do artigo publicado na Revista Forbes
O Banco Nacional de Angola (BNA), na sua qualidade de Banco Central funciona como emissor de moeda (irrelevante e condicionada pelos créditos e obrigações internacionais), pode optar por levar mais tempo para tomar medidas sobre o BESA. Mas o resultado deve realmente ser o mesmo que o que se passa no BES em Portugal. Os bons empréstimos vão formar o núcleo do banco reestruturado; os maus acabarão por ser liquidados e vendidos. Se o o dinheiro dos contribuintes tiver de recapitalizar o banco, que acontecerá aos accionistas existentes? O ideal seria que os investimentos dos actuais accionistas fossem completamente destruídos, deixando ao sector público a injecção de novos capitais como um prelúdio para vender o banco de volta para o sector privado. Mas não é assim que funciona em Angola. É improvável que alguém vá permitir que os accionistas angolanos existentes possam ser apagados – das mais variadas formas, eles são o "sector público".
Angola é um Estado de partido único da linha a imitar o comunismo herdado do capitalismo de Estado da ex-URSS - o Estado é dono de tudo, ou melhor -, na verdade – são os indivíduos dominantes no aparelho de Estado quem zela pelo nepotismo do aparelho de Estado . Então, praticamente tudo em Angola é de propriedade directa ou indirectamente da camarilha presidencial - a família dos Santos, o vice-presidente Manuel Vicente, o chefe do serviço de informações militar o general Manuel Hélder Vieira Dias Júnior (que dá pelo apelido de Kopelipa) e o general Leopoldino Fragoso do Nascimento, mais conhecido como Dino – o BESA não é excepção a este regime. Este gráfico indica a extensão e complexidade dos interesses comerciais de Isabel dos Santos (de www cabinda.net.):
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Outros colunistas da Forbes têm feito investigação considerável sobre os interesses das empresas de Isabel dos Santos, por isso não é necessário entrar em mais detalhes aqui. Basta dizer que ela possui participações directas ou indirectas em muitos dos bancos de Angola e importantes e controversas ligações com a indústria de diamantes de Angola. Tem também vários outros investimentos angolanos, incluindo uma participação na empresa petrolífera estatal Sonangol - a empresa que adquiriu a Escom da holding do BES-Rioforte em 2011, mas que nunca foi totalmente paga: o montante não pago está na contabilidade do BES (agora no "banco ruim"), contabilizado como prejuizo do famoso crédito de 4,2 mil milhões concedido pelo BESA mas cujo rasto se desconhece.
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| o BES é uma pequena parte da rede |
Como é que a camarilha Presidencial chegou a proprietária do BESA? Bem, não é exactamente claro. Em Dezembro de 2009, o BES vendeu uma participação de 24% no BESA à “Portmill Investimentos e Telecomunicações de Angola” - a Portmill foi originalmente de propriedade do triunvirato, mas em Junho de 2009, eles tinham vendido as suas participações ao tenente-coronel Leonardo Lidinikeni, director da equipe de segurança do presidente e um subordinado directo de Kopelipa. Como Lidinikeni arranjou o dinheiro para fazer esta jogada é uma questão de conjectura...
... sendo certo que foi Ricardo Espirito Santo Salgado quem intermediou a transação: Rafael Marques sugere que o BESA pode ter-lhe concedido um empréstimo, seja directamente a ele ou ao triunvirato. Se assim foi, então a sua propriedade é fraudulenta. Mas, mesmo que a sua propriedade tenha sido legitimamente financiada por outras fontes, é difícil acreditar que o triunvirato não reteve o controle efectivo, provavelmente por obrigações de dívida não reveladas. A propriedade nominal pode estar em nome de Lidinikeni, mas a posse desse activo beneficia certamente o triunvirato. Mais de 19% do BESA é de propriedade do Grupo Geni, onde alegadamente a filha do presidente Isabel dos Santos é proprietária de uma parte. Ela nega possuir acções na Geni, mas isso não significa necessariamente que ela não detenha o seu controlo: Isabel dos Santos é conhecida por usar os seus familiares e colaboradores mais próximos para disfarçar o seu envolvimento pessoal em algumas de suas empresas. Novamente, foi o BES quem lhe concedeu o capital para o jogo, embora isso remonte a meados de 2004. Assim, 43% do BESA podem ser de propriedade ou controlados pela camarilha presidencial. Acabar com a participação de um Banco Português no BESA é uma coisa. Mas acabar com as participações da camarilha presidencial é outra coisa completamente diferente”. Os interesses da camarilha presidencial em BESA provavelmente serão protegidos. E os seus empréstimos também. Será que alguém realmente acha que aos "conselheiros" nomeados para promover a auditoria ao BESA será permitido rasgar a rede incestuosa dos empréstimos políticos e investimentos que unem não só o sistema bancário angolano, mas todos as suas grandes indústrias? Dificilmente. Os créditos concedidos vão sobreviver, assim como os bens adquiridos pelos seus proprietários. Será o povo angolano, por mais chocantemente pobre que seja, quem vai pagar os prejuizos.
| foi vc que falou em ministros, governo e oposição? |
segunda-feira, agosto 11, 2014
“Banco Espirito Santo, a história Angolana”, primeira parte do artigo publicado na Revista Forbes
Como se não bastasse ter prostrado aos joelhos de um conglomerado de propriedade familiar corrupto o maior banco comercial português (BES), o Estado português terá de enfrentar agora perdas adicionais devido ao fracasso da subsidiária angolana BESA
O BES detém 55% do segundo maior banco de Angola, o BES-Angola (BESA). Nos últimos anos, o BESA tornou-se extremamente dependente do BES para o financiamento por causa da sua relação extraordinariamente elevada do ratio de empréstimos /depósito numa carteira de crédito que se tem vindo a deteriorar. Quando o império ESG ruiu , o BES não tinha apenas uma participação, mas uma exposição creditícia ao BESA de cerca de 3 mil milhões de euros. Perante isso, o investimento Português em Angola faz sentido. Angola é produtora de petróleo e dispõem de enormes recursos em minérios e riquezas naturais, tendo experimentado um crescimento econômico acelerado nos últimos anos, apesar da sua economia recentemente ter abrandado devido à queda dos preços do petróleo. Como antiga potência colonial, Portugal tem fortes laços históricos e culturais com Angola. Mas o regime angolano é um dos mais corruptos à face da Terra e o seu povo está entre os mais pobres. Mais de 40% da população angolana vive com menos de 2 dólares por dia e a maioria têm pouco ou nenhum acesso a água canalizada, saneamento básico ou eletricidade. Mas o presidente de Angola é um dos homens mais ricos da África e sua filha mais velha, Isabel dos Santos, é a mulher mais rica da África, segundo a Forbes. Houve inúmeras alegações de que a família dos Santos enriqueceu sistematicamente a si e aos seus comparsas em detrimento do povo angolano, mas até agora não há sinais de instabilidade política e o regime parece bem entrincheirado. Fazer negócios em Angola é praticamente impossível sem o envolvimento directo de políticos do partido do governo angolano, o MPLA. Ou as empresas são "parceiras do Estado" ou não poderão funcionar e ser viáveis.
o BESA é, sem dúvida, um "parceiro do Estado" de Angola, mas não porque tenha investido de forma produtiva na economia angolana - não, é porque o banco faz a sua obrigação para com os angolanos-que-são-Poder . De acordo com o jornalista de investigação Rafael Marques de Morais no site MakaAngola.org, grande parte da carteira de crédito do BESA é composta de empréstimos aos interesses políticos angolanos, muitos deles directamente ligados com a família dos Santos. Como todos os bancos angolanos, o BESA concedeu empréstimos excessivamente nos últimos anos: a sua carteira de crédito duplicou de volume entre 2010 e 2012, deixando-a com um rácio de crédito/depósitos de cerca de 200% e a qualidade da carteira de crédito tem vindo a deteriorar-se rapidamente, levantando preocupações sobre a sua solvência e liquidez. A agência estatal de notícias angolana informou em dezembro de 2013 que os acionistas concordaram com recapitalizar o banco, no montante de 500 milhões de dólares. Ao mesmo tempo, o Estado soberano de Angola avalizou até 5,7 mil milhões de empréstimos contabilizados no BESA, embora a agência noticiosa oficial não faça menção a isso. O jornal português Expresso recentemente revelou documentos que procuram mostrar que a garantia foi concedida por insistência pessoal do presidente angolano, José Eduardo dos Santos, após uma reunião com Ricardo Espírito Santo Salgado, então o administrador do BES. Seria bom que se soubesse se esta foi a mesma reunião em que Salgado comunicou ao presidente a necessidade de recapitalização dos bancos (segundo as normas acordadas na União Europeia), ou se talvez a garantia tenha sido uma contrapartida para a recapitalização dos bancos. De qualquer forma, se houve ou não alguma relação entre a oferta de Salgado e a garantia do presidente de Angola, a verdade é que, no momento do incumprimento da ESG, a exposição do BES ao BESA - equidade e financiamento - estava em vigor garantida pelo Estado soberano de Angola. Seguidamente , o Banco de Portugal entrou em cena. Na sexta-feira 1 de agosto dividiu-se o BES em dois bancos, o "bom" e o "mau", nacionalizando temporariamente o banco "bom" e deixando os detentores de dívida subordinados às perdas no banco "ruim". A parte angolana de investimentos do BES manteve-se no banco "ruim". Tal situação não caiu bem em Angola. Na segunda-feira 04 de agosto, o Banco Central de Angola (BNA), colocou o BESA sob administração e revogou a garantia soberana. O "Banco ruim" do BES teve uma perda imediata de cerca de 3 mil milhões de euros, a sua participação no BESA foi destruída e a concessão de empréstimos interbancários prejudicada. É claro que a razão oficial para a apreensão de BESA pelo Banco de Angola foi a carteira de crédito se ter deteriorado. Mas o Banco de Angola sabia disso por muito bom tempo. Por que esperou até ao dia 4 de Agosto para agir?
Uma razão pode ser a relação entre os dois Estados soberanos (!). O governo angolano concedeu uma garantia ao BESA que não foi explicitamente retribuída pelo Governo Português. Mas o governo angolano ainda poderia ter esperado que a sua garantia significaria que o BESA acabaria por ser suportado pelos contribuintes portugueses. Ao recusar o apoio aos investimentos do BES no BESA, o Governo Português denunciou portanto o seu lado do acordo. Diplomaticamente, isso poderia ser visto como o equivalente a retirar um embaixador. A retaliação seria inevitável. Mas há uma outra explicação também, que se pensa ser mais perto da verdade. Esta garantia não foi revogada totalmente. Ela foi “repensado”. De acordo com a agência de notícias angolana, o BNA irá injectar 5 mil milhões de dólares no BESA. Mas não está claro qual é a finalidade desse dinheiro, e o website do Banco de Angola não é esclarecedor. É o Banco Central que vai emprestar ao BESA ou vai recapitalizá-lo? O BNA diz que os fundos públicos não serão chamados "por agora", então isso é um indicio de que se trata de um suporte de liquidez de emergência ao invés da recapitalização. De qualquer forma, a garantia soberana já não é necessária. O Banco Central de Angola já está a fornecer o financiamento para apoiar a concessão de crédito. O Banco Central vai manter o BESA à tona por este ano, quando os "conselheiros" de supervisão (que em Angola não têm nome) sugerirem como reestruturar as suas carteiras de empréstimos.
O Banco de Portugal foi obrigdo a lidar com uma situação semelhante no BES, agindo contudo muito mais rápido: dividindo a qualidade do capital em duas porções, "o bom" e "o mau" durante um fim de semana. Embora tivesse que agir rápido para evitar o colapso desordenado do BES, uma vez que o Banco Central Europeu tinha puxado as orelhas às autoridades portuguesas sobre o financiamento do EuroSistema que superintende o funcionamento do BES.” (continua)
A 3 de Agosto, dia em que foi anunciada oficialmente a intervenção no Banco, sabe-se agora que o BCE, do qual o Governador do Banco de Portugal Carlos Costa faz parte, retirou na sexta-feira (1 de Agosto) o estatuto de contraparte ao BES, suspendendo assim o acesso do BES às operações de política monetária. Além disso, o BES, empurrado a ser intervencionado pelo Estado português ficou ainda obrigado a “reembolsar integralmente o seu crédito junto do EuroSistema, de cerca de 10 mil milhões de euros” (Público)
O BES detém 55% do segundo maior banco de Angola, o BES-Angola (BESA). Nos últimos anos, o BESA tornou-se extremamente dependente do BES para o financiamento por causa da sua relação extraordinariamente elevada do ratio de empréstimos /depósito numa carteira de crédito que se tem vindo a deteriorar. Quando o império ESG ruiu , o BES não tinha apenas uma participação, mas uma exposição creditícia ao BESA de cerca de 3 mil milhões de euros. Perante isso, o investimento Português em Angola faz sentido. Angola é produtora de petróleo e dispõem de enormes recursos em minérios e riquezas naturais, tendo experimentado um crescimento econômico acelerado nos últimos anos, apesar da sua economia recentemente ter abrandado devido à queda dos preços do petróleo. Como antiga potência colonial, Portugal tem fortes laços históricos e culturais com Angola. Mas o regime angolano é um dos mais corruptos à face da Terra e o seu povo está entre os mais pobres. Mais de 40% da população angolana vive com menos de 2 dólares por dia e a maioria têm pouco ou nenhum acesso a água canalizada, saneamento básico ou eletricidade. Mas o presidente de Angola é um dos homens mais ricos da África e sua filha mais velha, Isabel dos Santos, é a mulher mais rica da África, segundo a Forbes. Houve inúmeras alegações de que a família dos Santos enriqueceu sistematicamente a si e aos seus comparsas em detrimento do povo angolano, mas até agora não há sinais de instabilidade política e o regime parece bem entrincheirado. Fazer negócios em Angola é praticamente impossível sem o envolvimento directo de políticos do partido do governo angolano, o MPLA. Ou as empresas são "parceiras do Estado" ou não poderão funcionar e ser viáveis.
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| corrupção no caso BES é muito mais grave do que se imagina |
Uma razão pode ser a relação entre os dois Estados soberanos (!). O governo angolano concedeu uma garantia ao BESA que não foi explicitamente retribuída pelo Governo Português. Mas o governo angolano ainda poderia ter esperado que a sua garantia significaria que o BESA acabaria por ser suportado pelos contribuintes portugueses. Ao recusar o apoio aos investimentos do BES no BESA, o Governo Português denunciou portanto o seu lado do acordo. Diplomaticamente, isso poderia ser visto como o equivalente a retirar um embaixador. A retaliação seria inevitável. Mas há uma outra explicação também, que se pensa ser mais perto da verdade. Esta garantia não foi revogada totalmente. Ela foi “repensado”. De acordo com a agência de notícias angolana, o BNA irá injectar 5 mil milhões de dólares no BESA. Mas não está claro qual é a finalidade desse dinheiro, e o website do Banco de Angola não é esclarecedor. É o Banco Central que vai emprestar ao BESA ou vai recapitalizá-lo? O BNA diz que os fundos públicos não serão chamados "por agora", então isso é um indicio de que se trata de um suporte de liquidez de emergência ao invés da recapitalização. De qualquer forma, a garantia soberana já não é necessária. O Banco Central de Angola já está a fornecer o financiamento para apoiar a concessão de crédito. O Banco Central vai manter o BESA à tona por este ano, quando os "conselheiros" de supervisão (que em Angola não têm nome) sugerirem como reestruturar as suas carteiras de empréstimos.
O Banco de Portugal foi obrigdo a lidar com uma situação semelhante no BES, agindo contudo muito mais rápido: dividindo a qualidade do capital em duas porções, "o bom" e "o mau" durante um fim de semana. Embora tivesse que agir rápido para evitar o colapso desordenado do BES, uma vez que o Banco Central Europeu tinha puxado as orelhas às autoridades portuguesas sobre o financiamento do EuroSistema que superintende o funcionamento do BES.” (continua)
A 3 de Agosto, dia em que foi anunciada oficialmente a intervenção no Banco, sabe-se agora que o BCE, do qual o Governador do Banco de Portugal Carlos Costa faz parte, retirou na sexta-feira (1 de Agosto) o estatuto de contraparte ao BES, suspendendo assim o acesso do BES às operações de política monetária. Além disso, o BES, empurrado a ser intervencionado pelo Estado português ficou ainda obrigado a “reembolsar integralmente o seu crédito junto do EuroSistema, de cerca de 10 mil milhões de euros” (Público)
domingo, agosto 10, 2014
Mapa da Dívida Global
A crise orçamental agravar-se-á a partir de 2015. Intitulada "Fiscal Space", uma nota técnica do FMI refere que a progressão da dívida pública directa em relação ao PIB nos 23 países desenvolvidos estudados subiu, em média, de 60% em 2007, no início da Segunda Grande Recessão, para 75% em 2009, e de acordo com as projecções do FMI poderá atingir os 85% em 2015. Portugal (a vermelho no mapa) já lidera a dependência do sistema de crédito especulativo ultrapassando os 741 mil milhões de euros, no total 445% do PIB anual, 135% só para a dívida pública. Como o fardo das dívidas soberanas assumidas pelo Estado têm de ser pagas com o dinheiro cobrado em impostos, Portugal, a Grécia, Itália e o Japão aparecem como os paises com menor espaço fiscal para aumentar o confisco.
Quanto a crise das dívidas soberanas na Eurozona irrompeu no princípio de 2010, um relatório RMF identificou três opções estratégicas para países periféricos. Eram elas: primeiro, a austeridade imposta pelo núcleo e a transferência dos custos de ajustamento para a sociedade como um todo; segundo, uma vasta reforma estrutural da Eurozona em favor do trabalho e, terceiro, a saída da Eurozona acompanhada do incumprimento (default), mudando assim o equilíbrio social em favor do trabalho. Não surpreendentemente, a política preferida dos governos da Eurozona – às ordens do FMI, isto é do dólar como moeda hegemónica global – foi a austeridade. (in "o Espectro do Incumprimento", no Resistir)
Quanto a crise das dívidas soberanas na Eurozona irrompeu no princípio de 2010, um relatório RMF identificou três opções estratégicas para países periféricos. Eram elas: primeiro, a austeridade imposta pelo núcleo e a transferência dos custos de ajustamento para a sociedade como um todo; segundo, uma vasta reforma estrutural da Eurozona em favor do trabalho e, terceiro, a saída da Eurozona acompanhada do incumprimento (default), mudando assim o equilíbrio social em favor do trabalho. Não surpreendentemente, a política preferida dos governos da Eurozona – às ordens do FMI, isto é do dólar como moeda hegemónica global – foi a austeridade. (in "o Espectro do Incumprimento", no Resistir)
sábado, agosto 09, 2014
ligação a redes sem fios indisponivel
vamos lá experimentar: "Os bancos criam dinheiro a partir do nada num teclado de computador como meio de endividamento e fazem-no desaparecer da mesma maneira?"
Se o primeiro pressuposto é certo, a conclusão do dinheiro que "desaparece" não é certa, pelo meio biliões e biliões de bens tangiveis são expropriados e mudam de mãos. Como tudo na natureza, o dinheiro que no principio não existia apenas se transforma noutra coisa qualquer. Por exemplo, como quem sai aos seus não degenera, em salários para Ricardo Salgado passar a andar escoltado por mais seguranças da Mossad - pulverizada por empresas muito flexíveis... Os perigos não provêm certamente do povo, nem dos pequenos depositante do banco. Cherchez la femme!... e lá saberá porque uma empresa israelita protege um goyim cujos antepassados próximos estiveram envolvidos nas vendas portuguesas de volfrâmio a Hitler (que pagou, ao que parece, com ouro nacionalizado aos judeus" (daqui)
Se o primeiro pressuposto é certo, a conclusão do dinheiro que "desaparece" não é certa, pelo meio biliões e biliões de bens tangiveis são expropriados e mudam de mãos. Como tudo na natureza, o dinheiro que no principio não existia apenas se transforma noutra coisa qualquer. Por exemplo, como quem sai aos seus não degenera, em salários para Ricardo Salgado passar a andar escoltado por mais seguranças da Mossad - pulverizada por empresas muito flexíveis... Os perigos não provêm certamente do povo, nem dos pequenos depositante do banco. Cherchez la femme!... e lá saberá porque uma empresa israelita protege um goyim cujos antepassados próximos estiveram envolvidos nas vendas portuguesas de volfrâmio a Hitler (que pagou, ao que parece, com ouro nacionalizado aos judeus" (daqui)
sexta-feira, agosto 08, 2014
Garcia Pereira: intervenção do Estado no BES aumenta o Défice em cerca de 3 por cento, o que agravará a crise; o Governo especializou-se em ocultar das estatisticas os números do Desemprego; o BES-BOM está sob acusação judicial no Luxemburgo...
.....
Com os números do Desemprego aldrabados, que persistem na realidade nos 16% (39% no desemprego jovem), o agravamento da crise e o aumento da onda de falências destrói mais emprego.
Ainda antes da falência fraudulenta do BES o próprio Banco de Portugal admitia menos 153 mil empregos em 2014. Fora a onda de empresas subsidiárias do BES, já estava prevista a destruição de 419 empregos por dia ao longo de 2014. Enquanto isso 70% do investimento das grandes empresas portuguesas têm a sede social na Holanda. São mais 7 mil milhões por ano (número de 2011) de empresas portuguesas cotadas em Bolsa furtados aos impostos.
A globalização capitalista é isto: liberdade sem limites de circulação para o capital, condenação do proletariado à emigração num regime de salariato de subsistência. Nos tempos áureos da escravatura aos capturados pelas opções do regime, os empresários enchiam-lhes a barriga de malagueta para não sentirem fome e evitar custos de manutenção. Os empresários de hoje dão-lhes viagens low-cost. Regredindo à década de 60 Cavaco, o seu governo e as suas gentes voltam a sonhar viver regaladamente à grande e à fascista por conta das remessas dos emigrantes.
Esta filosofia de exploração parasitária é secular. "Os europeus do século XVIII tinham, na sua maior parte, a convicção profunda de que as mulheres não deveriam ter os mesmos direitos e oportunidades dos homens. E no século XVI quase todos os europeus tinham provavelmente a convicção igualamente profunda de que os indios e os negros não tinham alma, o que, do seu ponto de vista, justificava a escravatura". Pensar no século XXI que quem trabalha não tem os mesmos direitos que os que vivem da exploração parasitária do trabalho é uma mania passageira.
Com os números do Desemprego aldrabados, que persistem na realidade nos 16% (39% no desemprego jovem), o agravamento da crise e o aumento da onda de falências destrói mais emprego.
Ainda antes da falência fraudulenta do BES o próprio Banco de Portugal admitia menos 153 mil empregos em 2014. Fora a onda de empresas subsidiárias do BES, já estava prevista a destruição de 419 empregos por dia ao longo de 2014. Enquanto isso 70% do investimento das grandes empresas portuguesas têm a sede social na Holanda. São mais 7 mil milhões por ano (número de 2011) de empresas portuguesas cotadas em Bolsa furtados aos impostos.
A globalização capitalista é isto: liberdade sem limites de circulação para o capital, condenação do proletariado à emigração num regime de salariato de subsistência. Nos tempos áureos da escravatura aos capturados pelas opções do regime, os empresários enchiam-lhes a barriga de malagueta para não sentirem fome e evitar custos de manutenção. Os empresários de hoje dão-lhes viagens low-cost. Regredindo à década de 60 Cavaco, o seu governo e as suas gentes voltam a sonhar viver regaladamente à grande e à fascista por conta das remessas dos emigrantes.
Esta filosofia de exploração parasitária é secular. "Os europeus do século XVIII tinham, na sua maior parte, a convicção profunda de que as mulheres não deveriam ter os mesmos direitos e oportunidades dos homens. E no século XVI quase todos os europeus tinham provavelmente a convicção igualamente profunda de que os indios e os negros não tinham alma, o que, do seu ponto de vista, justificava a escravatura". Pensar no século XXI que quem trabalha não tem os mesmos direitos que os que vivem da exploração parasitária do trabalho é uma mania passageira.
quinta-feira, agosto 07, 2014
o Pote do Coelho e a Pipa do Barroso - 26 Mil Milhões pra lá, 26 Mil Milhões para cá
os governos mentem sobre o endividamento público e a falsa "oposição" é candidata a assumir as mentiras.
A "pipa de massa" de 26 mil milhões que pela mão de Barroso agora se diz irá chegar da Europa nos próximos sete anos,,, é exactamente igual aos 26 mil milhões a pagar ao Fundo que faz parte do plano de resgate da Troika, cujo presidente, o alemão Klaus Redling se mostrava preocupadissimo ainda não há três meses.
Numa nota publicada no site do Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE) diz-se inclusivé que o sistema de alerta prévio que será agora (em Maio) activado para seguir (intervir nas) políticas em Portugal "está desenhado para assegurar que os países beneficiários são capazes de honrar as suas dívidas de acordo com o calendário definido". Na mesma nota, o alto responsável alemão reconhece que "o governo e o povo de Portugal merecem reconhecimento (cof,cof) pelo que alcançaram nos últimos três anos". No entanto, para que o país "honre" a dívida no futuro e para que o mecanismo europeu (que é suportado pelos orçamentos dos países da zona euro) possa recuperar os 26 mil milhões que emprestou nos últimos três anos (de facto apenas 1/3 dos 78 mil milhões da Troika), é preciso que as autoridades não sejam complacentes e não cedam a tentações políticas” - por exemplo, nem eleger algum actor a fingir que é de esquerda. O cumprimento integral do pagamento da dívida está portanto assegurado, uma vez que nem o Coelho, nem o Seguro nem o Costa ameaçam o esquema montado para confiscar aos portugueses, os bens públicos e todos os direitos constitucionais que lhes estão associados. Resumindo, Portugal recebe 26 mil milhões até 2020 mas tem de pagar 26 mil milhões acrescidos de juros de 3,4 por cento ao ano até 2040. Obviamente, o negócio deste tipo de cambalachos com o Euro é a cobrança dos juros
Na história do salvamento da falência do Banco privado Espirito Santo a linha de Credores constitui-se pela Troika; pelo Estado; pelo Fundo de Resolução e pelos Bancos privados. Esta "novidade" no caso do BES ultrapassa totalmente a anterior figura do " bailout". A verba de 4.400 milhões agora ali enterrada pelo Estado (dos 14.000 milhões disponíveis) deveria ter sido devolvida à Troika para ser a Troika a emprestar o dinheiro ao BES, amortizando a Dívida Pública. Mas, ao contrário, é o agravamento da dívida o que está a acontecer. O Governo empresta esse dinheiro a 2,95% e está a pagar esse mesmo dinheiro que deve à Troika a 3,4%. O valor do juro a cobrar ao BES-BOM nunca deveria ser inferior ao que nós temos a pagar a troika. É um insulto à inteligência dos Contribuintes.
A "pipa de massa" de 26 mil milhões que pela mão de Barroso agora se diz irá chegar da Europa nos próximos sete anos,,, é exactamente igual aos 26 mil milhões a pagar ao Fundo que faz parte do plano de resgate da Troika, cujo presidente, o alemão Klaus Redling se mostrava preocupadissimo ainda não há três meses.
Numa nota publicada no site do Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE) diz-se inclusivé que o sistema de alerta prévio que será agora (em Maio) activado para seguir (intervir nas) políticas em Portugal "está desenhado para assegurar que os países beneficiários são capazes de honrar as suas dívidas de acordo com o calendário definido". Na mesma nota, o alto responsável alemão reconhece que "o governo e o povo de Portugal merecem reconhecimento (cof,cof) pelo que alcançaram nos últimos três anos". No entanto, para que o país "honre" a dívida no futuro e para que o mecanismo europeu (que é suportado pelos orçamentos dos países da zona euro) possa recuperar os 26 mil milhões que emprestou nos últimos três anos (de facto apenas 1/3 dos 78 mil milhões da Troika), é preciso que as autoridades não sejam complacentes e não cedam a tentações políticas” - por exemplo, nem eleger algum actor a fingir que é de esquerda. O cumprimento integral do pagamento da dívida está portanto assegurado, uma vez que nem o Coelho, nem o Seguro nem o Costa ameaçam o esquema montado para confiscar aos portugueses, os bens públicos e todos os direitos constitucionais que lhes estão associados. Resumindo, Portugal recebe 26 mil milhões até 2020 mas tem de pagar 26 mil milhões acrescidos de juros de 3,4 por cento ao ano até 2040. Obviamente, o negócio deste tipo de cambalachos com o Euro é a cobrança dos juros
Na história do salvamento da falência do Banco privado Espirito Santo a linha de Credores constitui-se pela Troika; pelo Estado; pelo Fundo de Resolução e pelos Bancos privados. Esta "novidade" no caso do BES ultrapassa totalmente a anterior figura do " bailout". A verba de 4.400 milhões agora ali enterrada pelo Estado (dos 14.000 milhões disponíveis) deveria ter sido devolvida à Troika para ser a Troika a emprestar o dinheiro ao BES, amortizando a Dívida Pública. Mas, ao contrário, é o agravamento da dívida o que está a acontecer. O Governo empresta esse dinheiro a 2,95% e está a pagar esse mesmo dinheiro que deve à Troika a 3,4%. O valor do juro a cobrar ao BES-BOM nunca deveria ser inferior ao que nós temos a pagar a troika. É um insulto à inteligência dos Contribuintes.
quarta-feira, agosto 06, 2014
Gaza
Benjamin Freedman, um homem de negócios judeu novo-iorquino de sucesso, em 1961 tornou-se num dissidente das organizações judaicas nos Estados Unidos e avisou os norte-americanos sobre o desmesurado poder do Lobie Judeu. Hoje, um em cada três dos Sionistas dirigentes da Nova Ordem Mundial são judeus khazares oriundos do antigo Reich alemão (documentário)
a guerra de guerrilha contra um inimigo que dispõe de uma força desproporcional é defensiva, legitima e justa, e tem por objectivo virar a agressividade contra os próprios agressores. Os estudiosos da guerra do Vietname terão de ter bem presentes a filosofia e técnicas maoistas do "povo em armas" que expulsaram o imperialismo norte-americano de um território ocupado. Como no exemplo do glorioso Vietcong um dia surgirá a grande ofensiva na Palestina...
a guerra de guerrilha contra um inimigo que dispõe de uma força desproporcional é defensiva, legitima e justa, e tem por objectivo virar a agressividade contra os próprios agressores. Os estudiosos da guerra do Vietname terão de ter bem presentes a filosofia e técnicas maoistas do "povo em armas" que expulsaram o imperialismo norte-americano de um território ocupado. Como no exemplo do glorioso Vietcong um dia surgirá a grande ofensiva na Palestina...
Senador David Norris, candidato presidencial na Irlanda:
Hiroshima, 6 de Agosto de 1945
que grupo terrorista teria feito isto?
6 de Agosto de 2014. Contra os actos de barbárie e banditismo financeiro que permanecem impunes, o nosso Sonho Americano é este:
terça-feira, agosto 05, 2014
as aventuras de um boneco animado do país de tanga até ao país da pipa de massa
Barroso: É uma "pipa de massa" e deve ser suficiente para calar quem diz mal da Europa (Expesso)
Cortesia do jornal I, texto de Filipe Paiva Cardoso: "a Fotonovela Politica Europeia"
"A relação é simples. Quanto menos futuro tem no estrangeiro, mais o presidente da Comissão Europeia populariza o seu uso da lingua portuguesa. "Pipa de Massa". É desta forma que Durão (vou-comprar-tabacoe-já-volto) Barroso acha melhor falar dos 26 mil milhões que Portugal vai receber de Bruxelas em sete anos. Mas isto cria um problema: se isto é "uma pipa de massa", quantas pipas de massa nos levaram nos últimos anos à conta da estratégia solidária que serviu para salvar os buracos da banca e dos mercados? É fácil, basta somar; Ora, sete mil milhões de juros por ano, mais quatro mil milhões anuais em novos impostos, mais 40 mil milhões de euros de dívida acima do previsto, mais todas as empresas vendidas ao desbarato, mais 60% das familias a viver com menos de 700 euros brutos por mês... noves fora e vai um... bem, é só fazer as contas. (1)
Cortesia do jornal I, texto de Filipe Paiva Cardoso: "a Fotonovela Politica Europeia"
"A relação é simples. Quanto menos futuro tem no estrangeiro, mais o presidente da Comissão Europeia populariza o seu uso da lingua portuguesa. "Pipa de Massa". É desta forma que Durão (vou-comprar-tabacoe-já-volto) Barroso acha melhor falar dos 26 mil milhões que Portugal vai receber de Bruxelas em sete anos. Mas isto cria um problema: se isto é "uma pipa de massa", quantas pipas de massa nos levaram nos últimos anos à conta da estratégia solidária que serviu para salvar os buracos da banca e dos mercados? É fácil, basta somar; Ora, sete mil milhões de juros por ano, mais quatro mil milhões anuais em novos impostos, mais 40 mil milhões de euros de dívida acima do previsto, mais todas as empresas vendidas ao desbarato, mais 60% das familias a viver com menos de 700 euros brutos por mês... noves fora e vai um... bem, é só fazer as contas. (1)
(ampliar)
(1) a propósito de fazer contas, destes ou dos outros: em 2009 José Sócrates garantia que salvar o BPN não ia ter custos para os contribuintes (ver aqui)
segunda-feira, agosto 04, 2014
Obama impotente face à revelação por Edward Snowden da verdadeira escala da ajuda dos Estados Unidos a Israel
As duas cliques de oligarcas que governam nos Estados Unidos necessitam em absoluto que Israel seja o 51º Estado da União, no caso equivocadamente não fosse o petróleo, situado no Médio Oriente.
Os criminosos actos de banditismo que ocorrem no Oriente Médio são um resultado directo da oferta de milhares de milhões de dólares, armas e meios tecnológicos de vigilância pelos EUA a Israel, reafirma-se na mais recente revelação de Edward Snowden. O "indefensável desinteresse" por um lado e o "desgosto" por outro de Obama perante o genocidio que ocorre na Palestina é apenas show-off. Na verdade Obama e todos os anteriores governos apoiaram e apoiam incondicionalmente o Estado Judeu que faz a guerra na Palestina desde a sua fundação em 1948 até ao momento decisivo de 1967 e a partir daí ao seu apetrechamento com armamento nuclear e à expansão da ameaça desde Bush em 2003. Uma análise do ex-jornalista do Guardian Glenn Greenwald sobre um documento publicado no site "The Intercept", revela o incrível contraste entre o que os Estados Unidos dizem publicamente, e o que fazem por detrás das cortinas vedadas aos media.
O maior intercâmbio entre a agência de espionagem norte-americana NSA e a israelita SIGINT National Unit (ISNU) é sobre alvos no Oriente Médio, que constituem ameaças estratégicas para os interesses dos EUA e de quem domina a sua vertente financeira assente no poderio militar. "As mutuamente acordadas metas geográficas passaram a incluir para além da sua região, os países do Norte de África, o Golfo Pérsico, a Ásia do Sul, e as repúblicas islâmicas da antiga União Soviética. Dentro desse conjunto de países, a cooperação abrange a exploração governamental, militar, de seitas civis organizadas e de canais de comunicação diplomáticos. Para as organizações de segurança e serviços secretos no exterior uma das "prioridades" desta cooperação é o "programa de desenvolvimento nuclear iraniano, seguido dos esforços nucleares sírios, dos planos de intenção libaneses do Hezbollah, o "terrorismo" palestiniano, e o embuste da "Global Jihad". As directivas do documento mencionam "atingir e fazer explodir alvos". (ler mais)
Os criminosos actos de banditismo que ocorrem no Oriente Médio são um resultado directo da oferta de milhares de milhões de dólares, armas e meios tecnológicos de vigilância pelos EUA a Israel, reafirma-se na mais recente revelação de Edward Snowden. O "indefensável desinteresse" por um lado e o "desgosto" por outro de Obama perante o genocidio que ocorre na Palestina é apenas show-off. Na verdade Obama e todos os anteriores governos apoiaram e apoiam incondicionalmente o Estado Judeu que faz a guerra na Palestina desde a sua fundação em 1948 até ao momento decisivo de 1967 e a partir daí ao seu apetrechamento com armamento nuclear e à expansão da ameaça desde Bush em 2003. Uma análise do ex-jornalista do Guardian Glenn Greenwald sobre um documento publicado no site "The Intercept", revela o incrível contraste entre o que os Estados Unidos dizem publicamente, e o que fazem por detrás das cortinas vedadas aos media.
O maior intercâmbio entre a agência de espionagem norte-americana NSA e a israelita SIGINT National Unit (ISNU) é sobre alvos no Oriente Médio, que constituem ameaças estratégicas para os interesses dos EUA e de quem domina a sua vertente financeira assente no poderio militar. "As mutuamente acordadas metas geográficas passaram a incluir para além da sua região, os países do Norte de África, o Golfo Pérsico, a Ásia do Sul, e as repúblicas islâmicas da antiga União Soviética. Dentro desse conjunto de países, a cooperação abrange a exploração governamental, militar, de seitas civis organizadas e de canais de comunicação diplomáticos. Para as organizações de segurança e serviços secretos no exterior uma das "prioridades" desta cooperação é o "programa de desenvolvimento nuclear iraniano, seguido dos esforços nucleares sírios, dos planos de intenção libaneses do Hezbollah, o "terrorismo" palestiniano, e o embuste da "Global Jihad". As directivas do documento mencionam "atingir e fazer explodir alvos". (ler mais)
A recente decisão do recuo da energúmena tropa terrestre nazi-sionista que invadiu Gaza
tem razões em concreto: os misseis Kornet de fabrico russo
banco tóxico morto, banco às costas do contribuinte posto
"o Fundo de Resolução, criado em 2012 por imposição da Troika mas que só começou a ser financiado no ano passado, tem como missão "financiar a aplicação de medidas de resolução destinadas a salvaguardar a confiança dos depositantes e acautelar o risco sistémico". No final do ano passado, este instrumento apenas dispunha de 182,2 milhões de euros de recursos próprios, financiados pelas contribuições das instituições financeiras e pelas receitas do imposto extraordinário sobre o sector bancário cobrado pelo Estado. Este valor correspondia a 0,14% dos depósitos garantidos (...) A legislação europeia sobre a resolução bancária, em transposição para Portugal, prevê que este tipo de mecanismos disponha de recursos próprios de valor equivalente a 1% do montante total dos depósitos cobertos pelo sistema de garantia de depósitos. No entanto, estipula que este objectivo é para alcançar no prazo de dez anos." (O Observador)
Explicado por outras palavras:
1. o papagaio Marcelo e o anão Marques Mendes vieram publicamente dizer, um que o Estado não vai estar envolvido, que é o Fundo de Resolução que vai resolver o problema, outro veio reconhecer que para salvar o BES são necessários entre 4 a 5 mil milhões de euros. Mas o Fundo a que dizem ir recorrer, nem os 400 milhões segundo o Marcelo tem, só tem pouco mais de 180 milhões.
2- Como não dispõe do dinheiro o Fundo através dos bancos participantes terá de pedi-lo emprestado à Troika.
3. Empréstimos que terão o aval do Estado - mais: o Regime Legal deste Fundo prevê que as Instituições que o formam possam ficar isentas das Contribuições Especiais para este Fundo por razões de más condições Financeiras.
4. Valores que terão de ser pagos com juros após a previsivel venda do BES por um valor irrisório
5. quem lucra: o Novo BES, os participantes do Fundo e a Troika
6. quem perde? quem será em última instância responsável pelos novos empréstimos: o Estado = os Contribuintes.
2. (...) "agora, o Estado vai emprestar a um Fundo que não tem recursos próprios, entrega o controlo da coisa aos outros bancos e não tem uma palavra a dizer sobre a condução e estratégia das operações financeiras. É dar o ouro ao concorrente do bandido"
3. "a 17 de Julho de 2014, a Ministra das Finanças garantia, no Parlamento, que "não há nenhuma razão para pensarmos que haverá intervenção do Estado e não é, de todo, adequado especular sobre esse tema [...] Não estamos a preparar nada, nem temos qualquer indicação que isso possa ser necessário"
4. Se o Estado somos nós, estamos bem defendidos!: "o Novo Banco vai pagar 2,95% de juros pelos 4400 Milhões, enquanto o Estado está a pagar 3,4% pelo dinheiro de que se está a servir (do empréstimo da Troika) para injectar capital"
Explicado por outras palavras:
1. o papagaio Marcelo e o anão Marques Mendes vieram publicamente dizer, um que o Estado não vai estar envolvido, que é o Fundo de Resolução que vai resolver o problema, outro veio reconhecer que para salvar o BES são necessários entre 4 a 5 mil milhões de euros. Mas o Fundo a que dizem ir recorrer, nem os 400 milhões segundo o Marcelo tem, só tem pouco mais de 180 milhões.
2- Como não dispõe do dinheiro o Fundo através dos bancos participantes terá de pedi-lo emprestado à Troika.
3. Empréstimos que terão o aval do Estado - mais: o Regime Legal deste Fundo prevê que as Instituições que o formam possam ficar isentas das Contribuições Especiais para este Fundo por razões de más condições Financeiras.
4. Valores que terão de ser pagos com juros após a previsivel venda do BES por um valor irrisório
5. quem lucra: o Novo BES, os participantes do Fundo e a Troika
6. quem perde? quem será em última instância responsável pelos novos empréstimos: o Estado = os Contribuintes.
as Mentiras do Regime:
1. “A medida de resolução agora decidida pelo Banco de Portugal, e em contraste com outras soluções que foram adoptadas no passado, não terá qualquer custo para o erário público e nem para os contribuintes” (Sol)2. (...) "agora, o Estado vai emprestar a um Fundo que não tem recursos próprios, entrega o controlo da coisa aos outros bancos e não tem uma palavra a dizer sobre a condução e estratégia das operações financeiras. É dar o ouro ao concorrente do bandido"
3. "a 17 de Julho de 2014, a Ministra das Finanças garantia, no Parlamento, que "não há nenhuma razão para pensarmos que haverá intervenção do Estado e não é, de todo, adequado especular sobre esse tema [...] Não estamos a preparar nada, nem temos qualquer indicação que isso possa ser necessário"
4. Se o Estado somos nós, estamos bem defendidos!: "o Novo Banco vai pagar 2,95% de juros pelos 4400 Milhões, enquanto o Estado está a pagar 3,4% pelo dinheiro de que se está a servir (do empréstimo da Troika) para injectar capital"
domingo, agosto 03, 2014
da ideia do governo Cavaco/Coelho obedecer à ordem de mandar intervencionar o BES
"o Executivo estará a tentar convencer Bruxelas que a linha de
recapitalização da banca, disponível desde a entrada da troika em
Portugal, não terá de cumprir os requisitos actualmente em vigor e que
definem que se o Estado entrar no capital de um banco os seus accionistas e detentores de dívida subordinada perdem tudo. Como o governo não tem horário de sacanear quem vive do trabalho e do seu salário, a decisão politica de enfiar mais "uma pipa de massa" no bolso dos especuladores capitalistas é anunciada ao domingo, mesmo ao jeito do professor Marcelo confundir a opinião pública.
Intervencionar um Banco é passar a dívida desse Banco para o Estado, e logo para os Contribuintes, ou seja, aumentar a dívida pública. A solução do Estado será o confisco de mais impostos e declarar ainda mais austeridade. Cavaco diz que o povo pode confiar no BES. Mas quem poderá confiar ainda no Cavaco?
No entanto, é de destacar que estas acções abrangem menos de 2% dos fundos que estão debaixo do escrutínio legal. De facto, mais de 98% dos fundos supostamente investigados estão alocados a outras instituições fora da supervisão do Estado.
Fora da visibilidade dos bodes expiatórios, assim se explica o esquema que continua a funcionar: já depois da do escândalo BesGate ter eclodido, os Espiritos Santo "emprestaram" às suas empresas internacionais, exportaram ou desapareceram, com 3,57 mil milhões apresentando-os acto continuo na contabilidade do banco como prejuizo.
Diz-se por aí que o BES não pode ser um novo BPN. Mas o banco de negócios off-shore cavaquista detinha uma ínfima quota de 2% no mercado de depósitos interno. A maior parte das negociatas são fora. Enquanto o BES detém uma quota de 20% do mercado bancário português, ainda assim uma irrisória parcela do universo financeiro do Grupo fora das nossas fronteiras. E os portugueses terão de papar mais um grupo? A pergunta é: sendo estas instituições privadas, prósperas ou falidas, o que é que os portugueses que deveriam ser representados pelo seu Estado, terão a ver com isso? - apenas que o maior risco dos bancos no jogo viciado especulativo global tem vindo a baixar a concessão de crédito à economia real afectando os niveis de emprego em Portugal. Entre 2008 e 2013 as aplicações financeiras externas subiram 49,7 por cento, enquanto o crédito interno diminuiu 15,7 por cento (fonte). Um sistema politicamente gerido por traidores e intermediado por banqueiros que controlam tudo detendo apenas 6,5 por cento do capital declarado.
Intervencionar um Banco é passar a dívida desse Banco para o Estado, e logo para os Contribuintes, ou seja, aumentar a dívida pública. A solução do Estado será o confisco de mais impostos e declarar ainda mais austeridade. Cavaco diz que o povo pode confiar no BES. Mas quem poderá confiar ainda no Cavaco?
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O jornal refere 5 casos de corrupção, mas só indica 4, como exemplo do modo como os bancos portugueses, o maior dos quais o BES, criaram a Dívida que o Estado condena todos os cidadãos nacionais a pagar. De fora da noticia fica o "processo Monte Branco", afinal o pretexto para o simulacro de detenção do banqueiro do BES, o mais próximo e o que mais beneficios colheu da corrupta máquina do Estado. A somar. A fraude de evasão fiscal que veio a público desde pelo menos à uma década no caso Monte Branco centra-se na "gestão de fortunas" exportadas através de uma pequena empresa suiça, a Akoya, que oculta fundos financeiros dirigidos para negócios ílicitos ou à especulação sobre Estados párias. Esta empresa foi "negativamente afectada" pelas acções de 3 dos seus gestores executivos.No entanto, é de destacar que estas acções abrangem menos de 2% dos fundos que estão debaixo do escrutínio legal. De facto, mais de 98% dos fundos supostamente investigados estão alocados a outras instituições fora da supervisão do Estado.
Fora da visibilidade dos bodes expiatórios, assim se explica o esquema que continua a funcionar: já depois da do escândalo BesGate ter eclodido, os Espiritos Santo "emprestaram" às suas empresas internacionais, exportaram ou desapareceram, com 3,57 mil milhões apresentando-os acto continuo na contabilidade do banco como prejuizo.
Diz-se por aí que o BES não pode ser um novo BPN. Mas o banco de negócios off-shore cavaquista detinha uma ínfima quota de 2% no mercado de depósitos interno. A maior parte das negociatas são fora. Enquanto o BES detém uma quota de 20% do mercado bancário português, ainda assim uma irrisória parcela do universo financeiro do Grupo fora das nossas fronteiras. E os portugueses terão de papar mais um grupo? A pergunta é: sendo estas instituições privadas, prósperas ou falidas, o que é que os portugueses que deveriam ser representados pelo seu Estado, terão a ver com isso? - apenas que o maior risco dos bancos no jogo viciado especulativo global tem vindo a baixar a concessão de crédito à economia real afectando os niveis de emprego em Portugal. Entre 2008 e 2013 as aplicações financeiras externas subiram 49,7 por cento, enquanto o crédito interno diminuiu 15,7 por cento (fonte). Um sistema politicamente gerido por traidores e intermediado por banqueiros que controlam tudo detendo apenas 6,5 por cento do capital declarado.
Hieronymus Bosch, o Jogo da Ervilha com que os Espertos enganam os Parolos
sábado, agosto 02, 2014
Moedas, o Comissário europeu ainda não se sabe bem de quê
mas que o povo sabe de antemão: mais um fiel Comissário do Capital europeu. Nem mais,,, mais um tipo que com a "ganda lata" académica dos gestores ao serviço dos banqueiros diz exactamente o contrário do que se vê: a austeridade é a causa das consequências desastrosas para o povo português.
"Carlos Moedas foi descaradamente recompensado pelo trabalho que fez na implementação da austeridade em Portugal. Era o senhor troika em Portugal" (Mariana Mortágua)
"Depois de ter negociado com a Troika Carlos Moedas acabou como secretário de Estado adjunto do primeiro ministro, ficando responsável pela ESAME (Estrutura de Acompanhamento dos Memorandos) com os credores de Portugal. Apesar de não se conhecer muito do "trabalho" que a ESAME fez durante o período de assistência financeira, pelo menos sabe-se que Carlos Manuel Félix Moedas contratou dois jovens de 21 e 22 anos para a categoria de "especialistas" ganhando, cada um, mais de 2.000,00 euros".
(in "O Filho do Camarada Zé Moedas (do PCP de Beja) que chegou a Comissário" do Comité Central Europeu, no Diário de Noticias). Como exemplo de austeridade não haja dúvidas que este tipo é coerente...
O que mais faz um funcionário destes na Europa? - assume as responsabilidades delegadas pela Banca Internacional, zela pelo cumprimento do pagamento das dívidas odiosas, pressiona e ameaça governos que eventualmente não aceitem escravizar os seus povos com sacrifícios para salvar vigaristas da falência, na sua qualidade de carrasco tecnocrata contabiliza números sem os ligar à vida das pessoas, exactamente como o treinaram a fazer na Goldman Sachs, enfim, vê o "Estado" como um luxuoso palácio de negócios dourados das elites, mas curto e pouco dispendioso, isto é, um Estado que se ocupe apenas das Policias, da cobrança Fiscal coerciva das populações e dos negócios estrangeiros da manutenção da Ordem relacionados com o organização sionista-terrorista do Atlântico Norte (NATO). No mais omisso, cada um que se salve como puder, dentro dos parâmetros da "liberdade democrática". E ninguém o leva preso?
"Carlos Moedas foi descaradamente recompensado pelo trabalho que fez na implementação da austeridade em Portugal. Era o senhor troika em Portugal" (Mariana Mortágua)
"Depois de ter negociado com a Troika Carlos Moedas acabou como secretário de Estado adjunto do primeiro ministro, ficando responsável pela ESAME (Estrutura de Acompanhamento dos Memorandos) com os credores de Portugal. Apesar de não se conhecer muito do "trabalho" que a ESAME fez durante o período de assistência financeira, pelo menos sabe-se que Carlos Manuel Félix Moedas contratou dois jovens de 21 e 22 anos para a categoria de "especialistas" ganhando, cada um, mais de 2.000,00 euros".
(in "O Filho do Camarada Zé Moedas (do PCP de Beja) que chegou a Comissário" do Comité Central Europeu, no Diário de Noticias). Como exemplo de austeridade não haja dúvidas que este tipo é coerente...
O que mais faz um funcionário destes na Europa? - assume as responsabilidades delegadas pela Banca Internacional, zela pelo cumprimento do pagamento das dívidas odiosas, pressiona e ameaça governos que eventualmente não aceitem escravizar os seus povos com sacrifícios para salvar vigaristas da falência, na sua qualidade de carrasco tecnocrata contabiliza números sem os ligar à vida das pessoas, exactamente como o treinaram a fazer na Goldman Sachs, enfim, vê o "Estado" como um luxuoso palácio de negócios dourados das elites, mas curto e pouco dispendioso, isto é, um Estado que se ocupe apenas das Policias, da cobrança Fiscal coerciva das populações e dos negócios estrangeiros da manutenção da Ordem relacionados com o organização sionista-terrorista do Atlântico Norte (NATO). No mais omisso, cada um que se salve como puder, dentro dos parâmetros da "liberdade democrática". E ninguém o leva preso?
sexta-feira, agosto 01, 2014
o Fardo Global da Dívida Internacional
Quando se faz as contas à dívida pública e à dívida privada, e qual é a dívida de um determinado país, isto é, quanto este deve a entidades estrangeiras, as estatísticas da "dívida líquida" mostram que as crises não são criadas unicamente pelos devedores, são induzidas na mesma proporção pelos credores. Para um país ser um poupador líquido, outro tem que ser um devedor. Se um país produz demasiados bens ou capital de investimento e força uma espécie de venda compulsiva a outro país com défice desses bens, os quais não são necessários como primeira prioridade, o futuro credor rico está a criar uma dívida ao devedor pobre pela qual é igualmente responsável. Talvez o melhor exemplo seja o dos “fundos abutre”. Estes fundos têm como finalidade comprar dívida de países em dificuldades financeiras a um preço tão baixo quanto possível. Mais que os fundos de extorção normais, são os chamados "fundos abutre" que mais lucram com a crise
Falando da produção de bens materiais em concreto, países como a Alemanha, Noruega e Arábia Saudita são tradicionalmente vistos como "moralmente superiores" aos países endividados pelos seus excedentes de capital acumulado que podem disponibilizar como crédito.
Os Estados Unidos são um caso àparte, porque não tendo superavit fabricam massa monetária que emprestam a juros como se tivessem esse dinheiro ganho com trabalho e/ ou exportações de matérias-primas que igualmente não possuem. Obviamente, todos estes países são tão responsáveis pelas crises da dívida num mundo cada vez mais caracterizado por enormes desequilíbrios, como as entidades que contraíram essas dívidas por interesses alheios às necessidades das suas populações.
Qual será então o dilema entre pagar tudo como o governo Cavaco/Coelho pretende, não pagar roubos, ou "reestruturar" (adiar por décadas) o pagamento por forma a que o povo não perceba que está a ser roubado?
Um caso-a-estudar é o que acontece com a Argentina. Na crise de 2001 o país por impossibilidade de pagamento declarou bancarrota, propondo uma "reestruturação" com o perdão parcial da dívida pelos credores. A maioria, entre receber pouco ou nada do endividamento que haviam forçado, aceitaram. Outros com a ganância de ganhar tudo não aceitaram e recorreram aos tribunais muito convenientemente norte-americanos. Passada mais de uma década de contencioso um juiz nova-iorquino acaba de condenar a Argentina a pagar integralmente essa dívida com juros de mora. Trata-se do mesmo sistema bancos-tribunais onde a Argentina deposita o dinheiro para ir pagando as prestações da reestruturação - o mesmo sistema que pode agora penhorar todo o dinheiro ali depositado pela Argentina. O imbróglio é que os primeiros credores que aceitaram perder parte do valor em dívida, face a esta nova decisão do tribunal, querem agora igualmente receber por inteiro todo o valor da dívida que haviam perdoado.
Falando da produção de bens materiais em concreto, países como a Alemanha, Noruega e Arábia Saudita são tradicionalmente vistos como "moralmente superiores" aos países endividados pelos seus excedentes de capital acumulado que podem disponibilizar como crédito.
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Qual será então o dilema entre pagar tudo como o governo Cavaco/Coelho pretende, não pagar roubos, ou "reestruturar" (adiar por décadas) o pagamento por forma a que o povo não perceba que está a ser roubado?
Um caso-a-estudar é o que acontece com a Argentina. Na crise de 2001 o país por impossibilidade de pagamento declarou bancarrota, propondo uma "reestruturação" com o perdão parcial da dívida pelos credores. A maioria, entre receber pouco ou nada do endividamento que haviam forçado, aceitaram. Outros com a ganância de ganhar tudo não aceitaram e recorreram aos tribunais muito convenientemente norte-americanos. Passada mais de uma década de contencioso um juiz nova-iorquino acaba de condenar a Argentina a pagar integralmente essa dívida com juros de mora. Trata-se do mesmo sistema bancos-tribunais onde a Argentina deposita o dinheiro para ir pagando as prestações da reestruturação - o mesmo sistema que pode agora penhorar todo o dinheiro ali depositado pela Argentina. O imbróglio é que os primeiros credores que aceitaram perder parte do valor em dívida, face a esta nova decisão do tribunal, querem agora igualmente receber por inteiro todo o valor da dívida que haviam perdoado.
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