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terça-feira, setembro 16, 2014

Venha debater o BES, a queda de 20% do PIB motivada pela falência do banco e mais milhares de trabalhadores das empresas do grupo despedidos

o Novo Banco não conseguiu nem conseguirá pagar um juro de 9% sobre 4,9 mil milhões. Se o banco não for vendido no curto prazo, o risco para o Estado e para o sistema bancário será cada vez maior. Mas nem sempre foi assim: o Novo Banco poderia ter sido uma estória completamente diferente, se o Governo e o Banco de Portugal (BdP) quisessem. (in "Quem Tramou o Novo Banco?") 

o Novo Banco Prepara-se Para Não Pagar Depósitos.

Como estarão lembrados, o supervisor Carlos Costa, muito embora sem poderes para o caso (mas apoiado pelo presidente da república), mandou prover com 4,9 mil milhões de euros (700 milhões de taxas bancárias e 4,2 mil milhões do orçamento do Estado) o fundo de resolução do Novo Banco.

Aconteceu que, após um mês de direcção do Novo Banco pela equipa de Vítor Bento, já tinham saído desse Banco dez mil milhões de euros em depósitos entretanto levantados pelos depositantes. Ou seja, em pouco mais de um mês de actividade do Novo Banco, o fundo de resolução do banco bom (4,9 mil milhões de euros) já tinha desaparecido duas vezes, só para pagamento de depósitos de clientes!… (Luta Popular)

«É para partir isto tudo», diz o Pedro Santos Guerreiro, no Expresso. E explica: "Acabou-se a conversa, a estratégia, as borboletas e os ventos de mudança. O Banco de Portugal escolheu uma administração do Novo Banco para atar e pôr ao fumeiro. Não é gente melhor nem pior do que quem lá estava, é gente adequada à missão de vender. Uma tropa que entrará no banco como Chuck Norris entrava no Vietname para resgatar reféns, de pinturas de guerra e botas cardadas. Depois da chacina, cada um voltará à origem para beber Martini."

segunda-feira, setembro 15, 2014

só a verdade é revolucionária

Nuno Godinho de Matos,  "socialista" e amigo confesso de António Costa, referiu numa entrevista recente ao jornal i, que foi durante seis anos a convite de Ricardo Salgado, administrador não executivo do BES, onde, apesar de mamar 2 400 euros por cada reunião do conselho de administração, invoca nunca ter tido conhecimento de nada de especial relativamente à situação do banco nem às sucessivas golpadas que lhe passavam pelos queixos. Na mesma entrevista, em que procura daquela forma limpar-se da sua cumplicidade na falência do BES e na gatunagem da família Espírito Santo, Godinho de Matos proclama-se de alma e coração do Partido Socialista e apoiante indefectível de António Costa, reconhecendo nele a virtude de ter habilidade para fazer politica, mas sem fazer uma única menção a qualquer ideia política do homem
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Qual é o verdadeiro buraco do Banco Espirito Santo e quem são os seus responsáveis? Qual é a solução que permite evitar o pagamento pelos contribuintes de 25 mil milhões de euros, a destruição de 20% da Economia Nacional e o despedimento de milhares e milhares de trabalhadores? E porque é que o Ministério Público tem medo de pôr na cadeia a quadrilha de gatunos enquanto a "esquerda parlamentar" assobia para o lado?
Vamos à luta!
Grande Comício do PCTP/MRPP sobre o tema
"O BES, o actual Governo e o Presidente da República" amanhã 3ª feira, 16/9, 21h00, na Voz do Operário, em Lisboa.
Há dois anos havia Gente a acreditar poder fazer. E hoje? Estamos em que ponto de viragem?
"Ainda não vi 3 milhões de pessoas na rua a protestar. Por isso, quem não protesta tem o que merece"
(Paulo Morais).
E por via disso, os que não se resignam têm o que não merecem...

domingo, setembro 14, 2014

o Mundo contra os especuladores. O exemplo da Argentina a seguir pelos pequenos paises endividados

"a ONU acaba de aprovar marco legal para a reestruturação das dívidas dos países. 124 países apoiaram a proposta argentina contra “fundos abutres” em New York" (Globo) - Reestruturar?

Ainda que a aprovação da resolução seja festejada como um dia histórico, prevalecem as dúvidas de que os credores de Estados insolventes se submeterão, futuramente, a arbitragens independentes. "É importante lembrar que os países para os quais confluem os fluxos financeiros globais são contra uma mudança do status quo", escreveu o articulista Gustavo Bazzan no jornal argentino Clarín. "Isso justifica a suspeita de que a implementação das intenções aprovadas na resolução vai demorar muito a chegar" (Deutsche Welle)

A Argentina é considerada insolvente de facto, desde que deixou de pagar 1,3 mil milhões de dólares a dois hegde-funds domiciliados nos Estados Unidos. Após a bancarrota argentina em 2001, esses Fundos-abutre haviam comprado títulos públicos do país a preços artificialamente desvalorizados, exigindo agora receber o valor nominal. O ministro argentino da economia Axel Kicillof afirmou esta semana que "esses (e outros) especuladores têm um plano para atacar a Argentina e pretendem obter lucros de 1.600 por cento!

O veredicto da Organização Mundial do Comércio (OMC), sobre as restrições impostas pela Argentina às importações para evitar o agravar do endividamento, é favorável aos Estados Unidos, à União Europeia e ao Japão. A OMC considera as restrições às importações uma violação de seus acordos, desenhados segundo os interesses do falido Consenso de Washington . Deduzido da sentença da OMC, a Argentina, segundo dizem em situação de incumprimento técnico, já enfrenta uma inflação de 40 por cento e crescimento económico negativo, podendo pelas pressões imperialistas agravar-se ainda mais a crise na economia do país, alastrando esta para paises vizinhos, como o Brasil e o Uruguai. (Deutsche Welle)

sábado, setembro 13, 2014

as origens do "Estado Islâmico", a Indústria Petrolífera e a tentativa de construção do Grande Israel

¿Como podem terroristas vender petróleo num mercado tão controlado por Washington? de onde lhes vem os fundos financeiros dos quais os Estados Unidos se queixam que são ilimitados?

Thierry Meyssan, na Red Voltaire: "Enquanto os meios de (des)informação ocidentais apresentam o exército do Estado Islâmico e do Levante (na sigla em inglês ISIS: Islamic State in Iraq and Syria) como um bando de jihadistas capazes de recitar o al-Corão de memória, esse grupo armado relançou a guerra pelo petróleo no Iraque. Com a ajuda de Israel, o Estado Islâmico do Iraque e da Síria cortou o abastecimento de petróleo à Síria e tornou possivel que o governo local do Kurdistão possa roubar o petróleo de Kirkuk. A venda do crude dessa região está a concretizar-se através da Saudi-Aramco, a companhia petrolifera que disfruta do roubo fazendo-o passar por "um aumento da produção da Arábia Saudita"

Em tempo: Obama pediu ao Congresso o apoio de 500 milhões dólares para financiar os rebeldes sírios...esta mesma dita oposição que combate agora o regime iraquiano lacaio do imperialismo ianque, um tal Exército Islâmico que de facto se autodenominado do Iraque e da Síria (ver mapa). Depois de, com o alto patrocinio dos Estados Unidos terem espalhado o terror na Síria, agora, a pretexto de novo frete, dizem que queriam conquistar o Iraque - como na decadência de Roma, o Império paga a mercenários para os ajudar na expansão do Imperialismo, sem se dar conta que são estes mesmos merccenários que vão estar na origem da queda do Império, e quando tardiamente se apercebem do perigo não têm meios para os combater, despejando ódio por cima de quem recusa a subjugação - Obama 'pronto' para lançar ataques aéreos contra Estado Islâmico na Síria

Dissuasão, não corrida armamentista:
 Rússia sugere poder criar força militar rival para dissuadir acções da Força Global de Ataque Rápido dos EUA/Nato (US Prompt Global Strike)


sexta-feira, setembro 12, 2014

11 de Setembro, no Dia Nacional da Catalunha, manifestação pró-independência reuniu 1,8 mihões de pessoas em Barcelona

Compreender a aspiração de independência da Catalunya pela história:

Com a morte de Carlos II a casa de Áustria não deixa descendentes directos, o que levará os monárquicos europeus a tomar partido entre os possíveis sucessores. A França defendia Filipe d`Anjou, neto de Luis XIV o Rei Sol e bisneto de Filipe IV, como candidato à Coroa de Castela. Enquanto toda a restante Europa defendia o arquiduque Carlos da Casa dos Habsburgos, afilhado do último rei e filho do imperador germânico. Carlos era o pretendente reconhecido maioritariamente para a coroa dos reinos da Catalunha e Aragão (que incluia Maiorca, a Sardenha, Córsega, Sicilia e Nápoles); e em 1705 foi proclamado rei de Barcelona pelas instituições catalãs.

Na sequência da Guerra dos 9 Anos, assim irá começar a Guerra da Sucessão em Espanha, em que tropas inglesas e austríacas lutaram contra tropas francesas e castelhanas, ajudados pelos partidários respectivos de cada candidato.
Os aliados, a Grande Aliança de Haia, pretendiam evitar que a casa dos Bourbons, que reinava em França e finalmente em Espanha a partir de 1700, adquirissem a hegemonia em todo o continente em detrimento dos países que se haviam aliado para o evitar: a Catalunya junta com os países da Coroa de Aragão (uma união com raízes no século XIV), a Inglaterra (os catalães com origem austríaca tinham assinado o pacto de Génova no ano de 1705 que reconhecia Carlos III de Habsburgo como Rei), a Holanda, parte da Itália e Alemanha e por fim, para desequilibrar, os paises do Império Austro Húngaro.

O primeiro acto da guerra começa em 1691 com a chegada da frota francesa e o bombardeamento da cidade de Barcelona por mar. 850 bombas lançadas em dois dias causam grandes prejuizos no casario. As tropas filipinas irão avançar e retroceder nesta grande contenda internacional. A frota francesa retira-se para ir atacar Alicante. Até que por fim, em 1697, é enviado o melhor da armada do rei de França comandada pelo conde d`Estrées (14 naus, 30 galeras, 3 bombardeiros e 80 embarcações menores) e o exército de infantaria do duque de Vendôme chega por terra com 18 mil homens e 6 mil cavalos iniciando o cerco da cidade, apostados em utilizar as últimas inovações em artilharia. A 14 de Setembro de 1705 o príncipe Jordi de Hessen- Darmstat, representante da coroa de Aragão nomeado pelo arquiduque Carlos III, morre ao tentar tomar o castelo do Monte dos Judeus (Montjuic), convertendo-se assim no primeiro mártir da história da Catalunya independente. Uma importante força de destruição desembarcou e continuou frente a Barcelona: 56 canhões e muitas outras peças de morteiro reforçados com tropas sob o comando do duque de Berwick, um avoengo da casa da familia Churchill.
A guerra irá sofrer uma reviravolta quando fica vazio o trono austríaco de que era herdeiro o arquiduque Carlos. A Inglaterra retira-se da guerra e a Catalunya irá ficar sózinha na defesa do arquiduque, abandonada à sua própria sorte. A partir de Julho de 1713, durante o ano que durou o cerco no total foram disparadas 50 mil balas de canhão, 20 mil bombas e efectuados 100 mil tiros de artilharia. 88 casas do então reduzido centro histórico foram totalmente destruidas e todas as outras sofreram danos parciais.
Após um ano de cerco, a 11 de Setembro de 1714, a cidade de Barcelona, que era defendida pelas milícias barcelonesas (a Coronela) sob o comando do capitão dos conselhos populares Rafael Casanova, sucumbiu às mãos das tropas de Felipe IV. Durante a batalha Rafael Casanova é ferido mortalmente; (e ainda hoje no monumento em sua honra no junto à Igreja de St. Maria del Mar arde ininterruptamente uma chama em sua memória e diariamente os populares ali depositam flores). 90 mil soldados do exército da casa dos Bourbon ocupam a provincia. Os catalães irão sofrer uma duríssima repressão. Perante a incredulidade dos cidadãos a inexorável lógica militar decide mandar revogar os títulos de propriedade e demolir todas as casas já se si muito danificadas no núcleo antigo da cidade, o bairro del Born, (onde se situa hoje o parque da Ciutadella), e construir ali uma grande fortaleza para aquartelar as forças invasoras.

Mais de 1000 casas e todo aquele sector de malha urbana de 200 hectares, antigamente muito próspero onde habitavam 40 mil pessoas, foi eliminado. Não há um paralelo comparável de destruição em toda a história europeia. O rei Filipe V, o primeiro da dinastia bourbónica irá suprimir a Constituição e as instituições democráticas catalãs de governo – como havia feito em Aragão e Valência – em 1716 promulga o decreto da Nova Planta, pelos qual os paises pertencente à coroa de Aragão eram desmembrados e submetidos à total dependência e organização política unitarista centralizada em Madrid. Vão desaparecer as Cortes Catalãs, a Generalitat e o Conselho dos Cem, os orgãos dos barceloneses que regiam o direito público catalão com direito participativos dos cidadãos que radicavam na tradição democrática adquirida a partir das Cortes de Tortosa em 1225. Todas as vias públicas foram renomeadas pelo rei de Espanha; e foi designado um capitão- general com autoridade máxima da Real Audiência para administrar justiça. Também irão ser suprimidas as Universidades de Barcelona e Leida, sendo criada outra de cariz filipino, a de Cervera. O castelhano é proclamado o idioma oficial único, e a língua catalã é banida, proibida por decreto. Assim será, e a Catalunya entra num lento processo de decadência cultural, até 1833 quando o Estado Espanhol será obrigado a reconhecer a provincia como entidade territorialmente unificada.

Durante a revolução, em 1869 o povo organizou-se e tomou nas suas próprias mãos a tarefa de demolição do quartel da Ciutadella, cujos terrenos livres (do antigo bairro del Born cujas ruinas arqueológicas recuperadas em parte se preservam hoje sob o coberto metálico do antigo mercado) dariam depois origem ao jardim que tem o mesmo nome. A partir do século XVIII os catalães embarcam na grande epopeia da colonização do Novo Mundo, que de um modo geral enriquece (a burguesia) do território. Gaspar de Portolà i Rovira, cuja estátua se situa hoje no alto do castelo sobre o porto, será o primeiro governador espanhol da Califórnia e a familia Guell, que enriqueceu com o negócio escravo das plantações de açúcar em Cuba, já no século XX encomenda a Antoni Gaudi o famoso parque que tem o seu nome e numerosas outras obras que hoje são ícones turisticos da cidade. Porém nenhuma destas novas memórias construidas e alimentadas com a exploração imperialista selvagem de outros povos, faz esquecer as velhas memórias das selvagerias antigas – Esta breve história aqui relatada é só para que se compreenda porque se queimam ainda hoje bandeiras espanholas e retratos do rei designado pelo ditador fascista Franco, Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias, na Diada, o Dia Nacional da Catalunya a 11 de Setembro, e se compreenda o sentimento de independência que está ali mais vivo que nunca,

11 de Setembro de 2014

quinta-feira, setembro 11, 2014

13 anos de azar social depois da best-offer Nine-Eleven

o mal que desinforma a opinião pública é a opinião da autoria dos "especialistas nesta área", como a do maçónico espião Jorge Silva Carvalho. Num olhar relâmpago sobre este artigo caça-se imediatamente uma das inúmeras falácias ali expressas: que "o Estado emana da sociedade" (riso amarelo) - as funções do Estado actualmente, 13 anos depois do Nine-Eleven, resumem-se a 1. serviços fiscais de cobrança de impostos, 2. prover forças policiais para zelar pela segurança das elites a pretexto da criação e fomento de "ameaças terroristas"e 3. aplicar um sistema judicial implacável para vigiar e punir os dissidentes politicos. Todas as restantes áreas vão estando gradualmente por conta do capital privado em detrimento do capital social. Capital social que era a razão de ser da forma "Estado", a favor do qual o homem delegava uma parte da sua liberdade em troca pela garantia da sua subsistência. Para além do golpe-de-Estado que foi a 11 de Setembro de 2001 do lobie norte-americano da Energia, sobrelevar as funções do Estado por poderes supranacionais foi a verdadeira razão de ser do "inside job" que as retrógadas forças neoliberais e respectivas policias politicas comemoram com orgulho neste dia.


* John McCain subiu na vida por mérito próprio ao pertencer aos famosos “The Keating Five”, um grupo de 5 Governadores de Estado acusados de corrupção em 1989.
* Igualmente famosos são os esqueletos no armário dos Clinton
* Relevante para a compreensão da época que vivemos é perceber como é que o Pentágono, a mais alta e sofisticada instância de segurança no planeta, consentiu que o 11 de Setembro acontecesse. Não é uma conspiração. São factos. Porque foi que o FBI cancelou as reuniões nesse dia, deixando as portas abertas para o que aconteceu?

A actual conjuntura económica / o BES / as eleições no PS

Garcia Pereira: 
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quarta-feira, setembro 10, 2014

Alterações Climáticas: é o capitalismo, o Costa, o Seguro e outras metástases do Cavaco, que são os elementos poluidores

Não há ninguém na troika nacional, melhor dizendo no tripé de traidores ao povo portuguêsas duas patas do Partido dito Socialista e a pata que põs os sociais-democratas - que queira ouvir falar em aumento de impostos. E no entanto, a tripla em exercicio para a difusão desta nova operação de spin encobre mais uma vez o que está a ser concertado por quem decide acima destes empregados de uso doméstico. E as grandes mudanças, que trarão mais impostos vão tentar ser operadas a nivel do consumo de energia. Enquanto isso, a opção do dr. António Costa é vender a pataco a estrangeiros o património imobiliário da cidade de Lisboa.
Isto altera tudo: o Capitalismo contra o Clima

Parte de uma campanha concertada entre o governo, oposição, organizações ambientais nacionais, internacionais e a ONU, a primeira tarefa do funcionário delegado pela banca internacional na pessoa do ex-ministro das Finanças português, no seu novo emprego é estudar a aplicação de um novo imposto global sobre as actividades poluentes. Sem que se cumpra tal designio, o "Mercado" em geral, o FMI e o Banco Mundial em particular não concederão crédito aos paises dependentes. E tendo Vitor Gaspar como guru tecno-financeiro, "Portugal já está a tratar disso".
No novo livro de Naomi Klein, "This Changes Everything: Capitalism vs. the Climate", defende-se que é o capitalismo — e não o carbono — que está na origem das alterações climáticas que, em busca do lucro, nos conduzem inexoravelmente para um Armaggedon ambiental (...) Não se pode combater as mudanças climáticas sem combater o capitalismo, argumenta Klein. "Um grande número de progressistas decidiu abandonar o debate sobre as alterações climáticas em parte porque pensou que os grupos Big Green, por onde escorrem os dólares filantrópicos, tinham essa questão assegurada. Mas, podemos confiar num financiamento empresarial capitalista "bem intencionado"?

terça-feira, setembro 09, 2014

Hillary Clinton preza Henry Kissinger como amigo e elogia o seu compromisso com a Democracia

Hillary Clinton escreveu uma recensão ao novo livro de Henry Kissinger "Ordem Mundial", um clichê panegirico, mas contém algumas ideas interessantes: "Kissinger é um amigo, e eu contava ele como conselheiro quando servi como secretária-de-Estado. Ele reunia-se amiúde comigo, compartilhando observações astutas sobre líderes estrangeiros enviando-me relatórios escritos das suas viagens. Embora tenhamos muitas vezes visto o mundo e alguns dos nossos desafios de forma bastante diferente, ele defendeu propostas diferentes agora e no passado, o que transparece claramente neste seu novo livro. É uma convicção que eu, Kissinger e o presidente Barack Obama compartilhamos: a crença na indispensabilidade da contínua liderança norte-americana ao serviço de uma ordem justa e liberal. Aprovamos essencialmente o "respeito pela soberanias nacionais" e "a adopção de sistemas participativos e democráticos de governo"

Avivando a memória da putativa candidata a presidente dos Estados Unidos em 2016: "Kissinger foi o secretário-de-Estado que revelou detalhes sobre as conversações de paz para o Vietname na sequência do assassinato de John F. Kennedy ao candidato presidencial Richard Nixon, informações essas que sabotaram as negociações e contribuiram decisivamente para melhorar as chances de Nixon ganhar a eleição. Kissinger é também famoso por defender e planear o golpe-de-Estado que derrubou o presidente do Chile democraticamente eleito Salvador Allende. Kissinger é responsável pela instauração da ditadura na Indonésia que assassinou meio milhão de militantes comunistas e anexou Timor-Leste. Kissinger foi de facto a individualidade que trabalhou mais de perto com o presidente Nixon, o único presidente em 238 anos de história dos Estados Unidos que se demitiu depois da pouca vergonha de ter sido apanhado em flagrante a urinar na Constituição - e Hillary Clinton quer que nós saibamos que este superjumbo bem tratadinho de 91 anos é alguém cuja concepção de democracia ela compartilha!

segunda-feira, setembro 08, 2014

por um Governo Democrático, Patriótico e de Esquerda

Sala cheia na Fnac Chiado para assistir ao lançamento do livro "A Solução Novo Escudo" da autoria dos economistas João Ferreira do Amaral e Francisco Louçã. O livro, que analisa a saída de Portugal do Euro tem como ponto de partida uma interrogação: "Se tivermos de tomar esta decisão (não por vontade própria mas por imposição da União Monetária Europeia), o que é que devemos fazer? ao acabar com a politica de austeridade imposta pela nossa adesão ao Euro, abre-se uma alternativa que, segundo os autores, não é a única, devendo ficar a problemática a um debate que envolva os politicos e os cidadãos no sentido de "restaurar a soberania de Portugal". Com inúmeros sinais à vista, Ferreira do Amaral acredita que se aproxima um agravamento da crise económica e que "a alternativa da saída do Euro não o deixa feliz, mas é possivel". Francisco Louçã concorda e acrescenta ser necessário reflectir já sobre esta solução para se tomar uma decisão a tempo" (noticia no DN). Pergunta natural dos cidadãos: o governo português, uma associação de capatazes do governo da Zona Euro, propõe-se pagar na integra uma divida em grande parte odiosa e que não foi contraída pelo povo, fazendo-lhe cair em cima o ónus de a pagar o que, caso não se contraisse nenhuma outra dívida desde este momento, só estaria paga em 2042! Não sendo a saída do Euro indissociavel do pagamento da Dívida o que propõem os autores deste livro? pagá-la integralmente assumindo a mesma posição deste governo? socialismo ou reforma do capitalismo?

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O regresso de Portugal à emissão de moeda própria - o Novo Escudo - em principio feita em igual paridade com o Euro, determinaria imediatamente nos dias seguintes uma desvalorização de cerca de 30%. Tal facto, funcionando como "um golpe de baú" (à semelhança do que fizeram os Estados Unidos na preparação para a 2ª Grande Guerra) sobre os credores, diminuiria a dívida em cerca de um terço. Mas sem a conjugação com outras medidas, como a recusa em pagar fraudes, quer dizer que Portugal estaria ainda assim obrigado a pagar entre 4,6 a 6 mil milhões em juros. Actualmente paga entre 7 a 9 mil milhões de juros anuais sobre a dívida. Com a desvalorização as importações sofreriam um agravamento de 30%, o que seria prejudicial para a compra dos produtos supérfluos que enxameiam o mercado em beneficio de empresas estrangeiras, mas seria bom para as exportações que contando com preços mais baratos aumentariam em beneficio dos produtores nacionais. Os trabalhadores portugueses que foram expulsos para ganhar a vida no estrangeiro passam a auferir os seus salários em moeda forte; e com essas remessas Portugal relança a indústria produtiva nacional o que gradualmente faria regressar o emprego. Agora escolha-se, os interesses parasitários de uma economia de importação que gerou os três homens mais ricos do país e a banca internacional, ou trabalhar para a maioria do povo ganhar a vida honestamente?

domingo, setembro 07, 2014

a Crise permanente, desde a sopa do Sidónio à sopa do Barroso

- o primeiro tópico é de Susan George: «a Dívida é uma ferramenta muito poderosa para a classe dos exploradores, é uma ferramenta tão útil que é muito melhor do que o colonialismo, porque pode levar a manter os outros sob controle sem ter necessidade de um exército, nem sequer de todo um aparelho de administração»

- a segunda frase é de Óscar Wilde n`A Alma do Homem sob o Socialismo": recomendar parcimónia (o termo actual é austeridade) aos pobres é tão grotesco como insultuoso. É como aconselhar um homem que está a morrer de fome a comer menos»

sábado, setembro 06, 2014

a vontade de rir no Parlamento inglês

Os ingleses riem-se da crise porque, em primeiro lugar, mantêm uma posição de outsider em relação à União Europeia, em segundo lugar, porque têm moeda própria, cujo paridade é obtida em conluio com a moeda de referência global que é o Dólar. Eles riem porque sabem que o Euro é dependente, tanto politicamente através de governantes fantoches,  quanto economicamente, por a Alemanha, que na prática regula a emissão do Euro, ser  uma potência dependente daquelas duas moedas. Quem decide as grandes linhas e as razões de ser destas diferenças?, sendo que, não fosse o fosso abismal entre ricos e pobres na zona anglo-americana e a gestão de paraisos fiscais  o PIB per capita da União Europeia seria superior ao dos Estados Unidos e da Commomwealth?

Desta feita a galhofa chegou à Casa dos Comuns de Londres: "o Bilderberg é um grupo privado que existe apenas com o propósito de organizar reuniões uma vez por ano em diversos países (...) é evidente que não há aqui conspiração nenhuma..."
legendado em castelhano
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o que muda na UE?, formalmente nada

"o Banco Central Europeu surpreende o mercado ao anunciar um novo corte na taxa de juro directora, para o mínimo histórico de 0,05%, e apresentar um novo plano de compra de ativos não financeiros para reactivar a banca e consequentemente a economia.

A baixa taxa de inflação que actualmente se observa na zona Euro resulta da forma como o euro evoluiu entre 1992 e 2008. Como nesses 16 anos iniciais os países do Sul da Europa persistiram em ter taxas de inflação acima da meta dos 2% ao ano (a que obriga os estatutos do Banco Central Europeu), os países do Norte da Europa consolidaram-se nos 1,5% ao ano. Este diferencial desequilibrou as economias europeias, pelo que, em 2008, foi necessário iniciar uma trajectória de inversão do problema (cortando-lhes o crédito) que actualmente faz que os países do Sul tenham de ter taxas de inflação inferiores às dos países do Norte. O problema que se está actualmente a observar é que os países do Norte não saem dos 1,5% ao ano e, por isso, os países do Sul vêem-se obrigados a ter taxas de inflação negativas, o que arrasta a média na Zona Euro para valores próximos de zero. Este dado não seria grave (caso Portugal tivesse capacidade de emitir moeda própria) mas assim precisa ser corrigido porque se afasta muito do objectivo de política monetária do BCE – este banco (que serve a politica monetária segundo os interesses da Alemanha) poderia facilmente resolver a situação imprimindo notas sem contrapartida e dando-as directamente aos Estados para que estes as gastem em despesa pública. (o que está terminante de fazer, de novo pelos estatutos, só podendo emprestar dinheiro aos bancos comerciais, que por sua vez o emprestam aos Estados a um juro superior). Assim, o problema é que, apesar da taxa de inflação estar baixa,,,

clique para ampliar
,,, como há muitas notas em circulação, o BCE antecipa elevados riscos de a inflação poder disparar. (e o BCE vai emitir mais 1 bilião delas); e como sempre, os Bancos serão os principais beneficiáriosQuanto à economia portuguesa, não se pode antecipar qualquer efeito significativo das medidas anunciadas porque a dimensão dos estímulos monetários é sempre, em termos líquidos, diminuta em comparação com a dimensão do mercado de crédito - um euro de estímulos monetários compara com mil euros de crédito. E se as medidas em si não têm efeito, o lado negativo é que, pelo dados históricos, a descida das taxas de juro dos bancos centrais anunciam sempre um próximo período de crise”. (decalcado do artigo de Pedro Cosme Vieira, acrescentado por comentários sublinhados por forma a tornar compreensivel o que escreveu no “Dinheiro Vivo”)

sexta-feira, setembro 05, 2014

milagre da ciência da mentira: Obama é um clone de Cheney

Ambrósio, o "Change" faz-me lembrar algo
"Change" dizia ele em 2008, tal como hoje repetem "Mudança" os nossos dois papagaios-xuxa na compita pelo nosso poleiro nacional. Como é que a grande viragem deste "reformador", já para não citar o encerramento do campo de concentração de Guantanamo, se converteu também em todas as outras linhas numa miserável extensão da criminosa familia Bush? Porque é que nem Bush nem Obama, apesar das evidências sobre as origens do 11 de Setembro, nunca tocaram nem tocam na Casa de Saud, nos criminosos que dirigem a Arábia Saudita? Estes "our best friends" só no mês passado executaram 23 pessoas por decapitação. Uma delas por prática de bruxaria, quatro outras por fumarem umas irrisórias gramas de haxixe. Quando algum membro da familia se queixa de excessivo rigor judicial é ameaçado de morte (ver aqui). É este regime que é o melhor aliado dos Estados Unidos para promover o Sionismo no Médio Oriente.

a obcena hipocrisia de Obama, leva-o a tentar prender um jornalista que divulgou a verdade sobre Bush quando a administração cessante ajudou e trabalhou ela própria na campanha de eleição de Obama. A familia Bush foi a principal defensora dessa "mudança na continuidade" derramando virtudes como lentilhas a pataco sobre o então Senador Obama muito tempo antes de se anteverem os resultados de 2008. Alucinante!
James Risen
 
relacionado
A criação e financiamento de false-flags na politica norte-americana não nasceu com a recente ameaça dos terroristas do Estado Islâmico, remonta a esse grande sucesso que foi a finada al-Qaeda; desde o já distante ano de 1979 que os EUA treinam terroristas e lhe s arranjam emprego no Médio Oriente, uma evidência que é documentada neste pequeno video: "1979, o ano em que os Estados Unidos inventaram o Terrorismo"

a Ocidente nada de novo
à esquerda: John McCain em amena cavaqueira com Abu Bakr al-Baghdadi, o alegado Califa do "Estado Islâmico"; à direita: Obama confraterniza com o rei Saudita

contribuintes pagam serviço público que faz fretes às máquinas de poder dos dois partidos únicos

A empresa pública de Rádio-Televisão pagou 6,2 milhões de euros de renda pelo uso da rede de emissão de sinal à Portugal-Telecom, um consórcio de accionistas estrangeiros; a RTP gastou no último exercicio 839 mil euros em estudos de audiências,, 1,2 milhões em serviços externos de informática e advocacia,,, e apenas 947 mil euros naquilo que seria suposto ser o principal objecto da actividade da empresa, hellas, a programação. No total a RTP em 2013 gastou 3,7 mil milhões de euros.

A avaliar por este exemplo, igual ou pior se passa nos dois outros canais de televisão privados na sua feroz concorrência por mexerico-mixórdias que lhe garantam audiometrias mais favoráveis. Só empresas de medição de audiências existem 4 em Portugal (Marktest, Gfk, Meo e Nos). Para os donos do negócio de TV as audiometrias são consideradas a moeda que estrutura a exploração comercial, o tempo de visão das mercadorias para venda, as receitas dos anunciantes. Entre os mais importantes clientes estão, como é óbvio, as agências de comunicação do governo e as máquinas de propaganda dos partidos do status. E assim sendo, o que paga o contribuinte pelo seu serviço público de informação televisiva?... para além da prioridade ao futebol, aos fait-divers, telenovelas e tudo que possa contribuir positivamente para a estupidificação e viciação dos destinatários das emissões rádio-eléctricas ao assimilarem a oferta de produtos fora de prazo, o telespectador paga sobretudo para ser ludibriado - dois exemplos:

nas autárquicas 2013 não houve debates
1. na guerra dos Antónios em curso no Partido dito Socialista a RTP&Companhia vão facultar por sua opção tempo de antena em três debates sobre uma questão que apenas deveria dizer respeito às congeminações internas daquela agremiação politica. Esta é a mesma RTP (aliada às outras 2 cadeias de TV) que censurou ferozmente o acesso aos debates ao MRPP na última campanha eleitoral, em igualdade de circunstâncias com todas as candidaturas conforme a lei determina.
2. a deputada Ana Gomes numa comissão parlamentar de inquérito faz graves acusações de corrupção ao actual vice1º- ministro de Estado e ao actual presidente da Comissão Europeia – a RTP não encontra melhor forma de contornar a denúncia senão dar espaço para a leitura de 6 linhas apontando a Ana Gomes o ter incorrido em ínfimos erros factuais. E isso apaga o escândalo dos submarinos protagonizado por Portas e Barroso?
3. O fato bege de Obama

quinta-feira, setembro 04, 2014

I want to be Free

no debate sobre Esquerda e Direita na Universidade de Verão do PSD, o Ministro-Adjunto do Desenvolvimento Regional Poiares Maduro afirmou que o Governo português é um dos mais à Esquerda da Europa. Bom, bom mesmo, e divertido foi ver o principal militante do Livre em directo na SIC Noticias a tentar a unidade das esquerdas com militantes da Juventude Social Democrata, na esperança de que desta fornada saiam novos tipos de esquerda, como cavacos, santanas lopes ou durões barrosos...

Qual é a coisa qual é ela, para os ricos horrorosa mas para os pobres a mais bela?

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Garcia Pereira - A Solução para o BES é um Golpe de Estado - A farsa dos números de desemprego - a questão da TAP (Programa Em Foco, 2 de Setembro de 2014)

(repare-se na pressão da apresentadora para cortar os assuntos sensiveis)
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quarta-feira, setembro 03, 2014

Ana Gomes, pau para toda a colher

Por um lado a militante-actriz no papel de socialista Ana Gomes sente-se escandalizada por "haver alemães condenados na Alemanha por corromperem pessoas em Portugal no quadro deste contrato de aquisição de submarinos e em Portugal não se saber quem são os corrompidos" e clama para que Durão Barroso seja chamado como primeiro ministro responsável de então a prestar declarações na Comissão Parlamentar de Inquérito chefiada pelo CDS, antes que a coisa prescreva
num ponto Barroso entalado, noutro ponto Barroso apoiado: 
Ana Gomes declarou a propósito da suposta intervenção de nacionais russos anti-nazis nas Repúblicas Populares do leste da Ucrânia, que as sanções da Europa à Rússia só pecam por tardias. Ana Gomes repete a sua posição pró-imperialista euro-estadounidense como no caso da Libia e da Siria. O que, contando com o aopio da "esquerdinha nacional" deixa Durão Barroso assanhadamente aguerrido, a ponto de citar o presidente da Rússia por supostamente lhe ter declarado nas fuças que caso o pretendesse tomava Kiev em duas semanas.
O conselheiro de Putin, Juri Uschakow, acusa o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, de ter citado Putin fora de contexto, quando se referiu a uma conversa telefónica entre ambos em que o presidente russo disse que poderia tomar Kiev em duas semanas. O processo, disse Uschakow, não está ao "nível de uma personalidade política séria" (fonte) e por osmose, também não está ao nivel da Ana Gomes...

Os invasores de quem ninguém fala:   
Veteranos norte-americanos da Intelligence Professionals for Sanity (VIPS) escreveram a Angela Merkel dizendo-lhe que as informações da NATO sobre invasão da Ucrânia pela Rússia não são confiáveis.

terça-feira, setembro 02, 2014

o BES-Angola é um Banco Bom ou um Banco Mau?

não sabemos, porque o BESA, embora criado com capitais supostamente portugueses, está fora da jurisdição nacional portuguesa. 

Certo, certo, é que se o BES-Angola não pagar os supostos 3 Mil Milhões que deve é o Banco Mau que perde. E credores e accionistas recebem Zero.
E os credores, como se verá mais à frente, são afinal apenas um: é o "Banco Bom" português,  o que "é nosso", segundo a lógica da batata capitalista, dos contribuintes portugueses que serão obrigados a responsabilizar-se e ter orgulho pelas coisas boas da nossa banca comercial de investimento fora do interesse nacional.

desde o colapso da bolha das Dotcom no ano 2000, até à crise dos Subprime, passando pela crise Energética (a invasão do Iraque pelo petróleo), pela actual crise das Dívidas Soberanas e do novissimo colapso do Banco BES, as empresas portuguesas mais valiosas cotadas na Bolsa de Lisboa perderam 3,7 mil milhões em pouco mais de uma década. E desde 1974 o Banco de Portugal delapidou 483,5 toneladas de ouro das suas reservas, ouro que chegou a valer 6,5 vezes mais do que no período compreendido entre 2001 e 2009, data a partir da qual o actual vice-governador do BCE Vitor Constâncio o começou a transferir ao desbarato, trocando-o por swaps e afins. Ouro vendado que a preços de hoje teria um valor de 17 mil milhões.

A crise financeira que estourou em Portugal no passado dia um de Agosto, com a bancarrota do Banco Espírito Santo (BES), teve o condão de calar todos os nossos economistas, os quais perderam totalmente a coragem de avaliar o quadro político, económico, financeiro e social dramático onde está a mergulhar a sociedade portuguesa.

segunda-feira, setembro 01, 2014

"O preço de ser Israel"

"A história do sionismo é um debate permanente, fora e dentro do judaísmo". E logo nesta primeira linha surge a falácia: porquê o sr. António Guerreiro autor deste artigo acha que as pessoas têm de ser organizadas por dentro ou por fora das religiões? o tratado de Westfalia no século XVI pôs fim às guerras religiosas, pensávamos nós, com a criação da forma "Estado", uma entidade laica, mediadora da liberdade de expressão (1). Três séculos depois, relembra-se o que Marx escreveu sobre a "Questão Judaica": que os judeus, como expoentes máximos do capitalismo, acabariam por desaparecer consoante se fossem integrando nas sociedades de acolhimento, concluindo: "O dinheiro é o Deus zeloso de Israel, diante do qual nenhum outro deus pode existir (...) portanto, a emancipação dos judeus é a emancipação da humanidade do judaísmo (...) num regime socialista não existirá discriminação por motivos religiosos (...) os amantes do dinheiro extinguir-se-ão...". E foi isso mesmo que aconteceu: os judeus, por opção religiosa ou por proselitismo estão todos juntinhos a gerir a Reserva Federal dos EUA que emite a moeda imperial à qual todas as outras nações pagam tributo. Como se vai vendo, a história do Sionismo não se resume ao Médio Oriente, goes global - uma nova forma de fascismo, conforme escreveu o mesmo António Guerreiro sobre a uniformização cultural que se vai tornando igualmente global

A medalha cujo verso e reverso se reproduz abaixo foi cunhada por ordem de Joseph Goebbels em 1933, para comemorar a expedição Nazi à Palestina. Um dado que é preciso investigar a fundo para esclarecer as obscuras conexões entre o Sionismo e o III Reich alemão. A imagem da educação em Israel na disciplina de uso de armamento de guerra é contemporânea.
O plano consignado com a criação da empresa alemã Haavara ("uma espécie de agência de viagens para a Palestina") foi assinado em 25 de Agosto de 1933 entre a Federação Sionista da Alemanha (Zionistische Vereinigung für Deutschland), o Banco Anglo-Palestiniano (agindo sob as ordens da Agência Judaica) e as autoridades económicas da Alemanha Nazi. O acordo de tranferência foi projectado para facilitar a emigração de judeus alemães para a Palestina...

...o emigrante pagava um certo montante de dinheiro à empresa de colonização sionista, a título de investimento, recebendo o capital ou bens de fabrico alemão no seu destimo como colono.
Nada de muito diferente do que se continua a passar hoje em dia "Na Alemanha de Hitler, o acordo funcionou regularmente pelo menos até um ano antes da declaração de guerra dos judeus ricos dos Estados Unidos à Alemanha (1939), sendo conhecido como "Kapitaltransfer nach Palaestina". O principal proponente do Acordo Haavara foi o judeu Haim Arlosoroff. O acordo entre sionistas e nazis, além de permitir a emigração de judeus possibilitou a recuperação de boa parte dos valores dos activos de que dispunham na Alemanha - apesar do imposto sobre a remessa de capitais para o exterior, correspondente a 25% sobre o valor transferido, conforme previsto pela legislação alemã. Aproximadamente 60.000 judeus alemães beneficiaram-se dessa cooperação entre as organizações sionistas e autoridades alemãs. Ao emigrar, levaram consigo 100 milhões de dólares (uma quantia astronómica para a época), recursos que serviram para lançar as bases da infraestrutura do futuro estado de Israel. (wikipedia)