- o primeiro tópico é de Susan George: «a Dívida é uma ferramenta muito poderosa para a classe dos exploradores, é uma ferramenta tão útil que é muito melhor do que o colonialismo, porque pode levar a manter os outros sob controle sem ter necessidade de um exército, nem sequer de todo um aparelho de administração»
- a segunda frase é de Óscar Wilde n`A Alma do Homem sob o Socialismo": recomendar parcimónia (o termo actual é austeridade) aos pobres é tão grotesco como insultuoso. É como aconselhar um homem que está a morrer de fome a comer menos»
Uma simples mistificação dos economistas da escola neoliberal norte-americana, fazendo tábua rasa da distinção entre o Valor de Uso e o Valor de Troca das mercadorias de Karl Marx em “O Capital” moldou o mundo do pós-guerra tal e qual o conhecemos. Neste sentido, só o Presente é nosso, não o momento passado nem aquele que aguardamos, porque um está destruido, e do outro, se não lutarmos, não sabemos se existirá.
domingo, setembro 07, 2014
sábado, setembro 06, 2014
a vontade de rir no Parlamento inglês
Os ingleses riem-se da crise porque, em primeiro lugar, mantêm uma posição de outsider em relação à União Europeia, em segundo lugar, porque têm moeda própria, cujo paridade é obtida em conluio com a moeda de referência global que é o Dólar. Eles riem porque sabem que o Euro é dependente, tanto politicamente através de governantes fantoches, quanto economicamente, por a Alemanha, que na prática regula a emissão do Euro, ser uma potência dependente daquelas duas moedas. Quem decide as grandes linhas e as razões de ser destas diferenças?, sendo que, não fosse o fosso abismal entre ricos e pobres na zona anglo-americana e a gestão de paraisos fiscais o PIB per capita da União Europeia seria superior ao dos Estados Unidos e da Commomwealth?
Desta feita a galhofa chegou à Casa dos Comuns de Londres: "o Bilderberg é um grupo privado que existe apenas com o propósito de organizar reuniões uma vez por ano em diversos países (...) é evidente que não há aqui conspiração nenhuma..."
"o Banco Central Europeu surpreende o mercado ao anunciar um novo corte na taxa de juro directora, para o mínimo histórico de 0,05%, e apresentar um novo plano de compra de ativos não financeiros para reactivar a banca e consequentemente a economia.
A baixa taxa de inflação que actualmente se observa na zona Euro resulta da forma como o euro evoluiu entre 1992 e 2008. Como nesses 16 anos iniciais os países do Sul da Europa persistiram em ter taxas de inflação acima da meta dos 2% ao ano (a que obriga os estatutos do Banco Central Europeu), os países do Norte da Europa consolidaram-se nos 1,5% ao ano. Este diferencial desequilibrou as economias europeias, pelo que, em 2008, foi necessário iniciar uma trajectória de inversão do problema (cortando-lhes o crédito) que actualmente faz que os países do Sul tenham de ter taxas de inflação inferiores às dos países do Norte. O problema que se está actualmente a observar é que os países do Norte não saem dos 1,5% ao ano e, por isso, os países do Sul vêem-se obrigados a ter taxas de inflação negativas, o que arrasta a média na Zona Euro para valores próximos de zero. Este dado não seria grave (caso Portugal tivesse capacidade de emitir moeda própria) mas assim precisa ser corrigido porque se afasta muito do objectivo de política monetária do BCE – este banco (que serve a politica monetária segundo os interesses da Alemanha) poderia facilmente resolver a situação imprimindo notas sem contrapartida e dando-as directamente aos Estados para que estes as gastem em despesa pública. (o que está terminante de fazer, de novo pelos estatutos, só podendo emprestar dinheiro aos bancos comerciais, que por sua vez o emprestam aos Estados a um juro superior). Assim, o problema é que, apesar da taxa de inflação estar baixa,,,
,,, como há muitas notas em circulação, o BCE antecipa elevados riscos de a inflação poder disparar. (e o BCE vai emitir mais 1 bilião delas); e como sempre, os Bancos serão os principais beneficiáriosQuanto à economia portuguesa, não se pode antecipar qualquer efeito significativo das medidas anunciadas porque a dimensão dos estímulos monetários é sempre, em termos líquidos, diminuta em comparação com a dimensão do mercado de crédito - um euro de estímulos monetários compara com mil euros de crédito. E se as medidas em si não têm efeito, o lado negativo é que, pelo dados históricos, a descida das taxas de juro dos bancos centrais anunciam sempre um próximo período de crise”. (decalcado do artigo de Pedro Cosme Vieira, acrescentado por comentários sublinhados por forma a tornar compreensivel o que escreveu no “Dinheiro Vivo”)
Desta feita a galhofa chegou à Casa dos Comuns de Londres: "o Bilderberg é um grupo privado que existe apenas com o propósito de organizar reuniões uma vez por ano em diversos países (...) é evidente que não há aqui conspiração nenhuma..."
legendado em castelhano
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o que muda na UE?, formalmente nada
"o Banco Central Europeu surpreende o mercado ao anunciar um novo corte na taxa de juro directora, para o mínimo histórico de 0,05%, e apresentar um novo plano de compra de ativos não financeiros para reactivar a banca e consequentemente a economia.
A baixa taxa de inflação que actualmente se observa na zona Euro resulta da forma como o euro evoluiu entre 1992 e 2008. Como nesses 16 anos iniciais os países do Sul da Europa persistiram em ter taxas de inflação acima da meta dos 2% ao ano (a que obriga os estatutos do Banco Central Europeu), os países do Norte da Europa consolidaram-se nos 1,5% ao ano. Este diferencial desequilibrou as economias europeias, pelo que, em 2008, foi necessário iniciar uma trajectória de inversão do problema (cortando-lhes o crédito) que actualmente faz que os países do Sul tenham de ter taxas de inflação inferiores às dos países do Norte. O problema que se está actualmente a observar é que os países do Norte não saem dos 1,5% ao ano e, por isso, os países do Sul vêem-se obrigados a ter taxas de inflação negativas, o que arrasta a média na Zona Euro para valores próximos de zero. Este dado não seria grave (caso Portugal tivesse capacidade de emitir moeda própria) mas assim precisa ser corrigido porque se afasta muito do objectivo de política monetária do BCE – este banco (que serve a politica monetária segundo os interesses da Alemanha) poderia facilmente resolver a situação imprimindo notas sem contrapartida e dando-as directamente aos Estados para que estes as gastem em despesa pública. (o que está terminante de fazer, de novo pelos estatutos, só podendo emprestar dinheiro aos bancos comerciais, que por sua vez o emprestam aos Estados a um juro superior). Assim, o problema é que, apesar da taxa de inflação estar baixa,,,
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sexta-feira, setembro 05, 2014
milagre da ciência da mentira: Obama é um clone de Cheney
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| Ambrósio, o "Change" faz-me lembrar algo |
a obcena hipocrisia de Obama, leva-o a tentar prender um jornalista que divulgou a verdade sobre Bush quando a administração cessante ajudou e trabalhou ela própria na campanha de eleição de Obama. A familia Bush foi a principal defensora dessa "mudança na continuidade" derramando virtudes como lentilhas a pataco sobre o então Senador Obama muito tempo antes de se anteverem os resultados de 2008. Alucinante!
James Risen
relacionado
A criação e financiamento de false-flags na politica norte-americana não nasceu com a recente ameaça dos terroristas do Estado Islâmico, remonta a esse grande sucesso que foi a finada al-Qaeda; desde o já distante ano de 1979 que os EUA treinam terroristas e lhe s arranjam emprego no Médio Oriente, uma evidência que é documentada neste pequeno video: "1979, o ano em que os Estados Unidos inventaram o Terrorismo"
a Ocidente nada de novo:
à esquerda: John McCain em amena cavaqueira com Abu Bakr al-Baghdadi, o alegado Califa do "Estado Islâmico"; à direita: Obama confraterniza com o rei Saudita
contribuintes pagam serviço público que faz fretes às máquinas de poder dos dois partidos únicos
A empresa pública de Rádio-Televisão pagou 6,2 milhões de euros de renda pelo uso da rede de emissão de sinal à Portugal-Telecom, um consórcio de accionistas estrangeiros; a RTP gastou no último exercicio 839 mil euros em estudos de audiências,, 1,2 milhões em serviços externos de informática e advocacia,,, e apenas 947 mil euros naquilo que seria suposto ser o principal objecto da actividade da empresa, hellas, a programação. No total a RTP em 2013 gastou 3,7 mil milhões de euros.
A avaliar por este exemplo, igual ou pior se passa nos dois outros canais de televisão privados na sua feroz concorrência por mexerico-mixórdias que lhe garantam audiometrias mais favoráveis. Só empresas de medição de audiências existem 4 em Portugal (Marktest, Gfk, Meo e Nos). Para os donos do negócio de TV as audiometrias são consideradas a moeda que estrutura a exploração comercial, o tempo de visão das mercadorias para venda, as receitas dos anunciantes. Entre os mais importantes clientes estão, como é óbvio, as agências de comunicação do governo e as máquinas de propaganda dos partidos do status. E assim sendo, o que paga o contribuinte pelo seu serviço público de informação televisiva?... para além da prioridade ao futebol, aos fait-divers, telenovelas e tudo que possa contribuir positivamente para a estupidificação e viciação dos destinatários das emissões rádio-eléctricas ao assimilarem a oferta de produtos fora de prazo, o telespectador paga sobretudo para ser ludibriado - dois exemplos:
1. na guerra dos Antónios em curso no Partido dito Socialista a RTP&Companhia vão facultar por sua opção tempo de antena em três debates sobre uma questão que apenas deveria dizer respeito às congeminações internas daquela agremiação politica. Esta é a mesma RTP (aliada às outras 2 cadeias de TV) que censurou ferozmente o acesso aos debates ao MRPP na última campanha eleitoral, em igualdade de circunstâncias com todas as candidaturas conforme a lei determina.
2. a deputada Ana Gomes numa comissão parlamentar de inquérito faz graves acusações de corrupção ao actual vice1º- ministro de Estado e ao actual presidente da Comissão Europeia – a RTP não encontra melhor forma de contornar a denúncia senão dar espaço para a leitura de 6 linhas apontando a Ana Gomes o ter incorrido em ínfimos erros factuais. E isso apaga o escândalo dos submarinos protagonizado por Portas e Barroso?
3. O fato bege de Obama
A avaliar por este exemplo, igual ou pior se passa nos dois outros canais de televisão privados na sua feroz concorrência por mexerico-mixórdias que lhe garantam audiometrias mais favoráveis. Só empresas de medição de audiências existem 4 em Portugal (Marktest, Gfk, Meo e Nos). Para os donos do negócio de TV as audiometrias são consideradas a moeda que estrutura a exploração comercial, o tempo de visão das mercadorias para venda, as receitas dos anunciantes. Entre os mais importantes clientes estão, como é óbvio, as agências de comunicação do governo e as máquinas de propaganda dos partidos do status. E assim sendo, o que paga o contribuinte pelo seu serviço público de informação televisiva?... para além da prioridade ao futebol, aos fait-divers, telenovelas e tudo que possa contribuir positivamente para a estupidificação e viciação dos destinatários das emissões rádio-eléctricas ao assimilarem a oferta de produtos fora de prazo, o telespectador paga sobretudo para ser ludibriado - dois exemplos:
| nas autárquicas 2013 não houve debates |
2. a deputada Ana Gomes numa comissão parlamentar de inquérito faz graves acusações de corrupção ao actual vice1º- ministro de Estado e ao actual presidente da Comissão Europeia – a RTP não encontra melhor forma de contornar a denúncia senão dar espaço para a leitura de 6 linhas apontando a Ana Gomes o ter incorrido em ínfimos erros factuais. E isso apaga o escândalo dos submarinos protagonizado por Portas e Barroso?
3. O fato bege de Obama
quinta-feira, setembro 04, 2014
I want to be Free
no debate sobre Esquerda e Direita na Universidade de Verão do PSD, o Ministro-Adjunto do Desenvolvimento Regional Poiares Maduro afirmou que o Governo português é um dos mais à Esquerda da Europa. Bom, bom mesmo, e divertido foi ver o principal militante do Livre em directo na SIC Noticias a tentar a unidade das esquerdas com militantes da Juventude Social Democrata, na esperança de que desta fornada saiam novos tipos de esquerda, como cavacos, santanas lopes ou durões barrosos...
Qual é a coisa qual é ela, para os ricos horrorosa mas para os pobres a mais bela?
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Garcia Pereira - A Solução para o BES é um Golpe de Estado - A farsa dos números de desemprego - a questão da TAP (Programa Em Foco, 2 de Setembro de 2014)
Garcia Pereira - A Solução para o BES é um Golpe de Estado - A farsa dos números de desemprego - a questão da TAP (Programa Em Foco, 2 de Setembro de 2014)
(repare-se na pressão da apresentadora para cortar os assuntos sensiveis)
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quarta-feira, setembro 03, 2014
Ana Gomes, pau para toda a colher
Por um lado a militante-actriz no papel de socialista Ana Gomes sente-se escandalizada por "haver alemães condenados na Alemanha por corromperem pessoas em Portugal no quadro deste contrato de aquisição de submarinos e em Portugal não se saber quem são os corrompidos" e clama para que Durão Barroso seja chamado como primeiro ministro responsável de então a prestar declarações na Comissão Parlamentar de Inquérito chefiada pelo CDS, antes que a coisa prescreva;
num ponto Barroso entalado, noutro ponto Barroso apoiado:
Ana Gomes declarou a propósito da suposta intervenção de nacionais russos anti-nazis nas Repúblicas Populares do leste da Ucrânia, que as sanções da Europa à Rússia só pecam por tardias. Ana Gomes repete a sua posição pró-imperialista euro-estadounidense como no caso da Libia e da Siria. O que, contando com o aopio da "esquerdinha nacional" deixa Durão Barroso assanhadamente aguerrido, a ponto de citar o presidente da Rússia por supostamente lhe ter declarado nas fuças que caso o pretendesse tomava Kiev em duas semanas. O conselheiro de Putin, Juri Uschakow, acusa o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, de ter citado Putin fora de contexto, quando se referiu a uma conversa telefónica entre ambos em que o presidente russo disse que poderia tomar Kiev em duas semanas. O processo, disse Uschakow, não está ao "nível de uma personalidade política séria" (fonte) e por osmose, também não está ao nivel da Ana Gomes...
Os invasores de quem ninguém fala:
Veteranos norte-americanos da Intelligence Professionals for Sanity (VIPS) escreveram a Angela Merkel dizendo-lhe que as informações da NATO sobre invasão da Ucrânia pela Rússia não são confiáveis.
a ana Gomes apoia o Baroso?
actual governo português (PSD/CDS) é visto como um dos mais corruptos do mundo
actual governo português (PSD/CDS) é visto como um dos mais corruptos do mundo
o FMI entra na guerra a favor dos nazis da Ucrânia. O Fundo Monetário Internacional acaba de aprovar um empréstimo de 17 mil milhões de dólares ao governo de Kiev, devendo a primeira tranche de 3,2 mil milhões chegar hoje quarta-feira.
terça-feira, setembro 02, 2014
o BES-Angola é um Banco Bom ou um Banco Mau?
não sabemos, porque o BESA, embora criado com capitais supostamente portugueses, está fora da jurisdição nacional portuguesa.
Certo, certo, é que se o BES-Angola não pagar os supostos 3 Mil Milhões que deve é o Banco Mau que perde. E credores e accionistas recebem Zero.
E os credores, como se verá mais à frente, são afinal apenas um: é o "Banco Bom" português, o que "é nosso", segundo a lógica da batata capitalista, dos contribuintes portugueses que serão obrigados a responsabilizar-se e ter orgulho pelas coisas boas da nossa banca comercial de investimento fora do interesse nacional.
desde o colapso da bolha das Dotcom no ano 2000, até à crise dos Subprime, passando pela crise Energética (a invasão do Iraque pelo petróleo), pela actual crise das Dívidas Soberanas e do novissimo colapso do Banco BES, as empresas portuguesas mais valiosas cotadas na Bolsa de Lisboa perderam 3,7 mil milhões em pouco mais de uma década. E desde 1974 o Banco de Portugal delapidou 483,5 toneladas de ouro das suas reservas, ouro que chegou a valer 6,5 vezes mais do que no período compreendido entre 2001 e 2009, data a partir da qual o actual vice-governador do BCE Vitor Constâncio o começou a transferir ao desbarato, trocando-o por swaps e afins. Ouro vendado que a preços de hoje teria um valor de 17 mil milhões.
A crise financeira que estourou em Portugal no passado dia um de Agosto, com a bancarrota do Banco Espírito Santo (BES), teve o condão de calar todos os nossos economistas, os quais perderam totalmente a coragem de avaliar o quadro político, económico, financeiro e social dramático onde está a mergulhar a sociedade portuguesa.
Certo, certo, é que se o BES-Angola não pagar os supostos 3 Mil Milhões que deve é o Banco Mau que perde. E credores e accionistas recebem Zero.
E os credores, como se verá mais à frente, são afinal apenas um: é o "Banco Bom" português, o que "é nosso", segundo a lógica da batata capitalista, dos contribuintes portugueses que serão obrigados a responsabilizar-se e ter orgulho pelas coisas boas da nossa banca comercial de investimento fora do interesse nacional.
desde o colapso da bolha das Dotcom no ano 2000, até à crise dos Subprime, passando pela crise Energética (a invasão do Iraque pelo petróleo), pela actual crise das Dívidas Soberanas e do novissimo colapso do Banco BES, as empresas portuguesas mais valiosas cotadas na Bolsa de Lisboa perderam 3,7 mil milhões em pouco mais de uma década. E desde 1974 o Banco de Portugal delapidou 483,5 toneladas de ouro das suas reservas, ouro que chegou a valer 6,5 vezes mais do que no período compreendido entre 2001 e 2009, data a partir da qual o actual vice-governador do BCE Vitor Constâncio o começou a transferir ao desbarato, trocando-o por swaps e afins. Ouro vendado que a preços de hoje teria um valor de 17 mil milhões.
A crise financeira que estourou em Portugal no passado dia um de Agosto, com a bancarrota do Banco Espírito Santo (BES), teve o condão de calar todos os nossos economistas, os quais perderam totalmente a coragem de avaliar o quadro político, económico, financeiro e social dramático onde está a mergulhar a sociedade portuguesa.
segunda-feira, setembro 01, 2014
"O preço de ser Israel"
"A história do sionismo é um debate permanente, fora e dentro do judaísmo". E logo nesta primeira linha surge a falácia: porquê o sr. António Guerreiro autor deste artigo acha que as pessoas têm de ser organizadas por dentro ou por fora das religiões? o tratado de Westfalia no século XVI pôs fim às guerras religiosas, pensávamos nós, com a criação da forma "Estado", uma entidade laica, mediadora da liberdade de expressão (1). Três séculos depois, relembra-se o que Marx escreveu sobre a "Questão Judaica": que os judeus, como expoentes máximos do capitalismo, acabariam por desaparecer consoante se fossem integrando nas sociedades de acolhimento, concluindo: "O dinheiro é o Deus zeloso de Israel, diante do qual nenhum outro deus pode existir (...) portanto, a emancipação dos judeus é a emancipação da humanidade do judaísmo (...) num regime socialista não existirá discriminação por motivos religiosos (...) os amantes do dinheiro extinguir-se-ão...". E foi isso mesmo que aconteceu: os judeus, por opção religiosa ou por proselitismo estão todos juntinhos a gerir a Reserva Federal dos EUA que emite a moeda imperial à qual todas as outras nações pagam tributo. Como se vai vendo, a história do Sionismo não se resume ao Médio Oriente, goes global - uma nova forma de fascismo, conforme escreveu o mesmo António Guerreiro sobre a uniformização cultural que se vai tornando igualmente global
A medalha cujo verso e reverso se reproduz abaixo foi cunhada por ordem de Joseph Goebbels em 1933, para comemorar a expedição Nazi à Palestina. Um dado que é preciso investigar a fundo para esclarecer as obscuras conexões entre o Sionismo e o III Reich alemão. A imagem da educação em Israel na disciplina de uso de armamento de guerra é contemporânea.
O plano consignado com a criação da empresa alemã Haavara ("uma espécie de agência de viagens para a Palestina") foi assinado em 25 de Agosto de 1933 entre a Federação Sionista da Alemanha (Zionistische Vereinigung für Deutschland), o Banco Anglo-Palestiniano (agindo sob as ordens da Agência Judaica) e as autoridades económicas da Alemanha Nazi. O acordo de tranferência foi projectado para facilitar a emigração de judeus alemães para a Palestina...
...o emigrante pagava um certo montante de dinheiro à empresa de colonização sionista, a título de investimento, recebendo o capital ou bens de fabrico alemão no seu destimo como colono.
Nada de muito diferente do que se continua a passar hoje em dia "Na Alemanha de Hitler, o acordo funcionou regularmente pelo menos até um ano antes da declaração de guerra dos judeus ricos dos Estados Unidos à Alemanha (1939), sendo conhecido como "Kapitaltransfer nach Palaestina". O principal proponente do Acordo Haavara foi o judeu Haim Arlosoroff. O acordo entre sionistas e nazis, além de permitir a emigração de judeus possibilitou a recuperação de boa parte dos valores dos activos de que dispunham na Alemanha - apesar do imposto sobre a remessa de capitais para o exterior, correspondente a 25% sobre o valor transferido, conforme previsto pela legislação alemã. Aproximadamente 60.000 judeus alemães beneficiaram-se dessa cooperação entre as organizações sionistas e autoridades alemãs. Ao emigrar, levaram consigo 100 milhões de dólares (uma quantia astronómica para a época), recursos que serviram para lançar as bases da infraestrutura do futuro estado de Israel. (wikipedia)
A medalha cujo verso e reverso se reproduz abaixo foi cunhada por ordem de Joseph Goebbels em 1933, para comemorar a expedição Nazi à Palestina. Um dado que é preciso investigar a fundo para esclarecer as obscuras conexões entre o Sionismo e o III Reich alemão. A imagem da educação em Israel na disciplina de uso de armamento de guerra é contemporânea.
O plano consignado com a criação da empresa alemã Haavara ("uma espécie de agência de viagens para a Palestina") foi assinado em 25 de Agosto de 1933 entre a Federação Sionista da Alemanha (Zionistische Vereinigung für Deutschland), o Banco Anglo-Palestiniano (agindo sob as ordens da Agência Judaica) e as autoridades económicas da Alemanha Nazi. O acordo de tranferência foi projectado para facilitar a emigração de judeus alemães para a Palestina...
...o emigrante pagava um certo montante de dinheiro à empresa de colonização sionista, a título de investimento, recebendo o capital ou bens de fabrico alemão no seu destimo como colono.
Nada de muito diferente do que se continua a passar hoje em dia "Na Alemanha de Hitler, o acordo funcionou regularmente pelo menos até um ano antes da declaração de guerra dos judeus ricos dos Estados Unidos à Alemanha (1939), sendo conhecido como "Kapitaltransfer nach Palaestina". O principal proponente do Acordo Haavara foi o judeu Haim Arlosoroff. O acordo entre sionistas e nazis, além de permitir a emigração de judeus possibilitou a recuperação de boa parte dos valores dos activos de que dispunham na Alemanha - apesar do imposto sobre a remessa de capitais para o exterior, correspondente a 25% sobre o valor transferido, conforme previsto pela legislação alemã. Aproximadamente 60.000 judeus alemães beneficiaram-se dessa cooperação entre as organizações sionistas e autoridades alemãs. Ao emigrar, levaram consigo 100 milhões de dólares (uma quantia astronómica para a época), recursos que serviram para lançar as bases da infraestrutura do futuro estado de Israel. (wikipedia)
domingo, agosto 31, 2014
"A economia, (capitalista) essa ciência esotérica"...
Avolumam-se os sinais de que a Europa enfrentará em breve uma segunda vaga da crise iniciada em 2007/8, a primeira vaga provocada pelo colapso dos fundos financeiros sobre o imobiliário nos Estados Unidos, a segunda pela estagnação das economias na Europa face ao colapso da bolha das dívidas soberanas para onde têm vindo a ser transferidos todos os prejuizos das contabilidades tóxicas do sistema bancário. O ataque ao Euro pelos emissores da moeda de referência global, o Dólar e a Libra, assemelha-se enormemente com o mesmo tipo de ataque que foi levado a cabo pelo imperialismo do Dólar contra o Yene japonês em 1992, o que provocou uma década perdida no Japão, numa das mais fluorescentes economias na época. Dito pelos próprios conservadores, jamais o Japão recuperou os antigos indices de crescimento e progresso. Os alertas sobre o mesmo tipo de colapso que afundará ainda mais a Europa prende-se evidentemente com a decisão da Reserva Federal de suspender a emissão de mais dólares, como o BIS avisou, o FMI previu e aqui se disse... para "ajudar a economia"
(a deles)
A capa de ontem da edição para a Europa da revista "The Economist" é reveladora. Num barco de papel semi-afundado feito de uma nota de 20 euros seguem, à proa, Merkel e Hollande. Lá atrás, Mario Draghi retira baldes de água de dentro da embarcação. O título resume: "Aquele sentimento de naufrágio (uma vez mais)". E conclui-se no jornal privado do regime: É neste "sentimento de naufrágio" europeu, agravado por problemas criados por nós próprios, que temos vivido os últimos seis anos. Seis anos!", uma posta assinada pelo editorialista de serviço Henrique Monteiro
É uma mentira grosseira do Expresso do Monteiro que os problemas do euro "tenham sido criados por nós próprios"; nós quem? os do nicho de mercado dos tipos da laia dele.
Os problemas do Euro foram criados pela exportação de fundos financeiros titularizados em dólares e que foram "vendidos" aos bancos europeus para serem integrados numa cadeia de especulação pura. Como o BCE não pode emitir moeda e emprestá-la directamente aos Estados (ao contrário da FED e do Banco-de-Inglaterra que pode fazer dinheiro na quantidade que lhes apetecer) a Dívida daí resultante acabou por ser assumida - por estes "governantes" europeus sem espinha dorsal - como Divida Soberana dos Estados. É a maior falcratua de sempre na história, que está a afectar o paradigma civilizacional europeu, o que até aqui tem vindo a ser o modelo social que ilumina as aspirações de muitos povos do mundo. Concluindo, ou o sr. Henrique Monteiro está dizer que esta vigarice foi feita pelos tipos que lhe pagam os salários (não o assumindo frontalmente) ou o sr. Monteiro é um trafulha, um canalha, um vendido!
(a deles)
A capa de ontem da edição para a Europa da revista "The Economist" é reveladora. Num barco de papel semi-afundado feito de uma nota de 20 euros seguem, à proa, Merkel e Hollande. Lá atrás, Mario Draghi retira baldes de água de dentro da embarcação. O título resume: "Aquele sentimento de naufrágio (uma vez mais)". E conclui-se no jornal privado do regime: É neste "sentimento de naufrágio" europeu, agravado por problemas criados por nós próprios, que temos vivido os últimos seis anos. Seis anos!", uma posta assinada pelo editorialista de serviço Henrique Monteiro
É uma mentira grosseira do Expresso do Monteiro que os problemas do euro "tenham sido criados por nós próprios"; nós quem? os do nicho de mercado dos tipos da laia dele.
Os problemas do Euro foram criados pela exportação de fundos financeiros titularizados em dólares e que foram "vendidos" aos bancos europeus para serem integrados numa cadeia de especulação pura. Como o BCE não pode emitir moeda e emprestá-la directamente aos Estados (ao contrário da FED e do Banco-de-Inglaterra que pode fazer dinheiro na quantidade que lhes apetecer) a Dívida daí resultante acabou por ser assumida - por estes "governantes" europeus sem espinha dorsal - como Divida Soberana dos Estados. É a maior falcratua de sempre na história, que está a afectar o paradigma civilizacional europeu, o que até aqui tem vindo a ser o modelo social que ilumina as aspirações de muitos povos do mundo. Concluindo, ou o sr. Henrique Monteiro está dizer que esta vigarice foi feita pelos tipos que lhe pagam os salários (não o assumindo frontalmente) ou o sr. Monteiro é um trafulha, um canalha, um vendido!
sábado, agosto 30, 2014
a Paz em Gaza é a continuação da Guerra por outros meios
Para a obtenção da paz duradoura temos de resolver de forma radical a situação que deu origem ao conflito. Isto é, a usurpação israelo-sionista da Palestina e o reconhecimento do direito de regresso dos palestinianos às suas terras de origem. Esta recente experiência de derrota e perda do exército israelita na agressão contra Gaza, embora confidencial, chegou ao jornal tunisino al-Chorouk que publica na íntegra os números que transpiraram através dos relatórios do especialista militar do Haaretz, Amos Harel, também conselheiro do gabinete de segurança.
De acordo com os relatórios escritos pela pessoa em causa, desde 7 de Julho, quando a ofensiva foi auto-proclamada de invencível, 497 soldados israelitas foram mortos e 113 agentes sionistas foram igualmente abatidos. Contudo, as baixas de soldados feridos aumentaram para 879... e 362 soldados e oficiais estão nos hospitais em estado grave"; enquanto as informações oficiais dizem que "o exército de Israel perdeu 270 soldados , enquanto 629 outros mercenários (leu bem: mercenários!) estão feridos" (nota: o relatório oficial não explica o que as "Forças de Defesa de Israel" (na sigla em inglês IDF) pretende fazer compreender com o termo mercenário) e que é isto: "166 militares israelitas tentaram cometer suicídio". 311 soldados deram um tiro no pé para não ir para a guerra "e o jornal, porque neste ponto lhe convém exagerar, acrescentou: "332 soldados e 418 reservistas amputaram um dos seus membros, não para fazer a guerra" (contra os inimigos que querem fazer Israel desaparecer do mapa)... O criminoso de guerra Netanyahu confirma: "Retirámos as nossas forças terrestres de Gaza para não sofrermos mais mortos" - e o Hamas qualificou esta decisão como uma vitória para a Palestina", apesar de terem sofrido mais de 2000 vitimas mortais entre os civis palestinianos.
Entretanto, o Emirado do Qatar tinha-se comprometido a pagar salários a milhares de funcionários públicos de Gaza impossibilitados de trabalhar - e o Hamas tinha afirmado que não iria aceitar a trégua a menos que recebesse os pagamentos, mas os Estados Unidos bloquearam os fundos do Qatar destinados a esse fim. A contra-informação sionista via The Times of Israel põe imediatamente a circular que o primeiro-ministro Ismail Haniyeh do Hamas é um traidor à causa palestiniana por ter aceitado colaborar com o Emir do Qatar
De acordo com os relatórios escritos pela pessoa em causa, desde 7 de Julho, quando a ofensiva foi auto-proclamada de invencível, 497 soldados israelitas foram mortos e 113 agentes sionistas foram igualmente abatidos. Contudo, as baixas de soldados feridos aumentaram para 879... e 362 soldados e oficiais estão nos hospitais em estado grave"; enquanto as informações oficiais dizem que "o exército de Israel perdeu 270 soldados , enquanto 629 outros mercenários (leu bem: mercenários!) estão feridos" (nota: o relatório oficial não explica o que as "Forças de Defesa de Israel" (na sigla em inglês IDF) pretende fazer compreender com o termo mercenário) e que é isto: "166 militares israelitas tentaram cometer suicídio". 311 soldados deram um tiro no pé para não ir para a guerra "e o jornal, porque neste ponto lhe convém exagerar, acrescentou: "332 soldados e 418 reservistas amputaram um dos seus membros, não para fazer a guerra" (contra os inimigos que querem fazer Israel desaparecer do mapa)... O criminoso de guerra Netanyahu confirma: "Retirámos as nossas forças terrestres de Gaza para não sofrermos mais mortos" - e o Hamas qualificou esta decisão como uma vitória para a Palestina", apesar de terem sofrido mais de 2000 vitimas mortais entre os civis palestinianos.
Entretanto, o Emirado do Qatar tinha-se comprometido a pagar salários a milhares de funcionários públicos de Gaza impossibilitados de trabalhar - e o Hamas tinha afirmado que não iria aceitar a trégua a menos que recebesse os pagamentos, mas os Estados Unidos bloquearam os fundos do Qatar destinados a esse fim. A contra-informação sionista via The Times of Israel põe imediatamente a circular que o primeiro-ministro Ismail Haniyeh do Hamas é um traidor à causa palestiniana por ter aceitado colaborar com o Emir do Qatar
a ler no "Luta Popular"
sexta-feira, agosto 29, 2014
Portugueses no Mundo
“Os poetas estão a avançar com uns vagares de galinholas. Porra” (Herbert Hélder, 1979)
"A última bilha do gás durou dois meses e três dias/com o gás dos últimos dias podia ter-me suicidado/ mas eis que se foram os três dias e estou aqui (...) e eu sensivel apenas ao papel e à esferográfica/ à mão que me administra a alma" (Herberto Helder, in "A Morte sem Mestre")a mulher morta por inalação de gases quando parou o carro numa estrada no condado de Elizabeth, Newark, EUA, era lembrada como sendo dócil e muito trabalhadora. Morreu enquanto dormia durante as deslocações entre os quatro empregos que tinha, trabalhos a que se via obrigada para fazer face às despesas. Em dois desses postos de trabalho vendia donuts, em lojas de comida rápida. Este último turno a que se dirigia e que lhe foi fatal, aconteceu porque pretendia trocar a folga de modo a poder ir ao concerto do fim-de-semana de homenagem a Michael Jackson. (NewJersey.com). Este modo de morrer, da pessoa que trabalha mas de cujo salário não se consegue sustentar senão recorrendo a múltiplos empregos é a verdadeira face da recessão, disse Joseph Seneca, professor de economia na Rutgers University. (NewJersey.com)
7,5 milhões de assalariados através dos Estados Unidos são precários, obrigados a ter mais que um emprego, trabalhando um número infindável de horas. Pela lei da selva vigente, as pessoas são menos conceituadas que os camiões de carga, os quais são obrigados a cumprir horário rigoroso controlado por tacógrafo. Carl Van Horn director do "John J. Heldrich Center for Workforce Development" na Rutgers, afirma que o desejo destas pessoas seria ter um trabalho a tempo inteiro, porém é tarefa impossivel encontrá-lo. Provavelmente, como em Portugal (1), nem constam das estatisticas dos centros de desemprego (RussiaToday)... áh, é verdade, a mulher que morreu chamava-se Maria Fernandes, tinha 32 anos e era portuguesa. Apenas menos um número, dos 2 milhões de portugueses emigrados no portugal sem fronteiras... (Emigrar)
quinta-feira, agosto 28, 2014
quarta-feira, agosto 27, 2014
Fabricar dinheiro falso não é historicamente uma novidade
O Papa Giovanni XXII promulgou a bula "Spondent quas non exhibent" (Prometem o que não podem cumprir) na qual ameaçava os falsificadores de metais preciosos com um castigo que consistia na entrega ao Tesouro público de uma quantidade de ouro ou prata verdadeira igual à falsificada. Como é de supor, nenhuma das proibições teve demasiados efeitos práticos. O mesmo Papa Giovanni XXII deixou após a sua morte uma fortuna tão imensa, que durante anos correu o rumor de que ele mesmo havia sido um alquimista apostado em transmutar metais vis cobrindo-os com produtos que lhe conferiam a aparência de ouro e prata que punha a circular como moeda corrente a seu bom proveito.
A entidade emissora de moeda dos Estados Unidos (Reserva Federal) prevê acabar em Outubro próximo o programa de emissão de dólares para "ajudar a economia" (Quantitative Easing). Depois de praticamente concluida a transferência do "papel tóxico" para os bancos europeus, via BCE - provocando a crise que tem vindo a afectar o Euro - o Banco Central Europeu ver-se-á agora confrontado com a necessidade de criar ele próprio um programa de emissão de Euros, falcatrua com que pensa "ajudar a economia!. A bom proveito do sub-imperialismo europeu da Alemanha
A entidade emissora de moeda dos Estados Unidos (Reserva Federal) prevê acabar em Outubro próximo o programa de emissão de dólares para "ajudar a economia" (Quantitative Easing). Depois de praticamente concluida a transferência do "papel tóxico" para os bancos europeus, via BCE - provocando a crise que tem vindo a afectar o Euro - o Banco Central Europeu ver-se-á agora confrontado com a necessidade de criar ele próprio um programa de emissão de Euros, falcatrua com que pensa "ajudar a economia!. A bom proveito do sub-imperialismo europeu da Alemanha
do dominio da Burguesia nacional ao Internacionalismo Proletário
"a História de toda a sociedade até aqui é a história de lutas de classes".
"a Burguesia, pela sua exploração do mercado mundial, configurou de um modo cosmopolita a produção e o consumo de todos os países. Para grande pesar dos reaccionários, tirou à indústria o solo nacional onde firmava os pés. As antiquíssimas indústrias nacionais foram aniquiladas, e são ainda diariamente aniquiladas. São desalojadas por novas indústrias cuja introdução se torna uma questão vital para todas as nações civilizadas, por indústrias que já não laboram matérias-primas nativas, mas matérias-primas oriundas das zonas mais afastadas, e cujos fabricos são consumidos não só no próprio país como simultaneamente em todas as partes do mundo. Para o lugar das velhas necessidades, satisfeitas por artigos do país, entram [necessidades] novas que exigem para a sua satisfação os produtos dos países e dos climas mais longínquos. Para o lugar da velha auto-suficiência e do velho isolamento locais e nacionais, entram um intercâmbio omnilateral, uma dependência das nações umas das outras. E tal como na produção material, assim também na produção espiritual. Os artigos espirituais das nações singulares tornam-se bem comum. A unilateralidade e estreiteza nacionais tornam-se cada vez mais impossíveis, e das muitas literaturas nacionais e locais forma-se uma literatura mundial (...)
A indústria moderna transformou a pequena oficina do mestre patriarcal na grande fábrica do capitalista industrial. Massas de operários, comprimidos na fábrica, são organizadas como soldados. São colocadas, como soldados rasos da indústria, sob a vigilância de uma hierarquia completa de oficiais subalternos e oficiais. Não são apenas servos da classe burguesa, do Estado burguês; dia a dia, hora a hora, são feitos servos da máquina, do vigilante, e sobretudo dos próprios burgueses fabricantes singulares. Este despotismo é tanto mais mesquinho, mais odioso, mais exasperante, quanto mais abertamente proclama ser o provento o seu objectivo (...)
Os pequenos Estados médios até aqui, os pequenos industriais, comerciantes e os que possuem ou vivem de rendimentos, os artesãos e camponeses, todas estas classes caem no proletariado, em parte porque o seu pequeno capital não chega para o empreendimento da grande indústria e sucumbe à concorrência dos capitalistas maiores, em parte porque a sua habilidade é desvalorizada por novos modos de produção. Assim, o proletariado recruta-se de todas as classes da população (...)
Mas com o desenvolvimento da indústria o proletariado não apenas se multiplica; é comprimido em massas maiores, a sua força cresce, e ele sente-a mais. Os interesses, as situações de vida no interior do proletariado tornam-se cada vez mais semelhantes, na medida em que a maquinaria vai obliterando cada vez mais as diferenças do trabalho e quase por toda a parte faz descer o salário a um mesmo nível baixo. A concorrência crescente dos burgueses entre si e as crises comerciais que daqui decorrem tornam o salário dos operários cada vez mais oscilante; o melhoramento incessante da maquinaria, que cada vez se desenvolve mais depressa, torna toda a sua posição na vida cada vez mais insegura..." (Manifesto do Partido Comunista, 1848)
terça-feira, agosto 26, 2014
Analisando os indices de popularidade do governo na Rússia capitalista de Putin
Na década que se seguiu à queda do regime soviético revisionista o produto interno bruto da Rússia caíu 40 por cento. Imagine-se as perdas de direitos adquiridos e as condições de miséria para onde as pessoas foram atiradas, se comparamos esse indice com o choque que os portugueses sofrem hoje com apenas a perda de 14 por cento do produto desde 2008. Apostado em suster a debacle, o primeiro governo de Vladimir Putin foi empossado em 1999. A Rússia é hoje capitalista, porém o seu governo é patriótico (baniu os interesses estrangeiros que se propunham pilhar o que restava) e democrático: os índices de aprovação da liderança de Vladimir Vladimirovich Putin estão por estes dias acima dos 80 por cento. Aqui está um gráfico útil que mostra o que é que mudou nos cerca de 15 anos de governo de Putin entre 1999 (listado à esquerda) e os últimos dados disponiveis de 2013 (lista da direita)
o PIB passou de 195 biliões de dólares em 1999 para 2.113 biliões em 2013.
o Rendimento per Capita passou de 1.230 dólares para 14.800 dólares.
a Taxa de inflação caiu de 36,5 por cento para 6,5 por cento.
as Reservas de Ouro subiram de 12,6 biliões para 511.000.000.000 dólares.
a Dívida Pública passou de 78% do PIB para 8% do PIB.
a Pensão por Reforma média mensal subiu de 499 rublos para 10.000 rublos.
o Salário médio mensal que era de 1.522 rublos passou para 29.940 rublos.
Não é de admirar que ninguém no Ocidente dê a conhecer um gráfico como este; para os Estados Unidos e seus Aliados estes números devem ser aterrorizantes...
Além de Putin ser considerado um herói nacional (a 4ª personalidade mais popular de sempre, depois de Lenine, Estaline e Pedro o Grande) por ser um patriota e ter posto termo à rapina das transferências de titulos privatizados para os bolsos dos investidores que foram ajudados pelos "economistas" ocidentais e seus oligarcas de estimação, levantando o povo russo contra o Império do Caos Atlântico. E é por isso que no ocidente lhe chamam Oligarca... (não o comparando por exemplo com Barack Obama... que se gaba publicamente de apenas precisar de uma pen e um telefone para
o PIB passou de 195 biliões de dólares em 1999 para 2.113 biliões em 2013.
o Rendimento per Capita passou de 1.230 dólares para 14.800 dólares.
a Taxa de inflação caiu de 36,5 por cento para 6,5 por cento.
as Reservas de Ouro subiram de 12,6 biliões para 511.000.000.000 dólares.
a Dívida Pública passou de 78% do PIB para 8% do PIB.
a Pensão por Reforma média mensal subiu de 499 rublos para 10.000 rublos.
o Salário médio mensal que era de 1.522 rublos passou para 29.940 rublos.
Não é de admirar que ninguém no Ocidente dê a conhecer um gráfico como este; para os Estados Unidos e seus Aliados estes números devem ser aterrorizantes...
Além de Putin ser considerado um herói nacional (a 4ª personalidade mais popular de sempre, depois de Lenine, Estaline e Pedro o Grande) por ser um patriota e ter posto termo à rapina das transferências de titulos privatizados para os bolsos dos investidores que foram ajudados pelos "economistas" ocidentais e seus oligarcas de estimação, levantando o povo russo contra o Império do Caos Atlântico. E é por isso que no ocidente lhe chamam Oligarca... (não o comparando por exemplo com Barack Obama... que se gaba publicamente de apenas precisar de uma pen e um telefone para
segunda-feira, agosto 25, 2014
o jornal da Sonae e os seus amigos nazi-fascistas da Ucrânia
Ignorando ou manipulando ao longo de meses o bombardeamento de populações civis do leste da Ucrânia, inclusive com mísseis balísticos, por tropas da Junta nazi fascista de Kiev, hoje o Publico, finalmente, sob o titulo: "Separatistas pró-russos exibem prisioneiros no Dia da Independência da Ucrânia. Dezenas de soldados fiéis a Kiev foram forçados a marchar no centro de Donetsk", comoveu-se com o que se está a passar no leste de Ucrânia.
Mas estranhamente, ou não, o Publico, pela pena dum tal Alexandre Martins, não se comove com os mais de 2000 mortos civis só no mês de Julho, nem com as centenas de milhares de refugiados, sobretudo mulheres e criancas, em fuga da investida da besta nazi fascista. O que comove o Publico é a parada nas ruas da massacrada Donetsk, não propriamente de militares, mas nazis e fascistas do Sector Direita e da Guarda Nacional capturados e acusados de crimes contra civis, a quem, como o Publico bem sabe, não se aplica sequer a Convenção de Genebra. Aliás é esta a primeira vez que há memória de ver o Publico preocupado pela aplicação da Convenção de Genebra que, pelo livro de estilo do Publico, parece só obrigar anti-fascistas, mas nunca os Estados Unidos ou Israel, quando destroem e massacram populações no Iraque, na Palestina, na Líbia, na Síria, (via facebook, J.Eduardo Brissos)
Mas estranhamente, ou não, o Publico, pela pena dum tal Alexandre Martins, não se comove com os mais de 2000 mortos civis só no mês de Julho, nem com as centenas de milhares de refugiados, sobretudo mulheres e criancas, em fuga da investida da besta nazi fascista. O que comove o Publico é a parada nas ruas da massacrada Donetsk, não propriamente de militares, mas nazis e fascistas do Sector Direita e da Guarda Nacional capturados e acusados de crimes contra civis, a quem, como o Publico bem sabe, não se aplica sequer a Convenção de Genebra. Aliás é esta a primeira vez que há memória de ver o Publico preocupado pela aplicação da Convenção de Genebra que, pelo livro de estilo do Publico, parece só obrigar anti-fascistas, mas nunca os Estados Unidos ou Israel, quando destroem e massacram populações no Iraque, na Palestina, na Líbia, na Síria, (via facebook, J.Eduardo Brissos)
actualização
domingo, agosto 24, 2014
o "Estado Islâmico da Síria e do Iraque"; o mesmo post anterior no léxico oficial
1. O Estado Islâmico (EI, ex-ISIS) é uma ameaça de tipo novo. Não é “mais um” grupo terrorista ou de fanáticos apocalípticos. Tem outra ambição.
Encara-se como um verdadeiro Estado em construção — o “califado” — e não como uma organização de militantes. Controla, na Síria e no Iraque, um território da dimensão da Grã-Bretanha. Utiliza métodos de tal modo violentos que suscitou a repulsa da Al-Qaeda. Está a mudar o mapa do Médio Oriente (1) e a dinâmica das “guerras por procuração” que lá se travam. Mais relevante do que o fanatismo é a sua vocação totalitária.
Os analistas atribuíram inicialmente o seu sucesso a três factores: uma extraordinária mobilidade com elevado poder de fogo, a brutalidade dos ataques e uma refinada propaganda de actos de barbárie para desmoralizar quem lhe resiste. Chuck Hagel, secretário da Defesa americano, declarou depois do vídeo da decapitação do jornalista James Foley: “É um grupo mais bem organizado do que qualquer outro de que tenhamos conhecimento. Eles não são um simples grupo terrorista. Aliam ideologia e sofisticação militar. Dispõem de fundos financeiros incríveis.” (ler mais, Jorge Almeida Fernandes, no Público)
(1) Israelitas imaginários. O cineasta israelita Eyal Sivan, decifra os argumentos dos manifestantes pró-Israel que apoiam os criminosos ataques militares contra o governo eleito e civis na Faixa de Gaza, manifestando-se aos gritos de "morte aos terroristas do Hamas" a 31 de Julho de 2014 em Paris.
Encara-se como um verdadeiro Estado em construção — o “califado” — e não como uma organização de militantes. Controla, na Síria e no Iraque, um território da dimensão da Grã-Bretanha. Utiliza métodos de tal modo violentos que suscitou a repulsa da Al-Qaeda. Está a mudar o mapa do Médio Oriente (1) e a dinâmica das “guerras por procuração” que lá se travam. Mais relevante do que o fanatismo é a sua vocação totalitária.
Os analistas atribuíram inicialmente o seu sucesso a três factores: uma extraordinária mobilidade com elevado poder de fogo, a brutalidade dos ataques e uma refinada propaganda de actos de barbárie para desmoralizar quem lhe resiste. Chuck Hagel, secretário da Defesa americano, declarou depois do vídeo da decapitação do jornalista James Foley: “É um grupo mais bem organizado do que qualquer outro de que tenhamos conhecimento. Eles não são um simples grupo terrorista. Aliam ideologia e sofisticação militar. Dispõem de fundos financeiros incríveis.” (ler mais, Jorge Almeida Fernandes, no Público)
(1) Israelitas imaginários. O cineasta israelita Eyal Sivan, decifra os argumentos dos manifestantes pró-Israel que apoiam os criminosos ataques militares contra o governo eleito e civis na Faixa de Gaza, manifestando-se aos gritos de "morte aos terroristas do Hamas" a 31 de Julho de 2014 em Paris.
Visto em Paris
"Irmãs" salafistas da "Movida pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante" passeiam-se mesmo no centro da cidade, em Chatelet les Halles fardadas com o véu do movimento terrorista e usando sapatilhas da Adidas. Estas imbecis não sabem que o Corão aconselha a não chamar a atenção sobre si num país não muçulmano. Já para não falar na ostentação, que de qualquer modo nunca chegará aos calcanhares da tribo judio-Sionista em França. Estas raparigas serão apenas umas bestas quadradas? a quem interessa esta provocação?
A teologia "Salafs u Salih" é uma recriação inventada pelos Media, tão recente quanto os "Costa Salafis", uma agremiação fundada em 2011 no Egipto por Mohammad Tolba durante a famigerada campanha das "primaveras árabes" comandada a partir de agentes infiltrados nas redes sociais, onde depois da instauração da criminosa ditadura militar é uma das seitas que mais espaço ocupa nas televisões e jornais.
A filosofia do anterior governo dos "Irmãos Muçulmanos", deposto no Egipto e que tem vindo a ser dizimado, diferenciava-se dos Salafistas, alegadamente porque aceita introduzir inovações por forma a actualizar a sua religião com a coexistência pacifica com o resto do mundo. Ao contrário, os apaniguados do "Estado Islâmico do Iraque e do Levante" (ISIS, na sigla em inglês para "Islamic State in Iraq and Syria") invocam as tradições religiosas ancestrais muçulmanas do "povo da Suna" (è semelhança do "Povo eleito" de Israel) e citações primordiais do profeta Maomé como "o povo da minha geração é o eleito, então aqueles que vierem depois dele e o da geração seguinte, para serem muçulmanos, terão de seguir o exemplo destas três gerações: o jihadismo salafista. Na prática são uma variante do “wahabismo-takfirismo” oriundo da Casa de Saud, apostados em provocar o ódio e lutas fraticidas entre muçulmanos. Em 2012 o irmão salafista Mohammed Abdel-Rahman declarou: "é muito simples, o que nós pretendemos é a aplicação da Lei Islâmica (Sharia) à estrutura económica, às instituições politicas e ao sistema judicial, dentro das nossas fronteiras e nas nossa relações com o exterior"... e para tal recebem apoios financeiros dos Estados Unidos e de Israel.
Documentos divulgados pela Wikileaks confirmam que os Estados Unidos armaram os grupos radicais islâmicos que foram introduzidos na Síria. Nessa altura, em 2010, o presidente sirio Bashar al-Assad tentou aproximar-se de Washington para conter a finada al-Qaeda e a estreia do ISIS, mas Barack Obama continuou financiando os seus opositores. Agora, desde que foram expulsos da Síria, os Estados Unidos dizem estar a combater os mesmos terroristas do "Estado Islâmico" no Iraque. Business as usual: fomentar a venda de armas e tentar redesenhar o mapa do Médio Oriente em prol do Sionismo.
A teologia "Salafs u Salih" é uma recriação inventada pelos Media, tão recente quanto os "Costa Salafis", uma agremiação fundada em 2011 no Egipto por Mohammad Tolba durante a famigerada campanha das "primaveras árabes" comandada a partir de agentes infiltrados nas redes sociais, onde depois da instauração da criminosa ditadura militar é uma das seitas que mais espaço ocupa nas televisões e jornais.
A filosofia do anterior governo dos "Irmãos Muçulmanos", deposto no Egipto e que tem vindo a ser dizimado, diferenciava-se dos Salafistas, alegadamente porque aceita introduzir inovações por forma a actualizar a sua religião com a coexistência pacifica com o resto do mundo. Ao contrário, os apaniguados do "Estado Islâmico do Iraque e do Levante" (ISIS, na sigla em inglês para "Islamic State in Iraq and Syria") invocam as tradições religiosas ancestrais muçulmanas do "povo da Suna" (è semelhança do "Povo eleito" de Israel) e citações primordiais do profeta Maomé como "o povo da minha geração é o eleito, então aqueles que vierem depois dele e o da geração seguinte, para serem muçulmanos, terão de seguir o exemplo destas três gerações: o jihadismo salafista. Na prática são uma variante do “wahabismo-takfirismo” oriundo da Casa de Saud, apostados em provocar o ódio e lutas fraticidas entre muçulmanos. Em 2012 o irmão salafista Mohammed Abdel-Rahman declarou: "é muito simples, o que nós pretendemos é a aplicação da Lei Islâmica (Sharia) à estrutura económica, às instituições politicas e ao sistema judicial, dentro das nossas fronteiras e nas nossa relações com o exterior"... e para tal recebem apoios financeiros dos Estados Unidos e de Israel.
Documentos divulgados pela Wikileaks confirmam que os Estados Unidos armaram os grupos radicais islâmicos que foram introduzidos na Síria. Nessa altura, em 2010, o presidente sirio Bashar al-Assad tentou aproximar-se de Washington para conter a finada al-Qaeda e a estreia do ISIS, mas Barack Obama continuou financiando os seus opositores. Agora, desde que foram expulsos da Síria, os Estados Unidos dizem estar a combater os mesmos terroristas do "Estado Islâmico" no Iraque. Business as usual: fomentar a venda de armas e tentar redesenhar o mapa do Médio Oriente em prol do Sionismo.
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